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Doze trapalhadas econômicas históricas

Sempre
que você ouvir um político falando sobre questões econômicas, esconda-se e
proteja-se. Pode apostar que vem por aí alguma
trapalhada.  

A sorte desses
iluminados é que suas interferências erosivas geralmente são de efeito lento
sobre a economia. Contudo, de vez em
quando, os grandes sábios conseguem produzir um verdadeiro colosso, que, além
de derrubá-los, destrói também todo o seu país. A seguir, doze exemplos históricos dessas trapalhadas.

1. Cobre muito caro e morra

No
ano 301, o imperador romano Diocleciano publicou o seu Edictum De Pretiis Rerum Venalium, isto é, Édito Sobre os Preços
dos Alimentos, o qual visava à reestruturação do sistema de cunhagem de moedas e
determinava um congelamento de salários e preços de vários tipos de bens,
especialmente alimentos. 

A penalidade
para quem vendesse acima dos preços estipulados era a morte. Cópias desse édito foram insculpidas em
pedras e em monumentos de todas as partes do império. 

Eis uma dica para futuros ditadores: jamais entalhem
nas pedras suas trapalhadas, a menos que queiram que as pessoas riam de sua
estupidez pelo resto da eternidade. 

O
édito foi um desastre. Comerciantes
estocaram seus bens, recusando-se a vendê-los pelo preço imposto pelo
governo. Outros estocaram simplesmente
para não correr o risco de serem erroneamente acusados de estarem vendendo a
preços acima do determinado, ficando assim sujeitos a execuções. Os trabalhadores reagiram ao congelamento de
salários desaparecendo do expediente ou simplesmente ficando sentados, sem
fazer nada. Com o tempo, o édito passou
a ser ignorado e se tornou objeto de escárnio e gozação, algo que diminuiu
permanentemente o prestígio e a autoridade do império.

2. Tosando o Lobo Inglês

Você
sabe que está fazendo algo de errado quando seus inimigos se tornam heróis
populares como Robin Hood. 

O bom senso
diz que é mais fácil tributar os fracos e repassar o dinheiro para os fortes;
porém, após o fracasso de sua política de administração florestal, o Rei João I de
Inglaterra
decidiu tentar o inverso. Ele liberou os nobres da obrigatoriedade de fornecer soldados e material
militar à coroa, mas, em troca, ordenou que eles pagassem uma pesada “scutage”
— taxa paga em substituição ao serviço militar.  Rapidamente, surgiram 10.000 Robin Hoods
querendo matá-lo, perseguindo-o de forma bem organizada. 

Ao ser humilhantemente obrigado a assinar a
Magna Carta em 1215
, que deu início à monarquia constitucional e limitou os
poderes do rei, João I conseguiu ganhar algum tempo. Porém, já no ano seguinte, ele voltou a viver
em fuga. Após perder todas as suas
posses (ele havia confiscado algumas jóias da coroa) em uma intempestiva
tentativa de atravessar um rio, ele enlouqueceu, teve disenteria e morreu pouco tempo depois.

3. Dinheiro de papel é incrível

O
quinto Khan da Pérsia se chamava “Gaykhatu“, o que significa
“Incrível” em mongol. 

Em 1294, após esbanjar
afobadamente todo o dinheiro deixado por seus predecessores, ele não tinha como
enfrentar uma forte epidemia de peste bovina que começava a devastar o gado
de seus cidadãos. Incrível
propôs uma solução incrível para seus problemas financeiros: dinheiro de
papel.  

Inventada por seu chefe Kublai Khan, na China, a
ideia de um dinheiro de papel foi uma dádiva dos céus. Ele poderia imprimir notas de papel idênticas
às chinesas, decretar pena de morte para qualquer um que se recusasse a
aceitá-las, e todos os seus problemas estariam resolvidos. Incrível! 

Mas, para a infelicidade de Incrível, ele não se preocupou muito com
detalhes técnicos como conversibilidade e controle de capitais, coisas com que Kublai Khan havia se preocupado em demasia; e o resultado foi o total fracasso
do projeto. O caos econômico foi
inevitável. Incrível foi deposto e
executado no ano seguinte.

