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Ciência financiada pelo livre mercado versus ciência estatal

Em
um livre mercado, a ciência se origina na mente de cada cientista em
particular, que estudou e pensou sobre os problemas que lhe interessam.  Agindo desta maneira, esses cientistas podem,
de tempos em tempos, chegar a novas descobertas, as quais eles desenvolvem em
maior profundidade, sempre verificando os resultados.  No decurso de seu trabalho e na disseminação
dos resultados, eles frequentemente precisam de mais financiamento, os quais
eles próprios podem obter.  Nesse caso,
inspirados pelo valor que veem em seu trabalho, eles recorrem a outros
indivíduos para tentar obter os fundos necessários, persuadindo-os a compreender
a essência do seu trabalho e do seu valor.

Em
um livre mercado, a principal fonte de financiamento seriam empresários ricos e
herdeiros abastados.  Em um livre
mercado, não haveria impostos sobre a renda e nem sobre a herança, pois ambos
são uma violação da liberdade do indivíduo gastar sua própria riqueza como
melhor lhe aprouver.  E pelo fato de não
haver impostos sobre a renda e sobre heranças, não haveria nenhuma necessidade
de se criar fundações e entidades que servem como meios de se evitar esses
impostos.  Tampouco haveria a necessidade
de se nomear gestores com o poder de determinar como seriam utilizados os
fundos de uma determinada pessoa.  Desta
forma, haveria um maior número de empresários e herdeiros abastados, que
exerceriam total controle sobre seus próprios fundos.  E um empresário não teria de se preocupar com
a possibilidade de entrar em conflito com alguma agência reguladora que pudesse
utilizar seu poder coercivo para prejudicar seus negócios — como, por exemplo,
em retaliação ao seu apoio a algum projeto de pesquisa que fosse impopular ou
tido como indesejado pelo governo.

Indivíduos
em posse de uma quantidade substancial de riqueza, e com o total poder de
determinar como ela será utilizada, é algo de vital importância.  Isso porque não somente as novas ideias se
originam nas mentes de alguns poucos indivíduos — que necessariamente precisam
começar do nada qualquer tentativa de mudar a mentalidade e as ideias do resto
da humanidade –, mas também porque a mudança na mentalidade das pessoas —
fenômeno esse que necessariamente precisa ocorrer como consequência do esforço
— é algo que acontece em ritmo gradual, uma mente de cada vez.

Um
indivíduo entender algo novo e significativo não é uma tarefa fácil ou
automática, mesmo na melhor das circunstâncias. 
Pois para o descobridor original deve ser um tanto quanto desencorajador
pensar que há uma verdade significativa que, até o momento, em todo o mundo e
em toda a história do mundo, apenas ele compreende.  Um indivíduo assim precisa ter um nível
considerável de confiança no poder e na confiabilidade de sua mente.  Galileu, Newton, Pasteur, Edison — todos os
grandes inovadores da ciência necessariamente estiveram nessa posição. 

As
primeiras pessoas a serem persuadidas da verdade e da importância de uma nova
descoberta, além do próprio descobridor, precisam também ter um nível
considerável de confiança no poder e na confiabilidade de suas próprias
mentes.  Afinal, a situação delas é
clara: apenas elas e o descobridor compreendem essa verdade e o valor
dela.  Ambos precisam estar preparados
para prosseguir baseando-se unicamente em seu próprio e independente julgamento
de que a descoberta é de fato verdadeira e valiosa.

Em
relação a isto, deve-se notar que mesmo a maior evidência e clareza de uma
verdade nunca é uma garantia de que ela será aceita por um indivíduo.  Existem tantas pessoas tão inseguras da sua
própria capacidade de julgar a verdade, tão receosas da possível necessidade de
ter de defendê-la em uma confrontação com terceiros — os quais, espera-se, irão
discordar –, que sua reação à mais extremamente óbvia porém ainda não
amplamente reconhecida verdade é que ela, com efeito, provavelmente não dever
ser verdade, pois se fosse, já seria amplamente reconhecida e aceita.  Para tais pessoas, a capacidade de reconhecer
a verdade se dissolve quando não há a certeza de que praticamente todo o mundo
está preparado para confirmá-la como verdadeira. 

Considere,
por exemplo, como a esmagadora maioria das pessoas seguiu acreditando, século
após século, que o mundo era plano. 
Certamente era assim que o mundo lhes parecia todas as vezes que olhavam
para a enorme extensão de terra à sua frente. 
Mas algumas pessoas nesse período sabiam que o mundo era redondo e que
sua aparente planura poderia facilmente ser conciliada com o fato de que ela
era, na verdade, redonda.

A
conclusão de que o mundo era redondo foi uma dedução óbvia retirada de
fenômenos como o fato de que o topo dos mastros dos veleiros aparecia no
horizonte antes do restante do mastro, que ia aparecendo aos poucos, sendo
então seguido pelo aparecimento completo do mastro, e depois de todo o corpo
dos veleiros, à medida que eles vinham se aproximando.  Foi também uma dedução óbvia do fato de que,
quando se olhava para o horizonte, era possível ver apenas até uma determinada
distância, sendo que esse campo de visão não era o limite de extensão da terra,
o qual era muito maior.  A curvatura da
terra era a óbvia explicação para ambos os casos.

