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Mises e a família

 

O escritor, poeta e filósofo G.K. Chesterton dizia que a família era uma instituição anarquista. 

Com isso, ele queria dizer que não é necessário nenhum decreto do estado para que ela venha a existir. Sua existência flui naturalmente de realidades constantes na natureza do homem, sua forma sendo aperfeiçoada pelo desenvolvimento de normas sexuais e pelo avanço da civilização.

Essa observação é consistente com a brilhante discussão sobre a família feita por Ludwig von Mises em sua magistral obra Socialism, publicada em 1922. Por que Mises abordou a família e o casamento em um livro de economia que refutava o socialismo?  

Ele entendeu — ao contrário de muitos economistas de hoje — que os opositores de uma sociedade livre e voluntária têm um projeto amplo que geralmente começa com um ataque a essa mais do que crucial instituição burguesa.

“Propostas para transformar as relações entre os sexos há muito vêm de mãos dadas com planos para a socialização dos meios de produção”, observa Mises. “O casamento deve desaparecer junto com a propriedade privada…  O socialismo promete não apenas o bem-estar — riqueza para todos –, mas também a felicidade universal no amor.”

Mises observou que o livro de August Bebel (alemão fundador do Partido da Social Democracia Alemã), Woman Under Socialism, um canto de glória ao amor livre publicado em 1892, foi o tratado esquerdista mais lido de sua época. Esse elo entre socialismo e promiscuidade tinha uma proposta tática. Se você não acreditasse no engodo de uma terra prometida onde a prosperidade surgiria magicamente, então você ao menos podia ter a esperança de que haveria uma libertação do jugo da maturidade e da responsabilidade sexual.

Os socialistas propunham um mundo no qual não haveria impedimentos sociais ao ilimitado prazer pessoal, com a família e a monogamia sendo os primeiros obstáculos a serem derrubados. Esse plano funcionaria? Sem chance, disse Mises: o programa socialista para o amor livre é tão impossível quanto o programa para a economia. Ambos vão contra as restrições inerentes ao mundo real.

A família, assim como a estrutura da economia de mercado, não é um produto de políticas; é um produto da associação voluntária, tornada necessária por realidades biológicas e sociais. O capitalismo reforçou o casamento e a família porque é um arranjo que depende do consentimento e do voluntarismo em todas as relações sociais.

Assim, tanto a família quanto o capitalismo compartilham as mesmas fundações institucionais e éticas. 

O próprio Karl Marx reconhecia isso. No segundo capítulo de O Manifesto Comunista, Marx admite que a abolição da família — uma instituição burguesa —, embora fosse um tópico espinhoso, era crucial para o triunfo do socialismo. Segundo ele, os oponentes desta ideia são incapazes de entender um fato crucial sobre a família.

“Sobre quais fundamentos se assenta a família atual, a família burguesa? Sobre o capital, sobre o proveito privado. Em sua forma completamente desenvolvida, a família tradicional é uma instituição burguesa e existe somente na burguesia”, afirma Marx.

Abolir a família seria relativamente fácil tão logo a propriedade da burguesia fosse abolida. “A família burguesa será naturalmente eliminada com o eliminar deste seu complemento, e ambos desaparecerão com o desaparecimento do capital”, disse Marx.

Ao abolir essas fundações, os socialistas iriam substituir uma sociedade baseada nos contratos voluntários por uma baseada na violência. O resultado, é claro, seria o total colapso social. Mas esta era exatamente a intenção.

Quando os socialistas fabianos Sidney e Beatrice Webb viajaram para a União Soviética, uma década após o lançamento do livro de Mises, eles relataram uma realidade diferente da do livro de Mises. Segundo eles, as mulheres soviéticas, liberadas do jugo da família e do casamento, viviam vidas felizes e realizadas. É claro que tudo não passava de uma fantasia tão grande — na realidade, uma mentira escabrosa — quanto suas alegações de que a sociedade soviética estava se tornando a mais próspera da história, mas o fato é que tal fantasia não apenas perdurou no imaginário, como se mantém até hoje.

Atualmente, nenhum intelectual mentalmente são defende o total socialismo econômico. No entanto, uma versão mais diluída do programa socialista para a família é o que está por trás de várias das políticas sociais mais afamadas mundo afora. Essa agenda anda de mãos dadas com a restrição da economia de mercado em outras áreas.

Não é nenhuma coincidência que a ascensão do amor livre tenha acompanhado a ascensão e o completo desenvolvimento do estado assistencialista. A ideia da emancipação da necessidade de trabalhar (e de poupar e de investir) e da emancipação de nossa natureza sexual tem origem em um mesmo impulso ideológico: superar as realidades estabelecidas pela natureza.  

Como resultado, a família sofreu e entrou em declínio — exatamente como Mises previu que aconteceria.

Embora os defensores da família e os proponentes do capitalismo devessem estar unidos em um único programa político visando a esmagar o estado intervencionista, eles tipicamente não estão. Os defensores da família, mesmo os conservadores, frequentemente condenam o capitalismo como sendo uma força alienadora, e defendem políticas insensatas, como tarifas de importação para proteger a indústria nacional (programa de cunho nacionalista), desvalorizações cambiais (o que retira poder de compra da família) e programas de renda mínima para pessoas casadas (o que desestimula a busca pelo sustento próprio).

Ao mesmo tempo, muitos dos adeptos da livre iniciativa tendem a demonstrar pouco interesse em relação às genuínas preocupações dos defensores da família. 

E ambos não parecem interessados nos ataques radicais à liberdade e à família impingidos por políticas governamentais, como leis que proíbem o trabalho infantil (o que prolonga a adolescência improdutiva e atrasa o surgimento de adultos responsáveis), a lei da obrigatoriedade de se colocar os filhos em escolas (cujos currículos são estipulados pelo governo e fazem um profundo estrago), seguridade social (que desestimula a necessidade imperativa da poupança e arrebenta os laços familiares) e altos impostos (que afetam a renda disponível da família).  

Na visão de Mises, essa cisão é deletéria.

Não é nenhum acidente que a proposta de se tratar homens e mulheres como sendo radicalmente iguais, de ter o estado regulando as relações sexuais, de colocar crianças em creches e escolas públicas, e de garantir que filhos e pais permaneçam quase que desconhecidos uns para os outros tenha se originado com Platão, que em nada se importava com a liberdade.

