A história nos mostra que a batalha homem versus estado é cíclica: o homem persistentemente cria novas ideias e o estado incansavelmente se esforça para destruí-las. A burocracia nunca foi amiga das ideias que solapam sua artificial legitimidade.
Por demais frequente, a história nos fornece exemplos de queimas de livros patrocinadas pelo estado e outras formas de censura extrema. Muitos de nós hoje tomamos como um fato consumado a nossa “liberdade de expressão”, e poucos se dão conta de quão difusa e generalizada continua sendo a censura governamental. É verdade que muitos de nós nunca passamos pelos piores tipos de censura já ocorridos na história do mundo — poucos hoje se lembram, por exemplo, dos rituais de queima de livros promovidos pelos nazistas ao longo da década de 1930, quando mais de 18.000 obras foram incineradas.
De um modo geral, todos os esforços de censura foram relativamente bem sucedidos até épocas bastante recentes. Queimas de livros, principalmente em tempos mais modernos, não conseguiam eliminar por completo um livro de circulação mundial, mas definitivamente conseguiam obstruir severamente sua circulação dentro das fronteiras dos governos em questão. Quantas cópias de Ação Humana circularam dentro da Alemanha nazista entre 1940 e 1945? Aventuro-me a dizer que foram pouquíssimas.
A batalha sempre foi do mercado contra o estado, ou da capacidade do homem de contornar os tentáculos do governo por meio do progresso econômico. Pelo menos até muito recentemente, o homem sempre esteve em desvantagem tecnológica. Sua capacidade de evitar uma queima de livros se equivalia à sua capacidade de saber esconder o livro. O fim da censura na Alemanha, por exemplo, veio somente após o fim do regime nazista. (Para a Alemanha Oriental, a censura extrema não acabou até 1989).
Atualmente, nossa capacidade de obter conhecimento está ameaçada porque tal conhecimento representa uma ameaça ao estado — não à “segurança nacional”, como tem sido dito mundialmente, mas à legitimidade do próprio estado. Julian Assange, por meio do site WikiLeaks, disponibilizou para todas as sociedades uma vasta coleção de informações que solapam a legitimidade dos estados. Assange rasgou o véu da benignidade governamental e fez com que todos passassem a duvidar seriamente das táticas dos estados. Seu website arruína a autoridade moral dos governos.
A ameaça representada por Assange foi ressaltada pelas reações aparentemente desproporcionais dos governos, principalmente o americano. Nos EUA, o senador Joe Lieberman, presidente da Comissão do Senado para Questões Governamentais e de Segurança Nacional, utilizou bem sucedidamente o poder do estado para fechar uma parte do WikiLeaks. Ele conseguiu isso ao ameaçar sanções à Amazon, que à época hospedava aquela parte da operação de Assange.
A aquiescência da Amazon à exigência de Lieberman ocasionou uma série de recriminações. A maioria dos irritados está corretamente furiosa com Lieberman, e alguns chegaram até a defender um boicote à Amazon (por se curvar ao estado) — mostrando que a Amazon tem mais a perder por agir contra o desejo de seus clientes do que tem a ganhar ao prestar obediência ao governo.
Ambos os lados do debate podem ter seus méritos. Mas o propósito deste artigo está em outro ponto. Há algo positivo e que ambos os lados ainda não perceberam: o WikiLeaks ganhou.
O WikiLeaks ficou fechado por apenas um dia. O serviço encontrou um novo provedor, fora do alcance imediato do governo americano. A burocracia foi aturdida e desafiada por um novo obstáculo que, ironicamente, ela ajudou a criar (embora tenha sido o mercado que a fez se desenvolver) — a internet. Agora é o estado quem repentinamente se descobre um passo atrás. A queima de livros se tornou uma prática de censura totalmente obsoleta.
A internet desconhece fronteiras, jurisdições e limitações físicas. Um servidor na Nigéria pode ser acessado dos Estados Unidos. Apenas olhe a quantidade de websites piratas aparentemente imunes às leis de propriedade intelectual. Essa rede global de dispersão de informação tornou irrelevantes as ferramentas de repressão do estado: como os criminosos de uma nação conseguirão efetivamente deter algo que não existe fisicamente dentro de sua jurisdição geográfica? Como um governo conseguirá ameaçar com regulamentações uma entidade que opera fora do alcance do poder de suas leis? O estado ficou pra trás.