Embora
algumas pessoas compreendessem esse fato à época, a maioria das pessoas não foi
persuadida por essa explicação durante muitos séculos.  Elas eram essencialmente imunes a esse
conhecimento.  Se isso correu
simplesmente por medo de um conflito com outros a quem elas teriam de dar
explicações e sofrer resistência ou um possível escárnio, ou se era
simplesmente uma questão de preguiça intelectual da parte delas, ou ambas as
coisas, o fato essencial é que essa era uma verdade extremamente simples que a
grande maioria da humanidade não foi persuadida a aceitar durante muito
tempo.  E mesmo hoje, quando virtualmente
todo o mundo finalmente reconhece que a terra é redonda, isso provavelmente
ocorre porque a grande proporção das pessoas que pensa assim, o faz
simplesmente porque é nisso que elas sabem que a grande maioria das pessoas
acredita — e, consequentemente, é nisso que elas acham que também devem
acreditar.

Pessoas
intelectualmente inertes e receosas continuam a ser extremamente
numerosas.  Elas podem ser encontradas em
todos os níveis culturais e educacionais. 
A diferença entre pessoas com maior nível educacional e pessoas com
menor nível educacional é que aquelas simplesmente sabem mais sobre o que a
maioria das pessoas pensa e no que elas supostamente acreditam.  Consequentemente, elas sabem que também devem
acreditar no mesmo em que a maioria acredita. 
O conhecimento delas é como se fosse uma coleção de pesquisas de opinião
pública.  Muito pouco — para não dizer
nenhum — de seu conhecimento ostensivo está solidamente edificado.  Elas têm pouca ou nenhuma base para formar um
julgamento independente sobre a verdade ou a falsidade de um novo conhecimento.

Tais
pessoas são tão numerosas que, mesmo em grupos relativamente pequenos, uma ou
mais delas podem ser encontradas.  É
exatamente esse fato que faz com que seja tão importante que o poder de tomar
decisões esteja nas mãos de indivíduos, e não de grupos, comitês ou conselhos
de qualquer tipo.  Caso o poder de
decisão estivesse nas mãos de grupos, comitês ou conselhos, a provável presença
de tais pessoas e o reforço mútuo que cada uma daria à outra constituem um
grande obstáculo ao surgimento e progresso de uma ideia nova.

O
avanço da ciência depende da existência de um livre mercado, pois o fato de o
livre mercado dar poder de decisão a indivíduos — e não a grupos — é o que faz
com que aqueles que não possuem uma capacidade própria de julgamento sejam
ignorados.  Estes são relegados a
atividades paralelas, nas quais podem usufruir todos os benefícios do progresso
econômico e científico, porém sem atrapalhar o avanço.

Agora
concentremo-nos na ciência sob a tutela do estado.

Controle
estatal da ciência é a tentativa de se combinar opostos.  Essencialmente, ciência é alma, espírito,
consciência, intelecto, mente; já o estado é pura força física.  A ciência avança por meio do assentimento da
verdade feito voluntariamente pela mente individual humana.  Em contraste, o estado — e tudo aquilo que o
estado patrocina — só avança por meio da força física e da ameaça de força física.  Não há uma única lei, regulamentação,
decisão, ordem ou decreto feito pelo estado que não seja respaldado pela ameaça
de força física para compelir obediência a ele. 
O estado não diz para o indivíduo “faça isso por uma questão de
racionalidade, ou simplesmente não faça isso caso pense não ser algo
racional.  Independente de sua escolha,
leve o tempo que quiser até finalmente mudar de ideia e reconhecer que
estávamos certos desde o início.” 
Não.  O que o estado na realidade
diz é “faça isso ou não faça isso se você quiser ficar longe da cadeia e evitar
ser ferido ou morto caso resolva resistir.”

Qualquer
apoio financeiro que o estado propicie à ciência será por meio de impostos
coletados sob a mira de uma arma, arrancado de pessoas que sabem que serão
aprisionadas caso não paguem os impostos, e feridas ou mortas caso resistam à
prisão.  Trata-se realmente de uma
fundação notável para o progresso da ciência, muito parecida com a pretensa construção
de um laboratório por gorilas.

Portanto,
o ponto de partida de uma ciência financiada pelo estado é o exato oposto do
ponto de partida da ciência real: é a força física e não o assentimento
voluntário da mente individual.


uma outra diferença importante em relação ao ponto de partida.  A ciência se inicia na mente do indivíduo cientista
que está à procura de uma verdade importante que ainda não foi anteriormente
identificada.  Já a ciência financiada
pelo estado, em contraste, se inicia tipicamente com um já pré-estabelecido consenso em relação ao assunto a ser
pesquisado.  Isso porque a existência de
um consenso aumenta a probabilidade de se conseguir apoio político para o
projeto.

É
claro que nem toda a ciência financiada pelo estado requer a existência de um
consenso.  Stalin não precisou de um
consenso quando ele decidiu promover a carreira do biólogo Lysenko por causa do
apoio deste à teoria da herança
dos caracteres adquiridos
.

