Maílson
da Nóbrega – aquele que participou da elaboração do maravilhoso Plano Bresser e que,
quando foi Ministro da Fazenda (1988-1989), saiu congelando preços e salários com
seu Plano Verão,
mesmo após toda a experiência trazida pelo Plano Cruzado – possui
uma coluna quinzenal na revista VEJA, na qual gosta de posar de liberal
comedido, apesar de seu passado.
Na
última edição do hebdomadário, o indigitado se aventura a filosofar sobre
vários assuntos, inclusive libertarianismo.
Ele
vai de vermelho, eu vou de preto.
O atual governo adora falar em “estado forte”. A
ministra Dilma Rousseff, que almeja a Presidência, quer um “estado
forte”, mote também presente nos preparativos de sua campanha. Ela critica
o “estado mínimo”. Lula faz o mesmo desde o primeiro mandato, como no
discurso de Ouro Preto em 21 de abril de 2003.
E,
como veremos mais abaixo, Maílson está louco para entrar nesse time.
Ali, o presidente aludiu a duas ideias que “revelaram
sua inconsistência e estão sendo superadas em boa parte do mundo”. E
sentenciou: “A primeira é que o Estado nacional deve ser mínimo e, em
consequência, fraco; a segunda é que tudo pode ser deixado por conta do
mercado, que resolve automaticamente todos os problemas”.
O
que Lula fala nos seus discursos só interessa à imprensa, que assim tem algum
assunto para preencher suas páginas.
Ninguém mais presta atenção.
Discurso de político nunca é igual aos seus atos, que são o que
realmente nos interessa. Adiante.
A primeira afirmação não se comprova. O “estado
mínimo” é proposta apenas de libertários quem têm fé cega no mercado. É o
caso do deputado republicano Ron Paul, que em livro recente (End the Fed)
prega a extinção do banco central americano. O padrão-ouro voltaria. A emissão
de moeda seria tarefa do mercado.
Pelo
explícito tom sarcástico, Maílson é daqueles que acham que uma instituição
estatal, uma vez criada, torna-se sagrada e indelével. Mais ainda: ela passa a fazer parte da história
natural.
Pedir
a abolição de uma entidade como um banco central, por exemplo, é sinônimo de
insanidade. Maílson parece achar que um
banco central é algo que existe desde que o mundo é mundo; desde os tempos do homem-de-neanderthal
já havia um banco central imprimindo dinheiro para ajudar o Homo a fazer facas de pedra e a caçar
macacos. Um banco central, portanto, é um
inquestionável elemento da natureza, que sempre existiu, e que apenas um louco
varrido como Ron Paul acha que deve deixar de existir.
Nos
EUA não existia um banco central até 1913, e a economia crescia consistentemente,
sem sobressaltos, e com preços decrescentes.
O poder de compra da moeda aumentava com o tempo, ao contrário de
hoje. Recessões eram fenômenos raros,
que duravam no máximo um ano. Após a
criação do Fed, passou a haver pelo menos uma recessão por década, sendo que
todas elas normalmente se estendem por mais de um ano, são severas, e sempre vêm
acompanhadas de aumento de preços.
No
Brasil, o BC foi criado em dezembro de 1964.
Desde então ele já causou hiperinflação (fenômeno até então desconhecido
desde a chegada das caravelas), década perdida, aumento da pobreza e
aprofundamento das desigualdades (não que a desigualdade de renda em si seja
algo ruim. Ao contrário, em uma sociedade livre, a desigualdade de renda
é algo inevitável. Ela é reflexo do mérito individual e do esforço. O problema é quando a desigualdade ocorre em
decorrência de manipulações monetárias).
Hoje,
por estar numa fase menos voraz, comemoramos quando o índice de inflação fica
próximo de 4,5% – o que significa que, em um ano, aquele bem que custava
R$10.000 passou a custar R$10.450, quase que um salário mínimo a mais. Em 2008, o índice foi de 5,9%. Na Suíça, essa taxa seria pornográfica. Aqui, ela reflete a “seriedade e o empenho da
equipe econômica”.
A segunda afirmação é falsa. Ninguém com tutano crê que o
mercado resolve tudo. Equivaleria a abolir o estado. Isso era ideia de
anarquistas e de Karl Marx. Os primeiros consideravam o estado criador de
problemas e desnecessário. Para Marx, assim que a luta de classes terminasse e
elas desaparecessem, o estado perderia a razão de existir.
Ao
dizer que abolir o estado “era ideia de anarquistas e de Karl Marx”, Maílson demonstra
que não leu Marx. Se leu, não entendeu –
ou não soube interpretar.
A
teoria defendida por Marx era sem pé nem cabeça. Ele dizia que, para abolir o estado, era
necessário antes maximizá-lo. A ideia
era que, quando tudo fosse do estado, não haveria mais um estado como entidade
distinta da sociedade; se tudo se tornasse propriedade do estado, então não
haveria mais um estado propriamente dito, pois sociedade e estado teriam virado
a mesma coisa, uma só entidade – e, assim, todos estariam livres do
estado.
Ora,
veja que raciocínio maravilhoso! E
Maílson acreditou ser possível isso. Ou
seja: se algum indivíduo dominar completamente tudo o que pertence a Maílson,
dominando inclusive seu corpo e seus pensamentos, então Maílson estará completamente livre,
pois não mais terá qualquer noção de liberdade – afinal, é exatamente a
ausência de qualquer noção de liberdade que o fará se sentir livre. Uma maravilha.
Portanto,
Maílson deixou claro que realmente acredita na teoria marxista de que maximizar
o estado gera a sua abolição. Aliás,
qualquer um que acredite que Marx defendia a abolição do estado está na realidade
acreditando na teoria acima.
