Os russos foram “escolhidos escatologicamente“. Eles devem oferecer resistência à falsa fé, à pseudo-religião do liberalismo ocidental e à disseminação de seu mal: modernidade, cientificismo, pós-modernidade e a nova ordem mundial.
Esta é a tese de Aleksandr Gelyevich Dugin, o proeminente filósofo russo e mentor do presidente Vladimir Putin. Sendo uma “área pivô” geográfica, a Rússia deve recuperar sua posição no coração do continente eurasiano.
Filosofia política
A teoria política de Aleksandr Dugin, baseada no tradicionalismo, quer libertar o socialismo de suas características materialistas, ateístas e modernistas. Ele classifica sua abordagem de “a quarta teoria política” (2012), pois é dirigida contra as outras três ideologias convencionais: comunismo, liberalismo e fascismo.
Dugin, que leciona sociologia e geopolítica na Universidade Lermontov, de Moscou, está à procura de uma nova ideia política para a Rússia. E ele a encontra na identidade tradicional da região, a qual Dugin associa a “religião, hierarquia e família”. Como tal, sua teoria é uma “cruzada” contra a pós-modernidade, a sociedade pós-industrial, o pensamento liberal e a globalização.
Em sua terra natal, Aleksandr Dugin é um muito conhecido geoestrategista e mentor do atual presidente russo, Vladimir Putin. Para Dugin, os EUA são uma ameaça à cultura russa e à identidade da Rússia. Ele deixa sua posição inequivocamente clara ao declarar que:
Acredito firmemente que a Modernidade está absolutamente errada e a Sagrada Tradição está absolutamente certa. Os EUA são a manifestação de tudo que eu odeio – Modernidade, ocidentalização, unipolaridade, racismo, imperialismo, tecnocracia, individualismo, capitalismo.
Aos seus olhos, os EUA são “a sociedade do Anticristo”. Os Estados Unidos da América são o país sinistro e alarmante do outro lado do oceano, “sem história, sem tradição, sem raízes […] o resultado de um experimento puro feito pelos racionalistas utópicos europeus”.
Ele lamenta que os EUA estejam impondo sua dominação planetária e vivenciado o triunfo de seu estilo ao redor do mundo. Ele critica o fato de que “única e exclusivamente em si mesmos” os EUA veem as normas do progresso e da civilização.
De acordo com Dugin, os EUA negam a todos os outros “o direito ao seu próprio caminho, a sua própria cultura e ao seu próprio sistema de valores”. Sua conclusão, consequentemente, é que enterrar os EUA “é nosso dever religioso”.
A salvação não só da Rússia, mas de praticamente todo o continente eurasiano, é o retorno à sua “Sagrada Tradição”. Aos olhos de Dugin, a Rússia deve retornar à sua verdadeira identidade. Um retorno à grandeza da Rússia é uma obrigação moral. E os EUA estariam impedindo o cumprimento deste destino messiânico.
Geopolítica
Na visão de Dugin, a cisão cultural possui uma contraparte geopolítica. Sua grande visão é criar um eixo Paris-Berlim-Moscou que preencha o buraco negro geopolítico deixado na Eurásia após o fim da União Soviética.
Alguns dos conceitos básicos da geopolítica de Dugin remontam ao geógrafo geopolítico inglês Halford J. Mackinder e ao teórico geopolítico alemão Karl Ernst Haushofer (1869-1946). Mackinder (1861-1947) apresentou sua tese de que o coração da Eurásia é o “pivô geográfico da história” em uma reunião da Royal Geographic Society já em 1904.
O prognóstico de Mackinder dizia que, embora a vasta área da Eurásia tenha sido inacessível aos navios, essa desvantagem terminaria porque a Rússia estaria prestes a construir um sistema ferroviário abrangente. Ser inacessível aos navios não seria mais uma desvantagem. Com o sistema ferroviário, o Império Russo estaria a caminho de pressionar “a Finlândia, a Escandinávia, a Polônia, a Turquia, a Pérsia, a Índia e a China”. No mundo como um todo, uma Rússia modernizada “ocuparia a posição estratégica central que a Alemanha usufrui na Europa”.
