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Alguns conselhos para aqueles que genuinamente querem ajudar os pobres

Se
você está preocupado com a ‘justiça social’ e quer genuinamente ajudar os pobres a subir na vida de maneira permanente e independente, há
alguns procedimentos que você pode seguir.

Primeira obrigação: não se torne um deles

Sua
primeira e imprescindível obrigação para com os pobres é: não se torne um deles e não
faça com que outros se tornem um deles. Será muito mais difícil ajudar pessoas pobres se você ou seu vizinho se
tornar pobre.  

Assim como você não deve
se tornar pobre, você também não deve defender políticas que levem ao
empobrecimento de ricos na crença de que isso levará ao enriquecimento dos
pobres. Para o pobre, não interessa se
foi você ou o seu vizinho que empobreceu por meio de medidas do governo; a
situação dele não melhorará. Um rico
empobrecido não cria um pobre enriquecido. A economia não é um jogo de soma zero.

Não
sendo pobre, você tem uma escolha: você pode dar o peixe para os pobres comerem
ou você pode lhes arrumar um emprego e ensiná-los a pescar o peixe por
conta própria — isto é, ensiná-los a serem seres humanos produtivos.

Segunda obrigação: comece dentro de casa

O
que nos leva à sua segunda obrigação: se você quer ensinar os pobres a serem
independentes e capazes de se auto-ajudar, comece dando o exemplo ainda dentro
de sua própria casa.  

Crie seus filhos de
maneira austera. Filhos independentes e
não-mimados se tornam mais produtivos, mais solícitos, mais realistas e menos
propensos a roubar ou a ser desonestos. No futuro, seu filho poderá servir de exemplo
comportamental para aquelas pessoas que você está preocupado em ajudar.

Terceira obrigação: explique que, no mundo real, não há mágicas e nem atalhos

Dado
que todos vivemos no mesmo planeta (e não há como fugir dele — vivos), todos
enfrentamos o mesmo problema sobre como alocar recursos escassos da maneira
mais eficiente possível de modo a satisfazer desejos cada vez maiores (já são 7 bilhões de pessoas na terra). 

Há duas
maneiras de se alocar recursos: 1) por meio da força, ou seja, por meio de
decretos e coerções governamentais; ou 2) voluntariamente, por meio do sistema
de preços fornecido pelo mercado. 

Esta
segunda maneira é mais duradoura e, logo, preferível para ser adotada com o
intuito de sustentar a vida de um enorme número de pessoas. 

Por isso, é também sua obrigação explicar às
pessoas — principalmente aos seus amigos igualmente sedentos por ‘justiça
social’ — como funciona uma economia de mercado e por que apenas ela pode
criar a maior quantidade possível de bens e serviços para os mais pobres,
melhorando seu padrão de vida. Todo e
qualquer sistema econômico socialista sempre culmina em escassez e em
racionamento de recursos
, exatamente o contrário do que você quer para os mais
pobres.

Quarta obrigação: seja íntegro

Sua quarta obrigação para com os pobres é dar bons exemplos, de modo que eles se
sintam estimulados a emular seu sucesso.  

Não minta, não roube, não trapaceie e não tome dinheiro das pessoas,
tampouco utilize o governo para fazer isso por você. Não enriqueça por meio de políticas
governamentais. Não aceite dinheiro nem
privilégios do governo — dado que o governo nada cria, tudo o que ele lhe dá
foi adquirido coercivamente de terceiros, uma medida que gera apenas
ressentimento destes pagadores de impostos.  

Uma civilização que é erigida sobre o roubo e sobre privilégios não pode ser
duradoura. Dê o exemplo não contribuindo
para o perpetuamento deste arranjo.

Quinta obrigação: não adule o governo

Em
um futuro muito próximo, será cada vez mais difícil para um indivíduo preservar
sua riqueza. Governos falidos ao redor
do mundo — consequência econômica inevitável de estados sociais-democratas inchados — estarão sedentos para confiscar quaisquer ativos remanescentes em
uma desesperada tentativa de prolongar sua sobrevivência (mas sempre em nome do
“bem público”).  