4. Comprarei todas as espadas que você
fizer

No
período Muromachi
(1336 a 1573), os mandarins da dinastia Ming, na China, adotaram a política de
comprar e importar espadas dos japoneses com o objetivo de impedir que os
incômodos “bárbaros” que ocupavam aquelas ilhas tivessem acesso a essas armas. A reação dos japoneses foi um regozijo só, e
se deu dentro do espírito daquele antigo comercial de Doritos, feito por Jay
Leno: compre o quanto você quiser; vamos fazer mais.

5. Nenhum contrabando será permitido

Controle
de preços sempre será algo estúpido, independente da época, mas é necessário um enorme grau de imbecilidade para se praticá-lo quando sua região está sitiada.  

Em 1584, as forças controladas por Alessandro
Farnese
, Duque de Parma e Piacenza, estavam cercando a maior cidade da
Holanda, Antuérpia, durante a Revolta Holandesa (Guerra dos oitenta
anos
). De início, o cerco foi em vão, pois as formações em linha do
exército do duque eram porosas, e a Antuérpia conseguia receber suprimentos por
via marítima. 

Mas o duque era sortudo,
pois a cidade decidiu voluntariamente se bloquear a si própria. Os magistrados da cidade decretaram um limite
de preços para os cereais. Como consequência, os
contrabandistas, que até então vinham furando o bloqueio, se tornaram
consideravelmente menos entusiasmados para fazer entregas de alimentos. Em meio à fome geral que se seguiu, a cidade
teve de se render no ano seguinte.

6. A fábrica de ouro de Veneza

Em
1590, a República de Veneza estava em declínio. Dezenove anos antes, ela havia gloriosamente se defendido dos turcos
otomanos, vencendo a Batalha de Lepanto, porém tendo perdido o Chipre, a maior
possessão da república.  

Em 1585, o
recém-eleito doge (magistrado supremo), em vez de jogar para o público moedas
de ouro — como era tradicional na cerimônia de ascensão –, havia jogado
moedas de prata.  Sobrecarregada de
impostos, tarifas, taxas, obrigações, dízimos, multas e comissões, a economia
já havia vivido dias melhores.

Inesperadamente,
de toda essa treva surgia uma nova esperança. Um veneziano chamado Marco Bragadini, há muito desaparecido, mas que
estava morando na Lombardia, havia descoberto uma maneira de criar ouro. 

Porém a república tinha de agir rápido, alertou
Bragadini, pois o duque
de Mantua
estava louco para pôr as mãos nesse invento valioso. Uma tropa de soldados foi enviada
imediatamente, e Bragadini entrou seguro e triunfante na cidade, com mais
três galés. Testes científicos rigorosos
foram ordenados pelo senado para verificar o poder do “anima d’oro”, o qual
apenas Bragadini possuía. O alquimista
despejou mercúrio em um cadinho, acrescentou uma pitada de seu pó secreto e
colocou fogo na mistura. Rapidamente, o
mercúrio se transformou em ouro. Era
tudo verdade, afinal.  

Os preços das
capas e dos frascos do alquimista dispararam. Signor Bragadini calmamente informou ao senado que ele poderia produzir
seis milhões de ducados ou qualquer quantia que eles quisessem. Em troca, ele assegurou que não queria nada,
mas apenas ser um humilde servo de seu país.

Naturalmente,
o senado colocou todos os recursos de Veneza à disposição de Bragadini. Os nobres corriam em manada até o alquimista,
implorando para que ele os incluísse em seu negócio. Porém, os meses se passaram e a produção de
ouro revelou-se desapontadoramente escassa. 

Aparentemente, havia limites para a velocidade na qual o ouro poderia
ser criado.  Sentindo uma crescente
impaciência com os pífios resultados de seu trabalho, Bragadini fugiu
sorrateiramente para Munique, onde o Duque Guilherme V da Baviera (também
conhecido como Guilherme, o devoto) suplicava seus serviços. 

Infelizmente para o maestro Bragadini, nesse
meio tempo o Papa Sisto V havia morrido e sido substituído pelo farisaico Papa
Gregório XIV, que considerava o alquimista e seus dois cachorros crias do diabo. Gregório XIV imediatamente deu ordens para
que os três — Bragadini e seus dois cães — fossem executados, ordem essa que
Guilherme, o devoto, imediatamente cumpriu.  

O senado de Veneza decidiu fingir que a coisa toda jamais havia
acontecido.

7. Como lidar com entesouradores

À
medida que a fome gerada pela Revolução Francesa foi ficando fora de
controle, em 1793, um grupo radical chamado “Comitê da Segurança Pública”,
liderada por Maximilien Robespierre, assumiu o controle. O comitê decidiu solucionar o problema da
fome decretando a “Lei de Maximum”, um conjunto de políticas decretando um
limite de preços para o pão e outros bens comuns. 

