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Belo Monte e o movimento ambientalista

O
problema de falar sobre Belo Monte — pior ainda, falar contra Belo Monte — é
que você será imediatamente visto como aliado de gente esquisita, como artistas
globais que mal sabem do que falam (mas falam assim mesmo, pois pertencem à
casta dos bem pensantes e por isso gozam de plena imunidade intelectual) e
ambientalistas lunáticos que não hesitariam em dizimar a humanidade para
proteger minhocuçus, aranhas, tatus e macacos-prego.

É
claro que eu não acharia nada ruim em ser visto ao lado de Juliana Paes,
Letícia Sabatella e Maitê Proença (senti falta da Christiane Torloni). Porém, uma
coisa é estar acompanhado delas; outra, bem distinta, é ser confundido com
alguém que pensa da mesma maneira que elas. 
E é esta tragédia que quero evitar aqui.

O
leitor provavelmente já deve ter assistido ao vídeo abaixo.  Caso ainda não o tenha feito, reserve 5
minutos do seu tempo para a tarefa.  O
vídeo é tecnicamente muito bem feito e possui um roteiro bem elaborado.  Para os incautos, ele é bastante
persuasivo.  O primeiro um minuto e meio
é muito bom.  Depois é que a coisa
degringola.  Veja:

Para
resumir, a ideia do movimento contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte
se apóia em três pilares:

1)
A hidrelétrica será construída majoritariamente com o dinheiro de impostos.

2)
A hidrelétrica vai desalojar índios e populações ribeirinhas. 

3)
A hidrelétrica vai matar peixes e inundar uma área de 640 km2 de
floresta, algo que certamente vai alterar o eixo de rotação da terra.  Ademais, hidrelétrica em floresta é energia
suja (só seria boa no deserto, segundo Letícia Sabatella).  Bom mesmo é moinho de vento e energia solar.

Primeiro item

O
primeiro item é irretocável.  Aliás, foi
uma grata surpresa ver a classe artística tão preocupada com a imoralidade que
é a espoliação do dinheiro alheio.  No
entanto, é óbvio que se trata de um mero truque emocional para atrair mais
gente para o movimento; afinal, na hora de correr para o governo e pedir que
ele confisque mais dinheiro do setor produtivo para repassar para o cinema
nacional e inúmeros projetos culturais, os artistas são os primeiros a entrar
na fila.  Portanto, essa repentina guinada
libertária é meramente um estratagema para ludibriar e atrair para o seu
movimento ambientalista alguns indignados a mais.  (Mesmo porque, até onde se sabe, nenhuma
destas estrelas — inquestionáveis fontes de sabedoria e autoridade moral —
parece estar se queixando da farra com o dinheiro público que está sendo feito
em nome da Copa do Mundo, cuja importância é muito menor que a de uma
hidrelétrica.)

No
entanto, vamos ignorar essa manobra esperta e nos concentrar exclusivamente na
mensagem anti-tributária, a qual, vinda de quem veio, já é um grande
avanço.  De fato, é o BNDES (sempre essa
praga) quem irá financiar 80% da obra — de início, os R$ 24 bilhões de que
fala o vídeo; porém é fácil prever que, como de praxe, tal valor acabará sendo
muito maior que o planejado. 


uma regra que nunca falha: sempre que o governo, à revelia de todos, se empenha
laboriosamente em aprovar projetos de lei ou em empreender obras impopulares,
pode ter certeza de que tem alguém ganhando muito dinheiro com isso.  O seu dinheiro, obviamente.  Políticos são sensíveis ao voto, é claro, mas
são ainda mais sensíveis às necessidades de empreiteiras e bancos cujas
contribuições de campanha serão proporcionais às benesses que ganharam do
governo.  Entre o eleitor comum e os grandes
financiadores de campanha, não é nenhuma ciência complexa imaginar quem será o
privilegiado. 

No
caso de Belo Monte, o dinheiro irá para as empreiteiras que formaram os
consórcios e para os bancos que irão financiá-los.  (Além do BNDES, há também o Banco do Brasil,
a Caixa Econômica Federal, o Banco da Amazônia (Basa), o Bradesco, o Itaú
Unibanco, o HSBC, o Santander, o Banco Votorantim, o Banco do Nordeste do
Brasil (BNB) e o BES Investimento do Brasil. 
Quanto às empreiteiras, os nomes de todas elas estão disponíveis aqui.

Os
mais crédulos e otimistas diriam que o governo está apenas preocupado com o bem
comum de uma massa ingrata e ignara. 
Desnecessário dizer que governo benevolente é um oximoro; governos se
preocupam exclusivamente com os interesses de seus membros e com os interesses
de grupos de interesse que fazem lobby. 
Na democracia, gentileza sempre vai gerar novas gentilezas — afinal, a conta
sempre pode ser repassada para terceiros.

Portanto,
quanto ao primeiro item, a concordância é de 100% com o vídeo.  O apelo para a não construção de Belo Monte
com dinheiro de impostos é totalmente louvável. 
Por coerência, esperemos que estes artistas venham mais a público
denunciar todos os tipos de obras públicas e demais empreitadas governamentais.  Aliás, que venham a público protestar contra
todos os tipos de gastos do governo. 
Afinal, se todos concordamos que construir hidrelétrica com dinheiro
público é errado, imagine então tomar dinheiro da população para financiar
coisas totalmente sem importância, como teatros, cinema e outros “projetos
culturais”?  Tenho certeza de que os
artistas brevemente estarão protestando contra isso também.  Um novo YouTube já deve sair na semana que vem.

E
considerando que o gasto total do governo federal já está na casa de R$ 1 trilhão, e dado
que “meros” R$ 24 bilhões provocaram toda essa azáfama entre os
artistas, então é certo que eles se engajarão com ainda mais vigor para
combater todo e qualquer tipo de gasto público, desde obras para a Copa até
gastos com educação.  O que é mais
importante, ter hidrelétrica ou pagar professores de ciências sociais em
universidades federais?

Mas
é claro que nada disso vai acontecer.  E
por um motivo muito simples: como explicado, essa crítica ao fato de Belo Monte
estar sendo construída com dinheiro público é mera espuma.  É apenas um truque para agregar mais gente à
causa.  A real intenção desse movimento é
uma só: avançar a agenda ambientalista, a qual será abordada no terceiro item.

Segundo item

O
segundo item também traz uma revelação surpreendente: os artistas, uma classe
progressista por natureza, se mostram inflexíveis defensores da propriedade
privada.  A população ribeirinha e os
índios que habitam o local teriam de ser removidos para a construção de Belo
Monte, desapropriação essa que no jargão técnico se chama ‘domínio eminente’.  Mas a classe artística, destemida, veio a
público denunciar este totalitarismo estatal, revelando-se resoluta em sua
defesa da inviolabilidade do sacrossanto direito de propriedade privada.

O
que chama atenção nessa abordagem é que apenas genuínos conservadores e
libertários são favoráveis à total inviolabilidade dos direitos de
propriedade.  Se um grupo de pessoas se
estabeleceu em uma região, se eles adquiriram aquela terra por meios honestos
(sem roubo ou invasão) e se eles ‘misturaram seu trabalho àquela terra’, então
tal local passa a ser sua propriedade privada. 
E de maneira inquestionável e sacra. 
Alguém removê-los de lá contra a vontade deles seria um violento
atentado aos seus direitos de propriedade privada.  Tanto os índios quanto a população ribeirinha
teriam de ter o direito de recusar qualquer tipo de proposta que lhes fosse
feita.

Mesmo
liberais moderados e todos os social-democratas em geral defendem uma
relativização dos direitos de propriedade. 
Segundo eles, a propriedade não pode se sobrepor ao ‘bem comum’.  Se o governo decidir que uma casa deve ser
derrubada para a construção de uma rodovia, está decidido.  O proprietário não tem o direito de
reclamar.  Ele que se contente com sua indenização
(sempre menor que o valor da propriedade) e se retire.  É preciso abrir mão de confortos e se
sacrificar pelo bem comum. 


os artistas são muito mais reacionários. 
Com eles não tem negócio, não. A violação da propriedade privada não é
negociável.  Se os índios e os ribeirinhos
não querem sair dali — e tudo indica que realmente não querem –, então tudo
deve ser cancelado.  É por isso que tenho
certeza de que brevemente os artistas também estarão protestando contra todos
os governos estaduais e municipais que estão praticando domínio eminente a rodo
em todo o país para agradar à FIFA.  O
YouTube deve sair daqui a duas semanas, com Marcos Palmeira e Eriberto Leão
recitando trechos de Hans-Hermann
Hoppe
.

Creio
não ser realmente necessário explicar que esta postura é apenas mais uma velhacaria
concebida ardilosamente para atrair mais pessoas à causa ambientalista, desta
vez recorrendo ao apelo emocional da compaixão pelos destituídos.  Respeito à propriedade privada?  Só se for a deles.   Esse povo nunca esteve interessado nisso.  A real intenção desse movimento, repetindo, é
uma só: avançar a causa ambientalista.  E
para isso é necessário conquistar as mentes e os corações (principalmente os
corações) dos mais incautos.

Terceiro item

E
é no terceiro item que o movimento explicita suas genuínas cores e
intenções.  A preocupação nunca foi o
dinheiro público ou a propriedade privada. 
A preocupação sempre foi a de salvar girinos, bagres, minhocas e
piranhas.  Além de árvores e cipós, é
claro.  Um momento bastante impactante ocorre
quando Eriberto Leão, com voz incisiva e sílabas pronunciadas sombriamente,
anunciou que “a usina de Belo Monte vai alagar,
inundar, destruir 640 km2 de floresta amazônica”.  Apavorante? 
Parece muita coisa?  Acha que isso
causará o fim do sistema solar?  Não se
você considerar que a Amazônia tem uma área de 5.500.000 km2,
detalhe que fizeram questão de nem mencionar. 
Logo, essa “tragédia” inundaria 0,01% da Amazônia.  E qual é a área da floresta que é desmatada
anualmente? 19.000
km2
Anualmente.  Logo, o
‘estrago’ que Belo Monte fará é ínfimo se comparado ao tamanho do desmatamento
anual da região.  E todo esse
desmatamento, ao que tudo indica, não alterou o equilíbrio mundial.  Não obstante, o vídeo quase nos faz crer que
justamente estes 640 km2 alterarão completamente o ecossistema da
região, gerando chuva ácida, aquecimento global, tornados, furacões, tsunamis
etc.

Ato
contínuo, os sábios apresentam a solução para o impasse: esqueçam essa bobagem
de usinas hidrelétricas.  São nocivas
para o mundo.  O must do momento é energia eólica e energia solar.  Ou seja, a energia hidrelétrica pode ser
perfeitamente substituída por vento e por raios de sol.  É possível? 
Claro que é!  E como seria
isso?  Ah, isso é um problema pequeno,
que pode ser perfeitamente deixado para depois. 
O que importa é que Eriberto Leão garantiu que é possível.  E Eriberto é a voz da ciência.  Se ele diz que é possível, então não pode
haver discordância. 

Ora,
energia eólica e a energia solar de fato podem gerar eletricidade, mas não o
suficiente e em nível nacional.  Ambas
podem funcionar bem como complementos muito localizados, mas não em grande
escala.  O vídeo deixa claro que os
artistas irão se opor veementemente à construção de novas hidrelétricas na
Amazônia (as quais já estão programadas), e exigirão a substituição de todas
essas hidrelétricas por vento e sol.  

Como
perfeitamente ironizou George
Reisman
,

Mas há um problema sério, e que aparentemente tem sido
amplamente ignorado por aqueles mais impacientes pela construção dos moinhos e
painéis solares: o incômodo fato de que nem sempre está ventando e nem sempre o
sol aparece.  E, até o presente momento, não há notícia de um método
econômico e em larga escala capaz de armazenar eletricidade para uso
posterior.  Tal fato implica a necessidade de se manter o atual sistema de
produção operando conjuntamente com o novo sistema baseado inteiramente no
vento e no sol.  Porém, caso tal sugestão seja demasiado reacionária,
então que nos acostumemos a prolongados períodos de blecaute.

Uma
curiosidade adicional é que a energia eólica, pelo visto, também gera problemas
para os ambientalistas, pois está promovendo uma chacina de pássaros
e águias.

A mentalidade ambientalista

Essa
doentia insistência dos ambientalistas em querer impor ‘energia limpa’ e em exigir
‘energia mais eficiente’ é uma postura que, caso seja implementada como eles
querem, irá solapar toda a produtividade da economia, bem como todo o nosso
bem-estar.  Por quê?  Porque ‘energia mais eficiente’, no linguajar
verde, significa simplesmente uma menor
produção de energia por habitante.  E é
aí que surge a nossa miséria.  Para que
haja um aumento na produtividade da mão-de-obra, algo indispensável para o
enriquecimento de economia, é necessário que haja um constante aumento na
quantidade de energia disponível per capita. 
Caso contrário, para compensar este não aumento da energia disponível,
cada trabalhador terá de aumentar sua carga de trabalho muscular caso queira
continuar produzindo mais e melhores bens e serviços.  E isso seria um ataque direto ao nosso padrão
de vida.  Afinal, nossa qualidade de vida
depende primordialmente de um fato: nossa força muscular, que é bastante
modesta, tem de ser continuamente auxiliada por quantidades cada vez maiores de
energia mecânica, na forma de máquinas, motores e geradores, alimentados
por gasolina, diesel, gás, eletricidade e energia nuclear. 
Quanto maior a variedade de opções, melhor.  E é isso que os ambientalistas querem abolir.

O
movimento ambientalista, portanto, é um movimento profundamente anti-mercado,
anti-bem-estar e anti-desenvolvimento, pois suas propostas solapam por completo
a produtividade do trabalho. 
Consequentemente, elas destroem todas as possibilidades de progresso
econômico e de aumentos salariais — os quais estão diretamente ligados à
produtividade.  Somente um constante aumento na produtividade da mão-de-obra,
auxiliado pela utilização de uma maior
quantidade de energia per capita, pode gerar um aumento na oferta de bens e
serviços em relação à oferta de mão-de-obra disponível (um marceneiro é mais produtivo utilizando uma serra elétrica em vez de um serrote).  E é esse arranjo que gera uma redução nos
preços em relação aos salários.  Ou,
falando de outra forma, é esse arranjo que torna possível os salários
aumentarem sem que os preços tenham de subir, ou sem que tenham de subir na
mesma proporção dos salários.

Outro
problema do movimento ambientalista, e aqui o efeito é meramente cômico, é sua
total incoerência e a total ignorância.  Explico:
os ambientalistas afirmam que não se pode confiar cegamente na ciência e na
tecnologia para a construção de usinas nucleares, nem para a produção de
pesticidas, conservantes químicos, agrotóxicos, transgênicos etc.  No entanto, quando o assunto é aquecimento
global (que é o bicho-papão que realmente move essas campanhas ambientalistas),
imediatamente surge uma área cujos métodos científicos e tecnológicos despertam
nos ambientalistas a mais excitante e irreversível confiança, uma área em que,
até bem recentemente, ninguém — nem mesmo o mais fervoroso defensor da ciência
e da tecnologia — jamais havia demonstrado ter muita confiança.  Se há uma coisa, afirmam os ambientalistas,
que a ciência e a tecnologia podem fazer perfeitamente, sem nenhuma margem de
erro significativa, e na qual podemos ter confiança ilimitada, é prever o tempo — para os próximos cem
anos! 

Afinal,
é exatamente com base na previsão do tempo que os ambientalistas praticamente
exigem que abandonemos todas as benesses trazidas pela Revolução
Industrial.  Ou, como eles
eufemisticamente costumam dizer, que ‘mudemos profundamente o nosso estilo de
vida’ — em total prejuízo do nosso bem-estar material, é claro.  Temos de reduzir continuamente nossas emissões
de dióxido de carbono e, óbvio, reduzir nosso consumo de petróleo, gás natural,
carvão e qualquer coisa que libere CO2.  E, pelo visto, a seguir a nova tendência,
também teremos de reduzir nosso consumo de eletricidade gerada por meios
hídricos. Daqui a pouco seremos proibidos de respirar.

Outro
fator hilariamente contraditório diz respeito à energia nuclear.  Por mais que cientistas e engenheiros nos
assegurem, baseando-se nos mais mínimos detalhes das mais reputadas leis da
física, que a energia nuclear é perfeitamente segura (no Brasil não há
terremotos como no Japão), os ambientalistas se retraem em espasmos quando
ouvem o termo — mais ou menos como fez Bruno Mazzeo, que teve de fazer uma
concessão e dizer que a energia hidrelétrica é mais limpa que a energia
nuclear.  E por que reagem assim?  Porque, segundo eles próprios, não devemos
arriscar de maneira irresponsável a vida das próximas cinquenta gerações, que
correm o risco de ser expostas a radiações nocivas.  Porém, paradoxalmente, baseando-se
exclusivamente na previsão do tempo, eles estão dispostos a destruir todo o
sistema econômico da atualidade e abolir toda a civilização industrial — o que
impediria que avançássemos sequer mais umas duas gerações.

Em
resumo: a nossa civilização industrial deve ser abolida unicamente para evitar
que, no futuro, o clima fique ruim. 
Lunáticos estão exortando a destruição do nosso padrão de vida com o
intuito de manipular a temperatura média do mundo e o nível dos oceanos nos
séculos futuros.  E, de quebra, também
para evitar a morte de insetos, sapos, micos, árvores e mato.

Qual
a semelhança e qual a diferença entre o “socialismo científico” marxista e o
atual movimento ambientalista?  O
marxismo representa o coletivismo em sua fase jovem, arrogante e impetuosa.  Já o ambientalismo representa o coletivismo
em sua fase senil e esclerosada.  O
marxismo, falsa e desonestamente, ao menos prometia grandes bonanças: o
potencial humano seria finalmente libertado dos grilhões da opressão
capitalista e a prosperidade material seria o inevitável resultado dessa nova
ordem.  Já o ambientalismo se limita a
aterrorizar pessoas cuja mentalidade é menos desenvolvida que a de uma criança,
e oferecer a elas uma lista de coisas que elas devem fazer caso queiram evitar
vento e chuva.  De certa forma, o
ambientalismo é o estágio final do coletivismo.