Os direitos individuais poderão ser abolidos em nome do ‘bem comum’ e várias leis poderão ser criadas com o intuito de
tornar ilegal qualquer medida que vise a proteger a riqueza dos indivíduos mais
ricos — e aí sim veremos uma verdadeira caça às bruxas.

Durante a Revolução Francesa e subsequente hiperinflação nos anos 1790, os ricos que não fugiram foram
decapitados. Talvez a França tenha sido
um caso extremo [N. do E.: embora a Venezuela atual mostre que não], mas a história mostra que sempre que os ricos foram pilhados
por políticos populistas, os resultados não foram bonitos.  

Portanto, não empreste sua retórica e nem dê
seu apoio a políticos ou movimentos políticos que defendam o confisco direto da
riqueza dos mais ricos. Além de os
pobres nunca terem sido beneficiados por tais medidas (algo economicamente
impossível), você estará apenas aumentando o número de pobres.

Sexta obrigação: assegure sua riqueza para as gerações futuras

Como consequência de tudo isso, sua sexta obrigação para com os pobres é assegurar parte da sua riqueza para as
gerações futuras. 

Dado que você
genuinamente quer ajudar os pobres, acumule o máximo possível de ativos,
trabalhe bastante e produza muita riqueza durante seu tempo de vida. Ao produzir riqueza, você não apenas estará
empregando pessoas e enriquecendo-as também, como estará produzindo para toda a
humanidade uma maior quantidade de bens e serviços. É assim que você fará com que as pessoas
subam na vida. 

Caso prefira o assistencialismo puro, você também tem a opção de distribuir
toda a sua riqueza quando se aposentar ou quando morrer. Quanto mais riqueza você produzir, mais você
poderá distribuir. Você tem liberdade de
escolha. Em vez de folgadamente defender
o esbulho da riqueza alheia, crie você próprio a sua riqueza e então a
distribua para os pobres — ou, melhor ainda, empregue-os neste processo de
criação de riqueza.

Durante
este processo, você terá de saber manter seus ativos a salvo do perigo,
evitando que sejam confiscados pelo governo ou que simplesmente sejam esbanjados
e dissipados. É neste quesito que você
terá seus maiores problemas, muito embora várias famílias já tenham demonstrado
ser possível manter sua riqueza ao longo de gerações.  

Sua riqueza provavelmente estará na forma de
ativos produtivos que são difíceis de serem movidos de um país para o
outro. Isso tornará mais difícil se
proteger do governo doméstico, que estará ávido para confiscar sua riqueza
quando ele precisar do dinheiro. Logo, você terá de diversificar seus ativos ao redor do mundo, de
modo que, quando o governo de um país se tornar muito ganancioso (sempre para
ajudar os pobres), você terá outra base de operações da qual operar. Isso irá garantir que você se mantenha fiel à
sua primeira obrigação para com os pobres.  

Quem disse que é fácil concorrer com o amor do governo pelos pobres?

Sétima obrigação: deixe heranças

Caso continue preferindo ensinar a pescar em vez de dar o peixe, sua sétima e
última obrigação para com os pobres é legar em herança sua riqueza para alguém
(ou para um grupo de pessoas) que irá dar continuidade ao seu trabalho de fazer
deste mundo um lugar melhor para os pobres viverem, com uma maior produtividade
e uma mais eficiente alocação de ativos.  

Esta poderá ser a tarefa mais difícil de todas. 

Conclusão

Ser
caridoso com a riqueza dos outros é uma delícia. Arregaçar as mangas e produzir por conta
própria aquilo que você quer ver distribuído já é um pouco mais
trabalhoso. Mas seu amor genuíno aos
pobres servirá de estímulo todas as manhãs.  

Boa sorte!

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99 comentários em “Alguns conselhos para aqueles que genuinamente querem ajudar os pobres”

  1. Que bela frase

    Quem disse que é fácil concorrer com o amor do governo pelos pobres?
    Isso realmente é muito difícil, o governo gosta de criar novas formas de ajudar os pobres com o dinheiro dos outros, geralmente com o dinheiro também dos pobres. Mais impostos(40% no Brasil). Um assalto, um confisco social jamais visto, em nome do capitalismo do estado. Socialistas, comunistas estão acabando com a riqueza produzida no Brasil.
    Petistas são capitalistas do estado.