É verdade que os governos têm tido algum sucesso em censurar a internet por meio de ferramentas como ‘bloqueios de segurança’ e táticas similares. Porém, o quão efetivos têm sido esses meios é algo a ser analisado. Mesmo a China, com seu vasto exército de policiamento da internet, tem sido ineficaz em impedir que aqueles indivíduos mais tecnicamente aptos consigam se esquivar de seus firewalls.
Quantas vezes um indivíduo conseguiu criar tal reação a um ataque fragoroso ao estado? Quantas vezes esse indivíduo conseguiu se safar? Ainda mais importante, quantas vezes o governo respondeu com força máxima e fracassou? Os eventos recentes ilustram que os governos estão perdendo e os mercados, ganhando.
Cem anos atrás, ou mesmo há 40 ou 50 anos, um tirano como o senador Lieberman muito provavelmente seria um homem temido em qualquer país em que ele pudesse impor sua censura. Hoje, homens assim estão beirando a irrelevância. Qual satisfação pode ser maior do que a de ver um déspota sendo despido de seu poder?
Alguns temem que a natureza incontrolável da internet possa estimular formas mais intrusivas e generalizadas de intervenção e regulação governamental. Isto é, que a internet possa forçar o estado a crescer em um ritmo mais rápido do que o atual. E que talvez o governo tenha de crescer a tal ponto que consiga impor um policiamento ostensivo da internet no futuro.
E eu digo: que o faça! Vale a pena reler a seguinte passagem de Ação Humana, de Ludwig von Mises:
No longo prazo, é impossível um governo impopular continuar existindo. A guerra civil e a revolução são os meios pelos quais as maiorias descontentes derrubam governantes e métodos de governo que não lhes convêm.
O que Mises quis dizer é que a legitimidade de um governo é dada pelas pessoas que ele pretende governar. Um governo pode sobreviver apenas na medida em que sua existência não cria custos opressivos para a coletividade dos cidadãos sobre os quais ele se sustenta. Por ser uma burocracia em constante expansão, a própria natureza do governo é incompatível com a sociedade, pois, uma vez que burocracias são naturalmente ineficientes, o crescimento do governo irá inevitavelmente solapar sua própria autoridade. Assim, quanto mais rápido a burocracia quiser crescer, melhor — e como o crescimento relevante ocorrerá em uma área que as pessoas estimam bastante, a internet, isso fará com que fique ainda mais evidente a natureza perversa e imoral do estado.
A revolução da qual Mises falou vem ocorrendo desde tempos imemoriais — trata-se do perpétuo conflito entre homem e estado. Historicamente, o homem sempre foi limitado pela força. Uma revolução poderia ser bem sucedida apenas se ela fosse fisicamente mais forte e mais bem equipada que os criminosos do estado. Tais métodos de revolução já estão começando a ficar antiquados, pois os avanços tecnológicos, como a internet, deixaram os criminosos estatais impotentes.
Somos superiores a essa ideia de emular as táticas do estado. O papel das ideias se tornou tão abrangente, que mesmo os gangsteres estatais, outrora poderosos, passaram a ficar melindrosos tão logo perceberam quão ridículos eles se tornaram na concepção do cidadão comum. E tudo por causa da internet.
O quão abrangente ou importante será o papel da internet na luta contra a tirania é algo que história se encarregará de contar. Pode até ser que o homem ainda não tenha criado as ferramentas necessárias para proteger seus interesses nessa relação hegemônica que ele é obrigado a ter com o estado. O propósito desse ensaio não é exagerar os atuais eventos. O objetivo é prestar testemunho de como as regras estão mudando. Na história humana, o estado raramente fracassou no curto prazo em seus esforços para privar os cidadãos de fontes de conhecimento — e sempre foi o objetivo das revoluções sangrentas difundir esse conhecimento.
