Em
uma discussão na internet sobre a viabilidade e a desejabilidade da medicina
socializada, selecionei dois comentários que valem a pena ser respondidos
porque representam o pensamento convencional acerca desse tema e de temas
econômicos mais gerais.
Não estou dizendo que um livre mercado para o sistema de
saúde seja uma ideia ruim, mas se indivíduos têm direito à vida, e se eles
tiverem uma doença que será fatal caso não seja tratada, e se eles não tiverem
condições financeiras de bancar tal tratamento, o que os médicos devem
fazer? Cruzar os braços e deixá-lo
morrer? A resposta-padrão é que tal
indivíduo deve recorrer à caridade, e eu realmente creio que tal caridade
existiria até um certo ponto; mas a caridade não poderia atender a todas as
pessoas. E não é crível imaginar que
médicos não iriam rejeitar pessoas pobres — mesmo sabendo que poderiam salvar
uma vida fazendo uma intervenção cirúrgica simples — caso o tratamento delas
apresentassem um custo alto e nenhum retorno financeiro.
Este
raciocínio parte de uma premissa falsa; na verdade, trata-se de uma confusão
bastante corriqueira. Um indivíduo ter
direito à vida não significa que ele tem o direito de ser mantido vivo por
outras pessoas, contra a vontade delas.
Se houvesse tal direito, então, por definição, você, eu e todas as
pessoas que não são miseráveis teríamos de estar dedicando toda a nossa vida à
inesgotável tarefa de manter vivas um incontável número de pessoas miseráveis
ao redor do mundo. Porém, ao contrário,
o direito à vida significa o direito de que ninguém tire a sua vida; significa
também que o indivíduo tem o direito de empreender todo e qualquer tipo de
ação, desde que pacífica e não coerciva, para sustentar e melhorar a sua
vida. Essa compreensão do que realmente
é o direito à vida é incompatível com a noção de pessoas terem o direito de
serem mantidas vivas à custa de outras.
É
claro que as pessoas podem fazer doações para a caridade, e elas farão isso até
o ponto em que considerarem que tal atitude traz bem-estar às suas próprias
vidas. Os fundos arrecadados por meio da
caridade, em conjunto com o tempo que os médicos estarão dispostos a dedicar a
pacientes de instituições de caridade, indubitavelmente ficarão concentrados
naqueles casos em que as intervenções cirúrgicas necessárias para salvar uma
vida, um órgão ou um membro são relativamente simples e pouco custosas. Mas isso, obviamente, está longe de ser uma
solução para aqueles problemas médicos que requerem tratamentos mais complexos
e custosos, e que, por isso mesmo, estão além dos recursos desses pacientes e além
da disposição e mesmo da capacidade financeira das pessoas de fazer caridade.
A
única solução para esses problemas médicos é o progresso econômico. É o enriquecimento da sociedade. Isso só pode ocorrer por meio da acumulação
de capital, a qual só é possível por meio da poupança e do investimento, e a
qual é obstruída por impostos, gastos e regulamentações governamentais. É o progresso econômico o que possibilita um
contínuo aprimoramento do sistema de saúde e o que o torna cada vez menos
custoso, ao mesmo tempo em que faz com que praticamente todos os outros bens e
serviços da economia fiquem também melhores e menos caros, desta forma
liberando mais renda para ser gasta em serviços médicos, caso necessário. A base do progresso econômico, obviamente, é
a liberdade individual e o capitalismo de livre mercado.
No
entanto, mesmo em um sistema de irrestrito capitalismo de livre mercado, sempre
haverá algumas pessoas que morrerão porque precisavam de mais e melhores
cuidados médicos, os quais poderiam ter-lhes sido ofertados, mas que estavam
além de seus recursos financeiros.
Simplesmente não há como evitar isso.
Trata-se de um aspecto inerente ao fato de que o ser humano é mortal.
Tentar
evitar essa triste realidade obrigando todos os indivíduos não miseráveis a
dedicarem suas vidas à tarefa de manter outras pessoas vivas — de modo a
ignorar por completo o valor subjetivo que tal atitude “benevolente” trará para
a vida desses indivíduos coagidos — é uma medida que destrói os incentivos
para produzir e prosperar, fazendo com que, em última instância, tal medida
coercitiva não traga felicidade e bonança para ninguém.
Por
causa dessa destruição de incentivos, tentativas de impor e fazer cumprir tais
obrigações sempre estancam após algum tempo.
Com efeito, é isso que está ocorrendo agora nos EUA, onde estão propondo
a rejeição do tratamento médico aos mais velhos, com cortes no programa Medicare
(programa governamental que reembolsa
hospitais e médicos por tratamentos fornecidos a indivíduos acima de 65 anos de
idade). É isso também que já
aconteceu na Grã-Bretanha (onde bebês sofrem eutanásia compulsória),
no Canadá, na Suécia
e em todos os outros lugares onde o sistema de saúde já foi coletivizado há muito
tempo.