  2. No Brasil acredito que um item não compartilhado por 11 em 10 ricos (empresários, donos de empresa, etc) é o a seguir: “[…] tampouco utilize o governo para fazer isso por você. Não enriqueça por meio de políticas governamentais. Não aceite dinheiro nem privilégios do governo […]”.\r
    \r
    Se alguém me mostrar uma empresa que não tenha uma mãozinha amiga do governo, seja através de BNDES, políticas protecionistas, lobbys de ‘n’ naturezas, eu bato palmas de pé.

  3. Patrick de Lima Lopes

    Ótimo artigo!
    Os artigos do Sennholz são alguns dos melhores do IMB, considerei seu artigo a respeito da grande depressão tão bem elaborado que até mesmo o tenho impresso.

  4. Ótimo artigo!

    Agora, completamente off-topic, alguém recomenda alguma leitura confiável sobre a Escola de Chicago, suas teorias e, se possível, alguma refutação?

    Abraços.

  5. O trabalho do site é magnífico. Mas acho perda de tempo achar que este país possa se tornar liberal algum dia.

    Todas as pessoas que conheço, desde pobres até os mais ricos, rejeitam por completo a hipótese de se reduzir o governo. Alguns chegam a se irritar quando eu coloco os meus argumentos, revelando um espírito totalitário que visa esmagar a opinião contrária à sua.

    Para mim, ao invés de tentar mudar a cultura do brasileiro aos poucos, a solução seja, simplesmente, migrar para outros países liberais. Estou pensando seriamente em ir para o Chile. Ou estudar inglês e ir para a Austrália.

  6. Sinto-me feliz por ter encontrado a EEA.

    Tenho feito minha parte em mostrar as pessoas a forma correta de pensar sobre os temas atuais.

    Muitos me chamam de chato, que só falo de política, economia, direito, etc.

    Mas sinto por percepção que tem funcionado muito bem essa minha perseverança, as pessoas estão compreendendo melhor o sistema atual e o odiando, querendo, desejando a liberdade que eu demonstro.

    Ainda não sou expert como vocês, mas estou evoluindo, ao ponto de minha professora de direito, me homenagear em plena sala de aula.

    Obrigado Instituto Ludwig von Mises Brasil.

  7. Queria saber em uma sociedade libertaria, ou em aspectos libertários, como se daria o papel de um Assistente Social, ou ele é realmente só uma ferramenta que o estado necessita?

  8. Desculpem, mas as vezes gosto de dar uns pitacos aqui com vocês. Pois, p/ mim que não sou economista e sim Eng. Florestal ( em SC) e concordo com tudo que a EA explana aqui, fico atônito ver na minha área de formação, produtores rurais ou seja silvicultores, que não são tratados desta forma (cito, Canadá, Austria, Escandinávia …), não poderem cortar árvores em sua propriedade p/ o próprio benefício ou de sua família. E existem dezenas de Leis dificultando o plantio de exóticas. Porém, se esquecem que até os socialistas se limpam com papel oriundo do eucalípto, e ao mesmo tempo fazem manifestações contra esta espécie. Desculpem o desabafo!…
    Mas quanto o assunto, do Artigo, o que o empresariado não entendeu, no meu ver, é que com o BNDES dono de grande parte; se não de quase todas as empresas de grande porte do País, o próximo passo é gerar cada vez mais leis trabalhistas e impostos e de “alan – buja um pouco de inflação” para em seguida o governo ficar com todos os meios de produção na mão. O resto da estória os Srs. já sabem; um novo País alá Chaves ou Castro…
    No meu entender, só louco tenta empreender num País deste. É melhor ser um bom investidor e apostar cada vez mais no aumento da inflação. Só não plante árvores, pois, não saberá se poderá cortar um dia, ou vai cansar de pagar taxas, subornar fiscais, impostos, redução da água, aquecimento global, certificação florestal, blá, blá, etc, etc…

  9. Sei que foge um pouco do assunto, mas desde que li os artigos do IMB sobre assistencialismo e pobreza, sou contra esta prática, porém fui indagado com uma questão um pouco diferente e admito que ainda não sei como responder, por isso peço a ajuda de todos os leitores do site: “E os deficientes naturais? Como eles se manteriam sem um estado assistencialista? (atenção, ignore totalmente pobreza, o assunto em pauta é sobre doenças naturais, síndromes, pessoas que nascem sem partes do corpo e etc.)”

