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Nenhum imposto é neutro; qualquer imposto sempre afetará os mais pobres

Em
praticamente todos os países do mundo há um constante apelo para se tributar
mais a renda dos mais ricos e utilizar essa receita adicional para fazer a
“justiça social”, promovendo uma ampla “distribuição de renda”. 

O
problema de se tributar os ricos, bem como todas as consequências econômicas
negativas deste fato, já foram muito bem explicitadas neste artigo, de modo
que o objetivo aqui será outro.  O
objetivo será explicar por que qualquer tipo de imposto, mesmo aquele voltado exclusivamente
para as rendas mais altas, sempre acabará inevitavelmente sendo repassado aos
mais pobres, de um jeito ou de outro.

Em
todo o debate ideológico acerca do capitalismo, há duas visões opostas que
curiosamente partem do mesmo princípio: tanto os detratores do capitalismo
quanto seus defensores dizem se tratar de um sistema puramente individualista,
em que cada um age por conta própria, pensando exclusivamente no seu bem.  Seus detratores condenam essa exortação à
independência; já os defensores glorificam-na. 
Porém, nenhum dessas posições parece apreciar a verdadeira natureza do
capitalismo, e o problema é que ambas essas concepções erradas estão hoje
bastante difundidas.


de fato um aspecto em que as pessoas realmente tentam ser as mais independentes
possíveis: elas querem evitar pagar impostos. 
Todas as discussões a respeito de carga tributária e a respeito de quem
— isto é, qual classe social — deve arcar com a maior parte do fardo
tributário demonstram um total desconhecimento sobre como o mercado
funciona.  A esquerda sempre defendeu que
os ricos sejam mais tributados, para que eles deem sua “contribuição justa” à
sociedade.  Já a direita costuma reagir
dizendo que os mais ricos — tanto os indivíduos quanto as empresas — já
respondem pela maior parte da receita tributária do governo, que a camada mais
rica da população paga o mesmo volume de impostos que todo o restante da
população combinada, e que boa parte da população não paga nada de imposto de
renda.   A esquerda então reage dizendo
que a desigualdade permanece constante ou, em alguns casos, segue
aumentando.  Os ricos estão ficando mais
ricos, e isso supostamente é ruim, pois precisamos de maior igualdade para
atingir a justiça social.  E por aí vai.

Não
irei aqui entrar na (i)moralidade de se defender a espoliação da propriedade
alheia; o enfoque será puramente econômico.  O problema em todo esse debate popular sobre impostos é que ele não
leva em conta que os esforços para se evitar o pagamento de impostos vão muito
além dessa pendenga sobre quais seriam as alíquotas de impostos “justas” e
sobre quem deve pagar mais.  Os esforços
para se evitar o pagamento de impostos se estendem para todo o mercado.

Se,
por exemplo, a alíquota do imposto de renda que incide sobre as rendas mais
altas fosse elevada em 20%, os trabalhadores de renda mais alta reagiriam a
isso negociando um aumento salarial.  (Dado
que a esquerda quer muita gente pagando mais imposto, então creio ser correto
dizer que ela defende maior imposto justamente sobre pessoas mais produtivas;
caso contrário, seria na prática impossível elevar impostos permanentemente.  Logo, por se tratar de pessoas produtivas,
não é incorreto dizer que elas têm poder de barganha junto a seus
empregadores).  Se essas pessoas
conseguirem um aumento salarial de, por exemplo, 10%, isso significa que
praticamente metade do aumento de 20% da carga tributária foi repassada aos seus
empregadores.

Essa
maior alíquota do imposto de renda reduziu os salários líquidos; o consequente aumento nos salários elevou os salários brutos
Neste ponto, a exata divisão do fardo tributário entre empregados e
empregadores vai depender do relativo poder de barganha entre eles no mercado
de trabalho.  O que interessa é que os
empregados de maior renda irão repassar uma parte, se não a maior parte, de
qualquer aumento em seu imposto de renda para seus empregadores.

Consequentemente,
estes empregadores irão contratar menos empregados — ou tentarão contratar
oferecendo salários bem menores, algo difícil –, e irão tentar repassar esse
aumento havido nos custos trabalhistas para os consumidores, na forma de preços
maiores.  Esse aumento, no entanto, vai
depender do relativo poder de barganha entre o vendedor e seus clientes, bem
como do nível de concorrência no mercado.  Os empresários irão repassar estes maiores
custos aos consumidores até o ponto em que possam elevar preços sem sofrer uma
relativamente grande perda no volume de vendas. 
Desta forma, os consumidores que ainda continuarem comprando a estes
preços maiores estarão pagando parte do aumento na carga tributária que
supostamente deveria afetar apenas os “ricos”.

Logo,
vê-se que a direita está errada ao alegar que os mais pobres não pagam imposto
de renda.  Além de absolutamente toda a
população pagar os impostos indiretos que estão embutidos nos preços dos bens e
serviços, a classe média e os pobres também acabam pagando parte daquele
aumento do imposto de renda que visava a atacar apenas os ricos.  A esquerda, por sua vez, também está errada
ao crer que todo o fardo de uma elevação de impostos pode ser confinada
exclusivamente aos “ricos”.  A classe
média e os pobres sempre acabarão pagando por um aumento de impostos sobre os
ricos através dos maiores preços dos bens e serviços.  Qualquer aumento no imposto de renda da
camada mais rica da população — seja o 1% mais rico ou os 5% mais ricos — irá
acabar por elevar os impostos que toda a população paga indiretamente.