Também não é nenhum acidente que essas mesmas propostas hoje em dia sejam defendidas por pessoas que não têm a mínima consideração pela família e pelas leis econômicas.

 

Este artigo foi originalmente publicado em LewRockwell.com

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168 comentários em “Mises e a família”

  1. Exceto em caso de estupro, em qualquer regime se nasce por amor, o qual necessariamente é livre. O ato, como diz o texto, é voluntário, obviamente. O que a instituição da família busca preservar é a integralidade do exercício, que pressupõe a face da responsabilidade. \nO totalitarismo não lhe exige, e nem poderia, porque se subroga no direito de tutela na mais tenra idade, conforme os cânones espartanos. \n

  2. a famiia deve ser abençoada pelos pais, pela a igreja e pela a comunidade, e não deve sofrer nenhuma limitação estatal. Atualmente o Estado impede que a familia cresca, ao proibir a poligamia. A familia é uma célula social, pedra da moral e da decência, e que deve ser incentivada a crescer e incorporar novos membros. Eu queria que no futuro a família tivesse um sentido maior que o atual e que os outros pudessem ser convidados a fazer parte da família, se ele for amado pelos demais. Imagine uma criança poder ter 2, 3 ou quantas mães ela pudesse? se isso não é o paraíso?

  3. Já que estão tocando no assunto: só eu acho uma hipocrisia os gays quererem se casar na Igreja igual os casais heteros? Digo, o casamento tradicional é essencialmente católico, e a religião católica é contra os gays de qualquer forma. A partir do momento que alguem se diz gay, ele automaticamente se exclue da religião católica e não pode mais exigir os mesmos direitos. Se dizer cristão e gay ao mesmo tempo é hipocrisia. Só pra constar: sou ateu, então não estou aqui pra defender o catolicismo.

  4. O catolicismo ou qualquer outra religião são de adesão totalmente voluntária (pelo menos no Brasil). Entretanto, não tem problema algum um gay seguir os preceitos católicos ou protestantes. O que não dá é ele exigir que os mesmos sacramentos (no caso, o matrimônio) lhe sejam aplicados, quando é da própria fundação da religião que isso não aconteça.

    Porém, obviamente os burocratas já entraram em ação para tentar alterar isso. No Brasil o que vemos hoje são leis e movimentos politicamente corretos que tentam subjugar as religiões aos desígnios políticos. Por exemplo, quando Geraldo Alckmin era governador de São Paulo, ele instituiu uma lei que proibia um padre de expulsar um travesti de uma igreja. Aliás, hoje o padre sequer pode chamar a atenção de algum casal homossexual que se comporte libidinosamente durante uma missa, pois os políticos consideram isso uma manifestação odiosa de preconceito.

    Assim, se você estiver com sua família numa igreja e dois bigodudos começaram a se lamber na frente das crianças, você estará errado se protestar – e no futuro próximo poderá ir em cana por crime de homofobia.

    Ou seja: não só o estado passou a determinar como as religiões devem agir, mas também passou a desrespeitar a propriedade privada delas – o padre perdeu a autonomia dentro da igreja.

  5. Bom, no caso do casamento gay, devemos refletir se os casais gays desejam mesmo casarem-se na igreja, ou se eles apenas querem vivênciar a fantasia de se sentir uma “noiva no altar”, hehe
    Mas no fundo eu não considero uma decisão racional do catolicismo recusar o casamento gay nas suas dependências. Pois dessa forma incentiva as pessoas a procurarem outras Igrejas, o que agrava a perda de fiéis e ainda leva ao crescimento de outras religiões concorrentes

  6. Como toda a união estável entre duas pessoas, o casamento gay emana de um cálculo econômico racional entre ambos os individuos. A paixão, o amor, esse sim surge por seus meios espontâneos, mas a união consciente entre casais do mesmo sexo, depende da vontade de ambos e da identificação de incentivos econômicos que leve-os a unirem-se. A união homo-afetiva está respaldada pelos princípios da escola austríaca, que mais uma vez demonstra adiantar-se ao pensamento estabelecido, incluindo aí o tradicionalismo da igreja

  7. Excelente artigo, parabéns.\nNão perceber o ataque que as “politicas publicas” significam às familas é, talvez, a maior cegueira da modernidade.

  8. Marx, Engels e a família

    “Abolição da família! Até os mais radicais ficam indignados diante desse desígnio infame dos comunistas. Sobre que fundamento repousa a família atual, a família burguesa? No capital, no ganho individual. A família, na sua plenitude, só existe para a burguesia, mas encontra seu complemento na supressão forçada da família para o proletário e na prostituição pública. A família burguesa desvanece-se naturalmente com o desvanecer de seu complemento e uma e outra desaparecerão com o desaparecimento do capital. Acusai-nos de querer abolir a exploração das crianças por seu próprios pais? Confessamos este crime. Dizeis também que destruímos os vínculos mais íntimos, substituindo a educação doméstica pela educação social.”

    Extraído do “Manifesto do Partido Comunista”, Parte 2 – Proletários e Comunistas

  9. Filipe Rangel Celeti

    A citação do Marx e Engels caiu como uma luva para a minha tese de mestrado…

    obrigado por mostrar o texto que eles confessam o crime de invasão à escolha dos individuos.

  10. Se o pessoal do IMB me permite, gostaria de fazer uma sugestão. O “Manifesto do Partido Comunista” é um daqueles livretos que quase todo mundo tem, mas pouquíssimos leram. Seria muito interessante fazer uma análise daquele texto à luz do pensamento liberal. Veremos que, na surdina, em muitos pontos já vivemos o cenário sonhado por K.M.

  11. Algumas sociedades a educação é social, como os povos nativos de vários locais do mundo, onde todos os membros da sociedade poderiam educar e repreender as crianças quando preciso, porém era algo aceito e estabelecido livremente e não imposto.\r
    Quanto a poligamia ela não é condenada pela bíblia mas com a evolução do pensamento judaico-cristão e acredito que por dificuldades economias convencionou-se que era melhor ao homem ter uma só mulher e uma só família.

