rss Assine o RSS de Artigos da Mises.org.br
Desvalorização artificial do câmbio - um péssimo negócio
por Richard Sidney Sylvestre - 8/2/2010

exchange rate.jpgPaira no ar, principalmente por causa da China, a ideia de que "moeda fraca" ajuda a desenvolver um país.  O raciocínio é um tanto simples: com moeda fraca, os produtos locais ficam mais baratos e as exportações aumentam, fazendo as indústrias investir mais e contratar mais, iniciando assim um círculo virtuoso.  De certa maneira, não há nada de novo no raciocínio; muito pelo contrário, é o velho mercantilismo anterior a Adam Smith/David Ricardo somado a pitadas de keynesianismo versão "economia internacional".

O primeiro problema com uma moeda desvalorizada artificialmente é que, na melhor das hipóteses, os aparentes resultados benéficos são de curto prazo.  Com um câmbio desvalorizado, as exportações aumentam, mas isso por sua vez incentivaria uma apreciação da moeda local - afinal, muitas pessoas a estão demandando.  Se o governo não continuar com a tática da desvalorização (comprando moeda estrangeira e emitindo moeda local), o câmbio volta ao seu patamar "de mercado" original, cancelando qualquer efeito de curto prazo sobre exportações.

Mas e o ganho nesse período em que a coisa funcionou (o câmbio ficou desvalorizado e o país exportou muito)?  Não deve contar como um benefício da política? Tal ganho é completamente ilusório, ganho geralmente defendido por quem olha alguns dados e não tem a mínima noção de teoria econômica.
leia mais...

rss Assine o RSS de Artigos da Mises.org.br
Portugal, Espanha e Grécia garantem sobrevida ao dólar
por Leandro Roque - 7/2/2010

grecia1.jpgO presidente do Banco Central português Vítor Manuel Constâncio já disse ser imperativo cortar o déficit.  Mas também deixou claro que isso irá requerer medidas "difíceis" e que é improvável que a economia do país acompanhe a dos seus pares europeus.  Pudera: até 2011, a dívida pública de Portugal vai subir para 91% do PIB.  Ano passado, ela estava em 77%.

O partido de oposição, formado por maoístas-trotskistas, não quer saber de aceitar o plano de austeridade, o que contribui para empurrar Portugal para o mesmo caminho da Grécia.  Caso as medidas de austeridade fossem adotadas, seria de se esperar protestos de rua ao estilo argentino.

O mercado financeiro vinha ignorando esse problema europeu durante os últimos meses; foi só nas últimas semanas que passou a prestar mais atenção.  Como não podem imprimir dinheiro como os EUA e o Reino Unido, esses países europeus - todos sujeitos ao Banco Central Europeu - são obrigados a recorrer à austeridade fiscal.  Simplesmente não há outra saída.  Aliás, não fossem as impressoras, certamente estaríamos vendo situações similares nos EUA e no Reino Unido - ter bancos centrais dispostos, por meio de maciça criação de dinheiro, a reduzir o padrão de vida das pessoas e a reduzir seu poder de compra foi a "solução" que ambos adotaram.
leia mais...

Artigos anteriores
veja mais...

  I Seminário de Economia Austríaca
        Local: Sheraton Porto Alegre
        Data: 10/04/2010 20:00


Mais acessados
Artigos para se entender a crise | Um olhar sobre a globalização  | Desestatize o Lixo! (Concurso IMB) | O aquecimento global é uma fraude | Os índios americanos realmente eram ambientalistas? | A bolha em Dubai | A Mania das Tulipas e o ambiente monetário holandês do século XVII | O setor público: desestatizando a segurança, as ruas e as estradas | A Ética da Liberdade | Por que a monarquia é superior à democracia |


Tags mais buscadas
aquecimento global  assistencialismo  banco  banco central  câmbio  capitalismo  crise  crise econômica  democracia  desemprego  estado  FED  intervencionismo  juros  Keynes  liberdade  livre mercado  Monarquia  padrão ouro  protecionismo 






A ascensão e queda de Dubai: uma perspectiva austríaca (artigo), por João Santos
  Achei artigo óptimo. É cada vez mais imperial que os investidores comecem a perceber o conceito de investimento, tendo...
As falências são o verdadeiro estímulo econômico (artigo), por João Santos
  Concordo inteiramente com o artigo. O estado não devia intervir neste aspecto, ajudando as empresas com prejuízos,...
Desvalorização artificial do câmbio - um péssimo negócio (artigo), por Francis Tadeu Leite
  Olá Richard, tudo bem? Gostei do texto, mas confesso que não entendi muito bem o porque de o governo não poder...
Portugal, Espanha e Grécia garantem sobrevida ao dólar (artigo), por CR
  Pensei que o EURO fosse funcionar como um esperanto, um diapasão para as moedas européias, e não como substituta de...
O PNDH-3 e um breve exercício de raciocínio (blog), por Marcelo Assis
  Nelson, o que disseste está certíssimo. É impressionante a lavagem cerebral que os políticos realizam, fazendo-nos...


Boletim  
Quer receber as novidades publicadas no IMB em seu e-mail? Cadastre seu endereço e receba atualizações semanais.
Email  

Blog  rss Assine o RSS de Blog da Mises.org.br
  Pela privatização da Infraero
        por Rodrigo Constantino - 7/2/2010
  Chávez: o começo do fim
        por Rodrigo Constantino - 28/1/2010
  As maravilhosas PPPs de Salvador
        por Leandro Roque - 25/1/2010
  Um experimento socialista
        por Equipe IMB - 21/1/2010
  E a estupidez campeia...
        por Ubiratan Jorge Iorio - 13/1/2010
  Socialismo do século XXI
        por Rodrigo Constantino - 12/1/2010
  Programa Nacional Bolivariano
        por Rodrigo Constantino - 8/1/2010

Multimídia   
  Economia austríaca em PowerPoint
        por Ubiratan Jorge Iorio - 4/1/2010
  Palestra com Peter Schiff
        por Peter Schiff - 16/9/2009



Instituto Ludwig von Mises Brasil

contato@mises.org.br      formulário de contato
Desenvolvido por MinhaSolucao.com.br