A proposta de um estado mínimo jamais vingou. Mesmo na
Inglaterra de Margaret Thatcher, que promoveu profunda reforma do estado, os
gastos sociais se expandiram. O estado de bem-estar social continuou grande e
importante, e sobreviveu à restauração do ideário liberal pelos conservadores
britânicos.
Margaret
Thatcher nunca defendeu o estado mínimo.
Suas propostas eram claras: reduzir a alíquota máxima do imposto de
renda (de 70 para 50%, um corte estupefante), diminuir o poder dos sindicatos,
privatizar as estatais ineficientes, desburocratizar a economia britânica (que
parecia um cartório soviético), cortar gastos (o que nunca aconteceu, como o próprio reconhece) e
controlar a inflação, que estava em dois dígitos. Só. Um
partido social-democrata francês poderia fazer essas mesmas propostas sem causar muito susto.
Em
momento algum ela falou em desregulamentar a saúde estatal, a educação estatal,
a infraestrutura estatal, a previdência estatal. Nem os correios ganharam concorrência (o
monopólio só foi quebrado em 2006). Foi prometida
uma reforma no estado de bem-estar social, e ela ocorreu: criou-se uma
burocracia para ensinar alguns empregos específicos para os britânicos, na qual
todos eram pagos regiamente pelo estado.
Porém,
basta a mulher privatizar a British Airways e a British Telecom, e todo mundo
já fica indócil.
“Estado forte” e “estado fraco” podem ter
distintos significados. No Haiti, o estado é fraco para exercer funções
básicas, como se viu no recente terremoto. Era forte para oprimir na ditadura
de François Duvalier (1957-1971), quando os tontons macoutes intimidavam ou
matavam. O estado totalitário é forte na capacidade de tiranizar.
Não
obstante, o estado mais rico e poderoso do mundo também não conseguiu “exercer suas
funções básicas” para salvar a população de Nova Orleans após o Katrina. Pior ainda: há relatos de que agências
governamentais americanas impediram o acesso à cidade de socorro privado, pois
queriam garantir para si o monopólio da caridade. O resultado foi aquele.
Portanto,
se o estado mais poderoso do mundo foi incapaz de ajudar cidadãos após um
furacão, é óbvio que o estado (“forte” porém “fraco”, segundo Maílson) do pobre
Haiti também não poderia ajudar em um terremoto de 7 graus na escala Richter. Ambos – o rico e o pobre – se mostraram incapazes da tarefa de salvar seus contribuintes. Logo, não há lógica nesse parágrafo.
O estado moderno resultou da Paz de Vestfália, o período que
se seguiu aos tratados europeus de 1648 e ao consequente fim da Guerra dos
Trinta Anos. Detém o monopólio da violência e do poder de tributar, e tornou-se
norma na Europa (e depois no mundo).
Bom,
pelo menos foi uma descrição honesta.
Esse estado tem soberania sobre o território. Garante a
ordem, a segurança e o respeito ao direito de propriedade e aos contratos.
Defende a concorrência no mercado. Regula o sistema financeiro, os monopólios e
os oligopólios. É relevante na educação, na ciência e na tecnologia. É o
verdadeiro estado forte, base do capitalismo contemporâneo. Mais tarde,
tornou-se fundamental na área social, particularmente em previdência e saúde.
Um
estado com todas essas atribuições não pode ser forte sem ser ao mesmo tempo
fraco. Não dá pra garantir
eficientemente ordem, segurança e respeito à propriedade (nem vou entrar aqui
no princípio de que a tributação, em qualquer nível, já seria uma flagrante
violação da propriedade) e, ao mesmo tempo, ser relevante na educação, na
ciência, na tecnologia, na saúde e na previdência. Por exemplo, o que é um estado relevante na
educação? É aquele que determina até os
currículos de cada escola? E na ciência e
na tecnologia? É aquele que determina o
que dever ser pesquisado e construído?
Falar que a função seria apenas financiar pesquisa não faz sentido; afinal, como
alguém financia sem cobrar resultados?
Como fazer isso tudo e ainda cuidar bem da saúde? Como gerir bem algo tão complexo quanto a
previdência, e ainda cuidar da segurança?
Como fazer tudo isso e ainda garantir que todos os contratos serão
honrados?
Um estado que faz isso tudo não faz bem nada disso. Sendo assim, o estado forte preconizado por
Maílson nada mais é que um estado fraco, porém voraz. Um monstro que necessita de uma enorme e
soviética burocracia para gerenciar todos os seus empreendimentos.
E
é essa contradição que Maílson defende.
No século XIX, a Inglaterra, beneficiária dessa realidade, rompeu
a estagnação malthusiana. Enriqueceu rapidamente. A Europa continental buscou o
mesmo via intervenção estatal. Empresas estatais, crédito oficial,
protecionismo e investimentos em infraestrutura reproduziram o papel exercido
naturalmente pelas instituições inglesas. No século XX, foi a vez da América
Latina e da Ásia.
Foi
no final do século XIX que começou o declínio do Império Britânico. Maílson não liga esse declínio às políticas
adotadas. Ele deve achar que a
Inglaterra perdeu o poder em coisa de no máximo quatro anos; ele não acha que
nações poderosas levam décadas para se esfacelar em consequência de más
políticas (quanto mais rica uma nação, maior a sua acumulação de capital, o que
exige mais tempo para que todo ele seja depredado).
Quanto
a Europa, América Latina e Ásia, Maílson dá sua opinião logo abaixo
Essa ação promoveu desenvolvimento, mas teve seus defeitos.
Em muitos países, burocratas foram capturados pelos segmentos beneficiados.
Surgiu um capitalismo de compadres, enquanto políticas industriais davam poder
de mercado às empresas eleitas, prejudicando a produção e os consumidores.
