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Por que discriminar é correto e natural

Nos
dias de outrora, dizer que um homem estava discriminando significava estar-lhe
prestando um grande elogio.  Significava
dizer que ele tinha gosto: ele sabia distinguir entre o ruim, o medíocre, o bom
e o excelente.  Sua capacidade de fazer
distinções requintadas permitia-o viver uma vida melhor do que em outros
contextos.

Hoje
em dia, em nossos tempos politicamente corretos, discriminação implica ódio
racial ou sexual.  Quem discrimina está,
segundo o senso comum, evocando o linchamento de inocentes, o enforcamento de
negros que não cometeram crime nenhum, e, no extremo, um retorno à
escravidão.  Pelo menos foi isso que
aconteceu com o senador recém-eleito pelo estado do Kentucky Rand Paul, que, durante
sua campanha, afirmou que havia algumas partes da chamada Lei dos “Direitos
Civis” de 1964
que eram repreensíveis. 
Em decorrência disso, a esquerda acionou sua poderosa máquina
difamatória.

Porém,
tudo que o senador Paul estava dizendo é que, embora seja ilícito ao governo discriminar com base em raça,
sexo ou qualquer outro critério, é um direito básico de indivíduos terem a liberdade para demonstrar exatamente quais são
suas preferências.  Trata-se de um
elemento básico dos direitos de propriedade. 
Se os indivíduos não tiverem esse direito, então um importante elemento
da liberdade está irremediavelmente perdido.

Os
gritos de fúria e revolta que recepcionaram tal exposição de ideias foram tão
intensos, que o senador se sentiu compelido a recuar em sua declaração.  Entretanto, estamos aqui para discutir ideias
e não política.  Aqui, a verdade e a
justiça são nossas únicas guias, e não os sentimentos feridos de jornalistas
trabalhando para a mídia convencional e para outros veículos lacrimosos.  Sendo assim, faz-se necessário ser claro e
direto: é mais do que óbvio que qualquer ato de discriminação da parte de
indivíduos — porém, é claro, não da parte do estado — é um direito nato, pois
trata-se do direito à liberdade.   

Quem
discorda disso, por consequência lógica, teria de, por exemplo, impor a
bissexualidade para todos.  A
bissexualidade coerciva é a implicação lógica de qualquer movimento
antidiscriminação.  Por quê?  Ora, homens heterossexuais desprezivelmente discriminam
nada menos que metade da raça humana como indigna de ser sua parceira de
cama/sexo/casamento: ou seja, todos os
outros homens.  Tampouco podem as
mulheres heterossexuais alegar inocência frente a essa terrível acusação; elas,
também, repudiam metade dos seres humanos nesse aspecto. 

E
quanto aos homossexuais masculinos? 
Podem eles rechaçar essa acusação mortal?  Não, eles também se recusam a ter qualquer
coisa com todas as fêmeas nesse contexto. 
Similarmente, as fêmeas homossexuais, lésbicas, criaturas rançosas que
são, também evitam manter relações amorosas com qualquer tipo de homem — de
novo, metade da raça humana.

Portanto,
os bissexuais, e somente os
bissexuais, estão livres de tal acusação. 
Somente eles são totalmente inocentes de incorrer em qualquer
discriminação desse tipo.  Eles são as
únicas pessoas decentes em todo o espectro sexual; apenas eles se abstêm de
incorrer em prática tão abjeta.  (Vamos
aqui desconsiderar o fato de que bissexuais também fazem comparações
individuais baseadas em beleza, idade, senso de humor etc.)

Logo,
se nós realmente nos opomos à discriminação de questões referentes ao coração,
então todos nós temos de abraçar a bissexualidade.  Pois, se não o fizermos voluntariamente, a
implicação lógica é que devemos ser forçados a fazê-lo.  Afinal, recusar-se a aceitar essa conclusão
significa aprovar não apenas tacitamente, mas também ativamente, práticas
discriminatórias — certamente uma das piores coisas dentro do arsenal do
politicamente correto.

É
perfeitamente possível opor-se a esse argumento dizendo que leis contra a
discriminação feita por agentes privados devem ser válidas apenas para empresas
e negócios, e não para interações entre pessoas.  Porém, por que somente para o comércio e não
também para relações humanas? 
Certamente, se há algo como “o direito de não ser discriminado”, então
ele deve ser aplicado em todas as
áreas da existência humana, e não apenas no mercado.  Se nós temos o direito de não sermos assassinados,
ou roubados — e nós o temos –, então esse direito permeia todos os domínios da existência
humana.  Ser assassinado ou roubado
dentro de sua casa é tão igualmente
incorreto quanto o ser dentro de uma loja.

Ademais,
o fato é que as atuais leis antidiscriminação nem mesmo se aplicam
uniformemente no âmbito comercial. 
Antes, sua aplicação depende do “poder” envolvido nas relações, um
conceito bastante sem sentido, pelo menos da maneiro como é utilizado pelos
nossos amigos da esquerda.

Por
exemplo, se eu odeio chineses e, por conseguinte, não quero frequentar seus
restaurantes, não estou violando nenhuma lei. 
Entretanto, se o dono do restaurante chinês, por exemplo, odeia judeus
como eu, ele legalmente não pode me proibir de entrar em suas dependências.  Por quê? 
Porque os vendedores, nesse caso, são considerados mais “poderosos” do
que os compradores.