Revoluções sangrentas ficaram obsoletas, pois os exércitos governamentais estão se tornando cada vez mais irrelevantes. Como revela esse episódio do WikiLeaks, e como o governo planta as sementes de sua própria humilhação, veremos os governos serem combatidos não pela força das armas, mas pela supremacia do mercado.
Hoje estamos vendo a burocracia temerosa e recuada. Quando o estado tiver o uso de sua força negado, por meio do mercado, iremos testemunhar uma derrota completa.
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Leia também:
“Revoluções sangrentas ficaram obsoletas, pois os exércitos governamentais estão se tornando cada vez mais irrelevantes.”\r
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Disso infelizmente eu duvído bastante… O Estado, que existe há séculos, não desaparecerá num passe de mágica, apenas porque nos tornamos mais “informados” sobre sua natureza. \r
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É a própria citação de Mises que o comprova: a informação e o descontentamento só tem significado se levam à guerra civil. \r
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É bonito o otimismo do autor, mas pouco realístico. Ninguém que detenha uma descomunal força coativa vai simplesmente abandoná-la em virtude do descontentamento popular. No máximo, modificar posturas pontuais que geral descontentamento.\r
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Quanto à absurdamente utópica possibilidade de que o “povo” venha a compreender a natureza do Estado e se revoltar, não me parece mais que uma caricatura da dialética (falaciosa, por princípio) de Marx. Prever o que irá acontecer com o Estado, o grandioso dia de sua derrocada, é exercício vão de futurologia.
Esse texto me fez lembrar de uma frase de Gary North: The gatekeepers are still there, but the walls are down.
Fernando, \r
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Li esse artigo do Hoppe quando conheci o site: é um excelente texto. Quanto ao fato de que o Estado retira sua força do povo, ela me parece excessivamente ligada à atual doutrina da “soberania popular”, pressupondo a veracidade da máxima “todo poder emana do povo”. Como bem sabes, tal máxima está no art. 1º de nossa Constituição e basicamente é adotada explicita ou implicitamente por praticamente todos os estados atuais. O problema é que essa doutrina, como também a perniciosa doutrina dos direitos humanos que tem sustentado a cartelização dos Estados, é bastante falaciosa, quase mística, eu diria. \r
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Mas deixemos os estistas de lado: as falácias com as quais pregam a legitimidade do Estado são pouco relevantes. Consideremos somente essa simples idéia: o força do Estado vem do povo. O primeiro problema é saber o que se quer dizer com “povo”. Ora, enquanto eu sou uma entidade real, dotada de vontade e que, portanto, pode dar seu aval para isso ou aquilo, o povo não o é. É impossível determinar quantas vontades individuais são necessárias para se ter algo como uma “vontade popular” e, por conseguinte, um “aval popular”. Em outros termos: embora eu retire meu aval do Estado, o Estado permanece com força (capacidade de me causar danos reais). Idealmente poderíamos dizer que se ninguém, principalmente os servidores público e, entre estes, os militares e policiais, der seu aval ao Estado, então o Estado perderia sua força. Algo no mínimo irrealístico.\r
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Há, portanto, uma diferença considerável entre a legitimidade e o poder do Estado. Se definirmos, como Weber, o poder como a possibilidade e impor sua vontade sobre outra, então dispõe de poder aquele que dispõe de meios coersitivos: soldados e armas (a guerra de sesseção americana mostrou bem como o “povo” não pode retirar seu assentimento de uma organização estatal, ainda que reconheça sua ilegitimidade”). Outro exemplo interessante é o fato de que a nossa Presidente eleita não obterve o assentimento da maioria dos brasileiros para assumir o cargo e nenhum questionamento foi feito ou será sobre esse fato (O TSE desconsidera as abstenções, brancos e nulos e sempre haverá uma maioria, ainda que só uma pessoa vote). \r
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A questão da legitimidade levanta outros problemas, mais ligados à esfera individual que a qualquer “coletividade”. Ora, não dou aval para que o Estado exista. Nesse caso há duas possibilidades: ou continuo agindo, sob as regras do Direito instituído pelo Estado, e não haverá qualquer consequencia para mim e muito menos para o Estado; ou, por outro, lado, sigo o exemplo de Thoreau, agindo de acordo com minha convicção. Bem, neste último caso, como a retirada do meu assentimento individual em nada modifica o poder real do Estado, terei que sofre as consequências que vão desde uma simples discriminação e interdição para certos atos até à própria morte. \r