Dizer
que essa ação “promoveu desenvolvimento, mas teve seus defeitos” é uma ótima
maneira de ficar em cima do muro, blindado de qualquer crítica e ainda poder
clamar que a análise é isenta. Mas a
pergunta ainda exige resposta: como é possível afirmar que o desenvolvimento se
deu por causa dessas políticas e não apesar delas? E os defeitos, foram causados por um excesso
dessas políticas ou pela escassez delas?
Ademais,
esse fenômeno do capitalismo de compadres existe hoje em escala ainda maior em
absolutamente todos os países que continuam seguindo esse modelo (dentre eles,
o Brasil) – sendo impossível, portanto, afirmar que é possível adotar esse
modelo e se beneficiar do lado positivo ao mesmo tempo em que se pode evitar o
negativo.
O desafio era saber quando rever a ação do estado e atribuir
a liderança ao mercado. Assim o fizeram a Alemanha, o Japão e o Chile. Em
outros lugares, grupos de interesse e visões ideológicas inibiram a mudança, em
prejuízo do ritmo de desenvolvimento.
De
fato, esses foram os três únicos países a reformarem seu modelo, embora o que
Chile e Alemanha fizeram em quase nada se assemelha ao que fez o Japão. Com efeito, como disse Hans-Hermann Hoppe, “na
recente história do Ocidente, houve apenas dois exemplos claros onde os poderes
do governo central foram de fato reduzidos, mesmo que apenas temporariamente,
como resultado de uma catástrofe: na Alemanha Ocidental pós-Segunda Guerra Mundial
sob o comando do Chanceler Ludwig Erhard, e no Chile sob o General Pinochet.”
Mas
OK, essa estrofe não contém erros substanciais.
O Brasil chegou a esse ponto por volta dos anos 1980 e
começou a revisão, que se acelerou após o Plano Real. A colheita dos
respectivos frutos se iniciou com Fernando Henrique e se ampliou na era Lula,
mas este praticamente interrompeu o processo.
Aqui,
Maílson, muito modestamente, praticamente dando uma piscadinha de olho, faz uma
alusão à sua passagem pelo governo já no fim da década, deixando implícito que
ele, de alguma maneira, foi uma voz de sanidade em meio à catástrofe do governo
Sarney, sendo um dos responsáveis pelo início da revisão. Mas qual revisão? A real mudança na economia veio apenas no
governo Collor e sua tímida abertura às importações.
O estado forte de Lula e Dilma seria aquele em que a
burocracia escolhe os vencedores e lhes concede privilégios, em nome de um
nacionalismo démodé e do “desenvolvimentismo”. Para eles, a crise
atual justificaria a volta do dirigismo estatal.
Esse
tipo de estado em que “a burocracia escolhe os vencedores e lhes concede
privilégios” é exatamente o tipo de estado que vigora no modelo de “estado
forte” preconizado por Maílson. A partir
do momento em que o estado – e aqui eu vou fazer uma concessão minarquista –
deixa de mexer apenas com segurança e judiciário, e passa a se intrometer em
vários aspectos da economia – inclusive por meio de um banco central, que Maílson
acredita ser um dom da natureza -, é impossível que ele não seja capturado por
grupos de interesse, que irão utilizá-lo para benefício próprio e em detrimento
da concorrência. Isso infelizmente é uma
inevitabilidade, variando apenas o grau de impudência com que as coisas são
feitas: explícitas na América Latina, sofisticadas na Escandinávia, indecorosas
nos EUA, corriqueiras na Europa.
Se
Maílson acha que é possível haver um estado forte e provedor e que ao mesmo
tempo não saia distribuindo privilégios e benefícios a grandes empresas – algo que não só a praxeologia, como também qualquer teoria econômica minimamente realista demonstra ser inevitável -, ele
ainda precisa mostrar pelo menos um exemplo de onde isso ocorreu.
A crise demandou maiores gastos públicos e vai gerar uma nova
regulação do sistema financeiro, mas não a ressurreição dos mortos do velho
intervencionismo.
Todos
os países que tentaram solucionar a crise via aumento de gastos – política que
Maílson defende, aliás – se estreparam.
EUA, Reino Unido, Portugal, Espanha, Grécia, Irlanda estão com déficits
enormes, dívidas em relação ao PIB surreais, e orçamentos estraçalhados.
O
Brasil, apesar da retórica do governo, não apresentou aumento substancial de
gastos (houve até uma ligeira redução de 0,2% no segundo trimestre de 2009,
ainda nos estertores da crise) e permitiu que preços e salários caíssem, o que
amenizou em muito os efeitos deletérios da recessão.
A
Alemanha não aumentou gastos e já está fora de perigo. Idem para o Canadá. Na Austrália, então, nem houve recessão. E todos esses seguiram políticas opostas às
recomendadas por Maílson. Ele defende intervencionismo e depois alerta para o perigo de mais intervencionismos futuros.
Em
resumo: Maílson ainda vive no mundo da fantasia. Além de achar que bancos centrais são
elementos tão naturais quanto o ar, ele acredita ser possível ter um estado
cuidando de tudo um pouquinho, fazendo tudo muito bem e sem sofrer qualquer
tipo de influência ou captura de grupos de interesse. E aqueles que querem menos do que isso são
lunáticos “que têm fé cega no mercado”.
Só
que por outro lado Maílson desconfia de Dilma, que pode ser um pouquinho mais
crente no estado do que ele – e isso até Maílson reconhece que já seria demais.
Bwahuahusahuaha!!! Eu tinha lido isso. As piruetas que esses caras fazem para justificar o estado ideal é algo involuntariamente cômico.
hehe que o vermelho e preto vire coluna regular, alguém precisa cutucar os dinossauros e a imprensa…
hahahahah… Muito bom! Sempre tento fazer isso, mas confesso que ainda não chego perto do autor (Leandro Roque). Como disse o amigo acima:, “que o vermelho e preto vire coluna regular”. Parabéns!!