À época da apresentação de Mackinder no início do século XX, Londres já estava preocupada com a ascensão da Alemanha como uma potência industrial. E se a Rússia seguisse esse caminho, um novo e potencialmente maior rival surgiria. Impedir qualquer aliança entre Rússia e Alemanha ganhou prioridade estratégica nos círculos de política externa do Reino Unido.
O conceito de manter o equilíbrio de poder na Europa e anunciar a conquista da Rússia pela Alemanha, ou vice-versa, tornou-se um imperativo estratégico, e motivou a Grã-Bretanha a entrar na Primeira Guerra Mundial, em 1914.
Na década de 1920, a visão geoestratégica de Karl Haushofer, de um eixo que iria de Paris, Berlim e Moscou a Tóquio, ganhou forma na Alemanha e também atraiu estrategistas soviéticos. A teoria geopolítica de Dugin representa a continuação desta linha de pensamento, e segue tanto Haushofer quanto a máxima de Mackinder: “Quem governa a Europa Oriental comanda seu coração. Quem governa seu coração comanda a Ilha-Mundo. Quem governa a Ilha-Mundo comanda o Mundo”.
Para Dugin, o conflito entre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e o Pacto de Varsóvia durante a Guerra Fria situa-se no mesmo contexto da guerra entre Cartago e Roma. Com o fim da União Soviética e a ascensão dos Estados Unidos como a única superpotência, esse conflito histórico atingiu um novo estágio.
Hoje, a Rússia está sozinha contra uma OTAN ampliada. Com isso, o conflito entre a região atlântica e o coração da Eurásia caminha-se para um confronto.
Uma década antes de a visão de mundo geopolítica de Dugin ganhar destaque, o estrategista geopolítico americano Zbigniew Brzezinski também identificou o coração do Leste Europeu como uma região-pivô. Em seu livro The Grand Chessboard: American Primacy and Its Geostrategic Imperatives (2016), Brzezinski explica que, para manter seu papel primordial no mundo, os EUA devem incluir a Alemanha e o Japão como suas fortalezas nos lados ocidental e oriental do continente euro-asiático para manter a Rússia sob controle.
Quanto à importância da posição geoestratégica da Rússia e de seus vizinhos, não haveria muita diferença entre Aleksandr Dugin e Zbigniew Brzezinski. Para ambos, a Eurásia é o tabuleiro de xadrez sobre o qual a luta pela primazia global continua a ser jogada. A diferença fundamental, no entanto, entre os Estados Unidos e a Rússia é que o colapso da União Soviética deixou os Estados Unidos na posição única de se tornar a primeira superpotência com alcance global.
Para estabelecer essa hegemonia, explica Brzezinski, a Eurásia é o “axial geopolítico”, e a Ucrânia seria um estado-pivô geopolítico. Segue-se que “sem a Ucrânia, a Rússia deixa de ser um império eurasiano. […] No entanto, se Moscou recuperar o controle sobre a Ucrânia […] a Rússia automaticamente recupera novamente os meios para se tornar um poderoso estado imperial, abrangendo a Europa e a Ásia.”
Crítica
É difícil entender que Dugin reivindique “tradição” e “identidade” quando, na verdade, a história russa dos séculos XIX e XX foi um desastre.
Foi o apego a tradições imaginárias que lançaram as bases para que as calamidades acontecessem.
Foi a resistência dos czares contra o liberalismo e o capitalismo, que continuou sob os soviéticos até a atual liderança, que bloqueou o progresso da Rússia.
No século XX, a Rússia experimentou uma catástrofe após a outra. A Guerra Russo-Japonesa de 1905 terminou com uma derrota humilhante e provocou revoltas violentas no país. A Primeira Guerra Mundial custou milhões de baixas e devastou a economia da Rússia. A tomada de poder bolchevique levou à sangrenta guerra civil de 1918-1921, seguida pela guerra russo-polonesa de 1919-1920. A União Soviética começou sua existência paralelamente ao estabelecimento do GULAG, a vasta rede de campos de concentração.
A industrialização forçada e a coletivização das terras agrícolas geraram o Holodomor, a fome com milhões de mortes na Ucrânia e no Cazaquistão. O regime de terror de Stalin prendeu milhões em campos de trabalho forçado.