O
exemplo de Stalin e Lysenko joga luz sobre o tipo de busca científica que
qualquer político ou funcionário do governo irá iniciar, caso tenha o poder
para tal.  Como a principal preocupação
dessa gente sempre será a manutenção e o aumento do poder, os projetos que elas
irão favorecer serão aqueles criados intencionalmente para aumentar seu poder e
prestígio.  Qualquer vínculo com uma
verdade científica provavelmente será mera coincidência.  Assim, no caso de Stalin e Lysenko, o
objetivo não era a promoção da ciência biológica, mas sim dar apoio — tirado à
força da ciência biológica — à doutrina marxista de que a vida sob um regime
comunista poderia alterar a natureza humana em virtude de uma sucessão de
gerações que iriam adquirir características que seriam então geneticamente transmissíveis
para as gerações futuras.

Independente
de se a ciência estatal vai depender de um consenso já existente ou se vai
depender da iniciativa de um único político, em ambos os casos ela se difere
radicalmente da ciência genuína em outro aspecto: a relação entre ciência e
dinheiro.  Em um livre mercado, é a veracidade
e a importância da ciência que irão conduzir a angariação de fundos.  Dinheiro é angariado com o intuito de
facilitar o desenvolvimento e a disseminação da ciência.  O dinheiro é o meio; a ciência é o fim.  Com uma ciência financiada pelo estado, essa
relação é completamente invertida.

O
estado, com efeito, oferece fortunas na forma de “subvenções” para o estudo de
assuntos escolhidos por políticos e seus nomeados; dado esse cenário, os cientistas
irão escolher as áreas de investigação que tenham a maior probabilidade de
garantir para si parte daquele dinheiro. 
Os “cientistas” se amontoam em volta do dinheiro das subvenções como
abelhas em volta de um pote de mel, ávidos para conseguir uma fatia do
butim.  Para tanto, eles apresentam exatamente
o tipo de proposta de pesquisa que creem irá melhor promover os ideais daqueles
políticos que têm o poder de determina a concessão das subvenções.

O
significado desse estado de coisas é que a iniciativa da ciência é transferida
dos cientistas para o estado — isto é, para políticos e seus nomeados.  E ao invés do dinheiro servir à ciência, é a
ciência que agora serve ao dinheiro.  E,
deve ser enfatizado, não se trata de dinheiro comum, mas sim de dinheiro
coletado sob a mira de uma arma, e disponibilizado sob condições determinadas
exclusivamente por políticos e por seus apaniguados.

Em
um livre mercado, obviamente, a ciência aplicada
serve ao dinheiro.  Se há empresas que
querem desenvolver produtos específicos, elas irão empregar cientistas que
ajudarão a desenvolvê-los.  Mas como os
fundos são angariados voluntariamente, a ciência aplicada precisa ser
verdadeira, caso contrário os produtos não funcionarão.  Também há empresas e indivíduos ricos que, em
um livre mercado, poderão estar interessados na exploração de vários campos da
ciência pura e que irão oferecer incentivos monetários para os cientistas
desempenharem tais pesquisas.  De novo,
vale ressaltar que tal relação será, no mínimo, estritamente voluntária.

O
crucial é que, em um livre mercado, há espaço
para cientistas independentes, cientistas que tomam iniciativa por conta
própria e que, graças principalmente à existência de uma quantidade substancial
de empresários ricos e herdeiros abonados, têm a chance real de obter os fundos
de que necessitam para realizar seu trabalho e disseminar seus resultados.  Com efeito, em um livre mercado, sem impostos
sobre a renda, é bem possível que haja um significativo apoio financeiro para a
ciência independente oriundo inclusive da classe média.

A
ciência financiada pelo estado surge em grande escala em um ambiente em que as
bases da genuína ciência pura já estão amplamente solapadas pela existência de
impostos progressivos sobre a renda e sobre heranças, e por uma concomitante
coletivização até mesmo das decisões privadas: a saber, a substituição do ato
de decisão individual pela decisão tomada por grupos de vários tipos,
particularmente conselhos e comitês.

Tão
logo o financiamento estatal da ciência torne-se uma realidade, as chances de
que isso promova grandes avanços na ciência são mínimas.  Um grande avanço na ciência representa o
surgimento de algo radicalmente novo e diferente.  Mas por mais verdadeiro que seja esse algo
novo e diferente, sua veracidade ainda não possui partidários.  E exatamente por essa razão, é praticamente
certo que ele seja rejeitado por aqueles cujo único critério de veracidade é a
aceitação de terceiros.  É claro que esse
algo novo ainda não pode ter essa aceitação justamente pelo fato de ser uma
novidade.  Se for para ser aceito, isso
terá de acontecer com base em critérios independentes de julgamento, e nada
mais.  Porém, o exercício da independência de julgamento necessita
virtualmente que haja uma riqueza
independente
para financiá-la.  Uma
riqueza independente — isto é, que seja propriedade privada — pode ser
utilizada para dar suporte a tudo que é radicalmente novo e diferente.  Nesse caso, se o julgamento estiver errado, o
prejuízo será unicamente da pessoa que o fez. 
Porém, quando a riqueza que está sendo utilizada é “pública”, então quem
quer que esteja fazendo o julgamento sobre como utilizá-la, deve acima de tudo
ter a certeza de que pode provar que não fez absolutamente nada fora do comum
com ela.  Somente dessa maneira poderá
ele não ser responsabilizado por qualquer perda.

