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O socialismo clássico já foi rechaçado; o inimigo agora é outro

O
século XX testemunhou o surgimento, a expansão e o fim do mais trágico
experimento da história humana: o socialismo. 
O experimento resultou em significativas
perdas humanas
,
destruição de economias
potencialmente ricas
,
e colossais desastres ecológicos
O experimento terminou, mas a devastação irá afetar as vidas e a saúde
das futuras gerações.

A
real tragédia deste experimento é que Ludwig von Mises e seus seguidores — que
estão entre as melhores mentes econômicas deste século — já haviam
explicitado a verdade sobre o socialismo ainda em 1920
, mas seus alertas foram ignorados.
Yuri Maltsev (1990).

O socialismo está morto tanto como ideologia quanto
como movimento político.  Trata-se de um
exemplo de um deus que fracassou.

O socialismo é uma forma muito específica de opinião
econômica.  Um socialista acredita que o
governo deve ser o proprietário dos meios de produção.  É isso que o socialismo
sempre significou
: controle estatal dos meios de
produção.

Quando Ludwig von Mises refutou o
socialismo em 1920
, ele tinha em mente exatamente esse
enfoque econômico. 

Eis o seu argumento comprovando que o socialismo é uma
impossibilidade prática: se o governo detém todos os bens de capital (máquinas,
ferramentas, instalações etc.) de uma economia, então não há um mercado para
esses bens.  Não havendo mercado para
esses bens, não há uma correta formação de preços para eles. Sem preços, os planejadores não têm como
estabelecer o valor dessas ferramentas. Consequentemente,
não há como uma agência de planejamento central determinar quais são os custos
de produção dos bens de consumo mais demandados. Com efeito, não há sequer como determinar
quais os bens de consumo mais demandados. É necessário haver um livre mercado para que haja uma precificação dos
bens de consumo e dos bens de capital. 
Em uma economia socialista, não há nenhum dos dois. Portanto, disse Mises, um
planejamento econômico socialista é inerentemente irracional.

Esse argumento de Mises foi ignorado pela vasta
maioria dos socialistas, e nunca foi levado a sério pelos keynesianos.

No entanto, quando a economia da União Soviética
entrou em colapso no final da década de 1980, ficou claro pelo menos para Robert
Heilbroner
, professor de economia multimilionário e de
esquerda, que Mises estava certo.  Ele
próprio admitiu isso em um artigo na revista The New Yorker intitulado “Após
o Comunismo
” (10 de setembro de 1990). Ele
literalmente disse a frase: “Mises
estava certo
“. 

Ato contínuo, Heilbroner disse que os socialistas
teriam de mudar de tática, parando de acusar o capitalismo de ineficiência e
desperdício, e passar a acusá-lo de destruição ambiental.  Consequentemente, deveriam ser criadas inúmeras
burocracias, regulamentações e leis com a explícita intenção de subverter
totalmente as características do capitalismo a ponto de fazer com que, segundo
os próprios socialistas, o novo arranjo social gerado não possa de modo algum
ser considerado capitalismo. 

Adicionalmente, Heilbroner disse que o socialismo
era simplesmente uma ideologia morta.

No momento, não há virtualmente ninguém fora da
América Latina, da Coréia da Norte e do Zimbábue que abertamente argumente em
favor do socialismo clássico.  Coréia do
Norte e Cuba oficialmente são economias comunistas.  Como consequência, são assolados pela
miséria.  Suas economias não têm
influência nenhuma no mundo.  Ninguém
mentalmente são utiliza esses países como modelo econômico. O Zimbábue é gerido por uma tribo marxista, e
também ninguém quer imitá-lo.

Theodore
Dalrymple
fez o seguinte, e preciso, comentário
sobre o marxismo africano
:

Embora
os marxistas costumassem alegar que as deficiências da União Soviética nada
tinham a ver com o marxismo, o fato é que a humilhante dissolução de um regime
que sempre afirmou ser marxista representou um profundo e fatal golpe para a
ideologia.

Conheci
vários marxistas no norte da Nigéria. 
Eles eram jovens e confusos, mas acreditavam em uma explicação vagamente
marxista para seu descontentamento.  Eles
não eram militantes, exceto mentalmente. 
Se houvesse uma manifestação, eles talvez se juntassem a ela, mas não
matariam ninguém pela ideologia.  Eles se
contentavam meramente em proferir palavras.

Com o colapso da União Soviética, surgiu um vácuo
ideológico para aquelas pessoas que buscavam uma explicação total para seu
descontentamento — pessoas que, graças à difusão cultural, eram provavelmente
mais numerosas e estavam mais desesperadas do que nunca.  A única alternativa disponível, e uma muito
mais profunda do que o marxismo, era o islamismo fundamentalista.  O islã prospera naqueles locais onde o
marxismo não mais possui grande influência.

O
principal inimigo é outro

Com o colapso do socialismo clássico ocorreu o
fortalecimento dos social-democratas. 