Esse Maílson, de fato, considera-se um dos maiores gênios que a Humanidade já concebeu! Que homem mais perfeito e divino! Quem discordar dele é um estupendo imbecil, que mereceria nada menos do que morrer num campo de concentração por causa da fé cega no mercado! É uma pena que esse gênio seja colunista da VEJA e, portanto, lido por muitas pessoas… Ele merece a forca!
Esse Leandro cada vez mais sensacional, viu haha. Tive um preconceito com o Maílson, juro. Li um artigo dele e acreditei que fosse realmente liberal, mas pelo jeito devo ler mais sobre ele e compreender melhor o que ele quer dizer afinal.
No mais, muito bom mesmo. Esse vermelho e preto deve virar coluna.
Prezados, muito obrigado por todos os elogios. É isso que compensa todo o trabalho da nossa equipe. \n\nAbraços a todos!
O clássico “O Vermelho e o Negro” de Stendhal ainda não li, mas do vermelho-e-preto do IMB já sou fã e continuarei leitor assíduo. Parabéns, Leandro. Pra cima deles, IMB.\n\nP.S.: Para mais informações sobre a relevância do estado “na educação, na ciência e na tecnologia”, sugiro a leitura de um recente texto de Olavo de Carvalho, no qual ele demonstra a eficiência do nosso governo nessas áreas. Eficiência entre aspas enormes, claro.\n\nhttp://www.olavodecarvalho.org/semana/100201dc.html
Sensacional. Que vire coluna fixa!
Eu me junto a todos que pediram para que o vermelho-e-preto vire uma coluna fixa desse site. E se pudesse ser artigos de jornais de grande circulação como Estadão, Folha, Valor Economico acredito que seria ainda melhor pois sem esse confronto direto, muitos acabam pensando que as diferenças seriam apenas de foco, ponto de vista. Assim, todos os lados teriam uma parte da razão e o certo, para não ser um radical, seria considerar todas as escolas de pensamento válidas. Além de fundamentar a veracidade da economia Austríaca temos que mostrar as falhas lógicas e empíricas do intervencionismo econômico em geral.
Eu me junto a todos que pediram para que o vermelho-e-preto vire uma coluna fixa desse site [2].\n\nParabéns!
Permita-me lhe oferecer uma microcrítica sobre a parelha candidata à Presidência da República. \n\n
Este artigo não condiz com o histórico do Instituto. Em primeiro lugar, o tom sarcástico e de ataques pessoais não cabe em uma instituição que tem o nobre objetivo de influenciar a opinião pública. Que influência pode derivar de sarcasmos e ataques pessoais? Em minha opinião, nenhuma.\n\nO Dr Mailson da Nóbrega é um dos maiores homens públicos que o Brasil já teve. O Dr Mailson representa um espécime em extinção – preza o bem do público, é honestíssimo e altruísta. Eu o admiro muito e sou grato por conhecê-lo pessoalmente e por haver sido beneficiado por sua experiência e sabedoria. Em especial, me chama a atenção a sua honestidade intelectual, sempre disposto a debater e crescer. Sua competência é reconhecida dentro e fora do governo. No setor público, fez carreira e cresceu consistentemente por mérito e é uma unanimidade. No setor privado, é conselheiro de várias empresas entre as maiores e melhores do Brasil, e é fundador e gestor da Tendências Consultoria, líder de mercado.\n\nO que se ganha em artigos com este tipo de tom, voltados a polarizar (negativamente) com liberais que pensem diferente? Nada.\n\nEm qualquer discussão deve-se observar o princípio da empatia, imaginando o caminho que a outra pessoa trilhou e também como irá reagir ao que será colocado. Agir diferente levará ao fracasso da discussão de ideias e somente gerará disparos de frustrações, rótulos e revides. Esse não é o caso do Dr Mailson, certamente, que está acima de tudo isso e é um gentleman. Porém, no seu caso, caso leia esse trágico artigo, provavelmente julgará pertinentes suas suspeições de que os que creem no livre mercado são movidos apenas à fé cega.\n\nA triste mania de os liberais discutirem entre si permite que a caravana dos socialistas avance sem oposição.
Helio, o Maílson não foi nada amistoso. Considera as idéias do Instituto apenas uma “fé cega no mercado”.
“A triste mania de os liberais discutirem entre si permite que a caravana dos socialistas avance sem oposição.”. Que alguem fale isso pro Mailson então. Esse artigo dele foi pura concessão aos socialistas, que passaram incólumes nessa. Mailson incompreensivelmente soltou toda a sua artilharia sobre os liberais que têm fé cega no estado mínimo. Parodiando uma criança de 7 anos, “Foi ele que começou”.
Não considero essas críticas como ataques pessoais. Elas não tratam do caráter da personalidade, mas dos sofismas, até contraditórios, que envolvem os argumentos. É claro que todo funcionário público almeja o estado forte, tanto quanto quem produz quer seu negócio forte. A diferença é que enquanto este arca com todos os riscos, aquele só saboreia os petiscos. Quanto a fomentar eventual antipatia do ilibado ex-ministro, aprecio por dous lados, como gostava Machado. Primeiro, que não se preserve um, em detrimento de todos, por maior importância que a unidade represente. E demonstra que os comentários e as linhas de raciocínio dos editoriais não se modificam, não se dobram por mitos, por pessoas que podem influir. Não são subservientes, tampouco se valem de tapinhas nas costas para ingressar no baile. Não são conduzidas em função de nenhum interesse, e isto é que deve ser ressaltado. \nO ministro é gentleman, e isso é inegável. também parece democrata. O que lhe cabe, pois, é agradecer a agudeza da postura, algo que certamente lhe fez falta na Ilha da Fantasia, onde a bajulação é farta, e a hipocrisia, verdadeira.
A triste mania de os liberais discutirem entre si permite que a caravana dos socialistas avance sem oposição.
