N. do
T.: algumas pessoas – normalmente detratores – confundem o anarquismo de
mercado (ausência de estado, livre concorrência e respeito à propriedade
privada) proposto por alguns seguidores da Escola Austríaca com o anarquismo de
cunho comunista, que é o ramo mais famoso do próprio conceito de anarquismo –
conceito este bastante volúvel. Esse
artigo visa a esclarecer essa confusão.
Depois que a Nova Esquerda abandonou sua postura
antiga – que era imprecisa, flexível e não ideológica -, duas ideologias
passaram a ser adotadas pelos Novos Esquerdistas como suas guias teóricas: o
marxismo-stalinismo e o anarco-comunismo.
O marxismo-stalinismo infelizmente conquistou
a maioria dos partidos autoproclamados de esquerda; porém o anarco-comunismo
conseguiu atrair muitos esquerdistas que querem se desassociar da tirania
burocrática e estatizante que marcou a jornada stalinista.
E muitos libertários – que estão à procura de
novos métodos de atuação e de aliados para tais empreitadas – acabaram se
sentindo atraídos por um credo anarquista que aparentemente exalta o
voluntarismo e clama pela abolição do estado coercivo.
Entretanto, trata-se de uma jogada fatal
abandonar e perder o contato com os próprios princípios apenas para sair em
busca de alguns aliados para ações táticas e específicas.
O anarco-comunismo, tanto na sua forma
original (como proposto por Mikhail Bakunin e Pyotr Kropotkin) quanto em sua variedade
atual (“pós-escassez” e irracionalista), está no extremo oposto do genuíno
princípio libertário.
Se há uma coisa que os anarco-comunistas
odeiam e vilipendiam mais do que o estado, é o direito sobre a propriedade
privada. Na realidade, a principal razão
pela qual os anarco-comunistas se opõem ao estado é porque eles erroneamente
creem que o estado é o criador e o protetor da propriedade privada – e que,
portanto, a única maneira de se abolir a propriedade privada é destruindo o
aparato estatal.
Eles são completamente incapazes de entender que
o estado sempre foi o grande inimigo e o grande invasor dos direitos de
propriedade.
Ademais, ao detestarem e desprezarem o livre
mercado, a economia baseada no mecanismo de lucros e prejuízos, a propriedade
privada e a riqueza material – sendo que todas são corolários umas da outras -,
os anarco-comunistas desastrosamente confundem anarquismo com a vivência em
sociedades comunais – nas quais as pessoas vivem como tribos que compartilham
tudo o que produzem – e com outros aspectos da emergente “subcultura juvenil”,
com sua apologia do rock e das drogas.
A única coisa positiva que se pode dizer
sobre o anarco-comunismo é que, ao contrário do stalinismo, trata-se de uma
forma de comunismo que, supostamente, seria voluntária. Presumivelmente, ninguém seria forçado a se
juntar às comunas, e aqueles que quisessem continuar a viver individualmente,
incorrendo em atividades de mercado, não seriam molestados.
Mas será que não?
Os anarco-comunistas sempre foram
extremamente vagos e obscuros quanto às feições da sua sugerida sociedade
anarquista do futuro. Muitos deles já
propuseram a doutrina profundamente antilibertária de que a revolução
anarco-comunista terá de confiscar e abolir toda a propriedade privada – com o
intuito de anular o apego psicológico que as pessoas têm para com as
propriedades de que são donas.
Ademais, é difícil esquecer o fato de que,
quando os anarquistas espanhóis (anarco-comunistas da linhagem
Bakunin-Kropotkin) tomaram o controle de amplas seções da Espanha durante a Guerra
Civil da década de 1930, eles confiscaram e destruíram todo o dinheiro dessas
áreas e prontamente decretaram a pena de morte para qualquer um que
transacionasse
exemplo edificante das boas e voluntaristas intenções dos anarco-comunistas.
Em todas as outras áreas, o anarco-comunismo
varia do perverso ao absurdo.
Filosoficamente, esse credo é um completo
assalto ao individualismo e à razão. O
desejo natural que o indivíduo tem pela propriedade privada, aliado a seus
esforços para melhorar de vida, para se especializar em algo, para acumular
lucros e renda, são vilipendiados por todos os ramos do comunismo. Ao invés de estimular o mérito, todos os
indivíduos supostamente devem viver em comunas, compartilhando com seus
companheiros todos os seus escassos bens, e tomando o máximo de cuidado para
não superar o padrão de vida de seus irmãos comunais.