  12. Amigo acho que meu comentário não ficou claro, e dele você deduziu algumas coisas.\r
    Sim essas sociedades possuiam estruturas familiares, além da própria tribo, mas todos participavam da educação das crianças.\r
    Quanto a poligamia ela foi amplamente praticada pelos judeus durante muito tempo, mas não sei se devido as dificuldades economicas passou a ser recomendada a monogamia e essa relação se mostrou melhor para o povo judeu e continua até hoje no mundo Ocidental, e quando vem o período em que Jesus nasceu isso já era o aceito socialmente, por isso está presente no NT esse “mandamento”.\r
    Já sobre o aborto isto sim está descrito em um simples mandamento, “não matarás!”…

  13. Otacilio Cordeiro da Silva

    Há 20 anos atrás, lendo um certo escritor francês cujo nome não me lembro no momento, ele comparava a família a algo parecido com um pai que, no alto de um edifício, brinca com uma criança segura pelas mãos. A criança não tem medo porque sabe que seu pai não irá soltá-la das alturas, que ela vem e volta. Dizia também que a família é a única instituição que nos aceita de volta, não importa o ato que tenhamos cometido. Podemos até ir embora, demorar, demorar e depois voltar. E nosso lugar estará lá. Hoje em dia, quem quiser se manter em qualquer posto na sociedade tem de fazer malabarismos de toda a forma para se manter lá. A família não exige nada disso.

  14. Muito bem, toda essa discussão é muito boa…

    Mas q não caiamos na armadilha de pensar q mulher sair para trabalhar fora e ter seu próprio sustento, não dependento do homem para sobreviver ou ainda, se libertar do jugo de ter de casar e fazer família qdo não deseja, ou ainda, ter uma família mas não estar tão presa a ela como a sociedade ainda espera de certa forma q ela esteja, pensar q tudo isso aí é coisa de “esquerdismo q quer destruir a famííília”, como já vi UM MONTE de lunático sedizente “de direita” quer dizer. O fato da esquerda e do socialismo defender abertamente tais coisas(de forma super deturpada, diga-se, a política do “filho único” da China é um exemplo desta distorção q falo aqui) não quer dizer q TODOS os q defendem tais coisas sejam comunistas, muito menos q TODAS as mulheres q o fazem estejam comprometidas com a agenda comunista.

    O papel da mulher tem q ser analisado sem os rótulos convencionais e com a racionalidade necessária, pois ela, juntamente com o homem compõem a família e devem trabalhar por ela juntos, não com a mulher carregando os cuidados do lar e prole nas costas. Homens e mulheres são diferentes sim, mas tem q ser respeitados igualmente, um sexo não deve ser tolhido por ser o q é. Ambos merecem sim se realizar profissionalmente e tem o mesmo dever na manutenção da estabilidade familiar qdo dentro de um lar.

  15. Família é composta por um pai, uma mãe, e filhos. O que foge disso não é natural, não é família. Nem tudo, na sociedade, é correto por ser comum, ou originário de decisões voluntárias. Este pensamento é perigoso, pois pode ser usado para justificar ações além das originalmente justificáveis aqui, e estaria sendo, do ponto de vista de quem pensa aqui, coerente; tudo o que fosse praticado no sistema de liberdade seria aceito; importante ressaltar que tal filosofia é inerentemente amoral.

  16. Apelo de um velho usuário

    As postagens de 2010 eram muito menos radicais e autoritárias em relação à posição da mulher na sociedade. Salvo o comentário de um ou outro, todos mantinham a educação e a compostura ao lidar com o tópico.

    Lamento muito que as postagens atuais sobre o assunto muitas vezes consistam em insultos baratos contra a mulher e argumentos pseudo-científicos contra a liberdade de associação das pessoas. Pergunto-me: Por que não podemos retornar aos padrões de educação, pesquisa e formalidade de antes? Por que qualquer assunto sobre “Família” precisa terminar em uma chuva de achismos? Por que nossa comunidade ainda não aprendeu a tratar mulheres que aqui postam como qualquer um paraquedista desconhecedor do método austríaco e não como “feminazi” explícitas por qualquer motivo?

    Também lamento o caos que qualquer um que ousa defender o trabalho feminino gera em 2012. A formação de ondas de textos e respostas já é muito maior que as que surgem para responder a questionamentos sobre economia e praxeologia. Lamento muito que várias vezes a racionalidade perdeu entre os usuários do IMB.

    Deixo apenas esse apelo. Espero que, por favor, levem em consideração. Sei que alguns daqui frequentam comunidades ultra-conservadoras da internet, mas, por favor, lembrem-se que não estão em casa e que são pessoas adultas e inteligentes falando com você.

    Um feliz natal.

  17. Quem acha que a tal “união monoafetiva” encontra respaldo na Escola Austríaca: 1. Não entendeu nada do artigo do Rockwell; 2. Não sabe nada de Escola Austríaca e de suas origens pós-escolásticas; 3. não sabe o que é uma ordem espontânea; 4. Pensa que é possível dissociar economia de moral.
    A Escola Austríaca NÃO respalda essas coisas!

  18. Não sei vocês lembram quando escrevi aqui sobre “famílias empresas”. Pois ao ler esse artigo, mas eu acredito que é uma solução para enfrentar a burocracia esquerdista.

    Criando-se famílias empresas, é claro que não vai impedir do Estado de atacá-las, mas irá criar uma reação a burocracia estatistas dos governos que terão que enfrentar duas instituições fortes: A família e a propriedade privada.

  19. o que o Rockwell quer dizer é que se as pessoas tiverem a liberdade de casar com quem quiserem, com quantos quiserem, etc etc

    a ordem espontânea do mercado vai privilegiar o arranjo que funciona melhor pra maioria das pessoas, e que é a família tradicional

    isso não significa que outros arranjos sejam imorais e eles continuariam existindo

    a maioria dos restaurantes no livre mercado seriam “tradicionais” com garçons, mesas, cadeiras e cardápios dentro de parametros tradicionais

    alguns porém teriam a comida servida numa montanha russa e outros teriam garçons vestidos de monstros e outros seriam no mar e os clientes usariam coletes salva-vidas

  20. Klauber Cristofen Pires

    O grande alvo do ataque à família é tornar a mulher fragilizada. As mulheres têm uma tendência maior de buscar segurança. Este é um fato natural. Se não a encontram em homens trabalhadores, economicamente independentes e fiéis, então haverão de buscar esta proteção no estado.

