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Duas considerações sobre estado e mercado

Sociedade voluntária x sociedade tiranizada

Na
falta de um termo melhor, estou dando a essa lei o nome de Lei de Woods: sempre
que o setor privado introduz uma inovação que melhora a situação dos pobres, ou
ofereça benefícios ou termos que ninguém mais está preparado para lhes
oferecer, alguém — sempre em nome de estar ajudando aos pobres — irá requerer
a restrição ou até mesmo a abolição de tal inovação.

O
exemplo universalmente famoso é o da Wal-Mart, a rede varejista que vende
produtos a preços baixos, beneficiando exatamente os de menor renda.  Exatamente por isso, diversos ativistas pedem
sua abolição, com a justificativa de que a Wal-Mart paga salários baixos e
compete deslealmente com seus concorrentes. 
Da mesma forma, pense em qualquer empreendedor que tentou vender
produtos a preços baixos, de olho no segmento de baixa renda e, exatamente por
isso, foi processado por agências reguladoras por estar praticando dumping e
prejudicando concorrentes menores.

Comentando
esse fenômeno com o professor Christopher Westley,
da Jacksonville State University, percebi que ele também apresentou uma lei que
pode perfeitamente ser chamada de Lei de Westley.  Ainda mais simples que a Lei de Woods, a Lei
de Westley afirma que o setor público sempre é cobrado com bem menos rigor do
que o setor privado.  Logo, o setor
privado é condenado mais intensamente por erros que o governo comete com muito
mais consistência e em escala muito maior.  Ou, colocando de outra forma, as falhas do
governo são tratadas bem mais complacentemente — quando sequer são notadas —
do que as falhas cometidas por agentes privados.

O
controle da criminalidade é um bom exemplo. 
Certa vez, quando eu morava em Manhattan, um amigo de Connecticut que
veio me visitar teve o rádio de seu carro roubado enquanto estávamos comendo em
uma lanchonete.  Por acaso, no momento em
que estávamos inspecionando o carro para ver se algo mais tinha sido levado,
passou um carro de polícia.  Fizemos
sinal para que ele parasse e explicamos a situação.  O policial nos disse que realmente era uma
pena o que havia ocorrido, e foi embora.

Quando
o governo diz às pessoas que nada pode ser feito quando sua propriedade é
roubada, elas normalmente aceitam tal fato com uma amarga resignação.  Agora, imagine uma empresa privada dizendo a
mesma coisa: nós de fato dissemos que iríamos proteger você, mas a verdade é
que não vamos mover uma palha para tentar achar o meliante, recuperar seu item
roubado ou indenizá-lo por sua perda.

E
é melhor nem entrar no detalhe de quantos crimes, mesmo os mais graves, não são
solucionados pelo estado e tampouco mencionar o fato de que, como me foi dito
por um policial que conheço, exatamente nada acontece com ladrões de carro
primários.  Em alguns locais, você tem de
roubar um carro pelo menos cinco vezes para que finalmente alguma penalidade
lhe seja imposta.


me perguntei várias vezes qual seria a reação das pessoas se uma empresa privada
fosse assim tão negligente e tão obviamente incapaz de cumprir suas tarefas.  Iríamos para sempre ouvir sermões sobre a
incompetência do mercado e sobre a necessidade de regulamentações mais estritas
e de supervisão estatal mais intensa.  Os
fracassos do estado, por outro lado, quando são corretamente percebidos, geram
apenas gracejos e abanos negativos de cabeças. 
Sim, ocasionalmente um político flagrado em corrupção renuncia, mas
ninguém perde o emprego pelo fato de os Correios serem caros e ineficientes ou
porque a polícia não pode fazer nada em relação ao roubo de carros.  O estado, de alguma forma, conseguiu se
isentar da obrigação de ter de seguir os mesmos padrões de comportamento e performance
que os agentes privados são obrigados a observar — e, pior ainda, a maioria
das pessoas concorda e aceita que tudo seja assim.

Porém,
o exemplo mais perfeito dessa fraude governamental está mesmo nas contas públicas.  Ano após ano, o governo promete que vai
equilibrar o orçamento.  E, ano após ano,
os déficits vão se acumulando.  Como
consequência, a dívida interna, a qual você e seus descendentes terão de pagar
no futuro, vai aumentando — dívida essa, convém enfatizar, que você não pediu
e que não foi feita por você, mas que você terá forçosamente de pagar.  Alguém é punido por esse crime?  Alguém no Tesouro é demitido?  Alguma
coisa, qualquer que seja, acontece com os responsáveis
? Os jornais apenas
noticiam o fato como uma coisa corriqueira. 
Amanhã essa notícia já será velha.

Agora,
imagine se uma empresa privada cujos serviços você não contratou fizesse uma
dívida e lhe mandasse a conta?  Mais
ainda: imagine se ela fizesse isso com um grande número de pessoas?  Dificilmente ela chegaria ao fim do mês.