Porém,
a coisa nem sempre funciona assim.  Se um
grande comprador — por exemplo, uma rede varejista poderosa — se recusar a
comprar estoques de uma empresa fornecedora presidida por uma mulher, porque
tal rede varejista discrimina mulheres, ela jamais ficaria impune mantendo tal
política.

Por
que então deveria esse sentido ilegítimo de “poder” determinar a legalidade de
uma decisão econômica?  Certamente, um
homem “sem poder”, no sentido de ser pobre, não teria permissão para estuprar
uma mulher “poderosa”, no sentido de que ela é rica.  Ou teria? 
Bem, essa defesa nunca foi tentada antes, então, quem sabe?

Outra
objeção: pode ser aceitável que um indivíduo discrimine uma minoria oprimida,
mas se muitos — ou, pior, se todos os membros da maioria — resolverem
incorrer nessa prática, suas vítimas irão sofrer indevidamente e
excessivamente.  Por exemplo, suponha que
brancos se recusem a alugar quartos de hotéis para negros, ou até mesmo a
empregá-los.  Consequentemente, os negros
passarão por sofrimentos e angústias atrozes.

Porém,
tal objeção é economicamente ignorante. 
Se os brancos boicotarem os negros dessa maneira, o livre mercado irá se
levantar em defesa destes últimos. 
Como?  Se nenhum proprietário
estiver concedendo alugueis para um negro, então haverá aí uma grande
oportunidade de lucro.  Mais ainda: os
lucros subirão enormemente em decorrência do simples surgimento desse
arranjo.  Consequentemente, passará a ser
extremamente vantajoso para qualquer empreendedor, no sentido financeiro,
passar a suprir essa demanda de mercado.

O
mesmo ocorre no mercado de trabalho.  Se
os brancos se recusarem a contratar negros, seus salários cairão para níveis
abaixo daquele que de outra forma prevaleceria no mercado.  Isso irá criar grandes oportunidades de lucro
para alguém — seja ele branco ou negro — que decida contratar essas pessoas,
o que o tornará capaz de superar concorrencialmente aqueles que optaram pela
discriminação.

Porém,
esse fenômeno não funcionou para aliviar a má situação dos negros que eram
obrigados a sentar no banco de trás dos ônibus durante a vigência das leis de
segregação racial nos EUA até a década de 1960. 
Por quê?  Porque a entrada no
mercado de fornecimento de serviços de ônibus era estritamente regulada pelas
forças políticas, as quais, antes de tudo, foram as responsáveis pela criação
dessas leis raciais repreensíveis.  Se a determinação
de que negros se sentassem no fundo do ônibus fosse apenas resultado de discriminação
privada, tal arranjo seria completamente impotente e inócuo, pois outras
empresas concorrentes certamente passariam a ofertar lucrativamente serviços de
ônibus para essas pessoas discriminadas.

É
com essas e outras questões que lido em meu mais novo livro, The Case for
Discrimination
(algo como Em Defesa da Discriminação).  A minha esperança é que esse volume possa
lançar alguma luz sobre essas questões, além de se mostrar uma leitura
interessante.

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168 comentários em “Por que discriminar é correto e natural”

  1. Esse artigo vai dar o que falar heim?
    O internauta que nunca ouviu as ideias libertárias que cair aqui paraquedas é capaz de fazer uma denuncia no ministério público.
    Por uma lado ia ser bom.
    Imagina os libertários frente a frente com os burocratas em um debate público?

  2. Gustavo Boscolo Nogueira da Gama

    É… pensando na capacidade de o brasileiro médio interpretar textos, esse aí vai dar problema pro Instituto.\r
    Mas tomara que não.

  3. O finalizinho do texto, que fala sobre o desequilibrio gerado pela descriminação é bem interessante. \r
    \r
    Agora o trecho que filosofa sobre a bissexualidade é puro sofisma.\r
    \r
    []’s

  4. Fábio Maia Ostermann

    Não pude deixar de notar que ao longo do texto, apesar do título afirmar o contrário, em nenhum momento Walter Block afirma que discriminar seja CORRETO. Ele não faz julgamento de valor quanto ao ato de discriminar ou não, apenas afirma que esse julgamento deve ficar a cargo de cada indivíduo interessado, nos limites dos seus direitos de propriedade.

    Não obstante, o texto é bastante coerente e lógico.

    Recomendo FORTEMENTE essa palestra do também genial Walter Williams: fee.org/media/audio/how-much-can-discrimination-explain-2/

  5. Pessoal, fiquei com uma dúvida: o livre mercado tenderia a eliminar essas concepções pois poderia gerar perdas para alguns participantes ou a cois ficaria mais ou menos como é hoje em dia (é claro, sem a coerção do estado)…?

  6. Hoje em dia a discriminação já é considerada correta e natural desde que ela não recaia sobre as supostas minorias oprimidas.

    Por exemplo, é considerado ok para uma boate gay cobrar 3 vezes mais de entrada para mulheres do que para homens ou proibir a entrada delas em certos lugares (não que elas desejam ir, claro), mas é intolerável que um segurança peça um um casal gay que não se beije em um parque com crianças.

    Mas esse é o nosso mundinho idiota de hoje em dia.

  7. Concordo que o texto pode trazer problemas ao Instituto, mas a ideia de que o preconceito é algo estritamente individual e necessário já começa a ser pauta em diversos seminários, estudos, artigos etc.