Conclusão

Não
foi o objetivo deste artigo falar como funcionaria um livre mercado de energia
elétrica, como ele seria mais eficiente, mais barato e mais abrangente.  Isto já foi dissecado nestes dois artigos.  O objetivo aqui foi analisar um pouco das
nuanças do movimento ambientalista e mostrar como eles estão aprendendo a se
adaptar e a remodelar seu discurso para atrair gente desavisada para a sua
causa.

No
mais, o Brasil possui 851 milhões de hectares. Apenas 0,2% são ocupados por
cidades e suas obras de infra-estrutura.  Dizer que os ocupantes de meros 0,2% de um
imenso território estão causando a destruição irreversível de todo o
ecossistema seria vigarice ou imbecilidade?

 tabela.jpg

Quem
quiser ser contra a construção de Belo Monte, ótimo.  Eu também sou.  Mas sou unicamente porque se trata de uma
obra corporativista — na qual o dinheiro público é dividido entre os amigos do
rei — e anti-mercado.  Também sou contra
porque ela representa um ataque indefensável à propriedade privada.  E é só. 
Pouco me importa o que ocorrerá com as minhocas e as piranhas de uma
ínfima região da Amazônia.  A natureza
sempre se adapta.  É assim há pelo menos
2,5 milhões de anos.

 

Leia
também: A Amazônia é
nossa?


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371 comentários em “Belo Monte e o movimento ambientalista”

  1. Eu tenho vergonha de falar “Sou contra Belo Monte” justamente por causa disso. Não estou dando a mínima pra floresta, mas vai explicar isso pras pessoas…

  2. Saindo um pouco do tema...

    Gostei da tabela de ocupação do território brasileiro, ela me fez lembrar da outra faceta do coletivismo senil e esclerosado: o neomalthusianismo.

    Muitas pessoas adoram criar aqueles mapas populacionais e de densidade demográfica para “alertar sobre o perigo da superpopulação”, e depois debater sobre “como vamos alimentar tantas bocas?”. É ridículo como tais mapas são apresentados dramaticamente ao mesmo tempo em que representam tão mal a realidade.

    Como está fervilhando de gente no leste, quase não se pode sair do lugar. É só olhar pro trânsito, né. Que problemão…
    static.infoescola.com/wp-content/uploads/2010/04/densidade-demografica-brasil.gif

    O Amazonas numa situação quase tão “crítica” como São Paulo, Minas e Rio. Muita gente… muita.
    1.bp.blogspot.com/_-BCA_B1L1JY/S6tvMKXb-RI/AAAAAAAABCg/FnZvX-ioWqE/s1600/Mapa+Brasil+Popula%C3%A7%C3%A3o+2000.jpg

    Incrível como imprimir mais um “dólar”, para essa gente, significa mais riqueza, ao passo que um “cérebro humano” a mais no mundo significa pobreza. É a velha sanha anti-humana.

  3. Parabenizo Leandro pelo brilhante artigo. Aproveito para dar uma sugestão: enviar o artigo para o endereço eletrônico dos “sábios” artistas engajados. Quem sabe, talvez resolvam Lê-lo, se é que lêem alguma coisa que presta.

  4. Excelente artigo Leandro!

    Gostaria de somente de fazer um comentário sobre a questão indígena. Diferente do que é alardeado por aí, boa parte dos índios e ribeirinhos não será deslocada, pois a área inundada é relativamente pequena. O problema maior para os índios é que uma enorme extensão do rio Xingu, que antes era de corredeiras, terá suas águas paradas. Isso causa três problemas fundamentais aos índios, segundo o que me disse uma antropóloga que trabalha com os índios do Xingu (pelo menos é isso que eu me lembro):

    1 – Provavelmente haverá um grande surto de malária, doença que mata índios a rodo na Amazônia. Tanto é que a construção se dá hoje de modo ilegal, já que a Secretaria de Saúde Indígena do Min. da Saúde não aprovou o plano apresentado pela empreiteira, o que é exigido por lei.
    2 – A principal fonte de alimentação dos índios daquela região são os peixes de corredeira (caranha, se não me engano). Ao “parar” a água do rio, os índios teriam que se readaptar a outros tipos de pesca.
    3 – Aquelas corredeiras e aqueles peixes são de um valor religioso importantíssimo para aqueles índios. A construção da usina “mataria” seus deuses e faria com que suas vidas perdesse sentido. Isso é tão importante para eles, que hoje muitos deles dizem que entrarão em guerra, que preferem morrer a ver o rio “morto”.

    Esses três itens só são problemas porque os índios não possuem a propriedade das terras (são reservas do estado) e, obviamente, porque o estado tem o poder de desapropriar qualquer terra que seja de interesse público. Argumentei isso a antropóloga citada acima e ela me respondeu que “caso déssemos a propriedade das reservas aos índios, eles acabariam vendendo as terras e isso acabaria com aqueles povos, com sua cultura etc”. Ora, se eles livremente decidirem que querem acabar com sua cultura, que direito nós temos de impedir?

    Sds!

  5. Fiquei com inveja. Queria ter escrito um texto sobre esse tema nessa semana, basicamente com os mesmos argumentos, mas me faltou tempo para escrever sobre isso. O problema é que, mesmo se eu tivesse tempo, não conseguiria escrever com tamanha maestria.

    Texto irretocável.

    Parabéns!

  6. É uma pena que o autor do texto ache que 0,01% da amazÕnia é insignificante. É uma pena o desprezo do autor pela natureza e pelo planeta em que vivemos. Ele justifica isso com o argumento ” estão destruindo muito mais por aí perto do que vamos destruir agora”. É o mesmo argumento de quem despeja lixo num local indevido porque lá já está cheio de lixo.\r
    \r
    Por que não defender outros meios de enrgia mais limpas. Eles já existem. E mesmo se não existissem , com 24 bilhões seria possível desenvolver muitos deles. \r
    \r
    Sobre os artistas, concordo, eles não tem moral nenhuma, mas a causa que está sendo defendida , na minha opinião é uma causa nobre.

  7. Muito boa abordagem do assunto, Leandro, mas quando se trata de energia eólica ou solar a abordagem costuma ser incompleta, como foi neste caso. Devido a presença massiça e sufocante do estado em tudo o que se refere a energia elétrica (e não só nisso), nós ficamos acostumados a tratá-la como sendo sempre uma coisa grandiosa, só tendo utilidade se abranger a imensidão do território brasileiro. Ora, gerar energia elétrica é coisa banal e pode ser muito simples, e cito como exemplo o pequeno gerador que se usa nas bicicletas para acender o farol dela. Basta encostar o rotor do geradorzinho na roda, e o farol acende, iluminando o caminho do ciclista. Este pequeno gerador não vai atender ao Brasil inteiro, mas o ciclista fica satisfeito. O mesmo acontece com as energias de baixa concentração, às vezes nem tão baixas, como a eólica. Não vejo motivo algum para desprezá-la, principalmente considerando que um gerador pode ser instalado num pequeno espaço, em qualquer local que disponha de um pouco de vento embora não seja contínuo. A energia é uma coisa que se soma, e tudo o que for somado é vantagem. Se for gerada mais energia do que se consome no local, a sobra poderá facilmente ser adicionada à rede elétrica nacional. O nosso país abriga riquezas naturais de todo tipo, e cabe a nós aproveitá-las.

  8. Marco Aurelio Agarie

    De fato, é preciso concordar com os comentaristas anteriores e parabenizar o autor. Leandro Roque demonstrou muito brilhantismo ao frisar que a mente ecológica que ora permeia o meio artístico, delira demais e, ao meu modo de ver, revela certa anencefalia quando propõe agendas sérias ao usar a mesma mentalidade de defesa de borboletas, micos e ratos do mato para a defesa do impedimento de construção de uma hidrelétrica. Outrossim, o Ibama ao fazer coro a esta esquizofrênica turma, multa, prende e ameaça qualquer um que ponha em risco uma espécie vegetal ou animal. Na Natureza o surgimento e a extinção de milhares de espécies ocorre desde que o mundo existe, independentemente da ação do homo sapiens. Não se trata de premiar matanças e atitudes predatórias mas nunca chegar ao nível absurdo que o Ibama pretende. Curiosamente este órgão parece pensar que recebeu a incubência de Deus para a preservação da natureza brasileira e que para tanto a dignidade humana deve ser considerada desnecessária, descartável e insignificante! Oportunamente, recordo que há um site, o Mídia Sem Máscara, onde se encontram interessantes artigos que falam de ambientalismo e que convergem, em conteúdo e diretriz, com este tema de Leandro Roque. Recomendo, principalmente os escritos de Luís Dufaur. Ele consegue, com invulgar habilidade e inteligência, agregar argumentos pesados para a descontrução deste mito de “Aquecimento Global”. Até Al Gore se fosse honesto e sincero se sentiria na obrigação de se desmentir se lesse este autor.

  9. Excelente artigo.

    Eu não estou bem certo se sou a favor ou contra a construção dessa usina. Apesar de todas as agressões a direito que já foram empreendidas e que ainda serão para a construção de Belo Monte, nós precisamos de energia. As alternativas apresentadas pelos ambientalistas são insuficientes e a energia nuclear, não tenho certeza mas me parece que sim, é mais cara e ainda trás os mesmos problemas morais de uma hidroelétrica (sem falar nas dificuldades políticas para se tocar um projeto nuclear tão pouco após o grave acidente em Fukushima Daiichi), aliás, de qualquer “empreendimento governamental”.

    Só resta então uma certeza: precisamos de energia ou não conseguiremos desenvolver este país e aumentar nosso bem-estar.

  10. Excelente artigo!

    Para os ambientalistas não basta apenas abandonarmos todas as atividades que emitam CO². Temos que inclusive mudar nossos hábitos alimentares, deixando de comer carne, pois bois e ovelhas peidam demais! Peido é metano, um gás estufa! Sem contar que é uma maldade sem tamanho matarmos vaquinhas por puro ‘prazer’ degustativo… Cadê os direitos das vaquinhas?

    Daqui a pouco estarão advogando para segurarmos nossos peidos e respirarmos menos.

  11. A natureza sempre se adapta, é verdade. Mas as espécies nem sempre. O problema é que a adaptação da natureza normalmente implica em eliminar algumas espécies. Pode ser a espécie humana.

    Se estamos aqui até hoje é porque nossa espécie foi moldada através da evolução que selecionou os indivíduos mais adaptados. Ou seja, a natureza não está aqui para nos servir. Nem para nos destruir. Ela é simplesmente indiferente.

    Por isso é importante entendermos todas as relações entre nós e o meio ambiente. Isso se chama ambientalismo e é isso que vai manter nossa espécie viva. Ambientalismo baseado na ciência.

    Devemos combater o ambientalismo baseado em crenças. Que na verdade é um pseudo ambientalismo. Crenças são inimigas da ciência e consequentemente inimigas do ambientalismo também.

    E pra terminar.

    Uma coisa é defender que o governo não deva investir em cultura. Na maioria dos casos eu concordo. Outra é dizer que projetos culturais são totalmente sem importância. No meu entender a arte é a única coisa que dá algum sentido para a vida.

  12. Vou copiar aqui um comentário que fiz à varios sobre energia elétrica quando o assunto eram os “monopólios naturais” no artigo “Sobre as privatizações (Parte 1)”:

    “Eu imagino que essa história de “monopolio natural” surgiu pelo tipo de empresas desses setores que foram feitas.
    Por exemplo o setor energético. É absurdo dizer que é um setor que precisa ser gigante, por isso caro e de retorno lento.
    Hoje, como no Brasil, existem aí gigantes energéticas que produzem em um lugar e enviam a energia a milhares de quilometros… Isso é uma forma grotesca de “centralizar” a produção e destribuição energética. É ridiculo.
    Em um ambiente de livre mercado energético, eu vejo essas gigantes indo a bancarrota facil por conta de pequenas e enxutas empresas regionais, produzindo energia de diversas maneiras diferentes e enviando elas nas redondezas a custos muito baixos, e crescendo assim, com concorrencia e descentralização geral da produção. Qualquer um com um geradorzinho a diesel poderia vender tranquilamente energia pro bairro pra concorrer com qualquer outro dono de um gerador movido por uma pequena hidrelétrica.
    Claro que isso seria um começo, e esses pequenos empresários poderiam crescem muito e oferecer ótimos serviços.
    Agora… contruir uma hidrelétrica gigante no Sul do Brasil, monopolizar totalmente o setor, tentar usar ela pra distribuir energia pro Brasil quase inteiro? Isso do meu ponto de vista é pura burrice.
    Isso ficou claro naquele apagão recente de Itaipú. Embora ainda estatais, oferencendo enormes falhas, as empresas menores, regionais, como no interior de São Paulo onde eu vivo, e de outras localidades, deram conta da falta de energia de Itaipu, mostrando que centralizar tudo como o governo faz é caro e ineficiente.
    É claro que o setor de energia é considerado um “monopólio natural”, o pessoal constroe esses dinossauros…”

  13. Tem um detalhe adicional sobre energia eólica ou solar.

    Para se produzir energia solar em uma quantidade relativamente grande, as áreas que precisam ser abertas são muito grandes. Então para produzir muita energia com paineis solares seriam necessarias muitas areas devastadas. Isso fora o fato que armazenar essa energia é complicado.
    Para produzir energia por turbinas eólicas é necessario estar em regiões litoraneas, isso afeta uma grande diversidade de espécies animais, mata muitos pássaros, faz muito barulho e acaba com a paisagem(o que prejudica turismo).

    Ambientalistas são cegos nas proprias ideias, não sabem o que querem.

  14. Leandro,\r
    VOy ver se arrumo tempo para ler seus links mais tarde, agora impossível.\r
    \r
    Enquanto isso vou apenas comentar algumas frases suas:\r
    \r
    “Observe que isso não significa que devemos destruí-la, como você falsamente me acusa de querer.”\r
    \r
    Resp: Ora, então inundar 640 km2 de florestas não é destruir?\r
    \r
    —————\r
    \r
    “A frase correta é: “Não há aquele tipo de energia que eu quero que os outros utilizem simplesmente porque todas as outras pessoas não querem utilizá-las — ou porque elas não são tão esclarecidas quanto eu, ou porque são realmente espertas e sabem que não compensa abrir mão de conforto e padrão de vida em troca de algo caro e insuficiente”\r
    \r
    Resp: As pessoas não utilizam outros meios de energia porque é caro e inviável. E é caro e inviaável porque falta interesse político e econômico em desenvolve-los. Garanto que se o homem foi à lua, inventou o computador, transplanta orgãos, e faz cirurgias à distânca , tenho certeza que é capaz de desenvolver um meio de energia limpa e barata sem cometer uma atrocidade como esta de Belo Monte

  15. O que mais me desagrada nesse vídeo na verdade, não é o fato de ter sido protagonizado por atores bem conhecidos. Se eu tivesse dinheiro ou pelo menos acesso à eles para vender uma ideia, não pensaria duas vezes em utilizar do mesmo artifício. Mas a questão é que o vídeo é totalmente apelativo e deixa um vão na parte prática. Sim existem alternativas à hidrelétrica, eles afirmam. Mas quais são as alternativas? Qual o plano B que pode ser usado e que resolva no mesmo limite de tempo, com menos impacto e menos recursos financeiros? Não há uma resposta concreta, apenas a afirmação contínua e excessiva de que existe a energia eólica, existe a energia solar. Sim existe, mas é viável para um país como o Brasil? É tão mais limpa ou menos dispendiosa do que a hidrelétrica? Necessitamos de urgência na elaboração desse meio de gerar energia. Essas alternativas sairiam do papel com essa tamanha rapidez? Sou uma dona de casa, formada em artes plásticas que poderia dizer: “Nada tenho a ver com toda esse blá blá blá. Tenho pena da Amazônia, vão alagar tudo, (isso é o que o vídeo dá a entender a leigos como eu) e vou assinar porque são pessoas famosas e idôneas, ponto.” Mas não gosto de ir por tendências e acho que o vídeo é bem feito sim, mas muito raso pra simplesmente empurrarem as pessoas para assinar algo que eles mesmos não abordam com profundidade. É como assinar sem ler. Acho isso perigoso. Não quero ser responsável pela destruição de ninguém, nem animais, nem desapropriação das casas das pessoas, mas acho que não é apenas afirmar que o mundo será destruído pela construção dessa usina. Infelizmente a discussão disso é feita tardiamente e agora existe a iminência de dificuldades com abastecimento de energia no país. Meu lado racional não acredita que exista alternativas infalíveis e que respondam a todo esse desejo de preservação em tão pouco tempo e com tanta eficiência. Se alguém puder me indicar alguns links em que eu possa me aprofundar no assunto, me informar e ponderar corretamente e por fim ter minha opinião formada, se é que ela vale de alguma coisa, eu agradeço.

  16. Lenadro,\r
    \r
    ANtes de tudo não sou ambientalista e nem socialista ou comunista ou seja lá o que for ( pelo contrário tenho aversão a esses últimos). Eu apenas não consigo ver tamanha destruição sem respeito nenhum à natureza.\r
    \r
    Continuando os argumentos, eu entendi seu raciocínio: ” os fins justificamn os meios” . Se for útil para nós detruir uma floresta porque teremos uma hidrelétrica, então não se considera isso destruição. Ok, é uma forma de se pensar, porém eu prefiro outras formas que haja respeito à natureza, animais,e aos que já moram no local muito antes de nós. \r
    \r
    E tenho certeza que há falta de vontade político e econômica. Nos EUA eu concordo que há vontade política por alguns grupos, e isso é recente, por isso ainda não temos uma solução viável para produção de energia em grande escala, mas creio que logo teremos. No Brasil não vejo vontade política nenhuma. A aqui há apenas a vontade dos políticos de encher os bolsos a qualquer custo. \r
    \r
    Quanto à privatização dos recursos naturais, não creio que isso faça alguma diferença no sentido de preservá-los. Eles podem estar nas mãos do Estado ou privatizados, mas o que fará a difernça é a consciência coletiva da humanidade de reconhecer que nós dependemos desses recursos, e como devemos respeitá-los evitando ao máximo sua destruição.\r
    \r

  17. Vamos simplificar?\r
    \r
    Isso é uma questão de valores: uns se sentem incomodados com a destruição da vida vegetal e animal . Outros não.\r
    \r

  18. Ótimo texto, Leandro!

