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Ditaduras, relativismo moral e a necessidade de métodos brutais para se atingir o socialismo

Veja
abaixo as manchetes de quatro obituários publicados pelo The New York Times, o mais influente jornal da esquerda
chique.  A primeira manchete relata o
obituário do ditador anticomunista Augusto Pinochet.  As outras três são os obituários dos
comunistas Mao, Stalin e Lênin, autênticos genocidas.  Gentileza observar quantos são descritos como
tendo ‘governado pelo terror’.

11
de dezembro de 2006: Augusto
Pinochet, Ditador que Governou pelo Terror o Chile, morre aos 91

10
de setembro de 1976: .
. . Mao Tsé-tung Morre em Pequim aos 82; Líder da Revolução Vermelha da China

6
de março de 1953: Stálin
Emergiu da Opressão Czarista para transformar a Rússia em um Poderoso Estado
Socialista; IMPLACÁVEL NA BUSCA POR SEUS OBJETIVOS

24
de janeiro de 1924: ENORME
MULTIDÃO PRESTA ÚLTIMA SOLIDARIEDADE AO CORPO DE LENIN; Horas de Espera sob
Neve e Temperaturas Congelantes Fora do Clube Nobre de Moscou. CAIXÃO CARREGADO
POR OITO QUILÔMETROS, Membros do Conselho de Comissários Cambaleiam sob o Peso
do Caixão, Recusando-se a Utilizar Suportes

Em
todas essas manchetes encontramos condenação rematada e absoluta a apenas um
ditador.  Um que foi relativamente brando no que tange a ditaduras, mas que era
anticomunista; sua principal característica foi seu governo pelo “Terror”.

Em
contraste, no caso dos genocidas comunistas, observa-se uma tolerância acrítica
nas manchetes, em conjunto com uma zelosa recusa à menção dos terrores
incalculavelmente maiores que eles causaram. 
Assim, Mao foi o “Líder da Revolução Vermelha da China”; Stálin
supostamente transformou “a Rússia em um Poderoso Estado
Socialista”; e o funeral de Lênin foi descrito como um fenômeno de entusiasmo
beirando a adoração: “…CAIXÃO CARREGADO POR OITO QUILÔMETROS, Membros do
Conselho de Comissários Cambaleiam sob o Peso do Caixão, Recusando-se a
Utilizar Suportes…”

O caso chileno

A
reação da imprensa mundial e dos intelectuais de esquerda quando da morte de Augusto Pinochet relembrou-me que, além
da fábula de Papai Noel e suas renas, há uma outra fábula ainda vigorosamente
presente no mundo atual.  E, ao passo que
a fábula de Papai Noel é inocente, servindo apenas para entreter crianças
pequenas, essa outra definitivamente não tem nada de inocente; ela é puramente
maliciosa.  Trata-se da fábula de que aqueles que são responsáveis
por tentar socializar o sistema econômico de um país, como os marxistas do
governo chileno de Salvador Allende, são bem intencionados e, por isso, merecem
estar imunes de todo e qualquer malefício corporal, além de certamente não
merecerem jamais ser mortos
.

De
acordo com essa fábula, em um país como o Chile sob o governo Allende, garotos
e garotas marxistas cantavam e dançavam alegremente, seus rostos
resplandecentes de amor pelos oprimidos, enquanto se dedicavam à jubilosa tarefa
de construir um sistema econômico socialista. 
É claro que, como em toda fábula, sempre existem forças negras que
conspiram contra essa alegria: repetidamente, onde quer que esses inocentes e
felizes marxistas tentam efetuar sua obra caritativa — na Rússia soviética, na
China comunista, em Cuba e em todos os outros vários satélites —
empobrecimento, miséria, escravidão e genocídios sempre teimam em ocorrer.

Porém,
de acordo com a fábula, é claro que tais acontecimentos nada têm a ver com a
natureza do socialismo e com as ações dos marxistas que tentam
estabelecê-lo.  O infortúnio simplesmente
acontece.  De maneira igualmente inexplicável — a
menos que seja simplesmente por sua natureza puramente má –, homens malvados e
sórdidos aparecem do nada e, sem nenhum motivo aparente, se opõem aos inocentes
marxistas, espancam-nos e matam-nos, como fizeram os soldados de Pinochet no
Chile em resposta à tentativa dos marxistas de socializar a economia daquele
país.  O horror! Que afronta contra bons e inocentes marxistas!  Tal tipo de maldade certamente merece ser severamente
punida!

Fim
da fábula.  Agora, a realidade. 

O
Chile na época do golpe militar estava imerso no caos econômico.  O presidente Allende, apesar de ter sido
eleito com apenas 36%
dos votos válidos (a direita teve 34,9% e os
social-democratas, 27,8%),
estava agressivamente implementando um programa econômico puramente marxista,
como até mesmo o amplamente hostil obituário
do The New York Times admite: “um
programa socialista de confisco e estatização de minas, bancos e indústrias
estratégicas; divisão e repartição de grandes propriedades rurais em fazendas
comunais; e controle absoluto de preços”. 
Não surpreendentemente, tais medidas, como o próprio Times reconhece, “rapidamente resultaram
em acentuados declínios na produção, escassez absoluta de bens de consumo e
inflação explosiva.”

Ademais,
Allende centralizou e nacionalizou a educação e o sistema de saúde, distribuiu
benefícios para seus aliados políticos e inflacionou alucinadamente a oferta
monetária, o que levou ao colapso de toda a economia e ao endividamento maciço
seguido do calote.  A inflação de preços
foi combatida com o típico e anacrônico recurso do congelamento, o que deixou
lojas e supermercados com prateleiras vazias, além de gerar revolta em todos os
proprietários e empreendedores do país. 

Hoje
sabe-se que havia até mesmo um projeto que parece ter saído direto de um livro de
ficção científica, levando ao paroxismo tudo aquilo com que Marx sempre sonhou:
uma economia centralmente planejada por um computador gigante.

Com
tudo isso, resta a pergunta: é realmente crível que não houve violência nesse
processo de confiscos?  Nenhum sofrimento
humano?

A
questão essencial a ser julgada é que estava em andamento um maciço processo de
confisco armado sendo conduzido pelo governo Allende.  O regime possuía milícias armadas que eram
utilizadas para saquear e confiscar a propriedade das pessoas, sendo que o
critério para tal era exatamente aquele definido por Marx: qualquer um que se
enquadrasse na descrição de ‘burguês’. 
De acordo com o obituário
do The Wall Street Journal, o regime
estava agindo em claro desacato à Suprema Corte chilena, que o havia denunciado
por seu “deliberado e obstinado desprezo por decisões judiciais”, o que criou a
ameaça de um “iminente colapso de toda a legalidade.”

