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A parábola dos talentos: a Bíblia, os empreendedores e a moralidade do lucro

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As parábolas de Jesus nos ensinam verdades eternas, mas também oferecem lições práticas inesperadas para as questões mundanas.

No Evangelho de Mateus (Mt 25:14-30), encontramos a parábola dos talentos de Jesus. Como todas as parábolas bíblicas, elas têm muitos níveis de significado. Sua essência se relaciona a como utilizamos o dom da graça de Deus. Com relação ao mundo material, trata-se de uma história sobre capital, investimento, empreendedorismo, e o uso adequado de recursos econômicos escassos. É uma refutação direta àqueles que veem uma contradição entre o sucesso dos negócios e a vivência da vida cristã. 

A parábola

Um homem rico, prestes a iniciar uma longa viagem, chamou os seus três servos e lhes disse que eles seriam os guardiões de seus bens enquanto estivesse ausente. Após o mestre analisar as habilidades naturais de cada um, ele deu 5 talentos a um servo, 2 a outro, e 1 ao terceiro. Em seguida, partiu para sua viagem.

Os servos não perderam tempo e imediatamente adentraram o mundo do empreendimento e dos investimentos.  Aquele que recebera cinco talentos empreendeu e ganhou outros cinco.  Do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois. Mas o que havia recebido apenas um fez uma cova no chão e escondeu ali a propriedade do seu mestre.

Depois de muito tempo, o mestre retornou e foi acertar as contas com seus servos. O servo que havia recebido 5 talentos se apresentou. “Meu senhor”, ele disse, “o senhor me confiou 5 talentos; veja, aqui estão mais cinco que eu consegui!”.

“Muito bem, servo bom e fiel!” o mestre respondeu. “Já que foste fiel no pouco, confiar-te-ei o muito; entra no gozo do teu senhor!”

Em seguida, o servo que havia recebido 2 talentos se aproximou do mestre. “Meu senhor”, disse, “o senhor me confiou 2 talentos; veja, obtive mais dois!” O mestre disse: “Muito bem, servo bom e fiel, já que foste fiel no pouco, confiar-te-ei o muito, entra no gozo do teu senhor”. 

Finalmente, aquele que havia recebido 1 talento se aproximou de seu mestre. “Meu senhor”, disse, “eu soube que és um homem severo, ceifas onde não semeaste e recolhes onde não joeiraste; e, atemorizado, fui esconder o teu talento na terra; aqui tens o que é teu!”.

A resposta do mestre foi rápida e severa: “Servo mau e preguiçoso! Se sabias que ceifo onde não semeei e que recolho onde não joeirei, devias, então, ter entregado o meu dinheiro aos banqueiros e, ao meu retorno, teria recebido o que é meu com juros”.

O mestre ordenou que o talento fosse tomado do servo preguiçoso e dado àquele que tinha dez talentos: “Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem os dez talentos; porque a todo o que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem ser-lhe-á tirado. Lançai o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá o choro e o ranger de dentes!”

Essa não é a história que frequentemente ouvimos nos púlpitos e sermões. Nossos tempos ainda exaltam uma ética socialista na qual o lucro é suspeito, e o empreendedorismo é visto com suspeita e desagrado. Porém, a história apresenta um significado ético facilmente perceptível, e apresenta lições profundas que ajudam a compreender qual é a responsabilidade humana na vida econômica.

Uma análise mais atenta

Nessa parábola, a palavra “talento” possui dois significados. É uma unidade monetária: era a mais utilizada da época. O estudioso bíblico John R. Donovan relata que um único talento era equivalente ao salário de 15 anos de um trabalhador comum. Portanto, sabemos que a quantia dada a cada servo era considerável.

Se interpretarmos de uma forma mais ampla, os talentos se referem a todos os dons que Deus nos deu. Essa definição abarca todos os dons — naturais, espirituais e materiais. Inclui, também, nossas habilidades e recursos naturais — saúde e educação –, bem como nossas posses, dinheiro e oportunidades.

Uma das lições mais simples dessa parábola é que não é imoral lucrar por meio do uso de nossos recursos, inteligência e trabalho. A alternativa ao lucro é o prejuízo; e a perda de riqueza, especialmente por falta de iniciativa, certamente não constitui uma boa e sensata administração.

A parábola existente no Evangelho de São Mateus pressupõe uma compreensão básica da correta administração do dinheiro. De acordo com a lei rabínica, o ato de enterrar o dinheiro era considerado a forma mais segura contra o roubo. Se a uma pessoa fosse confiada uma quantia em dinheiro e ela o enterrasse tão logo estivesse em seu poder, ela estaria livre da culpa se algo acontecesse com ele. O oposto era verdade se o dinheiro fosse enrolado em um pano.  Nesse caso, a pessoa era responsável por cobrir qualquer perda (prejuízo) incorrida devido à má administração do depósito que lhe foi confiado.  

Ainda nessa história, o mestre inverte o entendimento da lei rabínica. Ele considerou enterrar o talento — ficando elas por elas — como um prejuízo, pois ele pensava que o capital deveria receber uma taxa de retorno razoável. De acordo com esse entendimento, tempo é dinheiro (ou juros).

A parábola também contém uma lição crítica sobre como devemos utilizar as habilidades e recursos dados por Deus. No livro de Gênesis, Deus deu a Adão a Terra à qual ele deveria misturar seu trabalho para seu próprio uso. Na parábola, de forma similar, o mestre esperava que seus servos buscassem ganhos materiais. Em vez de preservar passivamente o que lhes tinha sido dado, o mestre esperava que investissem o dinheiro. O mestre ficou furioso diante da timidez do servo que tinha recebido um talento. Deus nos ordena a utilizar nossos talentos para fins produtivos. A parábola enfatiza a necessidade do trabalho e da criatividade, e condena a preguiça.

A busca por segurança

Ao longo da história, as pessoas tentaram construir instituições que assegurassem uma segurança perfeita, como o servo fracassado tentou. Tais esforços variam dos estados de bem-estar greco-romanos, passando pelo totalitarismo soviético em grande escala, até as comunidades luditas da década de 1960.