A
ciência financiada pelo estado é necessariamente um atoleiro de
mediocridade.  É o âmbito dos jornais
acadêmicos e dos estudos estatísticos. 
Nos jornais acadêmicos, em que há revisão por pares,
nada é considerado digno de publicação a menos que assim seja considerado pelos
“pares”.  O que isso significa é que,
para que uma nova e radical ideia seja aceita para publicação, ela deve
imediatamente ganhar o apoio daqueles cujas ideias ironicamente agora ficaram
obsoletas e antagônicas em decorrência da descoberta dessa nova ideia.  Se estes não apoiarem, então essa nova ideia
não será publicada. 

Tal
arranjo é o equivalente a exigir que Galileu só possa publicar suas descobertas
após suas ideias terem sido endossadas pelos mesmos astrônomos que, até aquele
momento, eram seguidores fieis do sistema ptolemaico de astronomia.  É o equivalente a exigir que Louis Pasteur só
possa publicar sobre a teoria germinal das enfermidades infecciosas após sua
ideias terem o assentimento daqueles que negam a própria existência dos germes.

A
ciência financiada pelo estado tem enorme semelhança com os estudos
estatísticos.  Isso porque ambos podem
ser adaptados para se ajustar a critérios facilmente especificados em relação a
questões como tamanho da amostra, intervalos de confiança e níveis de
confiança.  Ambos são, portanto, uma
ótima maneira de se manter empregados um grande número de “cientistas” cuja
função é tentar estabelecer ou negar a probabilidade de existir uma relação
entre praticamente quaisquer duas coisas no universo.  Desde que o “cientista” possa comprovar que
seguiu as regras de tal estudo, ele pode ter a certeza de que conseguirá manter
sua subvenção estatal; mais ainda, de que irá participar do próximo “estudo” e
da próxima subvenção estatal.

Cientistas
sérios estão preocupados com a busca da verdade científica, e não com a
politicagem por trás da ciência.  É
improvável que eles estejam interessados nesse jogo.  Esse jogo interessa exatamente aos tipos
opostos de “cientistas” — a saber, aqueles para quem é a política da ciência
que conta, e não a verdadeira substância da ciência.  Esses são os tipos que realmente gostam de
ser membros de comitês.  E são essas
pessoas, vários degraus abaixo na hierarquia burocrática, que hoje comandam o
destino da ciência.

A
ciência financiada pelo estado é a destruidora da ciência.  Se quisermos que a ciência sobreviva, o
financiamento estatal da ciência deve acabar.

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23 comentários em “Ciência financiada pelo livre mercado versus ciência estatal”

  1. O argumento é lógico, perfeito, mas não vem ao caso. Ao Estado interessa o poder sobre os cidadãos, como de certo modo frisa, e a ignorância do povo é seu fundamento. Devemos tudo ao Carma Ocidental. A sociedade greco-romana se fundou baseada no princípio da subordinação do indivíduo à comunidade, do cidadão ao Estado. Como objetivo supremo, ela colocou a segurança da comunidade acima da segurança do indivíduo. Educados, desde a infância, nesse ideal “desinteressado”, todos preferiam consagrar suas vidas ao serviço público e estavam dispostos a sacrificá-las pelo bem comum; ou, se recuavam ante o supremo sacrifício, sempre o faziam conscientes da “baixeza” de seu ato, preferindo sua existência pessoal aos interesses do país. Agora nem temos mais esta última chance. A instrução à profissionalização veda o conhecimento abrangente. O homem que trabalhe para o Estado, leve o seu, e cale a boca. A universidade virou parcialidade, onde é formada gente que sabe cada vez mais sobre cada vez menos, meros peões ao grande jogo “dinástico”, cujo rei frequentemente é suicida.

  2. Embora seja relativamente noviço neste site, desde já reputo este texto como um dos melhores. Mas tristemente sou obrigado a concordar com o CR: hoje o pessoal só quer saber de mamata estatal, ninguém quer suar e prosperar por conta própria. No campo da ciência então, só se faz aquilo que o estado quer. Vide essa pataquada de aquecimento global. Nunca se viu cientistas tão submissos às ordens do estado. E a tendência é só piorar. Triste.

  3. Eu concordei com o que foi dito sobre a revisão por pares. Afinal é assim mesmo que acontece. Se por um lado ela pode ajudar a afastar a pseudo-ciência, ela também pode atrasar as novas descobertas, principalmente as mais politicamente incorretas.

  4. A Separação entre Estado e Ciência

    Como o único objetivo legítimo do governo é proteger os direitos individuais, é imprópria para o governo participar na investigação científica, seja financiando, monitorando-a e regulando.