O
governo simplesmente não possui os recursos para prover todos os indivíduos com
serviços de saúde ilimitados. Como o
governo nada produz, ele apenas se limita a confiscar de uns para redistribuir
para outros. E como os recursos não são
infinitos, como vivemos em um mundo de escassez, e como os serviços
governamentais se resumem a um consumo de bens escassos, sempre chegará um
momento em que o governo terá de impor limites aos serviços que ele oferta. Porém, tais limites inevitavelmente acabam
por privar de serviços médicos pessoas que poderiam bancá-los caso tivessem
podido utilizar seus próprios recursos para esse propósito. Tais limites inevitavelmente impedem o
desenvolvimento medicinal justamente porque o governo precisa manter baixo o
custo de funcionamento de seu sistema coletivizado.
Há
dois tipos de limitações ao sistema de saúde.
Uma limitação é a realidade, a qual abrange o presente estado do
conhecimento científico e tecnológico, o presente estado da acumulação de
capital da economia, a consequente produtividade da mão-de-obra que tal
acumulação permite aumentar, e o relativo desempenho de diferentes indivíduos
cooperando conjuntamente em um arranjo de livre concorrência econômica e de
busca pelo interesse próprio. Sob o
capitalismo, como resultado da concorrência e da busca pelo interesse próprio,
essa limitação é continuamente expandida e o nível de consideração e
preocupação para com o próximo aumenta continuamente, pois a existência de
terceiros representa a existência de consumidores.
O
outro tipo de limitação ao sistema de saúde são os decretos arbitrários feitos
pelo governo. Quando o governo assume o
controle do sistema de saúde, ele passa a decidir quem pode receber cuidados
médicos e até que ponto. Sob o controle
estatal, a limitação ao sistema de saúde tende a ser fixa — declinante até. O desenvolvimento do sistema de saúde passa a
ser em grande medida proibido, pois é visto como uma ameaça ao orçamento do
governo; e esse declínio do sistema atrai médicos que se contentam em ser meros
instrumentos das políticas do governo, pois veem no sistema oportunidades de
politização e sindicalização. O declínio
da saúde também se torna um mero reflexo do declínio econômico geral, resultante
das políticas necessárias à manutenção de um grande sistema de saúde estatal,
políticas essas (tributação e gastos crescentes) hostis à acumulação de capital
e à eficiência econômica.
Outro
internauta, mais à esquerda, apresentou a solução para tudo:
Altruísmo, empatia, afeto — essas são ideias
essencialmente inerentes à sociedade, e não ao mercado. Um sistema público de saúde é parte da
natureza altruística da sociedade, e surgiu não de necessidades puramente
comerciais, mas sim porque a maioria das pessoas deste planeta tem empatia por
aqueles que estão doentes, por aqueles que não têm saúde. Pessoas formam sociedades coletivas
exatamente por esta razão: para dividir as dificuldades, aflições e infortúnios
da vida, de maneira equânime e justa, entre aqueles que podem e aqueles que não
podem arcar com tudo isso.Apenas anarquistas insensíveis podem ser contra isso, pois
têm a ideia doentia de que todas as pessoas são isentas da obrigação de ajudar
qualquer outra pessoa, não importam as circunstâncias. Daí a ideia de que é desnecessário ter um
governo para ofertar serviços para todos.
Também devem crer que a educação deve ser relegada a um domínio
puramente comercial…Será que tais pessoas conhecem o conceito econômico de
altruísmo ou isso é algo que está tão longe do âmbito moral delas, que nem
sequer sabem que isso existe?Espero sinceramente que tais pessoas comecem a olhar para
os pobres, para os desempregados, e para aqueles que nasceram com deficiências naturais,
como baixa inteligência ou inaptidões físicas e mentais, e tentem se colocar no
lugar deles. Provavelmente será muito
difícil fazê-lo, mas, se conseguirem, tenho a esperança de que sentirão remorso
por essa horrenda e egoísta postura em relação à saúde pública.
Este
internauta aponta o altruísmo como solução para as privações humanas. Se fosse verdade, a escassez no mundo poderia
ser abolida por decreto. O fato é que o
altruísmo como política pública é a filosofia da angústia, do sofrimento, da pobreza e do ódio de um
ser humano por outro. É a filosofia que
pautou a Era das Trevas e fundamentou criações como a tortura, a Iron Maiden (Donzela de Ferro), e a
queima de pessoas vivas em estacas.
A
civilização foi construída sobre a filosofia do egoísmo e do reconhecimento de
que o indivíduo tem o direito de buscar egoisticamente sua própria
felicidade. Isso levou ao consequente reconhecimento
de que a maneira de se realizar tal objetivo é através da cooperação social
voluntária e pacífica sob um arranjo de divisão do trabalho. Os ganhos obtidos com a divisão do trabalho fazem
com que cada indivíduo tenha um interesse racional e egoísta na existência e no
bem-estar de outras pessoas, bem como na liberdade individual delas e no seu direito
de buscar a própria felicidade. Esse é o
arranjo que progressivamente aumenta a oferta de bens e serviços em uma
economia, aumentando assim a qualidade de vida de todos.