Estes aceitam a existência de uma economia de
mercado e também aceitam a propriedade privada sobre a maior parte dos meios de
produção.  Aceitam também que o mercado
precifique grande parte dos bens de consumo de uma economia. 

Mas, assim como os socialistas, eles defendem políticas
redistributivistas.  Assim com os
socialistas, eles defendem o confisco de uma fatia da renda dos indivíduos produtivos
da sociedade e sua subsequente distribuição para os não-produtivos.  Assim como os socialistas, eles acreditam que
os burocratas do governo devem intervir no mercado e redistribuir riqueza.  Eles não se importam se isso irá reduzir o
crescimento econômico.  Eles são motivados pela inveja.  Eles estão dispostos a ver uma economia
produzindo menos desde que isso satisfaça sua demanda por algo que seja semelhante
a uma igualdade econômica.

Mas há diferenças.

Ao passo que, para os socialistas clássicos, o
objetivo era a estatização dos meios de produção, a erradicação da classe
capitalista, e a tomada de poder pelo proletariado, os social-democratas
entenderam ser muito melhor um arranjo em que o estado mantém os capitalistas e
uma truncada economia de mercado sob total controle, regulando, tributando,
restringindo e submetendo todos os empreendedores às ordens do estado. 

O objetivo social-democrata não é necessariamente a
“guerra de classes”, mas sim um tipo de “harmonia de
classes”, na qual os capitalistas e o mercado são forçados a trabalhar
arduamente para o bem da “sociedade” e do parasítico aparato
estatal.  Os social-democratas, muito mais espertos que os socialistas,
entenderam que têm muito mais a ganhar caso permitam que os capitalistas continuem
produzindo e gerando riquezas, ficando os social-democratas com a tarefa de
confiscar uma fatia dessa riqueza e redistribuí-la para suas bases.

Politicamente, os socialistas clássicos queriam uma
ditadura do partido único, com todos os dissidentes sendo enviados para os
gulags.  Já os social-democratas preferem uma ditadura “branda” —
aquilo que Herbert Marcuse, em outro contexto, rotulou de “tolerância
repressiva” –, com um sistema bipartidário em que ambos os partidos
concordam em relação a todas as questões fundamentais, discordando apenas
polidamente acerca de detalhes triviais — “a carga tributária deve ser de
37% ou de 36,2%?”.

E há características de atuação ainda mais nefastas.

Ao mesmo tempo em que os social-democratas mantêm os
pequenos empresários sob restritos controles e regulamentações, eles fornecem
trânsito livre para os grandes empresários, os quais, em troca de propinas
e doações de campanha, usufruem a liberdade de fazer conluio com políticos e
burocratas e, com isso, auferirem grandes privilégios e favores.  Políticos concedem a seus empresários
favoritos uma ampla variedade de privilégios que seriam simplesmente
inalcançáveis em um livre mercado.  Os privilégios mais comuns são
contratos privilegiados com o governo, restrições de importação, subsídios diretos, tarifas protecionistasempréstimos
subsidiados feitos por bancos estatais
, e agências reguladoras
criadas com o intuito de cartelizar o mercado e impedir a entrada de
concorrentes estrangeiros

(E estamos aqui desconsiderando os privilégios
ilegais, como as fraudes em licitações e o superfaturamento em prol de
empreiteiras, cujas obras são pagas com dinheiro público).

Em troca desses privilégios (legais e ilegais), os
grandes empresários beneficiados lotam os cofres de políticos e burocratas com
amplas doações de campanha e propinas.

Ou seja, neste arranjo social-democrata, quem
realmente arca com a fatura são os pequenos empresários e os assalariados que
trabalham nessas pequenas empresas.

Economicamente, os social-democratas são keynesianos. Mas é um grande erro dizer que o
keynesianismo é socialista. O keynesianismo
claramente não é socialista. O keynesianismo
defende as características básicas do capitalismo. Sempre defendeu. O próprio Keynes poderia ser considerado um
defensor do capitalismo. Ele acreditava
que, para aditivar a economia, o estado deveria intervir no mercado aumentando
seus gastos. Para isso, ele defendia que
o estado ou criasse dinheiro do nada ou pegasse dinheiro emprestado dos
capitalistas. Keynes queria que o estado
saísse comprando bens e serviços para estimular a economia. Ele queria ver uma expansão do capitalismo,
mas ele acreditava que os déficits orçamentários do governo e a inflação monetária
do banco central seria a melhor maneira de restabelecer a produtividade econômica
do capitalismo durante uma recessão.

Na prática, o keynesianismo é uma política que
beneficia grandes empresários.  Sempre
que o governo aumenta os gastos públicos e incorre em déficits orçamentários, ele
aumenta os lucros de alguns empresários privilegiados (ou ineficientes) à custa
dos pagadores de impostos.