    Porém, acredito ser um equivoco confiar na capacidade de regeneração da natureza em um caso desses. Espécies serão perdidas para sempre com a construção desta usina. Deve-se lembrar que a natureza obedece regras sistêmicas e não cartesianas. Deve-se também levar em conta a importância que o Rio Xingu tem para toda a floresta amazônica.
    Esta usina é uma intervenção violenta no ecossistema da região, que vai gerar danos irreparáveis em efeito dominó para toda a floresta amazônica e para toda uma população que depende destes ecossistemas.
    Não é neurose dos ambientalistas não… A coisa é séria mesmo.

  19. Excelente texto!

    Ainda estou recolhendo informações para poder falar com seriedade sobre o assunto.

    Só acho que o texto foi um pouco “seco”, quando se tratou da natureza, não que seja a vir a opinião do autor, mas suou como uma falta de preocupação para com o ambiente, o mundo não funciona como os ambientalistas falam, mas é necessario certa preocupação sim…

    A Dilma já aprovou a construção ou está em projeto de licitação?

    Resumidamente, os atores se prestam o trabalho por um ideal ambientalista deles?

  20. E ainda há um agravante.

    Devido a pressão ambientalista, a usina será construída com o menor lago possível – o que é ruim do ponto de vista de reserva hidrelétrica.

    Quando ocorrem longos períodos de estiagem, são os grandes lagos que mantêm o oferta energética. Com um lago artificial pequeno, Belo Monte não será capaz de suprir energia em períodos de seca.

  21. Considerei o texto interessante por mostrar um ponto de vista diferente do defendido no vídeo, mas discordo totalmente. Acreditar no vídeo por ele ter sido produzido por artistas é tão idiota quanto duvidar dele pelo mesmo motivo. Alguém estava esperando que atores da globo fossem especialistas em energia? Você é especialista em energia? Faça um vídeo de 5 minutos resumindo as idéias do seu post pra eu poder criticar. Aliás, sua análise do ambientalismo e do produção de energia limpa foi digna de um ator da globo. Por enquanto, prefiro acreditar nos especialistas que estão investindo tempo e dinheiro na busca de fontes alternativas de energia, vou ficar aguardando sua análise de algum artigo da Nature ou da Science a respeito.

  22. Leandro,

    gosto muito dos seus artigos e, antes de fazer algumas ressalvas, quero deixar claro que não tenho tendência alguma de “melancia”. Mas, gostaria de colocar alguns pontos:

    “No mais, o Brasil possui 851 milhões de hectares. Apenas 0,2% são ocupados por cidades e suas obras de infra-estrutura. Dizer que os ocupantes de meros 0,2% de um imenso território estão causando a destruição irreversível de todo o ecossistema seria vigarice ou imbecilidade?”

    A “destruição do ecossistema” não se dá apenas nos centros urbanos. A agricultura contribui e muito com a emissão de CO2, desmatamento, empobrecimento dos solos e etc.

    Agora, duas críticas gerais aos artigos do mises que tratam sobre meio ambiente:

    – Ignorar o fato da Amazônia ser uma grande reserva de carbono;
    – Ignorar qualquer conceito de ecologia, tratando como marxismo ou algo do gênero.

    Primeiramente, ser uma grande reserva de carbono significa conter muito carbono “sequestrado” na forma orgânica, isto é, na constituição das plantas em geral. A partir do momento em que você queima esse carbono, ele passa para atmosfera e necessita ser “sequestrado” novamente. Mas como os organismos que faziam aquela função não existem mais, o carbono fica acumulado na forma de dióxido de carbono, na atmosfera. Então a maior questão não é se a taxa líquida de CO2 na fotossíntese é alta, mas sim o sequestro de carbono. Outra questão sobre esse ciclo é que o carbono armazenado na forma mineral não possui o “sequestrador”, pois esse agente está em equilíbrio em relação ao ciclo e o carbono na forma mineral (combustíveis fósseis) não faz parte do ciclo. Não existe nada de marxismo aí, só ciência.

    Segundo, o conceito de cadeia alimentar, principalmente, é ignorado por completo. “A natureza é minha inimiga”, como se fosse humanos x resto e não existisse um equilíbrio na chamada teia alimentar. Tudo é ignorado como se fosse “falácia esquerdista”. Não, é ciência. Se alguém acredita que é mentira, que se prove pelo método científico.

    Não dá pra ignorar a ciência porque ela às vezes é usada de forma incorreta. Não defendo, de maneira alguma, o Estado ter a Amazônia para si. Acredito que deve partir de cada indivíduo a decisão de preservar o que deve ser preservado. E não é nada utópico, é real, acontece.

    Espero e já agradeço a compreensão.

  23. Leandro, concordo com os teus motivos para relativizar Belo Monte. Existe uma casta supostamente capitalista, especialmente na esfera dos bancos e das empreiteiras, que está intimamente ligada à uma das grandes causas do nosso atraso – a corrupção. Motivo suficiente para desconfiar dessa obra, pelo menos desconfiar…

    Quero criticar a generalização (sempre perigosa) aos movimentos ambientalistas. Nesse meio tem muita gente séria. Em “O movimento ambientalista, portanto, é um movimento profundamente anti-mercado, anti-bem-estar e anti-desenvolvimento, pois suas propostas solapam por completo a produtividade do trabalho.”, acho que não é bem assim. Tem muitas pessoas e empresas trabalhando intelectualmente e “braçalmente” para aperfeiçoar hábitos da vida moderna com produtos menos ineficientes. Exemplo? Olha esse: http://www.comfortlux.ind.br. Outro maior ainda, e plenamente alinhado com o nosso ideário libertário: http://www.rmi.org. Imagino que não seja esse movimento ambientalista que combates, mas eles fazem parte de um movimento que objetiva melhorar nossos hábitos, e seus produtos adquirem mais mercado porque o movimento ambientalista, mesmo o ruim, bem ou mal, aumenta o apelo da sociedade por produtos e serviços melhores.

    Veja que, ainda hoje, século XXI, um carro “moderno” com motor a explosão, usa + – 5% do combustível para mover a pessoa (1, e dependendo do peso). O restante é para mover ferro, aço, produzir calor inútil ou se perder em atrito improdutivo. Exemplo de campo fértil para uma mudança de hábito para melhor aproveitar esse recurso chamado petróleo.

    Sds.,
    Otávio Marshall

  24. Gostaria de perguntar se “artistas globais”, pseudo-ambientalistas e outros mais sabem quanta energia é necessária para produzir os seus mimos como note book, celular, automóvel, casa com ar condicionado, maquiagens, perucas, sapatos finos etc?
    Vamos parar de peidar?

  25. Desculpa por não conseguir ler todo os comentarios, apenas li alguns e fiquei impressionada com seu comentario Leandro. Como é possível domesticar a natureza? vc realmente conhece a teoria de Gaia? Não somos parte da natureza? porque lutar cotra ela, tentar domesticá-la?\r
    \r
    Desculpe, também não entendi muito bem a intenção do seu artigo. Vc concordo com os pontos 1 e 2, certo? os quais vc também encontrou no vídeo, certo? então, escreveu um artigo pra criticar os artistas?\r
    \r
    Vc também é contra belo monte, certo? então gaste todo o seu belo vocabulario e seu conhecimento para fazer um bom vídeo, com argumentos que vc julga relevantes e defenda sua causa também.\r
    Criticar é fácil e saudável. Mas pessoas com atitudes e ações concretas é dificil, aproveite que vc esta no caminho certo(teve atitude e ação ao escrever esse texto) e ajude a defender essa causa e não criticar os artistas. Isso é outra historia.\r
    \r
    Também gostaria de acrescentar que vivo com 2 salarios minimos e tento fazer o meu melhor no dia-a-dia. Com atitudes que eu considero ambientalmente amigas…enfim…gostaria de dizer que não moro no morumbi ou qualquer um dos outros lugares que vc citou. Existe algo maior que a classe social, é a consciência, a vontade de melhora e mudança, a observação do que acontece ao redor…enfim… abra sua mente, tem certos discursos que já não servem mais, não há mais desculpa para ignorar os assuntos ambientais, eles estão por toda parte.

  26. Quem são esses ambientalistas? O Greenpeace? Greenpeace não é parâmetro, é totalmente radical. Existem ambientalistas a favor da energia nuclear sim e até do sequestro de carbono (também negado pelo Greenpeace, mas aprovado pela WWF). Generalizar assim nunca é bom. Ainda mais com tal “propriedade”… Mas concordo que a discussão é sempre válida e empolgante.

  27. Parabéns pelo texto, Leandro! Sua sutil ironia é genial!

    Sobre essa repentina crença na ciência, é interessante observar como a argumentação desse pessoal considera um modelo incrivelmente linear e simplificado de ciência!

    “Ora, se hoje ainda não temos energias limpas e baratas, é porque falta dinheiro!”

    De repente, basta jogar 1 trilhão de dólares na ciência brasileira e ela vai nos devolver um modelo energético de custo zero e eficiência infinita! Nosso desenvolvimento científico é visto como uma caixa preta na qual as respostas são meros frutos da entrada de recursos: defina um objetivo, pague o suficiente e voilà!

  28. Leandro,

    Me desculpe mas seu artigo me soou um tanto quanto egoísta colocando seus interesses em relação a comodidade acima dos interesses coletivos e isso é tão contraditório pois você diz que o ambientalismo é o oposto do coletivismo. Não adianta ficar escrevendo linhas e linhas, sendo que se continuarmos como estamos é inevitável que vamos perder o nosso planeta. Sem ele, o que nos adianta “progredir” nossa economia? Coloquei o “progredir” entre aspas, pois você acredita mesmo que estamos progredindo? O capitalismo entrará em colapso, outro fato inegável, então se estamos progredindo é para um desastre iminente. Você esqueceu de citar no seu artigo que a Belo Monte não vai poder produzir toda a sua capacidade, além disso está muito claro que essa hidrelétrica só vai ser construída por interesses políticos, portanto só por este fato ela não deveria ser construída. Concordo contigo que energia solar e eólica são complementares, mas e os investimentos nessa área onde ficam? Certamente não estão no alvo de interesses políticos. Agora, qual o problema de abrirmos mão do nosso conforto em prol de vivermos em um mundo melhor? Quer ficar igual aqueles gordinhos daquele filme Wally? Vamos todos tirar a bunda do sofá e vamos reciclar nossos lixos, economizar energia, água, etc. Com pequenos gestos podemos amenizar as coisas. Os índios que vivem naquele lugar é o pouco que restou da nossa história. Vamos destruir nossa história agora em prol do capitalismo?

  29. Kleberson Costa Amaral

    Caro Leandro, gostaria de começar meu comentário me apresentando. Sou Kleberson Costa Amaral, técnico em eletrônica, atualmente trocando meu curso de engenharia elétrica no CEFET-MG pelo de produção civil. Defendo até certo ponto a propriedade privada e não sou marxista.
    Agora que sabe superficialmente quem sou, gostaria de falar que:
    1 – O Estado se responsabilizar pela geração de energia elétrica e financiar obras não é absurdo, pelo contrário, é correto. Mas concordo que é errado sim o dinheiro público ser divido entre os amigos do rei (que é uma realidade monstruosa).
    2 – “O movimento ambientalista, portanto, é um movimento profundamente anti-mercado, anti-bem-estar e anti-desenvolvimento, pois suas propostas solapam por completo a produtividade do trabalho. Consequentemente, elas destroem todas as possibilidades de progresso econômico e de aumentos salariais – os quais estão diretamente ligados à produtividade. Somente um constante aumento na produtividade da mão-de-obra, auxiliado pela utilização de uma maior quantidade de energia per capita, pode gerar um aumento na oferta de bens e serviços em relação à oferta de mão-de-obra disponível.”
    Não sou um ambientalista fanático, nem comunista e tão pouco burro. Por isso sei que o trecho acima citado é incoerente assim como nosso sistema de mercado e desenvolvimento. Em um plante finito, de recursos finitos é impossível um constante aumento de na produtividade e um constante aumento de energia per capta. Acho que os ambientalistas são radicais, mas pedem muito para conseguir ao menos um pouco.
    “Porque ‘energia mais eficiente’, no linguajar verde, significa simplesmente uma menor produção de energia por habitante. E é aí que surge a nossa miséria. Para que haja um aumento na produtividade da mão-de-obra, algo indispensável para o enriquecimento de economia, é necessário que haja um constante aumento na quantidade de energia disponível per capita.”
    E novamente aqui cito um mundo de recursos finitos, onde recentemente atingimos oficialmente os 7 bilhões de habitantes e não podemos crescer para sempre.
    Gostaria também de comentar que a produção de placas fotovoltaicas é também uma super agressão ao meio ambiente e como você citou a energia eólica acaba com a vida de pássaros (sendo porém extremamente ecologicamente correta em alto mar).
    Aqui no Brasil, se por lei conseguíssemos acabar com chuveiros elétricos e substituí-los por aquecimento solar, não precisaríamos construir tantas hidroelétricas, e isso é economicamente viável. Pequenos cata-ventos como compensação ambiental de imóveis acima de um valor X também é viável e como um todo, em uma nação de 190 milhões, faria sim uma enorme diferença.
    Acho que devemos repensar sim o nosso sistema e que embora não concorde totalmente com os ambientalistas e marxistas, ao menos eles estão apresentando opções e tentando tanto quanto possível barrar algumas obras.

    Obrigado pelo texto, foi uma leitura agradável e que abre espaço para discussão, diferentemente dos atores globais.

  30. Não creio que estes artistas estão mal intecionados,
    apenas não sabem do que estão falando e acham que estão fazendo a coisa certa…
    e infelizmente a maioria da população vai na onda, o poder de convencimento deles é muito forte. Quem aqui não defendeu uma causa achando que era o certo e hoje se envergonha disso?

  31. Primeiramente, ótimo texto.
    Foi muito bem escrito e demonstrou claramente seu ponto de vista e, claramente, é o ponto de vista de muitas pessoas.
    Sou um engenheiro de uma consultora de projetos de engenharia e faço parte da equipe de impactos ambientais e gostaria de mostrar um argumento de alguem que convive com isso a mais de 15 anos.

    É obvio que a minha opinião é apenas minha e por isso mesmo nunca vou defende-las como verdade como não gostaria que ninguem fizesse isso.
    O fato é de que qualquer projeto sempre tem um interesse maior que está acima de quem os realiza. Nem sempre é só o dinheiro, nesse caso o dinheiro publico, mas sempre é um interesse de alguem superior aquele que realmente realizara o projeto.

    O projeto de algo simples é extremamente demorado e se leva em conta coisas que ninguem nem poderia imaginar. As vezes para se projetar um telefone novo se levam meses e em alguns casos anos e, de fato, ainda surgem problemas. Mas, ai é a questão. Nem sempre é o engenheiro que faz algo errado e sim a propria exigencia do “cara de cima”. Quem quer que um celular dure 1 ou 2 anos? Não é o engenheiro responsavel, mas sim a empresa que se quer o lucro.
    Bom, voltando para o assunto, o fato é que para um projeto de uma hidroelétrica se fazem vistorias tecnicas interminaveis e observam tudo, desde o mais “inutil” detalhe. Seja o que um passarinho come e não vai comer mais, até qual vai ser a vida útil de uma valvula. O projeto, geralmente, é muito bem realizado e se preve todos os impactos possiveis na natureza. Sejam impactos diretos, indiretos ou um possivel erro de projeto.

    E porque toda essa preocupação de alguns especialistas? O fato que se defende quando se fala em natureza não é o fato de se defender uma minhoca, um peixe ou uma ave. O fato é de que atualmente existe uma percepção de que a nossa capacidade de desenvolvimento pode ser limitada se a natureza não puder mais nos dar a materia prima necessaria. E como se faz isso? Não é diminuindo o desenvolvimento como o Sr. falou. Temos muitos bons exemplos como o de Cubatão que conseguiu reduzir 98% da poluição e aumentar sua produçao que, alias, fiz parte da organização de controle no começo de carreira.

    O fato é de que hoje temos uma carencia enorme em energia e que muita gente não sabe. E temos a oportunidade hoje de não lutar por um progresso cego como antigamente. O progesso pode sim ser algo ainda maior se aumentarmos a eficiencia energetica e não simplesmente parar a produção. Isso sim é ambientalismo.
    O desenvolvimento sustentavel se baseia no principio de tirar da natureza o que ela pode repor, porque não é de nosso direito retirar a possibilidade do nosso futuro ter menos “bens comuns” do que temos hoje. Assim como foi dito em assimbleia na ONU em um relatorio final “Nosso Futuro Comum”: “Atender às necessidades da geração presente sem omprometer a habilidade das gerações futuras de atender às suas proprias necessidades”.

    Então concordo com muita coisa que disse, Leandro, mas, acho melhor que deveria repensar o fato de que todos que defendem uma inserção de ambientalismo sejam tão vazios como o Sr. pensa. Quem inventou a tal da “Economia do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais”(Marques & Comune, 1997) foram justamente neoliberais que defendiam o livre mercado acima de tudo e o proprio desenvolvimento a partir disto.