    Contudo, apesar de citado no artigo, é necessário uma explicação mais abrangente de que muitas das políticas discriminatórias na Am. do Norte foram forjadas e impostas por burocratas, cujo dano social foi muito além do preconceito individual. Este é inevitável, necessário e impossível de ser negado; o preconceito das políticas estatais é perversa em todos os aspectos, pois retira do indivíduo a capacidade da autodeterminação de suas rejeições sociais.

  8. Texto bastante coerente, pelo menos pra mim..
    Mas eu só queria que alguém daqui se erguesse e tentasse o ramo político. Já pensou?

    Meu primeiro passo como presidente(caso fosse eleito), seria mandar chamar Fernando Chiocca, Leandro Roque, Rodrigo Constantino, Hélio Beltrão e todos os que fazem parte do Mises e faria deles os únicos ministros. Ou talvez nem seria necessário tantos assim… Só seria necessário o de segurança(defesa), justiça e economia. O resto é descartável. rsrs

    Por que ninguém daqui se elege nem a vereador pelo menos hein? rs

  9. E quanto aos celibatários? Eles estão discriminando toda a humanidade! Se for para acabar com a discriminação, os padres deveriam ser obrigados a fazer sexo, de preferêmcia tanto com homens quanto com mulheres. Ih… tem discriminação por idade também, não é?

  10. Caro Autor, excelente debate…

    Onde esta o equilíbrio?

    Todos somos livres para ter preferencia, mas somos culpados por discriminarmos ou termos preconceito. Logo se X prefere A ao invés de B e B se sente discriminado nesta decisão, X será obrigado a rever sua preferencia a fim de não ser culpado por ter a liberdade de escolher A.

    Dessa forma:
    1 – Ate quando X terá liberdade de escolha?
    2 – Se X tiver cada vez mais sua liberdade cerceada, qual sua vontade de preferir?
    3 – Qual a situação de A nesta historia? Não seria ele o verdadeiro discriminado?

    Onde esta a consciência nisso tudo?
    Ela realmente tem peso jurídico?

    Abs,

  11. o individuo tem a liberdade de discriminar, e frequentemente discrimina. \r
    \r
    Ao contratar 1 empregado, faz uma entrevistra de emprego com 10 candidatos, e necessariamnete haverá discriminar.\r
    \r
    Normalmente as pessoas são discriminadas pelo nível de educação, é a educação da pessoa o mais forte segmentador da força de trabalho.\r
    \r
    Acho até infantil um texto tão grande para elucidar essa operação social básica, a discriminação. Nem li até o fim\r
    \r
    \r
    mas uma coisa meus caros é a discriminação, outra é a escrotisse… \r
    \r
    No fim das contas, o individúo objeto da discriminação também é livre, bem livre, pra externar seu inconformismo com um golpe na pessoa preconceituosa

  12. Tenho uma notícia que pode ser triste para os leitores: a economia capitalista é a responsável pela aversão contemporânea ao exercício discriminatório. Convido-vos a pensarem comigo. O capitalismo, a partir de sua origem, chegou a uma fase de desenvolvimento em que os patamares progressivos de lucratividade, já financiados, em grande parte, pelo crédito bancário, forçaram, por uma lógica de sobrevivência empresarial, a uma evolução na restrita circulação social do capital descrita pelos economistas clássicos, daí então, tomou corpo aquilo que podemos chamar de democratização do consumo, isto é, o empresariado viu-se obrigado a reduzir a taxa de mais-valia, ou seja, aumentar os salários, dado o aumento na oferta de empregos, necessário para o aumento e a diversificação na produtividade, o que, conjuntamente, possibilitou que a grande camada populacional dos trabalhadores industriais urbanos passassem a ter acesso a mercadorias diferentes daquelas que restritas à garantia de sua subsistência, de forma a salvaguardar o crescimento contínuo a que nossa economia tornou-se dependente e o retorno da mais-valia perdida, mas com o tributo de ainda outras duas dependências: a dependência da mercantilização absoluta de todas as instâncias possíveis da vida e a dependência da inovação na produtividade de bens supérfluos e acessíveis a nova gama de consumidores que forma a base de refluxo do capital. Neste momento, nasceu o comércio a prazo sob sua forma contemporânea herdada da atividade bancária. Pergunta-se: mas o que tudo isso tem a ver com a aversão contemporânea ao exercício discriminatório? Pois bem, a mercantilização total da vida em sociedade, como é de supor-se, é o movimento de transformação em mercadoria de todos os aspectos da existência humana, inclusive o das relações pessoais, de tal modo que todas as coisas passam a ter a mesma característica, a característica de mercadoria. Portanto, o que ocorre é uma desdiferenciação, uma equivalência de utilidade entre todo o material apropriado pelo mercado. Na contemporaneidade do capitalismo, todas as COISAS são iguais, inclusive as PESSOAS, exatamente por que passam a não ser mais do que mercadoria, material de comércio, meio de reprodução econômica que causa uma carência desesperada de identidade, o que iguala todas as formas de comportamento, desde que obedeçam aos parâmetros do mercado, é o que os moralistas chamam de amoralidade (não confundir com imoralidade) do capitalismo. Esta situação, internalizada pelos humanos, dada sua onipresença no mundo cotidiano das relações, é o que dá sustento econômico direto para o discurso ideológico de que a discriminação, como ato primordial da inteligência e da maturidade psíquica (não exatamente da discutível autonomia sobre si mesmo), é um atentado contra os bons costumes.