Como explicado aqui, se o governo disser que irá gastar mais
com assistencialismo, os bancos irão financiar o déficit e os pagadores de
impostos ficarão com os juros.  Se o governo disser que irá gastar mais
com saúde, além dos bancos, as empresas do ramo médico — desde as grandes
fornecedoras de equipamentos caros aos mais simples vendedores de luvas de
borracha — também irão lucrar mais. Se o governo disser que irá gastar mais com obras e investimentos públicos, além dos bancos, todas as empreiteiras selecionadas serão beneficiadas.

Quando o governo decide “estimular” a
economia por meio de mais gastos, ele pode fazer duas coisas: ou ele pode contratar
uma empresa privada para fazer alguma obra de infraestrutura, ou ele pode executar
seus dispêndios por meio de alguma estatal, o que inevitavelmente também gerará
toda uma série de lucros privados, não apenas em prol de seus empregados, mas
também e principalmente em prol de empreiteiras, fornecedores, clientes etc.

Reconheça o inimigo

Social-democratas são keynesianos e são defensores
do estado assistencialista e do capitalismo de estado.  Eles defendem regulação da economia, impostos
sobre todo o setor produtivo e privilégios para grandes empresas.  Isso custa caro em termos de impostos e regulamentações
para os pequenos empresários.

Eles querem dirigir o sistema capitalista da mesma
maneira que os fascistas
da década de 1930

Eles defendem que os meios de produção sejam
propriedade privada, mas querem especificar aos proprietários o que eles podem
e o que eles não podem fazer com seu capital. 
Eles querem dirigir a produtividade do capitalismo. 

Em troca disso, concedem favores e privilégios aos
grandes empresários.

Eles, a princípio, não defendem estatização dos
meios de produção (isso é um fetiche marxista). 
Eles apenas querem ter o porrete para dirigir o sistema produtivo, mas não
querem a responsabilidade por ter feito isso.

Eles estão satisfeitos em ter um sistema corporativo
produtivo o suficiente para beneficiar o governo com grandes receitas.  Eles gostam dessa galinha dos ovos de
ouro.  Parasitas não querem matar seus
hospedeiros. 

Já o socialismo é, por definição, uma filosofia econômica
na qual o hospedeiro é morto.  A esquerda
atual é majoritariamente composta por parasitas, idealistas e bon vivants, e não por comunistas linha
dura.  A esquerda atual quer manter os
ovos de ouro fluindo para seus cofres.

O keynesianismo, a social-democracia e o conluio
entre políticos keynesianos e grandes empresários são os inimigos atuais.

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Leia também:

Odebrechts, Eikes e Joesleys: como surgem os bilionários no Brasil?

O empresário em um ambiente de livre mercado e em um ambiente estatista

Precisamos falar sobre o “capitalismo de quadrilhas”

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Murray
N. Rothbard
 (1926-1995) foi um decano da
Escola Austríaca e o fundador do moderno libertarianismo. Também foi o
vice-presidente acadêmico do Ludwig von Mises Institute e do Center for
Libertarian Studies.

Gary
North
, ex-membro adjunto do Mises Institute, é o autor de
vários livros sobre economia, ética e história.

Juan Ramón Rallo, diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.

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130 comentários em “O socialismo clássico já foi rechaçado; o inimigo agora é outro”

  1. Ao aprimorar os meus conceitos sobre a ideia libertária, o que responder quando me interpelarem acerca de Mises ter sido ministro da economia numa ditadura austríca? Estou rodeado de sociais-democratas (marxistas enrustidos) e não quero que o debate seja vencido por eles!

  2. Lendo esse artigo percebo que os dois principais partidos brasileiros são unidos umbilicalmente,seria interessante se tivéssemos no Brasil uma experiência mais liberal, mas não vejo liderança que possa nos levar a tal situação. Precisamos rever muita coisa no nosso país, vivemos um excesso de burocratização que é como uma ancora para o crescimento, modernizar é a palavra de ordem.

  3. Muito bom artigo, uma luz nessa nossa imprensa sombria.

    Mas na minha opinião fico com o Erik von Kuehnelt-Leddihn, que pelo que entendi no seu livro “Leftism, from de Sade and Marx to Hitler and Marcuse” (que aliás tem na biblioteca deste site), a Social Democracia nada mais é do que o socialismo chamado Fabiano (que o artigo não cita). Eles pregavam e pregam uma transição suave, e para tal reconhecem a necessidade de usar o capitalismo atual (Dúvidas, perguntem ao FHC).

    No entanto, para evitar confusões, acho importante chamá-los pelo nome: Socialistas sim. E ainda iria além e diria: Comunistas sim, escondidos sob a aparente versão mais branda da Social democracia.

    A diferença entre o estado Comunista auto-declarado e o Estado social democrata é a mesma entre o assaltante que te aponta a arma na cabeça e aquele te diz no ouvido que tem uma arma sob a camisa, pedindo-lhe educadamente que você lhe dê sua carteira (deixando algum para o ônibus).

