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Oppenheimer: Drama Histórico, Terror Subversivo

Nota do editor

Este artigo pode conter spoilers do filme.

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Na véspera de sua estreia, tive o prazer de assistir ao novo filme de Christopher Nolan, Oppenheimer, com o grupo do Mises Summer Fellows. Apesar do que os trailers podem levar a acreditar, este filme é muito mais do que a bomba. É sobre mentes, inteligência, poder e política. Oppenheimer é o foco de uma história muito maior que se desenrola diante dos espectadores, envolvendo o papel da ética na descoberta científica, as lutas do gabinete presidencial, a Guerra Fria e, claro, a história do desenvolvimento da bomba atômica.

Tenho ressalvas quanto à atuação de Robert Downey Jr., que aparentemente não sabe atuar como ninguém além de si mesmo. Cillian Murphy fez uma atuação decente do promíscuo cientista e suposto comunista J. Robert Oppenheimer. Oppenheimer confronta os espectadores com duas questões importantes: a importância de uma visão normativa em uma busca científica positiva e o horror da bomba atômica.

O tema central do filme é a luta de Oppenheimer com a moralidade de seu envolvimento no desenvolvimento da bomba. Como austríacos, devemos nos perguntar por que nos engajamos na ciência econômica isenta de valores. Fazer economia isenta de valor é uma maneira de descrever a ordem criada. Não há nada necessariamente errado em fazer economia isenta de valor. A lei científica é moralmente neutra.

No entanto, o que fazemos com a economia positiva tem implicações morais. Por exemplo, uma análise de meios e fins puramente positiva para Stalin sobre a maneira mais eficaz de deportar cúlaques para a Sibéria é possível, embora não se possa alegar ser moralmente neutro ao fazer isso. A análise isenta de valores é usada de uma forma que tem implicações morais drásticas, ou seja, o assassinato em massa de almas inocentes. Este mesmo princípio se aplica a Oppenheimer.

1 Coríntios 13:2 diz: “E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria”. Não podemos simplesmente buscar a ciência por conta própria, pois a ciência não nos diz o que é moralmente correto. Isso não quer dizer que a economia seja imoral, mas que devemos reconhecer que o conhecimento deve ser direcionado para a busca do bem, do verdadeiro e do belo. Simplesmente fazer ciência por si só está morto.

Claro, o que seria de Oppenheimer sem uma bomba atômica? Ao longo do filme, as cenas são interrompidas por cortes de uma explosão atômica. Apesar do que o trailer pode levar as pessoas a pensarem, a explosão atômica de Oppenheimer é retratada muito mais como um filme de terror do que um típico filme de ação de Hollywood. 

Um membro do nosso grupo afirmou que cobriu os ouvidos, esperando que a queda climáctica da bomba fosse ensurdecedoramente alta. No entanto, não foi. Durante o teste, tudo o que se ouve é a respiração vinda de uma cena anterior do filme. A explosão foi virtualmente silenciosa. Não penso na melhor maneira de retratar a destruição absoluta de uma arma nuclear do que essa. O silêncio é realmente ensurdecedor.

Apesar de algumas imprecisões históricas e simpatias aparentemente esquerdistas, Oppenheimer vale o preço do ingresso. Mesmo que você não goste particularmente do trabalho de Christopher Nolan (embora esse filme seja diferente de qualquer outro que ele tenha feito), Oppenheimer faz com que os espectadores se debatam com questões importantes que qualquer pessoa inteligente poderia apreciar. O filme termina com Oppenheimer vendo um futuro de destruição nuclear. Devemos rezar para que a visão de Oppenheimer não seja profética.

 

Publicado originalmente em: https://mises.org/power-market/oppenheimer-historical-drama-subversive-horror

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20 comentários em “Oppenheimer: Drama Histórico, Terror Subversivo”

  1. Não vejo drama nenhum, neste caso!

    Foi graças a homens como ele que o Ocidente pôde desfrutar por bastante tempo da liberdade e ter o direito de carregar em si a alcunha de “mundo livre”. Nossa civilização deve em uma boa parte a homens como ele e aos que bravamente lutaram contra os nazistas reais a partir da Normandia. Do contrário, viveríamos em um mundo não muito diferente da história de O Homem do Castelo Alto, com a diferença de que a Alemanha nazista não dominaria metade dos EUA e os japoneses não o fariam na costa do Pacífico; todavia, outras partes do planeta não teriam a mesma sorte.
    De qualquer modo, ainda bem nenhum deles previu em quê o mesmo Ocidente se tornaria após 80 anos destes acontecimentos, pois seriam tentados a agir como Pilatos, fazendo ablução das mãos em vista de um futuro sombrio.

  2. Esse artigo ficou tentando ser critico de cinema,falando de atuação de Robert Downey Jr .

    Mas esqueceu de comentar o mais importante,sobre o projeto Manhattan e do uso da Bomba atomica em uma guerra real contra as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.

    È evidente que os japão não tinha mais como continuara na guerra e iria se render de qualquer forma.Os EUA bombardearam várias cidade com napal.Mas eles queriam ver o poder destrutivo da bomba em um cenario real,por isso usaram nas cidades Hiroshima e Nagasaki.

    Como Hans-Hermann Hoppe descreve em seu livro Democracia, o Deus que Falhou.As guerra depois do fim das monarquias absolutitas viraram guerras totais e com alto poder de destruição.

  3. Infelizmente guerra é guerra e se não mata morre. O Contexto da guerra sino americana na época era que o Japão não se renderia e isso implicaria em mais milhares de soldados americanos mortos até vencer o Japão convencionalmente. Por essas e outras, o raciocínio logico do governo americano foi que em vez de nós, que morram eles , que provocaram essa guerra. Lançou-se as duas bombas e o Japão se rendeu. Até ai tudo dentro da lógica, mas não para Openheimer que caiu em depressão, arrependido por ter criado a morte, segundo o próprio. Por essas e outras, isso agora pôde render um bom filme com um bom faturamento, explorando o drama do “morte”. ….Tudo dentro da lógica, infelizmente.

  4. Bárbara Maffessoni

    HAHAHAHA, simplesmente hilário ver a neoconzada eleger Cillian Murphey, um dos atores mais esquerdolas que existem como um “símbolo de conservadorismo” e o Oppenheimer, que sempre teve ideias mais próximas de nazistas e soviéticos do que de capitalistas de fato, como “símbolos de liberdade econômica”.

    O legal é que tem gente aqui no site que nem os cita, mas sempre ficam se doendo do nada e o melhor, se acham os inteligentões, achando que eu não iria perceber as indiretinhas contra minha pessoa nos comentários, rsrs. Bom, até porque, argumentos pra me refutar a cerca do que falo sobre a classe emergente parasitária, sobre os parideiros chorões de previdência e sobre o fato de a “direita” tupiniquim ter ideias econômicas mais parecidas com as de um norte-coreano do que de um suíço, vocês nunca tem né não meus chapas? rs. Ah sim, esqueci, o único argumento que vocês tem contra nós libertários é nos chamar de “putinha de esquerdistas”, aliás, sobre isso, tem certeza que não estão falando de si próprios? Não vale chorar pro papai de vocês hein (O Bob Jeffe, não o laranja)?

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