\n
\nPor outro lado, eu considero importante deixar bem claro o que é e o que não é liberdade. Socialistas adoram igualar liberais a determinados grupos, como grandes empresários por exemplo, e depois soltam a clássica: “na hora dos problemas, mesmos os liberais pedem socorro ao Estado”.
\nEu não conheço o ex-ministro citado nesse texto, mas só de ler o que está aqui já tenho a forte impressão que ele não é liberal. Defende bancos centrais, critica a idéia do Estado mínimo dizendo que participação estatal nas áreas sociais é “fundamental”… sinto muito, mas essa postura é na melhor das hipóteses social-democrata. Acho importante desconectar o liberalismo clássico, e ainda mais, o libertarianismo, desse tipo de idéia. Esse texto do Leandro cumpre bem tal função.
\n
\nSe o IMB deve ou não comentar discursos publicados na mídia mainstream, eventualmente criticando diretamente seus autores, ou se deve ficar restrito a textos teóricos, bom, isso é escolha interna de vocês. Mas eu gostei desse texto. 😉
\n
\nAbraços,
\nTiago.
Só espero que o Leandro não seja repreendido dentro do Instituto por ter a cara e a coragem de criticar o mainstrean.
Tiago RC, perfeito!
Esse comentario acima do Helio Beltrao que esta fazendo uma reprovaçao publica ao Leandro Roque,se for o presidente do Instituto Mises Brsil eu estou chocado.\nComo posso continuar a visitar o site e acreditar nos artigos e opinioes que deveriam seguir a tradiçao libertaria de Mises,Rothbard,Hermann Hoppe,quando o presidente do IMB(se for ele mesmo)esta criticando publicamente um colega por expressar justamente um pensamento libertario?
Quando o Maílson fala do Ron Paul e do FED não é nenhuma novidade . Essa gente gosta do controle da economia . Sobre o Haiti é um desastre total o ponto de vista do Maílson, o problema do Haiti foram governos corruptos e incompentes que colocaram essa nação em tal situação .Bom sou fã do IMB e do trabalho da galera que faz desse site o melhor do Brasil em economia . Gosto do Helio, uma pessoa muito legal que já tive o prazer de conhecer . O Leandro conheço apenas pela internet mas também é gente boa e espero um dia ter a oportunidade de conhecê-lo .
Um abração .
Prezados, acalmem-se, hehe. O que está havendo aqui é um mero e saudável debate de ideias.
O Helio é amigo pessoal do Maílson e, por isso, está corretíssimo em defendê-lo – o que mostra inclusive sua grandeza de caráter, sem qualquer medo de fazer isso em público. Eu também faria o mesmo.
Gostaria também de ressaltar que em momento algum fui censurado ou repreendido privadamente. Não há e nem pode haver lugar para censura no nosso site (exceto para o caso de comentários chulos ou infames na seção de comentários).
É tudo uma questão de debate civilizado. Eu expus um ponto de vista e o Helio rebateu. Exatamente como tem de ser. Caso fosse um autoritário, o Helio poderia simplesmente ter ido ao servidor e apagado o artigo. Ou mesmo pedir para que eu apagasse e inventasse alguma desculpa depois. Mas, ao contrário, ele preferiu defender seu ponto de vista aqui, corajosa e cavalheiristicamente. Como disse o apresentador após o desmaio de Batista, “tudo certinho!”.
No mais, agradeço as manifestações de todos.
Abraços, e reafirmo: não há problema algum aqui. Só debates.
Só blá blá blá. Das Kapital continua mais vivo do que nunca… o fim do capitalismo está próximo. Chorem.
Agradeço ao nosso querido editor Leandro pelas colocações. Todos nós queremos o melhor para o Mises Brasil, trabalhand com ética e transparência, sempre, dentro dos princípios de individualidade e soberania individual.\n\n\nMinha defesa ao Dr Mailson não deriva somente de respeito por minha convivência com ele. Ainda que não o conhecesse teria escrito em grande medida a mesma coisa. Mesmo sem considerar a trajetória de sua vida pública e privada, basta ler o que o Dr Mailson vem escrevendo há tempos para perceber que ele é um companheiro de ideário. Ele escreveu, apenas entre os que me lembro, “É hora de privatizar o Banco do Brasil”, “Pré-sal, a vingança do retrocesso”, “Ludopédio no gramado”, “O subdesenvolvimento não se improvisa”, etc. Grande parte dos artigos do Dr Mailson poderiam (e deveriam!) ter sido publicados pelo Mises Brasil.\n\n\nNa medida em que tivermos divergências, como é o caso na questão do BC, é fundamental termos a discussão em bases de respeito, condizente com um oponente que é um gigante intelectual como o Dr Mailson.
Quem defende o Estado advoga o uso da violência para alcançar objetivos (se é que são alcançados). Ou seja, considera correto causar danos, transtornos e dores a indivíduos para beneficiar uma pequena classe de pessoas (ele, claro, está nela incluído).
Quem defende o socialismo – como é o pleno caso de Maílson e seu compadre Beltrão, já que amam o Estado e preconizam o intervencionismo, o qual é a porta de entrada ao comunismo – também defende o nazismo, pois ambos são a mesma coisa: uns matavam os “burgueses”, os outros matavam os judeus; os dois tinham campos de concentração e possuíam total controle da vida dos indivíduos, os quais lhes eram apenas peões descartáveis.