Que
o governo tenha conseguido corromper nosso senso de justiça a ponto de poder
perpetrar sobre seres humanos perfeitamente conscientes fraudes tão
transparentes como essas, é apenas mais um argumento a favor da sociedade livre
e voluntária e contra o estado.

Poder x Mercado, ou: o mercado
transforma tudo em mercadoria?

Mais clichês já foram proferidos sobre a economia de mercado do que sobre
qualquer outro fenômeno social. 
Recentemente, lendo as atas de um simpósio internacional ocorrido em
1982, editadas por Walter Block e Irving Hexham, deparei-me com essa
observação:

A filosofia do livre mercado nos faz olhar para toda a vida social como
se ela fosse um mercado… Ela leva as pessoas a considerarem tudo que as cerca
como mercadorias, como coisas que têm preços, como objetos a serem usados.

Quem disse isso realmente é o de menos, embora devo esclarecer que nenhum
dos dois editores foram os culpados por isso (duvido que Walter Block diria
algo assim mesmo sob ameaça de tortura). 
Não se trata de um argumento atípico: o livre mercado supostamente
“mercadoriza” tudo, e reduz toda a vida a uma questão de cédulas e moedas.

Mas será que é realmente isso que o mercado faz?

Murray Rothbard descreveu o livre mercado como sendo simplesmente “o arranjo
social em que os indivíduo praticam trocas voluntárias de bens e serviços”.  Ao dar a um de seus livros o título Power and Market (Poder e Mercado), Rothbard estava
situando “poder” e “mercado” como antinomias. 
O mercado consiste em transações voluntárias entre agentes dispostos a
transacionar; o estado, ou “poder”, introduz a coação nas relações humanas,
criando efeitos coercivos que não teriam sido escolhidos voluntariamente pelos
indivíduos. 

Se poder e mercado são opostos, comparemos então a pura economia de mercado
com a pura aplicação do poder — o serviço militar obrigatório.  O recrutamento compulsório consiste em um
grupo de pessoas sobre as quais o estado declara ter o direito de utilizar seus
corpos em conflitos que envolvem a imposição de violência e o alto risco de
morte.  O risco moral presente no
recrutamento compulsório é óbvio: o estado estará mais preparado para iniciar
guerras e incorrer em táticas propensas a gerar significantes perdas de vidas
caso o custo de tal atividade seja socializada e os soldados utilizados sejam,
do ponto de vista do estado, praticamente sem custos.  Se houver muito mais de onde aquelas centenas
de milhares de soldados vieram, e nenhuma das autoridades tiver de ser
responsabilizada por qualquer custo gerado pela perda de vidas, então é de se
esperar que tal arranjo gere mais negligência com a vida humana do que em outro
contexto.

Nosso crítico diz que o mercado “leva as pessoas a considerarem tudo que as
cerca como mercadorias, como coisas que têm preços, como objetos a serem usados”.  Mas não seria exatamente isso que o estado faz no caso do recrutamento
compulsório, essa que é a mais antimercado das transações?  O estado vê o populacho como uma simples
matéria-prima a ser empregada, involuntariamente, na busca dos perigosos e
violentos objetivos do estado — em outras palavras, como “um objeto a ser
utilizado.”  Com uma diferença: o estado
sequer paga um preço mutuamente acordado pela mão-de-obra que ele recruta!

É assim que o estado se comporta continuamente.  Ele não precisa interagir com as pessoas ou
ter qualquer consideração por suas preferências e direitos; muito menos ele se
sente na necessidade de negociar termos satisfatórios com elas.  Ele sempre pode agir unilateralmente, de modo
que, ao indivíduo, não reste outra alternativa senão aceitar o que quer que o
estado tenha determinado em relação a questões como o quanto de sua propriedade
será expropriada, o que seu filho aprenderá na escola ou para onde ele será
enviado para lutar e morrer.

Já no mercado existe o sistema de preços. 
Os preços de mercado exercem uma importante função, além de tornarem possíveis
tanto o cálculo econômico quanto a ampliação da divisão do trabalho.  Os preços de mercado implicam propriedade, a
qual por sua vez implica o direito de se desfazer do bem do qual se é
dono.  Se o preço que ofereço não lhe
agrada, você não precisa executar seu serviço laboral para mim.  Se o preço que ofereço não lhe agrada, você
não precisa entregar sua propriedade para mim. 
Os preços de mercado nos relembram que a cooperação social tem de trazer
em si uma cooperação genuína, o que
significa que nenhum lado de uma transação tem o direito de trapacear ou roubar
o outro, uma vez que essa é a moralidade do criminoso.  Ao contrário deste, os participantes do
mercado precisam chegar a acordos que sejam mutuamente satisfatórios para que
uma transação ocorra.

Os preços de mercado, em outras palavras, não são coisas artificiais e
malvadas que desestimulam a cooperação social. 
Ao contrário: são eles, acima de tudo, que tornam possível a cooperação
social.  Eles transmitem a regra de que
nós não podemos simplesmente sair andando por aí como selvagens egocêntricos,
tomando o que quisermos dos outros, como se nada e ninguém pudesse sobrepujar
nossas demandas e desejos.  Temos de
estar sempre dispostos a oferecer algo em troca das coisas que queremos
adquirir, de modo que a pessoa que está nos oferecendo o bem que queremos possa
também melhorar suas condições — ao invés de ser por nós explorada, sem
qualquer consideração para com seu bem estar.

