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A social-democracia no Brasil entrou em colapso – abandonemos os delírios e sejamos mais realistas

Atualmente, o governo só consegue se manter operante
porque há gente — bancos, fundos de investimento, investidores e empresas —
disposta a emprestar dinheiro para ele.

Burocratas, políticos, professores de universidades públicas,
médicos que atendem pelo SUS, policiais federais, aposentados, pensionistas,
beneficiários do Bolsa-Família, do ProUni, do FIES e do Pronatec, integrantes
do judiciário, do Ministério Público, da Receita Federal, das forças armadas
etc.: todos só recebem salários porque há pessoas e instituições dispostas a
emprestar dinheiro para o governo federal.

Caso tais pessoas e instituições não mais
emprestassem dinheiro para o governo federal, este não mais conseguiria honrar
sua folha de pagamento. Consequentemente,
o governo federal tornar-se-ia igual
a vários estados brasileiros
: teria ou de parcelar
suas despesas ou de simplesmente parar de pagar vários de seus empregados.

E quanto essas pessoas e instituições estão
emprestando ao governo? Apenas nos
últimos 12 meses, a cifra chega a espantosos R$ 587 bilhões.
Vale repetir: nos últimos 12 meses, a
quantidade de dinheiro que o governo tomou emprestado de bancos, fundos de
investimento, pessoas físicas e empresas foi de módicos R$ 587 bilhões.

Esse foi o déficit nominal do setor público. O
governo aumentou sua dívida em R$ 587 bilhões nos últimos 12 meses (o
equivalente a 10% do PIB) para poder executar todas as suas despesas, desde o
custeio da máquina aos juros da dívida.

Calote?

Antes de prosseguirmos, uma rápida consideração
sobre “as chances de calote”.

Quando você entende que o governo precisa de
dinheiro emprestado apenas para continuar existindo, torna-se claro por que ele
jamais dará o calote em seus credores, como recorrentemente gostam de alertar
alguns catastrofistas.

Isso seria de uma burrice inominável.

Apenas pense: hoje, o governo só consegue se manter
porque pega dinheiro emprestado.  Tendo um
déficit primário — isto é,
desconsiderando toda a despesa com juros — de 3% do PIB,
o governo não paga nem o funcionalismo público e nem o salário de seus
políticos se não tomar dinheiro emprestado.

Sendo assim, ele precisa se endividar simplesmente
para continuar funcionando.

Ao dar um calote, o governo estaria fechando exatamente
aquela fonte de financiamento que sempre lhe esteve aberta e disponível. Mais ainda: estaria acabando exatamente com aquilo que o
mantém vivo.  

Ora, você não mata quem sempre lhe empresta dinheiro
e que faz com que seja possível você fechar suas contas.

Adicionalmente, vale ressaltar que nem a Venezuela
de Chávez e nem a Argentina dos Kirchner fizeram isso. A Argentina deu o beiço nos credores
estrangeiros
, mas não nos nacionais.

Sim, haverá calote no Brasil, mas este não ocorrerá com os títulos públicos em
mãos de bancos, fundos de investimento, cidadãos e empresas nacionais.  O calote ocorrerá sobre aqueles grupos que
têm menos poder político: aposentados, pensionistas, dependentes de
assistencialismo etc.  Chegará um momento
em que estes não mais receberão nada.

Mas, antes disso, ainda haverá cortes na saúde, na educação e na cultura. Terá de haver. Assim como também terá de haver vendas de
ativos. Haverá privatizações, mesmo que a contragosto. Em última instância, o
governo preferirá vender todas as suas estatais a calotear a dívida pública (e
há muitas estatais a serem vendidas).

Dito isso, prossigamos.

Juros

Com o governo tendo de pegar emprestado nada menos
que R$ 587 bilhões em 12 meses — o equivalente a 10% do PIB –, é claro que os
credores cobrarão caro por isso.

Para se ter uma ideia do que é um déficit de 10% do
PIB, vale dizer que nem mesmo países ricos são tão permissivos assim. Por exemplo, o déficit orçamentário do
“pródigo” governo Obama não passa de
2,5% do PIB
. Na zona do euro é de 2,1%
do PIB
. Já o do
governo do Reino Unido é de “apenas” 4,4%
do PIB
. Até mesmo os “devassos” japoneses
se contentam com menos: 6%
do PIB
.

E com um detalhe: todo o resto do mundo está disposto a financiar estes países fartamente.  Já nós não temos essa moleza. Apenas
16,23%
dos títulos do Tesouro Nacional estão em posse de
estrangeiros (não-residentes). No caso
dos EUA, por exemplo, esse número chega
a 32,5%

Portanto, se o governo de um país como o Brasil, que
ainda está em desenvolvimento e possui um longo histórico
de inflação alta
, tem de pedir mais dinheiro emprestado
do que os países ricos, e há menos estrangeiros dispostos a financiá-lo, é
claro que os juros que seu governo terá de pagar serão estratosféricos.

E as consequências disso sobre a geração futura de
riqueza serão trágicas. Vale a pena
repetir o que foi dito neste artigo:

Quando
o governo se endivida, isso significa que ele está tomando mais crédito junto
ao setor privado. E dado que o governo está tomando mais crédito, sobrará
menos crédito disponível para financiar empreendimentos produtivos. 

E
isso é fatal para as micro, pequenas e médias empresas.

Imagine
que você seja uma empresa à procura de crédito. Você consegue pagar juros
de até, digamos, 12% ao ano. Mas aí vem o governo federal, com déficits
enormes, e oferta uma enxurrada de títulos pagando 14,25% ao ano. 

Como
você vai concorrer com ele? Se o banco pode emprestar a 14,25% para o
governo, sem risco nenhum, por que ele emprestaria a 12% para você, e ainda
correndo muito risco de calote?

Com
o governo em cena competindo pelo crédito e se oferecendo para pagar 14,25% ao
ano, a única forma de você conseguir algum crédito é se dispondo a pagar juros
de, suponhamos, 20% ao ano. Por menos que isso o banco não vai lhe
emprestar. É muito arriscado. Ainda mais em uma economia já
recessiva.

E
20% ao ano, em uma economia recessiva, você dificilmente terá condições de
pagar. Logo, ficará sem nada. Você não conseguirá financiamento,
não empreenderá e, consequentemente, não criará riqueza.

E
o efeito ocorre em cascata. Se as pessoas físicas podem emprestar para o
governo — via Tesouro Direto — por 14,25% ao ano, então os bancos pequenos e as financeiras terão de ofertar CDBs, LCs,
LCIs e LCAs a taxas muito mais altas para conseguir concorrer com o governo por
essa captação. 

Tendo
de pagar mais pela captação, os bancos pequenos e as financeiras terão de cobrar
juros mais altos de pequenos empreendedores como você, que recorrem a
eles. 

No
final, o crédito para investimentos produtivos se torna proibitivamente caro —
por causa dos déficits do governo, gerados por seus altos gastos.

Se
não fosse o governo, os bancos e as financeiras provavelmente teriam emprestado
para você. Mas com o governo em cena, suas chances se tornam praticamente
nulas.

O
que foi perdido

Portanto, dinheiro que poderia estar sendo
emprestado para empresas investirem foi direcionado para financiar os déficits
do governo, fazendo com que vários investimentos não fossem concretizados por
não serem financeiramente viáveis em decorrência dos juros maiores causados
pelo déficit do governo.

Qual foi o custo de todas essas oportunidades
perdidas? O gráfico a seguir mostra a
evolução da dívida bruta do governo federal desde julho de 1994. A dívida nada mais é do que um acumulado de
déficits. Portanto, o gráfico abaixo
mostra o tanto de dinheiro que foi absorvido pelo governo federal para
financiar seus déficits — dinheiro este que, caso não houvesse déficits,
poderia ter sido direcionado para o financiamento de investimentos produtivos:

dividabruta.png

Evolução
da dívida bruta do governo federal

O gráfico acima mostra que nada menos que R$ 4,15 trilhões já foram absorvidos pelo
governo federal para sustentar sua máquina e sua burocracia. São R$
4,15 trilhões que deixaram de financiar empreendimentos produtivos.