Sob
esse arranjo, cada indivíduo está apto a utilizar sua mente da maneira que mais
lhe aprouver; para analisar o mundo em busca das oportunidades que este lhe
oferece para a melhoria de sua vida, e para escolher a melhor das oportunidades
que se abrirem para ele. Seus esforços
são quase sempre enormemente auxiliados pela cooperação com outros indivíduos,
que são os ofertantes de tudo que ele compra, os consumidores dos bens que ele
vende ou os empregadores da sua mão-de-obra.
Sob o capitalismo de livre mercado, cada indivíduo obtém a cooperação de
outros por meio de um processo de trocas voluntárias, no qual ambos os lados ganham.
Nesse
arranjo, o indivíduo passa a considerar as outras pessoas com benevolência,
pois a existência delas torna melhor e mais fácil a sua própria existência. Sob essas condições, as pessoas estão
preparadas, dentro de certos limites, a ajudar outras pessoas que estejam
sofrendo em decorrência de fatores externos ao controle delas. Assim, elas ajudam vítimas de terremotos,
enchentes, queimadas e todos os outros desastres naturais. Elas ajudam pessoas que incapazes de se
ajudar a si próprias, incluindo-se nesse grupo aquelas que estão na
miséria. Porém, tais ações não são seu
objetivo principal — ou, via de regra, seu objetivo supremo. Trata-se de algo secundário, e que vai
depender de como elas almejam buscar a própria felicidade; de como a sua felicidade
é influenciada pelo fato de saber que estão ajudando ao próximo. A ajuda caritativa é em si um ato de egoísmo e interesse próprio,
pois, ao ajudarem o próximo e se sentirem bem com isso, tais pessoas estão
simplesmente buscando o próprio bem-estar.
Por
outro lado, em uma sociedade gerida pelo altruísmo, cada indivíduo
inevitavelmente considera todos os outros indivíduos como fonte de tormento e
miséria. A existência de outras pessoas
representa uma constante reivindicação sobre sua riqueza e sobre seu tempo —
e, assim, sobre sua capacidade de desfrutar sua vida. Em tais circunstâncias, o indivíduo
facilmente chega à conclusão de que estaria melhor caso essas outras pessoas
não existissem. Nesse caso, ele estaria
livre de todo o fardo que elas lhe impõem.
O
altruísmo implica o uso da coerção — e, após certo ponto, ele irá depender
totalmente dela. Isso porque a maioria
das pessoas não irá se sacrificar voluntariamente em prol de desconhecidos;
certamente não a uma intensidade que seja suficiente para satisfazer as
demandas dos partidários do altruísmo.
Por
exemplo, em uma sociedade livre, em que não haja interferências governamentais,
um indivíduo pode estar entusiasticamente disposto a contribuir voluntariamente
com, digamos, 5% de sua renda para fins caritativos. Sob um contínuo e crescente bombardeio de
propagandas que o acusam de ser mau e insensível por estar contribuindo com tão
pouco, ele pode relutantemente se dispor a acrescentar mais 5%, apenas para
silenciar seus críticos e talvez para amenizar a culpa que ele foi levado a
sentir. Porém, dificilmente alguém
estará disposto a voluntariamente contribuir com um quarto ou com metade da sua
renda. É por isso que o imposto de renda,
inspirado no altruísmo, depende da ameaça de cadeia para todos aqueles que se
recusarem a pagá-lo.
As
pessoas voluntariamente e entusiasticamente fazem coisas que consideram ser
benéficas para elas próprias. Apenas sob
coerção é que elas relutantemente farão coisas que consideram ser prejudiciais
a elas próprias. O altruísmo como um
modo de vida é apenas dor, sofrimento e agonia.
Poucos irão tolerar esse arranjo — exceto se houver coerção.
Um
grande exemplo de uma sociedade formada sobre os fundamentos do altruísmo foi a
União Soviética, a qual se tornou conhecida pelo tratamento bárbaro e odioso dispensado
aos seres humanos que ali habitavam. O
resultado da prevalência do altruísmo foi bem exemplificado por uma história
que era amplamente contada na União Soviética.
É a história do russo para quem Deus concedeu o privilégio de poder
pedir algo que ele gostaria que Deus fizesse por ele, sob a concordância de
que, o que quer que Deus fizesse por ele, Ele faria em dobro para seu
vizinho. Após ouvir essa oferta, o russo
sem pestanejar pediu a Deus que arrancasse um de seus olhos, para que seu
vizinho consequentemente perdesse os dois. (Essa história foi relatada por
Hedrick Smith, em seu livro The New
Russians, New York:
Random House, 1990, p. 204).
Resultados
maravilhosos do altruísmo.
Por
outro lado, naquele sistema que é considerado a antítese do altruísmo, as
pessoas se beneficiam quando outras pessoas vão atrás de seus desejos
próprios. Os maiores e mais abrangentes
ganhos mútuos sob o capitalismo ocorrem como resultado de pessoas que constroem
grandes fortunas. Sob o capitalismo, fortunas
são construídas pela criação de novos produtos e pela introdução de métodos de
produção mais aprimorados, os quais são a fonte de maiores taxas de lucros. O empreendedor irá poupar e reinvestir a maior
fatia desses seus altos lucros. A
riqueza física que sua crescente fortuna representa — as fábricas, os
maquinários e os equipamentos, os estoques de materiais, componentes,
suprimentos etc. — é utilizada para produzir bens que o público em geral irá
consumir.