O direito de se defender

Enquanto
os marxistas se limitam apenas a escrever, fantasiar e falar sobre a destruição
do capitalismo e o consequente estabelecimento do socialismo, eles têm todo o
direito de serem deixados em paz e não sofrerem qualquer tipo de moléstia,
assim como tem esse mesmo direito qualquer outra pessoa que não agrida ninguém
a não ser ela própria.  Porém, quando os
marxistas saem de suas fantasias e começam a colocá-las em prática no mundo
real, cometendo confiscos e roubos à mão armada, tal ato cancela seus direitos à não
agressão, inclusive seu direito à vida.

O
direito à vida, à liberdade e a não ter sua propriedade confiscada, o qual
todos os homens possuem, carrega consigo o direito à autodefesa.  O exercício do direito à autodefesa inclui matar aqueles que representam uma ameaça iminente à vida de uma pessoa.  Inclui matar aqueles que são uma ameaça
iminente à vida de um indivíduo que está apenas tentando defender sua
propriedade.  Ladrões armados querendo
confiscar propriedades sempre representam essa ameaça, sejam eles marxistas ou
não. 

Contrariamente
ao que pensam vários intelectuais de esquerda, comunistas não têm o direito de
matar dezenas de milhões de pessoas inocentes. 
Mais ainda: eles não têm o direito de reclamar quando suas almejadas
vítimas reagem, impedem suas ações e, nesse processo, matam alguns comunistas.

Se
os marxistas que apanharam e morreram no Chile quisessem de fato evitar tal
destino, eles deveriam simplesmente ter ficado em casa escrevendo livros e
artigos, ou fazendo palestras, ou organizando marchas e protestos pacíficos.  Eles certamente não deveriam ter feito planos
para saquear a propriedade de terceiros.

Quanto
ao general Pinochet, ele ao menos merece ser lembrado como o homem que
impediu que seu país se tornasse o segundo satélite soviético no Ocidente, após
a Cuba de Fidel Castro.  E, assim como
Cuba e a União Soviética, uma ditadura totalitária com uma população empobrecida
e faminta.

O
general certamente não era nenhum anjo. 
Nenhum soldado pode ser.  Ele foi
repetidamente denunciado pela morte ou desaparecimento de mais de 3.000
cidadãos chilenos, além de acusado pela tortura de outros milhares.  É bem provável que um número substancial de
chilenos inocentes tenha morrido ou desaparecido ou sofrido tratamentos brutais
como resultado das ações de Pinochet. 
Porém, em uma batalha para se evitar a imposição de uma ditadura
comunista, é algo incontestável que a maioria daqueles que morreram ou sofreram
torturas estava preparada para infligir um número excepcionalmente maior de
mortes e uma escala avassaladoramente maior de sofrimento aos seus conterrâneos.

A
morte e o sofrimento desses propensos totalitários não deve ser lamentada,
assim como não se deve lamentar as mortes de Lênin, Stálin, Hitler e seus
respectivos auxiliares.  Tivesse havido
um general Pinochet na Rússia em 1918 ou na Alemanha em 1933, as pessoas
daqueles países, assim como o resto do mundo, estariam incomparavelmente
melhores, exatamente em virtude da morte, desaparecimento e concomitante
sofrimento de um vasto número de comunistas e nazistas.  A vida e a liberdade são positivamente
auxiliadas pela morte e o desaparecimento desses seus inimigos mortais.  A ausência destas pessoas significa a
ausência de coisas como campos de concentração e genocídios, e isso obviamente
é algo que deve ser ardentemente desejado.

Quanto
a todas as pessoas inocentes que morreram no Chile, seu destino deveria ser
imputado principalmente aos conspiradores comunistas que queriam impor sua
ditadura totalitária.  Como dito, as
pessoas têm o absoluto direito de reagir e defender suas vidas, liberdade e
propriedade contra um levante comunista. 
Nesse processo, não se pode esperar que elas façam as distinções
presentes em um processo judicial.  Elas
precisam agir rapidamente e decisivamente para remover as ameaças.  Essa é a natureza de uma guerra de reação.  O cruel destino de inocentes, em sua grande
maioria pessoas que não puderam ser distinguidas do inimigo, é responsabilidade
dos comunistas.  Caso eles não tivessem
tentado impor sua ditadura totalitária, não haveria qualquer necessidade de uso
de força e violência para impedi-los.  Consequentemente,
os inocentes não teriam sofrido.

Por
fim, vale lembrar que o general Pinochet voluntariamente renunciou à sua
ditadura.  Ele fez isso após ter logrado
dois êxitos: impedir uma tomada comunista e impor vastas reformas pró-livre
mercado na então completamente combalida economia chilena.  O efeito dessas reformas foi transformar o
Chile na mais próspera economia da América Latina.  De acordo com as palavras do hostil obituário
do The New York Times, o ditador utilizou seu poder para “determinar limites,
por exemplo, nos debates sobre políticas econômicas, frequentemente alertando
que não toleraria um retorno a medidas estatizantes”.  Isso o tornou o único ditador não estatista
em todo o mundo.

Uma palavra sobre ditaduras

Assim
como as guerras, ditaduras necessariamente são um malefício.  Como as guerras, uma ditadura só pode ser
justificada quando é absolutamente necessária para impedir um malefício
excepcionalmente maior do que a própria ditadura e contra o qual não restam
mais medidas de curto prazo.  No caso chileno,
o malefício excepcionalmente maior era a imposição de uma outra ditadura
permanente, muito mais abrangente e severa: a ditadura comunista.

Não
obstante o fato de que o general Pinochet utilizou seus poderes de ditador para
implementar grandes reformas pró-livre mercado, a ditadura jamais deve ser
vista como um meio justificável para a implantação de tais reformas, por mais
necessárias e desejáveis que elas sejam. 
A ditadura é a mais perigosa das instituições políticas e facilmente
produz resultados catastróficos.  Isso
porque um ditador não está restringido por nenhuma discussão ou debate público,
o que facilmente o permite levar o país a desastres que poderiam ter sido
evitados caso houvesse a liberdade de se criticar suas ações e de se fazer
oposição a elas.  E mesmo quando suas
políticas parecem estar certas, o fato de que elas são impostas contrariamente
à opinião pública apenas faz aumentar a impopularidade delas, dificultando
ainda mais qualquer necessidade de mudança permanente.

Com
base nessas considerações, quando perguntado o que faria caso fosse apontado
ditador, Ludwig von Mises respondeu: “Eu renunciaria”.

A necessidade de métodos brutais para se
atingir o socialismo

Por
que o socialismo jamais pode ser aplicado consensualmente?  Por que os comunistas chilenos tiveram de
implantar seu sonhado modelo à força?

