Voltar

As sanções à Rússia deixam o padrão-dólar sob pressão – e podem beneficiar a China

As sanções contra a Rússia, em especial o confisco das reservas internacionais de seu Banco Central e o banimento de seus bancos do sistema financeiro internacional, devem gerar uma “desdolarização” gradual do sistema financeiro internacional e o declínio do padrão-dólar.

Como detalhado no último artigo, as gigantescas reservas internacionais (US$ 630 bilhões) do Banco Central da Rússia foram congeladas pelos países do G7. Da noite para o dia, a instituição não só perdeu o acesso às suas reservas (de US$ 630 bilhões), como também perdeu totalmente sua capacidade de vender dólares e euros para estabilizar o rublo.

Esta violação da imunidade soberana das reservas internacionais pelos países do G7 é uma sanção atômica, sem precedentes contra países com economias significativas.

As reservas internacionais são detidas pelos bancos centrais e constituem o “dinheiro externo” que avaliza e garante o “dinheiro interno” do país — os rublos, no caso da Rússia. 

Por isso, a doutrina tradicional dos banqueiros centrais desde o século XVII é que as reservas devem ser constituídas pelos ativos mais seguros e líquidos possíveis. Sem o aval das reservas, a moeda nacional despenca contra moedas fortes.

Cortando o acesso ao dólar

O balanço de um Banco Central é composto por ativos e passivos. Os ativos são, grosso modo, representados pelo títulos públicos do governo em posse do Banco Central e pelas reservas internacionais. Os passivos são majoritariamente os rublos emitidos, as reservas bancárias (em rublos) que os bancos russos mantêm depositadas no Banco Central, os depósitos compulsórios, os depósitos do Tesouro russo e algumas operações compromissadas. 

Em condições normais, o Banco Central pode vender parte de suas reservas internacionais para obter dólares (ou euros, ou libras, ou francos suíços etc.) e então utilizar esses dólares para estabilizar o câmbio em momentos de estresse. No momento, porém, o Banco Central da Rússia não pode vender estes ativos, de modo, que na prática, eles não existem. 

Como resultado, o valor do passivo do Banco Central russo se tornou muito maior do que o valor de seus ativos.

A atual e acentuada desvalorização do rublo russo advém, em parte, da expectativa de que o acesso de seu Banco Central a dólares está restringido pelas sanções financeiras.

Tais restrições, além de retiraram totalmente do BC russo sua capacidade de vender dólares e euros para estabilizar o rublo, também praticamente impossibilitam que os credores estrangeiros do país recebem dólares no vencimento dos empréstimos que concederam ao governo e às empresas do país. 

Estes contratos firmados em dólares poderão ser caloteados ou re-denominados em rublos a uma taxa de câmbio totalmente desfavorável para os credores. 

Tudo isso aumenta o risco de se emprestar para o país e reduz ainda mais a demanda pelo rublo e por títulos russos.

O gráfico baixo mostra a evolução da taxa de câmbio rublo/dólar.

rublo.png

Gráfico 1: evolução da taxa de câmbio rublo/dólar

Ao fim do ano passado, eram necessários 70 rublos para se comprar um dólar. Agora são necessários 136 rublos, um encarecimento de quase 95%.

Já o gráfico abaixo mostra a evolução do risco-país da Rússia:

cds.png

Gráfico 2: evolução do risco-país

O CDS — credit default swap — é um contrato negociado entre investidores internacionais com o objetivo de se protegerem contra o risco de calote do país. Na prática, trata-se de um seguro contra a inadimplência de pagamento de títulos públicos e privados. Quanto maior o valor, maiores as chances de calote.

O CDS russo era de 84 ao fim de 2021 e agora está em 2.082. No momento, estima-se em 80% uma chance de calote.

O dólar como arma

Desde 1944, o sistema financeiro internacional é baseado no dólar, presente em cerca de 90% das transações de câmbio no mundo e em 60% das reservas internacionais. As reservas internacionais dos Bancos Centrais são usualmente compostas por títulos do Tesouro americano, considerados tão bons quanto dinheiro vivo — ou assim se acreditava.

Além disso, o sistema financeiro baseado em Nova York intermedeia a maior parte do comércio internacional e transações financeiras do mundo, mesmo entre terceiros países. Os dólares eletrônicos utilizados em todo o comércio internacional nunca saem dos EUA e nunca entram em nenhum país. Eles estão o tempo todo em território americano.

Sendo assim, em tese, o governo americano tem acesso imediato a eles.

Ao bloquear o acesso das instituições de um determinado país ao sistema financeiro, o governo americano virtualmente cessa o comércio internacional deste país sancionado.

E foi assim que, de uma só tacada, o G7 bloqueou as reservas em euros, dólares, francos suíços, libras etc. do pária mundial, a Rússia. 