  10. Prezado Anônimo.

    Acredito que a resposta a essa pergunta é: da mesma forma que eles se mantém hoje.

    Eu respondo dessa forma porque acredito o estado não faz muito pelos deficientes naturais. E se fizer, deve ser muito ineficiente.

    Eu conheço duas famílias que tem filhos com Síndrome de Dawn. Em ambos os casos os custos associados a essa doença são privados. O caso que eu melhor conheço, o resultado foi excepcional. Hoje, esse rapaz com Síndrome do Dawn tem seu próprio emprego (ele é empacotador numa loja de calçados e toca gaita [um instrumento de difícil aprendizado]). Claro, não imaginem que ele desenvolveu todas as capacidades de um indivíduo adulto saudável.

    No caso de família pobres, o sustento se daria da mesma forma que ocorre hoje: caridade privada.

    Inclusive, numa sociedade mais livre e rica, poderiam existir empresas que forneçam esse tipo de serviço.

  11. Muito bom texto , mas tem um problema : E quem não tem base familiar(financeira),e adquire conhecimentos medianos capitalistas , ao invés de iniciar uma corrida na logica capitalista ,pode se tornar esquerdista(mais fácil) e angariar recursos dos capitalistas bem sucedidos através da politica, ou seja , Como evitar os populistas?

  12. O Estado tem de ser rico, mas seus cidadãos têm de ser pobres.Pois quanto mais ricos os homens são,menos se importam com os outros, provocando assim anarquia na sociedade; mas quando são pobres, demonstram solidariedade entre si,fortalecendo o tecido social.

  13. Texto excelente. Uma duvida é em relação ao seguinte trecho:

    ”Em um futuro muito próximo, será cada vez mais difícil para um indivíduo preservar sua riqueza. Governos falidos ao redor do mundo — consequência econômica inevitável de estados assistencialistas e inchados — estarão sedentos para confiscar quaisquer ativos remanescentes em uma desesperada tentativa de prolongar sua sobrevivência (mas sempre em nome do “bem público”). Os direitos individuais serão abolidos em nome do ‘bem comum’ e várias leis serão criadas com o intuito de tornar ilegal qualquer medida que vise a proteger a riqueza dos indivíduos mais ricos — e aí sim veremos uma verdadeira caça às bruxas.”

    O autor estaria jogando a tolha do sonho libertário?

  14. Os conselhos do artigo para ajudar os pobres, para começar, são excelentes.

    E para continuar, e esquecendo o excesso de precaução (pessimismo) do último conselho, é justamente este o principal pilar que sustenta a existência de um estado. Portanto, torna-se de vital importância mostrar às pessoas -os paladinos da moral que não conseguem imaginar uma sociedade sem tal instituição- o quanto o capitalismo/livre mercado está devidamente mais capacitado para promover a justiça e o bem estar social do que a divina e interventora ‘mão estatal’.

    Em uns comentários anteriores deste artigo têm alguns links sobre isso, mas quem souber de mais, e puder indicar, desde já agradeço. Vou até fazer uma pasta para organizar e guardar esse conhecimento, que merece atenção especial, como um patrimônio, já que o IMB não facilitou e não se tem uma tag específica para isso, rs.

    Grande abraço

  15. Valdemar Katayama Kjaer

    Excelente texto. Meus sinceros parabéns ao autor. Fiquei especialmente feliz com sua atenção à parte moral e ética. Sem uma axiologia adequada, não há pensamento ou ação verdadeiramente positivos.