Comecemos
considerando os meios empregados para se alcançar o socialismo.  De imediato, observamos dois fenômenos que não são dissociados um do outro.  Primeiro: onde quer que o socialismo tenha
sido implantado, como nos países do bloco comunista e na Alemanha nazista,
métodos violentos e sanguinários foram utilizados para impô-lo e mantê-lo.  Segundo: nos países onde partidos socialistas
chegaram ao poder mas se abstiveram de violência e derramamento de sangue, como
na Grã-Bretanha, em Israel ou na Suécia, eles não implementaram o socialismo de fato, mas conservaram a chamada
economia mista, a qual eles não alteraram radicalmente nem
fundamentalmente.  Consideremos as razões
para esses fatos.   

Mesmo que um governo genuinamente socialista
fosse eleito democraticamente, seu primeiro ato de governo ao implantar o
socialismo teria de ser um ato de enorme violência, qual seja, a expropriação a
força dos meios de produção
.  A
eleição democrática de um governo socialista não alteraria o fato de que o
confisco de propriedade contra a vontade dos proprietários é um ato de
força.  Uma expropriação à força da
propriedade baseada no voto democrático é tão pacífica quanto um linchamento também
baseado no voto.  Trata-se de uma
violação primordial dos direitos individuais. 
A única maneira de o socialismo realmente ser implantado por meios
pacíficos seria com os donos de propriedade voluntariamente
doando
sua propriedade ao estado
socialista
.  Porém, pense nisso.  Se o socialismo tivesse de esperar que os
donos de propriedade doassem voluntariamente sua propriedade para o estado,
este certamente teria de esperar para sempre. 
Logo, se o socialismo tem de
ser implementado, então ele só pode existir por meio da força — e força
aplicada em escala maciça, contra toda a propriedade privada.

Ademais,
no caso da socialização de todo o sistema econômico, em contraposição à
socialização de uma indústria isolada, é impossível criar alguma forma de
compensação para os donos das propriedades confiscadas.  No caso de uma estatização isolada, o governo
pode compensar os proprietários destituídos simplesmente tributando o restante
dos donos de propriedade.  Mas se o
governo confisca todas as propriedades, e simplesmente abole a propriedade
privada, então não há nenhuma possibilidade de compensação justa.  O governo simplesmente rouba a propriedade de
todos, por completo.  Nessas
circunstâncias, os donos de propriedade irão quase que certamente resistir e
tentar defender seus direitos — pela força, se necessário –, e estariam
totalmente corretos em agir assim.

Isso
explica por que apenas os comunistas conseguem implantar o socialismo, e por
que os social-democratas sempre fracassam em suas tentativas.  Os comunistas, com efeito, sabem que têm de
ir a campo e roubar toda a propriedade dos homens.  E sabem também que, se quiserem ser bem
sucedidos nessa empreitada, é melhor irem armados e preparados para matar os
donos de propriedade, os quais certamente tentarão defender seus direitos (daí
a importância de se desarmar a população para se implantar um estado totalitário). 
Os social-democratas, por outro lado, são hesitantes e acabem sendo
contidos pelo medo de tomar essas medidas necessárias para se chegar ao
socialismo.

Em
suma, os fatos essenciais são esses.  O
socialismo necessariamente deve começar com um enorme ato de confisco.  Aqueles que querem seriamente roubar devem
estar preparados para matar aqueles a quem eles planejam roubar.  Assim sendo, os social-democratas são meros
vigaristas e batedores de carteira, que se ocupam em proferir palavras vazias
sobre o dia em que finalmente implantarão o socialismo, mas que saem em
desabalada carreira ante o primeiro sinal de resistência oferecido por suas
almejadas vítimas.  Os comunistas, por
outro lado, levam muito a sério a implantação do socialismo.  Eles são assaltantes armados preparados para
matar.  É por isso que os comunistas
conseguem implantar o socialismo.  Dentre
esses dois, apenas os comunistas estão dispostos a empregar os meios
sanguinolentos necessários para implantar o socialismo.

Portanto, torna-se claro por que todos os livros, palestras e protestos
pacíficos do mundo são incapazes de algum dia implantarem o socialismo: eles
jamais irão persuadir o número necessário de pessoas a doarem voluntariamente
sua propriedade ao estado socialista. 
Portanto, todas essas medidas “intelectuais” serão necessariamente
fúteis, pelo menos até o ponto em que tudo descambe em ação violenta.

A
implicação de tudo isso é que, a menos que os marxistas possam se tornar
satisfeitos com a atual situação, assim como os social-democratas aparentemente aprenderam a ser —
com medidas econômicas apenas parciais rumo ao seu objetivo, tais como a
criação e a expansão do estado assistencialista, regulador e vorazmente
tributador –, eles estarão fadados à frustração permanente.  Ao mesmo tempo, aqueles dentre eles que
continuarem comprometidos com a realização do seu objetivo — isto é, o real
socialismo — certamente não irão tolerar tal frustração permanentemente.  Pela lógica, é de se supor que, em algum
momento, quase que inevitavelmente, eles irão descambar para a ação violenta,
pois essa é a única maneira na qual eles podem de fato realizar seu objetivo.

Tais
marxistas, como os socialistas — os sérios e dedicados –, não são de modo
algum santos ou mártires incriticáveis, mas sim pessoas perigosas e com uma
mentalidade criminosa.

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68 comentários em “Ditaduras, relativismo moral e a necessidade de métodos brutais para se atingir o socialismo”

  1. E’ o fascismo um mal necessario para combater o comunismo? Mussolini, estava seguro disso. Hitler, estava seguro disso. Ja Hannah Arendt, negou essa tese em seu livro seminal The Origins of Totalitarianism (1951). Estranho que continue largamente esquecido. Nao e’ incomum, entre os miopes ideologicos, esse discurso de que tipo de totalitarismo me faz bem. E no entanto, as evidencia comprovam, o totalitarismo nao faz bem a saude.

  2. Bom texto para aqueles que acreditam que o Estado será destruído pela internet… É preciso dar a devida consideração aos que lutaram contra o comunismo e hoje são perseguidos e execrados. Não que os presidentes militares e seus governos tenham sido modelos de liberalismo, mas é preciso reconhecer o serviço que prestaram aos seus paises e para isso basta observar o estado da economia no período anterior às revoluções militares e mesmo o caminho que tomam atualmente. Há uma lição aqui, que já me tinha vindo a mente por ocasião das palavras de Videla durante seu “julgamento”: ainda que lutemos com todos os meios possíveis, a vitória é incerta; se nada fizermos ela é completamente impossível.