É
possível contra-argumentar dizendo que o repasse para os preços desse aumento
no imposto de renda seria muito pequeno. 
Talvez apenas uma pequena porcentagem da elevação do imposto de renda, o
qual foi repassado aos empregadores, seria repassada aos consumidores na forma
de preços maiores.  No entanto, caso isso
ocorra, o efeito de longo prazo será ainda pior.  Se os empregadores tiverem de arcar com uma elevação
marginal dos custos trabalhistas sem uma correspondente elevação marginal de
sua receita, suas margens de lucro diminuirão. 
Redução nos lucros significa menos investimentos.  E menos investimentos inibem um maior
crescimento econômico.  Um menor
crescimento econômico significa menores aumentos nos salários e na renda de toda
a população.  Os efeitos dos impostos
sobre o crescimento econômico, portanto, são bem mais indiretos do que se
imagina.

Economias
de mercado são sistemas complexos nos quais os interesses de todos os
indivíduos estão entrelaçados.  Qualquer
esforço para alterar os resultados gerados pela livre concorrência no mercado
irá gerar consequências inesperadas e indesejadas.  O conceito de justiça social é, por si só,
algo indefinido e arbitrário.  No
entanto, mesmo se todos nós de alguma forma concordássemos com uma ideia de
redistribuição “socialmente justa”, simplesmente não haveria como estruturar a carga
tributária (ou os gastos do governo) de maneira a alcançar este objetivo.  A imposição de novos impostos altera preços e
salários de maneiras impossíveis de serem previstas e difíceis de serem
mensuradas mesmo após o fato já consumado.

Esquerda
e direita parecem ter definitivamente abraçado o mito de que o estado é
perfeitamente capaz de restringir os efeitos da tributação a apenas uma
determinada classe de pessoas.  Embora
não seja possível mensurar qual é realmente a verdadeira carga tributária que
incide sobre cada pessoa, é perfeitamente possível entender que a real carga
tributária é significativamente distinta daquela que havia sido planejada.  Pessoas de alta renda não pagam tanto quanto
as alíquotas oficiais sugerem.  O mercado
difunde o fardo tributário de uma maneira bem mais equitativa do que as pessoas
imaginam.  Tentativas de “fazer os ricos
pagarem sua fatia justa” irão apenas aumentar o fardo tributário mutuamente
compartilhado por todos, por meio de uma maior tributação indireta e
oculta.  Por outro lado, os benefícios de
reduções de impostos são também mais amplamente compartilhados do que as
pessoas imaginam.


duas lições a serem tiradas disso tudo. 
A primeira é que nenhum de nós é realmente “independente” e está
genuinamente “por conta própria”, pois a economia de mercado é um sistema
social.  A segunda é que políticos não são
capazes de utilizar impostos para alcançar objetivos específicos como uma “renda
justa”, pois a economia de mercado é extraordinariamente complexa e ajustável.  E os políticos são qualquer coisa, menos
oniscientes.  Uma autoridade onisciente e
onipotente até poderia impor alguma noção de justiça social; no entanto, a nossa realidade é que a
justiça social é algo arbitrário e não exequível na prática.  Estas duas lições possuem implicações
profundas e extremamente importantes.

Felizmente,
há uma solução fácil para o problema da carga tributária.  Dado que os benefícios do corte de impostos
são também difundidos entre todos, qualquer corte no orçamento do governo que
possibilite redução de impostos já seria um enorme “avanço social”.  Todos nós pagamos impostos desnecessariamente
altos.  Todos nós podemos pagar muito
menos.

Leia também: O imposto sobre as grandes fortunas e os baixos salários no Brasil

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88 comentários em “Nenhum imposto é neutro; qualquer imposto sempre afetará os mais pobres”

  1. Se isso diminui os empregos na iniciativa privada o brasileiro não está nem aí.O que ele quer é fazer concurso, mamar nas tetas do governo e o resto que se exploda

  2. Leninmarquisson da Silva

    Eu acho que vocês são todos uns porcos capitalistas gananciosos. É claro que tem que aumentar os impostos. Marx já dizia; a melhor maneira de se acabar com o Capetalismo é taxas taxas e mais taxas!

    Quem cuidará dos pobres? O que eles vão fazer com MÍSEROS R$ 6mil por ano? Pagar plano de saúde, quando se tem o SUS? Pagar escola particular, quando o Estado dá escolas de graça, e ainda se preocupa de instruí-las na ideologia correta e dar educação sexual? Pagar segurança particular, quando o Estado garante nossa segurança, com APENAS 50mil homicídios ao ano (culpa, claro, da exclusão social do Capetalismo) e ainda promove a justiça social, através da bolsa-reclusão?

    O Estado BRASILEIRO oferece os melhores serviços PÚBLICOS de saúde, educação e segurança do BRASIL! Se duvídam, pesquisem; em nenhum lugar do Brasil há serviços públicos melhores do que os oferecidos pelo Estado Brasileiro. FATO.

    R$ 6mil é pouco, tem que arrancar ainda mais!

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  4. Não, é ironia. Puxa gente, tá faltando interpretação…

    MCmoraes: eu vejo muitos comentários teus por aqui e com ótima posição mas essa opnião que tens de que funcionário público ou servidor público é vagabundo porque não trabalha na iniciativa privada é equivocado.

