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O texto toca num ponto que considero bem importante, que é a sociedade ter pressionado as empresas a assumirem agendas mais sustentáveis. Comumente, os opositores das ideias pró-liberdade afirmam que sem Estado, o meio ambiente seria totalmente devastado— como se os governos atuais fossem exitosos nesse aspecto— em prol do lucro máximo. Entretanto, quem escolhe o destino do meio ambiente é a sociedade, e pela lógica, se a sociedade coletivamente e voluntariamente resolveu pressionar empresas e também os governantes para que sejam adotadas práticas sustentáveis, não há motivo para que isso fosse diferente sem a presença desse Estado gigantesco. Um exemplo muito bom dessa dissonância entre o que a sociedade quer e o que outros agentes querem, foi o projeto de construção de um autódromo no meio de uma floresta protegida no RJ, em 2020. O Estado (prefeitura) queria a construção, juntamente com a Liberty Media (dona da F1), porém, devido a uma grande insatisfação da população local, juntamente com a comoção de instituições de preservação, o projeto foi engavetado. Ou seja, mesmo quando empresas e governo querem algo, ainda assim é a sociedade quem manda. Portanto, causa-me estranheza associar falta de governo central com degradação do meio ambiente, uma vez que a sociedade por si só, anseia por preservação e organizações mais sustentáveis. Logo, condicionar a presença ou ausência de Estado à preservação do meio ambiente é, no mínimo, um equívoco e, no máximo, uma falácia narrativa propositadamente difundida pelos opositores das ideias pró-liberdade.

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02/03/2024