  3. “Tais marxistas, como os socialistas – os sérios e dedicados – não são de modo algum santos ou mártires incriticáveis, mas sim pessoas perigosas e com uma mentalidade criminosa.” Faltou complementar: sendo assim, como sociopatas, as idéias de tais pessoas devem ser postas fora de circulação. Não se deve matar essas pessoas, evidentemente, por publicarem livros e fazerem manifestações contra a liberdade e a propriedade privada, mas não se deve permitir que se manifestem. Serei acusado de ser reacionário e de não me preocupar em defender a liberdade alheia. Aí é que está a armadilha. Pessoas como Marx e Lênin escreveram livros, artigos e fizeram manifestações contra o capitalismo e a favor do comunismo antes que se efetuassem ações para que isso fosse alcançado. Eles tiveram toda a liberdade para fazer isso. Ninguém os incomodou porque os consideravam homens inofensivos com idéias utópicas. Mas suas idéias se espalharam e se transformaram no monstro estatal totalitário comunista, responsável pela morte de milhões de pessoas.

    Por que é crime espalhar idéias nazistas, mas não é crime espalhar idéias comunistas? Qual ideologia é a mais assassina das duas? Todos aqui sabemos que é o comunismo. Todas as duas ideologias são igualmente assassinas. Não se deveria permitir a doutrinação tanto do nazismo quanto do comunismo. Mas o comunismo matou mais porque existe até hoje. Já o nazismo, como regime político, durou apenas alguns anos. Se tivesse continuado a existir, teria sido tão mortífero quanto o comunismo. Pergunto novamente: por que é crime usar ou defender símbolos nazistas, como a suástica, mas não é crime usar símbolos comunistas, como a foice e o martelo? Todos esses símbolos são emblemas de regimes de terror. O que acontece é que o regime nazista foi derrotado com a ajuda do regime soviético comunista, e isso porque Hitler rompeu o pacto de não agressão assinado por Ribentrop e Molotov, invadido a União Soviética. Mas pesquisem e vocês verão que foi Stalin quem deu subsídios para o rearmamento do exército alemão. Stalin foi um dos criadores de Hitler. Loucura? Pesquisem a respeito antes e tirem suas próprias conclusões.

    Por isso não concordo com Reisman quando diz:

    “Sendo assim, torna-se claro por que todos os livros, palestras e protestos pacíficos do mundo são incapazes de algum dia implantarem o socialismo: eles jamais irão persuadir o número necessário de pessoas a doarem voluntariamente sua propriedade ao estado socialista. Portanto, todas essas medidas “intelectuais” serão necessariamente fúteis, pelo menos até o ponto em que tudo descambe em ação violenta.”

    A questão é que Reisman não percebeu que revoluções violentas, como a Revolução Russa de 1917, ou o regime nazista, são precedidas por livros, palestras e protestos, a fim de criar um ambiente cultural propício que gere a revolução. Sem O Capital e O Manifesto Comunista dificilmente teria havido o comunismo soviético. Sem Mein Kamp dificilmente teria havido o nazismo. Tudo começou com os livros. Tudo começa com a palavra. Não é à toa que a Bíblia diz que o Universo foi criado pela palavra.
    Os comunistas gostam de falar em respeito à liberdade de opinião a fim de semearem suas sementes do mal, e propagarem livremente o vírus revolucionário. Eles não querem ser incomodados enquanto fazem o seu nefasto e maligno trabalho, por isso clamam por liberdade nessa etapa. Eles usam a liberdade a fim de destruírem a liberdade. São como sanguessugas: se alimentam da liberdade propiciada pelo sistema de mercado para depois roubarem a liberdade dos outros. Por isso, não se deveria permitir que tais pessoas inoculassem livremente suas idéias pérfidas em mentes incautas. A revolução comunista é sempre precedida de doutrinação comunista. Para se evitar a revolução comunista deve se esmagar a doutrinação comunista. O revolucionário comunista sedento por sangue “burguês” é sempre precedido pelo aparentemente inofensivo e pacífico intelectual comunista com seu canto de sereia. Assim como é crime alguém infectado por um vírus letal espalhar esse vírus para outras pessoas, de modo consciente, deveria ser crime a doutrinação comunista. Isso é o mesmo que espalhar, conscientemente, o vírus do comunismo para outras pessoas. Para se evitar o contágio, é necessário agir sobre o foco da infecção. E nesse caso, o foco da infecção revolucionária do comunismo é a doutrinação comunista. Assim como o foco da infecção nazista foi a doutrinação nazista. Se não se tivesse permitido a doutrinação nazista não haveria regime nazista. Se não houvesse doutrinação comunista, idem. Querem evitar futuras revoluções comunistas? Então comecem por lutar por proibir a doutrinação comunista.

  4. O texto é interessante, pois mostra a outra face da moeda. Mídias esquerdistas e as próprias universidades cheias de “doutores” marxistas sempre se atém a contar o lado mais comovente da repressão contra os ditos revolucionários, chamados de “heróis” pela história de luta contra o sistema capitalista. O Marx radical queria que fosse implantado uma “ditadura do proletariado”. Portanto, não é de se estranhar que seus seguidores começassem uma luta armada a fim de abolir a propriedade privada. Atribui-se também muito à Stalin de ter sido um ditador sanguinário, porém, na verdade, ele foi discípulo de Lenin. O que Stalin fazia, já era feito tempos atrás com Lenin. Quem tiver interesse sobre como era URSS na época de Lenin pode ler o livro primoroso chamado “A guerra particular de Lenin” de Lesley Chamberlain. Nele, conta como Lenin expulsou a intelectualidade russa de professores, artistas até médicos(Vapor da Filosofia de 1922), mergulhando a Russia na fome, na cólera, na miséria, na violência desmedida, no caos econômico. O Terror Vermelho imposto por Lenin não deixou a desejar pra nenhuma ditadura posterior. Segundo ele, estava caçando as ideias reacionárias da burguesia derrotada. É incrível como adotam textos desse ditador em cadeiras de Economia. Só pra exemplificar como Lenin destratava a intelligentsia russa da época, cito um trecho retirado do livro citado acima. Assim, Lenin escreveu:

    “As forças intelectuais dos operários e camponeses estão crescendo e se fortalecendo na luta para derrubar a burguesia e seus cúmplices, os intelectuais, os lacaios do capital, que pensam ser o cérebro da nação. Na verdade, eles não são o cérebro, são a merda”.

    Sem comentários!