    Espero ter sido suficientemente claro e abrangente nesta minha explanação absurdamente sintética.

  13. Eu concordo plenamente com o artigo, pela idéia de liberdade de escolha mas tem gente confundindo discriminação com preconceito!

    Eu discriminar o que é bom ou ruim pra mim não quer dizer que sou preconceituoso.

    Se estou em um parque de diversões com meus filhos e um casal homossexual estão se beijando, eu tenho total liberdade em discriminar tal atitude. Isso não é bom pra mim e considero não ser bom para os meus filhos, mas ao mesmo tempo não tenho preconceito com o casal homossexual.

    O preconceito não é uma forma de discriminação, é uma forma de desrespeitar a liberdade alheia! Cada um aqui é livre por discriminar o que é bom para você mesmo.

  14. Esse efeito exemplificado com o grande comprador que discrimina empresas comandadas por mulheres é o que ocorre sempre que uma lei confere a uma determinada categoria o status de hipossuficiente sem permitir exceções. É o que ocorre com o direito do trabalho, o indivíduo pode ser um profissional extremamente especializado e as empresas se estapearem para contrata-lo. Ainda assim ele será considerado hipossuficiente em relação ao empregador, fato que na verdade se mostra falso.

    Essa é uma falha no sistema antiga. Hoje em dia, com o advento das “minorias” (que na verdade não tem nada de fracas, possuem maior lobby político e influência no governo que as maiorias) isso está tomando uma proporção muito maior e as injustiças estão ficando mais gritantes.

    Quanto as discriminações eu tenho uma idéia um pouco diferente do comum: na medida do razoável eu prefiro saber quando determinado indivíduo tem uma idéia odiosa a respeito de um grupo do que vê-lo impedido de se expressar e assim eu não possa saber o caráter dele. É melhor que a verdade venha a tona e a partir daí que nós passemos a boicota-lo se essa se mostrar uma atitude moralmente errada.

    O cara é um neonazista? Então eu quero mais é saber disso bem rápido…

  15. “Similarmente, as fêmeas homossexuais, lésbicas, criaturas RANÇOSAS que são, também evitam manter relações amorosas com qualquer tipo de homem”.\r
    Por que diabos as pessoas ainda ficam tão incomodadas com o que as outras fazem entre quatro paredes?\r
    Não, não temos o direito de discriminar.\r
    MP nesse cara.

  16. O fato é q temos liberdade para escolhermos com quem vamos namorar, casar, fazer amizade, sociedade de negócios e qualquer outra relação e interação social… Uma coisa é preferir, outra coisa é ter preconceito, fazer juízos completamente subjetivos a respeito do outro, ferindo – lhe a integridade moral. É isso q pega. Se a famosa “lei” q diz q “não faça com os outros o q não queres q façam contigo” fosse seguida a risca, não existiriam coisas como estas.

    Posso escolher com quem eu vou namorar, casar, etc, coisas q dizem respeito SOMENTE A MIM. Entretanto, qdo sou dona de uma empresa, devo escolher meus empregados pela COMPETÊNCIA, não desprezar alguém por atributos subjetivos associados à cor da pele, sexualidade, etc, etc, etc.

    É um terreno deveras perigoso, causado tão somente ao ódio q seres humanos podem ter de seus semelhantes por conta de coisas altamente supérfluas e completamente desnecessárias – apoiadas, por tempos, pela sociedade, algumas delas pela religião, etc(tais como pré julgamentos a respeito de negros, mulheres, homossexuais, etc).

    Preconceito é pré julgamento, não um argumento válido.

    cada um de nós temos os nossos preconceitos, mas daí a elevá-los a argumento tão válido a ponto de protestarmos o direito a “ter preconceito” já é demais da conta. Ter preconceito pode não ser legal, mas é altamente imoral, no sentido em q toda uma classe de pessoas leva uma pecha negativa injustamente(sendo q apenas algumas realmente a mereçam)

  17. Debater é bom demais! As pessoas deveriam exercitar isso constantemente.
    Afinal de contas hj vem tudo já pensado, enlatado e pronto para consumir!…rs

    Para por lenha na fogueira: Alguém poderia me falar como se deve denominar as raças?

    Explico. é sempre a mesma lenga lenga sobre falar que alguém é preto/branco.

    Qual forma vcs preferem?

    Pq na prática as pessoas não são brancas brancas, nem pretas pretas (assim como amarelas, vermelhas, etc). Se bem que deve ter poucas que o são!…kkk Tem branco branco mesmo e preto preto mesmo tb…rs

    Ai vem a lenha: falar preto não pode, mas branco pode? Ser chamado de branco tb seria errado, sendo o certo “caucasiano” (ou algo similar) ?

    Gostaria muito mesmo de ouvir de cada um aqui sobre quais seriam os termos corretos para se designar as raças.

  18. Caí nesse artigo buscando um texto do Walter Block sobre estradas. Achei sensacional!

    Isso porque exatamente ontem discutia esse assunto da discriminação com uma pessoa próxima, e deu o que falar.

    Eu comecei mostrando porque o direito de propriedade individual implica na liberdade, no DIREITO (e não a obrigação) de discriminar dentro da sua propriedade.

    Aí ilustrei da seguinte forma: alguém dentro da sua propriedade tem todo o direito de discriminar negros, por exemplo. É uma opinião dele. Isso desde que ele não AGRIDA outro indivíduo. Por exemplo: um cara tem um restaurante mas por motivos pessoais não permite a entrada de negros. Dado que ele não agride ninguém, é um direito dele fazer isso.