    Esse pensamento só vale se tu disser que todo caixa de supermercado ou frentista de posto também é vagabundo afinal eles não fazem nada demais e nem possuem grandes talentos (como caixa ou frentista) para mudar suas organizações.

    Como eu já disse aqui por muitas vezes, sou servidor. Mas a parte que ninguém quer saber é se os servidores trabalham tanto quanto quem está na iniciativa privada. Muitos dos meus colegas certamente morreriam de fome no setor privado. Mas muitos outros iriam se dar tão bem quanto no setor público pelo simples fato de que o que os move é o seu bem estar.

    Tenho dois colegas que chegam as 8h da manhã e dificilmente saem antes das 19h. Assim como eu eles vêm trabalhar aos sábados, domingos ou feriados quando o serviço necessita ser colocado em dia. A parte melhor disto é que não recebemos horas-extras por esse trabalho. Não recebemos nenhum centavo. O que nos move é a vontade de fazer as coisas certas. Claro que não são todos, existem muitos que apenas cumprem sua carga horária e pronto.

    É claro que eu sei que meu dinheiro é obtido a força mas isso não me impede de lutar contra o sistema. Até mesmo Julio César avançava e recuava conforme fosse necessário. Seguir cegamente um caminho sem observar a sociedade ao teu redor é um erro.

  5. Essa questão toda sobre os funcionários públicos é que o Leviatã (como alguns aqui dizem) está tão grande que simplesmente não há espaço na iniciativa privada para certas coisa.

    Por exemplo, todo mundo fala que falta inovação privada no Brasil (e de fato a maior parte da pesquisa e inovação vem das Universidades Públicas). Mas o que acontece é que as empresas privadas no Brasil não tem duas coisas necessárias para isso:

    1) Dinheiro: o qual vai para os impostos e não para inovação
    2) Cultura: já que o governo faz por que eu tenho que fazer? para que inovar se o meu produto o brasileiro vai acabar comprando, afinal o imposto de importação é tão alto que ninguém vai comprar o produto importado?

    Resultado só há p&d&i na iniciativa privada em empresas realmente muito grandes e que estão competindo lá fora!

    Assim como nesta área há muitas outras que seguem o mesmo raciocínio.

    É por essas e outras…

    Abraços

  6. Se os funcionários públicos trabalhassem de verdade, não teríamos uma educação deficitária, uma policia corrupta, com juízes bandidos e médicos vagabundos. Não fariam greves para receber sem trabalhar, prejudicando o contribuinte e aqueles que dependem dos serviços públicos.

    Eu sou muito político com os vagabundos públicos, diz uma coisa na frente e faz outra, não existe outra forma para tratar a cambada de vagabundos públicos. Quem manda não e o governo e sim o contribuinte, pois e nos que pagamos os salários, soldos de vocês através de impostos absurdos. Vocês enganam muita gente.

    O que vocês querem e segurança, só que essa segurança não existe e nunca existiu e nem existira. Pagamos caro e não podemos exigir por que e desacato, somos os seus patrões e estamos exigindo e vocês vem com a desculpas de sempre, que trabalham muito, que pagam incêndios todos os dias e se reúnem para fazer greve.

    E estranho, tem tempo para pensar em fazer greve e não tem tempo para pensar como prevenir os problemas dos incêndios.

    A solução do problema e simples: Diminui a carga tributaria, manda um monte de vagabundos públicos embora, diminuem o tamanho do estado, desestatizem e privatizem e eliminem a burocracia.

    Vocês não querem isso por que irão perder as suas tetas.

    Leiam esse capitulo: http://www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=437

    Um livrinho bom para os vagabundos públicos lerem: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=379064&google&gclid=co6f4tsswkwcfy2b7qodiws4pq

  7. Observadordepirata

    Na minha conta da Light de R$ 212,52 , eu pago de encargos R$ 136,47. O que dá 64,22% de impostos sobre o total da nota (por dentro). Esse cálculo por dentro é um artifício usado no Brasil, para ENGANAR o consumidor!

    Já se pegarmos o valor da energia + transmissão e distribuição, da minha conta = R$ 76,05 (o que eu pagaria sem nenhum imposto)e somarmos o que eu paguei efetivamente de impostos variados , R$ 136,47, os encargos atigem ASTRONÔMICOS 179,45% (do consumo propriamente dito). VERDADEIRO ASSALTO em se tratando de um serviço de primeira necessidade.

    A LIGHT me cobrou 76,05, pela revenda da energia, pois não é geradora, mais a trasmissão, toda a manutenção do sistema, com frotas, empregados, etc, etc , etc. E ainda LUCRA!

    E O GOVERNO ME TOMOU COMO UM ASSALTANTE, R$ 136,47 na conta, para não fazer p…@ nenhuma!!!!!!!!

    Só de ICMS o governo do estado cobra 30%!

    Garanto e provo que esse valor de 48% em impostos sobre a conta de luz desta matéria é TOTALMENTE EQUIVOCADO. Quem dera fosse “só isso”, o que já seria absurdo!

  8. Me causa espanto como “filósofos destros ou canhotos” não entendam algo tão básico sobre a tributação.

    Trolagem mesmo é colocar aquela tabela dos estados pagadores e os recebedores de dinheiro do governo….