  16. Não sei se perceberam, mas os EUA não é um país capitalista, o sistema americano é liberal. Por lá não existe nenhum serviço, além do militar(Polícia, FBI, Exército, etc.), prestado pelo estado. São todos de iniciativa privada desde os primórdios do país, não há serviço público de saúde, nem coleta de lixo, nem serviços de água, gás ou energia. Vontando ao texto, está certo em ensinar a pescar é importante, mas isso é um projeto de médio prazo a longo prazo, afinal ficamos anos na escola, o que interessa primeiro é acabar com a fome, pessoas famintas não vão aprender nada. Resolvido isso, precisamos de políticas que estimulem a educação, a civilidade, reduza as desigualdades socias e provavelmente daqui uns 100 anos seremos um país mais evoluído.

  17. Não sei se perceberam, mas os EUA não é um país capitalista, o sistema americano é liberal.

    Capitalismo significa Livre Mercado.Logo, se um país adota o Capitalismo, significa que este é um país liberal. Sua afirmação é contraditória.

    Por lá não existe nenhum serviço, além do militar(Polícia, FBI, Exército, etc.), prestado pelo estado. São todos de iniciativa privada desde os primórdios do país, não há serviço público de saúde, nem coleta de lixo, nem serviços de água, gás ou energia.

    Aqui você demonstra todo o seu desconhecimento. Neste site do Bloomberg você encontra uma lista de algumas empresas públicas e privadas que atuam nos Estados Unidos, fornecendo os mais variados tipos de serviços. Apenas filtrando a letra A encontrei 820 empresas públicas, desde empresas de fornecimento de comida até empresas de tratamento e distribuição de gás. E olha que não estou contabilizando as escolas, a justiça, os museus, os monumentos, etc.

    Vontando ao texto, está certo em ensinar a pescar é importante, mas isso é um projeto de médio prazo a longo prazo, afinal ficamos anos na escola, o que interessa primeiro é acabar com a fome, pessoas famintas não vão aprender nada.

    Ué, e como a pessoa vai se alimentar sem “saber pescar”? Ela vai esperar que o “peixe” saia magicamente do rio em direção ao fogo, colocar alguns temperos com suas barbatanas e se fatiar em pedaços? O que não falta são exemplos de pessoas que tiveram que se virar para não morrerem de inanição.

    Resolvido isso, precisamos de políticas que estimulem a educação, a civilidade, reduza as desigualdades socias e provavelmente daqui uns 100 anos seremos um país mais evoluído.

    O que precisamos é de Capitalismo.

  18. Valdir Fogassa Junior

    Concordo plenamente com o que foi dito, mas não sou totalmente contra o sistema assistencialista, desde que exija uma contra-prestação por parte do beneficiado. Mesmo que pague um valor pequeno como o bolsa-família faz, pois trata-se de algo para a subsistência humana, é pra comer mesmo, ninguém consegue estudar ou aprender nada se não estiver devidamente nutrido. Ocorre que inúmeros brasileiros inescrupulosos abusam do programa, usando-o como um “jeitinho” de ganhar dinheiro (ah como eu odeio esse “jeitinho brasileiro”).
    O ideal é uma economia que tende a ser mais livre, junto com uma intervenção Estatal somente para incluir pessoas neste mercado de trabalho que deverá, também, ser fomentado pelo Estado, mas aqui (no Brasil) o Estado infelizmente não faz nenhum dos dois de forma efetiva.
    Não esqueçam que o empresário é um dos que mais ferra o País, seja por meio de licitações a preços altos com uma péssima qualidade de serviço, ou com falcatruas empresariais. Mas se adentrarmos na questão de corrupção o tópico não acaba nunca !

  19. A partir do momento que vc apoia o estado assistencialista, vc é a favor de roubar de uma parte para dar para outra, vc é a favor de alguém trabalhar e não receber (escravidão) e outro receber sem trabalhar.

    Deve o empresário visar o prejuízo? E se o empresário faz algo que todos querem e lucra muito é ruim? Ele não está fornecendo algo que as pessoas julgam importante?

    O estado é que detém mais poder, assim como seus membros. Quem impõe limites a eles?

    Os países com menos leis estão em situação melhor do que os que possuem mais leis, no br, só de leis federais são 1 milhão, fora as estaduais e municipais. Não percebe que todas essas leis apenas existem para garantir que o fraco não fique forte?

    Quanto mais corrupto o estado maior o número de leis (Tácito).