    Meu ouvinte discordou fortemente: “dentro da casa dele, ele faz o que quiser. Uma casa não fica aberta às pessoas. Agora o propósito de um comércio, como um restaurante, é VENDER, não importa pra quem. Então ele está errado ao tornar PÚBLICA sua opinião racista. Alguém poderia ver isso, uma criança pode ver isso e achar certo odiar negros. Essa liberdade criaria uma cultura de segregação na sociedade.”

    Pra mim é tão claro que uma casa é uma propriedade tanto como um comércio, que não consegui explicar isso de forma inteligível. E sobre a questão de indução do ódio, expliquei que a educação é mais determinante pra isso que a exposição à propaganda.

    “Mas eu me sentiria incomodado, se fosse negro, de passar ao lado de uma loja imensa no centro comercial, com uma placa: não aceitamos negros.”

    Enfim, chegamos à conclusão que devem existir leis punindo DURAMENTE quem agride o próximo, viola a sua liberdade. Mas ainda assim meu ouvinte acha que deve ser proibido manifestar publicamente uma opinião/comportamento racista, mesmo que na sua propriedade (se ela for num local de grande visibilidade, ex: um racista louco compra um terreno no centro da cidade e enche de outdoors racistas).

  19. Seguindo o raciocínio bizarro do texto, discriminamos TODAS as pessoas do mundo, exceto nosso parceiro ou parceira, já que não consideramos TODAS as pessoas do mundo como possíveis parceiros.

    O que ele não diz é que esse discriminar é apenas "fazer distinção" e não repudiar.
    Se relacionar com alguém não é o mesmo de repudiar todos os demais seres humanos como seres inferiores, ainda que seja fazer uma distinção.

    Por exemplo, o antissemitismo.
    – Um judeu tem a sua liberdade de ir e vir violada;
    – Um antissemita nao contrata um judeu simplesmente por não aceitar divir espaço com judeus

    O que o autor do texto não entendeu é que a discriminação criticada é justamente a que resulta em violência (o Block, ao que parece, condena a violência, pelo menos na superfície.). Se um grupo exterioriza seu preconceito e pretende usar meios que limitam direitos ou que inferiorizam, isso é violência. E é a discriminação que resulta em violência (física, verbal ou simbólica) que é criticada e não a discriminação inocente do "fazer distinção". Segundo o raciocínio do autor, preferir amarelo ao invés do verde (discriminar o verde) está no mesmo patamar de discriminar pessoas — judeus, negros… — baseado em estereótipos e preconceitos.

  20. Eu sou cético com essa teoria de q “O livre-mercado resolve tudo”.

    Não concordo com muita coisa neste texto do Walter Block. Como:

    “Porém, esse fenômeno não funcionou para aliviar a má situação dos negros que eram obrigados a sentar no banco de trás dos ônibus durante a vigência das leis de segregação racial nos EUA até a década de 1960. Por quê? Porque a entrada no mercado de fornecimento de serviços de ônibus era estritamente regulada pelas forças políticas, as quais, antes de tudo, foram as responsáveis pela criação dessas leis raciais repreensíveis.”

    Sim e quem colocou essa força política no poder? Uma população extremamente racista, que tinha o “direito de discriminar” e levou esse direito ao extremo, elegendo racistas extremistas.

    Tudo tem que ter um limite, inclusive o direito de discriminar. Deve haver entendimento, para preservar a estabilidade social.

    O Sul dos EUA era tão racista que Jesse Owens, o heroi olímpico de 36, na sua biografia lançada em 1970, afirmou que na Alemanha Nazista, pelo menos ele não tinha que sentar no fundão do ônibus.

    Eu não gosto do politicamente correto dos dias de hj, mas eu gosto menos ainda dessas anomalias sociais que esses extremismos criam, como as Leis Jim crows. Por causa delas, e NÃO DO ESTADO, é que a esquerda avançou a sua agenda na sociedade e aprovou a Lei dos Direitos Civis de 1964.

  21. Ninguém é obrigado a contratar ninguém, apenas não é lícito não contratar uma pessoa que foi avaliada como apta para a função (portanto capaz de desempenhá-la) apenas por sua raça, cor, etnia.

    Tem que se pensar nos efeitos sociais da discriminação. Descriminalizando a discriminação, então todos deveriam de andar devidamente identificados para que ninguém se confundisse na hora de discriminar (tipo andar com algum simbolos, como os judeus na Alemanha nazista). Ou será que a discriminação, esse direito tão “natural”, só teria efeito para características facilmente identificáveis, como ser branco ou ser negro? Essas são as únicas características evidentes. É isso mesmo que vcs defendem? A discriminação por raça, cor e/ou etnia?

  22. Não queira comparar um negro proibir a entrada de um branco racista no seu restaurante com o contrário. Até porque, um racista sabendo que o dono é negro, ele é que vai boicotar o restaurante e não o contrário. Quem discrimina é o racista e não o negro. Até porque não tem como o dono do restaurante negro saber quem é racista, pois não está escrito na testa de ninguém: “eu sou racista”. Por outro lado, a cor da péle é facilmente identificável.

    E não queira comparar: impedir a entrada de um desafeto no meu estabelecimento comercial é uma coisa. Um negro tem “n” motivos para querer proibir a entrada de um racista ou de um supremacista branco no seu estabelecimento. Agora, qual o motivo que o racista tem para proibir a entrada de qualquer negro? A raça dele? É isso que é errado.