Quando essas medidas se revelaram incapazes
de aumentar a oferta de alimentos, o comitê enviou soldados para o interior do
país com o intuito de confiscar violentamente os cereais dos perversos
agricultores, que estavam “entesourando” tudo. Robespierre e seu comitê foram mandados para a guilhotina no ano
seguinte.

8. O sonho de um desocupado, o fim de um
império

Em
1880, a tecnologia ferroviária estava avançando rapidamente, e os russos
receberam do Extremo Oriente inúmeros pedidos de autorização para a construção
de ferrovias privadas.  Porém, para os
paranóicos aristocratas de Moscou, não bastava apenas negar o pedido desses
estrangeiros inconfiáveis; era necessário também que os russos construíssem sua
própria ferrovia para o oriente, de modo a manter os orientais fora da
Rússia. 

Sob a liderança de sua Paranóia
Real, o Czar Alexandre III, o estado russo começou a pedir uma enormidade de
empréstimos estrangeiros para construir a ferrovia Transiberiana, de 8.000
quilômetros, o maior projeto de obra pública desde as grandes
pirâmides de Gizé
.

Alexandre
(e seu império) mais tarde morreria em decorrência de lesões sofridas em um
acidente ferroviário. Quando esse
projeto dominado pela corrupção foi finalizado em 1904, o filho de Alexandre,
Nicolau II — o último czar russo –, estava tecnicamente falido. Guerras e revoltas começaram a assolar o
império. Em vez de transportar artigos
de comércio, a nova ferrovia estava transportando prisioneiros políticos e
suprimentos para soldados. 

Quando a
Rússia rolou suas dívidas em 1907, já era óbvio para os grandes bancos que o
império estava financeiramente condenado. Apenas pequenos investidores se arriscavam a conceder novos
empréstimos. Mesmo com a suspensão do
pagamento da dívida, a economia da Rússia já estava tão debilitada, que ela não
sobreviveria à Primeira Guerra Mundial.  

Nicolau II foi executado em 16 de julho de 1918.

9. É preciso uma vila para produzir a fome

Em
1984, o fracasso da colheita na Etiópia apresentou um novo conjunto de
problemas para a junta marxista, chamada “Derga”, que controlava o
governo. Os programas de estatização e
de controle de preços
, que eles haviam implementado há anos, pareciam menos
eficazes que nunca. 

Obviamente, o
problema todo estava nos vestígios de capitalismo que ainda infectavam a
economia. 

Portanto, a junta resolveu
adotar medidas ainda mais vigorosas, como a proibição do comércio de
cereais. Por mais estranho que pareça,
tal medida não acabou com a fome. 

O
ditador Mengistu Haile Mariam, inspirado pelo brilhante sucesso agrícola do
camarada Stálin na década de 1930, imediatamente promulgou um novo conjunto de
ideias batizado de “vilagização”. Sob
esse plano, os dispersos habitantes rurais da Etiópia seriam aglomerados em
vilas modernizadas com infraestrutura de ponta. 

Como
era de se esperar, nem todos os beneficiários desse plano compreendiam o charme
utópico dessas vilas, o que fazia com que eles tivessem de ser levados à força
para o local — para o bem deles próprios. Infelizmente, o esperado aumento na produção agrícola nunca se
materializou, e milhões morreram de fome. O país sucumbiu a um permanente estado de guerra civil, que só acabou em
1990, após a União Soviética ter parado de subsidiar a Derga. 

Mengistu fugiu para o Zimbábue, onde se
tornou um proeminente conselheiro dos governantes daquela nação, gerando humanitários resultados.

10. Reeditando Diocleciano[*]

Na
ânsia de inovar, o presidente brasileiro José Sarney achou-se capaz de dar uma lição em
Diocleciano. Em 1986, após anos de crescente
inflação, Sua Excelência baixou um decreto congelando os preços de todos os
bens e serviços da economia brasileira
. Já
que era impossível atacar as causas da febre — isto é, reduzir a expansão
monetária praticada pelo Banco Central
–, então que se quebrasse o termômetro:
o simples congelamento de preços bastaria para acabar com os efeitos dessa
inflação monetária. 