A Segunda Guerra Mundial de 1941-45 trouxe terríveis baixas militares e civis e foi imediatamente seguida pela Guerra Fria com sua corrida armamentista e envolvimentos caros em muitos países do Terceiro Mundo. A trágica guerra no Afeganistão, que durou mais de dez anos, até 1989, deu o golpe final e levou ao colapso da União Soviética. A tentação fracassada de estabelecer uma economia de mercado não trouxe prosperidade, mas estabeleceu o capitalismo de estado oligárquico.
Igualmente problemática é a análise de Dugin de que guerra e a cultura representam o principal conflito entre a área atlântica e o coração da Eurásia. Para ambos os aspectos, guerra e cultura, seu conceito de “atlanticistas” contra “eurasianos” é fundamentalmente falho. As guerras entre as nações marítimas europeias marcaram a história desde os tempos da Grécia e Roma e atingiram novos patamares após a descoberta da América.
Da mesma forma, as “potências terrestres” França e Alemanha invadiram a Rússia e ambas foram derrotadas pela Rússia com a ajuda dos “atlanticistas”.
Quanto à tese de que há uma cisão cultural fundamental entre a Europa Ocidental e as terras russas, vale lembrar que a Igreja Ortodoxa Russa em muitos aspectos está mais próxima do catolicismo do que a Igreja Católica está do protestantismo no Ocidente. A literatura e a música russas do século XVIII foram profundamente influenciadas pela parte ocidental da Europa, e as contribuições russas repercutiram fortemente na Europa Ocidental.
Não foi uma ruptura cultural que fez a Rússia adotar o marxismo em vez do capitalismo de livre mercado e os valores do liberalismo clássico. A Rússia importou essas falsas ideologias do Ocidente. Ao optar pelo marxismo do Ocidente em vez do capitalismo liberal do Ocidente, a Rússia cometeu seu maior erro até hoje.
Com relação à atual guerra na Ucrânia, não apenas a política externa da Rússia se tornou refém da geopolítica; ocorreu o mesmo com os EUA. Ao perder a Ucrânia, a Rússia teme perder sua identidade junto com a chance de se tornar um proeminente ator global novamente. Para os EUA, a Ucrânia é vista como o estado-pivô crucial para manter e expandir sua posição hegemônica global.
Em ambos os países, os formuladores de política externa olham para o mapa geográfico e veem um tabuleiro de xadrez. Ambos parecem acreditar que a autoridade sobre a Ucrânia decide definitivamente seu próprio futuro.
Não seria a primeira vez na história que uma “idée fix“, como a determinação geográfica dos assuntos mundiais, coloca em risco a prosperidade e a paz em todos os continentes.
Conclusão
Caso continue seguindo o caminho ideológico de Aleksandr Dugin, a Rússia cometerá outro erro trágico. Em vez de acreditar nas ilusões de uma tradição imaginária, a liderança russa deveria reconhecer que, a não ser com o capitalismo de livre mercado, não haverá liberdade nem prosperidade.
Historicamente, a casa da Rússia não está fora da Europa. São Petersburgo e Moscou são cidades europeias. Se, no entanto, as potências ocidentais não conseguirem integrar a Rússia em um sistema de segurança comum, o país se voltará para a Ásia. Com China, Índia e Irã, novas associações estão disponíveis.
Considerando o papel estratégico “pivô” da Ucrânia, tanto a Rússia quanto os EUA podem estar errados.
Ninguém mais percebeu que essa tal "quarta teoria política" é exatamente o que TODOS os partidos “moderados” do Brasil defendem?
O fato incontestável é que o “véio doido da Virgínia” cravou mais essa:
Mais um filósofo ambicioso espalhando por aí suas idéias equivocadas e sem qualquer conexão real com a realidade, ao mesmo tempo que busca justificar às ambições autoritárias de determinados políticos e oligarcas.
Querem expandir a "influência" da Russia mas no máximo irão apenas empobrecer mais o país ao mesmo tempo que anexam regiões devastadas pela guerra.
Os políticos imperialistas americanos, enquanto isso, apenas aproveitam a chance para alienar mais às populações que dominam e influenciam, em nome da "causa justa", ao mesmo tempo que se enchem de dinheiro ao lado das indústrias corporativistas mais poderosas e influentes, que por sinal estão lucrando horrores nessa guerra.