  9. Como funcionário público que sou, digo o seguinte:
    – Nem todos são vagabundos, mas a maioria quase absoluta trabalha menos do que trabalharia na iniciativa privada, e eu me incluo nisso.
    – A questão da oportunidade tem que ser considerada. Não foram os funcionários que inventaram o estado gigante e na hora em que uma pessoa vai procurar um trabalho, ela acaba levando em conta uma vaga em um órgão público.
    – A existência do funcionalismo pode ser imoral, mas a pessoa que ingressa no serviço público não pode ser considerada imoral por lá estar. Se não fosse eu, seria outro. Ademais, a maioria não tem essa visão da EA, tendo recebido uma educação marxista-keynesiana-intervencionista desde sempre. Acham que o serviço público faz parte da vida e pronto, aliás como a maioria da população. Não tem dilema.
    – De minha parte, além de fazer o meu trabalho da melhor forma possível, faço o que posso para difundir as ideias da EA, tento lançar um raio de luz, pequeno que seja, nessa direção. É difícil, mas consegui convencer algumas pessoas em alguns pontos.
    – No meu caso, engenheiro civil, estaria recebendo mais na iniciativa privada hoje, principalmente por conta da bolha imobiliária. E estaria trabalhando muito mais também. Nesse caso, se eu estivesse ganhando mais por conta de uma política equivocada do governo, isso seria imoral?
    – Poderia continuar, mas para não me alongar, digo que a estabilidade do funcionalismo é uma ilusão, que acaba aprisionando a pessoa na mediocridade daquele mundinho besta. Não vejo a hora de cair fora, estou me esforçando para isso. Mas outro irá ocupar meu lugar.

  10. Caramba, qdo veja a pouca adesão neste movimentos, cada vez nutro menos esperança. Amanhã haverá a tal Marcha das Vadias e garanto q haverá mais adesão de imbecis. Nosso povo é assim, só interessa por assuntos sem importancia.

  11. oneide teixeira

    O brasileiro na média paga mais de 40 % em impostos, não estão contados os impostos cobrados antes do pagamento e compulsórios como o INSS e FGTS que não deixam de ser impostos.

    40% antes de receber e após receber 35% = 75% da riqueza gerada do trabalhador assaláriado.

    Isso merecia uma pesquisa séria com este dado poderia se realmente mensurar o quanto o estado “rouba” do povo.

  12. Sobre a questão da moralidade de se trabalhar no serviço público, entendo que podemos fazer um cálculo puramente racional e concluirmos que é mais vantajoso ser um funcionário público. Mas também somos dotados de senso moral e, fazendo uso desse senso, podemos decidir que é inaceitável receber salários pagos por uma entidade (o Estado) que confisca a riqueza alheia. De fato, eu mesmo cursei uma faculdade com o objetivo de ingressar no serviço público. Entretanto, depois de conhecer o liberalismo defendido por este site, decidi continuar em meu trabalho numa empresa privada, mesmo ganhando menos. Hoje, quando vejo um humilde faxineiro executando seu trabalho no setor onde trabalho, cumprimento-o e tenha ganas de exclamar: “o seu trabalho é infinitamente mais nobre e útil à sociedade do que o prestado por um burocrata que ganha trinta vezes mais do que você”.

  13. Eu como já conheço 246 países do mundo, economicamente falando e culturalmente dizendo, o Brasil é um dos países piores para se viver. Aqui se paga muito imposto é o retorno é um dos piores, sem esquecer a ignorância total do povo Brasileiro. O povo brasileiro é totalmente hipócrita. Os serviços públicos oferecido pelo governo brasileiro é o mais caro e o retorno é um dos piores e por isso prefiro a iniciativa privada. É quem paga todos os funcionários públicos no Brasil é o povo através de impostos. Uma coisa que eu não irei ver no Brasil: Transparência nos impostos – O quanto que o povo paga e o quanto e retornável.

    Transparência nos Impostos – Vocês não irão ver transparência dos impostos por que? Muito simples, pois se o governo abrir as contas públicas o povo vai perceber que pagou impostos e teve desvio de dinheiro, vão reparar que pagou impostos e não teve retorno em serviços.

    Experimentem não pagar impostos por 12 meses! Vocês irão reparar que o governo vai começar a mandar embora funcionários públicos e nem irão abrir novos concursos públicos.

    Vocês nunca trabalharam para o governo em bancos do tipo central que você sabe muita coisa, mas por ética subjetivista, você é obrigado a ficar quieto.

    Da missa vocês não sabem 1/3. Graças a D´us que eu sempre vi como passa tempo remunerado ou melhor como meio de sobrevivência, mas vocês olham o trabalho como carreira. Façam carreira e enchem o cú do governo de dinheiro. Eu hoje sou investidor forex. Me livre do lixo do governo.

  14. Daniel Monteiro

    Muito bom o artigo.

    Não me atrevo em criticar os que almejam em trabalhar no serviço público, até porque esse não é o tema central. Eu mesmo estudo para ter melhor condição de vida e, se o setor público paga bem, que mal tem? Não acho que estou explorando o faxineiro da iniciativa privada.

    Sobre os impostos, fala-se sempre a mesma coisa: impostos altos e retorno ínfimo. O aumento de impostos sempre é transferido aos pobres e etc…

    Sou um admirador do site e estava um pouco afastado; percebo que os comentários estão muito aquém do que se pode esperar.