O resultado foi
maravilhoso. Carros usados tornaram-se
mais caros que carros novos, as carnes desapareceram dos açougues (mas
prontamente reapareciam tão logo o comprador ofertasse uma quantia extra por
baixo do balcão) e o governo acabou tendo de literalmente prender bois no
pasto para impedir suas exportações, que eram bem mais vantajosas. 

Após noves meses de desabastecimento e
escassez, o governo abandonou seu decreto. Como a expansão monetária jamais fora interrompida, os preços
dispararam imediatamente e o presidente chegou a ser apedrejado dentro de um
ônibus. 

Saiu do governo com 6% de
aprovação.

11. Rublos: você os via, agora não os vê
mais

Em
22 de janeiro de 1991, Mikhail Gorbachev, o presidente da União Soviética,
decretou que todas as cédulas de 50 e 100 rublos não mais poderiam ser aceitas,
e deveriam ser trocadas por novas cédulas durante os três dias seguintes
apenas, e somente em pequenas quantias.  

O efeito de tal medida foi o de instantaneamente aniquilar uma grande parte
da poupança e do capital acumulado dos cidadãos soviéticos. 

Em 26 de janeiro, ele deu sequência a essa
medida genial, ordenando agora que a polícia fizesse buscas em todas as lojas e
pontos de comércio, e exigisse os históricos de qualquer negócio a qualquer
momento.  

Os problemas econômicos do
regime se aceleraram e entraram em uma espiral de morte. Gorbachev renunciou a 25 de dezembro e, no dia seguinte, o Soviete
Supremo se dissolveu, acabando com os quase 75 anos da União das Repúblicas Socialistas
Soviéticas.

12. Um museu de grandes novidades[*]

Após quase uma década de crescimento econômico impulsionado por políticas
macroeconômicas razoavelmente sensatas
, a presidente do Brasil Dilma Rousseff decidiu inovar. No caso, “inovar” significava “regressar”
a políticas econômicas que já haviam sido amplamente desacreditadas nas décadas
de 1970 e 1980.

Adotando políticas
econômicas que se resumiam
a estimular o consumo sem estimular a oferta, aumentar
os gastos públicos, maquiar as contas do governo, aumentar as tarifas de importação,
aumentar o crédito concedido por bancos estatais, tabelar o lucro de empresas,
congelar o preço da gasolina e baixar os preços da energia elétrica na caneta, a
mandatária fez com que um país que até então apresentava bons indicadores econômicos
passasse a apresentar dois anos seguidos contração econômica, taxa de inflação de
preços próxima a dois dígitos, desemprego crescente e sem perspectiva de
melhora, taxa de câmbio em forte desvalorização, custo de vida em forte ascensão,
gasolina e tarifas de utilidade pública em disparada, endividamento recorde da população,
e investimentos em prolongada contração.

Sua taxa de aprovação despencou a níveis próximos aos do Diocleciano
brasileiro da década de 1980. Os
apoiadores do seu partido, outrora os mais fanáticos do país, bateram em retirada,
envergonhados. Apenas os militantes
pagos ainda se arriscavam a fazer defesas pontuais da presidente e do partido,
mas sempre enfatizando que se opunham vigorosamente à política econômica. Gerou-se o movimento dos “contrários a favor”. 

Após implantar o seu museu de grandes novidades, a mandatária não concluiu o mandato. E estraçalhou a imagem do seu partido.

___________________________________________

[*] Acréscimo
do editor

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141 comentários em “Doze trapalhadas econômicas históricas”

  1. A parte em que os “gênios” vão para a execução depois da aplicação de seus planos, é o que mais me agradou em algumas das historietas. Pena já termos perdido a prática neste quesito indispensável ao tratamento de tais pústulas cerebrais.

  2. Faltou dizer que Gorbachev, depois de destruir a União Soviética (o quê foi algo extremamente positivo para o mundo) tornou-se líder respeitado no mundo todo e conferencista internacional pago a peso de ouro. No passado, líderes que destruíam seus países, como Robespierre, eram guilhotinados. Hoje, eles se transformam em consultores recebendo vultosos honorários, escrevem artigos em jornais e revistas prestigiosos e dão palestras, conferências e seminários frequentados pela elite econômica, como fazem ex-ministros da fazenda do Brasil, entre os quais Bresser Pereira e Mailson da Nóbrega. Mudam-se os tempos, mudam-se os costumes.