Não duvido que os burocratas ucranianos estejam nadando nas riquezas enviadas para uma suposta "ajuda humanitária" naquele país. Não é atoa que o presidente de lá está tão ativo na demanda por dinheiro e armamentos, aparecendo constantemente na mídia. Deve estar lucrando muito com tudo isso.
O Dugin até faz algumas críticas corretas e pertinentes ao Ocidente em geral e aos EUA em particular. O regime americano de fato representa e defende um sistema social e moral corruptos, principalmente agora sob Biden.
Mas Dugin e o regime russo também fazem exatamente o mesmo. O principal ponto do Dugin é que a Rússia deveria estar dominando o mundo todo, e não sendo dominada pelo Ocidente.
É aquilo: “Eu quero mandar na porra toda, e não ser mandado".
É só pirraça. Imitar a Suíça ninguém quer.
Não obstante o breve resumo sobre o pensamento do Prof Dugin, ficou sem menção o fato de que o liberalismo como ideia de economia, foi nitidamente modificado para uma nova versão que assume hoje, seu aspecto globalizado, assim o liberalismo globalista praticado por comando de um Estado forte, onde as regras de mercado não são adotadas em sua plenitude e prática, e sim movidos por interesses de corporações industriais, tecnológicas e financeiras, via mãos desse Estado cooptado e servil a elas. No fundo seria uma antítese, ou deformidade do liberalismo original, que foi exitoso na Europa Ocidental e EU. Quanto as tradições, querendo ou não, elas existem no espaço social dos povos e sua identidade histórica com suas aproximações de ideias, também é uma realidade. O que se choca com a visão de um mundo homogêneo e sem nenhuma característica cultural diversa dentro de uma fronteira fictícia. Esse aspecto o Dugin menciona bem. Nesse caso, ele está sendo realista ao ponto de ver que os espaços geopolíticos podem sim, em alguma medida, refletir essa identidade maior por afinidade entre as nações devido aos seus elementos culturais e históricos. As diferenças existem assim como as similaridades.
O artigo vacilou em não mencionar China X Taiwan. Afinal, Pequim e Moscou estão juntos 100%?
Outra coisa, o que que o Ocidente poderia ter feito pra evitar isso? Conflito direto? A guerra por procuração fortaleceu a ucrania mas esta aumentando a guerra.
Olavo ja dizia, a Russia é complexada, acabamos dever novamente que a única coisa que eles tem é arma nuclear e uns lazers que ate então só são lenda. Exército mesmo e condição de combate é uma porcaria, quem entende de economia de guerra sabe do que eu estou falando.
1. esse cidadão dugin parece estar resgatando uma história que nunca existiu e querendo que o povo viva isso goela abaixo… custe quantos russos, ucranianos e qualquer outros povos custar!…
2. os EUA são hipócritas de 1a categoria, com o melhor setor de marketing do mundo!
3. e levado pelas correntes existe um belo, grande país chamado Brasil… amaldiçoado por uma síndrome de vira-lata, pessimamente administrado e onde sempre se valorizou mais a esperteza do que a sabedoria… um dia acordaremos como país e nos tornaremos uma nação?!…
4. outro dia assistia um documentario americano sobre a escravidão e suas implicações, é impressionante como tudo e qualquer coisa eles conseguem manipular para provar certo ponto! com os recursos investidos da maneira certa, eles vendem a agenda deles para todos os países do mundo! e o pior é que nós compramos!!!
A Teoria do Mundo Multipolar de Dugin busca se contrapor a hegemonia norte americana. O livro "EUA e a Nova Ordem Mundial" – debate do Dugin com o Olavo – explica um pouco essa visão do filósofo russo, mostrando sua aversão ao atual sistema de dominância exercido pelos EUA no mundo. Um mundo multipolar seria alternativa a este estado de coisas.
Um dos pontos chave desta teoria baseia-se no não reconhecimento da soberania dos Estados Nacionais (negação ao sistema Westfaliano)…as fronteiras nacionais não definem os limites da soberania de um país…o que realmente importa para Dugin, seriam os processos civilizacionais (talvez aí resida um certo ponto de argumentação para as recentes invasões russas em território alheio, sob pretexto de proteção dos cidadãos russos).