O Estado traz progresso para a educação, para a saúde e para a tecnologia! Isso só pode provir de mal-intencionados, como é o caso de Maílson e de seu compadre Beltrão. Ao regulamentar e uniformizar a educação, o Estado acaba com a liberdade intelectual (e o direito de propriedade sobre si próprios) dos alunos: eles não podem fugir do currículo vigente e devem ficar encarcerados numa sala (“de aula”), com um monte de estranhos, pela manhã inteira, sendo doutrinados e fingindo aprender, pois o Deus Estado é que sabe o que lhes é melhor! Ao cuidar da saúde, o Estado causa o holocausto que vemos: superlotação, atendimento ruim, falta de remédios, consultas marcadas daqui a cinco anos (morrendo, assim, o paciente…). Nem falo na hipótese de “estimular” a tecnologia e o progresso científico via expedientes burocráticos, como leis e decretos, e “redistribuição de recursos”!
A verdadeira intenção da corja personificada em Maílson e seu compadre Beltrão nada mais é do que destruir as vidas dos outros em benefício próprio, utilizando-se de um aparato de coerção especial, o Estado, para esbulhar a propriedade alheia: a vida, a liberdade e o labor. Eles se posam de honestíssimos e usam um linguajar belo para depois dar o bote. Impressionante.
E ainda dizem que o nazismo está morto…
Pelo menos eu só grafo “estado” com “e” minúscula. 😀
Hehehehe… Isso comprova mais uma vez que amas o Estado!
Ao grafá-lo com minúscula, estás dizendo que ele é inofensivo, que nenhum dano causa a mim e aos indivíduos honestos do mundo!
Devemos grafá-lo com maiúscula, pois ele é um gigantesco monstro.
Vivas a Fidel! Vivas a Chávez! Vivas a Stálin! Vivas a Hitler! Vivas a Lula! Vivas a Dilma! Vivas a Pol Pot! Vivas a Mao! Vivas a Arruda! Vivas a Obama! Eba! Iurrru!
Nota 10 para Leandro Roque!!
O IMB já é o melhor site brasileiro com artigos libertários. Agora o blog está ficando cada vez melhor. Mailson até pode ser tudo isso que o Helio falou, mas é também um social-democrata e no referido artigo publicado na Veja – artigo que o Leandro magistralmente detonou – deixou claro seu ponto de vista ideológico, com a quase glorificação do estado. Mailson é um estatólatra.
Estatolatria e honestidade não combinam. São como azeite e água.
Leandro,\n\nParabéns pelo artigo, porém tenho uma dúvida de ordem técnica, sobre este trecho:\n\n”Nos EUA não existia um banco central até 1913, e a economia crescia consistentemente, sem sobressaltos, e com preços decrescentes. O poder de compra da moeda aumentava com o tempo, ao contrário de hoje. Recessões eram fenômenos raros, que duravam no máximo um ano.”\n\nPesquisando na internet recessões anteriores a de 1929, encontrei vários artigos comentando sobre uma depressão que se iniciou em 1873 e teria acabado por volta de 1896. Porém, não sei até onde eles são confiáveis, pois em nenhum deles encontrei uma analise mais aprofundada do período.\n\nGostaria, se possível, que você escrevesse algo a respeito, para sanar esta dúvida que não deve ser apenas minha.\n\nObrigado,\nEduardo.\n
Prezado Eduardo,
Esse é um daqueles mitos que, assim como a crise de 1929, perduram não se sabe por quê.
Primeiro porque mesmo os historiadores dizem que essa suposta depressão durou na verdade seis anos. Nunca que foi até 1896.
Mas o principal é que pesquisas de historiadores econômicos (veja bem, historiadores, e não economistas austríacos) mostram que sequer houve depressão na década de 1870. Houve, no máximo, uma curta recessão em 1873. De resto, aquela década vivenciou o que hoje alguns consideram ter sido o maior período de crescimento sustentável da história americana.
O emprego cresceu vigorosamente, maior até mesmo que a taxa de imigração; o consumo tanto de comida quanto de outros bens cresceu em todas as faixas de renda. No final da década, a população americana estava com melhores moradias, possuía melhores roupas e, no caso da população do campo, vivam em maiores fazendas. As lojas de departamento surgiam até mesmo nas cidades de médio porte. Foi nessa época que os EUA de fato se transformaram na primeira sociedade de consumo em massa do mundo.
Mas de fato havia uma sensação de insatisfação. Isso porque as pessoas estavam confusas com o comportamento dos preços, que estavam caindo acentuadamente. Os fazendeiros, por exemplo, achavam que a queda nos preços dos grãos significava que estavam ficando mais pobres. Porém eles não notavam que os preços de todo o resto estavam caindo também. Quando se analisa os termos de troca dos fazendeiros – isto é, a diferença de preços entre o que eles vendiam e o que eles compravam – é possível comprovar que eles obtiveram sólidos ganhos na década de 1870.
Vá ao link abaixo e selecione 1870 como ano inicial e 1880 como ano final. Veja que tanto o PIB real quanto o PIB real per capita crescem na década.
http://www.measuringworth.org/usgdp/
E para termos porcentuais exclusivos para a década de 1870, faça o mesmo aqui
http://www.measuringworth.com/growth/
Observe que recessão passou longe dali.
Abraços!
As pessoas perderam a capacidade de enxergar e discernir as coisas?O Helio Beltrao fez sim uma repreensao ao Leandro “Este artigo não condiz com o histórico do Instituto. Em primeiro lugar, o tom sarcástico e de ataques pessoais não cabe em uma instituição que tem o nobre objetivo de influenciar a opinião pública.”Isto esta mais limpido que um rio cristalino que e’ uma reprimenda.Nao houve ataques pessoais do Leandro ao Mailson,quem esta levando para o lado pessoal parece ser o presidente do IMB.Leandro fez uma analise do pensamento do Mailson da Nobrega,que e ‘publico,sai toda quinzena na Veja.\nAlguem discordar,sem ataques pessoais,da visao de mundo de uma figura publica que ja teve muita influencia,a meu ver nefasta,no Brasil,nao condizer com o historico do Instituto deve ser verdade,porque no Brasil temos pouquissima tradiçao libertaria,estamos engatinhando.Um dia espero que as ideias libertarias se espalhem pelo Brasil,começando pelo IMB,que tambem espero amadureça e perceba que nessa luta pela defesa da liberdade voce nao pode ter meias palavras,voce nao pode se desviar do caminho nem por um instante,porque os inimigos da liberdade sao poderosos e estao sempre alertas para atacar,seja direta ou sorrateiramente,os fundamentos dela.