    Celso.

  23. “Hoje em dia, em nossos tempos politicamente corretos, discriminação implica ódio racial ou sexual. Quem discrimina está, segundo o senso comum, evocando o linchamento de inocentes, o enforcamento de negros que não cometeram crime nenhum, e, no extremo, um retorno à escravidão.”

    Politicamente correto? Há evidência empíricas de que a discriminação abre precedentes para o linchamento de negros, gays, etc. Foi assim no Sul dos Estados Unidos, quando os negros eram cada vez mais discriminados, e os negros eram linchados. Tem o caso recente da Rússia, onde tem se agravado a discriminação contra os gays e agora querem criar uma lei para legalizar o açoitamento de gays.

    Eu não gosto do politicamente correto, mas gosto menos ainda dessas anomalias sociais que esses extremismos criam.

  24. Eu não sou contra discriminar por comportamento ou pelas idéias. Mas discriminar pela cor da péle, pela raça ou pelo lugar de origem da pessoa, é imoral.

  25. Celso, ninguém precisa dar satisfações sobre os motivos que o levam a tomar decisões legítimas. Um estabelecimento comercial é propriedade privada, não importa se o dono resolveu usá-lo para ganhar dinheiro, ele continua sendo propriedade privada tal qual uma residência.

    Mesmo se o motivo da discriminação for estúpido (como o racismo o é), não há legitimidade e, por conseguinte, nem moralidade de apontar uma arma à cabeça ao proprietário para obrigá-lo a permitir a entrada de quem ele impede.

  26. “Um estabelecimento comercial é propriedade privada, não importa se o dono resolveu usá-lo para ganhar dinheiro, ele continua sendo propriedade privada tal qual uma residência.”

    Dentro de sua residência, vc faz o que quiser. Uma casa não fica aberta às pessoas. Um estabelecimento comercial é aberto, é de uso coletivo.

  27. “Dentro de sua residência, vc faz o que quiser. Uma casa não fica aberta às pessoas. Um estabelecimento comercial é aberto, é de uso coletivo.”

    ooops. Não e não.

    Um shopping não deixa “qualquer um” entrar. Um estabelecimento comercial tem interesse que as pessoas entrem, mas somente aquelas (já não tá aqui um tipo de discriminação?) que podem comprar o que ele está vendendo. Ou você acha que um menino de pés descalços vai ser bem recebido na HStern, e os vendedores vão se dar ao trabalho de mostrar os últimos colares folhados a ouro e cobertos de diamantes pro guri?

    Um estabelecimento comercial não é de “uso” coletivo. Usar significa ter direito a fazer aquilo que você quer com o bem/local/serviço. E é o caso do dono de um estabelecimento comercial qualquer, mas não dos seus clientes. Por exemplo: o dono do restaurante pode “fechar a casa” para comemorar o aniversário de seu filho; eu, como cliente, não posso fazer isso, portanto, não posso usar quando quiser (claro, posso fazer um acordo com o dono e pagar pelo serviço, mas aí é uma cessão, um aluguel do espaço, não é um uso por “direito”).

    Interessante é que ninguém se espanta com essas pequenas “discriminações” que a gente faz todos os dias. As acha absolutamente naturais (e são justamente porque temos implícito o direito privado) – como o dono do restaurante não deixar eu comemorar o aniversário do meu filho nas suas instalações com a “casa fechada”. Mas o princípio é o mesmo. Ele tem o direito porque é o dono do local. Eu não! E, sim, é uma discriminação.

    Portanto, não, um estabelecimento comercial não é de uso coletivo.

    Agora, digamos que eu sou do tipo caridoso. Então, minha casa pode sim ficar aberta aos mendigos da rua e eu posso colocá-los lá dentro para tomar banho, tomar uma sopa, comer um pão, contar umas histórias etc. (qualquer semelhança com a casa de Pedro, o apóstolo, não é mera coincidência…).

    Portanto, uma casa pode sim ser aberta. E isso justamente porque, como dono, tenho direito de escolher como usá-la. E é por isso também, que caridade, por definição é privada, jamais pode ser pública (mas isso já é outro papo).

    Abraços

  28. Não é certo barrar as pessoas como fazem algumas boates em SP, como mostra esta reportagem do Conexão Repórter:

    A partir do momento em que o cara abre uma casa de eventos e não tem nenhuma regra explicita sobre os frequentadores, qualquer um que tiver a quantia de dinheiro necessária, tem que ser autorizado a entrar.

  29. “Um estabelecimento comercial tem interesse que as pessoas entrem, mas somente aquelas (já não tá aqui um tipo de discriminação?) que podem comprar o que ele está vendendo. Ou você acha que um menino de pés descalços vai ser bem recebido na HStern, e os vendedores vão se dar ao trabalho de mostrar os últimos colares folhados a ouro e cobertos de diamantes pro guri?”

    Um menino de pé descalço está bem claro que é um morador de rua, e portanto, não tem dinheiro pra nada. Ainda assim, se ele não for lá para roubar, não vejo motivo de ele ser expulso ou maltratado.