    Uma sociedade livre requer uma separação total da ciência e do Estado. Toda a pesquisa científica e tecnológica deve ser realizada e financiada pelo setor privado. Não deve haver laboratórios governamentais de pesquisa e agências governamentais científicos. Isso, é claro, seria um contraste radical com a situação atual, em que a pesquisa básica está sendo financiada principalmente pelo governo e supervisionados por agências governamentais que estão administrando os fundos (NIH, NSF, NASA, NOAA, etc., ad infinitum).

    As áreas em que as funções corretas de governo têm a ver com a ciência incluem a proteção dos direitos de propriedade intelectual (como patentes de inovações tecnológicas) e pesquisa tecnológica, na medida em que se refere a aplicações militares.

    Perguntas e Respostas com Ayn Rand

    Se o crescimento da tecnologia e da ciência e restringida pelo Estado?

    Para sobreviver, o homem tem de descobrir e produzir tudo o que precisa, e isso significa que eles têm que mudar o seu ambiente e adaptá-lo às suas necessidades. Natureza não está equipada de modo que possa adaptar-se ao seu meio ambiente, como fazem os animais. Das culturas mais primitivas até as civilizações mais avançadas, o homem teve de produzir coisas, seu bem-estar depende do sucesso de sua produção. A menor tribo humana não pode sobreviver sem essa fonte de poluição alegada: o fogo. Não é apenas simbólico que o fogo era a propriedade dos deuses que Prometeu trouxe ao homem. Os ambientalistas são os abutres novos enxames para extinguir o fogo.

    Nada pode aumentar a produtividade de um país diferente do que a tecnologia, e a tecnologia é o produto final de um conjunto de ciência (incluindo a filosofia), cada um deles manteve vivo e em movimento graças às façanhas de umas poucas mentes independentes.

    A exigência de “restringir” a tecnologia é a exigência de restringir a mente do homem. É da natureza – isto é, a realidade – o que torna esses dois objetivos são impossíveis de alcançar. A tecnologia pode ser destruída, e que a mente pode ser paralisada, mas nem um nem o outro pode ser restrito. Em cada época e em cada lugar onde essas restrições são tentadas, é a mente – e não o Estado – que se extingue.

    A tecnologia é a ciência aplicada. O progresso da ciência teórica e da tecnologia – isto é, do conhecimento humano – é impulsionada por uma soma tão complexa e interligada de trabalho das mentes individuais que nenhum funcionário ou comissão seria capaz de prever e prescrever o seu curso. As conclusões em um ramo de chumbo conhecimento para descobertas inesperadas em outro, as conquistas em campo aberto incontáveis ??em todos os outros aspectos. O programa de espaço, por exemplo, tem conduzido a avanços valiosos na medicina. Quem pode prever quando, onde ou como informação específica iluminara uma mente ativa, e o que irá produzir?

    Restringir a tecnologia requer onisciência – um conhecimento completo de todos os possíveis efeitos e consequências de uma descoberta particular em todos os inovadores potenciais futuros. A falta de onisciência, as restrições representam a tentativa de regular o desconhecido, para limitar o nascituro, para estabelecer normas para o desconhecido.

    E mais: uma mente ativa não vai funcionar para permissão. Um inventor não passou anos lutando a trabalho insuportável se o alvo de seu trabalho depende não do critério comprovadamente verdadeiro, mas a decisão arbitrária de algumas “autoridades”. Ele não vai se aventurar em uma direção em que são colocados obstáculos a cada esquina, como a extrema necessidade de ter que pedir, e implorar para obter o consentimento de uma comissão. A história das grandes invenções, mesmo em sociedades semi-livres, é um recorde vergonhoso em conta da sabedoria coletiva de consenso profissional estabelecida.

    Se você considerar não só a expectativa de vida, mas também o tipo de vida que os homens têm em regiões subdesenvolvidas do mundo – a “qualidade de vida”, para usar, em todo o seu significado, a frase que os ambientalistas não significam nada – se você considerar a pobreza, a miséria, a angústia, o medo, o trabalho incrivelmente difícil, purulento de doença, peste, fome, começar a apreciar o papel da tecnologia na existência humana.

    Se o Estado intervir para reduzir a poluição e limitar os danos à natureza causadas ??pela indústria?

    Poluição nas cidades e rios sujos não é bom para os homens (mas não representam o tipo de perigo que os profetas do pânico proclamam). É um problema científico, tecnológico – não político – e só pode ser resolvido com a tecnologia. Mas embora a poluição fosse um risco para a vida humana, devemos nos lembrar de que a vida na natureza, sem tecnologia, é a morte por atacado.

    Quanto à questão da contaminação atual é principalmente uma questão científica, não política. Em relação ao princípio político em questão: se um homem cria um perigo físico ou dano a outrem estende para além da linha da propriedade, tais como condições insalubres ou até mesmo altas, e se ele é mostrado, a lei pode e deve mantê-lo responsável. Se a condição é coletiva, como é em uma cidade super-povoada, legislação adequada e objetiva pode ser definida, a proteção dos direitos de todos os participantes – como foi feito no caso dos direitos do petróleo, do espaço aéreo, etc. Mas essas leis não pode exigir o impossível, devem ser direcionados para um único bode expiatório – industriais – e deve levar em conta todo o contexto do problema, que é a necessidade absoluta para a indústria de continuar a existir – se a preservação da à vida humana é o critério.

