Imagine
que você está em sua casa, sentado no seu sofá, assistindo à sua
televisão. De repente, uma quadrilha de
ladrões invade sua casa e rouba esse seu aparelho.
O
que você faz?
Dado
que a função do governo é proteger os direitos de propriedade, você
provavelmente chamará a polícia. Se
tiver muita sorte, você recupera sua televisão, os larápios vão para a cadeia e
sua vida voltaria para o normal, na medida do possível.
Até
que…
Três
meses depois, os ladrões fogem da cadeia e, como esperado, roubam sua televisão
novamente. Só que desta vez eles agem de
maneira mais perspicaz: eles contratam a máfia para fazer isso.
Você
diria que há alguma diferença entre esses dois arranjos? Dificilmente.
Afinal,
você ficou sem sua televisão e os ladrões continuam sendo os responsáveis pelo
roubo — ainda que não tenha sido eles quem fisicamente roubou sua televisão.
Com
muita sorte, você recuperaria novamente sua televisão, os larápios e a máfia iriam para a cadeia, e sua
vida voltaria ao normal… Mas provavelmente nunca mais haveria um ‘normal’
após isso.
Mas
o que aconteceria caso a máfia, impune, resolvesse doar sua televisão para uma
família menos “financeiramente favorecida”?
Será que esse ato de “caridade” faz com que o roubo de sua propriedade
pessoal passe a ser considerado algo aceitável?
Definitivamente
não.
Sempre
que alguém rouba sua propriedade, por qualquer motivo, com ou sem a ajuda da
máfia, trata-se de um ato criminoso de
agressão.
Pergunta:
o que uma quadrilha de ladrões e a máfia têm em comum com Frédéric
Bastiat? Nada. Porém, foi Bastiat quem certa vez disse:
O
governo é a grande ficção por meio da qual todos querem viver à custa de todo o
resto.
Bastiat
observou que, em vez de contratar a máfia, os larápios modernos — de todos
os tipos e classes — simplesmente recorrem ao governo para conseguir o que
querem.
Atos
de agressão que são considerados criminosos quando cometidos por mim ou por
você, repentinamente se tornam legítimos quando cometidos pelo governo —
transmutação essa que é conhecida como a ‘mágica da legislação’.
Essa
mágica permite que indivíduos ou grupos de indivíduos estejam legitimamente
autorizados a roubar a vida, a liberdade e a propriedade de outros — e tudo
com a sanção, a proteção e a assistência do governo.
Bastiat
rotulou esse fenômeno de “espoliação legitimada”.
Como
reconhecer uma espoliação legitimada?
Algumas vezes, tais espoliações são explícitas e fáceis de ser
reconhecidas. Quando bancos ou grandes
empresas recebem ajuda financeira direta do governo, para sair de alguma
dificuldade, isso é espoliação legitimada.
Quando
uma legislação obriga você a sustentar autarquias, ministérios e empresas
estatais, ou até mesmo a adquirir compulsoriamente bens ou serviços — como
seguros obrigatórios para você ou para terceiros –, isso é espoliação
legitimada.
Em
outros casos, a espoliação legitimada é mais difícil de ser reconhecida, e pode até mesmo ser vista como algo benéfico
para a sociedade. Por exemplo, subsídios
agrícolas ou previdência social.
Entretanto,
a realidade é uma só: sempre que riqueza é forçosamente transferida de uma
pessoa para outra, isso não é caridade.
Trata-se apenas de mais uma forma de espoliação
legitimada.
Espoliação
legitimada não se limita apenas a assuntos que envolvam dinheiro. Uma coerção governamental que roube a vida ou
a liberdade de alguém é apenas mais uma forma de espoliação — por exemplo,
quando seus filhos são obrigados por lei a frequentar escolas públicas ou
privadas, ou são recrutados compulsoriamente para o exército.
Bastiat
concluiu que
Quando a espoliação se torna um meio de vida para um grupo
de pessoas, elas criam para si próprias, ao longo do tempo, um sistema legal
que autoriza este ato, e um código moral que o glorifica.
Em
outras palavras, a espoliação legitimada transforma os cidadãos em quadrilhas
concorrentes de ladrões, ao mesmo tempo em que transforma o governo em uma
máfia extremamente poderosa e com autonomia para praticar atos típicos de crime
organizado contra os mesmos direitos naturais que ele supostamente deveria
proteger.
Nesse
ciclo vicioso, é apenas uma questão de tempo para que um vizinho espoliador
utilize o governo para espoliar o vizinho honesto.
Portanto,
da próxima vez em que você vir um ato generoso do governo, faça a seguinte
pergunta a si próprio: quem está sendo espoliado para que isso seja possível?
Não
se surpreenda ao descobrir que a resposta é ‘você’.
Esse texto é uma adaptação panfletária
deste vídeo.
Muito bom, o vídeo é muito bem feito!
Poxa, pelo jeito então o cara que fez esse vídeo é contra qualquer imposto! E como que fica o Estado de Direito nisso?