De tempos em tempos, esses esforços foram adotados como soluções cristãs para inseguranças futuras. Ainda assim, na Parábola dos Talentos, a coragem frente a um futuro incerto é recompensada no primeiro servo, que recebeu mais. Ele havia empreendido os 5 talentos, e ao fazê-lo, obteve mais 5. Teria sido mais seguro para o servo investir o dinheiro no banco para obter juros. Pela fé que demonstrou, foi-lhe permitido manter os 5 iniciais mais os 5 que havia recebido, compartilhando da alegria do mestre. 

Isso implica uma obrigação moral de confrontar a incerteza de maneira empreendedora. E ninguém o faz melhor que o empreendedor. Muito antes de saber se haverá retorno aos seus investimentos ou ideias, ele arrisca seu tempo e sua propriedade. Ele tem de pagar os salários de seus empregados muito antes de saber se o seu empreendimento terá algum retorno. Ele incorre em gastos muito antes de saber se previu os eventos futuros de forma acurada. Ele vê o futuro com esperança, coragem e um senso de oportunidade. Ao criar novos negócios, ele oferece alternativas para os trabalhadores, que agora podem optar por receber um salário e desenvolver suas habilidades.

Por que, então, os empreendedores são frequentemente punidos como maus servos de Deus?

Muitos líderes religiosos falam e agem como se o uso dos talentos e recursos naturais dos empresários em busca do lucro fosse imoral, uma noção que deveria ser descartada à luz da Parábola dos Talentos. O servo preguiçoso poderia ter evitado seu destino sombrio ao ser mais empreendedor. Se houvesse feito um esforço para empreender o dinheiro do seu mestre e retornado com prejuízos, ele não teria sido tratado tão mal, pois ao menos teria trabalhado em nome do seu mestre.

Empreendedorismo e ganância

A religião deve reconhecer o empreendedorismo pelo que ele é: uma vocação. 

A capacidade de sucesso nos negócios, na bolsa de valores ou em um banco de investimentos é um talento. Como outros dons, não deveriam ser desperdiçados, mas usados em sua plenitude para a glória de Deus. Críticos ligam o capitalismo à ganância, mas a natureza fundamental da vocação empresarial é se concentrar nas necessidades dos consumidores e se esforçar para satisfazê-las. Para ter sucesso, o empreendedor tem de servir aos outros.

A ganância se torna um risco espiritual — que ameaça a todos nós, independentemente de nossa riqueza ou vocação — quando passa a haver um desejo excessivo ou insaciável por ganhos materiais, independentemente de nossa condição financeira. O desejo se torna excessivo quando, nas profundezas do seu ser, ele supera as preocupações morais e espirituais. 

Mas a parábola deixa claro que a riqueza por si só não é injusta — pois o primeiro servo recebeu mais do que o segundo e o terceiro. E quando o lucro é o objetivo a ser alcançado pelo uso do talento empresarial, isso não configura ganância. É apenas o uso apropriado do dom.

Além de condenar o lucro, os líderes religiosos frequentemente favorecem diversas variedades de igualdade social e redistribuição de renda. Sistema de saúde universal, maiores gastos com políticas assistencialistas, e tributação pesada sobre os ricos são todos promovidos em nome da ética cristã. O objetivo supremo de tais políticas é a igualdade, como se as desigualdades inatas que existem entre as pessoas fossem, de alguma forma, inerentemente injustas.

E não é assim que Jesus se posiciona na Parábola dos Talentos. O mestre confiou talentos a cada um de seus servos de acordo com suas respectivas habilidades e capacidades. Um recebeu 5, enquanto outro recebeu somente 1. Aquele que recebeu menos não recebe compaixão do mestre pela sua falta de recursos em comparação ao que seus outros colegas receberam. 

Podemos inferir dessa parábola que a igualdade de renda ou a realocação de recursos não é uma questão moral fundamental. Os talentos e matérias-primas que cada um de nós tem não são inerentemente injustos; sempre existirão desigualdades desenfreadas entre as pessoas. Um sistema moral é aquele que reconhece tal fato e permite que cada pessoa utilize seus talentos em sua plenitude. Todos nós temos a responsabilidade de empregar as capacidades e habilidades das quais fomos dotados.

Também podemos aplicar a lição dessa parábola às nossas políticas sociais. No sistema vigente, o salário do trabalhador é tributado para pagar os benefícios daqueles que não trabalham. 

Frequentemente ouvimos que “não existem empregos” para a grande maioria dos pobres. No entanto, sempre existe trabalho a ser feito. A necessidade de trabalho é, por definição, infinita. Um homem com duas mãos saudáveis pode encontrar trabalho que pague $1 por hora. Em tese, ele deveria decidir se trabalhar ou não. No entanto, é o governo quem decide se ele pode ou não aceitar tal valor. Por isso, nosso sistema de bem-estar desencoraja o trabalho. Além de o governo proibir aqueles que aceitariam trabalhar por menos que o salário mínimo, ele também cria um incentivo perverso para se recorrer ao assistencialismo: ninguém aceitará um trabalho que pague pelo menos o mesmo que o seguro-desemprego.

Deus ordena que todas as pessoas utilizem seus talentos; todavia, em nome da caridade, nosso sistema assistencialista encoraja as pessoas a deixarem que suas habilidades naturais atrofiem, ou que nem mesmo as venham a descobrir. Dessa maneira, estimula-se o pecado. 

A Parábola dos Talentos implica que a inatividade — ou o desperdício de talento empreendedorial — incita a ira de Deus. Afinal, o servente mais baixo não havia desperdiçado o talento; ele simplesmente o havia enterrado: algo que era permissível (aceitável) pela lei rabínica. A rapidez da reação do mestre surpreende. Ele o chama de “mau e preguiçoso” e o expulsa para sempre de sua convivência.

Aparentemente, não é somente a preguiça do servo que motiva tanta ira. Ele não mostrou nenhum arrependimento, e ainda culpou seu mestre pela sua timidez (incompetência). Sua desculpa para não investir o dinheiro é que ele considerava o seu mestre duro e exigente, embora a ele houvessem sido confiados recursos generosos. Por medo do fracasso, ele se recusou até mesmo a tentar ter sucesso.