Impossível mensurar os custos econômicos das
empresas que deixaram de ser abertas, dos empregos que deixaram de ser gerados
e das tecnologias que deixaram de ser criadas simplesmente porque os
investimentos não foram possíveis por causa da absorção de recursos pelo
governo federal.  

Mais ainda: impossível mensurar todo o custo com os
juros altos que as pessoas e empresas tiveram de suportar por causa do
gigantismo do governo federal.

O que nos leva ao principal ponto: a
social-democracia é um sonho impossível em um país ainda pobre.

A
social-democracia em um país ainda pobre cobra um preço caro

Sejamos claros: o governo federal brasileiro gasta
muito porque seus eleitores assim desejaram. 

Foi o povo, por meio do seu voto, quem pediu um
estado cuidando de escolas, universidades, saúde, esportes, cultura, filmes nacionais, petróleo,
estradas, portos, aeroportos, Correios, eletricidade, aposentadorias, pensões, e
subsídios para pequenos agricultores e para megaempresários. 

Acima de tudo, foi o povo quem pediu um estado
ofertando amplos programas assistencialistas e uma crescente oferta
de empregos públicos pagando altos salários
.

Tal arranjo demandado pelo povo nada mais é do que a
social-democracia em sua essência
: um estado de
bem-estar social no qual o governo provê a todos por meio de altos gastos
sociais e ainda fornece vários serviços “gratuitos”.

Mas há um problema de ordem econômica: a social-democracia
é um arranjo que só consegue ter longa
duração em países ricos
, cuja população é extremamente produtiva e possui
alta renda per capita, de modo que ela consegue suportar a alta carga
tributária necessária para bancar o estado de bem-estar social.

Em países pobres, de população pouco produtiva e de
baixa renda per capita, tal arranjo se torna inexequível. Motivo: para gastar muito, o governo
inicialmente terá de tributar. Mas como
a população é pouco produtiva e de baixa renda per capita, o tamanho desta
tributação terá um limite natural. Sendo
a tributação insuficiente, o governo terá de se endividar, pegando emprestados
centenas de bilhões para poder efetuar todos esses gastos. E ele só conseguirá pegar emprestados todos
esses bilhões se pagar caro por isso. 

E as consequências econômicas serão as acima
descritas.

Portanto, se um país ainda pobre quiser viver como
uma social-democracia escandinava (e todos querem ser
como os escandinavos
), o preço será alto. 

Com o tempo, a conta tornar-se-á insuportável.

Vejamos a nossa realidade.

A renda per capita do Brasil foi de US$
8.670 em 2015
, segundo o FMI.  Estamos na 70ª posição mundial, imediatamente
atrás de países como Rússia, México e Romênia, e imediatamente à frente de
China, Venezuela e Gabão (sim, Gabão).

Ou seja, a população brasileira tem a renda média de
alguém da classe C.

Ao mesmo tempo, os gastos totais do governo federal
— atenção: apenas do governo federal e excluindo todos os encargos da dívida — em relação ao PIB
foram de 20,2%
. Nenhum país da América Latina gasta mais.  O mais próximo é a Argentina, que gasta 18,3%
do PIB. Depois vem a Colômbia, com 18,2%. 
O Uruguai gasta apenas 13,9% do PIB. 
O Chile se contenta com 13,4%.  Já
o México gasta apenas 12,3% do PIB.

E agora vem o mais estupefaciente: nosso gasto de
20,2% do PIB é maior que o de países
como Áustria (20,1%), Reino Unido e Alemanha (ambos com 19,4%), Itália (19%),
Portugal (18,1%), Austrália (18%), e Suíça (11,3%).

Por outro lado, ainda gastamos menos que Japão
(20,4%), Canadá (21,2%), Noruega (23,2%), França (23,9%), Holanda (25,3%),
Suécia (26,1%) e Dinamarca (26,2%).

Todos os dados são do Banco Mundial e podem ser
conferidos aqui.

Ou seja: ao mesmo tempo em que temos uma renda per
capita de classe C, temos gastos de classe A. Temos o salário de um romeno, mas queremos viver com a qualidade de vida
de um austríaco.

É claro que a conta não fecha. 

Se uma população que ainda é pobre e pouco
produtiva
quer ter um governo federal que cuide de
absolutamente tudo — de universidades a filmes nacionais, de saúde a cultura,
de educação a petróleo, de estradas, portos e aeroportos a Correios, de
eletricidade a aposentadorias e pensões, de subsídios para pequenos
agricultores a megaempresários — e que ainda forneça concursos públicos a rodo
para cargos que pagam salários nababescos na burocracia estatal, então os
gastos deste governo serão altos e não poderão ser integralmente cobertos por
impostos. 

Consequentemente, terá de haver um endividamento
maciço e contínuo do governo. E, para
conseguir pegar emprestado todo esse dinheiro e para conseguir rolar sua
dívida, ele terá de oferecer juros altos e atraentes. Esses juros altos — necessários para bancar
os gastos de uma social-democracia em um país pobre — afetarão todo o
crescimento econômico.

Vale repetir: nenhum país da América Latina — mesmo
aqueles que são mais ricos em termos per capita, como Chile e Uruguai — possui
um estado tão abrangente e onipresente quanto o brasileiro. Aqui, queremos que o estado faça e proveja
de tudo.  E, ainda assim, nos assustamos
com o preço desse nosso desejo.

Prolongar este arranjo seria uma escolha ignara.

Ciclo
vicioso

Portanto, ficamos assim:

1) O povo brasileiro quer o governo cuidado de tudo
e provendo de tudo — principalmente empregos com altos salários na burocracia
estatal –, o que eleva os gastos públicos a níveis europeus;

2) no entanto, o povo brasileiro possui uma renda
per capita baixa e é
pouco produtivo
; ele tem um salário de um romeno, mas
quer viver com um padrão de vida de um austríaco. Logo, só com os seus já altos
impostos é impossível o governo fornecer tudo que o povo quer;

3) ato contínuo, para saciar esse desejo do povo, o
governo federal tem de se endividar continuamente, pois apenas os já elevados
impostos não bastam. (Não dá para tributar um romeno e devolver a ele um
serviço de qualidade austríaca);

4) só que quanto mais o governo se endivida para
saciar os desejos da população, mais juros tem de pagar, o que afeta todo o
crescimento da economia;

5) com a economia crescendo menos, a arrecadação
tributária cai.  Ao mesmo tempo, a
pressão por mais gastos sociais aumenta. 
Solução?  Mais endividamento do
governo, o que agrava ainda mais a situação, perpetuando o ciclo vicioso.

Sem um profundo corte de gastos e sem uma sensível
alteração na mentalidade da população a respeito do que é o governo e de como
este funciona e se financia, não há solução.

Enquanto o lema de Bastiat
— “o governo é a grande ficção por
meio da qual todos querem viver à custa de todo o resto” — continuar
arraigado na mente da população, não haverá futuro.

Conclusão

Acordemos do delírio. O modelo social-democrata aplicado no Brasil
já chegou ao limite.  A ilusão perdurou enquanto o
cenário externo foi favorável
. Tão logo o cenário externo se alterou, a dura
realidade se impôs.

Sim, a opção pela social-democracia foi uma clara
preferência demonstrada por uma grande fatia do eleitorado nas urnas. Mas o sonho acabou. Já passou da hora de essa parte do eleitorado
entender que a conta do banquete chegou e não pode mais ser adiada.