O que é “Estado de Direito”? O que tamanha maravilha tem a ver com meter uma arma na cabeça de uma pessoa e obrigá-la a dar dinheiro para sustentar uma quadrilha de parasitas?
Não entendi a ligação.
“O governo é a grande ficção por meio da qual todos querem viver à custa de todo o resto.”
Meio irresponsável dizer isso…
Ok. A moda agora é satanizar o Estado. Tudo bem que os governos esquerdistas tem transformado o Estado no “mais frio dos monstros frios”. Mas essa coisa de igualar imposto à espoliação não passa de fanatismo liberal. Como se não houvesse nenhuma ideia de contrato por trás da ideia de Estado. Estado agora virou ladrão e pronto. Posso até admitir que um Estado intoxicado por ideologia esquerdista possa ser semelhante a um ladrão, mas essa seria a sua essência? É isso que caracteriza o Estado na sua intenção original? Quero ver os defensores desse liberalismo utópico, desvairado, entregues à própria sorte, para ver se algo iria funcionar minimamente. Lembrem-se de que um governo esquerdista, por mais equivocadas que sejam suas premissas políticas/econômicas, é chancelado por uma maioria democraticamente constituída. Se a sociedade toda se ACANALHOU e passou a instituir a espoliação como meio de subsistência, quem poderá pregar um comportamento diferente? Em nome de quê? Da moral? Dos bons costumes? Da liberdade? E se as pessoas preferirem a escravidão à liberdade? O que faremos? Existe aí um problema existencial (transcendental até) que os liberais preferem ignorar. Ficam fazendo essa pregação moralista em cima do valor da propriedade ao mesmo tempo em que — curiosa contradição — relativizam valores morais em nome de uma super liberdade. Onde pensam que vão parar, afinal?
O liberalismo, quando levado ao radicalismo, beira o esquizofrênico. Precisamos de mais Von Mises e menos Ayn Rand.
O festival de falácias é impressionante. A discussão acabou sendo o cafézinho após o almoço (o texto).
Muito bom o artigo. Mas percebo algumas contradicoes na ideia liberal. Um tempo atras houve um artigo excelente sobre a Suica e como o armamento consciente da populacao garante ha tempos a liberdade do pais, atraves do treinamento -compulsorio- dos homens do pais. Ja esse artigo em um trecho critica essa obrigacao de servir ao exercito, como uma interferencia do Estado na escolha individual. E ai?
Para curtir-se uma vida liberal, no sentido econômico-financeiro, uma sociedade necessita de organizações conservadoras? A Suíça é armada porque seus cidadãos conservam suas tradições seculares de viver armados, defenderem-se a si próprios. São, portando, do ponto de vista filosófico tradicional, conservadores. Há confusão no termo “liberal” quando se muda de economia para a política. Ainda mais quando se traduz do inglês para o português. Governos norte-americanos ditos liberais (democratas) restringiram mais os negócios americanos com o Basil através de taxações e regulamentações do que governos republicanos conservadores. Um poder judiciário conservador observa os costumes da sociedade que julga, prevalecendo a manutenção destes costumes em oposição à adoção de novidades como Direito Alternativo e outros tais. Suíços conservam seus valores tradicionais, como religião, cultura, hábitos e costumes. Já sistemas liberais deixam ao sabor de governos toda a decisão sobre suas vidas: por isso o Brasil está como está. Toda novidade vira lei e toda tradição vira crime. A justiça não tem alicerces fortes em sua tradição, qualquer novidade é prontamente admitida, e tudo vai por espaço. A propriedade é relativizada, a liberdade para negócios é sufucada. Somos conservadores como povo, queremos as coisas certas como devem ser, mas não temos nas instituições o mesmo respaldo conservador esperado. Nossa economia é dirigida para o socialismo e o poder judiciário acompanha esta orientação distribuindo direitos a quem não tem.
Enquanto isso…na calada da noite…\r
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http://www.pampalivre.info/filho_do_presidente_brasileiro_virou_milionario.htm\r
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O filho do Lula tinha um salário de R$ 1500,00 Reais.\r
agora acabou de comprar a fazenda Fortaleza (de porteira fechada) pela simples quantia de R$ 47.000.000,00 (quarenta e sete milhões de reais). O impressionante nesta trajetória de sucesso e rara inteligência é que de um salário de R$ 1.500,00 passou a proprietário, de uma vez só, de um patrimônio de 47 Milhões… \r
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Depois de comprar a referida fazenda, levou essa mesma fazenda a ser a primeira a receber o certificado de exportação de carne para Europa.\r
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No Pará comprou R$ 100 000 000,00 em fazendas com os sócios Duda Mendonça e Daniel Dantas.\r
Mas esta genialidade nos negócios só iniciou com o pai na presidência. \r
Poxa, tem o vídeo traduzido no canal do L+, bem que podiam divulgá-lo ao invés do vídeo em inglês.
“Se não há Justiça, o que é o governo senão um bando de ladrões?”, por Raul Haidar.