Essa parábola também nos ensina algo sobre macroeconomia. O mestre seguiu viagem deixando o total de 8 talentos; ao retornar, os 8 haviam se transformado em 15. A parábola não é a história de um jogo de soma zero. O ganho de uma pessoa não ocorre à custa de outrem. O empreendimento exitoso do primeiro serve não prejudica as possibilidades do terceiro servo. O mesmo se aplica à economia atual. Ao contrário do que é normalmente pregado do púlpito, o sucesso dos ricos não vêm à custa dos pobres.

Se por se tornar rico o servo mais bem sucedido tivesse prejudicado a outrem, o mestre não o teria elogiado. O uso sábio dos recursos em investimentos não somente é correto do ponto de vista individual, como também ajuda as outras pessoas. Uma onda que sobe levanta todos os barcos. Da mesma forma, a riqueza do mundo desenvolvido não ocorre nas costas das nações em desenvolvimento. A Parábola dos Talentos implica uma sociedade livre e aberta.

Cristãos de esquerda normalmente recorrem às palavras de Jesus em Mateus 19:24: “Como é difícil entrar no Reino de Deus. É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus”. Seus discípulos foram tomados de surpresa, e se perguntaram: quem poderia ser salvo, então? Jesus acalmou seus medos: “para um homem é impossível, mas não para Deus, porque para Deus todas as coisas são possíveis”.

Isso não significa que nosso sucesso material nos afastará do paraíso; implica, isso sim, a necessidade de levarmos uma vida moralmente, a qual deve estar acima de qualquer preocupação com bens materiais. Nossa preocupação para com Deus deve ser a mesma que os servos tiveram com relação aos interesses do seu mestre enquanto buscavam o lucro. Permanece verdade que, não obstante todas as nossas posses e feitos terrenos, dependemos completamente de Deus para alcançarmos a salvação.

No entanto, para a condução da economia, dependemos fortemente do empreendedorismo, do investimento, da tomada de risco e da expansão da riqueza e da prosperidade. Deveríamos ser mais críticos quanto à maneira como nossa cultura trata o empreendedorismo. As revistas de negócios estão repletas de histórias de sucesso. O herói é frequentemente o empreendedor corajoso, visionário e alegre, que se assemelha ao servo capaz que recebeu 5 talentos. Contudo, ao mesmo tempo, a fé religiosa popular continua a louvar e promover o comportamento endêmico do servo preguiçoso que foi expulso do convívio do mestre.

Conclusão

O cristianismo é frequentemente culpado pelo fracasso dos projetos socialistas ao redor do mundo. E, em muitos casos, cristãos desinformados participaram da construção desses tipos de projetos. A lição da Parábola dos Talentos precisa ser mais bem entendida. O sonho socialista é imoral. Ele simplesmente institucionaliza o comportamento condenável do servo preguiçoso. 

Onde Deus recomenda a ação criativa, o socialismo encoraja a preguiça. Onde Ele demanda fé e esperança no futuro, o socialismo promete uma falsa forma de segurança. Ao passo que a Parábola dos Talentos sugere a superioridade moral da livre iniciativa, do investimento e do lucro, o socialismo a nega.

Todas as pessoas de fé deveriam trabalhar tenazmente para acabar com a divergência entre religião e economia. Essa parábola de Jesus é um bom ponto para se começar a incorporar a moralidade do livre mercado e da livre iniciativa à ética cristã.

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151 comentários em “A parábola dos talentos: a Bíblia, os empreendedores e a moralidade do lucro”

  1. É bem interessante notar que quando Jesus fala sobre ricos, camelos e buracos de agulha, os discípulos então perguntam: Se é assim, então QUEM poderá se salvar? Ou seja, eles entenderam que Cristo não estava se referindo apenas aos ricos “milionários”, tanto é que eles também, homens pobres, se incluíram entre os citados. Com certeza a definição de ricos ali era algo muito mais abrangente.

  2. Este é um do motivos para que os Socialistas/Comunistas/Ateus/Religião ópio do povo, odeiem o Cristianismo??? Catolicismo Humanístico X Protestantismo Mark Weber e A Ética Protestante. Na bíblia vemos Deus abençoando com riquezas, mas não permitindo a avareza, e ordenando a caridade, pois sempre haveria pobres e ricos, não por causa de um sistema injusto e perverso dos ricos, mas pelo uso dos dons administrativos, capacidade de gerar riqueza, à exceção de tempos de guerra e morte.

  3. Não há moralidade no lucro, é simples assim. O talento para ganhar dinheiro é o menor e mais vil do que podemos chamar de “talentos”. Se colocarmos todas as grandes obras, descobertas, invenções e tecnologias desenvolvidas em toda a história da humanidade, a esmagadora parte delas foi feita por pessoas que não buscavam o lucro ou a fortuna e sim a própria superação e, os mais ambiciosos, a glória e a fama.

  4. Note-se que o mestre acaba com todas as desculpas do terceiro servo ao falar que este poderia emprestar o dinheiro aos banqueiros. O servo se considerava incapaz de gerenciar uma atividade econômica com um valor tão alto, mas seria bastante seguro (embora, em geral, menos rentoso que a indústria e o comércio) emprestar o dinheiro aos bancos. Caso um banqueiro respeitado fosse À bancarrota, o mestre não culparia seu servo por isso. Diria simplesmente “você fez o certo, em geral é seguro deixar o dinheiro com os banqueiros, se você não se sentia seguro de suas capacidades para gerenciar o dinheiro, então o banco é a melhor opção”.

  5. Aqueles que querem caracterizar Jesus como um socialista, sempre “esquecem” dessa parábola. Há muito tempo tenho entendido os significados econômicos dessa parábola (e o seu significado básico é econômico, logo para sua compreensão correta, é necessário entender os processos econômicos envolvidos). Quando conheci a doutrina austríaca, isso ficou ainda mais evidente.

  6. Apenas gostaria de acrescentar outro trecho do Novo Testamento que uso como filosofia de vida, e que apresento sempre que discuto sobre o socialismo:
    “Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7:17-20).

  7. Pergunta de um cara meio ignorante de Biblía.

    Qual é a opinião dos cristãos libertários sobre a comunidade de cristãos na epoca do apóstolo Paulo.

    Aqueles textos seriam uma apologia a uma forma primitiva de socialismo?