Na raiz de todas as formas de comunismo,
compulsório ou voluntário, jazem um profundo ódio pela excelência individual, uma
rejeição à superioridade natural e intelectual de alguns homens em relação a outros, e
um desejo de reduzir cada indivíduo a meros participantes de um ninho comunal de
formigas. Em nome de um falso “humanismo”,
um desejo irracional e profundamente anti-humano de igualitarismo deve roubar
de cada indivíduo sua específica e preciosa humanidade.
Mais ainda: o anarco-comunismo despreza a
razão e todos os seus corolários de longo prazo: prudência, trabalho duro e
conquista individual. Ao invés disso,
tal ideologia exalta os sentimentos irracionais, as fantasias e as
extravagâncias – tudo isso em nome da “liberdade”. A “liberdade” do anarco-comunista nada tem a
ver com a genuinamente libertária ausência de molestamento ou de invasão
interpessoal; trata-se, ao contrário, de uma “liberdade” que representa uma
escravização à insensatez, à irracionalidade, às fantasias e às extravagâncias
infantis. Social e filosoficamente, o
anarco-comunismo é um infortúnio.
Economicamente, o anarco-comunismo é uma
absurdidade, uma besteira ridícula e sem lógica. Os anarco-comunistas querem abolir o
dinheiro, os preços e o emprego, e propõem conduzir uma economia moderna de uma
maneira um tanto peculiar, para não dizer risível: por meio do registro automático
das “necessidades da comunidade” em algum banco de dados central. Qualquer pessoa que tenha o mais parco
conhecimento de economia não deve perder um único segundo de seu tempo com essa
teoria.
Ainda em 1920, Ludwig von Mises expôs a total
incapacidade de uma economia planejada e sem dinheiro operar além de seu nível
mais primitivo. Ele demonstrou que os
preços monetários são indispensáveis para uma alocação racional de todos os
nossos escassos recursos – terra, trabalho e bens de capital. Somente o sistema de preços permite que tais
recursos possam ser racionalmente direcionados para os setores e áreas onde
eles são mais desejados pelos consumidores e onde eles podem operar com sua
maior eficiência. Os socialistas
reconheceram a precisão do desafio de Mises, e começaram – em vão – a procurar
uma maneira de ter um sistema racional de preços de mercado dentro do contexto
de uma economia socialista planejada.
Os russos, ao tentarem criar, logo após a
Revolução Bolchevique, uma economia comunista e sem a circulação de dinheiro com
seu programa “Comunismo
de Guerra“, reagiram horrorizados quando viram a economia russa à beira do
precipício. O próprio Stalin nunca
tentou revivê-la. E desde a Segunda
Guerra Mundial os países do Leste Europeu vivenciaram um total abandono desse
ideal comunista e uma rápida guinada a mercados mais livres, a um livre sistema
de preços, à adoção do mecanismo de lucros e prejuízos, e a uma promoção da riqueza dos
consumidores.
Não foi nenhum acaso que tenham sido
exatamente os economistas dos países comunistas os responsáveis por liderar
essa mudança de rumo repentina, saindo do comunismo, socialismo e do
planejamento central, e indo em direção a mercados mais livres. Não é nenhum crime ser ignorante em economia,
a qual, afinal, é uma disciplina específica e considerada pela maioria das
pessoas uma “ciência lúgubre”. Porém, é
algo totalmente irresponsável vociferar opiniões estridentes sobre assuntos
econômicos quando se está nesse estado de ignorância. Entretanto, esse tipo de ignorância agressiva
é inerente ao credo do anarco-comunismo.
O mesmo comentário pode ser feito em relação
à muito difundida crença, seguida por muitos dos Novos Esquerdistas e por todos
os anarco-comunistas, de que não mais precisamos nos preocupar com economia e
com métodos de produção, pois supostamente já estamos vivendo em um mundo
“pós-escassez”, onde tais problemas inexistem.
Porém, embora nossa condição de escassez seja claramente superior àquela
do homem das cavernas, ainda estamos vivendo em um mundo de generalizada
escassez econômica.
Como saberemos que o mundo atingiu a
“pós-escassez”? Simplesmente quando
todos os bens e serviços que quisermos tornarem-se tão superabundantes que seus
preços sejam zero; ou seja, quando pudermos adquirir todos os bens e serviços
como se estivéssemos no Jardim do Éden – sem esforço, sem trabalho e sem
utilizar quaisquer recursos escassos.
