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Como aumentar a competitividade da indústria brasileira

Está no Filtro de hoje:


“A crise mudou o perfil das exportações brasileiras. Pela primeira vez desde 1978, segundo a manchete do Estadão, matérias-primas foram mais vendidas ao exterior do que produtos manufaturados. De janeiro a agosto deste ano, os produtos básicos foram responsáveis por 42,8% das exportações, contra 42,5% dos manufaturados. Os dados são do governo, que está preocupado com a inversão. Com a crise, a demanda mundial por produtos manufaturados caiu. Os preços idem. E a desvalorização do dólar – a receita das exportadoras é em dólar – fragiliza a competitividade das companhias brasileiras. Para completar, o Brasil está perdendo espaço no mercado norte-americano para países asiáticos – além do tradicional competidor chinês, despontam Vietnã e Indonésia. Só no primeiro semestre deste ano, as vendas para os Estados Unidos recuaram 43%. As principais perdas são nos setores de calçados e têxteis.”


O governo está preocupadinho, é? Pois eu tenho uma dica para os excelentes planejadores centrais brasileiros. Querem ajudar a aumentar a competitividade da indústria brasileira? É simples. Bastam seguir minhas cinco dicas (eu poderia dar outras mais, mas não quero ninguém na Receita Federal, no Ministério da Fazenda e Planejamento e nem no IPEA passando mal, indo para o hospital por minha causa).


Os passos são:


1) Acabar com a CLT. A medida vai baratear a contratação para os empregadores, gerar mais empregos formais e desonerar o custo de produção.
2) Acabar com o IPI. Alguém me dá alguma razão lógica do porquê de algo ter que pagar imposto só porque é industrializado?
3) Normalmente, eu pediria para acabar com os impostos, todos, mas como isso pode assustar nossos governantes, eu fico mesmo só no “simplificar o sistema tributário para pessoa jurídica”.
4) Acabar com impostos de exportação.
5) Privatizar a fiscalização nos portos e aeroportos, visando facilitar e agilizar o tempo em que as mercadorias ficam paradas esperando autorização para sair do país.


Viu como é simples? Pode até doer no começo, mas depois todo mundo vai comemorar. É capaz até de conseguirmos competir de igual para a igual com o sistema capitalista/escravagista/comunistas chinês. E todos os brasileiros ficarão felizes e contentes com os vários empregos que serão gerados. Todos formais.


Obviamente, há outras medidas que nos fariam deixar a China no chinelinho, mas, sobre isso, conversamos depois. Por ora, eu peço que o governo analise apenas esses cinco passos.


Ps.Um detalhe muito importante: nada de linhas de crédito especial do BNDES para exportação nem subsídios, viu? Que isso ai é trapaça socialista.

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8 comentários em “Como aumentar a competitividade da indústria brasileira”

  1. Cesar Scur (Sokath)

    Me impressiona esse Martim em todo seu discurso belo e cheio de termos rebuscados atacar a RETORICA do Hoppe e deixar de lado a violação de propriedade privada.

    Pros desavisado, chamo atenção que além de deixar esse “pequeno” detalhe de fora ainda cita Feyerabend, um anarco comunista que usa de dialética para relativizar a verdade.

    Esse pseudo intelectual tem que ser fisicamente removido. Ele é justamente aquilo que o Hoppe cita, e não o espantalho que ele ataca, que defende a violação de propriedade relativiszando-a.

  2. Essa Martin faz Exatamente o que o Hoppe deixa relatado no prefácio de o “ética da liberdade” do Rothbard. É o exemplo dos intelectuais que chamam a filosofia libertária do Rothbard de “filosofia coercitiva” ou “libertarianismo extremista”. Isso é resultado dá má aceitação no meio acadêmico das obras de Hoppe e rothbard. vez ou outra aparece um neoliberal democrata pra atacar a obra deles e ignorar que nozick dps admite que o próprio livro dele “anarquia, estado e utopia”, não deveria ser levado à sério pra um estudo mais aprofundado. Sem contar que mais tarde o mesmo nozick se auto denimina um social democrata dps de alcançar status de aceitação no meio acadêmico. Enfim, esse Marin é uma vergonha.

  3. Falei bobagem. O site ainda existe em forma de blog. E um tal Martin da Cunha era colaborador

    E o artigo sobre Hoppe que citei era apenas o título de um comentário num outro site.

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