    Recomendo fortemente: mises.org.br/Subject.aspx?id=6

  20. ALLINE JAJAH FRANCO

    Acredito no microcrédito. Um pouco do que nosso colega autor não defende, eu defendo. Grandes milionários já estão dividindo a sua renda. Esses valores exorbitantes de valuation de empresas não correlaciona com a realidade… Enfim, eu acredito no microcrédito fornecido por quem tem grana. Mohammed yunnus e cia, estão no caminho certo. Novas moedas, como o Palma, bitcoins e novas formas de enxergarmos a economia trarão maior sentido. Não digo doar, digo emprestar, mas vou estudar mais uns anos e aí formalizo a proposta antes de vocês começarem a ser ofensivos.

  21. Alexandre Toledo

    O artigo desperta para uma boa reflexão: como superar a pobreza endêmica no Brasil sem demonizar os empreendedores?

    É importante destacar que o espírito empreendedor é uma qualidade de poucos no Brasil; ainda é muito mais fácil se assegurar das benesses do Estado, sobretudo nos vantajosos e escassos empregos do setor público, para aqueles que se contentam apenas em compor a classe média.

    Para se tornar rico, a estratégia deve ser outra. Mantendo-se honesto e sem aceitar as regras do jogo político, torna-se um grande desafio!

    Mas a solução para a eliminação da miséria e superação da pobreza material ainda está longe de ser obtida no Brasil, pois sem controle de natalidade e adoção de valores morais, sobretudo de valorização da vida, não vejo solução possível.

    Será que a disseminação de valores religiosos pode ser a solução? Despertar o desejo de consumo deu no que deu…

  22. Neste natal devemos lembrar dos pobres e oprimidos pelo capital

    Neste texto irei contar a história de duas pessoas completamente diferentes. O primeiro deles é o Richard; homem rico, inteligente, bonito, poderoso e dono do mundo. O segundo é o Wellingson; morador de rua, pobre, viciado em crack e analfabeto.

    Richard irá para o shopping gastar cerca de vinte mil reais em compras para família branca e burguesa. Somente com a árvore de natal ele irá gastar mais de três mil reais. lógico que tem que comprar roupas brancas (promoção) cerca de R$150,00 cada. Provavelmente irá tirar uma selfie ao lado do Papai Noel, no novo iphone x; e ao fim do dia, se tiver sorte, poderá fazer sexo com a esposa de olhos azuis.

    Wellingson neste natal irá comer pão duro na rua. Ele está viciado em Crack. Ele não é como Richard que busca sempre estar informado e bem educado para o futuro. Wellingson não tem nada. Wellingson é analfabeto. Este mundo é muito cruel, neoliberal. Mas mesmo assim, Wellingson insiste em querer sobreviver neste natal; ele procura emprego de empacotador nos supermercados, desde novembro, mas logo é negado ao saberem que ele é usuário de crack. Este mundo é muito cruel, neoliberal. Não há paz.

    E parece que quanto mais a vida se torna cruel mais Wellingson torna-se bruto e desumano. A linha que separa nossa humanidade está ficando cada vez mais fina para Wellingson. Ele está com muita fome, se pudesse, comeria durante dias a fio. Qualquer cachorro quente de R$3,00 já estaria de bom tamanho, pelo menos para aliviar.

    Mas voltemo-nos para vida de Richard, neoliberal. Você já viu a nova coleção de carros do Richard? Sim, ele pode comprar todos esses carros graças à "informação" de que seria uma boa investir em Bitcoins, lógico; ele já era investidor à décadas e a onda do bitcoin só foi mais um ganho para vida maravilhosa de Richard. É tudo tão perfeito, é tudo tão belo. Ele tem todos "contatos" e "informações". Richard dificilmente erra pois ele é grande amigo do Helio beltrião – que fornece informações de mercado para ele – e os dois seguem à filosofia praxeológica.

    O inferno na mente de Wellingson é uma mistura de ignorância, frio, desumanização, vício em drogas e bebidas. É a completa destruição do homem. aliás, ele não é mais mais um homem; é um sub-humano. É tudo tão gritante neoliberal, você não consegue ver as diferenças sociais diante dos seus olhos? Neste mundo desumano onde quem tem à "informação" tem absolutamente tudo, e quem está de fora, não tem absolutamente nada. É tudo muito gritante. É o inferno na terra.