Com o estado, por outro lado, o preço é aquele que ele próprio determina.  Ele vai ofertar serviços que você não quer, que
você nunca vai usar e que você pode até achar moralmente repugnante — e então
vai dizer que você tem de pagar por eles. 
Em caso de desapropriação (domínio eminente), quando o estado confisca
sua propriedade para benefício próprio, ele irá lhe pagar alguma coisa, porém será o próprio estado quem vai decidir
exatamente quanto vai lhe pagar.  Como
isso pode ser preferível a um mundo em que cada indivíduo tem a liberdade de
declarar os termos em que ele aceita dispor de sua propriedade e mão-de-obra?  Como isso pode ser preferível a um mundo em
que nenhuma transação ocorre a menos que ambos os lados voluntariamente concordem
em fazê-la?

É o estado, portanto, e não o
mercado, que “considera tudo que [o] cerca como mercadoria… como objetos a
serem usados.”  Precisamente porque age
fora do mercado, o estado pode criar preços arbitrários para seus serviços,
fazer com que esses preços sejam diferentes para diferentes classes de pessoas
e, no fim, ameaçar usar de força física contra qualquer um que se recuse a
pagá-los.  Quem mais na sociedade civil
pode se comportar assim?

Agora, nosso crítico pode retrucar dizendo que não deseja dispensar o
mercado como um todo, mas apenas quer ver o mercado tendo uma participação
menor na sociedade.  Mais: ele quer
apenas estimular uma abordagem mais democrática e comunitária da propriedade e
de seu uso.  Porém, nem uma votação
democrática e nem linguagens floreadas alteram minimamente a questão moral.  Se uma maioria de eleitores vota a favor de
me expropriar ou de me mandar para lutar uma das guerras que o estado empreende
pelo mundo afora, a situação em nada difere em termos morais de uma situação em
que o estado tivesse feito essas coisas por conta própria.

Quanto ao mercado ter uma menor participação na sociedade, há a inevitável consequência:
quanto menor for a sua participação, maior será a participação da
arbitrariedade e da força, as quais aumentarão na mesma proporção em que o
mercado encolher.  Se a livre interação
de proprietários não mais puder determinar os termos em que os indivíduos irão
interagir entre si, então a ameaça da força assumirá tal função.  E aí nós veremos qual sistema realmente considera
todos como “objetos a serem usados”.

Nada é mais fácil ou mais elegante do que condenar o suposto materialismo do
mercado.  Mas esse tipo de retórica é o
inimigo do pensamento racional.  A
escolha é clara: propriedade privada e preços de mercado ou a lei da
selva.  E afetações de cinismo em relação
ao mercado ou ilusões românticas sobre como a vida seria mais legal sem ele não
podem obscurecer essa escolha fundamental.

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59 comentários em “Duas considerações sobre estado e mercado”

  1. Pois não Filipe:
    O EUA, a reedição sofisticada espartana, há muito vem perdendo participação no mercado mundial para os produtos orientais, muito mais baratos, e que por isso penetram vertiginosos mormente entre os mais pobres. Presumem os americanos que os chineses visem hegemonia. A diferença entre a pilhada de Platão e a sapiência do Tao é esta: enquanto ocidentais presumem que o poder é caminho à felicidade, portanto sugerindo que quanto maior domínio mais feliz, os orientais sabem que não temos poder sequer pelo próprio sono, e contentam-se em apenas usufruir e compartir. Seus olhos para nós até são meio estranhos, mas não são maiores do que a barriga.

  2. Esse artigo de Thomas Woods e’ realmente muito bom.
    O mercado, inventou a civilizacao. Todas essas relacoes que temos hoje, a maioria delas diatante da simples relacao de troca de mercadorias, se inicaram la mesmo. Antes do mercado, nossas relacoes humanas eram limitadissimas, e nao nao teriamos desenvolvido relacoes humanas mas amplas, que nos levaram a criar estruturas Politicas como Cidade e Estado sem ele. Todas essas relacoes, usando um termo marxista, superestruturais pedem ser retracadas ao mercado.
    Em que pese sua importancia e centralidade, o mercado tem limites. Nao so desses que o “poder”, no sentido do autor, contrapoe a mercado, mas nao vamos esquecer (Essa e’ pro Fernado) da ETICA. Nos, por exemplo, nao aceitamos mais mercado de escravos, como o do Valongo no Rio de Janeiro. A escravidao tornou-se anti-etica. A maioria das pessoas, eu inclusive, acha isso muito bom assim.
    Isso demonstra que atravez da historia a sociedade criou mecanismos de limitar o poder do mercado, e que nem sempre isso foi contrario ao melhor interesse da sociedade. Nos sabemos, e’ claro que sociedade que querem restringir o mercado, acabam em tiranias. A politica existe entre esses extremos. Buscar o consenso sobre os limites ao “poder” e ao mercado.