  8. Se um dos servos fosse o Estado Brasileiro, ainda teria feito pior com o talento. Com certeza, teria consumido os valores recebidos (bens escassos) e ainda acharia uma maneira de culpar aqueles que conseguiram prosperar.

  9. Eu fico imaginando qual seria a reação do homem rico se os servos que resolveram empreender tivessem perdido tudo. Afinal, empreendedorismo é necessário, porém não é condição suficiente para que o empreendimento seja bem sucedido.

  10. Texto muito interessante e sóbrio.
    Também reforço o pedido de outros textos que abarquem temas religiosos de essência libertária (inclusive das orientais, como o Vedanta, que são bem antigas).

  11. Excelente texto.

    Como alguém ja disse anteriormente, há outras parábolas que corroboram o ensino desta parábola e o princípio ensinado.

    Valeu

  12. É vero!

    Nem de graça comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós… Se alguém não quiser trabalhar, não coma também. – 2 Tessalonicenses 3:8-10.

    Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio. Pois ela, não tendo chefe, nem guarda, nem dominador, Prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento. Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono? -Provérbios 6:6-9.

  13. Justo Como Dedo N'água

    Parabenizo ao Mises.org por dar-nos este maravilhoso artigo. Como é salutar ouvir de um padre interpretações sábias e concretas acerca de situações que a maioria quer passar ao largo.
    Pena que o problema não se restringe às igrejas. Hoje, na maioria da escolas e universidades do Brasil, o que mais se combate, é a iniciativa liberal empreendedora. O curso de Direito tem um currículo onde o ‘mau e preguiçoso’, aliciado pelo chamamento marxista anti-liberal, encontra pleno ambiente para sempre manter florescido o socialismo e abafar as poucas e pequenas iniciativas da meritocracia, da justiça e da moral. É neste lugar que, infelizmente, se originam a maioria dos políticos, juristas, promotores e juízes que farão o destino da pobre e corrupta nação brasileira.

  14. Edmilson Gomes Barreto Junior

    Realmente é muito contraditório as correntes religiosas que se dizem cristã e que no entanto possuem bens de capital que passa da casa dos bilhões e condena o lucro.

    Como o próprio artigo nos mostra claramente o lucro não é errado ou imoral. Porém, em minha humilde opinião o grande problema da humanidade está no nível de consciência moral dos habitantes da terra. O socialismo não cria o preguiçoso e aproveitador, ele que se apropria da “liberdade” e se transforma em um peso para toda a sociedade. Da mesma forma que o capitalismo não cria os imperialistas selvagens, e sim a ganância que atua fortemente nesse processo. Obviamente que existe muitas exceções nesses casos.

    Por isso que não defendo nenhuma das duas ou qualquer vertente econômica e sim tento dentro das minhas possibilidades estimular a conscientização e moralização das mentes humanas. Somente assim, teremos uma construção de uma sociedade mais justa, livre e fraterna.

    Abraços

  15. Amarilio Adolfo d Silva de Souza

    É até engraçado ver como os comunistas mentem para tentar convencer os mais ingênuos: eles que, por essência, são ateus, dizem que Jesus Cristo foi um comunista. Exatamente O CONTRÁRIO. Quem acredita na esquerda, tem problemas mentais ou é mau caráter mesmo.

  16. Que bom seria se os religiosos do Brasil cantassem menos e estudassem mais a Bíblia!

    Na Parábola dos Talentos, cada servo recebeu uma quantia de acordo com sua capacidade e todos (exceto um) produziu proporcionalmente o mesmo: 100%.

    Na Parábola das Minas, muito similar, cada servo recebeu a quantia e todos (exceto um) produziram de acordo com sua capacidade.

    Ambas as parábolas valorizam o trabalho e a individualidade, pois o mestre não comparou um servo produtivo com outro, apenas o não produtivo foi repreendido.

    PS: Muitos esquerdistas também tentam fazer parecer que há afinidade entre as ideias de Freud e Marx. Porém, o vienense judeu e ateísta estava muito mais para conservador/liberal e chamou o socialismo de “religião” – o que, vindo dele, não foi um elogio.

    * * *

  17. Bruno Celestino

    “Como é difícil entrar no Reino de Deus. É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus”.

    É bom lembra que a palavra ‘camelo’na verdade é um erro de tradução,não lembro do verdadeiro nome mas a palvra erradamente traduzida é aquela corda grossa que tinha nos barcos antigos.

  18. Amarílio Adolfo da Silva de Souza

    O pessoal que trabalha para o estado brasileiro deveria ler mais a Bíblia. Eles se parecem com o servo incompetente.

  19. Que texto bem escrito! Dá gosto de ler! Tem uma lógica muito bem desenvolvida que serenamente vai conduzindo o leitor de forma bem didática ao longo do texto e o instruindo com argumentos coerentes. Com facilidade o entendimento do leitor é aberto para o tema proposto.
    E isso não é nenhuma novidade. Os textos do IMB são sempre ótimos. (Excluo os que trazem ideias libertárias radicais). Obrigado e Parabéns pelo artigo.

  20. Tenho perguntas para os Libertários:

    1 – Como funciona o sistema de segurança?

    Eu sei que posso escolher o sistema que eu quiser, ou o melhor avaliado num aplicativo de Justiça ou algo assim. Mas como eu garanto que a justiça no tribunal vai ser completada, e não entrar em um loop infinito de julgamentos que não levam a lugar nenhum, enquanto eu não conseguir o resultado sobre o que eu quiser. E como eu garanto a funcionalidade desse sistema, sendo que talvez os outros tribunais podem interferir no resultado do meu julgamento, alternando quando o Indivíduo quiser.

    2 – O controle de Zoonoses:

    Como fica o controle de doenças no mundo, pelas empresas privadas? E se algum retardado criar uma empresa igual a Umbrella, e fazer merda com o controle dos mesmos. Ainda, como eu garanto o sistema sanitario de alta qualidade? Com vistoria de restaurantes e etc. Eu devo comer num restaurante e ver se eu acabo morrendo ou não com comida estragada, ou esperar outras pessoas morrerem e avaliar o restaurante num aplicativo?

    3 – Como eu garanto os direitos humanos, ou eles não existem e que se foda, tua vida teu problema. ( Eu MEIO que concordo com essa parte, mas não com os argumentos que vou dizer a seguir ).