Se a população quer um estado social-democrata que
seja provedor, ela tem de já ser rica e produtiva. Caso contrário, o arranjo é insolvente. Impossível um classe C viver como classe A
por muito tempo. A fatura sempre
chega. E quando chega, assusta. 

Esse, aliás, é o paradoxo da social-democracia:
apenas populações ricas e produtivas — que em tese não necessitam dela —
podem se dar ao luxo de ter uma.  

Social-democracia é luxo de país com população
rica. E nenhum país enriqueceu aplicando
a social-democracia. A história mostra
que, primeiro
os países enriqueceram por meio do livre mercado
,
depois,
depois
, implantaram a social-democracia, a qual se consolidou apenas na década de 1970.

População ainda pobre não tem como aplicar
social-democracia. Se o fizer, os custos
serão inviáveis no longo prazo. Para o
Brasil, o longo prazo já chegou.

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245 comentários em “A social-democracia no Brasil entrou em colapso – abandonemos os delírios e sejamos mais realistas”

  1. Não sei se vai passar a censura “libertária”, ela própria prova de que a vossa ideologia é uma falsidade.

    Mas, “educadamente” (???) tenho de dizer que o instituto Mises, como sempre MENTE como base rotineira do seu pensamento, que não passa da defesa dos interesses dos ricos.

    A social democracia foi construída na Europa do imediato pós guerra, quando os países europeus estavam super-endividados e na miséria.

    Uma excepção, a Finlândia, que começou mais tarde, era um país pobre e só enriqueceu já COM a social democracia instalada – o que prova que social-democracia não é obstáculo ao desenvolvimento, antes pelo contrário.

  2. Marcos Antonio Ferreira

    Sei que não está… mas como escreve parece que está a dizer que livre mercado está relacionado a sistema político ditatorial. Parece-me que deveria ser mais explicito que abertura comercial, liberdade de transação econômica, não se imbrica com autoritarismo, ditadura, escravização… É assim ou não?

  3. Leandro, parabéns, mais um excelente texto como de praxe.

    As vezes olhamos esses montantes de dinheiro (no caso o deficit de 587 bi), mas não temos uma ideia do que seja isso.

    A titulo de ilustração, esse montante em notas de R$100,00, para ser armazenado em pallets necessitaria de 5.823 pallets (Um Pallet com dimensões de 1m x 1m x 0,96m de notas de R$ 100,00, contem 100.800.000,00) e poderia ser empilhado numa área de 50 pallets de largura por 58 pallets de comprimento e por 2 pallets de altura.

    A divida pública são mais de 41.000 pallets e o montante que o estado nos expropria anualmente via impostos são mais de 18.000 pallets de notas de 100,00.

    Uma imagem perturbadora.

  4. Site novo é ruim

    Equipe do IMB, bom dia!

    Sou leitor desde 2009, fui no primeiro seminário em 2010 em POA, etc etc.

    Vamos direto ao ponto: esse site novo está muito, mas muito, mas MUITO RUIM no desktop. É muito pior que o antigo. Ele ficou melhor no mobile mas é péssimo no PC. Só pra tentar ver de quem era esse artigo eu fiquei um tempão procurando a assinatura.

    Sem falar naquela barra inicial de indicadores que não tem nada a ver com escolha austríaca (para a escola austríaca importam mais fundamentos de longo prazo do que o S&P500 de hoje!). E o topo do site ficou muito pior desse jeito.

    Sugiro manter esse site para acessos mobile, mas reverter para o antigo nos acessos desktop. Sério mesmo. Sempre foi um prazer enorme acessar o IMB para ler o artigo diário, mas com esse novo layout está sendo uma dor no rim.

  5. O Brasileiro médio sequer compreende que vivemos sob uma social-democracia para entender que isso precisa mudar. Já está enraizado o conceito de que o estado deve cuidar de tudo e de todos.

  6. Leandro, mais um artigo irretocável!

    Uma dúvida: de acordo com o “Impostômetro”, o Brasil vem arrecando cerca de 2 trilhões em impostos por ano nos últimos anos (e esse ano, mesmo com crise, caminha para o mesmo cenário). Mesmo assim a dívida continua crescendo? Que cazzo estão fazendo com tanto dinheiro?

  7. Capitalista Keynes

    Imposto de Renda PF é o dinheiro mais posto fora que eu pago nesse país…..não retorna….pago escola privada pro filho ,saúde privada , segurança privada 24 hs no meu prédio e assim vai…..fora o imposto dos produtos quando do consumo (que aí eu até acho certo, apesar de caro). Impostos aqui são como uma função exponencial.

    Tem casa ? paga IPTU … Tem carro ? paga IPVA… Vai vender a casa ? paga ITBI… vai registrar imóvel em cartório? paga o Registro ou a averbação….é dose.

  8. Felicitações pelo teor da matéria!

    Oportuno enfatizar que a animalesca constituição de 1988 conduzida por anencéfalos sociais-democratas deu margem ao gigantismo do estado. Desde então sucessivos recordes de arrecadação foram batidos e simultaneamente medrava o imensurável saqueamento do erário.

  9. Quando eu vejo um esquerdista dizendo que na Suecia tem imposto alto e o pais tem IDH alto me da preguiça de explicar que o PPC deles é 5x ou 10x maior

  10. Renato Arcon Gaio

    Mais um ótimo artigo do Leandro, todas as argumentações se encaixam como um quebra-cabeça, infelizmente a maioria das pessoas não enxergam essa realidade demoníaca que o governo nos impôs, e pra piorar fazem protestos pedindo mais governo ao invés de pedir a retirada do governo.

    Para nós libertários fica a triste percepção que a situação não irá mudar tão cedo, mesmo com pessoas sofrendo e morrendo.

    Com esperança no colapso do social democrata.

    Abraços

  11. Leandro me responda duas perguntas que não tem muito haver com o brilhante artigo.

    1º)Suponhamos que um pais adote o padrão ouro, bitcoin ou alguma moeda que tenha uma oferta monetaria quase fixa isso não geraria uma deflação com o aumento da produtividade ao longo dos anos e ruim pra econômia principalmente pra quem contraiu emprestimos não poderia honrar esses emprestimos?

    O país produz 1000 mercadorias e tem uma base monetária de 1.000 , cada produto vale 1 Com aumento da produtividade o país passou a produzir 3.000 mercadorias, mas a oferta monetaria segue a mesma. Simplificando, agora cada produto vale 0,80 libras portanto ao longo do tempo pagar o emprestimo ficou mais caro.

    2º)Se escuta muito que o crescimento econômico da china começou quando industrias do primeiro mundo foram pra lá atraidos pela mão de obra barata, ai pergunto por que paises com mão de obra ainda mais barata como o proprio Haiti ou Africa não atrai essas empresas?

  12. Parabéns, Leandro.

    Ótimo artigo.

    E o pior é que a despeito da propagação das ideias libertárias no Brasil nestes últimos anos, tenho a impressão de que nós, brasileiros, realmente gostamos de um assistencialismo, calcado na imoralidade de expropriar compulsoriamente o próximo, ancorado neste lema de Bastiat.

    É só notar, por exemplo, nestas últimas eleições em que, mesmo com a derrocada do PT, quem cresceu foi o PSDB e PSD, além de outros SD, S e Cs da vida. Até o Psol cresceu.

    Ou seja: o misto de esquerdismo e fisiologismo permanece incólume na cena política.

    Não sei o que será de nós.

    Uma vez li que o problema dos “não-esquerda” seria a falta de um projeto de poder, via Estado, o que tornava a coisa mais fácil para os progressistas. Pareceu fazer sentido.

    Se isso é verdadeiro, fica uma pergunta: para termos nossa realidade mudada, como seria o processo?

    Só na base do convencimento?

    Por onde deveríamos começar?