    Tem sido relatado na imprensa, muitas vezes o problema da poluição será a próxima grande cruzada dos ativistas dos mágicos de Esquerda, após a Guerra do Vietnã ter acabado. E da mesma forma que a paz não era o seu objetivo ou motivação em que a cruzada, o ar limpo não é o seu objetivo ou motivação neste.

    Agora observe que em toda a propaganda dos ecologistas – em meio a todos os seus apelos à natureza e fundamentos para a “harmonia com a natureza” – não há discussão das necessidades dos homens e as exigências de sua sobrevivência. O homem é tratado como se fosse um fenômeno natural. O homem não pode sobreviver no tipo selvagem que os ambientalistas imaginam – ou seja, o nível de ouriços-do-mar ou os ursos polares. . . .

    Para sobreviver, o homem tem de descobrir e produzir tudo o que precisa o que significa que você tem que modificar seu ambiente e adaptá-lo às suas necessidades. A natureza não o dotou para que ele possa se ??adaptar ao seu ambiente de forma que os animais fazem. Das culturas mais primitivas até as civilizações mais avançadas, o homem teve que fabricar coisas, seu bem-estar depende do sucesso de sua produção. A menor tribo humana não pode sobreviver sem essa fonte de poluição alegada: o fogo. Nem um. Meramente simbólico que o fogo era a propriedade dos deuses que Prometeu trouxe ao homem. Os ambientalistas são os abutres novos enxames para extinguir o fogo.

    Qual é o objetivo do movimento ambientalista?

    O objetivo imediato é claro: a destruição do que resta do capitalismo na economia mista de hoje, e o estabelecimento de uma ditadura global. Esta meta não precisa ser inferida: muitos discursos e livros sobre o assunto indicam explicitamente que a cruzada ecológica é um meio para esse fim.

    Ecologia como um princípio social. . . Condena cidades, cultura, tecnologia, indústria e intelecto, e retorno defensores dos homens para a “natureza”, o estado de sub-animais grunhidores cavando o solo com suas próprias mãos.

    Observe agora que em toda a propaganda dos ecologistas – em meio a todos os seus apelos à natureza e fundamentos para a “harmonia com a natureza” – não há discussão sobre as necessidades do homem e as exigências de sua sobrevivência. Homem é tratado como se fosse um fenômeno natural. O homem não pode sobreviver no tipo selvagem que os ambientalistas imaginam – ou seja, no mesmo nível de ouriços-do-mar ou os ursos polares. Neste sentido, o homem é o mais fraco dos animais nascidos nus e desarmado, sem presas, garras, chifres ou conhecimento “instintivo”. Fisicamente, seria presa fácil, não só para os animais superiores, mas também para as bactérias: o corpo é mais complexo e, numa competição de força bruta, é extremamente frágil e vulnerável. Sua única arma – seus meios básicos de sobrevivência – é a sua mente.

    Para sobreviver, o homem tem de descobrir e produzir tudo o que precisa o que significa que você tem que modificar seu ambiente e adaptá-lo às suas necessidades. A natureza não o dotou para que ele possa se ??adaptar ao seu ambiente de forma que os animais fazem. Das culturas mais primitivas até as civilizações mais avançadas, o homem teve que fabricar coisas, seu bem-estar depende do sucesso de sua produção. A menor tribo humana não pode sobreviver sem essa fonte de poluição alegada: o fogo. Nem um. Meramente simbólico que o fogo era a propriedade dos deuses que Prometeu trouxe ao homem. Os ambientalistas são os abutres novos, enxames para extinguir o fogo.

    Quem e que eles estão atacando fazendo cruzadas ambientais? Não e o luxo dos “ricos ociosos”, mas a disponibilidade de “luxo” para as massas de pessoas. Eles alegam que os automóveis, condicionadores de ar e televisores não são apenas brinquedos para os ricos, mas está dentro do alcance de um trabalhador americano médio, um benefício que não existe e não é sequer completamente crível em qualquer outro lugar na terra.

    O que eles consideram que seria a vida apropriada para os trabalhadores? Uma vida de trabalho insuportável, interminável, cinzenta, sem descanso, sem viagens, sem prazer – especialmente sem prazer. Estes fornicadores drogados hedonistas não sabem que o homem não pode viver só para o trabalho, o prazer é uma obrigação, e que a televisão trouxe mais felicidade a mais vidas humanas do que todos os parques públicos e de habitação subsidiada, juntos.

    O que eles consideram de luxo? Qualquer coisa acima das “necessidades básicas” de sobrevivência física – explicando que os homens não teriam que trabalhar tão duro se não para as “necessidades artificiais” criadas pelo “consumismo” e “materialismo”. Na verdade, o oposto é verdadeiro: quanto menor o retorno sobre o seu trabalho, mais difícil o trabalho. É muito mais fácil comprar um carro na cidade de Nova York para uma refeição na selva. Sem máquinas, sem tecnologia, a tarefa de mera sobrevivência é uma experiência terrível que destrói a mente e o corpo. No “Natural”, a luta por comida, roupas e abrigo consomem toda a energia e espírito de um homem, é uma batalha perdida – e o vencedor é qualquer inundação, terremoto ou enxame de insetos. (Considere os 500.000 cadáveres deixados em uma única inundação no Paquistão, foram às pessoas que vivem sem a tecnologia). Trabalhar exclusivamente para as necessidades básicas é um luxo que não podemos pagar.