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Existe uma instituição muito similar ao Estado que serve para uma boa analogia: a Igreja Católica Romana. Como bem se sabe, sua estrutura é monárquica, e seu poder advém da promessa de recompensa ou castigo além da morte. Seguindo-se a doutrina tradicional católica, alguém que retire seu aval da Igreja, será um apóstata e não terá nenhuma possibilidade de salvação: extra ecclesiam nullam salvat. É aí que reside a grande diferença para com o Estado, pois a igreja pune o sessesionista com a própria sesseção, ou seja, condena ao inferno alguém que, por definição, não acredita no seu poder de condenar qualquer pessoa ao inferno. Independente de acreditar ou não no “poder” da Igreja, é forçoso admitir que ele só se estende àqueles que o legitimam, àqueles que nele acreditam. O mesmo não ocorre com o Estado: seu poder se estende também, e principalmente, aos que não o legitima e, se ao invés de considerar “assentimento” como um ato mental, o considerarmos como uma afronta ao Estado, veremos que toda a força do Estado está justamente direcionada para punir, se necessário com a morte, todos os sessecionistas, vulgarmente chamados de “criminosos”. \r
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Talvez eu esteja sendo um tanto quanto excessivamente prolixo. O que realmente quero dizer, e era essa a minha objeção ao texto, é que o Estado não vai desaparecer simplesmente porque eu retirei meu assentimento mental e individual de sua legitimidade e é impossível dizer quantos indivíduos seriam necessários nesse movimento de retirada de assentimento para que o Estado sequer fosse minimamente afetado. \r
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“No longo prazo, é impossível um governo impopular continuar existindo. A guerra civil e a revolução são os meios pelos quais as maiorias descontentes derrubam governantes e métodos de governo que não lhes convêm.”\r
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Mises está completamente correto nesse ponto e concordando com ele, discordo de que não seja necessária uma “revolução sangrenta”. Para destruir um Estado ou uma determinada forma de Estado é preciso mais do que um exército de descontentes, é preciso que os descontentes formem um exército, i.e., que tenham meios simétricos aos do Estado (armas) para impor sua vontade. Ainda nesse caso, não basta um exército de descontentes e armas, é preciso que este exército vença (a guerra civil norte-america novamente nos dá o exemplo histórico).\r
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Para mim a coisa parece muito clara: 1% da população brasileira constituirá um Estado e imporá sua vontade sobre os 99% restantes, desde que os primeiros tenham armas e disposição de matar (por dinheiro ou por crença, pouco importa) e os outros não. \r
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Entretanto, voce realmente me “pegou” com a segunda objeção. Como qualquer pessoa inteligente e não-hegeliano-marxista (isto sendo quase pressuposto daquilo) sabe a história não tem quaiquer regularidades. Portanto, é totalmente impossível dizer o que vai ou não vai acontecer, baseando-se no que já aconteceu. Com isso, devo reconhecer que meu pessimismo quanto à extinção do Estado não tem maior fundamento que a posição contrária. Mas, veja bem. No que toca aos meios adequados para “promover” a extinção do Estado, minha possição ainda é a que expus (muito pedantemente acima): o esclarecimento só tem sentido como meio, não como fim-em-si-mesmo. O conhecimento é mais importante que as armas em certo sentido, mas somente porque leva os homens a tomarem armas quanto aquilo que os descontenta. De outro lado, o conhecimento pode ser uma arma: a divulgação recente dos documentos americanos pode até ter afetado o poder do Estado americano, mas não porque o povo foi esclarecido e sim porque porque gerou atritos entre os E.U.A os vários Estados. Se não sou capaz de causar dano ao Estado, então meu assentimento individual de legitimidade é pouco relevante para sua real existência. Seria maravilhoso ver o Estado desmanchar-se sem que uma gota de sangue fosse derramada. Pessoalmente não acredito, mas quem me dera estar enganado. De qualquer modo, isso não nos impede de trabalhar em favor desse horizonte. \r
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Perdoe-me novamente por ser tão prolixo. É próprio a pessoas como eu ver problemas até onde não existem. E, enfim, embora o libertarianismo seja um corpo teórico bem coerente, as questões pragmáticas ligadas a ele ainda são um grande desafio, ao menos para mim.\r
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Infelizmente a informação não atinge todas as camadas
e mesmo que atingissem, a maior parte da população simplesmente não se importa
é triste, mas veja este site do Mises como exemplo
apenas 5 comentários para um país do tamanho do Brasil
gostaria de ver isso aqui com pelo menos 1 milhão de posts…
A aceitação de um governo tirano e estúpido parte, inegavelmente, da aceitação passiva de uma maioria silenciosa e inativa. Por um motivo ou outro, acomodamo-nos na má situação tanto quanto na boa. Ninguém faz nada porque ninguém faz nada, e o círculo se fecha; a desgraça se perpetua.