  5. “eles deveriam simplesmente ter ficado em casa (…) ou organizando marchas e protestos pacíficos.”\r
    \r
    Que tem de pacíficos os protestos? Decerto o autor deve ter pensado em um local pouco movimentado e ao mesmo tempo espaçoso e visível para os protestos, como a Times Square em Nova Iorque ou Praça dos Três Poderes em Brasíla. Pois em via pública de tráfico intenso, como a Avenida Paulista, a realização de um protesto com interdição da passagem não deixa de ser uma violência contra os motoristas e transeuntes só por ser um ato político.\r
    \r
    O pior é que os mesmos manifestantes que se acham na prerrogativa de negar o direito de ir e vir, bloqueado estradas, também não se acanham em agredir verbal e fisicamente todos que tentarem furar o seu bloqueio.\r
    \r
    Nesses casos creio que a vítima tem todo o direito de reagir, como fez um motoqueiro que foi agredido por ultrapassar um bloqueio de protesto, sacou sua arma e efetuou disparos na direção dos agressores, não acertando ninguém. Embora disparar arma de fogo contra pessoas seja condenável, já e bastaria que ele sacasse a arma e ameaçasse atirar para que todos os seus agressores se afastassem, ninguém lhe pode negar seu direito de auto-defesa. Os agressores que pensem duas vezes antes de iniciar uma agressão, pois toda ação…\r
    \r
    http://www.youtube.com/watch?v=4ZIMFwAeM2Q

  6. Eu me divirto quando Libertarios comecam a denfender as piores teses do corporativismo.

    O fascismo e o comunismo, segundo inclusive alguns fundadores do pensamento Libertario sao herancas da ideologia Positivista. O Positivismo e’ essencialmente corporativista. No Brasil, o Positivismo foi a ideologia do Partido Militar, a bem da verdade o Chile NAO e’ o Brasil, mas eu ponto era mesmo em referencia ao dominio do Partido Militar no pensamento Latinoamericano. Qualquer um que analizar o golpismo no Brasil (1898, 1903, 1905, 1922, 1930, 1935, 1937, 1946, 1956, 1964) vera que a ideologia militar e’ positivista e corporativista e quem conhece a Historia ja ouviu falar nos fundadores do Movimento comunista e fascista militar brasileiro, Prestes e Juarez Tavora, ambos Tenentistas. No BRasil fascismo e comunismo nasceram nao como movimento de massas operarias, nao havia proletariado no patropi, mas nas casernas. I ntervecionismo militar e’ na America Latina e’ essencialmente corporativita e pode sempre se balancou entre comunismo e fascismo.
    No Chile e’ um pouco diferente, pois havia realmente uma tradicao Profissional Prussiana nas FFAA Chilenas que de forma unica na America Latina as manteve as margens do golpismo. Mas a ameaca comunista, fez dos militars chilenos, suseptiveis a ideologia militarista dominante, deu no que deu. No Chile os Militares se mantiveram a par do Projeto de Poder. Nao houve sucessao e a economia foi desde sempre Civil. Na Argentina, no Brasil, no Uruguay, no Peru e na Bolivia, Venezuela etc. NAO foi assim.

  7. Getulio,
    nao entenda discussao como um critica pessoal a voce. Voce tem todo o direito de emitir a opiniao que quizer. Como o Reissmann, opiniao cada um tem a sua. O que nao vale e’ cada um ter a sua realidade. Meu interesse e’ analizar os fatos. E’ claro que os fatos sao interessantes, porque podemos tentar fazer generalizacoes com eles, aprender licoes. A licao do autor, me parece erronea. E cai na falacia do mal menor. Como se a unica alternativa ao caos produzido pro Allende fosse a destruicao da Democracia no Chile. Essa tese, eu discordo. Muito mais grave, foram as tentativas de generalizar para a situacao do militarismo na America Latina. Nao bate com of fatos.
    O artigo do Mises.br sobre o corporativismo positivista e’ excelente, porque bate perfeitamente com os fatos e explica a relacao do positivismo com as ideologias totalitarias e o Estado como foi e e’ idolatrado na AL. O fascismo/comunismo LA nao precisa ser igual, ou comparavel ao Europeu, sua origem e’ a mesma o corporativismo positivista. A diferenca e’ a conta dos mortos, mas isso nao interessa aqui. O Golpe de 64 nao foi dado para impedir que Cuba (engessada desde 62) tomasse o Brasil. Foi fruto da ideologia militarista do Partido Militar. O Partido Militar ja estava consolidado no Brasil desde 22 com o Tenentismo e nos outros paises LA, tambem vem de longa data. Essa ideologia estatista e’ a mae da ditadura brasileira e a mae do que veio depois e antes PT/PSDB/PMDB. Nos ate hoje nao conseguimos superar o corporativismo positivista. Eliminar essa ideologia do estado Brasileiro. Essa e’ a minha raiva com Ordem e Progresso.

  8. Não gostei muito do artigo. Você parece ter uma visão muito maquiavélica e simplista desses processos genocidas, além de se utilizar das mesmas estratégias dos comunistas, por exemplo, matar pessoas e pôr a culpa no inimigo.
    Talvez você esteja com inveja pelo sucesso dos marxistas e queira, similarmente, impor uma ditadura, mas não tão obviamente ridícula como a marxista. Porque tentar consertar o mal com outro mal nunca (atenção!), nunca vai dar certo. Temos que combater os marxistas não por meios cavados e idealizados por eles, mas sim com seu oposto. Só ideologias opostas podem se confrontar frente a frente.
    Em suma, discordo dessa sua ideia de que o mal deve ser combatido com outro mal (e, inclusive, com o mesmo mal que foi criticado o texto inteiro!).

  9. Erik Frederico Alves Cenaqui

    Prezado Leandro\r
    \r
    Os textos do IMB continuam perfeitos em sua analise dos fatos e de seus fundamentos.\r
    \r
    Os marxistas adoram aparecer como santos e idealistas, mas são todos terroristas vez que equiparam usam a violência para atingir seus fins políticos.\r
    \r
    Eles tem que ser combatidos e expostos de todas as formas possíveis.\r
    \r
    O IMB faz muito bem em trilhar o caminho da minoria e fugir do politicamente correto.\r
    \r
    A única vez que eu discordei de você foi quando deu nota 5 para o governo Lula.\r
    \r
    Não há nenhuma idéia do texto que eu discorde.\r
    \r
    Parabéns a sua equipe pelo belo trabalho que tem sido feito em prol da liberdade e felicidade das pessoas.\r
    \r
    Abraços

  10. Definitivamente, precisamos de um Pinochet(civil ou militar) para salvar o Brasil, porque não vejo outra saída para o país. Além do Aeroporto Internacional. Pode terem sido violentos os regimes militares na América do Sul mas, evitaram que nos tornássemos uma Cuba gigante e principalmente, fizeram o Chile -e em menor grau, o Uruguai- serem os únicos países sul-americanos que se pode chamar de desenvolvidos.