  21. Mais uma maravilha do feminismo
    O 10º item mais pedido pelas crianças britânicas como presente de natal foi: UM PAI
    omarxismocultural.blogspot.pt/2012/12/sinal-dos-tempos.html

    Dá pena…

  22. Karl Marx teve seis filhos legítimos. Destes seis infelizes, três morreram na infância e os três filhos de Karl Marx, que chegaram à idade adulta, todos se suicidaram, com Karl Marx ainda vivo. Todos os netos legítimos de Karl Marx morreram ainda crianças, antes de Karl Marx morrer. No caso da última filha de Marx a morrer, Laura, o marido dela também se suicidou, após terem os dois vistos todos os três filhos que tiveram morrerem ainda crianças.
    É esta a ideia da mais perfeita das famílias, que um marxista genuíno pode conceber.
    Sobre o comunismo em si, Fernando Pessoa (ver site http://www.brunojacinto.com/a21/2012/03/22/grandes-frases-xii-fernando-pessoa-e-o-comunismo/ ) escreveu estas frases sobre ele: “Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o é tudo quanto dorme nos baixos instintos que se escondem em cada um de nós.
    O comunismo não é uma doutrina porque é uma anti-doutrina, ou uma contra-doutrina. Tudo quanto o Homem tem conquistado, até hoje, de espiritualidade moral e mental — isto é, de civilização e de cultura — tudo isso ele inverte para formar a doutrina que não tem. ”

  23. Mises já enxergava algumas questões culturais, embora do jeito dele, a visão que ele tem dos planos socialistas para a vida das pessoas é praticamente as mesmas que martelamos aqui diariamente. Pena que ele é tão mal explorado pelos seus seguidores.

    Mas discordo quando ele afirma que “O capitalismo reforçou o casamento e a família”. Ao contrário, o casamento e a família montada na moral burguesa que reforçam o capitalismo. É o que possibilitam o acúmulo e a transmissão do patrimônio a herdeiros (ação a longo prazo). O que reforça o casamento e a família ocidental é a cultura e a moral cristã por durante séculos. O capitalismo em si é o fim último de tudo aquilo que foi construído anteriormente, são os frutos daquilo que plantamos. O grau de evolução das pessoas é sempre na ordem -> existir, saber, obedecer, fazer, para depois ter. E nunca o “ter”, antes. O capitalismo não é causa de todas as coisas (exceto para aqueles que vivem de escrever sobre isso), ele é a consequência. Nós jamais devemos enxergar no capitalismo a causa de todas as coisas, porque é um raciocínio invertido. Essa é a lógica dos revolucionários, do próprio Marx, eles é que partem do sistema ideal (socialismo) para à partir daí rearranjar todo o resto. Eles é que crêem que todos os processos históricos, as relações familiares, e a própria natureza humana se dão por conta da economia (teoria refutada pelo prof. Peter Kreeft no seu livro Sócrates Encontra Marx, ao alegar que o próprio Marx sendo um burguês pensava como um socialista, de modo que o sistema econômico não era fator determinante). Enquanto que para nós, se existe o capitalismo, é porque ele deveria existir naturalmente, e pronto…

    De modo que há um exagero depositar num regime econômico na sua ótica propriamente economicista a responsabilidade de reforçar o casamento e a família, porque se fosse assim, todas as classes média-altas de todo mundo estariam vivendo num mar de rosas e procriando como nunca… E nós vemos justamente o contrário, que há uma crise generalizada desses valores que não está restrita apenas à optica econômica..A ordem de importância:

    Humano > cristianismo > moral cristã civilizada e ascética > casamento e família > trabalho, patrimônio e herança > ciências econômicas e comerciais.

    Os primeiros são mais cruciais do que os últimos para o capitalismo.

    Não é à toa que a ação desesperadora, em último caso, para quebrar com o capitalismo é o genocídio (item “humano”). Pois você quebra com a natureza humana e o contato com o passado, e reconstrói uma sociedade completamente ideologizada ao novo regime. Os socialistas sabem dessa escala e como devem ir atacando….

    A prova maior desta ordem escalar, está neste tópico, no simples fato de um liberal tomar como base para defesa de suas teorias econômicas, o próprio Chesterton, que é um filósofo católico. Veja que a moral antecede ao capitalismo. Mas o contrário não ocorre… qualquer cristão pode ficar 10 anos sem sequer tocar na palavra “economia”.

    Tirando isso, ele captou bem a intromissão louca dos socialistas nas questões familiares, embora de modo parcial. Mas hoje em dia tb é muito mais fácil completar as lacunas faltantes… afinal nós já enxergamos apoiados em ombros de gigantes, de modo que não tiram os méritos dos acertos do Mises (É que nem você pegar Platão. Qualquer um, hoje em dia consegue encontrar lacunas em Platão. Mas porque já está apoiado em seus ombros, enxergando além do tempo dele).

  24. Esse tipo de texto é importante, para que alguns incautos não se deixem enganar pelo apelo a “liberdade” e comecem a defender arduamente a agenda socialista no plano social. Já vi muitos liberais cometerem este erro. Tudo o que um esquerdista pode querer é uma oposição que cede justamente no ponto mais importante. É inútil se ater a economia enquanto toda estrutura da sociedade está sendo destruída. Em uma situação dessas é inevitável que a economia fique a mercê do estado.

    A família é a base de tudo. Foi criada espontaneamente, vinda de séculos de tradição. Não precisa da legitimação estatal, pois é legítima por si mesma. Hoje em dia, grupos que não fizeram parte desse processo (relacionamentos múltiplos e gays, por exemplo) se ressentem da falta de uma estrutura sólida e buscam no estado a legitimação e reconhecimento forçado para suas uniões. Aí entra o estado, proibindo opiniões, forçando religiões a realizarem uniões não aceitas internamente, impondo comportamentos atentatórios a ordem pública da população (atos libidinosos pesados a céu aberto nas paradas gays são o maior exemplo disso). O resultado é um aumento monstruoso da influência do estado.