    Eu posso vender restos de crianças ao meu bem prazer, praticar escravismo, vender crack pra uma prostituta de 12 anos, ou eu vou ser detido por alguma constituição Universal e escolher um sistema de Justiça que beneficia o MEU lado, apoiando essas práticas e etc? Não seria uma Putaria desenfreada de constituições e leis.

    4 – “Propriedade”

    Então eu posso me juntar com um grupo de pessoas criar uma Ideologia e viver num país com pessoas que concordam com meu lado? E se eu mudar de opinião política e for viver em outro “país”, eu posso simplesmente ir embora pra onde eu quiser?

    E se algum retardado decidir Inferir o direito sobre a vida humana e sair destruindo outros “países” com ideias diferentes com o objetivo de Unificar tudo ou algo assim.

    5 – Recursos:

    Como eu garanto os recursos do planeta terra sendo que todos podem utilizá-los a sua bem vontade para criar empresas e etc.

    Se os recursos como água, petróleo, ferro e etc acabarem eu terei de esperar algum milagroso criar uma máquina e resolver meu problema, tipo criar água de moléculas de oxigênio.

    Essas são minhas dúvidas, espero não ter parecido com um esquerdista ou algo assim sendo que sou Minarquista. São minhas principais dúvidas sobre esse sistema de liberdade baseada em trocas, se as resolverem talvez eu vire Ancap.?

  21. O sonho socialista é imoral. Ele simplesmente institucionaliza o comportamento condenável do servo preguiçoso.

    Imoral ? Mas Jesus dizia que todo mundo era IGUAL… pegou pão e peixe e fez o milagre da multiplicação. Deu sem cobrar nada em troca… pregou a CARIDADE.

    Ou seja…completamente oposto ao Capitalismo.

  22. Quando alguém me fala que lucro é pecado eu jogo o livro A Revolta de Atlas na cara da pessoa.

    Como disse Francisco D’Aconia:

    – Quando eu morrer, espero entrar no céu – seja lá o que for o céu – e quero poder pagar o preço do ingresso.

    – O preço do ingresso é a virtude – disse Jim, altivo.

    – É isso mesmo que quero dizer, James. Quero estar preparado para afirmar possuir a maior virtude de todas: dizer que fui um homem que ganhou dinheiro.

  23. Traduzido e corrigido pelo Microsoft Word de um computador importado dos EUA da marca Dell que foi entregue à uma mansão em um bairro de luxo.

    Eu não sei como vcs conseguem dormir a noite com milhões de pessoas passando fome e privações (piorado pelo PT).

    Fico com as palavras do Filósofo(analfabeto) Lula dita no bendito ano de 2011 na Bahia:

    "Bobagem, essa coisa que inventaram que os pobres vão ganhar o reino dos céus. Nós queremos o reino agora, aqui na Terra. Para nós inventaram um slogan que tudo tá no futuro. É mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha do que um rico ir para o céu . O rico já está no céu, aqui. Porque um cara que levanta de manhã todo o dia, come do bom e do melhor, viaja para onde quer, janta do bom e do melhor, passeia, esse já está no céu. Agora o coitado que levanta de manhã, de sol a sol, no cabo de uma enxada, não tem uma maquininha para trabalhar, tem que cavar cada covinha, colocar lá e pisar com pé, depois não tem água para irrigar, quando ele colhe não tem preço. Esse vai pro inferno", disse.

    Vcs acham que Lula-Haddad-Hoffman-Manuela-Boulos-outros líderes(clones igualmente do mal) consegue dormir de noite pensando como alimentar e comemorar também pois ninguém é de ferro(política do pão e circo) os pobres.

    Durmam com essa agora.

    Agora vou refletir (dormir).

  24. Laissez-faire é onde tudo é liberado, sem regulação. Onde as empresas comercializam de tudo, desde pornografia até órgãos de fetos abortados, sem regulação, sem barreiras legislativas, e onde o Big Business se alia com o Big Government para destruir a ordem moral.

  25. Marcio Barroso Estanqueiro

    Discordo totalmente de que igrejas cristãs, pelo menos as evangélicas, apelem para o assistencialismo. Existem várias passagens bíblicas que explicam o contrário, e essas são expostas nos púlpitos das igrejas.

  26. Samuel Vinícius

    Acredito sim que a parábola dos talentos apresenta lições financeiras que (se forem aplicadas) podem transformar profundamente nossas finanças.

    Sobre isso publiquei um artigo contado 7 Lições Financeiras da Parábola dos Talentos:

    vamosprosperar.com/parabola-dos-talentos/

    Fiquem na paz de Cristo!

  27. LEONAR LIMA DE ARAUJO

    Excelente texto. Sempre entendi desta forma. Parabéns pelas conotações. Pra mim esclareceram muitos detalhes e pontos de vista.

    Alguns comentários são muitos bons e colaboram mais ainda para uma compreensão maior. Show.

  28. Paz, eu tenho uma pergunta:

    De acordo com os meus pastores eu tenho vários talentos, sendo eles música, informática, teatro, dança, e por ai vai, mas a quase dois anos eu venho estudando sobre investimentos em bolsa de valores, e vocês sabem o quanto o mercado é complexo e para se tornar um profissional desse ramo, precisamos deixar muitas coisas de lado e isso demanda tempo, foco e determinação e estudo descomunal para obter sucesso nessa nova jornada.

    De acordo com eles (os pastores) eu estou enterrando os outros talentos, pois eu sempre fui um “Severino” da igreja, participava de todas as reuniões, fazia célula, estava em todas as reuniões de orações, vigílias, congressos, encontros e por ai vai (detalhe nessa época eu era solteiro, morava com os pais e fazia uma bicos )

    Assim que eu casei, o peso da responsabilidade me fez correr atrás do sustento para a minha família, mas não tinha deixado todas as outras funções de lado até conhecer o mundo dos investimentos.

    Com a necessidade de me aperfeiçoar no mercado, fui eliminando coisas que já não faziam mais sentido de eu estar, sai do louvor pois o tempo de ensaio é primordial para tocar bem e não gosto de fazer as coisas relaxadas para o Senhor. Depois sai de célula e agora, vou aos cultos participo de apenas 1 curso bíblico, (na época eu estava em todos). E tenho foco total no meu novo empreendimento.