  11. “Ademais, Allende centralizou e nacionalizou a educação e o sistema de saúde, distribuiu benefícios para seus aliados políticos e inflacionou alucinadamente a oferta monetária, o que levou ao colapso de toda a economia e ao endividamento maciço seguido do calote.”\r
    \r
    Os países convivem no naufrágio lento e gradual do financísmo como unica legalidade do Estado. Até quando seremos realmente autosuficientes, a ponto de não nos comportarmos (para a educação, o sistema de saúde, saneamento básico etc) conforme a oferta do dólar nos endivida?\r
    \r
    E o conflito armado está envolto no predomínio do crescimento negativo (o valor), o qual precisa de base do meio exterior, para ter um ponto de apoio fixo (interbase). Afinal quem fica com a validez dos mercados à deriva? \r
    \r
    Os EUA já estão mergulhados em sua própria areia movediça há décadas e era apenas questão de tempo para que os seus dólares afundassem, apesar de toda propaganda messiânica propagada pelo recém-eleito Obama.\r
    \r
    O caldeirão da China começa a fazer pressão ideológica para consolidar a flexibilidade dos governos ao real mundo das idéias.\r
    \r
    É preciso esquadrinhar a profundeza do valor da produção e que se tire da moeda a escória do capitalismo.\r
    \r
    O que existe mesmo, para a ação humana, é o estagio atual da civilização, o qual reside em descobrir as causas do “desenvolvimento interno” da economia para captar o engendramento do valor da produção, através de um estado natural da liquidez mundial. \r
    \r
    Por que não assumirmos nossas mazelas de forma simples, real, fortalecendo as negociações com nossa própria moeda, e deixarmos que os dólares fiquem restritos as negociatas de quem a eles pertencem?\r
    \r
    Há duas opções pró-mercado para o colonizador e seus tentaculos na produção: à partir de um dos Eu (EUA ou Europa) escolhem a moeda. Entretanto, vamos definir esse processo de acumulação pela esfinge que sempre serve como um modelo a ser queimado em público, ou:\r
    \r
    1) – Devemos ficar no espaço vazio (do meio exterior) e esperar qual dos dois postulantes á matriz da economia vai ter a representatividade máxima do mundo das imagens em detrimento do real mundo das idéias.\r
    \r
    2) – Vamos nos colocar de frente ao desafio de embasar a moeda com uma razão de referencia para a Interbase, de modo a não perder o próprio valor do movimento interno para outra moeda.\r
    \r
    3) – Viramos parte do processo que compõe os limites da revolução política das colônias. \r
    \r

  12. Prezado Leandro,\r
    \r
    Embora me filie a maioria de suas idéias, dessa vez serei obrigado, salvo melhor juízo, a discordar de você e mais: a mostrar espanto com o seu posicionamento.\r
    Inicialmente, também sou contra a “filosofia marxista”, a qual não passa de uma grande utopia impraticável, seja por falhas no calculo econômico, seja por total inadequação às características humanas. Também acho que aqueles que, ainda hoje, assinalam o capitalismo como o mal dos males e socialismo a solução dos problemas da humanidade não passam de “ingênuos fantasiadores ” (pegando leve para não ofender os possíveis marxistas). \r
    Contudo, não enxergo defesa para “líderes” como os citados no artigo, sejam eles socialista, capitalistas, religiosos ou qualquer outra coisa. Na minha opinião esses “líderes” são, (independente da filosofia defendida, repito) os exemplos do lixo humano que podemos produzir.\r
    Neste sentido, concordo plenamente quando o autor finaliza afirmando:\r
    “Tais marxistas, como os socialistas – os sérios e dedicados -, não são de modo algum santos ou mártires incriticáveis, mas sim pessoas perigosas e com uma mentalidade criminosa”.\r
    É a pura verdade, mas porque quando “os capitalistas” utilizam os mesmos métodos para defender suas idéias eles também não são criminosos?\r
    Eu até acho legítimo utilizar a violência para expor seu posicionamento quando você faz parte dos subjugados em um regime que não te dá voz (seja ele qual for, repito mais uma vez), pois é essa a única forma de se fazer notar. \r
    Contudo, a partir do momento em que você passa de subjugado a detentor do poder e utiliza da violência para impor suas idéias, você não passa de lixo humano. \r
    Pelo que entendi, o autor do texto defende o Pinochet por ele ter sido o responsável, entre outras coisas, pela base econômica do Chile, a qual precisou de violência para ser imposta.\r
    Considero isso um absurdo por alguns motivos:\r
    1º Como dito acima, a partir do momento em que Pinochet chegou ao poder, ele deveria ter abdicado de todas as formas violentas de imposição de idéias;\r
    2ª Desta forma, as idéias econômicas, ou quaisquer outras, deveriam ser implementadas seguindo um ritual legal e de procedimentos que possibilitassem a oitiva de todos os lados, até para o melhor desenvolvimento dessas idéias;\r
    3º Se renunciar a violência significasse atraso da implementação das políticas que ele considerava essenciais, paciência, é porque a nação não estava amadurecida para tanto. Os fatos das políticas econômicas terem dado certo não justificam a violência que foi utilizada em sua implementação, até porque o resultado só poderia ser conhecido anos depois.\r
    \r
    Por esses motivos acho que o Pinochet foi tão f.d.p. quanto os demais citados, isto é, porque colocou suas idéias (certas ou erradas) acima das vidas dos seus opositores.\r
    \r
    Por fim, acho que o autor pecou ao atacar o NYT por “tratamento diferenciados” dos citados, pois:\r
    1º os obituários foram escritos com décadas de diferenças, o que pode explicar a modificação na abordagem não pelo líder em si, mas pelo que o jornal acreditou que o leitor queria ler. Em 2006 as violações aos direitos humanos tem muito mais relevância do que tinha 1976 (onde a discussão do sistema econômico – capitalista ou comunista- era muito mais relevante), o que justificaria ao jornal ( uma empresa) adequar seu produto ao gosto do consumidor. É uma hipótese. \r
    2ª ele adota os mesmos critérios que critica: Segundo ele o jornal por ser esquerdista amenizou A, B, C e detonou Pinochet. Ele faz a mesma coisa; alivia para Pinochet e detona os demais. Como disse acima acho que são todos uns f.d.p., com idéias opostas, mas dispostos a tudo para implementá-las.\r
    \r
    Resumidamente, é o que penso e estou aberto para aprender com as porradas que quiserem dar.\r
    \r