    Quais áreas seriam as mais estratégicas para buscarmos deixá-la livre dos tentáculos do Estado?

    Seria melhor uma estratégia tipo Pé na Porta ou algo mais suave?

    Será que também não precisaríamos entrar para a política?

    Abraços

  13. Leandro,

    existe algum artigo detalhado sobre como funciona a economia chinesa? Quais setores são estão sob planejamento central e quais não estão? Como funciona a propriedade privada? Quando houve a mudança do regime econômico? Quais os prognósticos da economia chinesa?

    Obs: agradeço o excelente artigo de hoje.

  14. Tentando fugir do Gulag brasileiro

    Recentemente ouvi falar do MEI (Micro Empreendedor Individual), medida do governo que isenta de impostos de impostos o mini-empreendedor que ganha até 70 mil reais por anos. Em um país de franca economia fascista, isso é um alento e tanto.

    Então, a propósito, eu pergunto: existem outras formas de fugir dos impostos do governo, que geralmente é retido na fonte?

    Por conta disso, estou pensando em viver nos EUA, porém eu só tenho visto de turista, o que me faria viver de forma “ilegal” por lá. Já visitei os Estados Unidos algumas vezes, e ao contrário do que fala a mídia, eu observei pessoalmente a vida desses milhões de imigrantes ilegais (pelo Estado) e constatei que, mesmo vivendo “ilegalmente”, a qualidade de vida deles é muito melhor do que morar no nosso Brasil com sua tenebrosas leis trabalhistas.

  15. Vale lembrar que mesmo a Suecia teve problemas.

    Segundo, sempre havera discussoes sobre com que e como o governo deve gastar. Sabemos que o valor deve ser no maximo igual ao imposto arrecadado.

  16. Leandro, artigo excepcional, como de costume.

    Uma pergunta: olhando os gráficos de PIB per Capita, os números mostram um cenário curioso:

    https://www.google.com/publicdata/explore?ds=d5bncppjof8f9_&met_y=ny_gdp_pcap_cd&idim=country:BRA:CHN:MEX&hl=en&dl=en#!ctype=l&strail=false&bcs=d&nselm=h&met_y=ny_gdp_pcap_cd&scale_y=lin&ind_y=false&rdim=region&idim=country:BRA:VEN:CHL:ARG&ifdim=region&hl=en_US&dl=en&ind=false

    O gráfico mostra PPC para Brasil, Argentina, Chile e Venezuela.

    A Venezuela só tem dados até 2013, mas teria dado um salto gigantesco, principalmente depois de 2003. Em 2013, último ano, estava acima do Brasil. O Brasil teria tido uma década de 90 terrível, só vindo a se recuperar com o governo Lula. A segunda metade da década de 80 teria sido maravilhosa.

    Os números chilenos mostram uma piora forte nos últimos anos, se igualando à Argentina. Los Hermanos, inclusive, teriam tido muito sucesso, principalmente no governo Cristina Kirchner.

    Como explicar essa disparidade entre os números e a economia que sentimos? Por que períodos tão ruins (nossa década de 80, por exemplo), acabaram com números tão bons? E a Venezuela, que obviamente não teve um salto de riqueza nos últimos anos?

    Abraços e obrigado pelos textos,

    Juliano

  17. Interessado nos vizinhos

    Gostaria de sugerir artigos sobre alguns países latino-americanos, sei que já há artigos sobre, mas geralmente são da Argentina e Venezuela. Seria bom ler um pouco sobre Peru, Chile, Equador e outros.

    Desde já vos agradeço.

  18. No Panamá não existe banco central e verifiquei que a dívida deles é de 31,9% do PIB, que seu déficit fiscal é de -3,9% do PIB e que seu crescimento foi de 5,2% do PIB. Enquanto isso o Brasil tem uma dívida de 66,23% do PIB, seu déficit fiscal é de -10.3% do PIB e nossa taxa de crescimento é de -3,8% do PIB.

    O que eu queria saber é se a existência de um Banco Central estimula o endividamento do país?

    Se for possível, também gostaria que alguém opinasse a respeito da PEC 241. Desde já, agradeço.

  19. Leandro,

    Inicialmente, parabéns pelo excelente artigo.

    Por fim, já leu o livro Saga Brasileira da Miriam Leitão? Se sim, o que achou?

    Estou lendo e estou achando muito bom. É apavorante saber das enormes loucuras nas contas públicas do regime militar até a implantação do Plano Real.

    Abraço e continue nos brindando com grandes artigos!

  20. Embora tenha inúmeras considerações a fazer sobre as informações e sobre a lógica de todo o texto, a única coisa que gostaria de comentar agora é a frase seguinte:

    “Nenhum país enriqueceu aplicando a social-democracia. A história mostra que, primeiro os países enriqueceram por meio do livre mercado, depois, só depois, implantaram a social-democracia.”

    É bastante ímpar que o autor coloque um modelo econômico (livre mercado) como opção, e até mesmo em contraposição, a um modelo político. É mais justo e transparente que o autor esclareça o modelo político que sugere que toda a população se submeta para adotar medidas econômicas de livre mercado, para que assim os leitores possam pesar as condições necessárias e as consequências derivadas de tal modelo que substituiria a social-democracia. Não pode ser livre mercado, pois isso diz respeito ao modelo econômico, e como pode-se verificar rapidamente, o cuidado social é uma demanda do brasileiro.

    No geral parece que o texto opina que é determinantemente impossível cuidar de questões sociais antes de desenvolver um grande e robusto mercado, mas isso sugere que enquanto não aconteça milagre econômico, seria preciso viver nas condições lamentáveis em que nos vemos. Isso não faz sentido algum para quem vive aqui, hoje, ainda mais porque esse tipo de melhoria derivada de crescimento econômico pode demorar décadas para acontecer, e até mesmo não acontecer (tanto o crescimento como a melhoria que possa derivar dele). Além disso importa para o brasileiro se esse crescimento econômico ocorrer numa oligarquia, mesmo que isso não importe para o autor e para a ideologia do livre mercado.

    Sobre esta outra frase – “Portanto, se um país ainda pobre quiser viver como uma social-democracia escandinava (e todos querem ser como os escandinavos), o preço será alto.”

    “Todos queremos ser como os escandinavos” é uma afirmativa discutível, mas digamos que pelo bem do andamento das exposições de ideias concordemos com o autor; ainda que estejamos a uma boa distância, podemos caminhar até lá. O problema aqui é termos hoje o salário de um russo ou de um romeno e um IDH (que é basicamente um índice que diz o quão escandinavo um país é) vinte pontos inferiores a esses países. Poderíamos ser um Uruguai, segundo a análise dos dados que você se baseou, e o Uruguai não é nenhum paraíso, mas tem uma qualidade de vida tão melhor que o Brasil que é para onde grande parte da classe média pensa em se refugiar quando já não aguenta as condições daqui.

    Acho que mais importante para esse tipo de análise, sobre a possibilidade de ser ou não uma sociedade bem sucedida sob o regime social-democrata, é, ao invés de verificar o quanto de riqueza o país produz checar o quanto ela se transforma em benefício para a sociedade. Por exemplo, de que adianta termos uma economia que rendesse US$ 23.903 por pessoa (como as Bahamas) e um IDH do nível México/Rússia/Uruguai que conseguem fazer mais com menos da metade desse rendimento, apesar do histórico, da corrupção e do tamanho, respectivamente? E o que dizer do Irã, que com metade do rendimento por pessoa do Brasil (US$ 4.877), consegue ter um IDH melhor?

    Por fim, aponto a contradição do autor que uma hora afirma que todos queremos ser como os escandinavos, mas que não haverá futuro enquanto a população pensar que "a grande ficção" que é o governo pode custear a vida de todos. Ou a Escandinávia é um modelo, ou é uma ficção barata e fraudulenta. E digo isso independente de também considerar os governos como algo a ser abolido, somente para entender, afinal de contas, o que é que o autor está tentando defender.