    Conclusão

    Se tem um lugar que eu odeio, este lugar se chama shopping. Ali, se encontra a maior concentração de burgueses e Richards por metro quadrado: existe burguês velho, branco, negro, anão, fêmea, jovem, bebê. E se você olhar bem, irá perceber que eles são todos iguais tentando ser diferentes. É como se fosse um grande exército de Helio Beltriões e Richards no mesmo lugar. Ainda bem que eu tenho consciência social para não fazer parte desse grupo. É tudo muito grotesco, aliás, a vida de um burguês é uma vida grotesca. O que quero dizer com isso, é que neste natal, devemos colocar a mão na consciência e não gastar dinheiro com bobagens no shopping e pessoas. Todos nós sabemos que essas pessoas são um lixo e que você só quer fazer sexo com a mina no qual você vai presentear. Porque você também é um lixo. O mundo está doente, neoliberal, só o socialismo pode nos libertar desta doença. Pegue esse dinheiro e gaste com Wellingson. Pegue esse dinheiro e gaste com quem realmente sofre e precisa. Aqueles R$3,00 do cachorro quente pode decidir entre a vida e a morte.

    Parabéns Capitalismo, veja a merda no qual esse sistema nos colocou.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.

  23. Gosto muito desse argumento do Walter Williams:

    “Em termos gerais, indivíduos em particular ou nações inteiras em geral são pobres por uma ou mais das seguintes razões:

    (1) eles não podem ou não sabem produzir muitos bens ou serviços que sejam muito apreciados por outros;

    (2) eles podem e sabem produzir bens ou serviços apreciados por outros, mas são impedidos de fazer isso;

    ou

    (3) eles voluntariamente optam por ser pobres.”

    OBS: a caridade é uma virtude louvável, mas para que ocorra a pessoa deve escolher livremente realizá-la. Não existe caridade, por exemplo, no ato de pagar impostos sob a mira de armas. E existem várias formas para se fazer caridade: desde a oferta de um pedaço de pão a uma pessoa faminta até ensino de economia básica a socialistas.

  24. A sexta e sétima obrigação demonstra um certo tipo de receio de doação de fortunas desses bilionários para a caridade? Já que legar para os herdeiros é maximizar a riqueza, logo doar toda a fortuna por uma causa mesmo sendo nobre, não fará muita diferença estrutural na pobreza onde esses recursos estão sendo aplicados, já que a pobreza não pode ser superada por caridade.

  25. Quem causou essa miséria no nosso país foram os liberais e os anarquistas.

    A esquerda dominou completamente a política, porque os liberais e anarquistas não fizeram a mínima oposição.

    Só apareceu o Roberto Campos e olhe lá…Foi uma dominação completa da esquerda.

    Os anarquistas e liberais parecem mulher de malandro que gosta de apanhar da esquerda.

    Se não fosse os conservadores, a esquerda já teria implantado o socialismo o socialismo faz tempo.

  26. O Brasil é um caso perdido:

    – Gramscismo

    – Marxismo

    – Escola de Frankfurk

    – Agenda da ONU

    – Foro de SP

    Toda essa merda está impregnada aqui no nosso páis.

  27. Leandro, agora com o Paulo Guedes como possível candidato para o ministério da Fazenda do Jair Bolsonaro, o que pode se esperar se o Jair fosse eleito?

  28. ótimo um pensamento moldado em princípios cristãos e envolvimento destes na politica, por isso acho que é inadmissível que separem Deus da vida de uma nação. Não digo o Estado assumir uma religião e operar apenas nela, mas se nossa nação é praticamente cristã é um desrespeito com a população existir militancia por parte do governo contra a fé que prevalece no país. Ou seja, ajude o próximo, ajude a si mesmo, lembre-se sempre de Deus. Cristo o mais digno de louvor.