Ao
mesmo tempo, essa sua riqueza é a base para a sua crescente demanda pela
mão-de-obra que as outras pessoas vendem.
O público em geral, formado por pessoas que são vendedoras de
mão-de-obra e compradoras de bens de consumo, é na realidade o maior
beneficiário da riqueza construída sob o capitalismo de livre mercado. (Apenas
pense em quantos imóveis, automóveis, aparelhos de televisão e outros bens de
consumo pertencem a todos os trabalhadores comuns de um país razoavelmente
desenvolvido e compare esse número ao número desses mesmos bens que pertencem a
todos os magnatas desse país). Além do
mais, as altas taxas de lucro obtidas com a introdução de aprimoramentos
rapidamente atraem a concorrência de outros empreendedores, o que reduz as
taxas de lucro a um nível mais modesto.
Caso queira continuar obtendo uma alta taxa de lucro, o empreendedor
terá de continuamente introduzir novos aprimoramentos. O resultado líquido desse processo é um progressivo
aumento no padrão de vida de todos.
Abandonar
esse fabulosamente próspero sistema de cooperação mútua e de busca pelo
interesse próprio e substituí-lo por um outro sistema cuja característica
essencial é a do governo apontando uma arma para a cabeça das pessoas
exatamente com o intuito de proibi-las de buscar seus próprios interesses e obrigá-las
a agir contra seus próprios interesses é um ato de inacreditável
autodestruição. Se é isso o que as
pessoas de um país qualquer querem escolher, que seja. Mas que elas saibam enfrentar as consequências.
_______________________________
Veja
também:
Como Mises explicaria a
realidade do SUS?
Quatro medidas para melhorar o sistema de saúde
Algumas observações
fundamentais sobre a natureza benevolente do capitalismo

Assim como dizia Ayn Rand…
É isso aí, grande George Reisman.
Pelo código penal é crime não prestar assistência aos desamparados:
Art. 135 – Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, […] à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública.
A lei menciona o risco pessoal como limite da obrigação de socorrer. Refere-se, pois, à vida e integridade física do omitente. Se o risco é de natureza patrimonial, e de pequena monta, não há como escapar do enquadramento típico. Quem se nega a prestar auxílio porque vai consumir gasolina ou sujar de sangue o banco de seu carro, ou deixar de realizar algum negócio, perdendo dinheiro, comete inapelavelmente o delito em pauta.
Para algumas pessoas, ter o direito a vida inclui ter o direito a receber ao menos as necessidades mínimas suficientes para se continuar vivo. Mas suponha que o que na verdade é o mínimo suficiente que um homem necessite para continuar vivo seja algo que ele não tenha nenhum direito de receber? Se eu tenho uma doença terminal e a única coisa que irá salvar minha vida é o toque da mão gélida de Henry Fonda em minha testa febril, então ainda assim, eu não tenho o direito de receber o toque da mão gélida de Henry Fonda em minha testa febril. Seria extremamente gentil da parte dele voar da costa oeste para me prover isto. . . . Mas eu não tenho absolutamente nenhum direito ante qualquer um que ele deveria fazer isso por mim.
Em resumo, é inadmissível interpretar o termo “direito a vida”, para conceder a alguém um direito de compelir a ação de outra pessoa para prolongar aquela vida. Em nossa terminologia, tal direito seria uma violação inadmissível do direito de auto-propriedade de outra pessoa. Ou, como a professora Thomson convincentemente coloca, “ter o direito a vida não garante ter um direito que lhe seja dado o uso e nem ter um direito de poder continuar a usar o corpo de outra pessoa — mesmo se a própria vida de alguém depender disso”.
http://www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=18
Concordo plenamente, exceto na questão do aborto. Se a vida de outrém é dependente de algúem por consequência das ações dessa pessoa, não é direito dela agredir a propriedade (vida) da pessoa.
Não dá pra concordar com Rothbard nesse caso, por mais brilhante que o cara seja.
Do mais, realmente, não tem o que se falar. Duro é praticar isso num país onde as propriedades tem “função social”.
Hoje tava debatendo com 2 amigas que achavam “injusto uns pagarem impostos enquanto outros sonegam”.
Sem perder a oportunidade de introduzir o Libertarianismo, expliquei como o sonegador gera empregos, investe, barateia produtos e o papel do Estado em foder a vida das pessoas…
O que ouvi das duas é que eles não abaixam preços, compram carros e outros “luxos pessoais” com o “maldito lucro” e que a lei é feita pra ser seguida por todos.
Ao menos elas não defendiam o Estado, o problema era só uns pagarem impostos e outros sonegarem.
Então, sensível como sou, sugeri que caso ela visse alguém ser assaltado na rua, ela se oferecesse para ser assaltada tbm, afinal, seria injusto uma pessoa só arcar com o prejuízo.
Hhaehoehoehoehohoaeh
O Reisman falou tudo que os “caçadores-de-tetas-públicas” não querem escutar.