    Além disso, desde a revolução francesa, os esquerdistas nunca deixaram de se associar a parte das classes dos nobres, dos aristocratas dos intelectuais. E mesmo na Rússia logo cedo já sabiam na prática o que Mises provou na teoria, pois tiveram de permitir mercados livres com algum controle “vista grossa” (assim como os há ainda hoje em Cuba e na Coréia do Norte).

    O inimigo continua sendo o Socialismo, clássico ou não. Duvido que o PT se associe às Camargo Correias, Engevix e Odebrechts da vida sem ter a intenção de no futuro colocar a todos no paredão e fuzilá-los.

  4. Leandro Tideman

    Socialismo clássico é estatização dos meios de produção. Socialismo moderno é a estatização do capital.
    Corrigindo: socialismo moderno é a estatização parcial dos meios de produção(Terra,Trabalho e capital)e coexistência intimidadora com o pequeno empresariado e subsídios e proteção ao grande empresariado.

  5. Estou ainda conhecendo os trabalhos de Mises, embora veja que tenha inspirado muito Friedman. Aliás, natural de uma Universidade Federal Brasileira, estudei Economia e nem sequer me lembro de Mises. Enfim. Venho aqui aos amigos entender bem resumidamente até que ponto Mises vê o papel do Estado numa Economia de livre mercado total. Poderiam sugerir um artigo daqui?

  6. O que o(s) autor(es) descreveu de alta tributação e de muitas regulamentações é o populismo.

    A social-democracia possui alta tributação, mas as regulamentações não são muitas. No quesito regulamentações está muito mais próximo de uma economia liberal do que uma economia socialista.

    A Dinamarca, por exemplo, é uma social democracia que possui mais liberdade econômica do que os EUA (2015), mesmo tendo o dobro de carga tributária.

    Creio que essa confusão de nomes se deva ao fato de ser um artigo antigo, quando ainda não estava bem definido os tipos de esquerdismos que não são puramente marxistas.

  7. “Eis o seu argumento comprovando que o socialismo é uma impossibilidade prática: se o governo detém todos os bens de capital (máquinas, ferramentas, instalações etc.) de uma economia, então não há um mercado para esses bens. Não havendo mercado para esses bens, não há uma correta formação de preços para eles. Sem preços, os planejadores não têm como estabelecer o valor dessas ferramentas. Consequentemente, não há como uma agência de planejamento central determinar quais são os custos de produção dos bens de consumo mais demandados. Com efeito, não há sequer como determinar quais os bens de consumo mais demandados. É necessário haver um livre mercado para que haja uma precificação dos bens de consumo e dos bens de capital. Em uma economia socialista, não há nenhum dos dois. Consequentemente, disse Mises, um planejamento econômico socialista é inerentemente irracional”.

    Entendi a lógica argumentativa, mas gostaria que alguém me desse um exemplo claro, rápido e concreto para ser explicado para alunos de ensino médio que não tem intimidade com economia, de forma a tornar esse argumento fácil e completamente passível de ser desenvolvido por eles em uma prova sobre teoria marxista,por exemplo… e aí? Alguém me ajuda?!

  8. Artilheiro de metralhadora (pergunta off topic)

    Olá pessoal!

    Tenho grandes dúvidas:

    Qual a probabilidade de haver desabastecimento alimentício, a volta da hiperinflação, o desemprego em massa no Brasil em 2016 (Esclarecendo em relação ao desemprego: qual a possibilidade de haver uma convulsão social por conta do mesmo), e se também há alguma possibilidade de haver guerra civil no Brasil em 2016 (mesmo com a população desarmada-praticamente).

    Pois acredito pessoalmente que o “gado” só acordará assim (da pior maneira).

    Agradeço desde já as respostas e tudo de bom para todos!!!

  9. Muito bom artigo mesmo, bem elucidadtivo, claro e preciso. Somente gostaria de lembrar de um fato que o autor esqueceu de mencionar e que considero muito importante: as carascterísticas do povo que está sob o domínio deste tipo de governo (ous situação política). Devemos lembrar que as caractetísticas da população onde esses governos prevalecem deve ser estudada, pois normalmente vemos populações completamente alienadas, em países onde essas idéias progridem essas idéias centralizadoras da economia. Para mim, a capacidade intelectual da população (e suas características culturais) também estão intimamente ligadas ao poder que os social-democratas têm em alguns paises, principalmente se olharmos o caso do Brasil e de boa parte da América Latina.
    A cultura latina normalmente veio no berço de uma necessidade cada vez maior de mais estado. É normal para o brasileiro, por exemplo, sempre colocar a culpa no outro, por qualquer erro que ele cometa. É um comportamento inato da maior parte da população: a falta de raciocínio lógico, a falta de auto-censura, e isso a cada dia que passa ainda ecoa nas vozes que o povco mais gosta de escutar: os políticos e os jogadores de futebol. Enquanto a maior parte da população não for claramente colocada na sua justa posição de ré dentro deste processo de homicídio de um país, nada vai mudar.