O espírito anti-racional dos
anarco-comunistas foi bem expressado por Norman O. Brown, um dos gurus da nova
“contracultura”:
O grande economista von Mises tentou
refutar o socialismo demonstrando que, ao se abolir as trocas, o socialismo
tornava impossível o cálculo econômico – e, logo, a racionalidade econômica ….
Porém, se von Mises estiver certo, então o que ele descobriu não foi uma
refutação, mas uma justificativa psicanalítica do socialismo …. É uma das
tristes ironias da vida intelectual contemporânea que a resposta dos
economistas socialistas aos argumentos de von Mises tenha sido tentar
demonstrar que o socialismo não era incompatível com o “cálculo econômico
irracional” – isto é, que ele poderia preservar o desumano princípio da
moderação e da frugalidade (Life
Against Death, Random House,1959, pp. 238-39.)
O fato de que o abandono da racionalidade e
da lógica econômica em nome da “liberdade” e das fantasias irá levar ao
esfacelamento da civilização e dos modernos métodos de produção e nos devolver
ao barbarismo não inquietam os anarco-comunistas e os outros expoentes da nova
“contracultura”. Mas o que eles parecem
não perceber é que os resultados desse retorno ao primitivismo seriam a fome
generalizada e a morte de quase toda a humanidade – e um tormentoso estado de
subsistência para aqueles que conseguirem sobreviver.
Se eles tivessem a chance de implementar seu
modelo, perceberiam que é realmente um tanto difícil ser alegre e se sentir “irreprimido”
quando se está morrendo de fome. Tudo isso
nos leva à sabedoria do grande filósofo espanhol Ortega y Gasset:
Nos distúrbios causados pela escassez de
comida, a turba sai em busca de pão, e os meios que ela utiliza normalmente
envolvem a destruição das padarias. Isso
pode servir como símbolo da atitude adotada, em escala maior e mais complicada,
pelas massas de hoje para com a civilização que as sustenta …. A civilização não
é algo que “apenas está aqui”; ela não é algo que se auto-sustenta.Ela é artificial …. se você quiser fazer
uso das vantagens da civilização, mas não está preparado para se preocupar com a
conservação da civilização – você está acabado. Instantaneamente, você se descobrirá sem civilização. Apenas um escorregão e, quando você atinar,
tudo já terá desaparecido no ar. A floresta
primitiva aparecerá em seu estado nativo, como se as cortinas que cobrem a
natureza pura tivessem sido recolhidas. A
selva sempre é primitiva e vice-versa: tudo o que é primitivo é meramente uma
selva. (José Ortega y Gasset, A Revola das Massas, New York: W.W. Norton,
1932, p. 97.)
Não tem nenhum artigo sobre Mutualismo?
Obrigado!
Bom, se é isso que o Anarco-Comunismo é pra você,que seja.
Não me importo e continuarei lutando pelo que acredito.
Mas quanta bobagem vinda de um homem tão estudado. Rothbard falhou em perceber o enorme potencial que os anarco-comunistas tem. Eu não posso falar nada da teoria deles, que conheço muito pouco, porém o espírito de revolta, ação direta, contra-cultura, coletivos (grupos de afinidade, não tem nada a ver com comunismo) é extremamente positivo. O problema mesmo, é que as pessoas não se envolvem em ações práticas, perdem tempo com estilo de vida decadente. Isso não é anarquismo, isso é fuga da realidade. Todos os anarquistas que puseram a mão na massa evoluiram suas concepções, suas teorias.
A natureza humana não se difere da natureza de qualquer ser vivo, é apenas muitas e muitas vezes mais complexas. Por exemplo, os animais tem senso de propriedade, eles poupam para o futuro, criam mecanismos de defesa para desencentivar predadores e para o “roubo”, eles cooperam entre si e com outros animais. Achamada Praxeologia não se limita aos humanos, ela é inerente a qualquer forma de vida. Acontece que nós humanos capacidade de compreenção muito maior. Nos entendemos idéias abstratas, desenvolvemos um sistema moral, etc. A grosso modo só nos diferenciamos dos animais em duas coisas: nós produzimos o que necessitamos usando nossa inteligência, e nos desenvolvemos o senso moral. Nós podemos ser bons com as outras pessoas, ama-las, compreende-las, enquanto que os animais não tem o mesmo nível de compreenção que nós. Isso não nos dá o direito de abusar-mos deles.