    Minha esposa esta “financiando” o meu sonho se pôs a trabalhar fora arcando com as despesas de casa pra que eu pudesse me focar 100% a isso todos os dias, e ela também esta sendo o alvo das críticas pois teve que fazer essa escolha de anbandorar Louvor, célula, e por ai vai.

    Eu estou vivendo um sonho acordo toda a madrugada feliz da vida, pois sei que vou conversar com meu Senhor e desempenhar essa jornada de estudos de aproximadamente 15 horas por dia, e também sei que o sucesso nessa nova profissão, vai ajudar o reino de Deus, e eu sonho em investir cada vez mais no Seu Reino.

    Minha preocupação é se estou “enterrando” meus outros talentos? Eles falam que cada vez mais eu estou me afastando do evangelho por ter “abandonado” esses talentos e agora meu foco foi para “mamom” o dinheiro.

    Eu não me sinto assim, quando era solteiro eu fazia tudo dentro da igreja mas meu coração estava afastado do pai, estava namorando uma aqui outra ali, e vida que segue.

    Hoje tenho um casamento estruturado, foco em Deus na minha família e na profissão.

    Eu preciso levar os meus talentos para o resto da minha vida? Pois quem me critica também canta e toca bem, mas não exerce na igreja.

    Acredito que a tempo para tudo e no momento o meu tempo de “soldado raso” tenha chegado ao fim para poder ser um “Sniper” e captar recursos maiores para o reino.

    Desde já agradeço por essa explicação maravilhosa foi a mais sensata que já li.

  29. Andrey

    “mas a quase dois anos eu venho estudando sobre investimentos em bolsa de valores, e vocês sabem o quanto o mercado é complexo e para se tornar um profissional desse ramo”

    Não, não é complexo, é simples aposta com alguma lógica, leia o livro do Max Gunther, Axiomas de Zurique pra entender o real fundamento do especulamento em bolsa, faça um desses cursos trader de 1 semana e pronto, já terá 80% das habilidades necessárias para operar. Depois amplie sua produtividade com um bom smartphone com boa conexão a internet e bots para operar para você e por fim mantenha uma rotina de leitura de notícias financeiras e algumas políticas do Brasil e mundo.

    Seja super produtivo para fazer dinheiro e use o tempo livre para dedicar-se ao seu louvor e seus talentos. As coisas são simples, a gente que complica.

  30. Andrey. Eu tenho um conselho para voce. Larga esse negocio de igreja. Nesses lugares costuma ter um monte de gente fracassada de carater duvidoso.Jesus nao ficou mandando as pessoas irem perder tempo em igrejas e sim respeitar as suas leis. Pense nisso

  31. A injustiça começou na entrega do dinheiro, 5 talentos para o primeiro e 5 talentos para o segundo e apenas 2 talentos para o terceiro. Perseguição!

  32. Na verdade São Tomás já respondeu a essa objeção. Esta parábola não faz uma apologia à usura e à busca desenfreada pelo lucro como este artigo interpreta.

    Em resposta a esta objeção, São Tomás diz em seu livro, Suma Teologica:

    “Nesta passagem, a usura deve ser tomada figurativamente pelo aumento cada vez maior dos bens espirituais, que Deus exige, querendo que progridamos sempre nos bens que dele recebemos. O que redunda em utilidade nossa e não sua.”

  33. mon.net.br/kgl6iA história que você sempre quis saber da forma que nunca foi contada.Tabua cronológica da Biblia.E só clicar no link e conferir o material .

  34. Clayssonn de Oliveira Felix

    Sou nascido no evangelho. Para mim nada mais ligado ao evangelho do que o libertarianismo. A liberdade com responsabilidade, com assunçao das consequencias. Deus nunca quis um Estado para o povo. Ele se entristeceu quando o povo pediu um rei a Samuel. Em deuteronomio ele previu este pedido e estabeleceu como seria o rei. Sem riquezas e sem luxo. Dai a Cesar o que é de Cesar, e nao o que Cesar pede. Quem define o que é de César é quem dá. Jesus pagou os impostos porque veio para um propósito espiritual e nao queria suscitar uma rebeliao já que muitos o aclamavam como o Messias. Eles esperavam um Messias político e nao um espiritual. Neste contexto existe muito mais observaçoes.

  35. o que penso sobre o socialismo, e como cristão quero dizer que;

    Texto sensacional, inteligentíssimo…… exatamente como a bíblia esclarece o assunto; e ao que não consegue se desenvolver na vida profissional, por uma série de razões, até mesmo por incapacidade intelectual, deve ser ajudado de forma que o auxilie a se desenvolver-se, ou deixá-lo seguir seu caminho, afinal temos o livre arbítrio ,,,,,,ou se o caso de viúvas e órfãos conforme a bíblia ensina, que deve ser amparados ( as que estão sofrendo de verdade pela viuvez) .

    Portanto a bíblia não generaliza a condição de todos, mas trata cada um em sua individualidade, pontos altos e pontos fracos……sucesso e necessidade, afinal de contas o pecado deteriorou a mente e a capacidade como um todo,,,,pois o mais sábio dos homens, não se compara a sabedoria divina,,,,,logo Deus restaurará a condição de nossa mente, a condição primária de Adão antes da queda……logo após sua Segunda vinda……

  36. Tem algo a mais de extrema importância nesta passagem da bíblia que não foi mencionado. Ela implica o Princípio de Pareto junto. (pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_de_Pareto)

    Em Mateus 25:29 (Nova Versão Internacional): “Pois a quem tem, mais será dado, e terá em grande quantidade. Mas a quem não tem, até o que tem lhe será tirado.”

    Resumidamente, em um experimento real, o princípio de Pareto ocorre desta forma:

    Um experimento foi feito onde foi simulado 100 pessoas serem dadas 1 moeda cada. Todas as pessoas eram forçadas a formarem pares e jogarem cara ou coroa. O que ganhasse ficava com a moeda do perdedor. O resultado foi que depois de “vários turnos”, alguns poucos ficaram com a maioria das moedas, e mais da metade dos jogadores ficaram já sem nenhuma moeda. Note que isso se quer dependeu de habilidade de qualquer jogador, pois foi só algo simulado matematicamente.