  3. Texto brilhante! Thomas Woods se supera cada vez que leio algo vindo dele!

    Flávio, não acho que você tenha entendido a diferença entre mercado e “poder”, caso contrário não citaria a escravidão.

  4. Não gostei do texto. O autor tenta criar um mundo bipolar hostil de Mercado X Estado, onde na verdade há muito mais mutualismo entre as partes do que uma separação fervorosa. Pareço estar lendo texto de política atual PT X PSDB (escrito por um petista ou por um peessedebista), como se tudo fosse resumido a 0 ou 1.
    Posso até fazer uma (forçada) analogia de crianças brigando : “A culpa foi sua!” “Não, a culpa foi sua!”, a única diferença é que as crianças “brigam” com textos mais técnicos, porém a sinopse é a mesma.
    “A culpa não é minha, é dele!

  5. Paulo, não se trata de criar um mundo hostil e bipolar. O texto fala sobre como o estado sempre ganha um salvo-conduto, não importa as atrocidades que cometa — ao passo que o mercado sempre é, e muito corretamente, chamado às suas responsabilidades.

    Ademais, é verdade que há muito mutualismo entre estado e iniciativa privada — esse é o corporativismo que tanto condenamos. Porém, é bom não confundir as coisas: conluio entre estado e iniciativa privada é fascismo (corporativismo) e não livre mercado e livre concorrência.

    Acho que é aí que está seu erro: você está fazendo a crítica certa, mas está dando os nomes errados.

  6. Leandro, entendi o que você quis dizer, porém o que EU tentei expôr é que não existe bom moço quando se trata de Estado e Mercado. O texto faz parecer que o último é um pobre coitado injustiçado, rs.

  7. Marco Antonio Pupo

    Leandro, não querendo fugir do tema, permita-me uma questão. A Escola Moderna Bancária Livre (modern free banking school) que advoga o fim do monopólio estatal através da extinção do Banco Central e a privatização da moeda, aparenta ser uma excelente ideia fundamentada nos princípios da escola austríaca de economia. Você conhece seus fundadores; Lawrence H. White, George Selgin ? É correto assumir que ambos são pupilos da escola de Chicago? Por favor comente. De antemão, agradeço.

  8. Prezado Rubens,

    Traduções, há várias em pauta. O problema é a verba e a mão-de-obra – ou melhor, a falta de ambas. Mas é só ter perseverança que um dia elas virão. Abraços!

    Prezado Marco Antonio Pupo,

    Confesso que tenho grandes simpatias pelo free banking. Seria de fato um sistema imensamente superior ao que temos hoje. Já temos, inclusive, um artigo de George Selgin sobre isso:

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=312

    A crítica do pessoal pró-padrão-ouro, porém, se mantém válida: como começar um sistema de moedas privadas sem que essas moedas tenham um histórico (que o que as possibilita serem utilizadas como meios de troca)? Isso seria uma violação do teorema da regressão demonstrado por Mises.

    O problema todo realmente está em como começar com moedas do nada. Eu poderia imprimir Leandros e você imprimir Pupos à vontade. Mas a questão é: quem iria aceitar moedas que não possuem nenhum histórico?

    Qualquer sistema de moedas privadas teria inevitavelmente de começar com moedas que tenham alguma commodity como lastro. E esse lastro provavelmente seria o ouro. A partir daí, se haveria reservas fracionárias ou reservas 100%, isso seria a algo a ser decidido pelo mercado mais à frente. O fato inescapável, portanto, é esse: tal sistema teria inevitavelmente de começar com algum lastro. E se ele começa com algum lastro, por que não permanecer com ele?

    Quanto aos free-bankers serem chicaguistas, humildemente confesso não ver muita ligação, dado que Chicago sempre foi a favor de um monopólio da moeda.

    Abraços!

  9. Perfeitamente, Zéh. Você deposita 1.000 reais num banco, ele fica com 100 reais (10%) e empresta os 900 reais restantes para um outro cliente.

    Esse cliente, ira gastar esses 900 reais que, por sua vez, irão parar em outra conta bancária. Esse banco, consequentemente, irá reter 90 (10%) reais e emprestar os 810 restantes.

    E por aí vai.

    No final, 1.000 reais terão se tranformado em 10.000 reais, apenas por esse processo de multiplicação bancária.

    Esse valor de 10% seria o compulsório do exemplo adotado. No Brasil, o compulsório atual é de 30%, o que siginfica que os 1.000 reais iniciais podem se transformar em 3.333 reais.