    Quem é o primeiro objetivo da cruzada ecológica? Não são as grandes empresas. As primeiras vítimas são um grupo específico: aqueles que são jovens, ambiciosos e pobres. Jovens que trabalham abrindo o caminho para a faculdade, jovens casais planejando o seu futuro, fazendo orçamento de seu dinheiro e seu tempo, homens e mulheres que aspiram a uma carreira, os artistas, escritores e compositores que lutam porque têm que ganhar a vida ao desenvolver os seus talentos criativos; qualquer ser humano com um objetivo – que é, o melhor da humanidade. Para eles, o tempo é um bem sem preço, é preciso paixão. Eles são os principais beneficiários das máquinas de café, alimentos congelados, máquinas de lavar e outros de trabalho de economia de invenções. E se a produção e, acima de tudo, a invenção desses dispositivos está atrasado ou reduzido pela cruzada ecológica, que será um dos piores crimes contra a humanidade – especialmente porque a agonia das vítimas será privada, suas vozes não serão ouvidas, e sua ausência não será notada publicamente até uma ou duas gerações mais tarde (em que ponto, os sobreviventes não serão capaz de perceber qualquer coisa).

    Se você considerar não só a expectativa de vida, mas também o tipo de vida que os homens têm em regiões subdesenvolvidas do mundo – a “qualidade de vida”, para usar, em todo o seu significado, o clichê não significa ambientalistas – se você considerar a pobreza, a miséria, a angústia, o medo, o trabalho incrivelmente difícil, doença purulenta, peste, fome, começar a apreciar o papel da tecnologia na existência humana.

    Não nos enganemos: a tecnologia e o progresso que os amantes da natureza têm a intenção de destruir. Citando novamente a partir do levantamento de Newsweek: “O que preocupa os ambientalistas é que agora as pessoas estão chateadas com o meio ambiente pode vir a querer contar com a tecnologia para resolver tudo… “. Isto se repete uma e outra vez: soluções de tecnologia, uma vez que só servirá para criar novos problemas.

    Deve o governo financiar a ciência?

    O mal fundamental dos subsídios do governo é o fato de que os homens são forçados a pagar pelo apoio de ideias diametralmente opostas às suas. Isso é uma grave violação da integridade e da consciência de um indivíduo. E brutalmente malvado tomam dinheiro de homens racionais para apoiar B.F Skinner – ou vice-versa. A Constituição proíbe a religião governo formalmente estabeleça a religião, considerando corretamente que é uma violação dos direitos individuais. Dado que as crenças de um homem são protegidas contra a intrusão de força, o mesmo princípio deve proteger suas convicções fundamentadas e proibir estabelecimentos governamentais no domínio do pensamento.

    Aqueles que se aproveitam dos subsídios do governo são geralmente entre os manifestantes mais virulentamente protestavam contra “a tirania do dinheiro”: a ciência e a cultura – eles dizem – devem ser liberadas a partir do poder arbitrário dos ricos e privados. Mas há uma diferença: os ricos não podem comprar uma nação inteira, e não podem forçar um único indivíduo. Se um homem rico decide apoiar atividades culturais, poderá fazê-lo apenas em uma escala muito limitada, e sofrer as consequências de suas ações. Se você não usar o seu julgamento, mas simplesmente dá vazão a seus caprichos irracionais, ocorre o contrário de suas intenções: seus projetos e seus protegidos são ignorados ou negligenciados em suas profissões, e nenhuma quantidade de dinheiro pode comprar influência na cultura. Conforme publicado pela vaidade, a sua empresa vai continuar a ser um desperdício privado sem muito sentido. A cultura está segurada por três elementos: variedade, escolha e competição. Se ele perde o seu dinheiro em empreendimentos imprudentes, não fazendo mal a ninguém, mas a si mesmo. E acima de tudo: o dinheiro que você gasta é o seu próprio dinheiro não é arrancado a força de vítimas indefesas.

    Se for errado para o governo para financiar a ciência, é moral solicitar aplicação de subvenções governamentais para pesquisa?

    O crescimento do estado e do subsidio (É mal chamado de estado de “bem-estar”) está chegando a um estágio em que praticamente os únicos fundos disponíveis para a pesquisa científica será dinheiro do governo. (Os efeitos desastrosos dessa situação e do estado vergonhoso do governo patrocinando a ciência já são evidentes, mas isso é um tópico diferente. Coisa que importa aqui é apenas o dilema moral de cientistas.) Os impostos estão destruindo os recursos privado, enquanto o dinheiro do governo está inundando e executando o campo de pesquisa.

    Sob essas condições, um cientista está moralmente justificando em aceitar os subsídios do governo, desde que se opõe a todos os tipos de subsídios estatista. Como no caso de estudantes que recebem bolsas de estudo, um cientista não tem que adicionar mais auto-martírio para as injustiças e sofrimentos. E ele não tem que entregar as ciências Médicas Ferrises Floyd [uma referência a um dos "maus” em Atlas Shrugged, um cientista do governo].