  15. O Brasil é um país continental.Logo novas formas sociais e políticas poderiam ser testadas, uma região onde não existissem barreiras comerciais e a participação do estado fosse mínima, o livre comercio e a propriedade privada soberana a exemplo de Hong Kong. Um cidadão poderia escolher o modelo atual do estado brasileiro ou outros modelos, A ideologia dos Cachoeiras ou dos Austríacos.

  16. Pelo teor de alguns comentários, os funcionários de empresas privadas com financiamento pelo BNDES são todos vagabundos também, pois o crescimento dessas empresas tem como base o dinheiro extorquido e emprestados a juros menores. Os funcionários de grandes empresas monopolista que venceram concessões governamentais também são grandes vagabundos, pois o início da atuação dessa empresa está fora do ideal libertário. Os de grandes multinacionais também, pois geralmente foram subsidiadas pelos governos de seus países-sede. Bem, por um cálculo simples, mais de 50% dos profissionais altamente qualificados no país são verdadeiros VAGABUNDOS?
    Julgar o valor do trabalho do profissional pela fonte do capital do patrão só abre caminho para os ideais marxistas de expropriação do grande capitalista, pois segundo a história deles, as origens da acumulação do capital não foram nada justas e não seguiram nenhum princípio de não agressão.
    Não adianta querer perseguir o cara que vendeu uma pizza pro ladrão, tem que prender o ladrão. Se o consumidor é o grande julgador no mercado, basta seguir essa visão para saber onde tem vagabundo. Se alguns serviços públicos chegam a competir com privados e o consumidor procura o serviço público, tem gente trabalhando e oferecendo serviço. Vagabundo tem em todo lugar, inclusive nessas empresas monopolistas privadas com excessiva margem de lucro. O grande problema é que no setor público há mais incentivos à vagabundice, mas a grande perda vem da corrupção e má administração.
    O foco tem que ser o não pagamento de impostos, depois de pago, uma grande parte já estará perdida.

  17. não entendo a insistência em fazer a conta de impostos ao contrário.

    o imposto é , ou pelo menos deveria ser cobrado sobre o falo sem imposto , portanto se em um determinado produto 50% do preço dele for imposto a Tx cobrada é de 100% sobre o valor sem imposto

    divulgar dessa maneira não só é mais correto matematicamente como produz números maiores portanto com maior efeito publicitário

    esse calculo de imposto depois do valor com imposto é oq cria o fato bizarro de o ICMS de uma coita de luz por exemplo que é de 25% é 25% do valor final , portanto é pago ICMS sobre ICMS sendo assim o valor pago de ICMS é na verdade 33% sobre o valor sem imposto

    é simples é só ver que em uma conta de $100 $25 é imposto e $75 é o produto em si.

    não entendo como essa maneira de calculo é legal

  18. Quanto ao funcionalismo.

    Vagabundo é quem não trabalha, ou não gosta de trabalhar, ou faz corpo mole e coisas do tipo. Não há como generalizar isso para todos os funcionários públicos, logo não se pode afirmar que todos são vagabundos. Dai entra a questão da imoralidade de receber do governo. O governo é ladrão. Se você aceita dinheiro de um ladrão você é cúmplice de roubo. Se você aceita dinheiro de um cúmplice de roubo você é o que? Na minha opinião cúmplice também. Como eu não conheço nenhum empresário que se nega a prestar serviços para funcionários públicos, então são todos cúmplices. Se todos os empresários são cúmplices, então não há onde trabalhar sem receber (pelo menos uma parte) dinheiro proveniente de roubo. Agora veja o que foi postado mais acima por outro autor:

    “Conclusão 1) Se alguém recebe seu pagamento de dinheiro tirado à força de terceiros pacíficos, esse alguém não pode dizer que está trabalhando. O mais correto é dizer que esse alguém vive dos frutos da expropriação indevida.”

    Logo, na atual sociedade em que vivemos ninguém pode dizer que esta trabalhando, pois direta ou indiretamente esta recebendo dinheiro fruto de roubo. Ou seja, somos todos vagabundos.

    Estão querendo negar o fato que as pessoas escolhem o funcionalismo público porque isso é mais vantajoso para elas, e só por isso. Por isso os ataques deveriam ser institucionais e não pessoais. Não faz nenhum sentido atacar os funcionários enquanto pessoas. Me parece aquela coisa meio fanática típica de regimes totalitários. Primeiro você encontra um bode expiatório, então coloca toda a culpa nele. Depois faz as pessoas terem ódio desse grupo de pessoas e acreditarem que se eliminarem essa parcela da população tudo vai melhorar. Por fim é só construir as câmaras de gás.

  19. Chamar funcionários públicos de vagabundos ou parasitas só gera conflito Desnecessário,
    que tiram o foca da principal questão, O pagamento obrigatório por serviços que não serão utilizados ou desnecessários ex:uma familia que tem filhos na escola privada,etc.