    Mas não é possível julgar se uma pessoa tem ou não dinheiro para comprar algo pela maneira de vestir. Por exemplo, um cara malvestido quer comprar na HStern. O fato de o cara estar malvestido não significa que ele não tenha dinheiro. Julgar as pessoas pela aparência ou pelo modo de vestir não pássa de estereótipos e pré julgamento. Ademais, mostra que mesmo lendo este site, você desconhece o ato de se abster de consumir certas coisas para poder comprar outras… O cara pode estar malvestido porque decidiu economizar dinheiro com roupas, e assim, poder comprar jóias…. Sendo assim, se o cara tiver o dinheiro para comprar, não é correto ser mal atentando ou deixarem de atendê-lo, só por causa da maneira de se vestir, ou por causa da cor da sua péle…

  30. Isso não é coisa do politicamente correto da atualidade não. Pelo menos aqui no Brasil, desde a ditadura militar, a discriminação por cor era crime. Já ouví relatos de que na ditadura militar, os militares sentavam coronhada nestes donos de clubes racistas. Eles não prendiam, só davam um belo susto no dono para ele parar de discriminar negros. Meu pai me relatou que frequentava um clube onde o dono era racista e impedia a entrada de negros. Certo dia, os militares colocaram o pé na porta, fecharam o estabelecimento, cercaram o dono, deram uns sopapos no sujeito, ameaçaram de morte caso ele continuasse discriminando os negros, após isso, foram embora, e o dono parou de discriminar negros.

  31. VocÊs acha que só porque é propriedade privada, o dono pode fazer o que quiser. Agora, eu lhes pergunto: um dono de uma loja poderia andar nu na loja?

    Ou pior: poderia o dono da loja mandar os clientes tirarem a roupa para entrar?

  32. Depois da campanha pela aceitação das gordas (plus size), agora a campanha pela aceitação das velhotas:

    br.mulher.yahoo.com/blogs/ta-na-moda/mulheres-com-mais-60-anos-estrelam-campanhas-moda-193835623.html

    Interessante destacar o último parágrafo da notícia:

    “Interesses comerciais à parte, vejo com bons olhos essa iniciativa. Quando a moda sai da "caixinha" e mostra que há beleza na maturidade exerce seu poder de influenciar positivamente mulheres mundo afora que perseguem a eterna fonte da juventude. E ajuda todo mundo se sentir melhor em sua própria pele, afinal, a beleza vai muito além de números, sejam eles de manequim, altura ou idade.”

    Querem nos obrigar a achar uma velha enrugada e pelancuda bonita.

    Coisas como essa me fazem concordar com o texto: discriminar é correto, natural e para o bem da humanidade….

  33. Então por essa lógicas cotas raciais em universidades privadas seriam um direito…
    Uma coisa é uma discriminação odiosa, sem motivo justo,por exemplo proibir negros de entrarem em um estabelecimento comercial. outra é discriminar uma pessoa para um emprego se ela não tiver condições para exercê-lo, discriminar um pedófilo (mesm oque sem antecedentes) de trabalhar com crianças…

  34. Emerson Luis, um Psicologo

    Mas os próprios esquerdistas não discriminam quem ousa discordar deles?

    Os paladinos da tolerância são muito intolerantes. Eles reivindicam o monopólio das boas intenções (só é bom quem pensa como eles) e querem debater apenas intenções e não métodos (p/ex.: a questão deveria ser COMO ajudar os pobres e não SE concordamos [da boca para fora] se estes devem ser ajudados – mas tente explicar a um esquerdista que a liberdade econômica ajuda mais os pobres do que o intervencionismo!)

    * * *

  35. Exemplo de discriminação que vemos todos os dias: o famoso “proibido entrar sem camisa”.

    O homem muito pobre, que não tem dinheiro para se vestir faz o quê? Ou alguém que tenha tido a camiseta roubada na praia, faz como?

    Não sei como a patrulha salvadora da humanidade ainda não se voltou contra esse tipo de aviso.

  36. Antonio da Candelaria

    Entendo o texto, mas temos pessoas que vão ser contrarias mesmo não sabendo porque. E estas pessoas vão entender o texto como uma declaração de guerra. Direito a opinião todos temos, mas acredito que ninguém gostaria de ouvir seus defeitos colocados de forma agressiva ou algo similar.

    O problema, a meu ver, não é a questão da opinião, mas a forma como o outro vai ouvir e assimilar. Estamos falando de racionalidade, mas nem todos usam essa racionalidade para guiar suas vidas.

    Em paises arabes vemos casos onde a mulher é tratada como um ser inferior, na china e na india também, nestes dois ultimos há lugares onde é possivel descartar suas filhas. Opnião pode ser uma arma quando usada por quem não tem valor pelo ser humano.

  37. Lucas,
    Pensei no seu exemplo e em outros de “discriminação”: apresentar atestado de antecedentes criminais para conseguir emprego, submeter-se a exames médicos para contratar planos de saúde, comprovar renda para obter financiamentos/empréstimos… Porque nesses casos ninguém usa o termo correto: discriminação, o empregador discrimina e não contrata o ex-presidiário por acreditar que ele errou uma vez e não merece outra oportunidade, mas o critério poderia ser qualquer um; ele poderia exigir o atestado para discriminar e contratar apenas ex-presidiários sabendo que outros não o farão, e com isso pagar salários menores que os praticados no mercado; ou porque ele mesmo é um ex-presidiário que não conseguiu um emprego, empreendeu num negócio e agora é preconceituoso e só contrata ex-presidiários. O emprego é dele, a escolha é dele, ninguém deveria poder intervir/obrigar/restringir/tolir qualquer uma das escolhas/situações.
    Achei o texto e os comentários excelentes. Sobre os comentários, muito esclarecedores e alguns muito divertidos.