Acho que essa ligação entre individualismo e egoísmo era algo que deveria ser execrado do movimento liberal. A visão de Hayek me parece muito mais acertada. Individualismo NÃO é egoísmo.
“O liberalismo não requer ação por puro autointeresse em uma família ou em uma empresa, e não há nada iliberal em se comportar altruisticamente e em se preocupar com o todo de uma organização. O comportamento autointeressado em ordens íntimas é rude e frequentemente imaturo, e tentar racionalizá-lo através de uma filosofia política faz com que o indivíduo pareça narcisista e bitolado. A compreensão da distinção hayekiana entre ordens e organizações pode ajudar os liberais a evitarem tanto as más teorias sociais quanto o mau comportamento social.”
http://www.ordemlivre.org/textos/1272/
Ora, não sou religioso, mas, nessa concepção de egoísmo como sendo moralmente superior ao altruísmo não faria de Jesus um comunista? Um budista, por exemplo, estaria sendo anticapitalista ao ser favorável ao altruísmo?
Na minha opinião, tratar o egoísmo como moralmente superior é ser tão antinatural quanto tratá-lo como moralmente inferior. O capitalismo liberal é bom, justamente, por ser ético, cientificamente fundamentado, e não por ser moralista. A biologia afirma que o altruísmo realmente existe:
“A conduta humana (para a qual reservaremos o termo “altruísmo moral” ou psicológico) está fixada também por seleção natural, assim que obedece por completo à definição do altruísmo biológico que dávamos antes. Os humanos, por meio do comportamento moral, diminuem seus recursos ao favorecer a outros indivíduos, parentes ou não. O “altruísmo moral” é, portanto, um tipo especial de “altruísmo biológico”. O mesmo poderia dizer-se do “altruísmo social”, se denominamos assim ao dos insetos da ordem Hymenoptera. Esta é a postura que cabe assinalar a Darwin, aos neodarwinistas, aos etólogos e aos sociobiólogos. Mas conviria insistir em algo que, por óbvio, não se deve ( e não se pode) deixar, com freqüência digna da melhor causa, olvidar : ao sustentar que o altruísmo moral é um tipo especial de altruísmo biológico não se está reduzindo a ética à biologia.”
jusvi.com/artigos/27397
Não concordo com esse tipo de argumentação, dá uma ideia de que individualismo é o mesmo que egoísmo e de que coletivismo é o mesmo que altruísmo. E dá a ideia de que o liberal defende um indivíduo autosuficiente, o sabemos ser um absurdo.
Abraços a todos, parabéns pelo site.
E estão nessa de dizer que Idade Média é “era das trevas”.
Nossa gente defendendo a idade média… acham que a igreja é santinha porque mandou os governos seculares mantarem… invés dela própria…
Quanto ao altruísmo e biologia, esse discurso só existe porque é politicamente correto, Richard Dawkins refutou isso no Gene Egoísta.
“Mas, primeiro devo tratar de uma explicação particular errônea de altruísmo, porque ela é amplamente conhecida e até mesmo amplamente ensinada nas escolas.
Esta explicação está baseada numa concepção errada que já mencionei, segundo a qual as criaturas vivas evoluem para fazer coisas “pelo bem da espécie” ou “pelo bem do grupo”. É fácil ver como esta idéia teve origem na Biologia. Grande parte da vida de um animal é dedicada à reprodução e a maioria dos atas de auto-sacrifício altruísta observados na natureza são realizados pelos pais para com seus filhotes. “Perpetuação da espécie” é um eufemismo comum para reprodução e é, inegavelmente, uma conseqüência da reprodução. É necessário apenas uma ligeira deturpação da lógica para deduzir que a “função” da reprodução é “de” perpetuar a espécie. Daí basta um pequeno passo falso para concluir que os animais em geral se comportarão de forma a favorecer a perpetuação da espécie. O altruísmo em relação aos outros membros da espécie parecerá resultar.
Ridículo é o discurso socialista contra o capitalismo e o lucro.
Mas alguns aqui, em outros temas, tem o mesmo conhecimento que um socialista tem de economia. E a mesma má disposição (principalmente).
Saudações, mais uma vez um artigo excelente, realmente como disse o senhor Matheus P., em 1960, Ayn Rand anteviu e nos brindou com A Revolta de Atlas, inclusive leitura obrigatória a todos que ainda não conseguem ver a cabeça,o corpo e os membros do Leviatã.
Não sei o que faz alguns pessoas unirem egoísmo a falta de ética.