    Outros, mais sábios, simplesmente vivem a vida. Sabem que não é certo forçar “de cima para baixo” questões sobre moral e comportamento. Apenas praticam o que acreditam, esteja aquela acobertada por conceitos milenares ou não. Aproveitam que são livres para tomar suas decisões no campo pessoal. Se ainda existe alguma restrição prática, é exatamente por causa da excessiva influência estatal na vida das pessoas, e não porque a sociedade não considera suas uniões equiparadas ao casamento tradicional.

  25. Um livro muito bom que aborda o tema da familia e’ “Refu´gio num mundo sem corac¸a~o. A fami´lia : santua´rio ou instituic¸a~o sitiada?” de Christopher Lasch.c2dvp

  26. Quanto a poligamia ela não é condenada pela bíblia

    Não é? Então vamo lá. Leia por exemplo este versículo:

    Tampouco para si multiplicará mulheres, para que o seu coração não se desvie;
    Deuteronômio 17:17

  27. Marcus, você está se confundindo na tradução das palavras. Na versão citada a palavra escolhida foi “mulheres”, que antigamente era uma palavra mais comum de ser usada do que esposa. Se você for buscar a passagem em outras línguas encontrará o significado mais próximo do escrito original, que é este que o Sérgio fez uso.

  28. Agenda feminista nos livros infantis
    omarxismocultural.blogspot.pt/2012/12/livros-infantis-e-agenda-feminista.html

    trecho:
    ‘Um exemplo da literatura infantil alternativa é o livro com o nome “King and King”, cuja capa tem a imagem de dois homens envolvidos num beijo. Segundo o relatório, isto ajudará as crianças a aprender mais sobre “a verdadeira diversidade sexual na sociedade.”

    Na verdade, tais medidas já foram levadas a cabo em alguns países, particularmente na Escandinávia, onde os países locais se consideram a vanguarda da democracia Ocidental.’

    Países nórdicos, pra variar.Alguma surpresa?

  29. Vocês querem saber quem é outra consequência dessa sociedade progressista?
    O Molineux. Ele mesmo disse que foi criado por mãe solteira, mais um moleque condenado a crescer sem pai.

  30. Em homenagem ao Marcus Benites, isso aqui é o que acontece quando se juntam movimento gayzista + governo:
    Homem que doou esperma para casal de lésbicas vai ser obrigado a pagar pensão para a criança

    br.noticias.yahoo.com/estado-kansas-pede-que-doador-s%C3%AAmen-pague-pens%C3%A3o-123517761.html

  31. ‘What is it with this “right-wing religious conservative” name-calling? Yes, Ron is religious, but since when has religion been rendered incompatible with the non aggression principle of libertarianism? ‘

    Lew Rockwell, comentando as pérolas da tal da ‘libertária cultural’
    lewrockwell.com/block/block188.html

  32. obs: para os ateus e agnósticos como eu, dêem um desconto e vejam esse vídeo sem preconceito, tem muitas verdades nele.Como por ex
    ‘Se você quer implantar uma ditadura, feminilize os homens’

  33. O que acham dessa lei da deputada Myrian Rios?

    RJ: Cabral sanciona lei da moral e bons costumes, de Myrian Rios

    18 de Janeiro de 2013 • 15h13 • atualizado às 15h15

    A atriz e deputada Myrian Rios (PSD) é a autora do projeto, chamado “Programa de resgate de valores morais, sociais, éticos e espirituais”
    Foto: Divulgação

    O governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), sancionou na quinta-feira o projeto de lei chamado “Programa de resgate de valores morais, sociais, éticos e espirituais”, de autoria da atriz e deputada Myrian Rios (PSD). O objetivo da proposta, segundo a parlamentar, é “promover o resgate da cidadania, o fortalecimento das relações humanas e a valorização da família, da escola e da comunidade como um todo”.

    A justificativa de Myrian para o projeto de lei é de que a sociedade está “se desvencilhando dos valores morais, sociais, éticos e espirituais”. “Valores esses que são de extrema importância para que nossa sociedade caminhe para o crescimento. Sem esse tipo de valor, tudo é permitido, se perde o conceito do bom e ruim, do certo e errado. Perde-se o critério do que se pode e deve fazer ou o que não se pode. Estamos vivendo em um mundo onde o egoísmo e a ganância são predominante”, argumenta a deputada.

    Para colocar em prática a nova lei, a autora afirma que o Poder Executivo “deverá firmar convênios e parcerias articuladas e significativas, com prefeituras municipais e sociedade civil”. “O programa deverá envolver diretamente a comunidade escolar, a família, lideranças comunitárias, empresas públicas e privadas, meios de comunicação, autoridades locais e estaduais e as organizações não governamentais e comunidades religiosa (…), que visem a reflexão sobre a necessidade da revisão sobre os valores morais, sociais, éticos e espirituais”, diz o texto do projeto de lei.

    De acordo com a assessoria do governador, a Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos será a responsável por executar a nova lei.

    noticias.terra.com.br/brasil/politica/rj-cabral-sanciona-lei-da-moral-e-bons-costumes-de-myrian-rios,6255987799e4c310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

    Leiam a Lei na íntegra:

    PROJETO DE LEI Nº 573/2011

    EMENTA:
    "INSTITUI O "PROGRAMA DE RESGATE DE VALORES MORAIS, SOCIAIS, ÉTICOS E ESPIRITUAIS" NO AMBITO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO."

    Autor(es): Deputado MYRIAN RIOS

    A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
    RESOLVE:

    Art. 1. Fica instituído o "Programa de Resgate de Valores Morais, Sociais, éticos e Espirituais" no âmbito do Estado Rio de Janeiro.

    Parágrafo único: O Programa deverá envolver diretamente a comunidade escolar, a família, lideranças comunitárias, empresas públicas e privadas, meios de comunicação, autoridades locais e estaduais e as organizações não governamentais e comunidades religiosas, por meio de atividades culturais, esportivas, literárias, mídia, entre outras, que visem a reflexão sobre a necessidade da revisão sobre os valores morais, sociais, éticos e espirituais

    Art. 2.º O Poder Executivo deverá firmar convênios e parcerias articuladas e significativas, com prefeituras municipais e sociedade civil, no sentido de possibilitar a execução do cumprimento ao disposto nesta lei, com os seguintes objetivos:
    I- promover o resgate da cidadania;
    II- o fortalecimento das relações humanas;
    III- valorização da família, da escola e da comunidade como um todo

    Parágrafo Único: Serão desenvolvidas ações essenciais que contribuam para uma convivência saudável entre pessoas, estabelecendo relações de confiança e respeito mutuo, alicerçada em valores éticos, morais, sociais, afetivos e espirituais, como instrumento capaz de prevenir e combater diversas formas de violência..