  3. Essas do Sarney foram históricas msm. Era moleque mas lembro bem. A oferta era tão baixa que qd anunciavam que em tal mercado havia certos alimentos como leite, arroz ou feijão o comércio lotava. E não era mercado de vila, pequeno não!
    Lembro até hoje do 1o videocassete que meu pai comprou num desses mercados. Comprado via consórcio, haha. Um mísero videocassete!
    Sem contar qd meu pai não saía as pressas com o carro no posto tal porque o governo anunciava aumento de preços. Chegava lá era ele e mais uma fila de carros dobrando o quarteirão. hehe

    Conversando com um pessoal via Orkut sobre essa fiscalização do governo sobre as fazendas de bois, um vai e mostra um vídeo do Jornal Nacional via Youtube em que a Polícia Federal sobrevoava com helicópteros as fazendas pra verificar quem estava ou não contrariando o tal decreto. Vê se pode! rsrsr

  4. Tinha 8 anos na época do plano cruzado e me lembro que passei alguns meses sem consumir leite porque smplesmente o produto tornou-se artigo raro nos supermercados e pior ainda numa cidadezinha do interior do Pará onde eu morava. Meus pais tiveram de substituir o leite de vaca por leite de côco.

  5. O pior é que tem gente até hoje que acredita que o Plano Cruzado daria, aliás esse era o slogan, me lembro que havia ágio para comprar carne e outras coisas além do empréstimo compulsório que ninguém que eu conheça recebeu de volta.

  6. Marco Bragadini foi executado por William V, duque de Baviera, e não por nenhum papa.
    en.wikipedia.org/wiki/Marco_Bragadino#Execution

    E não é verdade que “a produção de ouro revelou-se desapontadoramente escassa”. Ela era uma fraude, só isso. Qualquer mané do século XXI sabe que alquimia é lenda.

    Tava até achando o texto interessante, ia compartilhar, mas como, se no primeiro item de que desconfiei já achei informações erradas?

  7. Comentário em off: dado que este site tende a ser frequentado por pessoas de capacidade intelectual mais elevada, não deixa de ser perturbador constatar o nível de disfuncionalidade na leitura do brasileiro, vide este Hector e este zcla.

    Se eles têm essa dificuldade, imagina o resto da população?

  8. Por isso que quando você quer fazer o curso de Graduação de Ciências Econômicas, é necessário realizar uma prova discursiva de historia.

    Excelente artigo, nota 1000!

  9. O plano cruzado foi um exemplo para história, pena que isso não é mostrado na escola, também com o conhecimento de economia que tem os nossos professoras, a maioria são todos marxista e admiradores do PT.
    Neste tempo de plano cruzado os pais, principalmente as mães tinham que acordar bem cedo para comprar carne no supermercado do bairro; formava-se filas enormes. A minha mãe comprava lata de óleo; o supermercado vendia as latas grandes; eles deixavam poucas latas para a venda.
    Sumiu tudo leite; carne; ovos; cerveja. O governo para piorar criou um tal de gatilho para os salários isso aumentou mais ainda os salários colocando mais pressão inflacionária, era um Deus nos acuda.
    Isso deve ser ensinado nas escolas, o perigo do controle de preço, o perigo dos reajustes de salários sem produção.
    Plano cruzado um história de controle de preços e demagogia política

  10. Este site é excelente; mas atualmente o nível de pessoas que postam mensagem está caindo muito, tem cada mensagem que é de uma infantilidade terrível.
    Não é a toa que a nossa educação se encontra entre as piores do mundo. Algum tempo atrás as pessoas colocavam argumentos concretos, agora aparece cada personagem.
    Bem mais vamos lá

  11. Quanto ao congelamento da época do Sarney foi a fase mais difícil de minha vida, filho pequeno, tinha que arranjar comida para casa de qualquer jeito, mas, sendo advogado do diabo, e deixando bem claro que esse senhor pode ser considerado uma das maiores pragas desse país de todos os tempos, quem assumisse a presidência naquele período não teria muita opção para enfrentar o caos que havia se instalado, o país estava atolado até o pescoço de dívidas, fruto do regime anterior, e era necessário por ordem no sistema, tudo virava tentativa para ver se dava certo, pagamos caro por isso, opinião pessoal minha.

  12. Os políticos e burocratas brasileiros já implementaram essas trapalhadas diversas vezes. Cada fracasso automaticamente se torna justificativa para uma nova trapalhada.