  10. “Mas, assim como os socialistas, eles defendem políticas redistributivistas. Assim com os socialistas, eles defendem o confisco de uma fatia da renda dos indivíduos produtivos da sociedade e sua subsequente distribuição para os não-produtivos. Assim como os socialistas, eles acreditam que os burocratas do governo devem intervir no mercado e redistribuir riqueza. Eles não se importam se isso irá reduzir o crescimento econômico. Eles são motivados pela inveja. Eles estão dispostos a ver uma economia produzindo menos desde que isso satisfaça sua demanda por algo que seja semelhante a uma igualdade econômica.”

    Discordo dessa parte. Defendo o sistema de voucher em aspectos básicos da sobrevivência. Contanto que o Estado não monopolize a prestação de tais serviços, isso não seria uma “luta contra a desigualdade”, mas sim dar o mínimo para o mercado se desenvolver e prosperar mais ainda. O mercado se tornar competitivo em patamares mais interessantes. Não é oneroso para nós enquanto sociedade esses tipos de ajuda, ainda mais tendo em vista que isso volta para o mercado. Onerosos são os mega projetos estatais, os bancos estatais, o inchaço da máquina que nada trazem de retorno a não ser para os amigos do rei.

    Os sociais democratas visam regulação, centralização do poder no Estado, eles são corporativistas. Esse é o problema deles.

  11. “Capitalismo de Estado” é uma contradição em termos.

    Capitalismo é livre mercado enquanto Estado é coerção. Compadrio entre corporações e o Estado, instituído pela coerção, é fascismo.

    Capitalismo e Fascismo são sistemas com fundamentação, implementação e resultados totalmente diferentes.

    Para mim, usar expressões do tipo “capitalismo de compadrio”, “capitalismo de quadrilha”, “capitalismo de Estado” serve aos relativistas anti-capitalistas que não gostam de ser chamados de fascistas. Fascistas de verdade.

  12. “Economicamente, os social-democratas são keynesianos. Mas é um grande erro dizer que o keynesianismo é socialista. O keynesianismo claramente não é socialista.”

    Não me parece muito que é um “grande erro”, nem que seja tão “claramente” assim.

    * * *

  13. O Comunismo estatiza a fábrica de sorvetes e logo começa a produzir com gosto de merda. A Social-Democracia regula o setor, retira a concorrência, a primazia do consumidor e o espirito do empresário, conseguindo, assim, o mesmo gosto de merda.

  14. Acho que tem alguns pontos que precisavam ser melhor analisados. O socialismo não pregava “propriedade estatal dos meios de produção”, pois “propriedade” parte do pressuposto de haver uma ordem legal, que concede o reconhecimento da propriedade.

    Segundo os socialistas, a única maneira de assaltar o burguês capitalista e transferir os meios de produção para o proletário, era solapar a ordem legal, tornando-se não um proprietário, mas um controlador absoluto. Não há como se tronar “proprietário” solapando a estrutura legal.

    No socialismo há o controle brutal e imune a qualquer responsabilidade legal, é aquilo que Marx chamava de “Capitalismo cru”. Ou seja, eles dizem que os “burgueses” exploram todos na sociedade, mas o burguês tem de responder perante o Estado, a população, os sindicatos, etc. O socialismo, como controlador brutal, sem ordem legal acima (em alguns casos o próprio partido é um espécie de “ordem”) não deve satisfação alguma para ninguém, sendo um controlador brutal. O socialismo sempre foi sinônimo de perversão, exploração, destruição de recursos, fome, miséria, iniquidade. Exemplos disso foi a URSS, e o atual socialismo chinês, o sistema mais predador que já existiu na face da Terra. O Socialismo é muito mais cruel do que o que eles chamam de “capitalismo selvagem”.

    Só que esse processo de controle absoluto, mostrou-se inviável, como o Ludwig von Mises já explanou. Acabaria virando uma total desordem, não seria possível fazer qualquer tipo de cálculo econômico e não sendo possível o socialismo existir.

    O socialismo fabiano não busca a propriedade estatal dos meio de produção, mas controle, de qualquer maneira, de uma maneira camuflada. Vejam quando acontece alguma coisa na Petrobrás, eles sempre culpam quem? Os acionistas! Na tragédia de Minas Gerais, mesmo o Estado sendo um dos principais responsáveis, culpam exclusivamente quem? A empresa privada somente! Depois vão lá e fazem leilões e concessões… Isso não tem nada a ver com hipocrisia. É socialismo fabiano!! Ao mesmo tempo em que sufocam os capitalistas com tributos, impostos, regulações, criam um sistema onde fogem da responsabilidade e as passam somente para os capitalistas, que são feitos de escravos, compadres, marionetes etc! É uma ditadura horrenda, que já estamos vivendo! Nesse sistema o Estado cria condições onde se esquiva da responsabilidade, ao mesmo tempo subjuga os capitalistas. Quando acontece algum desastre, quem vai pra cadeia? Os capitalistas! Quem fica com os lucros? O partido! Nós já vivemos em um regime socialista, isso já uma China.