Sobre este aspecto, historicamente a Rússia emprega este apelo aos processos civilizacionais…a própria entrada na 1 GM se deveu, em parte, a sua auto determinação de protetora dos povos eslavos, neste caso, para proteger a Sérvia.
O fato é que não há mocinhos nesta guerra atual. A Rússia, que sempre teve a Ucrânia sob sua esfera de influência/dominância, vê como gota d'água a aproximação com o Ocidente e, aproveitando a deixa, almejam um retorno da Mãe Rússia num sonho soviético. Do outro lado, os Globalistas Ocidentais, utilizam-se da figura opaca de Zelensky em uma guerra de procuração, procurando – como sempre o fizeram – obter lucros e poder com o caos que eles mesmos geram. No final das contas, quem realmente sofre – como sempre – é o povo ucraniano.
Se GENESE DE ESTADO foi associação de PRODUTORES DE ALIMENTOS, com BANDIDOS saqueadores menos ruins, que saqueavam mas deixavam viver, e que deu razoavelmente certo, permiiu aos produtores SEGURANÇA PARA PRODUZIR E EXISTIR, e para os “BONS BANDIDOS” teriam a existencia garantida, “casa e comida” em troca de “serviços de segurança” que forneciam..
BONS BANDIDOS e PRODUTORES PROSPERARAM, e até hoje é mais ou menos assim e pessoas podem viver gostando de serem tuteladas, um Paisao” dizendo o que fazerem, e outros nem ligando para um lider que fala. e vivendo numa relativa liberdade , “com os seus botões” .
Vacuo de poder não existe, alguem tem que ser o escolhido, ou os escolhidos.Os que querem um PAISAO, mandando podem coexistir com os que assim não acham,sem grandes atrapalhos, e todos sendo mais ou menos felizes.
Entre uns e outros que se tornam lideres,chefes, mandatário as idéias o que pensam e almejam diferem,ex TRUMP E BIDEN,um grupo e outro diferentes ,decidem o futuro do grupo.Uns expansionistas e outros
Diógenes o grego da ESCOLA CÍNICA disse a Julio Cesar que foi visitá-lo em cima da montanha onde tomava banho de sol, pelado,nu,o grande IMPERADOR falou:
-Parabens pelas suas idéias o que posso fazer em retribuição aos seus pensamentos?
Diógenes respondeu então
-NADA! Só não me faça sombra,e obrigado pela visita.
Júlio Cesar estava tapando o sol com seu corpo, sombreando o sábio pelado, que dispensou riquezas e poder que lhe oferecia o grande IMPERADOR TODO PODEROSO.
Diógenes vivia feliz e morava pelado dentro de um barril. que usava como roupa e moradia.
Uns desejam umas coisas e outros outras,e outros nada só querem viver a sua vida e a sua moda.
Maquiavel um italiano funcionario público estudioso e culto, escreveu sobre o poder e os que o exerciam,imperadores,reis,governantes, poderosos, suas virtudes e seus defeitos,porque uns duravam e porque outros muito tempo, porque uns eram amados e outros odiados.
o povo escolhe seus lideres,OU aceita sua imposição ;será mais ou menos feliz em função disso.UNS EXPANSIONISTAS , a maioria, mas OUTROS NÂO.
O Brasil escolheu, e vai escolher de novo e o BRASIL QUER ESCOLHER DE MODO LEGITIMO SEM MANIPULAÇÃO DE TERCEIROS NO SISTEMA DE APURAÇÃO,URNAS E perifericos.
NAS ULTIMAS ELEIÇÕES O SISTEMA ELEITORAL FOI VIOLADO, PELAS INFORMAÇÕES OFICIAIS DE ESPECIALISTAS DO TSE, E PODEM TER SIDO ELEITOS DEPUTADOS E SENADORES QUE NÃO RECEBERAM VOTO. E AGEM A MANDO DE AUTORIDADES DE OUTRO PODER.
O HACKER ESTA PRESO E CONTOU, E FOI CONSTATADO O EVENTO.
É GRAVÍSSIMO, AINDA NÃO “FERVEU” MAS SE NÃO PROVIDENCIAREM EM FISCALIZAR REGRAS DE SEGURANÇA QUE TODOS ACEITEM,QUE TODOS POSSAM CONFERIR O VOTO DADO,O POVO NÃO ESTARÁ SATISFEITO.