“Hoje estamos vendo a burocracia temerosa e recuada. Quando o estado tiver o uso de sua força negado, por meio do mercado, iremos testemunhar uma derrota completa.”
Não estariam sem querer atacando a idéia de sujeitos reais – a família, a sociedade civil e a soberania da nação, os quais são pressupostos do Estado, e esquecendo que o estado já se encontra invertido para a especulação transitória e superficial, por meio do mercado (financeiro)?
Quanto a mim, reconheço que zelam por tentativas de práticar uma evolução cultural, americana, haja visto que as informações que o pensamento dos economistas austriacos reclamam só pode ser alcançada com o desaparecimento do estado, e consequentemente do dinheiro em seus falsos valores.
Porque o mesmo estado que dizem impedir a realização fundamental da moderação libertária, no tocante as divisões da sociedade, é parte constituinte dos vossos créditos que o degeneram por causa do crescimento da propriedade privada ligado a moeda, preenchida por títulos público, e pagas pelo estado da sua contraparte.
Logo, apesar de muitos odiarem a racionalidade politica e econômica, é o estado que efetua tanto o querer como o realizar no lado do todo econômico. Tal implicação não podia ser defendida, na medida que achássemos nele, em relação real, o ponto preparatório de um circulo que não pode escapar a posição de emancipação humana, a ser restaurada para divulgar o “valor do trabalho”. Esse ponto é especificamente proporcionado para as primeiras ocasiões de liberdade – as quais determinam a verdadeira correlação que gera a mais valia da produção, e mais valia de dinheiro e havendo a mais valia do dinheiro, reinvertido pela mais valia da produção, o estado abstrato (o modo de engendrar a produção) se torna o autosuficiente criador de recursos excedentes de valor, para aplicar em obras que, ao mesmo tempo, servem de testemundo do lastro da moeda.
Não é, portanto, por nos deixar influenciar pela tese que inspira-se na abolição do estado que ele se tornou incapaz de introduzir o “valor” da riqueza – que não atentávamos advir para o valor alheio; pois é notório que há crenças inadequadas de livre mercado (moeda = investimento + juros) pressupondo uma servidão geral aos gigantescos interesses corporativos; os quais viram no estado um veiculo transferidor de “valor” repetitivo da moeda, ao que, entendido ao modo de interpretar a sociedade, se faz uma organização pelo poder da informação.
Quando outras versões se desviam do ensino verdadeiro de um motor natural para preencher a principal lacuna que procede da riqueza (o valor do trabalho), deveras considero essa informação ser igual a patria dos discípulos que desenvolvem a vocação do valor da produção como donativo idealista ao preço do dólar; para onde o vacilante violador da razão nos submete ao jugo dos EUA.