    Veja aqui dois artigos que explicam bem esse processo:

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=311

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=344

  10. Leandro,

    Imagino que o lastro inicial para moedas privadas poderia ser alguma moeda estatal, que hoje tem valor, mesmo sem ter lastro, graças ao uso de força. Não vejo por que abolir o BC e o monopólio da moeda iria fazer com que as reservas existentes nessa moeda estatal percam todo seu valor imediatamente. Elas poderiam continuar sendo usadas. A grande vantagem nesse esquema é que o custo de estocagem de moedas sem lastro tende a zero (meros dados num computador, não precisa de cofre nem nada).
    A questão que fica é o velho debate de propriedade intelectual. No meu entendimento, alguém que imprima cópias idênticas a uma moeda sem lastro não está fraudando nada, já que moeda sem lastro não é um contrato, é apenas um papel pintado. Então não dá pra condená-lo como criminoso… a agência que herdasse a casa da moeda estatal teria que se desdobrar muito pra conseguir impedir a “falsificação” de suas moedas sem iniciar violência contra ninguém.

    Abraços!

  11. Leandro,

    Gostaria que vc me respondesse como os austríacos explicariam o sucesso da social-decomcracia. E não me venha dizer que lá existe liberdade economica ou que houve acumulação de riqueza antes desse processo. Quero saber como a social-democracia, com estado muito atuante e liberdade economica deram certo, mas mesmo assim vocês criticam

    P.S: Deixo claro aqui que não sou marxista, Keynesiano ou qualquer porcaria dessas. Apenas acredito que tenho MUITO pouca leitura ou conhecimento acumulado para me enquadrar a alguma corrente. Por enquanto, prefiro ler e questionar, até que, quando achar respostas suficientes, dê-me por satisfeito – quase impossivel!

  12. Vinci, que sucesso?

    Aliás, já pensei como você, sem me enquadrar em alguma doutrina, mas isso antes de ler sobre a Escola Austríaca. Inclusive ainda não estou satisfeito, acerca dos conhecimentos.

  13. Adriel Santos Santana

    Vinci,

    A resposta para sua indagação está vários textos deste blog. É só procurar.

    P.S: “E não me venha dizer que lá existe liberdade economica ou que houve acumulação de riqueza antes desse processo.” Você afirma que tem pouco conhecimento sobre o assunto, mas prefere já ir descartando certas respostas? Está começando com o pé errado, amigo.

  14. Adriel,

    agradeço a atenção. Quanto a descartar certas respostas, fiz isso por que alguns austriacos criticam o tamanho do estado, mas dizem que a social-democracia escandinava é “diferente”. E não é um sucesso? que dados economicos vc olha? crescimento do PIB ou qualidade de vida dos ultimos 50 anos? Sucesso sim! Vc pode me dizer que a asfixia da poupança interna devido a um estado oneroso gera niveis cada vez menores de investimento, que altas cargas de tributação diminui a liberdade de consumo dos indivíduos…. Essa resposta pra mim não serve. São falácias.

    Educação de excelente qualidade… saúde… habitação… transporte público… e LIBERDADE ECONÔMICA, meu caro. É isso que tem na escandinávia.

    Eu já procurei por artigos aqui no IMB mas n encontrei. Se puder, me indique algum.

    Ah, sei que o Leandro vai fazer um comentario pertinente aqui. Esse rapaz é sempre solícito.

  15. Adriel Santos Santana

    Vinci,

    O Gabriel Oliva já postou os tais artigos em resposta ao seu penúltimo comentário.

    Sobre seu último comentário, bem:

    “(…) a asfixia da poupança interna devido a um estado oneroso gera niveis cada vez menores de investimento(…) altas cargas de tributação diminui a liberdade de consumo dos indivíduos(…). Essa respostas(…) são falácias.”

    Falácias?!? Quem afirma é que tem que provar, não é? Então, prove aqui que são falácias. Agora você me deixou curioso. Quero muito saber qual é a sua explicação econômica para tais problemas enfretados pelos países escandinavos atualmente.

    E o Leandro ainda irá te responder como sempre faz. Ele realmente é muito solícito.

  16. Caro Adriel,

    novamente agradeço a atenção. Sobre as falácias, elas existem quando os economistas observam certos dados da economia e não analisam outros. O nível de investimento da economia escandinava é sustentável, meu caro, mas no curto prazo pode não parecer. A prova disso são os mais de 50 anos de sucesso – repito, sucesso – da qualidade de vida naqueles países. A despeito dos níveis de investimento e poupança – identidades macroeconomicas – os países escandinavos sempre tiveram a melhor qualidade de vida da Europa.

    Caro Chiocca, a mim você não disse nada. Sua comparação com o ladrão e a mansão não se adequa ao caso, por que os estados escandinavos – os “ladrões” – geraram distribuição de renda e enorme qualidade de vida, além da liberdade econômica tão bem falada. Então, tenho certeza que você tem comentários mais pertinentes para postar aqui, além dessas análises anacrônicas. Sobre “o você deve observar se o resultado foi obtido por causa destes fatores ou apesar destes fatores.”, foi exatemente isso que fiz. A maior distribuiçaõ de renda e qualidade de vida naqueles países se deu pelo ESTADO social-democracia, ou é pura coincidência esses países alcançarem os maiores indices sociais justamente após a implementação do projeto social-democrata?

    Sobre os artigos indicados, vou dar uma lida aqui.