O pensamento dos lideres. dirigentes, BANDIDOS BONS, serão guerreiros expansionistas ; outros, PRODUTORES , estes terão visão de produção,comercio,industria…expansionistas
No caso da Ucrania a OTAN se movimentou para “chegar mais” para cercar Putin,decidiram isso ha mais de dez anos,e agora se Putin não se adianta estaria com armamentos nucleares DOS QUE ATACAM A RUSSIA,nas portas de casa.
Os russos trabalharam para manter seu territorio,sua gente sua cultura e os outros estavam fazendo o que fizeram no Iraque , afganistão,ira…esculhambação para venderem armas.CLARO COMO O SOL DO MEIO DIA!
OS BRASILEIROS ESTÃO “TRABALHANDO ” PARA MOSTRAR AO MUNDO E AOS RESPONSÁVEIS,QUE NÃO ACEITARÃO SISTEMAS DE APURAÇÃO E URNAS QUE NÃO SATISFAÇAM AS CONDIÇÕES DE SEGURANÇA NECESSÁRIAS.
NUNCA SE VIU TAMANHO INTERESSE E FIRMEZA DE PROPÓSITO DE NOSSO POVO ,FICANDO CARNAVAL E FUTEBOL EM SEGUNDO PLANO.
O POVO BRASILEIRO AMADURECEU MAIS, E COMPREENDEU QUE SUA EXISTENCIA DEPENDE DA ELEIÇÃO QUE TEM QUE SER HONESTA E LIMPA.
Acredito que o pivô estratégico da geopolítica global não é a Ucrânia, mas sim Taiwan pois o país do leste europeu não possui indústrias de alta tecnologia.
Não existem argumentos favoráveis à guerra, fora da necessidade de defesa. Putin desonrou os russos e precisa ser deposto para que o povo russo se recupere desta situação.
Num mundo livre não há dominante e dominado; já que liberdade se exerce com livre escolha; fundamento que abarca até os princípios religiosos do “livre arbítrio”.
A Teoria do Mundo Multipolar de Dugin busca se contrapor a hegemonia norte americana. O livro "EUA e a Nova Ordem Mundial" – debate do Dugin com o Olavo – explica um pouco essa visão do filósofo russo, mostrando sua aversão ao atual sistema de dominância exercido pelos EUA no mundo. Um mundo multipolar seria alternativa a este estado de coisas.
Um dos pontos chave desta teoria baseia-se no não reconhecimento da soberania dos Estados Nacionais (negação ao sistema Westfaliano)…as fronteiras nacionais não definem os limites da soberania de um país…o que realmente importa para Dugin, seriam os processos civilizacionais (talvez aí resida um certo ponto de argumentação para as recentes invasões russas em território alheio, sob pretexto de proteção dos cidadãos russos).
Sobre este aspecto, historicamente a Rússia emprega este apelo aos processos civilizacionais…a própria entrada na 1 GM se deveu, em parte, a sua auto determinação de protetora dos povos eslavos, neste caso, para proteger a Sérvia.
O fato é que não há mocinhos nesta guerra atual. A Rússia, que sempre teve a Ucrânia sob sua esfera de influência/dominância, vê como gota d'água a aproximação com o Ocidente e, aproveitando a deixa, almejam um retorno da Mãe Rússia num sonho soviético. Do outro lado, os Globalistas Ocidentais, utilizam-se da figura opaca de Zelensky em uma guerra de procuração, procurando – como sempre o fizeram – obter lucros e poder com o caos que eles mesmos geram. No final das contas, quem realmente sofre – como sempre – é o povo ucraniano.
E a paolla carosella?
O que ela fez foi errado perante os preceitos do libertarianismo? Ela quebrou algum contrato?
Tenho visto gente condenando a comunista como se ela tivesse roubado alguém.
O que ela fez foi errado?
Alguém responde o ciro nessa porfavor pra mim, estou aprendendo:
youtu.be/Tanrpsdq9co
Do jeito que vocês fazem com as aspas e tal hahaha
Agora os parasitas de esquerda espalham que o aumento dos juros é para o povao nao ter crédito
“Investing elsewhere too easy for Argentine entrepreneurs”
Empreendedores argentinos estão escolhendo Portugal, Paraguai, Bahamas e Uruguai para investir.