    Sou contra extremismos de qualquer lado e, portanto, acredito que possa haver uma mudança de postura em relação aos objetivos. Já que um ambiente menos poluido significa tanto um bem estar a população, como uma melhor saúde. E uma produção limpa não significa eliminar processos e diminuir capacidade, mas sim otimizar processos e usos de materias primas e impactos gerados.
    O fato é de que, como muitos falaram, o assunto vem mais de cima. O governo não é o vilão principal para criação disso, mas sim o “mercado”. Quem quer sair de algo comodo e gastar dinheiro com algo que só vai trazer beneficio em longo prazo? Ninguem ganha dinheiro estantaneamente com isso e ninguem tambem ve de cara o beneficio, mas temos grandes provas de que um investimento desse sempre traz beneficios economicamente falando.

    Sei que foi um texto longo, mas gostaria deixar minha opinião. É claro que não me importo com criticas e nem quero que as pessoas me apoiem. Cabe a cada um se informar sobre os assuntos e ter sua propria opinião e não seguir a de alguem que se julga certo.

    Não quis, em momento nenhum, ser desrespeitoso com o Sr. Leandro e me perdoe se em algum momento pareci ser.

    Mais uma vez, um ótimo texto, espero ter passado o que gostaria.

    Abraços

  32. O vídeo pode ser ruim, tendencioso ou lunático, mas é inegável que ele causou toda essa discussão, que era exatamente o que estava faltando nesse assunto.
    Só tenho uma ressalva a fazer sobre o seu texto: Não se trata de “mato” que vai ser destruído, trata-se de floresta e floresta é um organismo vivo que mantém vivos todos os seres dela dependentes, inclusive o homem.

  33. “Ora, energia eólica e a energia solar de fato podem gerar eletricidade, mas não o suficiente e em nível nacional. Ambas podem funcionar bem como complementos muito localizados, mas não em grande escala.”

    De onde você tirou isso?

  34. Meu caro… meu caro. Em algum momento li as seguintes palavras suas “…entender que sem uma crescente produção de energia, não há aumento da produtividade e, consequentemente, não há desenvolvimento, nem enriquecimento e nem fim da pobreza absoluta”. Primeiramente, ao contrário do que você porpôs à leitora no seu comentário, você é quem deveria estudar melhor economia, pois produtividade é justamente a capacidade de produzir mais gastando menos energia. Pode perguntar isso a qualquer diretor ou gerente de fábrica? Você certamente quis dizer aumento de produção… Bem, neste caso, fico surpreso ao notar que uma pessoa com a capacidade que você demonstra para escrever um artigo bem argumentado (apesar de falacioso em muitos pontos) ainda não tenha percebido que essa crescente produção de energia, esse incessante aumento da produção, que exige que o consumo aumente na mesma proporção, deixando as pessoas cada vez mais estúpidas e suscetíveis a estratégias de marketing descompromissadas com a verdade e o bem estar… enfim esse enriquecimento nunca vai contribuir com o fim da pobreza. Isso porque esse modelo que você prega está baseado em príncipios e valores que não visam eliminar a pobreza. Isso pelo simples fato de que combater a pobreza não gera lucros e não promove esse crescimento econômico que você tanto admira. Do contrário, os Estados Unidos já teriam declarado guerra à probreza. Você sabe que eles adoram uma guerrinha, mas só as que são revertidas em benefícios financeiros para os que detém o poder.\r
    \r
    Belo Monte é basicamente um produto desse pensamento, meu caro. Há muito tempo que o mundo já dispõe de tecnologia suficiente para alimentar e gerar o conforto necessário para todas as pessoas, portanto, o problema está na péssima distribuição da riqueza. Não precisamos aumentar a riqueza e, sim, distribuir…. distribuir!!! \r
    \r
    Outro ponto em que você radicaliza a sua retórica e deixa de raciocinar é quando diz que a natureza é nossa inimiga. Não o culpo, pois a vida urbana faz muita gente pensar que o dinheiro é o que nos dá a oportunidade de viver confortavelmente. O que você desconsidera é que são os recursos naturais que nos dão todo esse bem estar que você adora. Se alguns países investissem o dinheiro que gastam com guerras em desenvolvimento científico de energias renováveis, poderiamos, sim, viver tranquilamente com fontes de energia solar, eólica e outras que você não cita, como a energia das ondas oceânicas. Sim, as mesmas ondas que dão caldo nos surfistas podem abastecer nossas casas. Sabe por que todas essas fontes são pouquíssimo utilizadas? Porque ainda há muito petróleo pra queimar e muitas hidréletricas que podem ser contruídas. Assim os membros do Grande Clube, entre eles donos de empreiteras gigantes, que determina os rumos que a humanidade deve tomar concentram a maior parte da riqueza entre eles, enquanto a gente se conforma com migalhas e ilude com números de crescimento do PIB. A gente sonha em fazer parte, algum dia, desse Grande Clube e que se fodam os índios, os ribeirinhos e as pessoas que serão obrigadas a viver em uma cidade superpopulada devido à chegada de pessoas que irão atrás da usina como se fosse ouro.\r
    \r
    Acho que você até está certo quanto a preocupação exagerada dos ambientalistas com espécies raras de animais do ecossistema. O ser humano precisa, primeiro, aprender a se relacionar com sua própria espécie antes de sonhar em viver harmoniosamente com minhocas e peixes. Entendendo a natureza humana, também sou cético quanto às teorias coletivistas como a dos marxistas e a dos ambientalistas e me rendo a uma conclusão inévitável: o planeta não corre perigo nenhum; a raça humana, assim como outras anteriores, será extinguida em algum momento e o planeta continuará existindo, criando novas formas de vida e interação entre os elementos que nele habitam.

  35. Ha! Esqueci. Recomendo a todo mundo um dia conhecer a floresta Amazônica. Eu também a chamava de ‘mato’, depois que conheci uma floresta por dentro, minha opinião mudou sobre o ambientalismo.

  36. A pergunta e simples: Vão tirar o povo de suas moradias precárias para plantar lixo de arvore e onde vão colocar o povo que vive em comunidades carentes do RJ a mais de 30 anos?

    Na minha casa que não ira ser, e se aumentarem os impostos e melhor não pagar! Se quiserem coloquem dentro das casas dos ecologistas, ambientalistas e dos aloprados dos políticos.

  37. Fico espantado com tamanha ignorância por parte de nos humanos que tratam o meio ambiente apenas como um combustível para sobreviver , “NOS SOMOS PARTE DA NATUREZA E SEM ELA JAMAIS VIVEREMOS ” portanto o RESPEITO com a natureza é respeitar a nos mesmos e nossas próximas gerações .Fiquei triste de ler alguns comentários por aqui e perceber que existem pessoas que não dão a minima importância para meio ambiente , um ato de extrema ignorância .
    Tenho certeza que pessoas com este tipo de pensamento nunca saíram das cidades , soltaram pipa no ventilador quando crianças e acham até hoje que o leite vem da caixinha tetrapac .!! Meu deus quanta ignorância talvez se o ser humano fosse menos ignorante e olhasse menos para o seu próprio umbigo o mundo estaria bem melhor .Mas é complicado , pessoas ignorantes como alguns aqui olham um mendigo na rua com desprezo e sequer param pra pensar ou imaginar que historia de vida levou um ser humano a viver na rua , Se nos não respeitamos nem nos mesmo como iremos respeitar os peixes as minhocas e as plantas ?? TAMO TUDO FUDIDO MESMO !! racinha humana sem vergonha !!MERECEMOS TUDOS MORRER MESMO .. QUE VENHA O FIM DO MUNDO !!! RRSRSR
    Eu como estudante de engenharia ambiental sou contra a construção de belo monte pelo motivo que que o estudo de impacto ambiental foi feito porcamente e se não fosse por algumas mexidinhas de pauzinhos jamais seria aprovado . Concordo com a construção da usina desde que as normas ambientais sejam respeitadas .
    (desculpe a ironia e as piadinhas ) mas é minha opinião , só no bom humor pra ler algumas coisas por aqui )

  38. Andei lendo muitos artigos e críticas sobre o tal vídeo produzido pelos globais e este é o primeiro que irei de fato deixar um comentário.

    Analiso alguns pontos:

    – Concordo na maioria dos pontos colocados nos item 1, de fato este empreendimento se trata meramente de uma questão de interesses pessoais, onde a população local/regional/nacional é a que menos “ganha” com isso. Na verdade, perde!

    – No item 2, em que é tratado a questão da propriedade particular, penso que quando algo, que após pesquisas e embasamento científico, prova que é realmente necessário a execução deste ou daquele empreendimento, o benefício de muitos deve vir à frente. Entretanto, quando pesquisadores e mais pesquisadores – os que compõem a camada intelectual de nossa sociedade, formada com dinheiro investido pelo próprio governo – vem a público com um documento, comprovando que tal empreendimento não deve ser feito da forma como é proposta, me desculpe governo, me desculpe microondas e me desculpe geladeira, mas prefiro acreditar neles. (documento disponível em: http://www.socioambiental.org/banco_imagens/pdfs/Belo_Monte_Painel_especialistas_EIA.pdf)

    Vamos ao terceiro item e o que mais me incomoda, serei breve!
    Eu, biólogo e professor, ativista da “causa ambiental”, eco-chato para alguns, discordo completamente do que foi colocado. Dizer que 0,0X% do total da floresta vai ser devastado, blá blá blá, não me convence!!!! Por que quando um babaca entra em uma escola e mata 10… 20… 300 alunos que seja, isso ganha proporções estratosféricas da mídia, das conversas de bar, das salas de aula, de todo lugar. Mas espere um pouco, qual a porcentagem de pessoas que foram mortas em relação à população total daquela cidade, daquele estado, daquele país? 0,00….0X%? O que se espera do poder público para com o assassino?! Somos todos seres vivos de um único planeta e devemos conviver de forma pacífica! Homem x Homem, Homem x Cachorro, Árvore x Macaco, Árvore x Homem, e por aí vai…
    Acredito sim, ser necessário o aumento da matriz energética brasileira, não discordo disso. Mas colocar essa necessidade acima de tudo e de todos é burrice! Burrice de uma população que não se preocupa, enquanto a água não bate no seu bumbum, burrice maior de um governo que quer simplesmente faturar.

    Quanto ao vídeo acho interessante a forma como foi abordada, certa ou errada, faz o povo pensar, ou pelo menos propõe a isso.

    O debate DEVE acontecer sim, por bem ou por mal! Mas para que isso ocorra, vou deixar um trecho que fala do posicionamento das pessoas diante de qualquer debate (retirado de um artigo comentando a ocupação da USP dias atrás (www.cartacapital.com.br/sociedade/ocupacao-patetica-reacao-tenebrosa/)

    “[…]O episódio foi, em todos os seus atos, uma demonstração do que o filósofo e professor da USP Vladimir Safatle chama de pensamento binário do debate nacional – segundo o qual a mente humana, como computadores pré-programados, só suporta a composição “zero” ou “um”. Ou seja: estamos condicionados a um debate que só serve para dividir os argumentos em “a favor” ou “contra”, “aliado” ou “inimigo”.[…]”

    Saudações, até!

    Guilherme

  39. Quanto a desapropriação:

    Maria Syvia Zanella Di Pietro, Direito Administrativo, 22ª edição, editora Atlas, página 168/169: A Constituição do Brasil indica como pressupostos da desapropriação, a necessidade pública, a utilidade pública e o interesse social (arts. 5°, inciso XXIV e 184). Doutrinariamente, costuma-se distinguir essas três hipóteses da seguinte maneira:
    1.”existe necessidade pública quando a Administração está diante de um problema inadiável e premente, isto é, que não se pode ser removido, nem procrastinado, e para cuja solução é indispensável incorporar, no domínio do Estado, o bem particular;
    2. há utilidade pública quando a utilização da propriedade é conveniente e vantajosa ao interesse coletivo, mas não constitui um imperativo irremovível;
    3. ocorre interesse social quando o Estado esteja diante dos chamados interesse sociais, isto é, daqueles diretamente atinentes às camadas mais pobres da população e à massa do povo em geral, concernentes à melhoria nas condições de vida, à mais equitativa distribuição da riqueza, à atenuação das desigualdades em sociedade” (cf. M. Seabra Fagundes, 1984:287-288)

  40. A história da humanidade (e da minhocoçu) pode ser resumida em:
    Farinha pouca, meu angu primeiro.

    Ou um pouco mais sofisticadamente:
    O Homem – Um Ser Egoísta
    O motor principal e fundamental no homem, bem como nos animais, é o egoísmo, ou seja, o impulso à existência e ao bem-estar. […] Na verdade, tanto nos animais quanto nos seres humanos, o egoísmo chega a ser idêntico, pois em ambos une-se perfeitamente ao seu âmago e à sua essência.
    Desse modo, todas as ações dos homens e dos animais surgem, em regra, do egoísmo, e a ele também se atribui sempre a tentativa de explicar uma determinada ação.
    Nas suas acções baseia-se também, em geral, o cálculo de todos os meios pelos quais procura-se dirigir os seres humanos a um objetivo.
    Por natureza, o egoísmo é ilimitado: o homem quer conservar a sua existência utilizando qualquer meio ao seu alcance, quer ficar totalmente livre das dores que também incluem a falta e a privação, quer a maior quantidade possível de bem-estar e todo o prazer de que for capaz, e chega até mesmo a tentar desenvolver em si mesmo, quando possível, novas capacidades de deleite.
    Tudo o que se opõe ao ímpeto do seu egoísmo provoca o seu mau humor, a sua ira e o seu ódio: ele tentará aniquilá-lo como a um inimigo.
    Quer possivelmente desfrutar de tudo e possuir tudo; mas, como isso é impossível, quer, pelo menos, dominar tudo: “Tudo para mim e nada para os outros” é o seu lema. O egoísmo é gigantesco: ele rege o mundo.

    Arthur Schopenhauer, in “A Arte de Insultar”. 1788//1860. Alemanha.

    Boa noite.

  41. Já que vc não liga pra morte das piranhas, micos e sapos (uma vez que será apenas uma pequenas parcela desses animais que vai morrer, quando comparamos com o seu número total existente no mundo), acho que vc não ficaria chateado emm saber que os ambientalistas também não se importam nem um pouquinho se vc, sua mãe e toda a sua família, responsável pela tragédia do seu nascimento, morrerem também! Afinal, o que são meia dúzia de pessoas ignorantes, que nada estão fazendo para melhorar o mundo, quando analisamos o número total de seres humanos no mundo???
    Então, que morram vc, sua mãe (caso já esteja morta, melhor ainda!) e todos os que têm a infelicidade de viver perto de vc.
    Ainda acho que as piranhas, sapos, micos etc são MUITO mais importantes.

  42. O inimigo do meu inimigo é meu amigo. Não conhecia a campanha (pq não tenho mais paciência para ouvir ambientalista) mas se tiverem sucesso em impedir a construção de mais um elefante fico feliz.

    Mas dessa vez o Leandro se superou deve ser o artigo de maior sucesso do IMB especialmente se analisado nas 24hs da publicação.

  43. Parabéns Leandro, belo texto.

    Quanto aos paraquedistas, me lembrei disto:

    “é o paraquedista irmão do condor sua missão é destruir a tropa inimiga e o terreno invadir boina grená boot e brevê és deus é o capeta. és tu pqd ! ! !”

  44. Kleber Rogério Duda

    Leandro,

    O artigo foi excelente, também acho excessiva a causa ambientalista, mas a vejo como um grupo de pressão que influi na busca de tecnologias limpas que de outra forma nunca seriam pesquisadas, poluição é caso de saúde pública, afeta a vida de todos nós, como também é uma questão econômica, não penso como um ambientalista fanático que a causa deles deva ser perseguida sem considerar o aspecto econômico, mas consigo enxergar a importância dessas pessoas, apesar da ingenuidade e displicência das mesmas, e no final das contas, como estamos cansados de constatar, o que sempre irá prevalecer é o interesse do governo e seus comparsas, e paradoxalmente, esse é o bem invisível que nos faz esses brutamontes, são mediadores da ingenuidade destrutiva dos ambientalistas, e da igualmente destrutiva e ingênua obsessão econômica dos libertários, que fazem do aspecto econômico o que os ambientalistas fazem da preservação do meio ambiente, a panacéia da humanidade, quando na verdade os dois temas são relevantes, e os dois fazem parte da solução dos problemas da mesma, é evidente que o aspecto econômico sempre deve ter mais peso, pois sem isso deixaremos de evoluir em todas as outras ordens (cultural, social, espiritual), e nunca chegaremos a desenvolver tecnologias que nos livre dos problemas causados pela poluição, problemas que só tendem a aumentar na mesma escala do desenvolvimento econômico e que não podem ser ignorados, só faço mais uma ressalva ao seu texto, entre várias usinas hidrelétricas na Amazônia e a construção de usinas nucleares, prefiro aquela opção em relação a esta, pois a simples possibilidade dos estragos e danos à saúde a que estaríamos sujeitos em caso de vazamento de uma usina nuclear acaba por evidenciar que é possível usar o discernimento de forma inteligente nessa questão. Parabéns pelo seu trabalho, sou muito grato por sua visão, este artigo como outros de sua autoria estão entre os meus preferidos.