  20. Sou empregado publico ( CLT trabalhista ) de uma empresa de economia mista que cuida de transito, transporte, sinalização viária, coletas de lixos organico e reciclavel e outros serviços. Lá se vão 12 anos nessa labuta. É duro viver às custas do imposto coersitivo e compulsório sabendo quem paga a conta, embora até esse conhecimento esteja disperso. Não é alta minha renda porém sou contra tributar a riqueza, pois essa é relativa. Meu pai já dizia em minha infancia: não são as coisas que são caras, somos nós que ganhamos pouco. Ou vice versa. Como cobrar imposto dessa avaliação subjetiva espalhada entre indivíduos dispersos no meio social ? O que se vê e o que não se vê: vê-se o colar de ricas bijouterias no pescoço de uma madame rica. O quê não se vê é o emprego que seu colar criou. Vem o político e tributa esse colar. Lá se vai um emprego …
    Tenho IPVA 2012 a pagar. Pra quê ? Para o político criar empregos ao abrir estradas? Nem o Patatí e o Patatá pagariam o dito cujo se pudessem ficar livres disso. E olha que não é IPVA de fucão de circo ! O estado( “e” minusculo mesmo como ensina o Professor Iorio ) tá de olho é na Mercedes, no Audi, etc.
    Agora, tanto eu quanto a dupla de famosos mencionada criaríamos emprego para mecânicos, borracheiros, autoeletricistas …
    tem tanta coisa que poderia falar, ou escrever, sobre políticos. Convivemos com essas … pessoas, que sabem o que é melhor para o povão. Mas quando aumentam o próprio salário dizem não saber se isso tá sendo bom para eles. Ho coitado! Mas para mandar embora funcionario de carreira pra isso eles prestam. Com excessão dos baba-ovo.
    É melhor ficar por aqui antes que um baba-ovo traíra lê isso e me oriente a se apresentar no ARH ( Tribunal da Santa Inquizição Moderna ).
    P.S.: Refiro-me aos maus políticos, pois sabemos que há os bons. Ou não?
    Fui!

  21. Os funças parecem estar confundindo ESFORÇO, DEDICAÇÃO, QUALIFICAÇÃO, COMPETÊNCIA, PLANEJAMENTO com TRABALHO. São coisas distintas. Um assaltante de bancos precisa de todas as qualidades mencionadas e nem por isso ele está trabalhando, continua roubando. Trabalho é uma produção de valor que não se usa da força, violência e coerção, requer a livre troca.

  22. Acho que fazem muito drama quanto a moralidade do emprego público, funcionários públicos aproveitaram a melhor oportunidade do mercado, isso é racional. Gastos publicos e consequentemente empregos publicos devem ser drasticamente diminuidos, mas alguns, mesmo na melhor das hipóteses, continuarão existindo. Empregos públicos não serão diminuidos ofendendo e crucificando os funcionários públicos como é feito a todo instante aqui, isso só denigre a imagem do instituto e repele qualquer novato que esteja se interessando pela EA, repele principalmente os funcionários públicos que poderiam aprender algo útil aqui. As pessoas são individualistas, e querem o melhor pra si mesmo, não tem como mudar esse instinto das pessoas, mas tem como ensinar e mostrar o quanto a intervenção, e gastos governamentais são ruins, o que felizmente o IMB também faz.

  23. CVV = (18 + 0,65 +2,00 +0,96 +5,00 +1,20 + 10) = 37,81
    CVV (Icms, Pis, Cofins, Contribuição, Comissão, Previsão IR, Lucro)

    R$ 100 = Custo total incluindo os encargos trabalhistas
    R$ 85 = Custo total sem os encargos trabalhistas

    PV = 100/ 0,6219= 161
    PV = 85/ 0,6219= 137

    Redução de 18% (tirando todos os encargos trabalhistas)

    O comércio encarece o valor do produto em até 100%, dobra o valor do produto, paga mal e se analisarmos o estudo de mercado com o preço do produto sem o custo do comércio, verificamos que este é bem maior que o custo brasil.

    As tarifas cobradas são quase todas abatidas no incentivo fiscal (IR) o próprio PLR é abatido, vale-transporte, auxilio alimentação, entre outros.

    Precisamos de reformas profundas desde a produção até a comercialização dos produtos brasileiros, o caminho para a reindustrialização, penso que esteja relacionado com alguns fatores e principalmente na comercialização dos produtos internamente.

    Câmbio, Melhora do processo produtivo, tributação, créditos do pré-sal para produção e aumento do mercado interno.

  24. Parabéns, pelo o que alguns aqui vêm pregando, para o julgamento da moralidade dos empregos em uma economia não libertária basta com que todos os cidadãos sejam oniscientes, simples assim.
    Para quem comparou o F.P. com o ladrão de banco, esqueceu que o funcionário público é a doméstica que trabalha para o ladrão, sem saber exatamente sua fonte de renda. E assim continua, o cara que vendeu o carro pro ladrão…….Ah, lógico, basta com que essas pessoas sejam oniscientes e tenham todos os fluxos financeiros em suas mentes. Bem, se é necessário que todos sejam oniscientes, é mais fácil acharmos ” O Grande Líder” comunista onisciente.
    Um bom conceito de vagabundo é o cara que ganha mais que o valor de mercado de sua produtividade marginal efetiva. Exemplo, o médico que ganha mais do que um equivalente na iniciativa privada e faz de tudo para não trabalhar, aproveitando-se da péssima administração que é inerente ao serviço público. Esses médicos são minoria, acredito.
    Os vazamentos do impostoduto ocorrem antes de chegarem à ponta do serviço público. Por isso seria mais simples esses trabalhadores serem remunerados diretamente pela população, sem administração pública. Ou seja, o problema pode ser resolvido sem o assassinato em massa de funcionários públicos em praça pública, ou privada.