  13. Erik Frederico Alves Cenaqui

    Prezado Túlio Amadeu\r
    \r
    Peço a gentileza de debater com você.\r
    \r
    Seu posicionamento é de uma pessoa de bom senso e honesta e você expos suas idéias de forma clara, o que é um bom sinal vez que tem cada comentário sem sentido no site.\r
    \r
    É evidente que o autor do texto enverada por um caminho delicado ao expor suas idéias pois no fundo ele defende o uso de um mal menor para afastar um mal maior, mas a grande sacada do texto é mostrar a TOLERÂNCIA do mundo com os metódos e finalidades do socialismo.\r
    \r
    Se os socialistas tivessem tomado o poder no Chile este pais seria pobre, faminto, totalitário e NINGUÉM iria ligar.\r
    \r
    Façamos uma comparação entre Cuba e Chile.\r
    \r
    Há uma adoração no meio intelectual brasileiro com relação a Cuba que assusta que perdura até hoje que não se repete com o Chile.\r
    \r
    No Chile houve um golpe de estado e em Cuba uma “revolução”.\r
    \r
    A ditadura do Pinochet já acabou a decádas, mas a de Fidel Castro segue até hoje.\r
    \r
    A ditadura de Pinochet começou depois da de Fidel Castro.\r
    \r
    A violência de Fidel Castro é bem maior que a de Pinochet até pela quantidade da população de cada país e pelo tempo de duração.\r
    \r
    Assim, não se pode igualar os desiguais.\r
    \r
    A equiparação diminui os crimes do Fidel Castro e aumenta os do Pinochet.\r
    \r
    Cada um deve responder segundo suas obras.\r
    \r
    Abraços\r
    \r
    \r
    \r
    \r
    \r

  14. Erik Frederico Alves Cenaqui

    Prezado Túlio Amadeu\r
    \r
    A sociedade chilena pagou um alto preço quando Pinochet fez a escolha de derrubar o Allende, vez que muita violência aconteceu.\r
    \r
    Ocorre que, quem gerou o Pinochet foi o próprio Allende, por meio de suas atitudes e condutas.\r
    \r
    Reitero que a tirania de Fidel Castro é DIFERENTE da do Pinochet pois a primeira é totalitária e a segunda é autoritária.\r
    \r
    Os regimes autoritários são mais fáceis de serem desmontados do que os regimes totalitários.\r
    \r
    Não existe intolerância exagerada com o socialismo, mas sim uma tolerância exagerada com este.\r
    \r
    O caso que você conta sobre seu irmão mostra que o marxismo persiste firme e forte na nossa sociedade, sendo que hoje a principal referência é o italiano Antônio Gramsci que defendia a implantação do comunismo pela via cultural.\r
    \r
    Todo marxista critica duramente os regimes autoritários latinoamericanos, mas se silencia sobre Cuba, Coreia do Norte, China, União Soviética e outros regimes grotescos pelo mundo, o que considero uma postural intelectual desonesta.\r
    \r
    Os pontos principais do texto são esses: é melhor um mal menor que um mal maior e existe uma tolerância exagerada para com os socialistas.\r
    \r
    Tais idéias estão corretas, vez que não podemos fazer concessões a pessoas que tem a mentalidade doentia.\r
    \r
    Abraços\r
    \r
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    \r

  15. Acho que o Reisman errou nesse artigo, especialmente se condiderarmos o ponto de vista libertário voluntarista.

    Pinochet era um autoritário corporativista que desprezava os direitos a propriedade de indivíduos. Não é por causa que ele “impediu” os comunistas de tomarem o poder que ele também não era um corporativista (socialista).

    Também acho que falta a citação disso aqui

    “É bem provável que um número substancial de chilenos inocentes tenha morrido ou desaparecido ou sofrido tratamentos brutais como resultado das ações de Pinochet. Porém, em uma batalha para se evitar a imposição de uma ditadura comunista, é algo incontestável que a maioria daqueles que morreram ou sofreram torturas estava preparada para infligir um número excepcionalmente maior de mortes e uma escala avassaladoramente maior de sofrimento aos seus conterrâneos.”

    Como ele sabe que “é algo incontestável”?

  16. Digamos que um inimigo meu solte um foguete contra a minha cidade.Eu solto um anti míssil e explodo o míssil inimigo. Só que os pedaços caem em um lugar que deveria estar deserto e matam um inocente
    Seguindo a lógica do pessoal aqui, do ‘se você assassinar um inocente, não pode colocar a culpa no seu inimigo’ então eu vou ter que ser preso apenas por estar me defendendo.

  17. Equipe IMB (Leandro, Chioccas, Helio…), faço as perguntas abaixo porque o posicionamento do instituto realmente não está claro para mim.

    1) Vocês endossam os 17 anos de estado policial do regime Pinochet ou apenas a reação imediata dos militares à balbúrdia pré-1973? Ou não houve estado policial de 73 a 90?

    2) Suponham que todos os indivíduos presos pelos militares no Estádio Nacional fossem comunistas que, visando a Revolução, iniciaram algum tipo de violência contra terceiros durante o governo Allende. Mesmo estando presos e oferecendo pouco perigo naquele momento, vários foram torturados e executados. Um liberal/libertário deveria ser brando ao criticar isto apenas porque em uma suposta vitória dos comunistas as coisas seriam piores?

    3) Seguramente alguns indivíduos, comunistas ou não, sem qualquer participação nos confiscos armados também foram sequestrados, torturados e mortos pela polícia/militares (=Estado chileno). Podemos relevar esta violência estatal uma vez que a responsabilidade última seria dos comunistas pré-golpe?

    Não pretendo dar continuidade a um debate interminável para tentar provar quem é o libertário mais puro aqui, só gostaria de entender sucintamente as opiniões de vocês.

  18. O artigo se estriba nas mesmas desculpas que caracterizam a legitimação, quando não a exaltação, do terror revolucionário, desde a sanguinária ditadura jacobina. Ainda bem que o texto de Joel Pinheiro da Fonseca (www.mises.org.br/Article.aspx?id=1563) cuidou em preservar o ideário libertário de tal contaminação, afastando-o de paradoxos indesculpáveis e confusões insustentáveis.

    Encarregou-se de separar, lucidamente, as coisas. Como a queda do Antigo Regime não absolve Robespierre ou como a queda do czarismo não absolve Lênin, os resultados econômicos liberalizantes, ou mesmo seu sucesso em conter a marcha da hegemonia de esquerda no Chile, por mais dignos de comemoração que sejam, não absolvem Pinochet pelos crimes cometidos pelo seu regime nem pelos traços autoritários que ele compartilhou com o restante do militarismo latino-americano conservador. Aliás, bem distante, em geral, de objetivos econômicos não-intervencionistas.