  45. Oi, Leandro!\r
    \r
    Escreves muito bem, tua inteligência gerou um texto bastante persuasivo, por um momento pensei em virar economista, ou algo parecido :)\r
    Contudo, não és inédito. Ecologicamente falando, não és uma espécie rara, mas creio que em extinção hehe. Destes que veneram o desenvolvimento a qualquer custo, para alcançar o chamado bem-estar humano. Algo tão ultrapassado quanto pensar em meio ambiente hoje em dia sem levar em consideração a questão social. \r
    Eu também não sou inédito, não tenho ideias singulares, etc. Faço parte do outro grupo, aqueles que acreditam no clichê “desenvolvimento econômico real, aliado à preservação dos recursos naturais”. E o mundo é assim mesmo, não dá para todos ter a mesma opinião, tendências e afinidades para o mesmo lado. Nunca foi e – talvez – nunca será assim.\r
    Não consigo desvencilhar a natureza do Homem, já que considero uma ideia errônea discutir meio ambiente colocando o Homem como um elemento à parte, como se fosse um inimigo. Está tudo integrado e, mesmo às vezes o ser humano fazendo sim esse papel de inimigo, há exemplos naturais externos onde a natureza se mostra sua própria inimiga também. O Homem, com toda a sua singularidade neste mundo de tamanha biodiversidade têm muito a acrescentar, principalmente para atender aos seus próprios interesses e, claro, se defender daquilo que não pode controlar.\r
    \r
    Só não dá para esquecer dos ensinamentos básicos. Pensar em florestas/rios/animais/ é garantir água, ar, alimentos, cura de doenças e todas essas coisinhas manjadas (e abastecedoras do progresso) que parecem mais terem saído de uma aula do maternal, mas que ainda são tão difíceis de ser processadas na cabeça dos seres mais inteligentes e complexos do planeta. Talvez justamente porque são simples, e a simplicidade parece causar receio a alguns humanos que, diante de conclusões tão singelas, sentem-se impedidos de colocar em prática a guerra de egos. \r
    Mas, quem sabe com todo esse desenvolvimento onde a geração de energia vale mais do que tudo e é a base do ápice da sociedade, o Homem não consiga ser capaz de descobrir formas de sobreviver sem precisar respirar, sem beber água, sem comer… Sobreviveremos à base de energia elétrica talvez? Com tanta tecnologia que está por vir e que já foi capaz de concretizar invenções que ninguém imaginava ser possível, não dá para duvidar… Só não dá para tornar as energias alternativas economicamente viáveis. \r
    Engraçado…\r

  46. Muito bom o texto, parabéns. De modo geral, sua crítica à hipocrisia dos artistas é bastante pertinente e adequada. No entanto, ali no tópico “segundo item” tem um detalhe técnico: as terras indígenas não são particulares, são da União (art. 20, XI da Constituição Federal). Então a premissa de que os artistas defenderam a propriedade privada ao apontar a questão das terras indígenas é falsa, posto que terras indígenas são públicas (federais).
    Já quanto aos ribeirinhos a sua crítica é pertinente, embora o vídeo me pareça mais preocupado com a lenga-lenga de “preservação cultural das populações tradicionais” do que propriamente com a propriedade privada.

    Fora isso, bom texto.

    Abraço,

    Bruno.

  47. Leandro, vou lhe presentear com um livro chamado “Inteligência e Conhecimento,É um Bem! Arrogância e Sentir-se Superior é Burrice”
    Creio que lhe ajudará muito!

  48. Alguém aqui já ouviu falar de especismo?
    Tive o desprazer de conhecer isso teclando com uma bióloga recentemente
    Quando eu falei que a casa dela pra ser construída teve que matar um monte de insetos, plantas, sei lá, ela n conseguiu entender que estava se contradizendo.

    Mas eu até achei legal.Pra esse pessoal eu sou fascista(pq acredito no capitalismo) machista(pq acredito na ciência quando ela fala que h e m tem cérebros diferentes) e racista(pq sou contra cotas), agora ganhei um ista a mais pra minha coleção.

  49. Aiai, da pra entender pq nosso país está assim, vc achar normal esse gasto exorbitante para construir essa usina, cheia de contradições, não sou nem de perto uma “defensora da floresta”, nem tão pouco simpatizo com ambientalistas…mas eu acho essa país uma graça. Quando demarcaram a Raposa e Serra do Sol, todos só falavam em: os índios chegaram primeiro…entao vamos sair de todo o território nacional. A usina é uma vergonha sim, por todo esse dinheiro escoando, apenas por isso e já é o suficiente. Aqui vcs são da turma do “rouba mas faz”. Que tristeza, então vamos aplaudir tudo!!!!

  50. Klauber Cristofen Pires

    Extrema canalhice!

    O vídeo acusa a hidrelétrica de funcionar apenas 1/3 do seu tempo, porque nos oito meses restantes o clima fica seco. A verdade: a produção de energia não será permanente porque a área de alagamento foi reduzida para atender justamente às pressões dos ambientalistas! Ambientalistas-marxistas são assim: te jogam um copo de vinho e depois dizem que tua roupa tá manchada!

    Ôôo Marcos Palmeira e tutti quantti: se vocês acham inadmissível que um índio viva na cidade, então peçam para a Sra Indira Paes, a colega de vocês, tirar a sua roupa e ir socar mandioca.

  51. Desprezível ser insignificante para você que uma parte, nem que seja mínima da Amazônia fique água abaixo. Eu não sou adepta de movimentos, campanhas , etc. Mas é lamentável ver que uma pessoa que dom com as palavras usar ela para o lado “podre” dos brasileiros. Se cada um fizer o que bem entender no mundo, esse 0,01% que será destruído virará mil vezes maior! Só quando a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio for poluído é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro.

  52. Leandro,

    Concordo que Belo Monte não deve construída, entretanto, não me atrai esse enfoque que rotula os preocupados com o meio ambiente como se fossem loucos varridos…comunistas contrários ao mercado e à forma como vivemos.
    Creio que o debate poderia ser menos contaminado com esse tipo de preconceito.
    Tenho dificuldade de aceitar que nosso modo de vida seja incompatível com metodos sustentáveis e de preservação da natureza.
    Será que não podemos ter preocupação com a qualidade da água dos rios, ou com a qualidade do ar que respiramos? Será que o caminho é destruir as florestas e poluir tudo? Não sei…
    Eu ensino meu filho que é importante preservar nosso meio ambiente. Estou errado?
    Será que é impossível o desenvolvimento com uma preocupação com o planeta em que vivemos?

  53. caríssimo,\r
    \r
    que pena que vc não estudou antropologia…assim, vc saberia que a gravidade não é só tirar pessoas de suas propriedades privadas…dica: leia o livro do Gustavo Binenboijm.

  54. Sabe quem vai resolver os problemas ambientais? A tecnologia e o livre mercado! Justos de mãos dadas! Meus heróis!

    Pois a maioria das ‘soluções’ dos ambientalistas, não resolvem nada, ou acabam com confortos da era atual.

  55. Uma pena o artigo ter sido empobrecido ao final.

    Como se a questão da Usina de Belo Monte se resumisse em uma análise econômica utilitarista.

    Não te importas com com o alagamento do Xingu? Mas por quê? Isso em nada tem a ver com economia mesmo? Com o “bem viver” dos indivíduos?

    Deverias ter te importado, antes de ter feito este texto, com os teus conceitos usados sobre as terras indígenas. A perspectiva destas terras estão para além do conceito liberal-positivista sobre propriedade privada. Teu conceito é retrógrado. Até teu dualismo, que tem como um dos pólos o ambientalismo, é antiquado. Não se resume estas terras no conflito liberalismo x ambientalismo.

    Não se trata disto, autor. Estas são terras tradicionais. Foram modificadas pelos povos indígenas da região (que vivem ao longo do Xingu), que convivem com ela em uma relação de interdependência cultural e biológica.

    Mas já que falas, aqui, de questões tributárias, contribuintes e Estado, caro autor, não podias ter esquecido, também, das questões jurídicas envolvidas, como, por exemplo, a falta de participação dos povos interessados que foram convocados de maneira duvidosa e ilegal para decidir sobre a Usina. É um absurdo defenderes a tua posição contrária a Belo Monte apenas com esta análise econômica sobre o assunto. E, o pior, com pretensão meta-economica.
    Em nada contribui um pensamento tão simplista.

    É este tipo de pensamento calculista que nos leva para qualquer fundamentação niilista sobre o que fazer com as minorias do Xingu que, ao contrário de ti, se importam, e muito, com suas terras. Porque dependem delas econômico e culturalmente. E não porque são “propriedade privada”. Estas terras são o próprio elemento de identificação sobre o que eles são, como “povos indígenas”. Coisa que sua argumentação não pode “entender” porque está presa a uma epistemé ultrapassada, sujeito-objetivista, que desconsidera/desconhece qualquer progresso do giro-linguístico semântico.

    Esse tipo de argumento, apesar de ser contrário à Usina, como também endosso, contribui, de outra banda, para justificações teóricas de qualquer conteúdo, “contanto que preserve a ‘propriedade privada'”. E isso é um perigo para qualquer democracia fundada em direitos fundamentais e dignidade da pessoa humana. Tão cara ao próprio liberalismo que defendes (será?).

  56. “…imagine então tomar dinheiro da população para financiar coisas totalmente sem importância, como teatros, cinema e outros “projetos culturais”?

    Teatro e cultura são coisas “totalmente sem importância”? O que é importante então? Só o dinheiro?

  57. mara sílvia faria

    Qualquer que seja nossa posição em relação à construção de Belo Monte, e mesmo em relação a qualquer assunto que tenhamos que julgar, é extremamente válido que tenhamos argumentos à disposição das nossas considerações, e nisso a internet é mister. achei muito interessante seu artigo, o texto é longo mas muitíssimo bem escrito e além dele, os comentários são um complemento importante pra quem tiver a fim de promover melhores discussões a respeito do tema.
    Também assinei pela não construção da usina, pelos mesmos motivos mencionados no artigo, acrescentando por fim, que não entendi o porquê da Maithê Proença tirar a blusa, vc tem alguma explicação pra isso ??

  58. Duas coisas que eu vejo nos comentários e que me assusta:

    1- Falar que hidroelétrica não é energia limpa, sendo que eu aprendi [s]na escola[/s], que a hidroelétrica é uma forma de gerar energia sem poluir.

    2- Falar que propriedade privada é algo puramente econômicista e que, então, pode ser relativizado.

  59. Você se “esqueceu” de falar sobre o periodo de estiagem. Como você pode defender o não-uso de energia solar (que é praticamente pleno no sertão) e eólica (quase plena na costa), quando a elétrica desse porte iria sofrem horrivelmente com o periodo de baixa?
    E o custo dessas energias alternativas se torna menor com a maior procura, que é o que esta acontecendo agora.

    E outra: Em vez de uma mega hidrelétrica, ja foi provado que é altamente mais proveitoso criar centenas de hidreletricas menores, em terrenos mais propicios, e nao tao planos como em belo monte.

    Assim como existem motivos por tras de belo monte, ha motivos por tras da mobilização dos artistas, isso é certo. Os motivos por tras de belo monte são explicitos, mas e quanto à propaganda dos artistas?

  60. Quando li no texto “Caso ainda não o tenha feito, reserve 5 minutos do seu tempo para a tarefa” eu fiquei puto com o Leandro kkkk
    Mas já que perdi 5 minutos vendo a coisa toda, aproveitei para fazer um “minuto-a-minuto” da porcaria:

    0:00 a 0:10 – Uma série de perguntas com temas atuais e que de certa forma induz quem estará assistindo ao vídeo, em se colocar na forma de educando, e os interlocutores como educadores nos temas levantados.
    0:10 a 0:15 – Apresentação de um estereótipo de que você não está nem aí para esse assunto. Repararam na mulher fumando, meio “to nem ai”? Pois é, outra bandeira deles é o anti-tabagismo, e no video já deixam esta pequena mensagem.
    0:15 a 0:21 – Outro estereótipo, agora o do “cidadão de bem”. Ele paga impostos em dia [s] recicla lixo e ensina o filho a respeitar o próximo[/s], e porque ele vai importar com algo lá no Pará (lá no Norte, né? Eu to aqui no Sudeste, na cidade grande). Isto é uma bela de uma cutucada.
    0:22 a 0:36 – Mais um, agora o da pessoa fútil, que coloca sua novela e seus aparelhos eletrônicos com algo importantíssimo. Estilo #classemediasofre Como se ele próprios como atores não dependessem disto para viver kkkkkkk

    Bom, até aqui o vídeo coloca quem está assistindo como:
    1 – Uma pessoa que não sabe o que é ecologia.
    2 – Que não está nem aí para isso.
    3 – Que é um cidadão metropolitano correto e educado, e que não liga para algo que está lá no Norte (você provavelmente é do sudeste).
    4 – Que é uma pessoa fútil, que se importa com novela e tecnologias, e não com algo importantíssimo como a usina de Belo Monte.

    Como reação, você provavelmente adotará a postura de alguem que, se realmente não sabe nada sobre ecologia, está disposto a aprender. Porque você não é uma pessoa fútil e que não está nem aí para a questão de Belo Monte, não é?

    Vamos adiante:

    0:37 a 0:54 – Apresenta Belo Monte como um projeto megalomaníaco, mas que só vai gerar 1/3 da capacidade. Só esqueçeram de falar que um lago serve justamente para evitar os períodos de estiagem, e que a área alagada prevista inicialmente era de 1.200Km²
    0:55 a 1:00 – kkk eles mandam pesquisar sobre o assunto, mas parece que é algo que eles mesmos não fizeram.
    1:01 a 1:27 – Apresenta a conta que você espectador vai pagar. Como você incorporou o papel de quem está preocupado com a ecologia, e que não é uma pessoa fútil que liga para as modernidades da cidade, você provavelmente estará muito indignado com isso.

    Você está muito macho, está prestes a xingar muito no twitter hoje. Agora é deles empurrarem a agenda:

    1:28 a 1:34 – Agora eles tocam no ponto que para eles é o que realmente importa, o grandioso parque nacional do Xingú. A questão do dinheiro fica até ofuscada, tamanha a esplendorosidade do parque nacional do Xingú.
    1:35 a 1:43 – Um apelo emocional (vai alagar, vai destruir!) o grandioso parque nacional do Xingú, 640Km2 de pura devastação! Acontece que aqui na minha terra, que não tem nada de floresta, 64 ectares não são praticamente nada. Tem fazendeiro com terras muito maiores e que usam elas para pasto.
    1:44 a 1:52 – “De onde tiraram que hidrelétrica é energia limpa?”. Hahaha não sei. Acho que do fato de que a cinética da água não gera nenhum poluente.
    1:53 a 1:56 – Essa foi épica. Seria energia limpa se fosse no deserto! kkkkk E eles estão tentando te escolar em alguma coisa de ecologia ein?!
    1:57 a 2:19 – Levantam uma questão que provavelmente está incutida na cabeça do caro telespec. Como resolver a questão da produção de energia? E o ator vestido de guia turístico da a resposta: energia eólica e energia solar! Nossa, que impressionante, realmente nossos problemas se acabaram. Resta ele explicar como estas matrizes irão gerar 11.000 MegaWatts à um preço acessível.
    2:20 a 2:22 – Levantada outra pergunta que provavelmente o espectador estava se fazendo.
    2:23 a 2:41 – O personagem construído lá nos primeiros 36 segundos do vídeo responde a pergunta. Mas como você não é como ele, você não pensa assim, não é?
    2:42 a 3:01 – Sensacionalismo barato para mostrar o que uma pessoa que não é aquele cara lá dos inicio do vídeo deve pensar. Fique esperto! Se não assinar vai acontecer algo terrível, algo sem volta, você se culpará para sempre!
    3:02 a 3:24 – “várias pessoas pelo mundo estão se mobilizando” provavelmente eles está a falar do occupy Wall Street. Como você é uma pessoa antenada e preocupada com o que ocorre no Brasil e no mundo, você não vai ficar aí parado sem fazer nada. Não é?
    3:25 a 3:30 – Se você está me ouvindo, você está conectado. Wait, mas se eu estou conectado, eu sou aquele carinha fútil lá do início do vídeo. Meu Deus, eu não posso ficar aqui parado, eu não sou aquele cara fútil e mimado que se importa com equipamentos eletrônicos ao invés dos peixinhos. Eu tenho que assinar.
    3:31 a 3:56 – Não entendi merda nenhuma 😀
    3:57 a 4:05 – Você é o fútil conectado lembra? Você tem Facebook, tem twitter, você tem muitos amigos. Use o sistema contra o sistema (alguma corelação com Gramsci?)
    4:04 a 4:07 – Onda verde de novo? Achei que já tinha acabando…aném…
    4:08 a 4:12 – Uso da pressão como arma
    4:13 a 4:39 – Um apelo emocional usando um idoso para convencer a presidente que se a usina for contruída, algo terrível irá acontecer. Como se uma terrorista não fosse imune o suficiente contra este tipo de artimanha.
    4:40 a 5:08 – Momento para você desfazer a lavagem celebral. Talvez você seja muito sensível e prescise mais do que estes 28 segundos. Se for “vacinado” como eu, pode aproveitar para ir ao banheiro vomitar.

    Resumo da ópera:

    Lixo tendencioso e falso, que não merecia nem um pingo de elogio do Leandro, porque quando tocou no assunto da verba pública, foi só um gancho. Quando tocou na questão de propriedade privada, foi para ser irônico. E quando tocou nos índios, foi para fazê-los como massa de manobra.