  13. O que tenho a dizer é que as medidas adotadas pelo governo brasileiro só não foram mais eficazes por ausência de maior regulação e lobby de burgueses que tentam contaminar o governo. Somente um governo sério e socialista poderá projetar uma economia saudável, dividindo igualmente entre os súditos a receita recebida para que haja justiça e ninguém passe necessidade!

    Creio que a atividade reacionária age com descuido para com o próximo, pensando unicamente em lucro, esquecendo-se daquele que passa frio na rua, sem ter onde morar e daqueles que sofrem com a seca no nordeste, que nada podem produzir porque não tem as mesmas oportunidades dos que moram em lugares privilegiados e tiveram uma família privilegiada!

    Creio que o governo deveria elaborar mais Leis de Igualdade de Oportunidades, proibindo a concentração de atividades nas mãos de poucos, limitando os lucros que cada um deve ter e congelando a produção nos limites legais!

  14. Anarcofóbico,

    “um governo sério e socialista poderá projetar uma economia saudável,” você realmente acredita nisso?

    E como seria este governo sério e Socialista?
    A igualdade de Oportunidade, com certeza, não acabaria com a miséria no País. Entenda, que muitos, apesar de terem oportunidades não as “aproveitam”, e preferem viver de Programas Sociais criados pelo governo (com dinheiro pago por impostos de todos). O fato de pessoas passarem frio, morarem nas ruas, não é de responsabilidade daqueles que não estão na mesma situação, independentemente se é porque trabalham ou ” foram privilegiados por ter uma família”, um ser humano não é responsável pela sobrevivencia do outro, (com exceção dos pais, por seus filhos menores de idade) da mesma forma que não tem o direito de tirar a vida do outro, ou mesmo de estabelecer limites, sejam eles financeiros ou qualquer outro.
    Governo socialista, só se for aquele que obriga quem trabalha a manter os que não trabalham, (além deles mesmo, é claro) fazendo assim, com que todos vivam de maneira igualmente pobre, afinal de contas, se todos serão obrigados a trabalhar para dividir, ninguem mais vai querer trabalhar, ou vai?

  15. “O fato é que existe um direito natural de cuidado para com o próximo”,

    Todos temos o “direito natural” a vida, porém, não cabe ao outro ser o “dever natural” de nos manter vivos.

  16. Oraculo de Delfos

    esse anárcofóbico deve táh de saca@#$%&*, só pode:
    “faixa de até 80% de imposto de renda, salvo quanto aos funcionários públicos, para que a população se sinta motivada a participar dessa grande carreira de elevada exigência intelectual”.
    Centro de Unificação? qual seria sigla mesmo???
    Obrigação de permanecer no emprego?
    congelando a produção nos limites legais!

    Valeu, anarcofóbico !!!

  17. Sou cristão calvinista (igual a Gary North) e não acredito em reencarnação, mas se eu acreditasse eu diria que esse Anarcofóbico participou da revolução russa junto com Lenin Trostsky e Stalin.

  18. Anarcofóbico 25/07/2013 13:50:10

    O fato é que existe um direito natural de cuidado para com o próximo, a divisão é necessária e os programas sociais só não foram mais eficazes, pois são concedidos em valor muito abaixo. Sim, todos devem trabalhar e devem ser obrigados a permanecer no emprego.

    Tenho para mim que deveria haver um Centro de Unificação que deveria fazer uma análise cuidadosa de cada cidadão e encaminhando cada um para um trabalho de sua competência, exigindo uma produção mínima e máxima, proibindo as empresas de contratar outros que não enviados pelo centro de unificação e proibindo qualquer tipo de demissão.

    Além disso, é um absurdo alguém que ganhe mais de 20 mil reais pagar apenas 27,5% de IR, creio que deveríamos ter uma faixa de até 80% de imposto de renda, salvo quanto aos funcionários públicos, para que a população se sinta motivada a participar dessa grande carreira de elevada exigência intelectual. Quem ganha 200 mil por mês estaria vivendo muito bem com 40 mil. Além disso, deveria haver confisco de todas as fortunas acima de 2 milhões de reais, exceto nos casos de interesse público.
    Responder

    É claro que esse cara tá de sacanagem

  19. Leandro,

    Um comentário acima citou o Encilhamento. Segundo essa fonte, sobre o ocorrido no século XIX:

    Pelo modo em que o processo foi legalmente estruturado e gerenciado, junto com a expansão dos capitais financeiro e industrial vieram desenfreada especulação financeira em todos os mercados e forte alta inflacionária, causadas pela desconfiança oriunda de determinadas práticas no mercado financeiro,[3] como excesso de lançamento de ações sem lastro, e posteriores OPAs visando o fechamento de capital.”