  25. “Empregos públicos não serão diminuidos ofendendo e crucificando os funcionários públicos como é feito a todo instante aqui, isso só denigre a imagem do instituto e repele qualquer novato que esteja se interessando pela EA, repele principalmente os funcionários públicos que poderiam aprender algo útil aqui.”
    Concordo com o Bernardo. A propósito, para conquistar é necessário persuadir. Para persuadir é preciso conhecer outro lado. Não é com violência verbal e muito menos com o sofrimento físico e/ou psíquico desferido em menor ou maior grau contra o próximo. Muitos confundem liberdade de e liberdade para com libertinagem e leviandade. Como interagirão com os pensamentos de um Mises ou de um Hayek procedendo dessa maneira ?
    Há coisas que só Freud explica, Adler testifica, Jung intui e Gikovate explora.
    Antes de começar a estudar EA devorei alguns livros de economia como os dois volumes de Introdução de Analise Econômica, do Samuelson, Economia, dos Irmãos Wonnacott e o Introdução à Economia do Rossetti, só para citar alguns.
    Dai a Keynes o que é de Keynes e a Hayek o que é de Hayek.

  26. Johnny Jonathan

    Pessoalmente, acho um saco argumentos morais. Eles são muito pouco objetivos.
    Quem escolhe o serviço público estar logicamente certo. E fim de papo. Se ele escolher privado, também oras, são valores subjetivos.
    Tem gente que prefere ficar com a cabeça “leve no travesseiro”. Ótimo.
    Eu tou cagando e andando pra isso: só quero o meu bolço cheio… pra esvazia-lo com coisas que eu julgo ter valor.

    Essa é a natureza humana: alguns ligam pra a moral da não-coerção e outros não.
    Sinceramente, eu não acredito no altruísmo… no máximo num egoísmo-altruísta que na verdade é tão interesseiro quanto o egoísmo egocêntrico imoral. Não queriam ser especiais… vocês sempre serão tão merdas quanto a merda que criticam. Só não aparentam e não cheiram tão mal.

    Na real, sejamos mais objetivos. Digamos que estejamos numa guerra. Vencer a guerra significa fazer o lado contrário desistir de guerrear.
    E não exterminar todos os soldados adversários… por mais que você odeie o fato dele eles estarem do lado de lá, eles são tão humanos quanto você é: cheio de defeitos.

    Pra mim a questão é perguntar o porque’s das coisas… e não demonizar o ato.
    Digamos que você ache imoral as pessoas fazerem sexo.(seus motivos, normal)
    Se pergunte primeiro porque elas fazem. Se conseguir chegar na resposta exata do porque, tente fazer ela fazer a mesma coisa sem exatamente cruzar a linha moral.
    Tipo quando você é viciado em cigarro e para de fumar, mas substitui o vicio de fumar tomando café.
    Você não muda a natureza humana (que não é perfeita moralmente)… mas a torna menos nociva (de acordo com os seus critérios).

    Se é moralmente condenável que alguém roube o outro. Se pergunte porque razão as pessoas roubam. No caso de um funcionário público ou de um ladrão de banco, ele “rouba” porque é vantajoso roubar (valor pessoal). O que se tem que fazer não é roubar a sua liberdade, sua vida, ou fazer qualquer outro movimento vingativo. Isso é só combater tiranismo com mais tiranismo. É querer controlar o governo com mais governo. (como se “controlar o governo” já não fosse absurdo o suficiente haha)
    Isso é só em ultimo caso. Remediação não funciona. Pra mim, qualquer tentativa de se fazer justiça é injusta… já que valore são sempre subjetivos.

    Você roubou meu carro? Vou roubar a sua vida. Como contabilizar que esse é o valor correto? E pior, você nem reaver o que foi roubado.

    Esse ódio colocado aqui sobre o quão “vagabundo” é um funcionário público é completamente irrelevante.

    Ao meu ver, o mais lógico é prevenir: diminuir o tamanho da vantagem que é se roubar. Quanto menor é ela, menor é a possibilidade de que aconteça. E só admito se pensar em conceitos evolutivos… não acredito nem um pouco que um dia não haverá corruptos, ladrões etc: ser esperto e tentar conquistar algo sem necessariamente ter capacidade pra aquilo, só por mentiras, e manipulação é uma característica humana. Porque mais que você não goste, vai ter que conviver com ela.

    E que me desculpe os moralistas: eu realmente admiro muito a essa habilidade humana de não precisar ter habilidades (use a dos outros!).

  27. Se alguém tiver disposto a me ajudar, gostaria de esclarecimento a respeito do seguinte ponto:\r
    \r
    ” É possível contra-argumentar dizendo que o repasse para os preços desse aumento no imposto de renda seria muito pequeno. Talvez apenas uma pequena porcentagem da elevação do imposto de renda, o qual foi repassado aos empregadores, seria repassada aos consumidores na forma de preços maiores. No entanto, caso isso ocorra, o efeito de longo prazo será ainda pior.Se os empregadores tiverem de arcar com uma elevação marginal dos custos trabalhistas sem uma correspondente elevação marginal de sua receita, suas margens de lucro diminuirão. Redução nos lucros significa menos investimentos. E menos investimentos inibem um maior crescimento econômico. Um menor crescimento econômico significa menores aumentos nos salários e na renda de toda a população. Os efeitos dos impostos sobre o crescimento econômico, portanto, são bem mais indiretos do que se imagina.”\r
    \r
    Com relação ao que raciocínio que destaquei restou uma dúvida: o repasse aos mais pobres (menos produtivos) não geraria um maior consumo que compensaria a redução da margem de lucro por unidade de produto vendida? Ainda, alternativamente, não aumentaria a quantidade poupada pela classe “favorecida” simplesmente mudando de mão a poupança de empregadores para empregados? Ou não poderia haver uma combinação dos 2 efeitos acima citados? Não existem essas possibilidades? I.E. “uma correspondente elevação marginal de sua receita” não estaria encomendada justamente como consequência da suposta redistribuição nos termos que descrevi? Elas existem mas são em dimensões não compensatórias do ponto de vista da sociedade como um todo?\r
    O que vocês acham?\r
    \r
    Faço um curso de economia de viés keynesiano e tenho certeza que argumentos como esse (inclusive de mentes não propensas ao keynesianismo como a minha) surgiriam naturalmente. Gostaria, se possível, que indicasse referências sobre esse assunto.