No Paraguai, eles chamam a atenção para o fato de o guarani paraguaio ser uma moeda que desvaloriza pouco.
[Off-topic]:
Humor negro
revistaoeste.com/mundo/mark-ruffalo-pede-que-lhe-cobrem-mais-impostos/
O esquerdista funciona assim. Normalmente sao pessoas que tem cargos no estado,funcionarios publicos,empresarios com beneficio do governo,igrejas. O que eles querem? Controle de tudo e dificultar a vida das pessoas de serem independentes do governo,do serviço deles,da empresa deles. O Deus dessa gente é o dinheiro. Pelo dinheiro vale tudo,ate roubar,matar,torturar e destruir as pessoas. Muitos deles tem aparencia de piedosos,boas pessoas,porem,por dentro sao podres,ruins igual aos farizeus que foram desmascarados por Jesus Cristo e por isso ele foi morto na cruz. Pois,indiretamente estava atrapalhando os planos de domina”ao deles. E como o bem apesar de ser fraco sempre vence,pois mesmo com essa bagunça no mundo continua existindo casamento tradicional,familia tradicional,trabalhadores,pessoas do bem que nao mexem com ninguem,essa gente se alia com tudo o que nao presta na sociedade,da apoio,incentiva,da tapinha nas costas,cria beneficios. Sao uns hipocritas,pous por dentro eles odeiam essa gente,porem,jamais admitem em publico,pois sao mandados pelo deus dinheiro. É assim que o mundo funciona.
Acho perfeitamente válido o que Putin está fazendo. A Ucrânia, ao entrar para a OTAN, estaria atentando contra a soberania da Rússia. Putin está apenas defendendo o seu país e o seu povo (e de forma até bem pacífica, já que não usou bombas nucleares).
A Teoria do Mundo Multipolar de Dugin busca se contrapor a hegemonia norte americana. O livro "EUA e a Nova Ordem Mundial" – debate do Dugin com o Olavo – explica um pouco essa visão do filósofo russo, mostrando sua aversão ao atual sistema de dominância exercido pelos EUA no mundo. Um mundo multipolar seria alternativa a este estado de coisas.
Um dos pontos chave desta teoria baseia-se no não reconhecimento da soberania dos Estados Nacionais (negação ao sistema Westfaliano)…as fronteiras nacionais não definem os limites da soberania de um país…o que realmente importa para Dugin, seriam os processos civilizacionais (talvez aí resida um certo ponto de argumentação para as recentes invasões russas em território alheio, sob pretexto de proteção dos cidadãos russos).
Sobre este aspecto, historicamente a Rússia emprega este apelo aos processos civilizacionais…a própria entrada na 1 GM se deveu, em parte, a sua auto determinação de protetora dos povos eslavos, neste caso, para proteger a Sérvia.
O fato é que não há mocinhos nesta guerra atual. A Rússia, que sempre teve a Ucrânia sob sua esfera de influência/dominância, vê como gota d'água a aproximação com o Ocidente e, aproveitando a deixa, almejam um retorno da Mãe Rússia num sonho soviético. Do outro lado, os Globalistas Ocidentais, utilizam-se da figura opaca de Zelensky em uma guerra de procuração, procurando – como sempre o fizeram – obter lucros e poder com o caos que eles mesmos geram. No final das contas, quem realmente sofre – como sempre – é o povo ucraniano.
Ah se fosse só o Putin que pensasse assim, rsrs, eu digo com toda a certeza, que um russo médio enxerga a Ucrânia e seu povo, da mesma forma que um alemão ainda enxerga a Polônia, um sérvio enxerga o Kosovo e um chinês enxerga Taiwan: Como um povo só, uma propriedade que lhe foi “espoliada” de seu território.
O pessoal lá está é cagando se é a Belarus ou a região da Transnístria que desejam se unificar a “Mãe Rússia”, a tara deles é exclusivamente pela Ucrânia, simplesmente porque não os enxergam como “um outro país”, mas sim uma província russa que se recusa a ficar na grande nação eslava. Da mesma forma que um dos complicadores que motivaram a Segunda Guerra, foi o fato de a Alemanha não aceitar de forma alguma uma Polônia independente.