( Divulgando ) \r
Aproxima-se a grande explosão do ouro \r
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26/8/2011 \r
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Quando ele acordar será tarde demais…\r
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O especialista em ouro, Walter K. Eichelburg, esclarece o desenvolvimento do preço do ouro: ele vê uma “repressão brutal” da cotação do nobre metal pelos bancos. Para muitos especuladores, deve ter sido uma “terrível” semana.\r
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Deutsch Mittelstands Nachrichten: Como você explica a repentina queda da cotação do ouro?\r
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Walter Eichelburg: Não foi uma queda, mas sim uma repressão brutal do preço do ouro pelos grandes bancos e bancos centrais. Foi despejado no mercado cerca de 100 toneladas de ouro. Com 1.900 Dólares/onça, a cotação era muito crítica ao sistema financeiro. Uma fuga em pânico para o ouro poderia ter começado a qualquer momento. Isso seria o fim do sistema. Trata-se apenas de mais alguns dias.\r
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DMN: Os especuladores realizaram simplesmente seus lucros ou você vê uma intervenção proposital?\r
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Eichelburg: Claramente os especuladores também lucraram na fase final do aumento da cotação. Não apenas através dos papéis, mas também com o ouro físico. Mas a maioria dos especuladores, principalmente todos a crédito ou no mercado futuro devem ter sido alvejados terrivelmente. \r
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DMN: Uma tese diz: somente quando o ouro físico for comprado, então não será mais possível conter o preço do ouro. Nós já chegamos a esse ponto? \r
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Eichelburg: Nós estávamos de fato lá, mas não tínhamos ainda o pânico. Assim que uma pequena porcentagem do capital investido em títulos ao redor do mundo migrar para o ouro, sua cotação explodirá – fim do sistema pela hiperinflação. \r
\r
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DMN: Você acredita que no curto prazo o preço ainda cairá mais? \r
\r
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Eichelburg: Tenta-se nesse momento manter afastados os especuladores através do aumento dos dividendos da bolsa de futuros dos EUA. Em maio, isto foi feito também com a prata. Possivelmente eles consigam ainda arrastar a cotação do ouro até US$ 1.600/onça. Mas provavelmente nós já chegamos ao fundo do poço com US$ 1.700. A situação do sistema é muito crítica. O sistema bancário e o Euro estão em bancarrota. Logo vivenciaremos sim a grande explosão da cotação do ouro. \r
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DMN: Qual é sua previsão a médio prazo para o ouro, até o fim do ano? \r
\r
\r
Eichelburg: Digamos que alcançaremos algo em torno de US$ 25.000/onça. Provavelmente já terá acontecido o crash e haverá novas moedas. \r
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Deutsche Mittelstands Nachrichten, 26/08/2011.\r
http://www.deutsche-mittelstands-nachrichten.de/2011/08/23590/\r
Matheus Polli mande para o eu email A Revolta de Atlas, a virtude do egoísmo e outros que vc tiver, solicite o email a administração do site, prefiro não expor publicamente por segurança.
Obrigado
Eu não vou mentir a vocês, não li o artigo, mas vejo que muitos comentários estão girando acerca desse debate babaca “altruísmo x egoísmo” e gostaria de tecer algumas considerações sobre isso.
Acho que o pessoal do IMB tem que enfocar que essa ideia de “altruísmo” popularizada pela esquerda é só uma ferramenta retórica que eles usam para manipular os outros. Quando se percebe que as teorias marxistas não têm um pingo de consistência sob ponto de vista algum (tanto empírico quanto racional, e eu me refiro a quase tudo que Marx escreveu sobre Filosofia, Sociologia e Economia), só resta à esquerda apelar para a retórica: usar e abusar de argumentos completamente vazios, como “justiça social”, “igualdade”, etc.
Esses argumentos não têm lógica alguma, são meramente recursos que apelam para o lado EMOCIONAL das pessoas. A esquerda faz isso porque tem Ph.D. em manipulação e sabe que o lado emocional, em pessoas não-acostumadas com rigor metodológico científico, desempenha um papel pesadíssimo, essencial até eu diria, no convencimento delas. É assim que eles constroem a imagem do Capitalismo liberal como “exploração” e “gerador de pobreza e de mesquinharia”: apelando para o lado sentimental das pessoas (é óbvio que, aqui, estou desconsiderando que Mises provou cientificamente que mesmo essas afirmações vão de encontro à realidade positiva).
A verdade é que esses argumentos não diferem em nada das formulações que os jus naturalistas tentam fazer sobre Direito Natural: não existe prova racional de que a sociedade tem de ser igualitária, nem de que deve haver “justiça social”, nem sequer do que é justo ou não é; positivamente falando, o que existem são opiniões, as nossas concepções do que é bom e do que é mau, do que é justo e do que é injusto, etc.
Justamente por esse motivo eu acho esse debate tão infrutífero, e não é à toa que seja assim, afinal de contas, quem começou a discussão foi a esquerda, hehehe.
Este internauta aponta o altruísmo como solução para as privações humanas. Se fosse verdade, a escassez no mundo poderia ser abolida por decreto. O fato é que o altruísmo é a filosofia da angústia, do sofrimento, da pobreza e do ódio de um ser humano por outro.
Pelo contrário, o egoismo é a filosofia do ódio. O egoísmo é sempre destrutivo. O egoísta não consegue se satisfazer com o bem do próximo. Ele precisa ver os outros na merda, puxar o tapete, e se vingar dos outros para se sentir bem. A superioridade dele baseia-se na necessidade alheia e tendo a disponibilidade de ajudar mas negando conscientemente. O cume da escala moral do egoísta é sempre ele mesmo.