Voltando ao ponto, eu acredito que aqueles que se dispõe a realizar práticas anarquistas logo descobre por experiência quais idéias funcionam ou não. Eu pessoalmente sou individualista, e vejo o esforço dele como algo positivo, mesmo não acreditando no que eles acreditam. Não vamos fazer inimigos por puro orgulho intelectual! Eu não ataco as idéias dos outros, pois mesmo que elas sejam idéias autoritárias, eu não me coloco em posição de ser vítima da autoridade de ninguém! Evadir normas sociais sem ser prejudicado é uma das maiores habilidades que o anarquista pode ter!
Não tenho certeza qual seria o melhor modelo político-econômico para a nossa atual sociedade. Estaria tentado a dizer uma minarquia, como foi o Estado norte-americano logo após sua independência, mas vimos que é impossível controlar o crescimento do mesmo. Contudo, a anarquia capitalista ainda me parece agressiva demais, sem contar que dependeria de um grau de desenvolvimento intelectual que ainda n?o é acessível a grande, enorme maioria da população brasileira e mundial. Todavia, para finalizar, apesar de ainda não ter uma opnião formada sobre o melhor sistema, uma coisa é clara: o anarco-comunismo definitivamente não é a resposta…
Sugiro que o Mises faça uma crítica ao Projeto Vênus de Jaque Fresco. Basicamente ele fala que a tecnologia disponível de hoje pode gerar abundância de recursos para todos. Entretanto, deveria haver uma “transição” entre o atual sistema escasso e o futuro sistema abundante de recursos. Claro que essa crítica teria que refutar os argumentos de Jaque diretamente.
Viva o Pablo Capilé e o Fora do Eixo com seu anarco-comunismo
Dessa vez o texto foi “maquiavelico” , admira-me muito que em pessoas tão instruídas nunca se quer leram sobre os mesmos citados, aconselho uma leitura aprofundada de livros “Anarquistas” por exemplo, O anarco-comunismo não possui um governo diretor e sim um grupo de sindicais locais, para ramificação de negócios locais, pois, segundo o próprio Pyotr Kropotkin ,O Estado nem o povo sabem o que a propriedade pode significar, a solução mais viável não é ir contra a propriedade privada, e sim usar a mesma,com intuito de mover a economia local, com mecanismos de trocas entre as cidades.Observação interessante , Pyotr Kropotkin ataca a propriedade privada no momento em que , se a economia for local, o proprietário terá o dever sumo de abastecer a localidade, isso derrubaria a economia bancária , e criaria incentivos locais , “Bancos do povo”. Se isso não for libertário , eu não sei mais o que é nada meu amigo autor. Detalhe interessante é que Bakunin e kropotkin nunca usaram esse termo, anarco-comunismo, o anarquismo de Bakunin é mundial, esse seu artigo parece uma superficialidade tremenda sobre anarquismo. Talvez o problema do kropotkin é que não levou em consideração a ganância de sempre querer mais em conta.
Nada pessoal, acho que está na hora de todos aqui abandonarem seus egos, sou anarquista e gosto muito dos textos de Mises, chega de esquerda e direita, e vamos ajustar uma forma de que quem saia privilegiado seja o indivíduo em garantia de responsabilidade além do seu carro e sua casa.
A individualidade faz parte intrínseca do ser humano; querer aboli-la só pode terminar em maus resultados. O Camboja tentou implementar algo semelhante ao anarco-comunismo.
* * *
Que livro do Rothbard é esse? Alguém sabe?