  21. O cidadão brasileiro não é eleitor. Ele é súdito. Há 200 anos a corte toma as decisões, oferece vantagens aos amigos (títulos de nobreza, empréstimos subsidiados do BNDES) e migalhas aos pobres. Já para a classe média trabalhadora e producente, sobra pagar impostos e obedecer às leis. Empreendedorismo no Brasil é sinônimo de heroísmo!

  22. Gente, que espetáculo (bom espetáculo) de artigo e de debate. Estou encantada. Há pensadores por aí e por aqui! Cada qual em sua perfeita racionalidade (mas, claro, os que conhecem a ciência econômica são sempre mais pontuais)

  23. Felipe Lange S. B. S.

    Mas Leandro, quando os bancos privados emprestam dinheiro, eles não fazem reserva fracionária, ou essa brincadeira é só dos bancos estatais?

  24. Parabéns pelo artigo. Leandro, faltou acrescentar que o serviço do governo é uma merda e a população além de pagar impostos, tem que pagar um plano de saúde para nao morrer na fila do hospital e outros serviços como escola privada.

    Tenho uma dúvida: Se o governo abolir toda a legislação trabalhista e as demais que impedem investimentos estrangeiros e nacionais, seria possível manter esse modelo, visto que a produtividade e riqueza aumentaria?

    Seria interessante ver o país entrando em colapso e um exército de funcionários públicos sendo demitidos ou tendo salários reduzidos. Se o governo não aprovar as medidas no congresso, isso acontecerá em dois anos ou mais?

    Um abraço!

  25. O problema dos estados é muito serio. Acredito que em 2017 vários estados decretarão calamidade pública assim como o RJ, e o governo federal virá ao resgate destes estados, aumentando ainda mais o déficit público.

    Muito provavelmente o governo não irá dar calote, pois o mesmo está no controle da moeda. Porém, conforme a dívida aumenta de forma rápida, o déficit fiscal aumenta (ao invés de diminuir que é o que as pessoas pensam que vai acontecer), a dívida em relação ao PIB aumenta, e a economia continuar em recessão, o Brasil será rebaixado continuamente pelas agências classificadoras de risco, aumentando o risco da dívida e os juros que o governo paga.

    Assim, em algum momento os investidores internacionais irão sair em êxodo da dívida soberana, os fundos de investimento e os investidores nacionais os seguirão, os juros de longo prazo sobem muito e de forma rápida e o governo brasileiro segue rumo á falência.

    É aí que o Banco Central entra em cena. Para evitar esse cenário o BC compra os títulos que ninguém mais quer, monetizando a dívida, e quando isso acontece todos querem vender seus títulos pro BC pois ninguém quer ficar com a batata quente nas mãos. A inflação começa a sair de controle, o BC continua monetizando , e a confiança das pessoas na moeda se esvai, a velocidade de circulação aumenta, a preferência temporal pelo dinheiro desaba e o resultado é uma crise cambial e hiperinflação.

    No texto em alguns momentos parece que está sendo dito que a social-democracia de fato funciona nos países ricos. Como disse mises:

    “Assim como um parasita suga seu hospedeiro, o fascismo impõe um estado tão enorme, pesado e violento sobre o livre mercado, que o capital e a produtividade da economia são completamente exauridos. O estado fascista é como um vampiro que suga a vida econômica de toda uma nação, causando a morte lenta e dolorosa de uma economia que outrora foi vibrante e dinâmica.”

    Os EUA que um dia tiveram os maiores salários médios do mundo, e eram a maior potência industrial do mundo, hoje decaíram, e vivem de bolha em bolha, é um perfeito exemplo de como esse sistema destrói mesmo economias ricas.

    E a economia americana? Nos últimos três trimestres ela cresceu menos de 1% em media. Esse é o menor crescimento desde 2008. Desde 2000 foi destruído cerca de 5 milhões de empregos na indústria (money.cnn.com/2016/03/29/news/economy/us-manufacturing-jobs/).

    Desde que Obama assumiu foi destruído mais de 1 milhão de empregos full-time, e foi criado empregos part-time, por isso parece que o mercado de trabalho americano está indo bem, pois bons empregos de tempo integral são destruídos, e empregos ruins de meio período no setor de serviços são criados em maior numero. Um dos motivos é que os empresários estão trocando seus trabalhadores, de tempo integral para meio período, como forma de evitar o caríssimo obamacare.

    Existem quase 100 milhões de americanos em idade de trabalhar que estão fora do mercado de trabalho, portanto não pressionando as estatísticas.(www.zerohedge.com/news/2016-10-10/poor-america-7-10-americans-have-less-1000-savings).

    Muitas dessas pessoas preferem viver do Estado assistencialista do que trabalhar.

    Encomenda das fábricas, produção industrial, formação de bens de capital, tudo caindo de forma acentuada. A indústria Americana está em recessão. De fato existem vários dados econômicos que estão tão ruins que nunca os EUA tiveram dados assim a não ser que estivesse em recessão. O fato de mais de 70% da população ter menos de us$ 1.000,00 guardado. Recorde histórico de jovens adultos vivendo na casa dos pais até os 25-30 anos. Menor participação de homens na força de trabalho na história do país. Salário médio caiu desde 2008. A propriedade de casa própria no menor nivel desde os anos 70. Enfim a economia americana está horrível.

    Nos artigos do Fernando Ulrich foi demonstrado que o Fed não pode subir os juros. Todos aqui concordam que é impossível subir os juros substancialmente certo?

    Afinal se o Fed tiver que jogar no mercado trilhões em títulos e hipotecas, retirando assim liquidez dos bancos, de forma á aumentar os juros, isso colapsaria os mercados e os bancos. Por isso o Fed não subiu juros até hoje.(apenas uma vez, one and done).

    Porém o Fed está prometendo subir os juros há anos. E o mundo acredita. O mercado não sabe deste problema fundamental.

    Então queria fazer uma pergunta que não foi abordada.

    O mercado irá perceber que é juros zero pra sempre(QE infinity)?

    Se sim o que acontecerá quando o mercado descobrir isso?

    O que acontecerá quando os EUA estiverem oficialmente em recessão? (em breve)

    O Fed vai vim com QE4 pra salvar a economia. O mercado está precificado achando que os juros estão para subir em uma economia forte.

    Qual a reação do mercado quando vier a recessão e QE4, ou seja o oposto do esperado?

    A inflação está aumentando, o core cpi está acima da meta de 2% a 14 meses seguidos.

    Imagine, a economia em recessão, e o Fed estimulando em face de uma inflação subindo rapido. O dolár vai cair.

    O Fed promete promete que vai subir juros e nunca sobe, as pessoas estão começando a perceber o jogo.

    Hoje o Fed está com essa retórica de subir os juros porque ele quer fingir que está tudo bem na economia, mas após as eleições acredito que o Fed vai admitir que a economia está ruim e precisa de mais estímulo.

    Acredito que estamos perto de um ponto de virada, que é quando o mercado percebe que ao invés de uma economia forte os EUA estão em recessão, e ao invés de subir os juros o Fed vai lançar QE4.

    Parabéns pelo artigo. att

  26. anônima das sextas

    Normalmente não tiro as segundas para comentar textos, mas logo que vi o título, tive de registrar minha alegria em encontrar um texto que só confirma o que venho falando para os meus.

    E quando vi o autor… Leandro “Rocks”, seus textos e comments são, para mim, as referências mais confiáveis de economia atual que eu tenho! Um texto seu vale por 10 artigos de economistas de cabeça branca que pregam a volta do expansionismo. Confesso que só li um pouquinho do texto, mas parabéns pela escolha feliz!