    As bolsas de investigação do governo, em sua maior parte, não têm laços, ou seja, não tem controle sobre a liberdade intelectual e profissional dos cientistas (pelo menos não ainda). Quando o governo tenta controlar os pontos de vista científicos e / ou político dos beneficiários de subsídios, este é o tempo para os homens abandone a integridade. Hoje, eles estão livres para trabalhar – mas, mais do que qualquer outro grupo profissional, deve estar em alerta contra as pressões crescentes, graduais e insidiosas, a obedecer a um controle por intimidação, o que está implícito em tais condições.

  5. Muitos defensores ardorosos do estatismo argumentam que, num cenário de livre mercado, iria desaparecer a pesquisa científica “pura”, desvinculada da busca pelo lucro.
    A reportagem deste site (epocanegocios.globo.com/Informacao/Visao/noticia/2013/06/esqueca-melhoria-invista-em-ruptura.html) traz um belíssimo exemplo que desmonta o temor dos estatistas. A reportagem é uma entrevista com Joichi Ito, diretor do Media Lab, um centro de pequisas de ponta ligado ao MIT.

    Destaco as seguintes afirmações de Joichi Ito:
    – o orçamento anual do Media Lab é de USD 40 milhões, a maior fatia do qual é bancada por 85 empresas privadas;
    – metade do orçamento anual é canalizada em pesquisas SEM DIRECIONAMENTO.

    O estatista encardido, sempre desconfiado das boas intenções das empresas, perguntaria: mas quais interesses estão por trás desse patrocínio privado ao Media Lab?

    Com a palavra, o próprio Joichi Ito:

    “Algumas [empresas] querem apenas ver o futuro, outras querem inspiração para seus próprios produtos. Há ainda aquelas que enviam seus pesquisadores para estudar e outras que querem recrutar nossos estudantes. Porém, nossos melhores parceiros são aqueles que querem ter certeza de que, quando forem tomar suas decisões multimilionárias, já tenham visto as tecnologias disruptivas que podem estar por vir.”

    Nenhum dos “interesses” relatados é ilegítimo ou de qualquer maneira espúrio.

    Uma outra afirmação de Joichi Ito é muito interessante:

    “O que o senhor acha que faz a cultura americana ser tão inovadora?
    Eu não creio que ela seja inovadora de maneira geral. Acho que existem bolsões de inovação, como o Vale do Silício. Essa região fica longe de Washington D.C. e da sede das grandes empresas. Quando se está ao lado de grandes companhias, do governo e se tem dinheiro fácil, é difícil inovar. Acho que o desemprego também é importante para criar startups. Boa parte da inovação vinda do Vale do Silício surgiu quando houve cortes massivos de pessoal e um grande volume de profissionais inteligentes ficou sem emprego. Outro aspecto que ajudou o Vale é que lá é ilegal exigir que funcionários assinem contratos se comprometendo a não sair das empresas para criar companhias que compitam com ela. Lá alguém pode sair do Google e ir trabalhar no Facebook no dia seguinte.”

    Ah, para variar, Mr. Joichi Ito não tem curso superior, assim como Bill Gates, Steve Jobs e Mark Zuckerberg.

    Abraço e longa vida ao IMB.

  6. Engraçado que vocês falam tanto da intervenção estatal, agora na ciência, mas aposto que continuam usando seus microondas, utilizando a internet e conversando no celular.

  7. Não existe ciência independente ou que se inicie de forma autônoma. O conhecimento ocorre em um movimento dialético em espiral, ou seja, a nova ciência necessariamente surge a partir de um conhecimento anterior que passa a ser superado. Por isso é muito difícil saber onde uma inovação surgiu do mercado, onde surgiu do Estado, pois para uma inovação são anos de pesquisa, trabalho e um número indeterminado de pessoas envolvidas.

    É certo que no Brasil é necessário uma maior aproximação das universidades públicas, com as empresas privadas para o desenvolvimento da ciência. Mas achar que pesquisa e inovação surge por obra de um único ser, de um único financiador, etc. é ilusão.

  8. Emerson Luis, um Psicologo

    A liberdade econômica libera o potencial humano em todos os aspectos. Em contraste, o estatismo e o marxismo estragam tudo que contaminam: ciências biológicas e sociais (incluindo a psicologia), filosofia, arte, religião, etc.

    * * *

  9. “Governo Bolsonaro manda cortar 87% de verbas para ciência e tecnologia”

    A gente poderia aproveitar e privatizar o setor de ciência, tecnologia e afins, deixar para o setor privado. Tirar o estado do controle. Não tem lógica (a não ser para o estado e toda a sua burocracia) existir um conselho de pesquisa, um ministério, um departamento controlados pelo estado.

    E vale lembrar: quantos prêmios Nobel o Brasil produziu? Qual a proporção de relevância entre as pesquisas desenvolvidas no País em relação ao resto do mundo? Apesar do número crescente de formandos, isso não resulta em aumento na qualidade do ensino superior.

    Basta verem esse vídeo do Marco Batalha sobre.

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