Qualquer desordem interna poderia ajudar Franco. Mas o que realmente precipitou a luta? O
Governo podia ter ou não o direito de tomar o Centro Telefónico, mas o importante é que em
tais circunstâncias isso deveria desencadear uma luta. Tratava-se de ato de provocação, gesto
que afirmava de fato, e presumivelmente visava afirmá-lo: “Seu poder terminou, e estamos
tomando conta agora”. Não era sensato esperar outra coisa que não a resistência. Quem
mantiver sua noção de proporções terá de compreender que a falta não foi – e não podia ser –
cometida por apenas um dos lados. O motivo pelo qual se viu aceita uma versão unilateral é,
simplesmente, que os partidos revolucionários espanhóis não têm guarida na imprensa
estrangeira. Na inglesa, principalmente, seria preciso procurar muito para achar qualquer
referência favorável, em qualquer período da guerra, aos anarquistas espanhóis. Eles foram
sístematícamente denegridos, e como sei por minha experiência própria, é quase impossível
fazer com que se imprima qualquer coisa em sua defesa.George Orwell – Livro https://doc-0g-1g-apps-viewer.googleusercontent.com/viewer/secure/pdf/ttgk5v6v9qsuj7q24amjdl361hkarth9/ncomdjkof9j8drn5csvmj1qhssoc671h/1433979225000/lantern/03007816176721856270/ACFrOgDOj2hTzxlk4aVhPGfo2tsFz27PhVxAfwq5zFHvfjQH-IN88tlL-d895eY-n5uO8jD0esKdT9nVVUN-8IMH4xw6naf2u16ItqcK-cxIR6wmXsxV5OCdpwPCPPw=?print=true&nonce=4cf3b6v97h38g&user=03007816176721856270&hash=1u69nluv4591g717aj8ii682hik09844
Quero fazer uma pergunta que eu sempre tive curiosidade:
Em uma sociedade anarco capitalista, se eu quiser viver segundo princípios coletivistas , eu posso ?
Exemplo : eu compro uma fazenda em um local isolado da sociedade e vivo com dezenas de pessoas em uma comunidade auto-suficiente sem depender do resto da sociedade.
Não estou ferindo direito de ninguém, nem ferindo nenhuma regra.Certo ?
É meu direito de viver com agricultura de subsistência, ou seja , apenas vivendo do que a natureza fornece.Longe de tudo de todos.
Eu acho que o problema não é viver segundo princípios coletivistas , mas querer expandir isso pra todo a sociedade como ocorre com os anarco-comunistas.
Então, eu poderia viver em uma espécie de ” comuna ” , inspirada nos modelos comunistas chineses , desde que eu respeite a propriedade privada e o principio de não agressão.
Faz sentido ?
Acompanho os artigos do site , e aprecio muito quando a critica que eles fazem ao atual sistema capitalista-mercantilhista-intervencionista-protecionista. Mas eu acho que falhou agora em falar do anarco comunismo, e em relaçao à sociedade que foi criada na Revoluçao Espanhola, principalmente por que este exemplo oras é chamado de anarco sindicalismo , e que na realidade sao contra a posse privativa dos meios de produçao apenas, nao dos seus bens de consumo, sua casa etc. Cheio de pre conceitos , ele simplesmente associou todo o esforço de 1936 a drogados punk/hippies , como se fossem parasitas . Descartou todo o trabalho sindicalista e federativo que existiu naquela epoca e que foi exemplo para diversos conselhos de trabalhadores de paises europeus e para o movimento de 68. Descartou a reforma agraria realizada , onde voce so poderia possuir a terra se produzisse. Alem de afirmar que o sistema iria a falencia e se tornaria um amontoado de zumbis famintos (nem cuba chega a esse ponto), sendo que na realidade a produçao foi aumentada (surpreendendo os antigos patroes quando estes retomaram a posse), e muitos gastos e cargos inuteis foram abolidos. E quanto a pena de morte, outra falácia, sendo que eles na realidade criaram dinheiro (simbolo para troca) para quem quisesse utiliza lo , ou se fosse necessario.Infelizmente este artigo nao passou de um camalhaço de adjetivos pejorativos sem comprovaçao.
Tirando as discordancias, apoio totalmente o processo libertario/agorista anarcocapitalista como sendo superior ao atual , mas creio ainda que uma sociaedade composta de livre mercado entre pequenos burgueses tenderia a formar cooperativas, onde o cargo profissional é competido (para evitar a “falta de meritocracia”), e os meios de produçao socializados. Alem de que , se o mundo contiasse num anarcapitalismo eterno , mesmo privatizzando a coleta e reciclahem de lixo, se nao existir sindicatos e conselhos de trabalhadores , so iria intensificar a degradaçao dos recursos do planeta criando demandas desnecessarias apoiadas na teoria da escola austriaca. Ha um limite para o crescimento ! E ele esta proximo.
Gostaria de saber como acessar o voucher da promoção citada pelo Alex Catharino para a assinatura dos audios books . Se não me engano a promoção termina na data de hoje. Favor confirmar. Obrigado
Gente da onde tirou esse desmembramento anarco-comunismo X marxismo-stalinismo ?!