  38. O artigo fez uma salada de frutas de diferentes significados de ‘discriminação’.

    Existem vários significados pra discriminação, vou citar 3:

    1 – Tratar a pessoa de maneira diferente e parcial, por motivos de diferenças sexuais, raciais, religiosas, etc;

    2 – O ato de tratar uma pessoa de forma injusta por conta de motivos de diferenças sexuais, raciais, religiosas, etc.

    3 – “Discriminação positiva” é uma reunião de regras ou leis que visam proteger grupos socialmente segregados, atribuindo determinadas proteções e direitos específicos a esse grupo, com o objetivo de garantir a igualdade de oportunidades.

    No que tange ao fato dos homens heterossexuais discriminarem outros homens por não se sentirem sexualmente atraídos por eles, isso se deve ao significado do item 1. Esse significado nem sempre é pejorativo ou injusto.

    Já o item 2 é injusto, é daí que surge o racismo e o nazismo, que são meios de segregação.

    O significado 3 se tratam de leis anti-apartheid, e de leis que incentivam por meios fiscais a contratação de pessoas com necessidades especiais. Não necessariamente é esquerdista, inclusive privar um negro de frequentar tal praia é um ato que os liberais repudiam e que está incluso na definição.

    Na lógica do autor ou você adota todos os significados de ‘discriminar’ ou você está sendo incoerente. O erro da lógica está em procurar uma coerência envolvendo palavras iguais com significados diferentes

    Posteriormente, o autor fala sobre ‘poder’ e que é alegado que vendedores são mais poderosos do que os clientes pelo fato deles não poderem limitar o perfil de sua clientela. Pela lógica os clientes são mais poderosos pois o cliente pode discriminar o restaurante, mas o restaurante não pode discriminar o cliente.
    O autor viajou na maionese nesse trecho.
    Considere novamente que o mesmo usou dois termos diferentes de discriminação em seu raciocínio: quando o cliente deixa de ir em um determinado restaurante ele o faz pelo significado do item 1; mas quando o dono do restaurante não serve um cliente, ele já está exercendo o significado do item 2 que é tratar alguém de forma injusta. No primeiro caso é uma escolha individual tal qual a opção sexual, já no segundo caso é um meio de segregação que inclusive já foi aplicado no regime nazista, no apartheid.

  39. Ex-microempresario

    Resumo dos comentários dos paraquedistas:

    Pode-se discriminar os outros à vontade, DESDE QUE se tome o cuidado de, antes, acusá-los de intolerantes, preconceituosos, elitistas, fascistas, etc. Tomado este cuidado, não só pode-se discriminar alguém, como este mesmo alguém fica proibido até de reclamar, afinal, ele merece ser discriminado.

  40. “Porém, tal objeção é economicamente ignorante. Se os brancos boicotarem os negros dessa maneira, o livre mercado irá se levantar em defesa destes últimos. Como? Se nenhum proprietário estiver concedendo alugueis para um negro, então haverá aí uma grande oportunidade de lucro. Mais ainda: os lucros subirão enormemente em decorrência do simples surgimento desse arranjo. Consequentemente, passará a ser extremamente vantajoso para qualquer empreendedor, no sentido financeiro, passar a suprir essa demanda de mercado.”

    Esse parágrafo é lindo!

  41. Não sou um libertário, mas pelo que entendi a visão que o texto defende é que discriminar é – ou deveria ser – um direito natural dos indivíduos desde que isso não viole o direito dos outros indivíduos à vida, à liberdade e à propriedade.

    Por exemplo, você tem o direito de não gostar de negros, mas não tem o direito de escravizar alguém por causa da cor da pele. Você tem o direito de não concordar com o que religiões como a umbanda prega, mas não tem o direito de sair por aí invadindo e quebrando os terreiros da umbanda muito menos de tentar matar alguém por ser umbandista, como covardemente tentaram fazer com uma menina no Rio de Janeiro ao atirarem uma pedra nela (felizmente ela sobreviveu). Você tem o direito de não gostar de judeus, mas não tem o direito de quebrar sinagogas, casas e comércios de judeus, ou de promover um Holocausto como no regime nazista de Adolf Hitler ou uma nova Inquisição. Você tem o direito de não concordar com a homossexualidade, mas não tem o direito de agredir ou matar alguém por ser homossexual.

    Da mesma forma o texto defende que locais privados de uso coletivo – restaurantes, lojas, etc. – continuam sendo locais privados e se por exemplo, o dono de um restaurante não gostasse de argentinos e quisesse proibi-los de entrar no seu estabelecimento, esse é simplesmente um direito de propriedade dele que deveria ser respeitado. No entanto esse proprietário não tem o direito de capturar argentinos para torná-los escravos no seu restaurante pois isso já fere o direito à liberdade do outro.

  42. Nossa sociedade já é multicultural! isto é um pensamento de bases da direita Norte Americana. Isso não se aplica a nossa sociedade. É como encaixar um cubo em um buraco circular.

  43. Prezados,

    Se tem algo que não consigo entender é essa histeria em torno do preconceito. Nos últimos 150 anos, tivemos conquistas importantes. O fim da escravidão. A consolidação dos direitos das mulheres. O estabelecimento do Estado laico. E as minorias vão dizer que o preconceito AUMENTOU? Na minha opinião, o preconceito DIMINUIU bastante. O que aumentou foi o mimimi.

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