  17. Prezados, estarei sem acesso à internet até segunda feira. Sobre a Escandinávia, o sempre incansável e prestativo mcmoraes já se prontificou a postar, logo ali em cima, um link em que respondi detalhadamente à questão da Escandinávia feita pelo próprio Vinci.

    Que ele venha agora dizer que nunca viu nada aqui a respeito do tema é no mínimo sobrenatural.

    Abraços.

  18. Vinci,

    Acho que o tema Escandinávia já foi respondido.

    Mas ñ é uma conversa fácil. Porque é um modelo que hoje ainda funciona.

    Eu acredito que este modelo não seja sustentável – mas isso é uma opinião pessoal baseada na minha experiencia profissional com empresas de lá.

    Outro ponto, como lembrou o Fernando, é que a Guerra ñ destruiu nada de relevante nesses paises (apesar de problemas, como os estupros nazistas na Dinamarca) e da Noruega ter relativamente muito petróleo (em ralação ao tamanho de sua população).

    Só um adendo: “Sobre as falácias, elas existem quando os economistas observam certos dados da economia e não analisam outros.” (Vinci)

    Falácas não são necessariamente omissões ou mentiras. Falácias são argumentos inválidos mas que parecem ter sentido. Talvez a forma mais comum é quando se ataca QUEM fala e não O QUE fala.

    Essa coisa de só mostrar os dados que interessam tb é picaretagem intelectual, mas de outro tipo. Se vc aceita uma sugestão leia o “como ganhar uma discussão sem precisar ter razão”, um livro do Schopenhauer que fala de vários esquemas de picaretagem. Vc vai reconhecer vários deles nos discursos dos politicos.

  19. Chiocca, ainda com essa de mansão-ladrão, meu caro?

    A comparação Estado social-democrata = ladrão é feita por vc, não por mim. Não perverta as coisas.

    …E suas proposições são axiomáticas lógico dedutivas, são válidas a priori, ou seja, são irrefutáveis.”

    Quem lhe ensinou isso, meu rapaz? Santo Agostinho? A economia é axiomática logico dedutiva? Quem dera fosse isso, principalmente pelos grandes erros causados pelo método indutivo. Mas é um ledo engano creditar tais adjetivos à tão jovem ciência econômica.

    Meus caros, vcs me convenceram. A Suécia e os demais países escandinavos são financiados por ladrões. Seu povo não perde por esperar a desgraça que virá em breve, devido ao modelo de estado aplicado ali. Tenho pena desses países, cheios de “ladrões”, pessoas desgraçadas e miséria em todo canto. Podem estar até “melhorzinhos” agora, mas em breve, de acordo com o método escatológico da “grande escola austríaca”, aquilo tudo vai ruir!

    Caro Chiocca, com o seu método axiomático lógico dedutivo cheguei a conclusão que a escandinávia não tem solução. JÁ ERA!!!

    Pobres suecos…

  20. Pronto, Chegamos no ponto onde queria.

    Não fique chateado comigo, Leo – olha a intimidade! Juro a você que não sou social-democrata. O que tentei fazer aqui foi mostrar que as certezas da escola austrica não são tão certas assim. A prova disso é que vcs criticam o estado grande mas não sabem explicar o sucesso escandinavo.

    Quanto a mim e minhas opniões políticas, esteja certo de que seria o caos um estado-social democrata aqui no Brasil. Comungo com a escola austrica em muitos quesitos, principalmente na liberdade econômica e na redução do estado. Acredito que política monetária gera desastres inflacionários e que gastos governamentais asfixiam o setor que deveria conduzir o desenvolvimento do país, o capital privado.

    O que não posso deixar de observar é que em outras circunstâncias historicas, econômicas e sociais, a presença do estado gerou enormes benefícios, como o exemplo que dei da escandinávia. Mas foi apenas um exemplo. Em momento algum falei de Brasil ou de que a social-democracia deveria ser copiada.

    Quanto a epistemologia da ciência econômica, vejo que você apenas a enxerga na ótica “austríaca”, na conceituação de Mises e Rothbard. Aí, meu caro, a ignorância já não é mais minha.

    De resto, não levarei nunca nossas discussões para o lado pessoal, por que é com figuras como vc que aprendo mais. Desculpe se houve ofença ou algo parecido, tentei apenas apresentar minhas verdades provisórias. Acredito que algumas delas foram mal interpretadas, mas isso é natural.

    Continuarei postando e comentando sobre os artigos aqui Juro que adoro o IMB e aprendo muito com vocês, inclusive com seus acertos e equívocos.

    “Tenha calma.Estude. Aprenda. Depois vocifere.”. Hehehe. Valeu pela dica, farei isso e voltarei mais vezes.