Marx pag. 19 “Na investigação das condições políticas é se facilmente tentado a não fazer caso da natureza objetiva das relações e tudo explicar a partir da vontade dos agentes. Há contudo, relações que determinam tanto as ações das pessoas particulares como as das autoridades individuais, e que são tão independentes como os movimentos da respiração. Partindo desse ponto de vista objetivo, não se pressuporá uma exclusivamente boa ou má vontade de qualquer das partes. Ao contrário, observar-se-ao ONDE A PRINCIPIO as pessoas parecem agir (18).
rapaz, tenho que confessar que eu nao entendo uma so frase do que o miguel diz… :-S
Corgosinho
Não consigo entender o que você escreve.
O autor tem razão ao dizer que o uso da força (queimas de livros, derramamento de sangue) está ficando obsoleta, mas isso apenas obriga os donos do poder a adaptarem a ação do Estado ás novas exigências da atualidade e assim o manterem.
A legitimidade do Estado pode vir da maioria, mas o seu poder vem do monopólio da força, o que lhe permite ter acesso a recursos virtualmente ilimitados, muito mais do que qualquer organização por mais poderosa que seja. É desse monopólio que advém todas as outras prerrogativas, como o poder de tributar, de forçar o curso de uma moeda que ele controla, de prender, de regular, entre tantas outras.
Se algo ameaçar criar alguma resistência a ponto de precisa ser rapidamente neutralizado, isso pode ser feito de forma fácil e rápida, basta ter os recursos. E o estado os tem de sobra. O WikiLeaks é uma ameaça? O que ele fez deixou a diplomacia americana um tanto constrangida, mas não foi nada muito sério. Esse episódio foi muito superestimado. O que realmente preocupa o império hoje é o terrorismo, incluindo a variante ‘cyber’.
Essa adaptação que falei acima já começou em relação ao cyberterrorismo: a julgar pelo que tenho lido a respeito na revista SIGNAL e em outras fontes, as agências de inteligência mais refinadas (CIA(EUA), MI6(RU), Mossad(Israel), DGSE(França), BND(Alemanha), FSB (herdeira da lendária KGB, da Rússia) e a Guoanbu (China)) devem estar mais parecidas com uma convenção de fãs de Star Wars. Agentes como James Bond já desapareceram há tempos, alguns Jack Bauer´s ainda resistem, mas a temporada deles já acabou em 2010. Se a FOX ou a CBS quiser criar uma série de espionagem com alguma base na realidade, daqui em diante, vão ter que chamar os atores de “The Big Bang Theory”.
Já estamos vendo algumas notícias sobre essa nova modalidade de ação governamental: chineses espionando os emails de ativistas políticos que lutam contra o atual regime e fortes evidências que os israelenses estejam por traz do vírus Stuxnet, que afetou o funcionamento de usinas nucleares no Irã. Ora, se o WikiLeaks fosse uma ameaça real, seus servidores seriam facilmente derrubados por uma botnet, todos os responsáveis poderiam ser rastreados pela web de depois presos numa mera operação policial.
Conclusão: Ontem queimavam livros (e ás vezes até pessoas), agora “deletam” bytes; antes incendiavam bancas de revistas, agora derrubam servidores; naquele tempo liam cartas alheias, hoje em dia espionam emails. Ou seja, de lá pra cá a tecnologia dos suportes de informação pode ter melhorado, mas o conhecimento continuam tão vunerável à depredação pelo Estado quanto antes.
“revolucoes sangrentas ficaram obsoletas, exercitos, bla, bla”\r
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quanto exagero, quanto delirio.\r
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Gracas ao estado a natureza porca do homem nao nos destruiu.\r
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E ainda tem essa gente que se considera “pura”, e ainda falando um absurdo do “homem \r
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lutando contra o estado” desde o inicio dos tempos.\r
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Lutando so se for para destruir a sociedade e alimentar o egoismo e o greed.\r
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Sabe o que voces sao? anjos. Mas anjos caidos.\r
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Viva o estado. Longa vida a autoridade.
Guilherme,
Leia o livro Viktor Frankl: “Man´s search for Meaning”. Um cara que pensava como você (e como Freud, seu professor) até cair em um campo de concentração.
O Estado acabava no muro. Dentro, eles ñ tinham um Estado… deveriam viver como animais se destruindo uns aos outros.