  15. Off Topic!

    Neste artigo
    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2213

    Se disse que o FED não poderia aumentar as taxas de juros americanas por causa do “prêmio” (inédito na história dos bancos centrais) pago pelo FED aos bancos, qual seja, juros anuais de 0,25% sobre todo e qualquer dinheiro que os bancos voluntariamente deixassem parado no Fed.

    Porém hoje, saiu a noticia de que os juros aumentaram pela primeira vez em uma década.

    g1.globo.com/economia/noticia/2015/12/bc-dos-eua-eleva-juros-pela-primeira-vez-em-quase-uma-decada.html

    Talvez não seja o artigo apropriado, mas poderia alguém tentar esclarecer o que houve.

    Agradeço

  16. Uma página muito interessante pra quem se interessa pelo fenômeno da “mentalidade anticapitalista”. Com muitos artistas e pessoas públicas, mostrando a argumentação e grande confusão intelectual dos esquerdistas. Os videos começam no dia 14.

  17. Pessoal do IMB,eu sei que vocês vão rir da pergunta,mas Carlos Lacerda pode ser considerado um opositor do estatismo dos anos 30 e do bem estar social/keynesianismo?Ou até mesmo um pouco libertário?

  18. Essa questão dos impostos é deshumana ! Enquanto um vendedor ganha 5% de comissão em uma venda, o governo ganha mais do que o próprio vendedor cobrando impostos.

    Nem a igualdade do lucro eles respeitam. Eles querem ganhar mais do que o próprio vendedor.

  19. Vivemos hoje nessa pseudo democracia. O que mais revolta é a maneira camuflada com que as coisas acontecem. Nem na idade média durante o sistema feudal as pessoas viviam nessa ignorância – cada um conhecia o seu papel. Hoje as pessoas pensam que vivem numa democracia, não têm ideia do papel que estão desempenhando.

  20. As operadpras de telecomunicações pagam 50 bilhões de reais por ano em impostos. A grande dúvida é se os donos dessas operadoras lucraram 50 bilhões por ano.

    Parece que o governo está lucrando mais do que os empresários, sem fazer nada, exceto atrapalhar os negócios.

  21. “Ao mesmo tempo em que os social-democratas mantêm os pequenos empresários sob restritos controles e regulamentações, eles fornecem trânsito livre para os grandes empresários, os quais, em troca de propinas e doações de campanha, usufruem a liberdade de fazer conluio com políticos e burocratas e, com isso, auferirem grandes privilégios e favores. Políticos concedem a seus empresários favoritos uma ampla variedade de privilégios que seriam simplesmente inalcançáveis em um livre mercado. Os privilégios mais comuns são restrições de importação, subsídios diretos, tarifas protecionistas, empréstimos subsidiados feitos por bancos estatais, e agências reguladoras criadas com o intuito de cartelizar o mercado e impedir a entrada de concorrentes estrangeiros. “

    Isso é o que mais acontece aqui no Brasil, ou estou errado?

  22. Bom dia a você MODERADOR que está a ler este comentário.

    O que vou falar aqui é em relação aos comentários que podem ser feitos.

    Já ocorreu comigo umas três vezes eu comentar respondendo um outro comentário e esse meu comentário ficar fora de posição. Lendo os comentários também da pra perceber que outros leitores também passam por isso.

    Eu sugiro que verifiquem esse sistema de comentários do site para que possamos ter um debate melhor e sem confusão.

    Aconteceu comigo agora nesse comentário que, aliás, peço para corrigirem pois eu respondi em relação ao leitor “vinicius”:

    vinicius 16/12/2015 15:24:21
    O Partido Novo é o único que se aproxima de um ideal mais liberal, não é perfeito, mas já é alguma coisa.

    Espero que possam resolver esse problema. Só quero sugerir isso para um melhor desenvolvimento dos debates aqui no site.

    Desde já agradeço a compreensão de você, moderador, e de todos da equipe IMB.

  23. Uma dúvida:

    Onde se encaixam os países Nórdicos? Na Social Democracia?

    Porque o Estatistas adoram usar esses países como “cases de sucesso” de um Estado gigante

    Grato

  24. Artigo excelente, e certamente um dos que mais fielmente consegue descrever a realidade. É bem isso mesmo: social-democratas, assim como os socialistas, atribuem a si mesmos toda a sabedoria, todo o entendimento, toda a capacidade de gerir a sociedade e os recursos, beneficiando a todos. Por outro lado, tem-se essa grande diferença de que ninguém mais precisa manifestar-se contra o capitalismo, a propriedade privada, um enriquecimento maior de alguns, etc.