  61. Boa Noite,\r
    \r
    Obrigada pelas informações, não entendo nada da causa ambientalista.\r
    \r
    Pelo pouco que li, sabemos que já existiu a Pangeia, e que a Pangeia II está vindo.\r
    E que hoje encontramos fósseis de animais. Naquela época não tinha indústrias, etc. Então de quem é a culpa?\r
    \r
    Pela linha holística toda a mudança que está ocorrendo na Terra,tem um próposito \r
    maior: elevar o nível de espiritualidade dos Homens, ou seja despertar o altruísmo e a solidariedade,não sei. Será? \r
    \r
    Quando falo isso, as pessoas me condenam. Claro, parei de emitir minha visão.\r
    \r
    Vamos pensar: por que tantos artistas estão preocupados em desenhar roupas com material reciclado, existe até um desenho no canal CARTOON com uma modelo brasileira famosa defendendo a Terra pregando maneiras melhores de cuidar da natureza, claro que a modelo é a mocinha boa da história.\r
    \r
    Então, defender uma causa que gera tanto ibope e audiência, torna o indivíduo mocinho politicamente correto.\r
    \r
    Bom…exemplo as sacolas plásticas, quem lucra com a retirada delas dos mercados?\r
    \r
    \r
    Até que enfim encontrei alguém que pensa como eu, já estava me sentindo um MONSTRO! rs\r
    \r
    \r
    Grande abraço,\r
    \r
    \r
    \r
    \r

  62. Landro, também concordo plenamente que esta obra nada mais é do que um fardo no bolso de cada brasileiro pagador de impostos, e que, já que este dinheiro foi roubado de nós, então que se façam obras para nós, e não para os amiguinhos da Dilma.
    Mas achei sua abordagem com relação ao meio-ambiente um tanto quanto pretenciosa. Não creio que o mundo venha a acabar se continuarmos a tomar banhos demorados, mas acredito que todos nós dependamos SIM da natureza de forma muito mais direta do que a defendida do texto. Concordo com alguns comentários sobre o meio excluído, pois não acho que você esteja errado em falar que ambientalistas são extremados e procuram embasamento científico apenas quando convém, mas também não vejo a atual estrutura como sendo perfeitamente sustentável. Energia traz sim bem-estar, seja em forma de produtos, ou por si só; porém, acredito que, se ainda não se tem tecnologia ou recursos para que o aumento da oferta de energia seja feita de maneira sustentável, pois, em minha humilde visão, mesmo que algo seja benéfico a curto prazo, se não for sustentável, então não é intrinsicamente benéfico, haja visto as expansões forjadas pelo keynesianismo.
    Para finalizar, creio que o meio-ambiente não seja nem tão importante quanto alguns ambientalistas defendem, mas também não é tão dispensável quanto se entende pelas entrelinhas de seu artigo.
    Sou a favor da construção da hidrelétrica, mas totalmente contra que utilizem o MEU dinheiro para que grupos privilegiados possam fazer mais dinheiro, me cobrando preços exorbitantes pela energia gerada por construções que eu ajudei a construir, aliás, algo típico neste vilarejo sul-americano, pagar 2, 3, n vezes para poder usufruir de um produto ou serviço apenas 1 ou zero vezes, para algum lugar vai esta diferença, e para o meu bolso que não é.
    Belo artigo, mas acho que desmerece em demasia uma causa válida apenas por apresentar um motivo inválido.

  63. Muito bom o texto. Sei que muitos terão preguiça de ler pois preferem se acomodar com a opinião artística-global-ambientalista, porém as explicações sobre o vídeo são importantíssimas para entender o fato em questão.
    Discordo apenas no tocante as necessidades de recursos para as classes artísticas, não globais, é claro.
    O Brasil precisa de educação e cultura para ser civilizado. Se isto ainda for possível, o que eu duvido muito…

  64. Puts,

    Bom artigo, Leandro e já são mais de 170 comentários em um dia! Mas há alguns poréns.

    Ao menos alguns dizem: “não sei nada sobre a questão ambiental”, outros dizem “não sei nada sobre a questão energética” etc.

    A maioria dá palpite de qualquer forma e o pior não tem a mínima ideia do que está falando. Nem mesmo alguns comentários feitos por gente do norte foram levados um pouco mais em consideração.

    Realmente o pessoal do site é muito bom em economia, mas em energia e ambiente vejo que ainda tem uma estrada grande a percorrer. Tudo bem, ninguém é especialista em tudo.

    Para uma introdução à ecologia: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=11057791&sid=831326988131119225567773381

    Sobre o aquecimento global, ele é fato. Se é antropogênico ou não é que é questão: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-01062011-104754/pt-br.php

    A respeito da hidroeletricidade: a construção é “suja”, mas após construída a barragem e formado o lago, a produção é sim “limpa”, entendendo-se que aqui como “suja” e “limpa” eventuais impactos ambientais, segundo o Odum. Após a construção quase não há impactos ambientais pelo uso das barragens. Aliás, muitas deles inclusive beneficiam o curso dos rios, a formação de lagos melhora a pesca e, após umas poucas décadas, o lago passa a consumir o CO2 em vez de fornecer. Analisar os prós e contras de uma construção qualquer é o papel dos engenheiros eletricistas e florestais e aqui os critérios técnicos deveriam mandar. Infelizmente no Brasil tudo se resolve por critérios “políticos”.

    A respeito da eólica e solar: qualquer coisa com o petróleo a US$150.00 o barril é comercialmente viável. O problema não é a inconstância do vento ou sol, ou mesmo a eficiência dos painéis ou pás coletoras (se há intermitência, basta produzir excedente quando há disponibilização para quando não há). O problema da inconsistência da energia se resolve com a chamada rede inteligente e micro-geração. O problema mesmo é a criação da infra-estrutura e armazenagem da energia. A infra-estrutura está sendo subsidiada pelos governos (principalmente porque os governos é que detém os monopólios de energia em muitos países, inclusive na Europa). A armazenagem tem duas formas: química, através de baterias ou hidrólise ou outras reações, e mecânica: por exemplo, bombeamento de água para cima em barragem auxiliar. Todas essas formas contudo tem um custo associado: baterias tem o custo do lítio, cádmio e platina, e a hidrólise, o armazenamento do hidrogênio (como os carros a hidrogênio ainda não saíram dos laboratórios, o hidrogênio ainda não é alternativa viável) e esse custo ainda não é páreo para o petróleo (que diga-se de passagem é/foi bastante subsidiado pelo governo, por exemplo pela não incorporação no seu preço do custo ambiental associado a sua extração, armazenagem, beneficiamento, distribuição e uso), o qual, como sempre é socializado em regimes como o nosso.

    Sobre a energia nuclear: o Brasil precisa desenvolver a energia nuclear assim como todas as outras formas mais do ponto de vista científico do que para vasto uso. Se uma usina hidroelétrica é cara para construir, imagine-se o custo de uma usina nuclear. Simplesmente o custo/benefício não compensa ao Brasil, a não ser do ponto de vista científico/tecnológico (por exemplo, para justificar as pesquisas do Brasil em enriquecimento de urânio, o qual pode ser um mercado interessante para outros países que não possuam as alternativas que temos: óleos vegetais, ar, mar, rios e petróleo).

    O caminho que começa a dar resultados na Europa é o da micro-geração, no qual pequenos produtores (e.g. pessoas que tem uma casa ou um condomínio) investem em colocar um ou mais painéis solares e passa a vender a eletricidade gerada para a companhia, que a usa integralmente. Isso está poupando milhares de euros em investimento em energia e ampliação da rede. Agora imagina que isso realmente dê certo na Europa que tem 1/5 da irradiação solar que o Brasil tem?

    Os pseudo-ambientalista (na verdade socialistas desesperados) do vídeo mostraram que entendem muito pouco de Amazônia, e menos ainda de ambiente e/ou impacto ambiental.

    Leandro, entendo seus pontos, mas acho que há mais coisas que precisariam ser colocadas no texto (por exemplo, quais as considerações libertárias de um mercado para energia, ambiente e ocupação das áreas amazônicas e, principalmente, as relações entre eles, que são a base de conflito: quem é dono da terra, como precificar o impacto ambiental dentro da energia, seja ela baseada em petróleo, solar, eólica, hidráulica, nuclear, o que for). Sei que há outros textos que discutem isso, mas estão postos de tal maneira que a discussão fica fragmentada. Toma isso como um pedido para próximos artigos.

    Um ponto que ainda não ficou claro, pelo menos para mim, é que a escassez econômica é também uma escassez do ambiente e vice-versa e, ao que parece, não é levado isso em consideração pela economia. O Brasil ainda possui uma vasta reserva de natureza, mas, ao mesmo tempo, não se pode dar ao luxo de permitir o consumo indiscriminado dessas reservas. O tempo de consumo é bem menor que o tempo de produção (da natureza), logo, o exemplo dado do cortador de madeira não é muito feliz porque a área desmatada não será recuperável em escala humana (ou seja, a área que ele desmatar somente virará floresta nativa novamente provavelmente com seus filhos ou netos). Ao contrário do que disse um comentarista aí atrás, uma vez a floresta cortada, ela não cresce novamente, o que cresce em seguida é o uma mata chamada capoeira (que não tem valor comercial algum), que deve ser substituída por capoeirão anos e anos depois (possui bem pouco valor econômico), seguida de mata secundária (já possui algum valor econômico), muitos outros anos depois e somente depois dessa é que a mata primária volta, essa sim com madeiras para corte. Essa é a realidade da natureza e mesmo os ambientalistas parecem não ter reconhecido isso. Mesmo água (que parece um bem ilimitado (e é do ponto de vista absoluto), mas como é muito mal distribuído no globo) é escassa, o que significa que deve ser tratada como um bem econômico e o seu uso deveria ser precificado de acordo, e os mananciais extremamente bem cuidados. Seja pela falta ou excesso de regulamentação no setor, não vemos nada disso e boa parte da população brasileira não tem acesso a água encanada, apesar de ter as maiores reservas de água doce do planeta, enquanto na Europa, em que todos tem água encanada, começa a faltar água nos mananciais.

    A propósito: de onde tu tiraste a informação que apenas 0,02% da área do Brasil é de cidades? Fiz uma pesquisa simples na Wikipedia e peguei esses números (em km2):

    Brasil 8,514,876,599

    R.M. São Paulo 7,943,818
    R.M. Rio de Janeiro 4,577,300
    R.M. Belo Horizonte 9,459,100
    R.M. Porto Alegre 10,097,186
    Total 32,077,404

    O que dá 0.38% só nessas regiões metropolitanas, fora todas as outras, como Curitiba, Recife, Belém etc.

    Abraços

  65. Atores sao atores mesmo…tenho uma propriedade aqui em MG com a mata nativa preservada que foi “reclamada” por ser muito fechada por um “ator” que eh meu vizinho…ele pediu uma “retirada de parte da area verde para nao atrapalhar o aquecimento da moradia de “lazer” do mesmo…resumindo os mesmos nao se preocupam de “verdade” com o rendimento energetico de suas moradias…mas se for para aparecer em um video sobre a defesa dos “esquilos caxingueles gays da mata atlantica” capaz de apoiarem…rsrs…agora vamos relatar a verdade…foi um modismo pontual e “gostoso” curtir no face e apoiar a causa!!!uauuuu!!! e os 19.000kilometros quadrados de desmatamento continuam a “adornar” os ambientes “culturais” em que estes “atores” frequentam…ah…e eh meio antigo…mas nao acabem mesmo com a ilha de “Caras”!!!porque ai se extingue a especie que nem precisa relatar qual eh…resumindo o texto eh pragmatico!!!sem frescura eolica e ardor solar…

  66. Concordo com você com relação às formas de produzir energia, por isso também concordo com a abertura da usina, desde que não seja com o meu dinheiro. A questão que eu levantei foi a de que eu concordo com o movimento, mesmo tendo a bandeira ambientalista no meio, acredito ser uma iniciativa válida, por confrontar essa palhaçada que acontece de a gente ser roubado pra encher o bolso de empresários bem apadrinhados. Se for pra usar dinheiro dos outros eu também quero uma hidrelétrica pra mim, assim fica fácil.
    Apesar de ser uma campanha apelativa no ponto de vista ambiental, ela levanta junto questões éticas que deveriam ser mais discutidas e divulgadas. Não podemos simplesmente deixar que 24 bi do nosso suado dinheiro seja jogado aos porcos; creio que este seja o ponto mais importante. Portanto, no meu ponto de vista, tal iniciativa de revolta deve ser apoiada, uma vez que a causa defendida por ela (não permitir que empresários e politicos bem apadrinhados tomem conta do nosso país, usando nosso próprio dinheiro) é a mesma causa que eu defendo, e acho que qualquer brasileiro que não receba bolsa família gostaria de ver seu dinheiro roubado ser melhor aplicado.

  67. Maria Fernanda Aidar

    Bom, é claro que cada um tem a sua opinião e seu ponto de vista. E é óbvio que nunca um ambientalista vai chegar a um acordo com um antropocentrista ou egocêntrico ou consumista.\r
    Mas como eu também tenho direito à liberdade de expressão, eu vou expô-la.\r
    \r
    E eu vou começar dando uma aula básica de ecologia. O planeta Terra apresenta um conjunto de características que permite a vida…É claro que se refere a sobrevivência da vida humana, já que muitos animais vivem em condições extremas, que os seres humanos nunca poderiam viver.\r
    Cada animal vive com uma organização social, alguns vivem sozinhos, outros em manadas e outros tem até uma hierarquia social -assim como a sociedade humana. Mas eles não transformaram o meio em que vivem, os humanos sim. Os humanos têm a necessidade de destruir tudo o que a natureza proveu todos esses anos, para o bem próprio. E ter esse poder de transformar tornou o homem ganancioso e aumento o ego deles de uma forma incrivelmente grande. Agora, tudo no que pensa é: conquistar, destruir para a sociedade crescer, destruir florestas porque vai trazer algum benefício, construir arranha céus enormes só para mostrar que podem.\r
    \r
    Entretanto, existem pessoas que ainda pensam que a natureza é importante. Que é dela que provem toda a matéria que o homem utiliza para seus arranhas céus, casas, combustíveis de seus carros. E são essas pessoas que valorizam o que ela dá. Então, pensando na ecologia, se não há mais florestas (por causa da inundação), não haverá mais animais para se alimentarem da vegetação; sem eles, os animais que se alimentavam desses, também não vão mais existir. E se nenhum deles existir, como as pessoas que vivem nesse ecossistema (como índios) podem se alimentar? Esse não é o único problema: também existe o desmatamento clandestino e as queimadas. Então, se o solo fica deficiente em nutrientes, não tem como haver mais plantações e a área não será utilizada, sendo que poderia ser um lugar com uma variedade de vida enorme.Tudo isso sso causa um desequilíbrio ambiental. \r
    \r
    Muitas pessoas não veem essa relação porque está muito longe da realidade delas. Afinal, Amazônia é tão longe, não é? Do outro lado do país, tudo o que importa é o que está perto de mim e faz diferença na minha vida. Como uma floresta pode fazer diferença na minha vida? Vou dizer, as florestas são muito importantes para a liberação de oxigênio, sabe, aquilo que nos permite respirar? Mas realmente, não faz diferença nenhuma na vida de ninguém. Se as florestas acabassem, também acabariam as plantações, já que o solo não seria fértil (para a agricultura: 1- o solo precisa ser rico em nutrientes e ele se torna pobre com as queimadas, principal forma de ‘limpar’ a área para plantação-. 2- o solo da Amazônia não é tão rico assim e não se recupera rápido). Mas também, quem precisa de plantações pra sobreviver, não é? Acho que não precisamos nem de arroz ou soja ou milho. \r
    \r
    Algumas pessoas sabem da importância que a natureza (incluindo animais e vegetais) tem e essa é a diferença entre um abientalista e um antropocentrista (que, por definição, acaba sendo um grande egocêntrico). Essas diferenças são muito grandes para que se possa chegar a um acordo.\r
    \r
    Se existem pessoas que estão dispostas a lutar para que a situação ambiental atual não piore, por que impedir? Pelo menos elas sabem que há alguma coisa errada acontecendo com o mundo e estão fazendo alguma coisa para reverter a situação, diferente de muitas pessoas que preferem fingir não ver ou acreditar e criticam os esforços de quem se empenha.\r

  68. Maria Fernanda, desculpe-me, mas a sua aula básica de ecologia fica somente nesse âmbito por você delimitado, ele tem sua validade – não me leve a mal – em cursos primários, mas não se sustenta numa análise mais aprofundade. Lembro me das mimhas, ainda, que tive antes do começo do fenômeno ambientalista, e lembro-me da função das altas verdes na captação do carbono, e na liberação de oxigênio. Não preciso comentar a respeito da descomumal diferença nas proporções da quantidade de algas nos oceanos em comparação com o número de árvores, preciso?

    Minha cara, você repete os jargões utilizados pelos ambientalistas liderados pelo Al Gore para espalhar estas inverdades. Inverdades que parecem verdades para o incauto especgador, leigo deste assunto.

    Ah, antes que esqueça, os índios, defendidos por você como legítimos usuários da natureza, foram dos maiores desmatadores da mata, seja ela atlântica, amazônica ou onde for. Se quiser ler mais sobre este assunto procure o livro Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil.

    Abraços!

    Ps. Quanto a agricultura, os adubos vieram solucionar o problema definido por você faz algum tempo.

  69. Artigo enriquecedor. Compartilhei!
    Infelizmente não tenho argumentos à altura para participar do debate, mas sou um curioso. Estudo administração de empresas e percorro, por hobbie, algumas áreas do conhecimento, como economia, sociologia, biologia e filosofia. O lado bom é que consigo interligar este conhecimento a fim de praticá-lo sob um ponto de vista amplo, mas, em contrapartida, não consigo me aprofundar em nenhum – como fazes com a economia. Acredito que este seja um dilema que pesquisadores enfrentam.
    Continuo não vendo o bem-estar material como um fim e acreditando que sim, devemos reduzir o consumo de energia per capita, simplesmente por uma questão de consciência em relação ao que nos é necessário versus o que nos é supérfluo.
    Abraço!

  70. Apesar de concordar com o artigo se fosse a Ísis Valverde tirando a camisa… ah, eu assinava!\r
    Sério, parece que quando lêem algo contrário à cartilha ecológica politicamente correta que foi implantada no cérebro durante as aulas de Estudos Sociais na 3a. série os comentaristas se enfurecerem e perdem a capacidade de interpretar um texto.

  71. Precisamente tudo o que eu pensei quando vi esse vídeo, só que isento das pragas, maldições e ideias de torturas envolvendo os atores (eu já avisei por aí que, a qualquer hora, vou aderir ao “anarco-nazismo”), e acrescido de dados úteis e um resumo perfeito da mentalidade ambientalista, ao final.

    No vídeo, eles apontam outro problema também: o da usina ser um gigante que não operaria em sua plenitude, coisa que jamais aconteceria sob a gerência de qualquer entidade empreendedora que internalizasse custos.