Leandro, obrigado pela resposta.
Realmente os artigos q citam essa “depressão”, divergem uns dos outros em relação a sua duração. Eu citei o período de 1873 a 1896, pois foi mais longo que encontrei. Inclusive encontrei um livro que trata o período como a “primeira grande depressão do capitalismo”:
http://www.livrariaultimainstancia.com.br/detalhes.php?intIdLivro=15792
Não tenho dúvidas que o autor não é um economista austríaco. De qualquer forma, já abusando da sua boa vontade, você poderia falar alguma coisa sobre o cenário econômico dessa época na Europa?
Muito Obrigado!
Hélio, acho que você colocou sua amizade pessoal com o Sr. Maílson acima dos objetivos do Instituto. O Leandro em nenhum momento tentou menosprezar ou denegrir a imagem do ex-presidente do banco central, apenas analizar seu artigo à luz dos princípios da EA. Um currículo invejável não abona seus argumentos que continuam essencialmente equivocados.
Não coloquei o lado pessoal acima dos objetivos do Instituto, Gustavo. Aqueles que me conhecem sabem que procuro evitar ataques pessoais gratuitos, em especial contra potenciais aliados, gente do bem, e honestos intelectuais. Quanto mais quando além de tudo isso, for uma pessoa de porte intelectual e vencedor como o Dr Mailson. Nosso objetivo jamais será alcançado com textos com este tom, e muito menos jogando para a nossa “mini”-galera.
Agradeço às palavras do Djalma e do Pescador.
Penso que o autor do texto usou, sim, de um tom sarcástico a meu ver desnecessário.\n\nNão quero criticar em nada a teoria apresentada, que refuta o texto do Maílson. Está impecável neste aspecto, como os demais textos aqui do IMB.\n\nMas acho – se é que posso achar alguma coisa a respeito – que o Instituto, os demais think tanks brasileiros, e o próprio libertarianismo no Brasil, teriam a ganhar se agissem de modo a ganhar a fama de “dar a outra face” àqueles que costumam usar de sarcasmos e ataques pessoais em debates.\n\n”Dar a outra face” obviamente não no sentido covarde de fugir e não responder, mas sim no sentido de responder sem jamais rebaixar-se à podridão moral e intelectual dos opositores.\n\nAfinal de contas, a razão está do nosso lado, não?\n\n:)\n\nA propósito, parabéns a todos da equipe do IMB, e também voto pela continuidade de textos no estilo vermelho-e-preto.
Creds disse tudo, nada mais a acrescentar.
Mas é óbvio que o autor usou de tom sarcástico. E exatamente por isso o texto é ótimo! Sarcasmo e inteligência são coisas que andam lado a lado. Machado de Assis era um primor de sarcasmo. Quem quiser textos robóticos que vá ver Jornal Nacional ou ler qualquer artigozinho de jornal. Coisas que não convertem e não divertem ninguém.
Ricardo Cruz, particularmente também gosto do sarcasmo em texto pessoais. Mas no confronto a um texto – e, por extensão, a seu autor – como nesse caso a inteligência pura e simples juntamente com a mais fina polidez produzem um efeito superior a qualquer tipo de desmerecimento ou algo que simplesmente sugira a isso. O sarcasmo produz efeitos mais desejáveis e menos contraproducentes quando não atinge ninguém em especial, mas simplesmente uma ideia.
Eis a minha modesta opinião.
Eu não estou acreditando no que estou vendo aqui!
É realmente de cair o queixo constatar como essa praga do politicamente correto é tão insidiosa e perversa que é capaz de contaminar até mesmo a mentalidade dos (supostos) libertários, pessoas que teoricamente deveriam ter completa aversão a essa norma socialista por natureza.
Quer dizer então que um texto não pode conter sarcasmo pois isso fere os delicados sentimentos dos leitores? E o pessoal ainda vem pedindo mais polidez? Ora, que vão ler então a Carta Capital, a Veja, a Época, a IstoÉ, a Caros Amigos, a Exame, etc. e parem de encher o saco. Nestas revistas vocês não vão encontrar qualquer tipo de sarcasmo. Leitura para pessoas delicadíssimas e extremamente polidas.
Isso aqui é um site para libertários e os genuínos libertários devem fazer de tudo para evitar que haja essa tomada do politicamente correto que já vem perigosamente se formalizando até mesmo por aqui.
Maílson da Nóbrega é imune a ataques??? Posso saber o motivo? É porque ele “fez carreira no setor público” e é uma “unanimidade” entre a burocracia??? E essa justificativa vem de um libertário??? O que está acontecendo aqui, pelo amor de quem quer que seja????!!!!!!!!
É triste que um libertário como eu seja obrigado a recorrer unicamente aos textos do conservador Olavo de Carvalho para ler coisas em português sem qualquer resquício de contaminação pelo politicamente correto.
A minha (pequena) esperança é que essa praga do politicamente correto pelo menos se mantenha restrita à ala dos comentários, porque se ela começar a pautar os textos vai ser um abraço.
