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Sem pé nem cabeça

Recentemente o Ministro da Fazenda impôs IOF de 2% sobre a entrada de dólares.

Uma medida fadada ao fracasso; o dólar vai continuar caindo.

Os defensores da medida não conseguiram, até agora, produzir um único argumento que a justificasse. 

Porém, Luiz Gonzaga Belluzzo (aquele mesmo do abilolado Plano Cruzado) superou todos no non sense.  Ao ser questionado, saiu-se com as seguintes respostas em uma curta entrevista no jornal Folha de S. Paulo. Tentem entender:


FOLHA – Qualquer intervenção no câmbio parte do pressuposto de que existe uma cotação correta e outra errada. Qual seria a correta?


BELLUZZO – Quando o dólar foi a R$ 2,50, estava muito bom para a maioria das empresas. O problema é que deixaram o real se valorizar.


FOLHA – De onde o sr. tira a convicção de que intervenções do governo no câmbio funcionam, a médio e a longo prazos?


BELLUZZO – Não funcionam? Eu não sabia. Então vai ver que é um problema de temperatura. Só não funciona nos trópicos, no Brasil. Só funciona nos climas temperados. É isso.

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7 comentários em “Sem pé nem cabeça”

  1. De acordo com o preclaro, R$ 2,50 é o nível ótimo para os exportadores. Mas por que parar por aí? Por que não R$ 3,50, R$ 4,70 ou R$ 6,90? Já que só os exportadores são seres humanos, por que não fazer uma política voltada apenas para eles? É uma delícia ver esses iluminados falando que apenas eles, e mais ninguém, sabem qual o valor ideal do dólar. Como eles conseguem saber o valor correto de uma variável tão complexa é algo que me escapa. Acho que o Belluzzo deveria se preocupar mais é com o Palmeiras.

  2. As perguntas do entrevistador foram excelentes. Parece até se tratar de um conhecedor da ciência econômica. Completamente diferente do entrevistado.

  3. Outro aspecto negativo de municípios dependentes do dinheiro público é que grande parte da população destes municípios recebe (direta ou indiretamente) da prefeitura.

    Ou seja, grande parte dos habitantes (e suas famílias) está na mão da prefeitura.

    Ou seja, grande parte dos eleitores estão na mão do prefeito.

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