    E uma boa demonstração disto ocorreu recentemente, quando foi noticiado que em 2009 o então presidente Lula viajou para outros países para fazer lobby, logicamente para seu seleto grupo de grandes empresários. E, ao contrário da reação de indignação e repúdio que se esperaria de um socialista, ele foi explicitamente defendido por alguns senadores — como se fossem com os mais arrazoados argumentos. Inclusive com o seguinte: o de que o ex-presidente “é o responsável por ter mudado, através de uma política determinada, a vida dos brasileiros para melhor. Os milionários ficaram bilionários; aqueles que não tinham carro têm carro; aqueles que não tinham um salário têm um salário de carteira assinada; todos ganharam no governo do presidente Lula”, além de muitos outros (que podem ser vistos aqui, propositalmente colocado depois dos 6:10, que é onde começa ficar mais interessante). Mas, evidentemente, tudo em defesa das empresas, dos empregos, e do desenvolvimento do país…

    Por fim, não é preciso nem dizer que quem alega possuir as ferramentas do pensamento econômico que permite que os mercados possam ser guiados da melhor maneira possível para todos, é o keynesianismo. E com ambos, social-democracia e keynesianismo convictos disto, temos aí um casamento perfeito. Entretanto, eu acho que o pior disso tudo é que apesar de a maioria das pessoas não aprovarem essas práticas, elas não têm coragem de mudar por causa de falta de conhecimento e, principalmente, por causa do medo.

    Abraços!

  25. Artilheiro de metralhadora

    “O Homem de 9 Dados”:

    Hahahaha!!!

    Eu até que gosto de 51 (minha bebida alcoólica preferida),rsrs…

    Futebol, carnaval ou whatsapp fazem meu gosto. Hehehe!!!

    “[…]Só não proíbe o Whatsapp, o carnaval, a manguaça e o Corinthians e tudo fica numa boa. :)” A ditadura comunista já proibiu, ontem e hoje (17/18 de dezembro), hehehe!!!

    “País patrimonialista é assim. Quem pode, manda; quem não pode bebe.

    Finge que o grilhão não dói no braço e segue adiante.

    A pinga é anestesia.”

    Sim, país oligarca, coronelista, servilista e patrimonialista é assim mesmo. A alienação é f*d@!

    Tudo de bom!!!

  26. Esse é o resultado do keynesianismo.

    No caso de políticos honestos, eles não foram capazes de ajudar as pessoas na vidas privada, e resolveram usar o governo para resolver problemas com o dinheiro dos outros.

    Isso não poderia resultar em outra coisa, a não ser a apropriação indevida de recursos públicos e esquemas de perpetuação no poder.

    Se um político não é liberal, ele é apenas um canalha ou alguém que não conseguiu ajudar as pessoas na vida privada.

    A grande maioria dos políticos do Brasil são pessoas incapazes de ajudar alguém na vida privada. Com essa incapacidade e limitação, eles resolvem ajudar as pessoas com o dinheiros dos outros.

    Enfim, a política virou um lugar de incapazes, canalhas e ditadores.

  27. João Emiliano Martins Neto

    Falou-se nos inimigos atuais, quero falar-vos dos amigos atuais que são os de sempre e os amigos somos nós cristãos, pois só o Cristianismo só os alter Christus, isto é, os outros cristos, podem ser ajudar que a sociedade se fortaleça de tal forma, convertendo até mesmo inclusive o coração empedernido de empresários venais para que tenhamos uma sociedade forte, cheia de amor e boa para ajudar o órfão, o doente, o vicioso e a viúva e não precise mais de um Estado com essa desculpinha assistencialista como custódio da sociedade. Em uma sociedade aonde há o amor ao próximo, a compaixão, o perdão e a caridade não há espaço para um Estado querendo encampar atividades que podem muito bem ser geridas pela sociedade pelos indivíduos bem formados pelo Evangelho.

  28. BOM DIA!! O texto esta perfeito! Apenas para somar, alguém poderia do IMB publicar artigo sobre a escola de frankfurt. Acho que ela se soma e agrega o socialismo fabiano e fabiano e se infiltrou bem nas universidades federais do brasil e na igreja! Aquela escola usa uma técnica gradual e sutil do marxismo que talvez mereça uma atenção aqui e destrinchá-la sobre a ótica brasileira.
    Como o combate é contra o marxismo cultural, vou com o Partido Novo pelas idéias que propaga de estado mínimo. Como não existe mundo ideal, quanto mais reduzir o tamanho do estado, melhor para sociedade!
    Se o cara está com 200kg, para chegar a 70kg sadiamente, precisa passar por 170 kg, 150 kg, 120 kg, 100 kg…..batalha diária, mas é possível!!

  29. Ainda tem professores na minha faculdade que defendem abertamente uma ditadura do proletariado. No entanto, os sociais-democratas se tornaram o grande câncer atual.

  30. Carlos S Damasceno

    Um dos melhores textos lidos por mim nos últimos meses….

    Sintetizou como ninguém o atual cenário nacional!

    Parabéns, mais uma vez!