    Art. 3.º O programa disposto no caput do Artigo 1° terá como órgão gestor a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos
    Art. 4.º As despesas decorrentes da execução desta Lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas, se necessário.

    Art. 5.º O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 120 dias, a contar da data de sua publicação.
    Art. 6.º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogados as disposições contrárias.

    Plenário Barbosa Lima Sobrinho, 09 de junho de 2011.

    Deputada MYRIAN RIOS

    JUSTIFICATIVA

    Infelizmente, a sociedade de uma maneira geral vem cada dia mais se desvencilhando dos valores morais, sociais, éticos e espirituais. Valores esses que são de extrema importância para que nossa sociedade caminhe para o crescimento.

    Sem esse tipo de valor, tudo é permitido, se perde o conceito do bom e ruim, do certo e errado. Perde-se o critério do que se pode e deve fazer ou o que não se pode. Estamos vivendo em um mundo onde o egoísmo e a ganância são predominante.

    Na busca de um mundo melhor o programa, descrito nesse projeto, objetiva formular proposta de ações educativas e sugestivas, direcionadas a criança, jovens e adultos despertando uma grande mudança na sociedade fluminense.

    Diante dessa realidade, a criação do programa supracitado, que tem como objetivo principal conscientizar e reinserir valores de suma importância para que possamos construir um futuro melhor, onde haja principalmente respeito pelo próximo.

    Nesse sentido é que solicito aos meus nobres colegas a aprovação desse projeto de lei, pois o ganho social é de extrema importância para todos.

    alerjln1.alerj.rj.gov.br/scpro1115.nsf/0c5bf5cde95601f903256caa0023131b/8d58c66796f56a52832578aa00649b58?OpenDocument&Highlight=0

    O que acharam?

  34. Chamar feminista de feminazi é insulto para os nazistas
    omarxismocultural.blogspot.com.br/2013/04/feministas-sao-piores-que-os-nazis.html?spref=fb

  35. Artigo do Rodrigo Constantino, achei pertinente:

    Hoje você quer ser menino ou menina?

    Know thy enemy! Conheça seu inimigo, em linguagem arcaica. O resumo da arte da guerra. Todos que pensam que Jean Wyllys e o movimento gay desejam apenas a liberdade de formar um “lindo” casal, deveriam dedicar mais tempo à leitura de seus projetos de lei.

    Esse, por exemplo. O resumo: qualquer um que simplesmente “sente” que está no corpo errado, ou seja, que gostaria de ter outro gênero, pode mudar todos os registros, inclusive apagando qualquer histórico, e se desejar pode fazer cirurgia de mudança de sexo pelo SUS.

    Se for menor de idade, precisa pedir autorização aos pais, mas atentai, se ainda assim o adolescente quiser e os pais não deixarem, ele pode recorrer à assistência da Defensoria Pública, onde burocratas ungidos do estado usurparão o direito dos pais de não deixarem seu filho de 13 anos cortar o “bilau” fora porque “sente” que talvez devesse ser menina. Aqui está:

    §1° Quando, por qualquer razão, seja negado ou não seja possível obter o consentimento de
    algum/a dos/as representante/s do Adolescente, ele poderá recorrer ele poderá recorrer (sic) a
    assistência da Defensoria Pública para autorização judicial, mediante procedimento
    sumaríssimo que deve levar em consideração os princípios de capacidade progressiva e
    interesse superior da criança.

    O autor ficou tão empolgado com essa chance de colocar adolescente contra os pais que repetiu no texto a permissão para recorrer à Defensoria. E lembrem-se: o adolescente pode mudar de sexo pois já sabe o que quer, mas se meter uma bala na cabeça de um inocente, então o ECA o protege como inimputável, pois, tadinho!, ele é apenas uma criança indefesa vítima da sociedade.

    Outra coisa: não precisa fazer a cirurgia para mudar o sexo. Logo, o “rapaz” casa, com todos os documentos históricos adulterados e o sigilo preservado, e diz que é “old fashion”, desejando perder a virgindade só na noite de núpcias. Quando chega lá, surpresa! O “kinder ovo” vem com um penduricalho desconhecido a priori.

    Quem acha que é impossível ser enganado por um “traveco”, não precisa acreditar que esse foi o caso do Ronaldo “Fenômeno” para mudar de idéia; recomendo que dê uma olhada no concurso que ocorre na Tailândia, cujas fotos circulam pela internet justamente como “pegadinha” para os machões de plantão. Cuidado para não ser reprovado!

    Isso, meus caros leitores, minhas prezadas leitoras, chama-se “revolução cultural”, que está em curso avançado por aqui. Portanto, busquem conhecer melhor a agenda desse movimento. Isso é fundamental para que não sejam vítimas dos oportunistas e imorais, para que não sejam inocentes úteis de gente com interesses bem estranhos.

    Não está convencido ainda? Então explica: por que um “homoafetivo” como Jean Wyllys abraça simultaneamente à causa gayzista as bandeiras do socialismo (que sempre perseguiu os gays) e até mesmo, pasmem!, do islamismo, que costuma enforcar os mais afeminados?! Ganha uma mariola mordida quem acertar.

    Eu conto: todos eles têm como denominador comum o ódio ao capitalismo ocidental, calcado em certos valores morais, na tradição e na família, que essa turma abomina. Abram seus olhos, pois cochilou, o cachimbo cai…

  36. A mídia anda falando muito sobre a lei da ‘cura gay’, é muito bom que isso aconteça porque nessas hora caem as máscaras
    Isso mostra como o movimento gayzista não é libertário coisa nenhuma, eles que querem transformar em crime algo 100% voluntário, transformar em crime algo que só tem a ver com o paciente e o psicólogo dele, onde estão os libertários defensores do movimento GLS agora?
    Será que finalmente eles entenderam algo que o Olavo já fala já muito tempo, que eles estão servindo aos interesses da esquerda no campo da cultura? Infelizmente, eu acho que não.