    Trazendo para os dias atuais, poderíamos comparar o Encilhamento com o caso de ações das empresas que abriram capital na segunda metade da década passada, fizeram o maior “auê”, como as empresas do Grupo X (MMX, CCX, OGX), empresas do ramo imobiliário (Brookfield, Gafisa) e outras que quebraram ou estão nesse mesmo caminho?

  20. Show este texto. Parabéns IMB.
    Ao contrário de tanta burrice feita por aqui, o Plano Real, foi uma sacada de gênio. Digno, guardadas proporções, de Ludwig Erhard na Alemanha.
    Lembro como foi bom sonhar com uma moeda forte…viajar para o exterior…talvez até não mais precisar de visto para entrar nos EUA…
    O sonho acabou!

  21. ” […] Os apoiadores do seu partido, outrora os mais fanáticos do país, batem em retirada, envergonhados. Apenas os militantes pagos ainda se arriscam a fazer defesas pontuais da presidente e do partido, mas sempre enfatizando que se opõem vigorosamente à política econômica.”

    Apenas os militantes pagos? Ainda tem muito esquerdopata que sem receber um centavo tem a demência( ops pleonasmo,rsrs…) de defender esse governo comunista!!!

  22. Rodrigo Pereira Herrmann

    O problema fiscal do governo é incontornável.

    Precisaríamos de uma monstruosa reforma liberalizante e estrutural (tributária, previdenciária) apenas pra estabilizar o avião.

    O governo pressionará pela solução inflacionária (a impressora), não tem jeito, não tem de onde tirar. É impossível que o BCB consiga trazer a inflação pra meta no próximo biênio.

  23. “Portanto, a junta resolveu adotar medidas ainda mais vigorosas, como a proibição do comércio de cereais. Por mais estranho que pareça, tal medida não acabou com a fome.” Fartei-me de rir.

  24. Sobre o governo Dilma, além do hyperlink contido no artigo, vale também ver este, que faz um apanhado de tudo.

    epoca.globo.com/colunas-e-blogs/blog-do-fucs/noticia/2014/12/13-bizarrices-de-dilma-na-economia-das-quais-jamais-esqueceremos.html

    Eu não lembrava, mas ela queria tabelar os lucros das concessionárias (ver item 11 do link acima). Após anunciar essa brilhante ideia, a dona tentou fazer a concessão da BR-262 e, surpreendentemente, ninguém se interessou.

    g1.globo.com/economia/noticia/2013/10/dilma-enviara-projeto-para-garantir-lucro-concessionarias-dizem-lideres.html

  25. Entender o imperialismo é fácil: os países precisam uns dos outros, a China, por exemplo, precisa da soja brasileira. Até aqui, tudo bem, e naturalmente os dois países farão trocas comerciais: os chineses levam a soja e trazem bugigangas, por exemplo

    Entretanto, naturalmente, as forças do mercado podem ir contra os interesses chineses. Por exemplo, o Brasil pode sofrer uma escassez de água potável por causa de uma péssima estação de chuvas (coisas da natureza). Com a água cara, o preço da soja tende a ficar mais caro, já que ou a produção de soja será menor ou os produtores tentarão compensar o aumento dos custos nos preços ou ambos* (eu entendo que quem faz os preços é o mercado e, necessariamente, não o produtor).

    *ou outras razões mercadológicas.Não sou economista mas a tese é: o preço da água tem influência no preço da soja

    Uma soja cara pode ser uma coisa catastrófica para China e os chineses entram naquele jogo do padeiro contra o alfaiate: o padeiro pode ficar muito tempo sem o alfaiate mas o alfaiate não pode ficar uma semana sequer sem o alfaiate. O Brasil pode ficar sem as bugigangas da China mas a China não pode ficar, por muito tempo, com uma soja brasileira tão cara, senão o país morrerá de fome (até encontrar outra solução, se é que ela existe…morcego não deu muito certo)

    Temos, neste caso, a razão, a lógica do mercado contra os chineses.A lei da oferta e da demanda, que definiu o preço da água e,por fim, o da soja, está contra os chineses! A razão e a lógica do mercado está contra os chineses! Eis uma falha do mercado! (lembrando que os conceitos de sucesso e de falha são relativos)

    A vontade é superior à razão, contanto que haja poder! Com poder, a única razão que você precisa respeitar é a sua própria razão e, portanto, será feita a sua vontade! É isso que é liberdade!