    Ditadores, sem muito problema, são ícones da esquerda socialista e da direita fascista. Inconcebível é gente usando farda, símbolo maior da coerção estatal armada e do coletivismo nacionalista homogeneizante, sendo idolatrada por defensores da causa da liberdade.

  19. “Essas críticas erram, em minha opinião, exatamente no ponto em que o livro O Caminho da Servidão, de Hayek, errou. Ele criticava os governos da social-democracia intervencionista (e a esquerda latinoamericana é uma versão um pouco mais contundente da variante europeia que Hayek tinha em mente) porque, supostamente, eles levariam à supressão das liberdades civis e da democracia e conduziriam à tirania. Passaram as décadas e sua previsão pessimista não se concretizou. “

    Eu também me questiono quanto a isso. Será que ele errou ou ocorreu que com a publicação desse livro ele acabou mudando o futuro ?

    Em relação a se Chavez foi ou não ruim, realmente tenho que concordar que houveram regimes/pessoas muito piores, de ambos os lados. Mas no final pra mim continua havendo um grande peso para a economia, pois se as pessoas não puderem se associar para resolver os seus próprios problemas o que vemos no Brasil e em outros países com sonhos socialistas se perpetuarão.

    “O general certamente não era nenhum anjo. Nenhum soldado pode ser. Ele foi repetidamente denunciado pela morte ou desaparecimento de mais de 3.000 cidadãos chilenos, além de acusado pela tortura de outros milhares. É bem provável que um número substancial de chilenos inocentes tenha morrido ou desaparecido ou sofrido tratamentos brutais como resultado das ações de Pinochet. Porém, em uma batalha para se evitar a imposição de uma ditadura comunista, é algo incontestável que a maioria daqueles que morreram ou sofreram torturas estava preparada para infligir um número excepcionalmente maior de mortes e uma escala avassaladoramente maior de sofrimento aos seus conterrâneos.”

    Como foi o regime militar brasileiro. Estou longe de defendê-lo, só quero fazer uma reflexão: tal qual os militares lutaram contra os comunistas, lutaram os governos de cuba e seus comunistas. Mas vejamos as diferenças, até hoje há dissidentes cubanos presos por causa da luta política, e pior, os cubanos não tem direito a sair e voltar ao país; enquanto o regime militar brasileiro devolveu o poder de forma pacífica. Os comunas daqui gostam de lembrar do regime brasileiro e sua falta de democracia, tal qual gostam de lembrar do nazismo, suas atrocidades com os judeus e seus campos de concentração, mas não lembram a ninguém que o nazismo importou os campos de concentração da URSS e que essa mesma também perseguiu judeus e outras pessoas.

    “Por fim, vale lembrar que o general Pinochet voluntariamente renunciou à sua ditadura. Ele fez isso após ter logrado dois êxitos: impedir uma tomada comunista e impor vastas reformas pró-livre mercado na então completamente combalida economia chilena. O efeito dessas reformas foi o transformar o Chile na mais próspera economia da América Latina. De acordo com as palavras do hostil obituário do The New York Times, o ditador utilizou seu poder para “determinar limites, por exemplo, nos debates sobre políticas econômicas, frequentemente alertando que não toleraria um retorno a medidas estatizantes”. Isso o tornou o único ditador não estatista em todo o mundo.”

    Um ditador que renunciou.
    Quantos monarcas renunciaram ? Quantas ditaduras comunistas renunciaram ? URSS quando caiu estava totalmente sucateada, tirando os prédios do governo.
    Sou totalmente contra ditadores, sou totalmente contra que os fins justifiquem os meios, mas eu me pergunto uma coisa extremamente complicada de se perguntar. Quem logrou mais êxito em sua luta política em melhorar a vida do povo, Stálin, Hitler, Fidel, Pinochet, Obama ou Mandela ?
    Extremamente complicado e delicado.

  20. embora não se deva realmente utilizar de ditaduras ou violência para se instalar o Liberalismo econômico, sejamos mais realistas. O povão odeia privatizações, principalmente nos setores de mineração e combustível. Desta forma, surge as multidões socialistas-sindicalistas para protestar em locais públicos contra os governos privatizadores. E eles sempre usam de violência quando protestam.

    O que resta a um governo pró-livre mercado fazer então? Ou ele tenta usar de os meios de comunicação para mostrar os benefícios das privatizações ou terá que usar a força contra os militantes que protestam. A primeira opção ainda que feita com o máximo de esforço possível não iria de modo algum convencer 100% da população. Aqueles que não concordassem iriam imediatamente fazer os protestos.

    Foi sempre assim: Margaret Tatcher, Ronald Reagan, Pinochet…todos eles tiveram que usar a força (violência) em algum momento para por em prática o livre mercado. Até mesmo no Brasil, o FHC sofreu com protestos dos militontos. Imaginar um livre mercado sendo posto em prática de modo pacífico (embora seja o mais sensato e correto) é muita ingenuidade do Instituto Mises.

    de qualquer forma continuo aprendendo muito com vocês que postam aqui e continuo seguindo a página. Um Abraço.

  21. Emerson Luis, um Psicologo

    É como no caso do Brasil: os guerrilheiros são apresentados como lutadores pela democracia, sendo que o regime militar os combatia justamente porque queriam estabelecer uma ditadura comunista.

    * * *

  22. Pinochet foi uma mocinha virgem comparado à Lênin, Stálin, Mao Tsé-Tung, Pol Pot e Tito.

    É só ter o mínimo senso de proporções.

  23. Pinochet foi um dos maiores lideres do século XX.

    É tão injustos ver como sua imagem é denegrida por todos e seus feitos menosprezados.

    O homem salvou o chile do colapso e elevou a condição de país mais rico da América latina.

    Um homem diferenciado que ao longo de seu mandato abdicou de parte de seu poder, desestatizou boa parte da economia e ainda entregou o poder aos civis voluntariamente.

    Reclamam dos 3000 mortos, mas esquecem que sua ampla maioria foram militante comunistas.

    Pinochet deveria ser um herói nacional, mas infelizmente os chilenos elevaram Allende a tal posto. E a consequência disso será a própria destruição do chile, que já está ocorrendo.

  24. Texto e comentários muito atuais para o Brasil. O foro de SP não desistiu e está sendo refinanciado, enquanto seus aliados da mídia fazem o ”trabalho” de desinformação.

    E, soturnamente, vendem caro a reforma previdenciária, e armam a sabotagem da ref. tributário-fiscal no DF.

  25. “Sujeito que não quer viver no capitalismo é aquele que, por definição, quer viver à custa de terceiros – ou seja, quer viver da agressão praticada contra terceiros. Ele precisa expropriar estes para poder se manter vivo.”

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