  37. O CFP criminalizou não somente a “cura gay”, mas o simples fato de algum psicologo fazer afirmações pela imprensa que contrariem as crenças da militãncia gayzista.

    Note que se fosse só o primeiro caso, já seria uma agressão à liberdade de livre acordo entre as pessoas. Mas sendo o segundo caso, é censursa ao direito de livre expressão. Isto é, não bastasse interferir nas relações voluntárias, o CFP quer botar mordaça na boca dos discordantes.

    Pois bem, a Comissão de Direitos Humanos, presidida por Marcos Felício, aprovou um projeto de lei revertendo o segundo malefício da portaria do CFP, não o primeiro. Por essa fraca oposição à agenda nazigay, Feliciano está sendo massacrado na imprensa. Se ele tivesse proibido a resolução inteira do CFP, provavelmente seria queimado numa fogueira gay…

    veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/la-vem-mais-barulho-na-comissao-presidida-por-feliciano-agora-imprensa-inventa-que-projeto-autoriza-cura-gay-e-trata-homossexualidade-como-doenca-e-mais-uma-mentira-influente-ou/

    Isso demonstra o poder imenso das esquerdas. Eles alteram gravementeadescrição dos fatos, e isso passa batido.

  38. ‘O tom de autoridade na fala das feministas enragées baseia-se inteiramente na proteção que elas recebem do Estado por meio de uma multidão de homens : legisladores, juízes, policiais, oficiais de justiça, etc. etc. Esse aparato produz uma ilusão de força, mas um dos ardis mais perversos do Estado moderno é fingir que todas as situações que o advento dele criou são naturais e permanentes, e que, ao contrário, os dados naturais e permanentes da experiência humana, como por exemplo a fragilidade feminina, são “criações culturais”. É, de fato, o “mundo às avessas”.’

    Olavo de Carvalho.

  39. Se esse texto, com base em Mises, tratasse das sociedades de hoje teria ao menos algum respaldo na realidade. Afinal as mulheres adquiriram autonomia econômica suficiente para poder sobreviver sozinhas. Quando buscam formar família, portanto, o fazem de forma realmente voluntária. Mas, em 1922? Até os anos 50 do século passado, o casamento era compulsório para as mulheres, inclusive como forma de subsistência. Realização para mulher não era uma carreira e sim arrumar marido.

    Todo o tipo de interdito moral era imposto às mulheres que não queriam casar e levar uma vida independente. Mulher que se relacionasse com um homem antes do casamento era perdida e não mais achada. Mulher que se relacionasse com um homem, sem ser oficialmente casada, era concubina e marginalizada. Uma mulher desquitada era estigmatizada, divórcio, um pecado. Família nunca foi, até anos bem recentes, produto de associação voluntária coisíssima nenhuma.

    Nesse sentido, inclusive, os conservadores deveriam agradecer aos esquerdistas – já que atribuem a eles todas as mudanças sociais – por terem permitido que a família viesse a estar o mais próximo possível da visão de uma associação voluntária. Ironizo, mas o fato é que conservadores simplesmente não aceitam a ideia da igualdade de direitos entre os seres humanos e constroem, sobre essa verdade óbvia, todo um edifício de falácias por meio de firulas retóricas várias. Pelo menos neste texto assumem isso ao dizer que a proposta de se tratar homens e mulheres como iguais teria se originado em Platão que não era apreciador da liberdade (sic). Piada, né? Só rindo.

  40. A galera tá caindo muito na porrada com esse assunto…

    Acho que é até simples: como uma ordem espontânea, o casamento simplesmente NÃO deve ser regulado pelo estado. Então, quem se juntar se junte – se uma certa união afligisse sua moral, vc apenas NÃO a reconheceria, simples assim. Claro que no caso de crianças haveria impedimentos legais, mas excetuando-se esse caso, nada disso seria assunto do estado. E o respeito da propriedade privada inclui o respeito às instituições – ngm poderia, por exemplo, obrigar a Igreja Católica a casar 20 pessoas, 7 caras e esse tipo de coisa.

  41. Libertária de esquerda (comunista) aqui, tentando analisar o artigo sob esse ponto de vista.

    “Os socialistas propunham um mundo no qual não haveria impedimentos sociais ao ilimitado prazer pessoal, com a família e a monogamia sendo os primeiros obstáculos a serem derrubados.”

    No Manifesto Comunista acho que queria se acabar com a família burguesa tradicional, na qual a mulher e os filhos eram propriedade do marido. Na URSS a família não acabou, apesar do intervencionismo estatal. O que os libertários querem – e já foi falado nos comentários – é que cada um possa decidir como lidar com a sua família, mesmo que isso esteja fora dos padrões da família tradicional. Mas isso NÃO quer dizer que esta família seria ‘atacada’, pois se a maioria quiser continuar vivendo sob esta forma de organização social (com certeza a maioria quer), a família vai continuar existindo.

    “Não é nenhuma coincidência que a ascensão do amor livre tenha acompanhado a ascensão e o completo desenvolvimento do estado assistencialista. A ideia da emancipação da necessidade de trabalhar (e de poupar e de investir) e da emancipação de nossa natureza sexual tem origem em um mesmo impulso ideológico: superar as realidades estabelecidas pela natureza. “

    Errr, comunismo não prega assistência estatal (simplesmente pois não há estado). E a ideia de que socialistas querem mamar nas tetas do estado e não trabalhar é um espantalho da direita ao definir socialismo/comunismo. Se existe gente vadia, que quer se atirar nas cordas e viver do trabalho alheio, esse alguém não é comunista, é mais um explorador.

    O nexo que o autor fez entre o amor livre e o assistencialismo seria a falta de responsabilidade? Bom, eu não vejo muita relação entre uma coisa e outra.

  42. anonimo sobre casamento

    Não quero me alongar muito nesse quesito. Mas acho que nós, defensores de liberdades individuais, devemos ser mais tolerantes com arranjos “não tradicionais”.