Há países vizinhos que tem bases da Otan, ele reclamou obviamente em outras oportunidades, mas no caso da Ucrânia, ele apenas usou isso de subterfúgio, porque o que ele realmente quer lá é algo bem mais complexo, uma anexação completa. Ele não quis invadir Polônia, Finlândia, países bálticos e tantos outros que teriam bem mais condições econômicas de portar essas armas da OTAN e os quais possuem bases tem um certo tempo, logo, tirem suas conclusões.
Além do mais, sobre esse arranjo neocon defendido por Putin, Orbán, Salvini, o falecido Enéas e os Bush’s (Pai e filho), dá pra considerar como uma espécie de “Terceira via enrustida” sim e é algo que está em pleno vapor no Brasil também.
Nenhum deles morre de amores por comunistas, isso é notório, porém, nunca foram lá muito chegados em livre mercado, redução de estado e liberalismo não. Querem um exemplo? Tentem falar sobre privatizações com um “conservador BR” e sobre estender o porte de armas para o pessoal das minorias, além dos grupos sociais que estes defendem que se tenham armas. Aliás, não preciso nem dizer qual foi o grupo que criou a patética frase “Por trás de um liberal, há a piroca de um comunista o comendo” não é?
A figura do conservador clássico, em especial, Ronald Reagan e em menor escala a Thatcher (velha aborteira e promíscua, a mãe de toda feminazi de direita como a Campagnolo e a Carla Zambelli, rsrs) sempre foram amigáveis a nós liberais/libertários, já o neocon, esse se pudesse, se juntaria com os sociais-democratas e os comunistas pra nos vir dizer umas “Gentilezas” e pedir mais estado para evitar “divulgação de ideais promíscuos”, rsrs.
Pois é, amigos!
Se há uma notícia que pode melhorar meu humor é saber que a Finlândia ingressou formalmente à OTAN e a Rússia, é claro, está “full-pistola” com isso! Espero eu, que a Feminazistalândia (conhecida mundialmente como Suécia) também adira e assim teremos o aumento de tensões. Minha sincera torcida é que seja igual o filme O Dia Seguinte, com uma guerra nuclear bem pesada e que envolva o Brasil, inclusive. O Ocidente precisa de um choque assim. Será lindo ver pessoas como meu supervisor e meus parentes com mentalidade de Leblon da Novela das 8 vivenciando dramas e problemas reais, com a bolha deles totalmente arruinada. Vão me desculpar, mas torço pela Terceira Guerra Mundial, de preferência bem avassaladora, envolvendo o planeta inteiro! E tenho dito!
A Finlândia hoje concluiu seu processo de entrar para a OTAN e adivinha? Como eu já dizia lá atrás, nada do Tio Vlatko fazer uma queixa contundente ou ameaçar jogar bombas lá, que coisa não? rsrsrs.
Só não enxerga quem não quer, ele queria mesmo era um pretexto para “Anchslussar” exclusivamente a Ucrânia, assim como o Yeltsin já queria fazer na década de 1990. A Transnístria (região da Moldávia) se ofereceu para integrar a Federação Russa e ele não quis, Ossétia do Sul também tentou se reunificar e adivinha? Mandou um “você não é a Ucrânia bem grande pra eles”, a Geórgia inteira entre 2008/2009 poderia ter sido anexada sem grandes problemas após os conflitos dos Ossetas e ele praticamente nem tentou, até Belarus que volta e meia tenta propor que a Rússia absorva o país de bom grado, ele não demonstra o mínimo interesse, enfim, por mais que o pessoal da Ucrânia não seja lá muito correto (Zelensky e seus Bidêcaps), a única forma do Putin e o seu projeto de Goebbels da deep web (Dugin) deixarem os pobres ucranianos em paz, é continuar lutando para expulsar esses invasores, caso contrário, eles podem até devolver as armas para os Estados Unidos, não entrar mais em aliança ocidental nenhuma que ainda sim isso não o convencerá a abandonar o país vizinho, aliás, que país vizinho? Seja pra Putin, oligarcas ou o próprio populacho russo mesmo, a Ucrânia nada mais é que um “território russo que foi usurpado indevidamente” lá atrás.