  72. Aqui em Osório, RS, há 150MW de energia elétrica sendo gerados pela força dos ventos do nosso litoral. E há mais uma planta de geradores sendo construída bem próximo, em Tramandaí. Mas quando passo pela BR-290 em pleno mês de janeiro, 40°C de temperatura, época de pouca chuva para as barragens, e vejo os geradores eólicos parados por falta de vento, mesmo numa região onde o vento “Nordestão” é bem forte e persistente no verão, sem falar no vento oeste-sudoeste de inverno, fico pensando que não existe solução mágica. E ainda penso nos benefícios dados às empresas proprietárias e vendedoras da energia eóica, que custa quatro ou cinco vezes mais do que a mesma energia vinda de fontes hidrelétricas. E fico pensando na forçação de barra quando a venda de carvão nos leilões de energia fica praticamente toda inviabilizada por argumentos ambientalistas, e vejo os navios saindo carregados de carvão do porto de Imbituba-SC, para gerar energia barata em outros cantos do mundo. E ainda empresas brasileiras comprarem carvão da Colômbia com ajuda estatal. Há anos dizem que o carvão de Criciúma-SC e das minas do RS não servem porque tem enxofre demais, cinzas demais, causa chuva ácida. Tudo mentira. Carvão tem teores de pureza e a isso se dá preço de mercado, o resto é balela. Pode não ser o melhor do mundo, mas queima e dá pra usar, senão não compravam para levar pra fora, pô. Nada é sério porque tudo é controlado de alguma forma pelo governo. Fossem privadas as decisões, tudo seria garantidamente melhor, o dinheiro mais bem empregado, recursos poupados, pessoas mais bem remuneradas e mais livres.

  73. Aos membros do IMB e aos colegas da causa da liberdade que visitam o fórum com mais freqüência eu faço a seguinte pergunta:

    Do ponto de vista de defender a instituição “propriedade privada”, é válido assinar esse manifesto ambientalista que tenta a construção se, com isso, defendermos a propriedade privada dos índios e ribeirinhos (pessoas que detém propriedades na área que será roubada pelo estado)?

    É nesse ponto que fico pensando se o pragmatismo é uma política válida já que vivemos em um estado e temos que atuar com as demais correntes.

    PS: Leandro, melhor até do que o texto foram as respostas que tu deste aos parquedistas. Rolei de rir com alguns comentários e mais ainda com as tuas respostas. Eles parecem não ter cérebro.

  74. Legal a contribuição, mas o autor é tão xiita quanto aqueles a quem critica… nenhum radicalismo é necessário para melhorar o uso do recurso e garantir melhor qualidade de vida no LONGO PRAZO. É preciso seriedade, atitude contributiva visando eficiência e inovação positiva. Ela limita sua capacidade contributiva por imaginar o paradigma atual pra projetar o futuro sem grande alteração. Pense em tudo o que diziam ser inviável há 40 anos e que hoje usamos todos, facilitando a vida. O etanol, a tinta sem chumbo, a telha sem amianto, o alimento orgânico, a qualidade de vida para portadores de doenças crônicas…

  75. Leandro,\r
    \r
    Existe formas de energia limpa e barata sim! E falta vontade política e econômica sim!\r
    \r
    Os que estão no poder preferem destruir num instante kilômetros de florestas e vida animal, expulsar indígenas que estão lá há muito mais tempo que nós, por puro lucro. \r
    \r
    Veja este tipo de energia que está sendo aprimorado no Japão http://www.youtube.com/watch?v=DHdqUzW28dg&feature=youtu.be\r
    \r
    \r
    E tenho ceretza que com um pouco de vontade é possível desenvolvermos muitos outros. \r
    \r
    Mas vocês preferem dar o assunto como encerrado dizendo que a única solução é esta e usar argumentos dizendo que os que defendem a natureza são contra o desenvolvimento. VOcês são tão radicais e cegos como os ambientalistas que também chegam ao extremo. Vocês não enxergam meio termo e qualquer pessoa que defenda a natureza vocês a classificam como um ambientalista radical. São tão raivosos e preconceituosos como como eles. \r
    \r
    Eu não estou de nenhum dos lados desses grupos radicais, nem o seu e nem dos ambientalistas, mas apenas sou a favor e uma solução mais humana e mais respeitosa ao planeta que vivemos. E já está provado que não precisa muito para se encontrar esta solução. Apenas é preciso deixar a ganância extrema de lado.

  76. Já existem há tempos as grandes centrais hidrelétricas e não vi aqui, nesses embates, nada na direção para que sejam desativadas, pois são (ou foram) elas referência mundial em geração de energia a baixo custo, ainda que de dispendiosa implantação e de impacto ambiental severo.\r
    Acontece que, obviamente, ou ao menos em tese, as tecnologias tendem a avançar com o passar do tempo, e o que foi válido no passado pode se mostrar ineficiente hoje.\r
    Nesse sentido, hoje está em franco desenvolvimento a viabilização das PCH, pequenas centrais hidrelétricas e a geração de energia elétrica à Biomassa (bagaço da cana de açucar, p.ex.).\r
    Isto mostra que se deve buscar as melhores alternativas e não necessariamente as mais óbvias, comuns ou tradicionais.\r
    Há casos que se justifique a matriz nuclear, noutros a hidrogeração. Em menor escala, a energia eólica e solar.\r
    Soma-se a isso as PCH e a matriz à biomassa.\r
    Outras soluções surgirão, inclusive aquelas que resultem em eficiêcia energética, portanto menor consumo, seja por vias tecnológicas ou por vias de conscientização.\r
    O que se tem então, são sistemas complementares, os quais deveriam se pautar por aspectos técnicos, incluído aí o desenvolvimento sustentável. \r
    Eficiência nas 2 pontas:\r
    – geração por matrizes diversificadas;\r
    – consumo racional e responsável.\r
    Enquanto existirem alternativas, deve-se buscá-las, e não ignorá-las, por comodismo, despreparo técnico ou mesmo a má-fé dos interesses ilegítimos.\r
    Deve-se buscar algo concreto, eficiente, que na prática possa ser materializado, ou seja, com valor otimizado para ser ofertado num ambiente de livre mercado, dos acordos voluntários, genuína e minimamente regulado, NMHO.

  77. Esses comentários parece uma conversa entre bi-polares, tantos os artistas quanto o Leandro e outros comentaristas, deviam buscar o equilibrio entre homem e floresta, sem energia é difícl viver, sem florestas também. EQUILIBRIO GENTE, BUSQUEM O EQUILIBRIO !!!!!

  78. Leandro,\r
    \r
    Eu vi que você é um defensor ferrneho do livre mercado, certo? Eu também o defendo.\r
    Acho que através do lucro e a competitividde as empresas encontrarão as melhores solução, e sem intervenção do Estado.\r
    \r
    Mas Belo monte não está sendo feita paga com dinheiro público, embora seja executado por empresas privada que receberão para isso? Então já há uma contradição aí. Belo Monte não é resultado do livre metcado. As empresas apenas participaram de licitações abertas pelo governo para um projeto do governo.\r
    \r
    Então vocÊ defende Belo Momnte que é uma obra do governo com total intervenção dele, pu você defende que seja suspensa a obra de Belo Monte e deixemos que o Mercado encontre soluções?\r
    \r
    \r
    Na mimnha opinião, o livre mercado é saudável até certo ponto, mas quando se coloca o lucro acima de tudo, até da preservação do bem mais precioso que temos, qu eé o Planeta, o Estado tem o dever de intervir. Há coisas que não se pode deixar nas mãos da iniciativa privada. Se deixassem , a Amazônia já não existiria mais.\r
    \r
    \r
    E sobre as suas perguntas, eu disse que não vou entrar em detalhes técnicos pois não sou técnico no assunto. Eu apenas defendo que o governo dê incentivos para empresas acharem soluções e tenho certeza de que elas são capazes disso\r
    \r
    \r

  79. Sticking with the Canadian theme, here is a hilarious clip from a Canadian television show called the Rick Mercer Report poking fun at how people want to reduce almost every major form of energy production, but still want energy. Those in Germany, who shutdown all their nuclear power plants days after the Fukushima disaster due to the newly recognized risk of tsunamis to nuclear power production in mostly landlocked Germany, should pay close attention to this video. After Russia turns off their gas this may be a look at their future. (Thanks to Jim Letourneau and his excellent “Big Picture Speculator” blog for bringing this to our attention.)

  80. Perfeito o artigo, objetivo e direto. (Ressalto que a preservação também é importante, mas em alguns casos exige-se alterações e reestruturamento)
    Afinal, quando os artistas aparecem para defender algo em nossa sociedade sem estarem amparados financeiramente (ou questão de repercussão na mídia)?
    Sendo que grande parte da sociedade é facilmente seduzida por pessoas famosas (o que é de interesse a possíveis patrocinadores da campanha) que manipulam o modo de pensar dos mesmos. Em termos econômicos a usina é muito importante, gera sustentabilidade econômica e motiva o turismo, fonte de renda limpa (o que os ambientalistas defendem), maior movimento econômico e não diferentemente da usina de Itaipu trará novas formas de rentabilidade, o que acarreta em maiores investimentos e melhor estrutura da região, momento exato para se investir na manutenção da biodiversidade e conservação de áreas próximas procurando-se o equilíbrio. Pergunto, por que protesto contra a usina e não contra o desmatamento que realmente destrói sem posterior plano de recuperação e em escala muito maior conforme citado, sendo que beneficia uma minoria? Será que alguma empresa fico de fora do bolo e esta patrocinando a campanha… Por que não a um debate ambientalista sobre as madeireiras, fazendeiros, estes que realmente implicam em um impacto ambiental muito grande com o desmatamento desenfreado.

  81. E para aqueles que duvidam da íntima relação entre movimento ambientalista e marxismo/socialismo, aqui vão algumas informações.

    Recentemente a Universidade de Brasília (UnB) promoveu um curso de curta duração chamado “Marxismo e a questão ambiental hoje”. Os alunos apreciaram aulas de “Teoria econômica, marxismo e meio ambiente” e “Ecossocialismo”.

    naaunb.wordpress.com/2011/09/09/curso-na-unb-marxismo-e-a-questao-ambiental-hoje/

    Existe ainda a Rede Brasileira de Ecossocialistas.

    http://www.terrazul.m2014.net/spip.php?article435

    “Os Ecossocialistas combatem tanto exploração clássica do homem pelo homem como também a exploração da natureza pelo homem. Assim, pregam que a luta ecológica é parte integrante da luta de classes.”

    É sempre a mesma história. Toda forma de coletivismo se baseia numa grande mentira. Os ambientalistas estão apenas preparando o terreno ideológico, da mesma forma que os socialistas fizeram no século XIX. Vão sedimentar a idéia que a Terra está em perigo exatamente como os socialistas associaram o trabalho assalariado à “exploração”.

    sds.

    Daniel

  82. O que mais me irrita no ambientalista eco-chato, é ser contra, fazer alarde e protesto, e não apresentar nenhum projeto alternativo VIÁVEL!
    É muito fácil pra eles criticar o que está sendo feito, ou tentando ser feito!

    Ah e é claro!
    Ninguém abre mão do seu notebook da última geração!

    Chega ser feio isso!

  83. Quanto a crítica do vídeo nada a acrescentar.
    E apesar de concordar com: “se trata de uma obra corporativista – na qual o dinheiro público é dividido entre os amigos do rei – e anti-mercado” eu prefiro a construção da usina. uma mudança no sistema de produção mesmo em um cenário muito otimista (não é o caso) demoraria muito para acontecer. É quase como a eleição no Brasil ‘voto’ no gasto MENOS PIOR.
    O governo quase certamente pegaria o dinheiro de Belo Monte e gastaria em outras opções piores da mesma maneira corporativista e com os amigos do rei.

  84. Não me ligo muito nesses apelos ambientais no vídeo, mas pelo que costumo ler sobre fontes de geração de energia, realmente a energia solar não pode gerar energia a nivel nacional e nem a eólica(mesmo com a diminuição dos custos nos últimos anos), mas a energia TERMOSOLAR(uma que se faz com espelhos ao invés daquela que estamos acostumados a ver feita com placas solares), com cerca de 1000 metrosª no sertão nordestino consegue ter a eficiência até maior do que Belo Monte e sendo energia limpa de verdade, em vários países do mundo onde possui regiões “de deserto” ja se está utilizando esse tipo de energia e se analisar o custo dela no mundo, a previsão é que em 2012 o custo ja esteja comparável a de uma usina nuclear, e a tendência é que isso diminua exponencialmente nos próximos anos. Já existe inclusive um sistema que a faz continuar gerando energia por cerca de 10 horas sem iluminação, o que faz com que ela possa gerar energia mesmo durante a noite. Então pra mim o que fica bem claro é que existem soluções viáveis muito melhores do que a construção de Belo Monte, e não é porque não concordo com os apelos ambientais que preciso ser a favor da construção da mesma, mas com o potencial energético que o Brasil tem para esse tipo de energia, quase não se vê investimento, estavam para construir uma termoelétrica no Ceará para meados de 2011, e até hoje parece que essa usina não foi inaugurada.

  85. O maior problema de termos um estado tomando as decisões de última instância.

    Uma entidade que reconhece seu erro mas não indeniza a vítima por 19 anos apenas para ganhar tempo!

    E ainda perguntam porque queremos privatizar tudo…

    g1.globo.com/pernambuco/noticia/2011/11/no-recife-ex-mecanico-morre-depois-de-saber-que-ganharia-indenizacao.html

  86. Pessoal, em 5 anos o energia solar tem o mesmo preço que o energia carvao. O construção do Belo Monte vai lever muito mais tempo. Pensa em isso !! Brazil tem um fonte sufficiente, o SOL.

    Mesmo um país como Alemanha pode gerar sufficiente energia para sustentar a demande, em 5 anos ! Aqui tem muito mais sol, se o governo vai usar R$ 24 bilh. no desenvolvimento dos coletores solar, podemos chegar bem antes de 5 anos num fonte barato e sustentavel.

  87. Comecei a ver o vídeo, mas esse tom apocalíptico forçado me fez embrulhar o estômago. Tá na cara que eles não têm a menor ideia do que estão falando!

  88. Olá,

    Primeiramente quero parabenizar o Leandro pelo artigo. Fico realmente feliz ao ler uma argumentação séria e consistente.

    Mas gostaria de fazer alguns acréscimos:

    Achei curiosíssimo todo esse “rebuliço” a respeito de Belo Monte, quando temos uma outra usina já ativa com muitas questões problemáticas: a de Tucuruí, do Projeto Carajás.
    Existe toda uma questão controversa sobre a utilização da capacidade energética de Tucuruí(a 2ª maior geradora de energia do país) para a extração da bauxita(“precursora” do alumínio), pois se o Brasil é um grande reciclador de alumínio então porque ainda se utiliza tanto do potencial energético da usina (algo em torno de 50%) para utilização nas extrações? Acertou quem disse para exportação.
    E essa é o meu questionamento: utilizamos um potencial energético pesado para abastecer países com o nosso alumínio (indiretamente), quando esses mesmos países poderiam assim como o Brasil, reciclar o mesmo para uma utilização muito mais eficiente; além de que um melhor aproveitamento da capacidade de Tucuruí tornaria altamente questionável a construção de uma nova usina como a de Belo Monte (pelo menos da forma como está apresentada).

    Meu questionamento sobre Belo Monte é simples: é realmente necessário uma usina de tal porte e tal orçamento, numa região onde temos uma outra usina tão grande quanto e usada de forma tão pouco eficiente? Ainda tenho minhas dúvidas…

    Saudações.

  89. Você não terá mais dúvidas quando for afetado por apagões e racionamento de energia elétrica. Quando estavam construindo ITAIPU, também havia críticas e dúvidas, Mas ai de nós se as usinas de ITAIPU e TUCURUÌ não existissem!

  90. O artigo está muito bom. Só achei que a questão das externalidades foi negligência pelo desejo de reduzir tudo ao “argumento ambientalista”.

    Qualquer cidadão que possua uma propriedade no rio e dependa dos peixes para subsistência ou comércio é afetado diretamente. Até onde sei, em alguns casos, certos recursos são implementados nas usinas para que não haja impedimento da desova e reprodução – período em que os peixes precisam subir pelo curso do rio -, minimizam mas não removem os impactos. Outros peixes menores costumam desaparecer, o que também afeta a cadeia alimentar.

    O argumento libertário seria que estes custos deveriam ser computados e ressarcidos, ou algum meio eficiente de amenizar ou remover completamente estes prejuízos deveria ser implementado. Acho que seria válido levar isso em consideração.

    Abraços.

  91. Tenho um amigo formado em biologia. Ele trabalha em um setor de uma empresa chamado “Meio Ambiente”.
    Embora nunca mostrei minha posição em relação ao Ambientalismo(sou totalmente contra os ambientalistas), já ouvi comentários dele do tipo “Não sou contra o progresso, mas assim da maneira que as pessoas fazem, não dá!”
    Mas hoje ouvi o comentário campeão, passamos ao lado de uns trolebus parados tivemos o seguinte dialogo(“A” para “Ambientalista” e “Z” para Zé):

    Z: Esses trolebus não queimam combustivel, mas quando para a energia eles ficam ai parados.
    A: Não queimam combustivel? A área desmatada para construir as hidreletricas que alimentam esses trolebus desmatam uma área gigantesca e isso tudo joga muito CO2 na atmosfera.
    Z: Pelo menos não jogam fumaça na rua, deixam o ar aqui melhor.
    A: Ah, sua preocupação é com a saúde!
    Z: Sim, claro, com a saúde das pessoas!
    A: As pessoas que se f****, importante é o planeta, as pessoas podem morrer, a gente tá aqui só pra f**** com o planeta.
    Z: (Pensamento: caramba, outro dia mesmo ele disse que não é contra o desenvolvimento, agora diz que as pessoas podem morrer?)

    Isso sem contar uma outra conversa:

    Z: A rodovia Rio-Santos deveria ser duplicada
    A: Aquela região é area de proteção
    Z: É só uma faixa de mata…
    A: ..de 150km
    Z: (Pensamento: Pessoas morrerem na pista unica tudo bem?!)