    Se uma pessoa quer ter uma vida de “eterno solteiro”, promíscuo, em busca unicamente de prazer sexual, então devemos respeitar a vida que ele deseja. Se alguém quer se casar com outras duas pessoas ao mesmo tempo, e as três estão de acordo, então que assim seja. Os contratos voluntários entre pessoas, sejam eles tácitos ou escritos, devem ser respeitados plenamente.

    Não entendo sinceramente o motivo de defendermos a família tradicional. Será mesmo que uma profunda mudança social com o desaparecimento por completo da família tradicional dever ser entendida como uma ameaça às liberdades individuais e ao direito à propriedade privada?

    Bom Natal a todos.

  43. Emerson Luis, um Psicologo

    Faz sentido: os inimigos do livre mercado com frequência também são inimigos da instituição da família.

    O que os socialistas querem é liberdade sem responsabilidade. Porém, eles podem mudar as leis humanas (escritas e não-escritas), mas não podem modificar as leis naturais.

    * * *

  44. O Fato é o seguinte: A liberdade não pode estar acima de tudo. É ae que os libertários erram. A ética e a moral deve preceder a liberdade e tudo mais.

    Caso contrário, cai na mesma máxima: o fim justifica os meios.

    Abraço.

  45. Sobre “outras formas de família”, vou dizer minha opinião.

    É só um truque dos marxistas. Não tivesse interesse político para eles, ninguém nem falaria sobre isso. Se não vejamos: O que é a tal “família tradicional”? Significa apenas que a mãe e o pai que geraram uma criança tem a prerrogativa de cria-la e educa-la segundo os seus conceitos. Porque isso é assim? Porque é o natural. Não é uma característica isolada das sociedade ocidentais essa de que o paí e a mão sejam os adultos que mais interfiram na vida de uma criança. Vá a uma tribo na amazônia ao a uma vila esquimó, e diga ao pai ou à mãe de uma criança que eles não tem direito algum de decidir nada sobre ela, que outras pessoas tem esse direito, e veja o que acontece com você. Sempre houveram situações em que outros arranjos se formaram, por força das circunstâncias, como morte de um ou dos dois progenitores, envio do pai para a guerra, incapacidade física ou mental. Mas tais arranjos não eram considerados “formas alternativas de família”, mas apenas soluções práticas para problemas que surgem.

    Alguns falarão que outras sociedades tem outros tipos de família. São diferentes no acessório mas não no essencial. Quando esquerdistas falam em “outros tipos de família”, nunca é de forma inocente, é sempre um truque. O que eles querem dizer é que o pai e a mãe não tem direito natural sobre a educação de seus filhos, que o governo pode, tirar à força todas as crianças que queira, CONFORME SEUS INTERESSES POLÍTICOS, pelo motivo que bem entender, e educa-los segundo os ditames do partido, seja nas mãos de um funcionário fiel ao partido, seja nas mãos de alguém qualquer a quem o governo queira entregar essas crianças. Isso não é situação natural em nenhuma sociedade, mas sempre fruto de engenharia social. Ocorre que dizer isso assim, de cara, não pega bem, e por isso surgem essas teguiversações e truques.

  46. caros colegas de site, em especial Leandro,

    primeiro parabéns pela ‘re-edição’ artigo. Lew Rockwell está se tornando um dos meus autores favoritos.

    aproveitando o tema de hoje, gostaria de tirar uma dúvida. qual é a visão dos liberais clássicos para questões como ‘reconhecimento’ de filhos e pagamento de pensão alimentícia e coisas do tipo.

    não sei se estes temas já foram tratados aqui no site e não tive sucesso com a ferramenta de busca, mas é uma grande dúvida que tenho. por mais que imagine a resposta, sempre visando a liberdade de escolha de cada um, gostaria de ler um texto que tratasse isso.

    abraço,

  47. Eduardo Bellani, obrigado pela resposta.

    Entendo desta forma, como um contrato. Mas o mais comum deste contrato é que seja tácito, sem cláusulas expressas de forma definida, exatamente porque existem leis que restringem a liberdade das pessoas quanto a esta questão. Hoje você não pode viver com uma pessoa sem que isso resulte numa ‘união estável’. Hoje não é possível que uma pessoa tenha um filho e não queria sustentá-lo. Por mais abominável que isso (abandonar um filho) possa ser, não deixa de ser uma opção de escolha, por mais irresponsável que esta escolha seja. Vai na linha do que o Thomas Sowell diz sobre defender a liberdade em questões que consideramos abomináveis.

    Entendo que poderia ser diferente do que hoje nos é imposto pelo estado, cada pessoa fazendo o contrato de casamento/paternidade nos termos que achar conveniente, respeitando sempre a liberdade. Não tenho dúvidas que numa relação voluntária entre duas pessoas integras esta questão sequer necessita de um aprofundamento. Mas no mundo em que vivemos o que mais existe são pais que não querem ter qualquer responsabilidade sobre os filhos, na verdade não querem qualquer responsabilidade sobre coisa alguma.

    Como ficaria, sob a ótica libertária, esta questão, de um pai abandonar um filho? De, por exemplo, não querer sustentar uma criança que teve fora de um casamento? Temos uma defesa da instituição família, mas e quando há um fruto indesejado de um ato voluntário entre duas pessoas que não vivem, necessariamente, uma relação duradoura?

    Eu acho que sei a resposta, mas não sei se conseguiria defende-la sem perder para uma análise puramente emotiva da questão, por mais vergonhoso que isso seja. Sei que é uma questão pontual, mas sei também que em algum momento da minha vida me depararei com alguém atacando este ponto para dizer que o liberalismo é impossível, que vai permitir que as pessoas cometam atrocidades em nome da liberdade, que não resguarda as mulheres que podem ser abandonadas com sua prole e etc etc etc. Aquele discurso vazio e falacioso de sempre.

    O que eu peço, e faço questão de deixar claro, é ajuda para combater esse tipo de ‘argumentação’. Tenho um esboço de resposta na minha cabeça, mas não consigo defender ele com o fervor que Thomas Sowell defende, com maestria, a liberdade de discriminar e a não adoção de políticas afirmativas contra o racismo.

    Espero ter sido claro e agradeço de antemão a ajuda.

    Abraço,

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