    Grande abraço

  21. Miguel A. E. Corgosinho

    A primeira questão estrutural do lastro da moeda é: qual proteção garantidora assinala uma retomada para a repartição do chamado lastro de valor? \r
    \r
    \r
    \r
    – Estado \r
    – livre mercado \r
    – ciência\r
    \r
    \r
    \r
    O Estado, no seio da cultura mundial, aparece como terreno escolhido para a fonte original da produção. Mas os adeptos do acaso sustentam pelo menos três maneiras preliminares de relegar o dominio do valor científico da moeda por trocas de posições com o preço de lastros: com emissão títulos, segundo dívida pública, câmbio ou padrão ouro.\r
    \r
    \r
    De modo aproximado, os indicativos econômicos, entretanto, não presumem um unico motivo para representar, por igual, qualquer setor das relações da produção – de modo a qualificar determinado valor de unidade monetária em que a moeda deriva da base correta de sua dedução.\r
    \r
    \r
    Tal disposição culmina no Estado ser destituído ferozmente da visão interior da produção, pela taxa de câmbio (de moeda para moeda), Por outro lado, o livre mercado poderia fazer uma excessiva disparidade entre o valor da moeda e a produção caso revelada pela escassez de ouro. Todos dessa diversidade de objetivos, portanto, não presumem um unico motivo para descrever qualquer setor da realidade – de modo a qualificar o valor determinado em que a moeda deriva da base correta de sua dedução.\r
    \r
    \r
    Os próprios interesses da propriedade privada simplesmente não decidem a sorte da delimitação objetiva restrita a quantidade de recursos autofundamentantes – como a localização espaço temporal redutiva à grandeza suscetível de medida independente, a qual conservaria o caráter absoluto dum valor cognoscitivo na ciência. \r
    \r
    \r
    Assim, a moeda do mercado financeiro diante de situações hipotéticas, postas no centro do debate das nações, parece gozar do privilégio dos especuladores que enfeitam em muitas vezes o sentido de valor.\r
    \r
    \r
    A tarefa que me proponho é oferecer um exemplo perfeito de valor, que não é secundário, e, com certeza, leva em conta o ponto exterior que tem por meio certos os limites para caracterizar a superação, por dia, de todas as necessidades valorativas da propriedade privada.\r
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    O padrão ouro que seria para muitos predecessor exclusivo da fidelidade dos objetos, nos ensina que só o parto da natureza é a condição necessária para estabelecer onde as premissas de valor são obtidas\r
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    Conforme a consequência da prioridade cronológica do progresso da produção, o lastro da moeda sugere que se trate o devir do valor como forma dos precedentes imediatos da natureza e a contraprova da matemática desde suas origens. Tudo isso é importante para novas produções, mas o sentido de valor se encontra dentro das distinções dos sistemas que inversamente devem transformar completamente a elaboração do único requisito decisivo da ciência econômica.- visar a finalidade das funções que procuram reduzir a moeda ao âmbito universal, para o qual depositaremos todo o patrimônio do saber certo que a ciência pode empreender.\r
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    Assim o valor poderia se conservar como uma forma de, a priori, resumir um ponto exterior qualificado para legitimar o futuro de todo coligir do livre mercado no infinito? claro.\r
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    Examinemos a eficácia teórica de formar um mundo ideal, no papel, centralizando a estrutura de passagem da economia, ascendente a trajetória do cálculo de valor correspondente ao sistema que se baseia em fatores de tempo, a ponto de poder adquirir o meio de existência espacial da propriedade produtiva aqui na terra.\r
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    Dessa consideração deve emergir um mundo real como mediação constante do sistema de referência de tempo; idêntico aos fatores da produção, fiel de um “sistema em si”, em “razão de referência” para todas as nações. Uma medida de unidade de valor (=A) sobre o conjunto das voltas periódicas da produção se constitui com a ciência de que cada fator misto de consolidação prática pode dar conta da formação objetiva da realidade fora dela.. \r
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    A moeda se constrói como resultante do total de alternâncias (=X), através da unidade de universalidade, ao manter a razão de espaço no cosmo isenta da contradição, quanto a coerência e completeza, porque ao cosmo são dadas as vinculações de verossimilhança opostas entre ponto espaço..\r
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    Com efeito, como equiparar os objetivos nacionais de conversão do objeto em moeda no seu primeiro tempo de espaço no cosmo? – Torna-se necessária a ciência da razão que movimenta (=A =X) e retorna a si mesma depois de fundamentar a “natureza de nossos dias”. Isto no plano cósmico exige um meio exterior – o Mundo Real – suprimindo a negação de valor (+ 1). E é claro que não se pode aplicar enunciados de valor em parte alguma por moeda se algo concreto não tomar o seu lugar no papel decisivo do aspecto abstrato, pelo ponto de natureza da produção (A=A ) – o primeiro A dividido em fatores no segundo A)..\r
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    Inalienável ao Estado, o ponto de natureza estabelece a unidade no diverso, vinculada, por sua vez, a progressão mútua de primissas; isto é, a partir da precedência de A é A passamos a sustentar no cosmo uma imanência de referência exterior – o empirismo lógico entre atividades e passividade: a quantidade sobre a significancia dos termos de “valor”.\r
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    Daí se passar a natureza =A para que a reflexão de valor possa ser de consciência externa (=X): Logo, vem ao caso explicar a necessidade do ponto de apoio do Mundo Real.ser a história corrente dos dias, para a razão de referência periódica de um mês ser solucionada simultaneamente em um dia.\r
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    Podemos nos valer da transcrição a seguir para atribuir um oposto que possa fixar aqueles fatores que preencham a sua razão de referência no “meio exteior” para explicar “A”, hoje atribuído à condição negativa da moeda (financiamento externo em dólar): “Fichet pág, 114: A imaginação não põe em geral nenhum limite fixo, pois ela própria não tem nenhum ponto de apoio fixo; só a razão põe algo de fixo, pois só ela fixa a própria imaginação. A imaginação oscila entre determinação e a indeterminação, finito e o infinito”…\r
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    …”A consciência só é possível por reflexão e a reflexão só é possível pela determinação.”\r
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    A consciência externa da razão de referência, para perfazer o resultado último, põe a repetição unificante da origem num espaço exterior – o centro mundial da moeda para determinações de novas produções ao PIB – imaginado ao cabo de uma rede mundial do sistema em si, apto a resolver o problema de um lugar para o saber certo da determinação das finalidades e às suas adequações nos fatores.\r
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    Em contrapartida, o sistema cósmico é o pano de fundo desta síntese do apoio fixo ao sistema em si, quando passa a engendrar a propriedade privada com as distinções dos fatores (que ainda conheceremos ao seu tempo), para a medida que realmente ocorre como alternativas das proposições da Sociedade Industrial.\r
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    A rigor, segundo um apoio fixo de espaço (capaz de unificar todos os fenômenos), o universo econômico permite à própria história o começo absoluto. Como tal, um dado dia terá todo o projeto potencial de um mês reflexionando (valor=X), sobre o qual evolui a transposição do uno (valor/moeda) da produção, limitado pela unidade de tempo do mundo real..\r
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    Direi futuramente as distinções dos fatores em proposições das classes da natureza real