É a filosofia que pautou a Era das Trevas e fundamentou criações como a tortura, a Iron Maiden (Donzela de Ferro), e a queima de pessoas vivas em estacas.
Pô, o cara colabora com mentira esquerdista de “Era das Trevas”. Quem já leu Thomas Woods sabe que essa história de Era das Trevas é um mito.
O principal problema dos libertários é a sua associação com o Objetivismo de Ayn Rand, que é uma ideologia tão perversa quanto o Socialismo. A diferença é que ela é explicitamente ruim, diferente do Socialismo marxista que é maquiado por toda aquela ideia de luta de classes e engana os desavisados. Oras, como alguém pode ser a favor de uma ideologia que fala que as pessoas não devem ser altruístas? Só sendo um completo inepto ou mau-caráter mesmo. É óbvio que não passa de mais uma tentativa de destruir os valores Cristãos. Sugiro que os libertários se mantenham focados na parte econômica escrita pelo Ludwig Von Mises e esqueçam esta baboseira ideológica de Rand, Rothbard, etc.
Aviso aos interessados, que podem encontrar “A virtude do Egoismo”, em português, no site “Libertarianismo”. A leitura é interessante e instigadora.
Não existe “virtude” no egoismo. O egoísmo é sempre destrutivo. O egoísta não consegue se satisfazer com o bem do próximo. Ele precisa ver os outros na merda, puxar o tapete, e se vingar dos outros para se sentir bem. A superioridade dele baseia-se na necessidade alheia e tendo a disponibilidade de ajudar mas negando conscientemente. O cume da escala moral do egoísta é sempre ele mesmo, enquanto que no indivíduo caridoso o cume está acima dele, muitas vezes você precisa se esforçar para fazer caridade. Exige uma obediência interior.
A característica elementar da caridade e do altruísmo é exatamente um exercício de anulação de si, a Morte do Ego. Aliás, não preciso citar de novo o São Francisco de Assis, um filho de um comerciante rico, renunciou a tudo para ajudar os mais pobres, e passou a viver como um mendigo pela fé. Isso é altruismo. O seu Ego é justamente surrado na hora de pôr o ato em prática. Muitas vezes, para praticar uma boa ação, você até perde com isso.
Outra coisa: por que o auto-sacrifício é imoral? Por exemplo, os estilitas como medievais ficavam em pilares a passavam o resto da vida de pé. Isso é auto-sacrifício. O que há de imoral nisso?
Esse site me faz me sentir(descobrir?) burro.
Gostaria de dar os parabéns ao autor do texto. Traduziu a realidade! Uns dos melhores artigos sobre saúde!
Excelente artigo, mas confesso que fiquei triste ao ler…
“No entanto, mesmo em um sistema de irrestrito capitalismo de livre mercado, sempre haverá algumas pessoas que morrerão porque precisavam de mais e melhores cuidados médicos, os quais poderiam ter-lhes sido ofertados, mas que estavam além de seus recursos financeiros. Simplesmente não há como evitar isso.”
Deve ser horrível essa situação, ficar apenas esperando a morte vim, porque não ha dinheiro. =(
Prezados Amigos do IMB
Não querendo desvirtuar o cerne de seus debates, mas gostaria de saber se por acaso, alguém poderia me indicar posts acerca da dívida interna, e dos motivos que o governo segue suas políticas econômicas atuais.Gostaria muito de poder conhecer e entender mais a respeito sobre a dívida pública e sua relação com os bancos.
Grato pela atenção!
Boa tarde.
Parece até que ele está rebatendo comentários que leu na carta capital….
Obrigado.
Senhores, desculpem, mas tratar saúde como mercado livre, não tem como, abro o leque do mercado livre para qualquer outra área, mas saúde e lucro, nunca, jamais , iriam se unir para uma melhora de ambos os sistemas… Isso impediria até mesmo o avanço de curas de doenças, imaginem um doente com um determinados vírus, onde o tratamento custe 8000 , e um homem consegue descobrir que a cura, custaria no máximo 50, vcs creem mesmo que tal empresa ou instituto médico, irá abaixar o preço para esse custo, perdão, mas o mesmo ocorre para tratamentos de alguns médicos que vejo em clínicas até mesmo particulares em países “desenvolvidos”, perdoem, mas esse negócio de “livre mercado” em área tal primordial, podemos tratar como um simples Bunisses.
A questão da caridade sempre deve ser levada junto com a virtude da prudência…
Por exemplo, dar dinheiro a flanelinhas é ruim para você, para ele e para a sociedade.
Mais caso você o faça para preservar o seu carro você está caindo no relativismo moral.
Por ser egoísta.
No entanto, você pode muito bem comprar algo para que ele possa comer, e isso seria louvável. Pois você pode despertar algo bom nesses senhores. Bem como poderá sentir-se bem com isso (ou não), e talvez evitar que esses cometam algum delito e até mesmo mudem de vida ao ver que nem todos são “porcos capitalistas” que eles foram levados a acreditar.
Mais que dado alguns comentários parece que eles estão corretos. Alguém falar que é normal vender os filhos, abortar etc, etc e ainda querer justificar isso é falacia das grandes. Tipico comportamento comunista, feminista, funças uahuah
Eu inclusive acho que dar dinheiro é prejudicial em quase todos os casos.