    E o detalhe é que esse fenômeno estatístico está presente na natureza de diversas formas, até em coisas não correlatas a aspectos monetários. Tentando adivinhar, 80% dos artigos lidos do IMB devem vir de 20% dos artigos escritos. 80% dos artigos escritos devem ter sido escritos por 20% dos escritores. 80% dos comentários dos artigos devem vir de 20% das pessoas que comentam aqui.

    Eu até hoje não entendo qual a fixação dos comunistas e outros bem lá pra esquerda do espectro com os ricos. Pessoalmente, se os mais pobres tiverem uma vida razoavel, e principalmente, tiverem amplas oportunidades de saírem da situação deles, pouco me importa o quão rico forem os mais ricos.

    Mas o importante aqui é: a redistribuição de renda é uma tentativa de violação de uma LEI NATURAL ESTATÍSTICA. Claro que, na prática, o mundo é complexo e haveriam certas atitudes injustas, mas a mera observação de um pequeno grupo de indivíduos com boa parte do total de dinheiro, e uma grande parcela de pessoas com muito pouco dinheiro é algo normal. Tentar desfazer isso para equalizar todos ao máximo seria lutar contra a aleatoriedade estatística. Mais fácil tirar cara ou coroa e fazer a moeda parar em pé.

  37. “La riqueza es desesperadamente desmoralizante cuando no se le atribuye ninguna función política. Incluso la plutocracia es preferible a las riquezas irresponsables.”

    – Nicolás Gómez Dávila

    Parece que os “progressistas” leram mais os escolios do Dávila do que os próprios conservadores.

    A plutocracia progressista comprou todo mundo, a grande mídia, as big tech, os grandes conglomerados internacionais, impondo o seu lobby político. Mas os conservadores endinheirados são “isentões”, pensam que a grana é um fim em si mesma.

  38. Dollar volta para 4 em 2021? Biden quer gastar e juros baixos, FED vai banca liquidez, mas eae, quem ele quer no FED? Um expansionista que desvaloriza a moeda igual o Bush?

  39. Como explicar o poder bélico da URSS? Os Sukhoi são superiores aos ”serie F” dos EUA, assim como alguns MIGS eram.

    A AK-47 melhor que as M16 e M4A1, os tanques de guerra também…

    Enfim queria uma dissertação de vocês e do instituto em relação a isso

  40. Nada como um dia após o outro …….

    odia.ig.com.br/colunas/servidor/2020/12/6053716-estou-sentado-em-uma-bomba-atomica-e-o-13-me-preocupa-diz-prefeito-em-exercicio.html

    Outro dia, pra quem não está a par do assunto, veio um funça fazer chacota com os demais já que o mesmo se acha superior e ainda tinha o seu garantido pela patuleia. Como dissera: não sentirei nem um pingo de compaixão.

  41. Arnaldo Santana Matos

    Interessante é que a pessoa lê uma parábola e não compreende o que lê ou finge que não compreende para deturpar os ensinamentos de Cristo. Quando Jesus fala por meio de parábolas não é a história da parábola em si que ele quer nos fazer compreender e sim a lição aplicada ao reino de Deus. Quando Jesus fala por parábola que um senhor se agrada de um servo que faz o seu tesouro aumentar, ele não tá dizendo que Deus se agrada disso, de alguém que faz as riquezas de alguém aumentar aqui neste mundo, ele quer dizer exatamente o contrário, que Deus, assim como o senhor da estória, se agrada que juntemos tesouros no céu e não na terra. Jesus jamais incentivou qualquer pessoa a juntar tesouros neste mundo, não que eu esteja dizendo que isso seja certo ou errado, mas Jesus nunca fez isto, querer usar a parábola em si e não o ensinamento trazido por ela para dizer que Jesus incentiva a busca por riquezas ou por lucro é totalmente sem sentido, não condiz com o que Jesus realmente pregou.

  42. o Brasil precisa: alta cultura. O Brasil precisa de música erudita. Literatura de qualidade. Educação de 1ª, e sem partido nas escolas.

    O PT® deu “corda” para a invenção e criação do Sertanejo Universitário, na década passada!

    É o Brasil a partir do Ministério de Gilberto Gil que priorizou a Indústria Cultural baranga do Brasil… Ele não ‘tava nem aí. Onde o “Sertanejo Universitário” passou a ter valor, — gestão do PT®.

    E aqui em nosso Brasil vivemos conseqüência do nosso passado político recente (2 décadas).

    Fome, falta de moraria, atraso, escolas ruins, falta de hospitais: concreto…

    O resto são frasinhas:

    Nada fez em 13 anos para esse mal brasileiro horroroso. Apenas propagandas e propagandas e publicidade. Frasinhas.

    O PT© pratica lavagem cerebral. Vejamos:

    Trazendo a mente algo bem recente na política. Observe:

    Com a “Copa das Copas®” do PT® em vez de se construir hospitais, construiu-se prédios inúteis! A Copa das Copas®, do PT© e de lula©.

    Qual o poder constante da propaganda ininterrupta do PT®?

    Eis:

    Mas apenas um frio slogan, o LUGAR DE FALA do Petismo® (tal qual "Danoninho© Vale por Um Bifinho"/Ou: "Skol®: a Cerveja que desce Redondo"/Ainda: "Fiat® Touro: Brutalmente Lindo"). Apenas signos desubstancializados. Sem corporeidade.

    Aqui a superficialidade do PETISMO®:

    Apenas signos descorporificados. Sem substância. Não tem nada a ver com um projeto de Nação. Propaganda:

    Nem tudo que é legal é honesto:

    0. "Pronatec©"

    1. "Pátria Educadora™" [Buá; Buá; Buá].

    2. "Coração Valente©" (super fake)

    3. "A Copa das Copas®"

    4. "Fica Querida©"

    5. "Impeachment Sem Crime é Golpe©" [lol lol lol]

    6. "Foi Golpe®"

    7. "Fora Temer©"

    8. "Ocupa Tudo®"

    9. "Lula Livre®"

    10. "®eleição sem Lula™ é fraude" [kuá!, kuá!].

    11. "O Brasil Feliz de Novo®" (fake)

    12. "Lula é Haddad Haddad é Lula®" [kkk]

    13. "Ele não®".