Mas Freud estava errado e ñ foi isso que aconteceu.
Erick, obrigado pela sugestao. Vou conferir o livro.\r
Mas nao acredito que va mudar minha opiniao. Na verdade, nao muda a natureza humana que, com o delirio do “livre mercado”, estaria apenas mudando de mestre.\r
O problema e que tem muita gente tentando resolver um problema pessoal..talvez depressao sei la, tentando buscar uma bandeira para carregar. Meio que ter sentido pra vida. Isso os mais ortodoxos. Uma boa parte e somente gente que tem no wikileak guy um heroi.\r
Com um nivel desses….
Void, meu caro, tua frustracao sexual poderia ser disfarcada com um pouquinho de polidez.\r
Deixe quem quer dialogar em paz.
Prezado Leandro\r
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Mais um texto perfeito do IMB.\r
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O que o estado mais teme é a livre circulação de idéias, vez que se as pessoas sabem o que esta EFETIVAMENTE acontecendo não terão mais receio de se posicionarem desfavoravelmente a postura oficial.\r
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Frise-se que a verdade SEMPRE prejudica quem possui o poder.\r
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Cabe lembrar que o governo Lula tentou em várias oportunidades censurar os já esquerdistas meios de comunicação nacionais e a terrorista Dilma tentará faze-lo com certeza.\r
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O mais importante para o site é ficar atento aos comentários estatistas que emporcalham os belos e refinados textos.\r
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Abraços
Sabedoria milenar: “-Se um sujeito te chamar de asno, ignora-o. Se todos te chamarem de asno, coloca-te uma sela”.
“Sabedoria” minha mesmo, de bolso: se um sujeito escreve coisas que absolutamente ninguém entende, então:
(a) ele é um gênio incompreendido, de tal grandeza que somente alguém iniciado nos textos ocultos e filosóficos seria capaz de apreciar; ou
(b) o que ele escreve realmente não dá pra entender, e o escrevinhador pode tentar ser mais claro e lógico.
Não se trata de qualquer picuinha de ordem pessoal, apenas eu e outros frequentadores deste site estamos tentando iluminar a mente de quem não consegue expressar seus pensamentos de modo compreensível.
Ao contrário do que alguns pensam, há uma tendência geral de se achar que, quanto maior a simplicidade e brevidade de um argumento, maior é a possibilidade de ser entendido e aceito por todos – o que é o seu objetivo.
Se a pessoa escreve de modo rebuscado, prolixo e/ ou críptico, na realidade demonstra um desejo de *não* ser compreendido. Isso pode ser esteticamente interessante, por exemplo, na poesia – o espanhol Góngora foi um mestre nesse tipo de expressão, porém o estudo da ciência econômica requer clareza e simplicidade.
Uma alternativa para evitar perda de tempo em debates estéreis seria simplesmente ignorar os comentários incoerentes e prosseguir o debate entre aqueles que utilizamos o mesmo código.
E é exatamente isso que pretendo fazer a partir de agora.
Fui!!!!!!!!!!
WikiLeaks?\r
Tem algo aí cheirando muito mal!\r
A imprensa geralmente trabalha a favor do sistema.Essa mídia toda cobrindo o caso com tanta ênfase cheira muito mal mesmo!\r
Esse tal Assange,figura estranha,sendo agora transformado em herói?De onde saiu esse sujeito?\r
Isso é armação.Estão montando o circo!\r
O que estou a ver , isso sim , é a preparação para CONTROLE MACIÇO DA INTERNET !\r
Espiem lá, Jornal nacional ,por exemplo e vejam o que estam falando sobre a escalada dos preços de commodities!\r
Ouro e prata totalmente fora da pauta!\r
\r
WikiLeaks? Óh! Isso fede !
Indivíduos bem informados e bons pensadores querem autonomia. Por isso governos autoritários tentam controlar as informações. Estas estão cada vez mais disponíveis, o que é ótimo, mas ainda falta muita capacidade de pensar para transformar informação em conhecimento e conhecimento em ação produtiva.
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