  92. Leandro, seu texto é ótimo!!!\r
    \r
    Sem contar que vc é quase santo, só de ter a paciência de tentar explicar economia pra esses imbecis coletivos (como diria Olavo).\r

  93. Alexandre Zapruder

    o sr Klauber Cristofen, do blog Libertatum, colocou um video encontrado no youtube

    Alguns numeros sobre Belo Monte

    libertatum.blogspot.com/2011/11/alguns-numeros-sobre-belo-monte.html

  94. O Brasil ou seu povo, nunca teve uma consciência a favor da natureza, todas as cidades estão se expandindo e as áreas verdes sendo eliminadas, porém, não existem políticas de controle. Não existe mais fauna e flora onde a cidade foi construída.\r
    \r
    Todos os rios brasileiros estão poluídos como esgotos ou lugar de despejo.\r
    Política de picar o pau, para saber 1/3 da região norte do país está grilada, você não conseguirá viver ao lado do grileiro ou posseiro.\r
    \r
    Foi o caminho escolhido, pense mais, não pode haver uma curva de possibilidades, ou o governo apoia a demanda por grilagem de terras ou apoia a demanda por defesa da natureza, ocorre o binômio escasses de recursos e necessidades ilimitadas

  95. Esse é o cara que acha engraçado fazer piadas sobre estuprar um bebê.E esse vídeo dele é muito burro, a tal da usina ta certa porque os políticos aprovaram? pff

  96. Este artigo traz alguns erros de lógica. Um deles é associar crescimento da economia e aumento da riqueza material com bem-estar e, consequentemente, com seus pilares como saúde e felicidade. Julgar que aumentar cada vez mais o consumo, visando acelerar a economia num processo cada vez mais crescente e sem fim, achando que insumos/matéria-prima de um planeta finito são infinitos, o sujeito ou é tolo ou é economista.

  97. Olá Leandro.\r
    \r
    Primeiramente parabéns pelo texto. Foi escrito com um encadeamento de idéias muito interessantes.\r
    \r
    Só gostaria de registrar minha opinião amadurecida. E quando falo opinião amadurecida, quero dizer que respeito a opinião de todos que aqui se manifestaram.\r
    \r
    Leandro, na qualidade de você desejar ser formador de opiniões, certos ataques feitos ao seu texto não devem ser tratados com tanta ofensividade de sua parte.\r
    Mesmo algumas pessoas quando te acusam por alguma contrariedade que redigistes, seria ineressante somente contrapor de forma madura e não ofensiva.\r
    \r
    Eu não concordo com você, mas aceito sua opinião e seu texto melhorou muito o meu ponto de vista.\r
    \r
    Fica aqui a minha contribuição. Gosto da natureza e entendi seu ponto de vista e também entendi o esforço dos artistas e demais pessoas que investiram tempo na leitura e comentários deste artigo.\r
    \r
    Reforço que cada um tem o direito de se manifestar e também de cuidar da natureza como acredita que precisa fazer. Ou para dar melhor futuros aos filhos, ou simplesmente pelo fato de achar que é o certo. Ou simplesmente aproveitar o que ela fornece.\r
    \r
    Aos leitores e a vc Leandro, desejo saude para finalizar a sua missão nesta vida e sabedoria para interpretar as informações que nos é dada diariamente enquanto vivemos.\r
    \r
    Abraços.\r
    Att. Rodrigo\r
    \r

  98. Então achei o artigo interessante. sim! viver sem energia e impossível, mais o ponto que eu quero chegar é o seguinte mesmo se tratando de uma área ínfima da Amazônia lá ocorre um grande numero de endemismo como trabalhar em cima disso?
    Oque vale mais espécies que só ocorrem naquela determinada região terem sua população em decadência? Ou apenas a construção de mais uma Uhe nas ‘coxas’ sem ter feito realmente um estudo de impacto ambiental com medida mitigadoras visando atenuar os imensurável impacto que uma usina causa, lembrando que só vamos saber a real dimensão desses impactos em gerações futuras.
    A medida certa não seria fazer um estudo decente do caso? investir alguns milhões em pesquisas lá? para ai sim poder ser construir algo sem atropelar nada.

  99. Você acha que os estudos foram insuficientes? Quem é contra a construção de hidrelétricas na Amazônia é assim mesmo; para eles, os estudos nunca são suficientes.

    No caso de Belo Monte, eles têm uma posição abaixo do ridículo : não querem que os estudos sejam feitos !

  100. O artigo é muito bom,concordo com a grande maioria do que foi escrito, mas, sobre os 640km² de derrubada da floresta serem ínfimos em comparação aos 19.000km² anuais, o problema não está no tamanho da área e sua representação perante toda a floresta, mas na diversidade de espécies fauna e florísticas encontradas lá. É, ou pode ser, inviável levantar todas as espécies existentes no local, coletar material genético e tentar perpetuar estas espécies em outro local, levariam muitos anos para obter as respostas à esse problema. Claro que os 19.000 anuais também perdem esta diversidade, mas essas perdas vem de cortes e derrubadas ilegais, e não de um projeto oficial. Ficou claro que esta ideia também é bem ambientalista, mas neste caso não diminui a importância deste fato.
    Mesmo assim o texto é bom, pelo menos algumas pessoas sabem que alguns artistas são hipócritas a ponto de conquistar de coração e alma a população a defender o que defendem.

  101. Impressionante!! Você, seu texto, seus argumentos… são RIDÍCULOS!
    INSENSÍVEL! Daqui alguns anos, quando a SUA casa for desapropriada em nome do PROGRESSO E DESENVOLVIMENTO, que vc tanto vangloriza, e vc for ”despejado” em um lugar que vc não quer estar, a gente conversa, ok?
    I N A C R E D I T Á V E L !!

  102. Sou engenheira química e, tecnicamente, posso afirmar que o conjunto de tecnologias renováveis atuais É CAPAZ de substituir 100% a produção convencional de energia tradicional derivada dos combustíveis fósseis e usinas hidroelétricas.

    Estudos mostram que se todas áreas do planeta recomendadas para implementação de energia eólica fossem utilizadas, somente a força dos ventos seria capaz de gerar 5 vezes mais a quantidade de energia elétrica atualmente produzida no mundo. Além disso, com uma ampla faixa costeira nesse país, seria possível utilizar a força das marés e das ondas que são FORTÍSSIMOS GERADOS DE ENERGIA ELÉTRICA, tanto ou mais que a própria energia eólica.

    De fato, algumas fontes renováveis são de uso intermitente, mas já existem sim maneiras conhecidas de estocar energia por períodos de tempo relevante, muuuuuuuuuuuito mais eficientes que baterias. Além disso, existem zonas de fluxo quase contínuo, como por exemplo, parques eólicos instalados em alto mar. Estudos mostram que todos os parques eólicos dos EUA juntos mantam em média menos de 10 pássaros por ano. A poluição das cidades, dos combustíveis fósseis, e a construção de usinas hidroelétricas com certeza matam muito mais.

    É pouco coerente falar em produção “intermitente” de energia morando num país tropical como o Brasil, com abundância de sol. Mesmo em dias de pouco sol, ou com poucas nuvens é possível gerar energia usando painéis solares, e existem sistemas acoplados de estocagem para uso dessa energia durante a noite e dias de baixa geração.

    Se cada cidade brasileira tivesse usina de gaseificação de lixo urbano, nenhuma residência nesse país precisaria mais usar a rede atual de energia produzida por Itaipu e ainda resolveria o problema do lixo urbano e a liberação de liberação de gases de efeito estufa dos aterros. País ambientalmente evoluído e economicamente inteligente como a DINAMARCA, tem um programa de implementação de várias dessas usinas em vários bairros dentro da cidade.

    Temos tecnologia suficiente para nos darmos ao luxo de dizer chega às usinas de carvão, as usinas nucleares, à construção de novas usinas hidroelétricas.

    A pergunta é: Quanto vamos ter vontade política e amplo apoio da sociedade para aceleramos a implementação de tecnologias de energias renováveis em nosso país??????
    O Brasil não mais precisa de idéia retrógradas, tecnologias ultrapassadas de elevado custo ambiental e finaceiro.

  103. As propostas dos "ambientalistas" são extremamente viáveis! Nos E.U.A, apesar de décadas de enormes subsídios fiscais, as energias "verdes" ainda são insignificantes!
    Vejam:

    "Political calls for a reduction of U.S. hydrocarbon use by 90% (123), thereby eliminating 75% of America’s energy supply, are obviously impractical. Nor can this 75% of U.S. energy be replaced by alternative 'green' sources. Despite enormous tax subsidies over the past 30 years, green sources still provide only 0.3% of U.S. energy."*

    Calma gente ! Isso acontece nos E.U.A ! Eles são um país muito pobre e atrasado ! No Brasil, a coisa é bem diferente ! Somos uma nação de primeiríssimo mundo e nossa tecnologia está anos-luz à frente da tecnologia norte-americana ! Portanto, desprezemos o nosso potencial hidrelétrico ! Isso não trará nenhum impacto negativo !

    Quanto aos artistas globais, apesar de não concordar com Nelson Rodrigues, este pensamento vem à minha mente :

    "O artista tem que ser gênio para alguns e imbecil para outros. Se puder ser imbecil para todos, melhor ainda." — Nelson Rodrigues. **

    _____________________________________________________
    Fontes :
    * http://www.oism.org/pproject/s33p36.htm
    ** http://www.dicio.com.br/imbecil/

  104. olá meu nome e Fábio. Eu gostaria de pedir ajuda a um visionário que se interesse pela minha idéia.minha idéia e a seguinte eu bolei um motor que pode resolver os problemas da humanidade.mas já pedi ajuda a universidades,políticos,emissoras de TV,e nomes renomados da engenharia.mas eles só acreditam neles próprios ou no que estão vendo pronto na sua frente.esse motor pode gerar energia como uma turbina de hidrelétrica e 100% limpa e também pode mover carros.agora vem o mais interessante ele não usa combustível,água,vento ou luz solar. por favor eu não estou te pedindo dinheiro eu só peço um minuto do seu tempo, me ajude a encontrar alguém que acredite na minha idéia. passe essa mensagem para outras pessoas contato:[email protected].

  105. Afirmar que a adoção de medidas ambientais não irá retardar o desenvolvimento econômico é uma mentira. Porém admitir o crescimento da economia sem consciência ecológica é optar por uma crescimento econômico que não se mantém ( exatamento como fazem os governos ao criar ciclos econômicos ).\r
    Danos ambientais irreversíveis não são algo fantasioso. É imprudência combater algo somente quando você já sofre por causa dele.\r
    Liberdade é fundamental, porém se ela não for refinada pelo bom senso, ela será apenas aparente. O mesmo vale para todas as coisas.\r
    Esse exagero contra a construção de Belo Monte evidentemente não apresenta bom senso. Ele foi fruto do instito ambientalista, não do pensamento ambientalista.\r
    Cabe aos sensatos controlar tanto esse quanto um outro instinto, o instinto libertário.

  106. Bom, não concordo com isto, para deixar claro, mas houve um pequeno erro no segundo item: a propriedade é do Estado, a posse é que é dos indígenas, como rege a Constituição. Logo o Estado pode ‘intervir’ na região e construir a usina. Baseando-se na ideologia intervencionista prol Estado, que é adotada pelos ambientalistas, essa observação só acarreta em mais uma contradição interna do novo comunismo verde.

  107. Mais um crime contra o meio ambiente e a sociedade,mais uma vez os responsáveis sairão impunes e com dinheiro no bolso. Esse e o meu brasil, onde vivo com vergonha de olhar para o próximo e falar, que tudo isso e pelo maldito dinheiro, que deteriora o ser humano, destruir o que deus fez, tem um preço mais pode ter certeza saíra muito caro e quem pagara sem duvida seremos nos.

  108. Cássio T. Fernandes Teperkan

    Parabéns, este é um artigo inteligente e correto. Belo Monte TEM que ser realizada. E logo. Há muito misticismo errôneo na visão imposta pelas diferentes correntes de interesses predatórios que compõe a nossa sociedade. O filme acima é um exemplo claro desta manipulação. Sou geólogo e trabalhei para os governos de quatro países diferentes, em grupos de assessoria a planejamento estratégico. Entre as falácias que estão na moda e que em algumas décadas diminuirão em muito a sua repercussão estão o Aquecimento Global e a Superpopulação. O Clima, analisado em centenas de milhares ou milhões de anos apresenta suas oscilações, absolutamente claras como soma de movimentos de placas tectônicas, alteração de correntes marinhas e mais uns quarenta macros fatores. Mesmo com transformações químicas de combustíveis, a massa crítica não se mostra afetada em proporção de maior influência que os macro fatores. Para se ter idéia de proporções, o planeta inteiro já foi uma grande bola de gelo com um quilometro de espessura por cerca de um milhão de anos… (aqueceu bastante, né???) A Índia já foi ilha e o Everest estava abaixo do nivel do mar. Este “aquecimento” é uma variação que além de previsível, já ocorreu e ocorrerá muitas vezes. A questão da Superpopulação é outra falácia. Há espaço sim e recursos comprovados para dobrar ou triplicar a população humana. Há metais e terra produtiva e tecnologia. Porém não há GOVERNO E INTELIGÊNCIA para administrar corretamente os recursos imensos do planeta. Os governos teimam em interferir e atrapalhar o desenvolvimento natural da humanidade. Veja os países que passam fome, estão repousando em tesouros – de terra aproveitável e metais – imensos, mas teimam em brigar com os vizinhos, com outras etnias e pegam em armas para matar e não se dedicam a construir e prosperar. De tudo o que se vê hoje, o grande salto é o Desenvolvimento Sustentável, este sim, uma força que moldará o futuro da humanidade, porque usa a INTELIGÊNCIA!!!!!!!! Quanto a domar a Natureza, você, filho da Natureza, pode usá-la para sua felicidade. Mas a Natureza é preponderante, mandatória. Jamais será dominada. O impacto ambiental de Belo Monte, se bem administrado é mínimo, irrisório, insignificante!!! O Governo Brasileiro tem que construir logo a maior versão possível de Belo Monte (o projeto maior) e ignorar esta polêmica ignorante, destrutiva e retrógrada.

  109. Grande artigo Leandro Roque, mas para contribuir ainda mais para a argumentação, e evitar o conflito de visão de mundo sobre a natureza, recomendo a reportagem de capa da revista veja de dezembro de 2011 (alguma das edições mensais) que descredita os argumentos ecoterroristas e mostra como o empreendimento é um exemplo de redução de impactos ambientais. No momento, recordo os seguintes pontos abordados.

    – Dos 654 Km²(aproximado) de territorio a ser alagado, em quase 500 km² sem encontramos rios e afluentes
    – Das 12 tribos indigenas supostamente removidas, apenas 2 de fato serão
    – Remoção de população ribeirinha??Eles moram em casas de madeira, com canos de pvc dando direto no rio para despejo das necessidades, além de tomarem banho e lavarem a roupa no mesmo local (não ´r um local muito digno de se viver…)
    – A media de rendimento da potencia das hidreletricas e de 0,51 (51%) mesmo, acima do apenas um terço dito pelos atores

  110. “Hidrelétrica seria energia limpa no deserto” – Letícia Sabatella

    Está ai a solução, vamos fazer hidrelétrica por todo saara entronca do petróleo deles.

  111. Gabriel Giacomelli pinheiro da cruz

    Pais 8 pior educação do mundo ,por que não se preucupam com isso ao vez de fazer á 3 hidrelétrica do mundo !!!!!!

  112. Porque o Brasil não investiu o mesmo valor da usina Belo Monte em energia eólica? Renderia o dobro de energia (fiz as contas baseando em 24 bilhões). Jamais mataria pássaros… parece piada! As hélices giram devagar, nem podem girar rápido, existe um mecanismo que controla a velocidade das hélices, elas não podem girar igual um catavento, isso as quebrariam. O Brasil tem 9.198 km de litoral, litoral tem vento constante, não depredaria a Amazônia e teríamos mais energia, e energia limpa. Será que o problema com os parques eólicos seria impossível superfaturar?
    A Alemanha esta desativando toda energia nuclear, sendo as mesmas substituídas por energia eólica. Vamos tentar aprender como o primeiro mundo, ou tentar continuar na pré-história?

  113. Caro Leandro Roque.

    Você provavelmente estudou, se mantém atualizado nos acontecimentos dos acontecimentos no Brasil e no Mundo.
    Isso na verdade é exatamente o que preocupa mais ainda. Os Globais nem vou comentar, mas a sua opinião, seu ponto de vista.
    Cara, vc é no mínimo assustador.

    Acredito que seja fácil descreve-lo:
    Adorador do Metalúrgico que se tornou Presidente do Brasil
    Apoia msm sabendo que não esta certa meliante, com acusações de roubo, assassinato, vandalismo, etc…
    Deve dar apoio aos extremistas da África e Oriente Médio
    Concorda incondicionalmente com as obras que o nosso Governo fez em CUBA, VENEZUELA e vai saber onde mais
    Vc deve achar que os acusados do Mensalão e Lava a Jato são realmente INOCENTES
    Que a culpa do DOLLAR e INFLAÇÃO subirem desta forma é exclusivamente da “CRISE INTERNACIONAL”.

    Bom, você dança Funk né?

  114. “Em um ambiente de livre mercado energético, eu vejo essas gigantes indo a bancarrota facil por conta de pequenas e enxutas empresas regionais, produzindo energia de diversas maneiras diferentes e enviando elas nas redondezas a custos muito baixos, e crescendo assim, com concorrencia e descentralização geral da produção. Qualquer um com um geradorzinho a diesel poderia vender tranquilamente energia pro bairro pra concorrer com qualquer outro dono de um gerador movido por uma pequena hidrelétrica.

    Claro que isso seria um começo, e esses pequenos empresários poderiam crescem muito e oferecer ótimos serviços.”

    Milhares de pequenas empresas geradoras de energia poderiam estar brotando em todo o Brasil. Mas somos proibidos de vender qualquer energia, no máximo podemos jogar o excedente na rede e receber um desconto na conta de energia.

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