  27. Olá leandro sei que essa não é o local certo para tal pergunta, mas não conheço nenhum local em que se possa tirar essas duvidas, gostaria que me deixasse mais claro tal afirmação de Rothbard

    “Um grande cartel não pode calcular e, por essa razão, não pode ser instituído no livre-mercado. Isso se aplica quanto mais ao socialismo, onde o estado impõe o monopólio total pela força, e onde as ineficiências das ações estatais singulares são multiplicadas mil vezes.”

    Poderia me explicar de forma mais simples porque não teria como haver um monopólio no livre mercado?

  28. A relação dívida/pib do japão não é maior que 200%? Alguém pode me explicar porque a dívida do Brasil a 70% representa um perigo? Comecei a acompanhar o site faz pouco tempo e não entendo esse ponto muito bem.

  29. O MESMO de SEMPRE

    A CATÁSTROFE que UM DIA VIRÁ se dará por um fato que vocês estão esquecendo:

    – Os governos estão gastando EM CONSUMO toda a poupança disponível há décadas, mais de século, pode-se dizer. Sendo que há décadas isso tem sido feito safadamente sob estranho entendimento de que dinheiro é algo de valor.

    – Quanto mais os governos consomem, via empréstimos, os lucros das empresas e investidores, menor é a geração de de lucros. Uma analogia com a teoria deThomas Malthus, apenas para demonstrar a diferença entre crescimentos de parâmetros:

    O consumo do Estado cresce GEOMÉTRICAMENTE enquanto a geração de lucros cresce ARITMETICAMENTE.

    Vai chegar o momento em que não será possível gerar lucros capazes de servir para emprestar aos governos. Então a inflação de preços terá que se estabelecer para empobrecer os produtores privados em benefício dos consumidores estatais. Ocorre que a carga de impostos já não permite isso e a produção terá que ser ainda mais reduzida a fim de gerar lucro real (entre produtores) a fim de compensar os consumidores estatais. Isso é o CACHORRO CORRENDO ATRAS do RABO, pois que os recebedores de impostos (consumidores estatais) não aceitarão isso e mais inflação e redução de produção. Não havendo emprestadores os governos se financiarão emitindo moeda para si mesmos, sem intermediários.

    Sim, haverá o caos e conflitos nesta REAL e EFETIVA GERRA do ESTADO CONTRA a SOCIEDADE CIVIL.

    Esta é a verdadeira LUTA de “CLASSES” : As CLASSES ESTATAIS X INICIATIVA PRIVADA.

    Haverá um momento onde não haverá mais possibilidade de financiar o Estado através dos lucros privados (uma analogia com a Lei de Malthus). É aí que a “porca vai torcer o rabo”.

  30. Ficou claro que já era! A conta chegou, o arranjo é insustentável! Mas e agora? O que vem depois?

    Você comentou que haverá um calote sobre pensionistas e aposentados mas quais as consequencias disso?

  31. Bom,pelo menos com a aprovação do teto e a reforma da previdência,é pouco provável que cheguemos à situação da Venezuela.Agora é torcer para que os investidores voltem a gerar emprego e renda para o nosso povo.Quanto à social-democracia,claramente é inviável para países subdesenvolvidos,e impede um progresso ainda maior de países ricos.Caso os países nórdicos fossem estados mínimos,seriam ainda mais ricos.Em relação à previdência do Brasil,o problema não é exatamente os valores do reajuste que são atrelados ao mínimo,mas sim impor uma idade mínima de 65 anos para homens e mulheres.É absurdo o Brasil não ter idade mínima para se aposentar.

  32. Qual o impacto do difict tributário? O que se sonega e o que o governo tem a receber! Gostaria de saber o impacto disso na economia? Obrigado!

  33. Ótimo artigo.

    Apenas coloco um contra ponto na questão de que todo eleitor brasileiro escolheu esse tipo de arranjo. Errado. Quem quiser outra direção simplesmente não avista.

    Nos é oferecido apenas o mais do mesmo.

    Não temos escolhas dentre dezenas de partidos pró bem estar social. Até mesmos aqueles que se rotule centro-direita, são maquiados de azul, mas na essencia são vermelhinhos.

    Óbvio, temos também uma cultura estatal enraisada no brasileiro desde a formação escolar.

    Estou pessimista.

  34. Muitos artigos atualmente rolando sobre o déficit da previdência, falando que não existe déficit, pelo contrário, há dinheiro de sobra, que o problema é que usam o dinheiro da previdência para outros fins, que não é a aposentadoria. Mas pelo que sei, a previdência brasileira é de partição, ou seja uma geração paga pela outra, e nos nossos cálculos deveria ser pelo menos 5 trabalhando para 1 receber.

    Abraços.

  35. Apenas para reflexão…

    Já gostei muito das idéias liberais e ANCAPs. Mas daí minha mulher engravidou e percebi que produtividade não é a coisa mais importante da minha vida. Todo mundo aqui tem respostas prontas tiradas de manuais. Mas não existe manual para a subjetividade humana. Como explicar para seu filho que você não vai à formatura dele pois tem uma reunião importante. Deixei de ir em todos os aniversários do meu sobrinho de 9 anos por uma mistura de preguiça e ocupação com o trabalho. Talvez a maioria dos que comentam aqui são vão sentir na pele o que estou escreveno só daqui a uns 10 ou 15 anos, pois acredito que a maioria não passa dos 20 anos.

  36. Boa Tarde

    Descobri este site por acaso, em pesquisa sobre “neoliberalismo”.

    Devo dizer que fiquei encantada com o site, pois, percebi que posso aprender muito com ele.

    Sobre a proposta do Site, sou ainda um embrião.

    Mas quero aprender mais e mais.

    Em particular este artigo foi Hiper esclarecedor, Agradeço !

  37. A pergunta tostines para toda a vez que algum left falar no welfare nórdico:

    Eles ficaram ricos por gastarem muito com o social

    OU

    passaram a gastar muito com o social porque ficaram ricos?

    Outro excelente texto de Leandro Roque.

  38. Por isso, eu gosto do “modus operandi” econômico-social dos EUA.

    Os governos “cagam e andam” para o social, desviando os recursos dos contribuintes para a indústria armamentista e seus “fronts” militares nos lugares mais inóspitos do planeta.

    É essa liberdade econômica que o Tio San quer exportar para o mundo.

    “Tô fora”.

  39. Excelente artigo.

    Só uma dica: recomendo uma revisão da confusão feita entre os verbos “prover” (providenciar) e “provir” (originar-se de). Detectei duas passagens em que o redator usou uma conjugação do segundo verbo quando, claramente, quis usar o primeiro.

    1)”[…] um estado de bem-estar social no qual o governo ***provém*** a todos…”. Certamente o estado “provê” a todos, e não “provém”.

    2)”Aqui, queremos que o estado faça e ***provenha*** de tudo.”. Que o estado “proveja” de tudo, e não “provenha.

    Era isso. De resto, meus parabéns a este website e especialmente ao autor.

  40. O que aconteceria com um país cujo governo estivesse tendo superavit primário se esse governo resolvesse dar o calote em toda a dívida pública, mas mantivesse o superavit para o futuro?

  41. Leandro, parabéns pelo excelente artigo e desculpe-me pelo “off-topic”, mas existe algum país cujo sistema de saúde esteja mais próximo do livre-mercado? Sei que não existe mercado de serviços de saúde plenamente livre e sem o intrometimento estatal (Estado nenhum permitiria isso por motivos óbvios), mas existe algum próximo do considerado “ideal”?

  42. Estava eu vendo aqui os orçamentos da União desde 1980 e me deparo com os seguintes números:

    Em 1988 a União gastava com o serviço da dívida – juros + amortizações – 93,6 bilhões de reais, valores atualizados.

    Em 1989 – primeiro ano da nossa nova constituição – o serviço da dívida pulou para 704,6 bilhões de reais. Um aumento de 650%.