    14. "Minha Casa, Minha Vida©"

    15. "Saúde não tem preço®"

    16. "Haddad® agora é verde-amarelo®" [rsrs].

    17. "Bolsa Família®"

    18. "LUZ para todos™"(kkk).

    19. (…e agora…): "Ninguém Solta a Mão de Ninguém©"

    20. "Água para todos©" (é mesmo?)

    21. "Mais Médicos®",

    22. PT® = "Controle social da mídia" [™] (hi! hi! hi!): desejo do petismo.

    23. "Brasil Carinhoso©" [que momento açucarado].

    24. "bela, recatada e do lar®" PT é uma piada ridícula!

    25. "Rede cegonha©"

    26. "SKOL®: a Cerveja que desce RedondO".

    PT© é vigarista e aderente ao charlatanismo.

    Vive de ótimos e CALCULADOS mitos propagandísticos.

    O PT© vive de lavagem-cerebral.

    O tal de: "me engana que eu compro". PT® e PCdoB® são o Kitsch políticos. Bregas e barangos. Nivelam tudo por baixo. A arte, a cultura e a educação. Sobretudo a educação dos gurias e guri de todo o Brasil.

  43. Mas Jesus, que de acordo com os cristãos é Deus, na parábola do rico e São Lázaro contou que o rico foi para o “lugar de tormento” e São Lázaro foi para o compartimento bom do hades. De acordo com essa parábola que Jesus contou um cristão pode ser mendingo.

  44. Rafael De Jesus S.Pereira

    foi jesus quem afirmou: ‘[…] é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus ” (Lc 18:25) . Mas Ele mesmo afirma dois versos depois : ” Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus”. Não é à toa que, na sequência a esse verso, a próxima historia registrada em Lucas 19 é sobre um rico que teve um encontro com jesus representa o camelo passando pelo fundo da agulha. Ele é o impossível transformando em possível quando colocado nas mãos de Deus. Zaqueu ficou tão feliz com o perdão e a graça de cristo que devolveu quatro vezes mais a quem havia roubado e deu metade dos seu bens ao pobres. Sem dúvida , a graça constrange o coração pecador e pode transformar todos.

    Quando andou entre nós jesus escolheu os representantes mais vulneráveis entre as minorias sociais para demostrar a simplicidade e a grandeza da adoração e do louvor.

    Na verdade, riqueza não é um problema espiritual, assim como a pobreza não é uma vantagem espiritual . O dinheiro é simplesmente um dom de Deus.

  45. Boa noite querido. Excelente sua visão sobre o empreendedorismo na Bíblia, Deus nos instrui a trabalhar, ganhar dinheiro, para podermos abençoar a obra de Deus na terra, os necessitados, e devolver à Ele o que lhe é de direito, fato! E contra os fatos não há argumentos, não tem explicação coerente pra justificar um crente esquerdista, ponto. Só tenho uma dúvida sobre essa parábola, será que o texto não quer nos ensinar que não devemos trabalhar com um dinheiro que sabemos que não tem boa procedência?! Veja, e além disso eu entendo que ela nos ensina implicitamente que somente se tivermos conhecimento da má origem desse dinheiro, é que não devemos negociar, ou seja, mesmo que tenhamos alguma dúvida mas não temos a certeza, não é mais de nossa alçada essa responsabilidade. Por favor me dê sua opinião a respeito, abraço, a paz.

  46. OS TESOUROS DO CÉU

    Nem todos têm o dever de cuidar das fortunas monetárias da Terra, isso não nos isenta de cuidar dos tesouros do Céu que nosso Pai confiou a nossos cuidados para mantermos, multiplicarmos e dividirmos.

    Todos temos a riqueza do tempo dispomos de 1440 minutos dediquemos ao menos 10 minutos orando pelos desvalidos, 10 minutos consolando quem chora, 10 minutos ouvindo quem se queixa, 10 minutos motivando quem está em desanimo…

    Todos temos um talento uma profissão ou vocação que nos prove a existência, trocamos o tempo e o talento por um valor monetário, podemos dar uma décima parte para alguém, ou cobrar mais barato por um serviço, ou prestar um auxilio gratuito…

    Todos temos uma fração do conhecimento que se acumula e prospera em nós e podemos compartilhar do que sabemos com os menos afortunados da sabedoria universal.

    E se somos verdadeiramente cristãos apóstolos de Cristo já temos uma boa soma de amor, luz e de paz para compartilhar com nossos irmãos como acolhimento espiritual, compreensão e consolo, podemos doar da nossa fé inspirando confiança nos descrentes de Deus e de si mesmos, podemos distribuir paz de espirito e sempre dar amor mínimo que seja a quem nossos tesouros do céu alcance como fez o Cristo que nasceu em uma manjedoura e morreu em uma cruz, mas como é Infinitamente rico de Espírito deu sua vida pela humanidade, e ainda continua dando do seu Amor infinito para quem quiser receber.

    Não enterre seus talentos não mesquinhe a fortuna da sua vida, multiplique e compartilhe, pois assim receberá mais e será mais próspero em amor, bondade e sabedoria.

    Porque ninguém é plenamente rico que não precise de algo, e ninguém é plenamente pobre que não possa dar algo.

    Paz e Luz!

    #CicBenSil

  47. Maria Aparecida Rodrigues da Silva

    Parábola boa, inteligente essa da bíblia!.. Jesus nos confiou e devemos acreditar… usando mesmo habilidades e talentos para empreender com confiança sem medo.

  48. Nossa! Que texto incrível! Irei usar parte dele em um sermão. Na verdade não é todo o púlpito que condena os empresários e empreendimentos. A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma igreja conservadora que sabe exatamente como a força do trabalho duro pode ser abençoada por Deus. Se você for procurar por livros a respeito de João Calvino, vai ver que ele foi um homem que entendia que o capitalismo nunca foi demonizado pelas escrituras sagradas. João Calvino contribuiu bastante para o capitalismo.

  49. Há ética/moral no lucro, o que não tem é na usura. O lucro, assim como o preço, deve ser justo. O que é preço justo? É o preço de acordo com o mercado (vide consumidor x vendedor) ou de acordo com o combinado. Pacta sunt servanda.

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