    Mas qual será a saída para os chineses? Usar o poder! Usar o poderio militar para obrigar o governo brasileiro a diminuir o preço da água, mesmo que a população brasileira seja sacrificada, ou usar o poderio econômico para corromper a política nacional de modo que Brasília sempre esteja subserviente à Pequim. Geralmente, ocorrerá ambos.Brasil dominado!

    Se precavendo da possibilidade das forças do mercado estarem desfavoráveis, os países avançados iniciam o processo de dominação antes mesmo das falhas ocorrerem e nota-se que, aos poucos, o país dominado vai entrando na esfera de influência do dominador, com os processos de corrupção e de intimidação sendo os mais comuns (existem outras táticas)

    Eu citei o, como exemplo, o governo sendo corrompido mas pode ser, também, qualquer outro tipo de instituição, seja pública ou privada (como um tribunal privado).

    Eu também citei um caso de “mercado não favorável” mas poderia ser um caso de “leis não favoráveis” ou de “costumes não favoráveis” (como o de ter liberdade de expressão e liberdade política)

    Conclusão1: existem falhas mercadológicas que podem ser corrigidas por meios não mercadológicos

    Conclusão2: parece que o Ancapistao vai precisar de uma força militar muito forte e muito leal ao povo ancapistânes… forças que seguem apenas o critério do mercado corrrem o risco de serem compradas, como os mercenários gauleses nas Guerras Púnicas, que toda hora mudavam de lado

    ——–±++++++++++++++++++++++++++++++

    Novas ideologias:

    Social-liberalismo na Argentina: socialismo para os argentinos, liberalismo para os empresários chineses

    Ambiental-capitalismo no Brasil: ambientalismo (matagal e bicho) para o Brasil, capitalismo para os estrangeiros

  26. Daria para criar uma bíblia só de trapalhadas econômicas, é algo praticamente rotineiro desde que surgiu humanos poderosos o bastante para interferir nela, e o estrago que algumas delas causa é digna de um amargeddon. Com o tamanho histórico que temos só consigo imaginar alguns motivos de ainda existir gente que apoia controle sobre a economia, desequilíbrio mental, alienação, ignorância, complexo de deus, interesses próprios, e/ou por pura e simples maldade.

  27. Daria para criar uma bíblia só de trapalhadas econômicas, é algo praticamente rotineiro desde que surgiu humanos poderosos o bastante para interferir nela, e o estrago que algumas delas causa é digna de um amargeddon. Com o tamanho histórico que temos só consigo imaginar alguns motivos de ainda existir gente que apoia controle sobre a economia, desequilíbrio mental, alienação, ignorância, complexo de deus, interesses próprios, e/ou por pura e simples maldade.

  28. Boa tarde!

    Faltou exemplificar o pior de todos planos econômicos: Plano Collor, confiscou o dinheiro de todos. Tudo bem era um liberal, sem pecado. Podia errar e massacrar. A direita está sempre certa no que faz.

  29. era moleque na época do sarney, minhas maiores lembranças, são as filas nos supermercados, onde cada pessoa passava com pelo menos 3 carrinhos de compras cheios “pro mês” e do fato de quando via algo com preço bom, corria pra minha mãe “mãe tem que comprar agora senão mais tarde vai ta com outro preço, vamo la, vamo la agora!”…hoje tu vê o Datena postando “tinha que ter uma lei com preço máximo pras coisas” ou gente que quando acontece alguma calamidade “tem que prender esses comerciantes q tão vendendo ‘água-gasolina-gas-etc’ mais caro!”, não se enganem a próxima presepada está bem ali na esquina e no inicio SEMPRE tem apoio da população…

  30. Precisa atualizar o artigo e colocar lockdowns, incluindo a bizarra legislação em Araraquara, a qual praticamente estatizou supermercados.

  31. Eu só discordo do ultimo trecho do texto, toda ou quase toda política da Dilma começou no segundo mandato do Lula, mais precisamente como reação a crise de 2008.. Maior prova disso é o programa atual do PT-Lula que ta muito semelhante ao governo Dilma

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