MALTHUS,\nConcordo com voce.Enquanto essa praga do politicamente correto,da imunidade a criticas que certas figuras publicas conquistaram,começa a aparecer ate mesmo no Instituto Mises,olha que contradiçao Mises,Rothbard-politicamente correto,repreensao,os inimigos da liberdade da se aproveitam para avançar sua influencia sobre a sociedade.\nIsso sobre o Olavo de Carvalho que voce escreveu e’ o maximo.\n
Malthus e Mauricio Moreira, não pedi nada de políticamente correto e muito menos imunidade de ataques a ninguém. Adoro a acidez dos textos e, principalmente, das falas de Olavo de Carvalho. Mas sejamos racionais, a grande maioria o considera só um louco idiota que acha que sabe tudo, e não que não saiba, mas porque se comporta como louco. A polidez que digo não é não atacar, mas usar termos menos ‘xulos’, mais comportados, destruindo a base do argumento e não tentando usar a força da palavra simplesmente. A polidez a que me refiro é das palvras, não das ideias. Até Lula percebeu, após três campanhas, que denuncismo e gritaria não elegem ninguém, e com libertários não pode ser diferente. Se queremos algum dia alcançar o ideal liberal não será com denuncismos nem gritarias, mas pela persuasão e convencimento do porquê esse sistema é melhor, e isso só pode ser alcançado com calma, sem querer passar por cima de ninguém. Que fique claro: odeio o politicamente correto. Mas politicamente correto é o impedimento de expressar certas ideias. Não propus nada politicamente correto, só propus um método de debate mais civilizado, calmo, que nada tem a ver com qual ideia deve ser expressa, mas sim como. E esse ‘como’ é com respeito a qualquer um, por mais idiota ou ignorante que ele seja.
Mas Rafael, não há nada de tão xulo nesse texto que motive tanto estardalhaço. Está sarcástico, apenas, como Maílson também foi ao falar dos libertários, ao tratar a idéia de minimizar o Estado como “impensável”, “coisa de maluco” etc. O texto do Leandro foi no máximo um pouco mais direto..
\nNão dá pra comparar com Olavo de Carvalho… esse carola já teria mandado tomar no cu a cada parágrafo…
Que fique registrado que eu concordei com o Malthus que e’ uma ironia e tristeza ter de procurar no Olavo de Carvalho para achar um texto nao politicamente correto no ambiente cultural brasileiro.Eu nao tenho nada a ver com os pensamentos dele,ele se faz passar por liberal mas e’ um conservador beirando o totalitarismo,como tambem o Reinaldo Azevedo e o Diogo Mainardi.Todos se dizem liberais mas todos adoram as guerras promovidas pelos EUA,aprovam a existencia e presença de um estado forte,a vigilancia de comunicaçoes,monitoramento financeiro,aprisionamento e tortura sem julgamento de qualquer cidadao.
Pois é Tiago, também concordo com você que o caso não é para tanto estardalhaço e que o Maílson também utilizou certas palavras um pouco mais ‘pesadas’. Note que também coloquei ‘xulos’ entre aspas, já que não encontrei outro adjetivo mais próximo do que quis dizer. O ponto onde [eu] quis chegar chegar foi na questão de método: Não é porque Maílson diz que eu também posso dizer. É só a minha modesta opinião de que isso não leva a nada, e que é elevando o nível do debate mesmo com uma mula do outro lado da mesa que chegamos a uma ‘vitória’ argumentativa.
E eu também não defendi Olavo de Carvalho em todas as letras, mas tenho de reconhecer que em questões políticas da AL ele deixa todo mundo (ou muita gente ao menos) pra trás. O que quis dizer sobre ele foi sobre seu método, com gritaria e palavras de baixo calão, o que claramente não o leva a absolutamente nada. Se não ser politicamente correto (e o que penso sobre politicamente correto está no comentário acima – repito: politicamente correto diz «o que» dizer, estou tratando de «como» dizer) é isso… Há como falar o que se quer e o que se pensa sem ser vulgar.
Que não confundam, não estou comparando Leandro Roque com Olavo de Carvalho.
Outro admirador de Maílson da Nóbrega. libertatum.blogspot.com/2010/05/o-fator-nobrega.html
Agora que ví esse post, genial. Leandro Roque genial, mais uma vez.
Eduardo Rodrigues.
Cuidado ao postar esse tipo de informação, pois o sr.Klauber Pires fez o seguinte comentário. “Maílson da Nóbrega foi aquele ministro da política “feijão com arroz”. Feijão azedo e arroz do tipo “unidos venceremos”. Seu desempenho à frente da pasta ficou patente pela sua notória “competência” em lidar com 80% de inflação..mensal. Dizia ele, o negócio é não “inventar moda”. Bom, vai ver que ele entendia que em time que está ganhando, não se mexe, não é? E dá-lhe Keynes a rodar a impressora.”
Leandro, o que aconteceu com o vermelho-e-preto? Os economistas aprenderam economia? Abraço.
Prezado Eduardo, o vermelho-e-preto sobrevive de doações. Isto é, os leitores nos indicam os textos e, caso seja interessante, procedemos ao rubro-negro.
Abraços!
doações? po, pega um artigo do Belluzzo ou abre a página incial do seu navegador, pô!
Leandro, o Chile foi citado rapidamente nesse seu texto. Você teria mais dados sobre a abertura econômica ocorrida naquele país e em que medida ela se diferiu da Brasileira? Refiro-me ao período militar de ambos os países.
A sua análise também foi muito esclarecedora.
Grato.
Leandro,que tal um vermelho e preto com este artigo?
fernandonogueiracosta.wordpress.com/2011/05/20/escola-austriaca-liberdade-para-explorar/
“As pedaladas são motivo suficiente para o impeachment? Não.“, por Maílson da Nóbrega.
“[…] cortar gastos (o que nunca aconteceu, como o próprio reconhece) e controlar a inflação, que estava em dois dígitos.”
Pelo menos em termos de dívida, o governo dela até foi bom. Veja como que despencou. Os gastos com relação ao PIB até caíram também. As contas estatais deles até que estão em ordem, ao menos em questão orçamentária e na recente redução de gastos com relação ao PIB. Vamos ver como ficará após essa farra de lockdowns.