  28. http://www.terra.com.br

    Todo o trabalho dos brasileiros neste ano até esta terça-feira só foi suficiente para pagar impostos, de acordo com pesquisa elaborada pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Conforme o instituto, o brasileiro teve que trabalhar em média até o dia 29 de maio, ou 4 meses e 29 dias (150 dias), apenas para pagar os impostos federais, estaduais e municipais.

    Esse é o maior tempo gasto apenas para pagar tributos, garante o IBPT. Conforme o presidente executivo do instituto, João Eloi Olenike, em 2011, o brasileiro trabalhou 149 dias, um dia a mais que em 2010 (148 dias) e dois dias a mais que em 2009 (147 dias). Em relação à década de 1970, quando eram necessários 76 dias de trabalho, o número praticamente dobrou, diz o presidente.

    A pesquisa avaliou a tributação incidente sobre os salários, que é formada principalmente pelo Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), pela contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e pelas contribuições sindicais. Além disso, o cidadão paga a tributação sobre o consumo – já inclusa no preço dos produtos e serviços – (ICMS, IPI, ISS, por exemplo) e também a tributação sobre o patrimônio (IPTU, IPVA, ITBI, dentre outros). Arca ainda com outras tributações, como taxas de limpeza pública, emissão de documentos e contribuições para iluminação pública, por exemplo.

    Segundo o levantamento, dependendo da faixa de renda, o contribuinte terá de trabalhar mais dias apenas para pagar os impostos. Os que têm rendimento mensal de até R$ 3 mil trabalharão 143 dias, os que possuem rendimento de R$ 3 mil a R$ 10 mil vão trabalhar 159 dias, e aqueles que ganham acima de R$ 10 mil trabalharão 152 dias.

    Para Olenike, apesar de trabalhar um dia a mais para pagar tributos em 2012, o brasileiro continua não vendo o retorno dos valores em serviços públicos como segurança, transporte, educação, saneamento básico, saúde e iluminação e outros.

    A pesquisa faz ainda uma comparação com outros países e comprova que o Brasil fica atrás apenas da Suécia, onde o contribuinte gasta 185 dias de trabalho com tributos. Na França são necessários 149 dias, nos EUA, 102 dias, e no México, 95 dias

  29. Invista 3 minutos do seu dia neste excelente vídeo, que explica bem didaticamente o que o governo brasileiro faz com o seu salário. (Mas ignore a metade final do vídeo, que infelizmente cai na velha ladainha de que basta 'votar certo', que tudo se resolve).

  30. leandro,

    Há divergência conceitual sobre o imposto de pigou entre a escola austriaca e keynesiana? Em caso positivo,favor indicá-las.

    certo de seu esclarecimento, no aguardo,

    ricardson

  31. Caros, perdão por escavar esse artigo, mas surgiu uma dúvida.. Ouvi um economista citar os impostos lump sum como imposto que não distorce a eficiência da economia. É obvio que meu alarme austríaco soou alto, não há desvio de recursos escassos para o estado que não distorça a economia de mercado, estou certo?

  32. Artigo muito interessante, porém desconsiderou os efeitos da elasticidade da demanda quando falou no aumento dos preços que as empresas fariam devido ao repasse do aumento das despesas com pagamento de salário de seus funcionários.

    Também não considerou na análise a relação “Remuneração X Número de funcionários”. Os funcionários com altos salários costumam ser em número bem reduzido de pessoas dentro de uma empresa, em relação ao número de funcionários com baixos salários.

    Aqui vai uma ideia que contribui e corrobora com o defendido no artigo, o aumento desmedido no imposto de renda poderia desestimular a qualificação profissional, pois a renda líquida dos ricos e pobres, ou seja, o que sobra pra cada um após pagar o imposto de renda, seria mais ou menos o mesmo para todos, portanto a longo prazo as pessoas se sentiriam desestimuladas a obter alta qualificação profissional, pois lhes sobraria a mesma quantidade de dinheiro que sobra às pessoas pouco qualificadas.

  33. “Na minha conta da Light de R$ 212,52 , eu pago de encargos R$ 136,47. O que dá 64,22% de impostos sobre o total da nota (por dentro). Esse cálculo por dentro é um artifício usado no Brasil, para ENGANAR o consumidor!

    Já se pegarmos o valor da energia + transmissão e distribuição, da minha conta = R$ 76,05 (o que eu pagaria sem nenhum imposto)e somarmos o que eu paguei efetivamente de impostos variados , R$ 136,47, os encargos atigem ASTRONÔMICOS 179,45% (do consumo propriamente dito). VERDADEIRO ASSALTO em se tratando de um serviço de primeira necessidade.”

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