  29. Pérsio Sandir D'Oliveira

    Caros,

    Cada vez mais, fico impressionado com a qualidade dos textos do Instituto Mises Brasil. E só vem crescendo a minha convicção que o Brasil só tem uma alternativa: mudança de mentalidade. Menos Estado, menos impostos. Talvez no tempo de meus bisnetos ou trinetos seja assim…

  30. Esse artigo deveria ser lido por aqueles “jornalistas” militantes que criticaram o armazém da Amazon no meio da favela na cidade de Tijuana (no México).

  31. ALEXANDRE JOSE ALMEIDA DA SILVA

    A única forma de acabar com a pobreza é dando EDUCAÇÃO para o pobre. E isso pode ser proporcionado pelo Estado e/ou por pessoas físicas benevolentes e minimamente abastadas. Tudo o mais, NA MINHA PERSPECTIVA, é balela.

    Distribua-se toda a riqueza do mundo em partes iguais para cada ser humano hoje. Daqui a 10 anos, boa parte dos ricos de hoje terão voltado a serem ricos. E boa parte dos pobres de hoje terão voltado a serem pobres. Porque lhes faltam educação que os permitam compreender o que a acontece e agir diante do cenário.

    Enquanto o rico tende a ser proativo, o pobre – INGORANTE SEM EDUCAÇÃO – não consegue ser sequer reativo. É um coitado, dependente de restos. Pegue um pobre que pelos motivos mais diversos teve uma mínima oportunidade de estudar e teve vontade. Leu, interpretou, fez contas, debateu, correu atras de informações de seu interesse, tirava boas notas na escola (mesmo estas provas não provado nada)… É um pobre com alta probabilidade de não continuar a ser pobre a partir de sua fase de vida produtiva.

    A EDUCAÇÃO – adequada – é libertadora em todos os níveis que se pode levar em conta esta palavra. A educação tira o pobre da miséria para um emprego de baixo salário mas que permite a sua subsistência, até no outro extremo a ter uma formação altamente valorizada em salários ou ganhos empreendedoriais.

    E acesso a boa EDUCAÇÃO é tudo o que o pobre do Brasil não tem. E lamentavelmente isto parece ser DELIBERADO. Por quem e porquê, é que devermos ao menos tentar entender.

  32. Graças a Deus que por meio de um concurso público pude fazer minha vida e me afastar da pobreza. Ter um pensamento de sempre estudar, trabalhar, poupar e empreender. Está tudo ruindo hoje em dia. A única forma de você se garantir futuramente é empreendendo. Com muito suor e trabalho consegui algo. Pois se dependesse desses governos passados e atuais estaria que nem a maioria da população. Na miséria e indigência. Sei que daqui a mais dias ou menos dias a estatal que trabalho vai privatizar. E com isso poderei ser substituído por alguém que irá ganhar um terço do meu salário. Mais o que não temos controle não adianta se preocupar. Sempre se preocupe em estudar, se valorizar e poupar. Pois só a poupança que assegura o investimento para empreendedorismo.

  33. Boa noite, gostaria de saber se a escola tem algum artigo ou pode indicar um site sobre Gottfried Fedder e seu livro :Luta contra as altas finanças

  34. A ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Tereza Campello disse hoje no UOL Entrevista que o Auxílio Brasil foi desenvolvido sob a ideia de que “pobre é pobre porque é preguiçoso”. Para ela, o programa social do governo Bolsonaro criado para substituir o Bolsa Família é “cheio de penduricalhos”. “Essa é a essência do Auxílio Brasil. O pobre tem que se esforçar para arranjar emprego, como se a gente tivesse um país lotado de emprego e as pessoas estivessem deitadas na rede querendo ficar em casa, encostadas no Estado”, disse Campello…. – Veja mais em economia.uol.com.br/noticias/redacao/2021/10/25/auxilio-brasil-pobre-tereza-campello-bolsa-familia-auxilio-emergencial.htm?cmpid=copiaecola

  35. Essa é óbvia em demasia!

    É assistencialismo barato por tratar-se de uma medida da situação, pois enquanto faziam exatamente o mesmo, o coitado que usasse argumentos similares terminaria crucificado como odiador dos pobres, burguês, filhote da Ditadura e outros epítetos de jaez semelhante.

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