    Ficam aí esses dados para o senhores interpretarem como quiserem.

  43. Um contra-argumento muito comum perante a argumentacão do texto acima seria que o governo deveria aumentar a tributacão em cima dos mais ricos ao invés de tomar dinheiro emprestado a juros altos (exposto em discursos como esse: https://www.facebook.com/OCafezinho/videos/1215381381818326/?pnref=story)

    Sabemos que isso é uma falácia pois:

    1. Mesmo aumentando a carga tributária dos mais ricos até perto de 100%, a arrecadacão chegaria a X, sendo que o governo precisa de Y para cobrir seus gastos;

    2. Com o sufocamento dos investidores/grandes empresários através da tributacão, o país perderia em empregos e geracão de riqueza já no médio prazo, levando a arrecadacão de volta a patamares baixissimos, menores até que os atuais.

    Alguém possui os dados para embasar esses pontos?

  44. É interessante destacar que os “misistas” esquecem que muitos gastos do Estado são voltados necessariamente para manter o setor produtivo, em outras palavras mais diretas, para dar suporte ao lucro individual. Só para citar um exemplo, quando o Estado investe em educação, investe para formar mão-de-obra abundante, qualificada e barata para ser empregada nas empresas privadas, as quais são tratadas aqui como se fossem independentes do Estado.

    É preciso destacar ainda que quanto à tributação, no Brasil, a maioria dos tributos são indiretos, incidentes sobre o consumo. Ou seja, são embutidos no preço e o consumidor final é quem paga. Logo, cabe às empresas, na grande maioria dos casos, apenas fazer o repasse de um valor que não é delas. Porém, ressalto e relembro, que o Brasil é um dos campeões em Sonegação. Isso implica dizer que muitas empresas captam o dinheiro da população e ao invés de repassarem ao Estado, o agregam ao lucro privado.

    Com relação aos gastos exorbitantes do governo, eles seriam menores se de fato, como se acusa, a prioridade fossem o bem estar social. Mas sabemos que no Brasil o Estado é o amparo da iniciativa privada. E sequer vou comentar aqui sobre o peso da corrupção e do excesso de cargos políticos, estes sim bem remunerados, mas que no entanto, não se referem á atividade fim de atendimento às necessidades da população. E quando digo atividade fim, me refiro aquelas que geram valor social e valor econômico. Quando o Estado investe em saúde pública, garante mão de obra saudável para as empresas e pessoas produtivas.

    Quando o Estado investe em Bolsa-família (valor irrisório perto do que se paga de juros a banqueiros, por exemplo), está contribuindo para uma maior e melhor circulação da renda. Tem algum empresário aqui que recusa vender quando o dinheiro advém de programas sociais ? É óbvio que não, sendo assim, trata-se de hipocrisia !

  45. Kelvin Rafael Duarte Machado

    Aos que tentam desmentir o artigo: eu não leio a maioria dos comentários, pois sei que alguns vem com dizeres e achares sem embasamento nenhum. O mínimo para se apresentar uma opinião contrária é apresentar uma fonte de dados confiáveis. Daí começamos a conversar… Pulo direto para os que, após uma leitura dinâmica, consigo achar fontes de dados. Os outros são puros devaneios.

  46. Gostei muito do texto, Welfare, curto e grosso, o Governo não produz riqueza, não administra focado em resultado positivo, não proporcionaliza custos direitos e muito menos uma revisão tributária, enfim é pura demagogia dizer que vivemos uma democracia, onde se dão as migalhas da mesa, pensando receber os direitos da carta cidadã em seu artigo 5º tão maravilhoso conforme os ditames do saudoso Ulysses Guimarães, mais adiante o grosso mas verdadeiro cidadão brasileiro Roberto Campos um dos percursores do BNDES que com maestria abrilhantou o Art 170 A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa…, um verdadeiro liberal, mas eu estou aprendendo e fico muito feliz em ver textos bem redigidos e criador de embates, tenho meu professor de Direito Empresarial que falou sobre o pensamento Liberal, enfim é uma linguagem racional que explica com números e argumentos técnicos o embasamento e o apontamento das falhas que podem ser corrigidas, o Bem Estar Social é realmente muito bom, quando se pode bancar, mas quando só se vive de aparência, um dia a conta vem.

  47. O que exatamente Roosevelt fez nos EUA apos a crise de 29? Falam que nessa época ele implantou o estado de bem estar social, mas se é verdade, de onde ele tirou o dinheiro para tanto assistencialismo? Se foi por meio de endividamento, como o EUA se recuperaram depois?

  48. Leandro, em quais países e durante que época houve de fato o liberalismo econômico ou algo bem próximo? Pelo que imagino os EUA do século 19 se encaixam no mais próximo que tivemos.

  49. Mas sempre vai ter gente não querendo emprestar para o governo mas precisando, pelo simples fato de o governo federal ter a impressora de uma moeda compulsória.

  50. Sr.Roque, saudações e excelente artigo como sempre. Apenas uma dúvida: se a dívida pública desde a adoção do Real está em mais de 4 trilhões de Reais, a dívida não deveria estar em mais de 200% do PIB, sendo que este está por volta de 1,7 trilhão, em vez de 10%? Claro, isto parece ridículo, mas realmente não entendi a porcentagem. Grato.

  51. Mas o povo brasileiro já tem uma resposta pronta para isto: basta acabar com a corrupção na política que vai sobrar dinheiro para saúde, educação, transporte, cultura, etc., etc. etc.

  52. fiquei com uma dúvida, você disse que 587 Bi são 10% do PIB , então o PIB é de 5,870 trilhões? Sem ironia, é porque a estimativa do PIB de 2016 é de 3 trilhões e alguma coisa, não??

  53. Leandro, perdoe-me a burrice mas, se o governo pode se endividar ad aeternum (ou não?) porque a necessidade de se dar um calote na “população”? Digo cortes em pensões, aposentadorias, assistencialismo etc…

  54. Alguém poderia me dizer porquê sendo o estado de SP tão rico é um dos estados com problemas de dívida com o governo federal? Como foi que isso se deu? O que pode implicar caso SP entre num abismo igual o RJ e o RS?

  55. Quando você fala do Brasil parece ignorar o fato de que temos um congresso com mais de 500 deputados, ganhando altos salários e cheios de mordomias. Um numero exageradamente desnecessário para representar os estados Brasileiros e as demandas da população. Cortando o numero de deputados e de benefícios totalmente desnecessários, ja economizariamos bastante. Fora a corrupção que leva muito dinheiro que poderia ser investido em areas sociais. O problema do estado Brasileiro é a ma administração. Gasta-se muito para manter o estado de bem estar social e a populaçao nao ve a qualidade destes serviços. Arrumando o problema da ma administração, ja sobraria bastante dinheiro. Mas isso ninguem quer né? Imagina uma boa adminiração, que impedisse desvios de recursos da saude e educação…

    Mordomias de pessoas do judiciario. Funcionarios ganhando um salario altissimo e com auxilio de mais mil reais para educaçao dos filhos E diversos auxilios que chegam a ser uma improperio. Onde ja se viu uma pessoa que ganha um salario alto, que necessite que auxilio moradia ou educacional para os filhos? Cortando estes auxilios desnecessarios ja sobraria bastante dinheiro tambem. Juizes com salario de mais de 70 mil reais….Absurdo total.

    Aposentadorias gordas de politicos que so precisam de 3 mandatos para se aposentar. Chega a ser absurdo vc criticar que o governo nao deva cuidar da aposentadoria do trabalhador, sendo que os politicos recebem altas aposentadorias com muito pouco tempo de trabalho. O rombo na previdencia vem dai tambem! Fora juizes aposentados ganhando mais de 100 mil de aposentadorias. Nisso alguem quer mexer? Facil falar dos pobres nao e mesmo, como investir neles tivesse causando o rombo no Brasil. Que cara de pau! JUIZES NA SUIÇA ANDAM DE METRO MEU CARO!!!!!!!!!!! Aqui querem carro blindado para fugir de serem assaltados, mas ninguem quer cuidar do pobre para que nao vire marginal. Legal esta logica hein!