É bem aquele tipo de “socialites” tão conhecidos de nós brasileiros. Geralmente esposas de estatistas safados, que ainda não quebraram por serem amigos do rei e escravizarem toda uma população à décadas.
Esse tipo de atitude acaba gerando coisas como essa aqui:
Bem típico de pessoas que reclamam do governo e são funças. Walter Block = típico Libertário Brasileiro (não todos claro).
http://www.youtube.com/watch?v=NwWoY3OuBYA
Agora mudando um pouco de assunto, eu estava ouvindo a MEC FM nessa sexta-feira última e nesse mesmo dia “comemorou-se” de forma bem silenciosa é claro os 10 anos do programa de fomento a agricultura familiar, um programa sancionado pelo Lula que visava e ainda visa comprar alimentos de produtores familiares locais diretamente sem atrevassadores e utilizar tais alimentos para abastecer programas subsiados pelo governo como os sopões populares que agora tem o nome de restaurante popular, onde por 2 reais é possível ter uma alimentação, um almoço ou uma janta, os alimentos também abastecem postos de saúde e escolas públicas etc.
O Mises.org.br já públicou algum artigo em relação a esse programa?
Gostaria de saber se já houve algum estudo quanto ao nível de estrago causado pelo programa ou se pelo contrário ele está sendo benéfico pelo menos a um grupo de politicos como a própria Dilma por exemplo.. Queria saber qual o angu que está por debaixo desse caroço.
Att
A partir do momento em que fala que o altruísmo pautou a era das trevas (o que seria era das trevas para ele afinal?) e a tortura perdeu completamente a razão.
Confundir falta de liberdade individual com valores morais é um erro fatal quer acompanha todo o texto.
Altruísmo é uma virtude. Que simplesmente NÃO EXISTE quando uma pessoa é forçada a, por exemplo, dar dinheiro para sustentar outra pessoa. Não existe solidariedade ou caridade forçada. Isso é a antítese do altruísmo.
Sendo assim, ao exaltar o egoísmo, o autor destrói uma das bases que permitiriam uma menor participação do estado da vida da população, sem sequer perceber isso.
Amanhã chegam os estatistas e dizem: “Viu só? As pessoas são todas egoístas, é por isso que precisamos tomar a força, porque senão ninguém vai te ajudar caso você precise”. E vão convencer muita gente, pois todos estamos sujeitos a precisar da ajuda alheia no futuro. Esse tipo de argumento é ótimo para um estatista. O faz ganhar no terreno da moral e o ajuda a aumentar o tamanho do estado motivado pelo medo.
Enfim, o autor acaba chegando a resposta correta, mas por fundamentos filosóficos e morais equivocados.
Gosto da ideia do Ron Paul de usar uma especie de “seguro” de saude, ou seja, precisou de um cirurgia ou um tratamento caro aciona o seguro que voce paga todo mes e ele cobre. Caso necessite de simples consultas ou exames voce paga do seu proprio bolso.
Alguns ainda dirão mas e os pobres que não tem dinheiro para pagar essas consultas… mas aquela coisa né dinheiro para comprar carro, smartphone, TV eles tem. hehe
Logicamente um sistema desse deveria ser totalmente privado, sem intervenção estatal ou regulação e com liberdade de atuação e de novos entrantes.
Vantagem disso tudo que seria um mercado com competição e não ficaria na mão de serviços estatais unicamente.
Não estou dizendo que empresa estatal seja melhor que privada, mas e quanto aos famosos casos de medicina pública que dizem ser bons? Já sei que Cuba é uma farsa, mas e Canadá e Reino Unido? Saindo um pouco da questão exclusivamente da saúde, queria saber se pela teoria austríaca, obrigatoriamente, uma estatal será ruim. Porque um socialista chega e dá um exemplo de uma estatal de transportes que funciona bem, e fica se gabando disso. Não pode haver meritocracia na empresa, que a faça ser boa? Ou isso é só no curto prazo, e no longo, ela se tornará obsoleta?
Bom artigo.
Penso ser melhor usar o termo “interesse próprio” do que “egoísmo” (Adam Smith usou o primeiro), pois “egoísmo” tem uma conotação de arrogância, maldade, falta de caráter. Eu sei que não é neste sentido que usam a palavra, mas muitos podem entender errado e é bom prevenir mal-entendidos.
O “altruísmo” ou “caridade” significa fazer voluntariamente algo de bom por uma pessoa apenas pelo prazer de ajudar, sem esperar nada em troca dela. Ora, se o altruísmo é por definição voluntário (aquilo que fazemos além da nossa obrigação), então ele não pode ser feito sob coerção sem deturpar-se. Se eu sou obrigado a ser altruísta, então não estou sendo altruísta de fato.
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Parabéns! Ninguém é obrigado a nada, nem a ser voluntário.
Hospital surgiu da caridade cristã. Não tem nada a ver com busca pelo lucro.
Leiam:
Como surgiram os Hospitais
Menos Ayn Rand, Mais Bíblia.