  31. Marcos Antonio Ferreira

    Boa noite!

    Interessante texto…

    Entretanto, parece-me que, seja “socialismo clássico” … seja “capitalismo de estado”, os meios de produção estarão sob o domínio estatal e, por conseguinte, de um “governo temporário com prazo certo” (caso não seja uma ditadura). Se for assim, tanto um arranjo como outro estarão a concentrar em total ou larga medida os meios de produção ao domínio estatal, a afastar a livre iniciativa.

    No caso concreto do Brasil, porque não se fala mais em diminuição do número de ministérios… saída do arranjo estatal de atividades não inerentes a seu escopo…

    Por favor, é possível uma orientação?

    Obrigado!

  32. Concordo em gênero, número e grau.

    Artigos como este deveriam ser levados aos estudantes do ensino fundamental ao superior, para que eles aprendam alguma coisa sobre o mundo real.

  33. Texto maravilhoso. Que lição de história econômica. Sintese brilhante.

    Uma pena que tais informações não cheguem através do professorado (medíocre, aloprado e atrasado) aos estudantes pseudos revolucionários que estão a ocupar colégios e faculdades Brasil afora.

  34. Poderiam responder a esse comentário? É do Pablo Villaça:

    ‘Os discursos de esquerda encheram o saco do povo é isso. Até porque a esquerda vive só de discurso mesmo. Até eu cansei. Mas não dei meu voto a ninguém.’

    Ele respondeu ironicamente:

    É, tirar o Brasil do mapa da fome foi só discurso. Melhorar o acesso da população ao sistema de saúde foi só discurso. Aumentar significativamente o número de negros nas universidades foi só discurso.

  35. Esse artigo é genial e acerta na mosca para entendermos com o que estamos lidando hj, quem são essas figurinhas e o mal que geram com o tipo de prática que elas impõem à nossa sociedade.

    Muito esclarecedor!

  36. Um dos melhores textos que já vi. Defendendo o ponto de vista e apontando o dedo para as reais feridas existentes. Social democracia é um LIXO!

  37. Alguém saberia me explicar porque esquerdistas modernos (ou seja, que acreditam que não deve-se abolir a propriedade privada e empresas estatais devem coexistir com empresas privadas controladas por agências reguladoras) criticam o FHC?

    O cara fez basicamente TUDO o que a esquerda moderna defende. Não precisaria apoiá-lo, mas por que o atacam de forma tão raivosa?

    Além de dissonância cognitiva e analfabetismo econômico, qual outra explicação plausível?

  38. Que texto!!!

    E nesse trecho:

    “Mas há diferenças.

    Ao passo que, para os socialistas clássicos, o objetivo era a estatização dos meios de produção, a erradicação da classe capitalista, e a tomada de poder pelo proletariado, os social-democratas entenderam ser muito melhor um arranjo em que o estado mantém os capitalistas e uma truncada economia de mercado sob total controle, regulando, tributando, restringindo e submetendo todos os empreendedores às ordens do estado.

    O objetivo social-democrata não é necessariamente a “guerra de classes”, mas sim um tipo de “harmonia de classes”, na qual os capitalistas e o mercado são forçados a trabalhar arduamente para o bem da “sociedade” e do parasítico aparato estatal. Os social-democratas, muito mais espertos que os socialistas, entenderam que têm muito mais a ganhar caso permitam que os capitalistas continuem produzindo e gerando riquezas, ficando os social-democratas com a tarefa de confiscar uma fatia dessa riqueza e redistribuí-la para suas bases.

    Politicamente, os socialistas clássicos queriam uma ditadura do partido único, com todos os dissidentes sendo enviados para os gulags. Já os social-democratas preferem uma ditadura “branda” — aquilo que Herbert Marcuse, em outro contexto, rotulou de “tolerância repressiva” —, com um sistema bipartidário em que ambos os partidos concordam em relação a todas as questões fundamentais, discordando apenas polidamente acerca de detalhes triviais — ‘a carga tributária deve ser de 37% ou de 36,2%?’.”

    Praticamente descreveu o Brasil de 1985 em diante.

  39. Destaque nesse trecho:

    ”Politicamente, os socialistas clássicos queriam uma ditadura do partido único, com todos os dissidentes sendo enviados para os gulags. Já os social-democratas preferem uma ditadura “branda” — aquilo que Herbert Marcuse, em outro contexto, rotulou de “tolerância repressiva” —, com um sistema bipartidário em que ambos os partidos concordam em relação a todas as questões fundamentais, discordando apenas polidamente acerca de detalhes triviais — “a carga tributária deve ser de 37% ou de 36,2%?”.

    É exatamente o dualismo Democratas/Republicanos dos Eua, Trabalhistas/Conservadores no Reino Unido, ou ”teatro das tesouras” no Brasil.

    Impressionante como esse comentário é linkado com a preponderância do discurso anti-liberal (ensinada desde o primeiro banco escolar) vigente no Ocidente.

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