  22. Na verdade queria dizer “Chi” ou “Nando”. É que fiquei com postura solícita do Leandro na cabeça. hehe – sem qualquer conotação de pederastia!

    Sou um admirador de Popper, meus caros. Acredito na falseabilidade das verdades provisórias. Busco sempre falsea-las. Quando não consigo, assumu-as como “verdade”.

    O Fato é que vocês do Mises Brasil me ajudam muito. Com toda sinceridade, aqui eu acho pessoas que questionem, debatam e elevem a discussão a um nível interessante.

    Meu sonho um dia é ser liberal! hahahaha. Infelizmente ainda não consigo deixar de falsear varias ideias da escola austriaca, mas algum dia, quem sabe…

    Espero continuar sendo bem recebido e vendo as discussões em tão bom nível. Mas se um dia eu ver aqui a unanimidade, a concordância de todos, passarei a ver esse sítio com descredito. Homogeinização é coisa de comunista! hahaha

    Grande Abraço.

  23. Chiocca, eu não entendi sua colocação sobre a falseabilidade popperiana.

    “Você ia pirar se eu te dissesse que o método da falseabilidade de Popper não passa em seu próprio critério de validação? Isto mostra que existe outro tipo de conhecimento.”

    Eu não entendi a frase. Como assim?

  24. Seria presunção minha dizer que aplico o método Popperiano de falsear as “verdades”. O que aprendi com Popper foi sempre buscar os erros, sempre enxergar as verdades não como apenas confirmações, mas vê-la também em suas contradições.

    Sobre o caracter epistemológico das ciências econômicas e as análises contidas em Popper, prefiro não comentar. Sei muito pouco desse assunto, e como você disse:

    “Tenha calma.Estude. Aprenda. Depois vocifere.”

    Epistemolia e Popper estão na minha lista de assuntos a serem estudados no verão.

    Você tem outro contato via web sem ser aqui no IMB? Blog email ou orkut? Algum canal para que eu possa tratar de outros temas.

    Valeu

  25. Aqueles que entendem que a livre iniciativa é o caminho do progresso e que acreditam que a liberdade de expressão é um princípio inegociável devem ler essa reportagem.

    Nem tão livre assim
    http://www.teletime.com.br/9/2010/nem-tao-livre-assim/tt/204100/revista.aspx

    “O Plano Nacional de Banda Larga, editado em maio, por exemplo, está provocando mudanças regulatórias importantes que podem significar a ruptura do paradigma de Internet desregulada. O princípio é simples: ao atuar para que a Internet se massifique, o governo precisa intervir no mercado e impor regras, e isso muda o quadro de livre desenvolvimento que vigorava desde 95.”

  26. Na verdade, a Wal-Mart não estava pensando nos pobres, mas em competir com os concorrentes. Vender abaixo do preço normal, no prejuízo até, para desbancar os outros. Um exemplo igual a este é o da Coca-Cola, que fez o guaraná Jesus falir. Tudo bem que se defenda o mercado, mas fingir que as empresas são bem-intencionadas é demais.

  27. Emerson Luis, um Psicologo

    São três fases: primeiro o Estado proíbe inovações que surgem no mercado, depois regulamente ao máximo e finalmente assume o crédito por sua existência.

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