    O problema do Brasil sao as mordomias com a elite economica, que ninguem quer perder. Ai realmente a conta nunca vai fechar. Sempre vai faltar dinheiro.

  56. Fabio Luis Rodrigues

    O Brasil vem tentando implantar um regime que apenas favorece aqueles que estão no poder.

    Nenhum político realmente pensa em beneficiar a população, somos todos tratados como meros gados.

    É preciso acabar com a hegemonia dos partidos atuais e permitir que qualquer pessoa se candidate de forma privada.

    Precisamos eleger um senado e uma câmara de libertários com campanha financiada pela iniciativa privada, de lá secaríamos a fonte de riquesa dos partidos

  57. Muito obrigado pelo artigo, Leandro.

    Eu gostaria de saber de qual maneira é determinado o nível de produtividade de uma população. Acredito que vários fatores sejam considerados, talvez seja inviável explicar através de um comentário, pois então há alguma fonte confiável que apresente um ranking das populações mais produtivas?

  58. Qual seria argumentação contra os Ministério da Cidade? A primeiro momento achei interessante promover ações sobre saneamento básico e moradia para quem não tem dinheiro. Por outro lado, 28 bilhões de reais é muita coisa. A justificativa do governo em cobrar 45% de imposto sobre combustível, seria justamente para arrecadação de 20 bilhões para atingir meta fiscal. E acabando com esse ministério, o governo não precisaria cobrar esse tamanho de imposto, logo o poder aquisitivo da população aumentaria, o frete ficaria mais barato, em seguida os alimentos, etc.

    Pesquisei a fundo sobre esse ministério, pois esses dias pra trás, Cristiano Chiocca fez uma crítica ao governo em suas redes sociais, dizendo: “o que seria das cidades sem o Ministério da cidades?”. Mas por outro lado, não seria um bom ato promover um bom saneamento pra quem precisa? Não tenho dúvidas que o governo passado, baseado justamente em justiça social, foi um puta multiplicador de miseráveis nesses últimos anos. Mas teria onde cortar que não seja esse programa para quem mais precisa? Esse ministério criado apenas em 2003 de fato foi efetivo em algo? Antes dele o desenvolvimento da infraestrutura e do saneamento básico das cidades era fraco? Se ele fosse extinto hoje, a população mais pobre se maleficiaria? Se puder me responder com dados e números, ficaria agradecido. Abraço.

  59. Como explicar isso para o povo brasileiro?

    Na nossa democracia, o voto de quem recebe as benesses vale o mesmo que o de quem paga…

    Pra quem ganha bolsa família, tá lôco de bão e deuzolivre cortar o bolsa, fechar o postinho de saúde, não ter pediatra, otorrino, gineco, etc pelo sus….

    Pra quem paga mais do recebe de imposto, basta o rótulo de egoísta, coxinha e desagradável, quando tenta discursar a respeito de economia e afins……

  60. Mais uma vez, o Instituto Mises Brasil nos apresenta um artigo excelente. O “Estado do bem estar social” só pode ser uma mentira ou brincadeira de mau gosto. E que trouxe trágicas consequências para a economia onde foi implantado.

    Parabéns pelo texto!

  61. “Os gastos totais do governo federal — atenção: apenas do governo federal e excluindo todos os encargos da dívida — em relação ao PIB foram de 20,2%. ”

    No último ano analisado, 2018, os empréstimos tomados pelo GF estão em ‘módicos’ 19,6% do PIB.

    “E agora vem o mais estupefaciente: nosso gasto de 20,2% do PIB é maior que o de países como Áustria (20,1%), Reino Unido e Alemanha (ambos com 19,4%), Itália (19%), Portugal (18,1%), Austrália (18%), e Suíça (11,3%).

    Por outro lado, ainda gastamos menos que Japão (20,4%), Canadá (21,2%), Noruega (23,2%), França (23,9%), Holanda (25,3%), Suécia (26,1%) e Dinamarca (26,2%).”

    Novamente, em 2018, último ano analisado na referência linkada, o índice baixou pra ‘humildes’ 16,8% do PIB.

    Mesmo o sr. Marcela no seu breve governo após mar/2016, soube presidir minimamente o Planalto (conchavos com o legislativo a parte) pra o país, ao menos, parar de cair.

  62. Sim, haverá calote no Brasil, mas este não ocorrerá com os títulos públicos em mãos de bancos, fundos de investimento, cidadãos e empresas nacionais. O calote ocorrerá sobre aqueles grupos que têm menos poder político: aposentados, pensionistas, dependentes de assistencialismo etc. Chegará um momento em que estes não mais receberão nada.

    Mas, antes disso, ainda haverá cortes na saúde, na educação e na cultura. Terá de haver. Assim como também terá de haver vendas de ativos. Haverá privatizações, mesmo que a contragosto. Em última instância, o governo preferirá vender todas as suas estatais a calotear a dívida pública (e há muitas estatais a serem vendidas).

    Artigo de 2016 que previu o cenário em 2019.

    É de aterrorizar mesmo.

  63. Leandro, acho que vai precisar atualizar este artigo…

    Apesar de o Brasil ter praticamente a maior carga tributária da América Latina (33,1 %, só perdendo para Cuba e Barbados), o governo é extremamente gastador e não tem um superávit primário desde 2014. Por consequência, o governo se endividou em R$ 1,01 trilhão (não obstante os R$ 2,44 trilhões de impostos coletados), no ano passado.

    O governo brasileiro gastou o equivalente a 20,49 % do PIB em 2020¹. Isso é maior que no México (12,75 %), Paraguai (12,87 %), Colômbia (17,72 %), Chile (15,86 %) e Equador (14,6 %). E detalhe que todos esses países possuem uma carga tributária menor do que aqui. E recentemente passamos o Japão, já que eles estão com 20 % do PIB em gastos governamentais.

    Entre os BRICS, por enquanto o governo brasileiro perde para o russo e o sul-africano: o governo Putin torrou o equivalente 20,7 % do PIB, e o governo sul-africano gastou 22,56 %. O governo indiano, por outro lado, gastou o equivalente a 12,6 %. Não saíram ainda os dados da China.

    De fato, o governo brasileiro gasta menos (proporcionalmente) do que os governos norueguês, germânico, finlandês e dinamarquês. Mas tem uma diferença: esses quatro governos controlam o orçamento (e com grau de investimento), sendo países com estabilidade institucional, moedas sólidas e com população extremamente produtiva. Por outro lado, os governos de Singapura (12,4 %), Irlanda (12,85 %), Coreia do Sul e Luxemburgo (18,2 %), Portugal (18,7 %) e Hong Kong (12,7 %) gastam menos.

    Realmente não dá para entender por que o Brasil tem um estado titânico em relação até aos vizinhos do continente.

    ¹ Gastos excluindo todos os encargos da dívida. Dados aqui.

  64. “Governo corta R$ 2,4 bi do MEC e federais podem parar por falta de recursos”

    Infelizmente não dá para reduzir salários do funcionalismo, nem em demitir.

    Vai ser assim todo ano, aquela era de dinheiro infinito da década de 2000 já acabou.

    Chegará um momento em que o governo terá que vender as instituições de ensino superior. Só assim a gestão financeira irá ser otimizada, evitando desperdícios. Ao invés de ficar com um inchado funcionalismo e sem equipamentos para os alunos, o dinheiro será melhor realocado, caso contrário nenhum aluno irá querer se matricular.

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