Em termos de estratégia de guerra, pode ser uma medida efetiva. Mas os efeitos colaterais de longo prazo podem ser graves.

Bens que se julgavam seguros evaporaram. O mundo descobriu que o sistema financeiro internacional não é neutro, e nem respeitador de imunidade soberana, e nem da propriedade. É, isto sim, sujeito a considerações geopolíticas. 

Ocorreu uma ruptura entre a titularidade da propriedade, de um lado, e de sua custódia, do outro. Quem controla a custódia e os meios financeiros é o verdadeiro dono em última instância. A geopolítica americana, por meio do seu controle do sistema financeiro, pode determinar a cada instante quem merece continuar a deter o título de proprietário. 

É uma descoberta com consequências dramáticas.

Alguns podem pensar que apenas párias mundiais devem temer confiscos. Não é bem assim. Desde o 11 de setembro, os EUA têm transformado seu “exorbitante privilégio” — como Giscard D’Estaing denominava o padrão-dólar— em uma arma de braços longos que estende sua lei e vontade política contra inúmeros países, à revelia do direito internacional.

No mês passado, o presidente americano Joe Biden assinou um decreto presidencial confirmando o confisco das reservas internacionais do Afeganistão, que serão usadas para compensar vítimas do 11/9 e para ajuda humanitária, a critério do governo americano.

Em 2018, governos europeus reagiram com horror quando os EUA saíram unilateralmente do acordo nuclear multinacional com o Irã e ameaçaram banir do sistema financeiro empresas de países europeus que fizessem negócios com o Irã, mesmo cumprindo o acordo.

Consequências

É, portanto, racional que o banco central da China, que detém quase US$ 2 trilhões em títulos do Tesouro americano, venda parte dos títulos em troca de ativos que não sejam passivo de terceiros. 

Ouro e commodities podem ser beneficiados. 

Outra possível consequência destas sanções à Rússia pode ser a de empurrar o país para mais próximo da China, que tem desenvolvido um sistema próprio e semelhante ao SWIFT (do qual a Rússia foi desconectada). Este sistema existe desde outubro de 2015 e transaciona na moeda chinesa. Chama-se CIPS (Cross-Border Interbank Payment System, também conhecido como China Interbank Payments System). Obviamente, ainda é pequeno comparado ao Swift, mas vem crescendo, impulsionado pela Rota da Seda. Se a Rússia for empurrada para ele, outros países poderão seguir. E isso tende a abalar a a supremacia do dólar (que é a moeda corrente do SWIFT).

Wall Street já fala abertamente sobre este risco.

O próprio Banco Central do Brasil deveria refletir se faz sentido manter as reservas de US$ 360 bilhões estacionadas em dólar ou euro, uma vez que podem ser “ponto de pressão” por interesses geopolíticos ou comerciais pelos Estados Unidos.

No fim, a China e o yuan tendem a se beneficiar desta possível “desdolarização” decorrente do uso de armas financeiras nucleares. Resta saber se isso é bom.

Últimos Artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

125 comentários em “As sanções à Rússia deixam o padrão-dólar sob pressão – e podem beneficiar a China”

  1. Didi, Dedé, Mussum e Zacarias

    Eu planejava adquirir ouro quando a taxa de juros dos Estados Unidos subisse. Acreditava que os detentores do metal o trocariam por dólares para auferirem uma receita financeira do Tesouro americano. Caso a moeda americana deixe de ser demandada internacionalmente para o comércio mundial, meu plano fracassará. De fato, os proprietários de ouro ficarão avessos ao risco. Por outro lado, alguém sabe se a China adotará o padrão-ouro?

  2. A China na verdade tá é torcendo pra Rússia se estrepar, pra ela botar os tentáculos com tudo e subjugá-los, exatamente como os Estados Unidos deixaram a Europa de joelhos no fim da segunda guerra e fizeram com que países como o Reino Unido e a França se superarem na vassalagem.

  3. A China é um grande importador de petróleo e alto demandante de energia, como mostram os enormes oleodutos e gasodutos Rússia-China. Em matéria de tecnologia, a China consegue suprir as necessidades da Rússia e, pra finalizar, os dois países estão empenhados em acabar com a hegemonia do dólar.

  4. A tendência é que haja uma maior demanda ou por criptomoedas ou por ouro. O problema do ouro é que é difícil transacioná-lo internacionalmente, ao passo que com criptos é instantaneamente.

  5. É por isso que sanções não funcionam no longo prazo. Não contra aquele governo. O país sancionado recorre a outro país aliado e o utiliza como intermediário para comercializar.

    A Rússia irá vender e comprar produtos via China. Vai vender para a China em troca de yuans, e a China vai revender para o resto do mundo em troca de dólares. Para comprar será a mesma coisa, só que fazendo o inverso. A China compra produtos do resto do mundo com dólares, e então revende estes produtos para Rússia, em troca de yuans.

    A China será a fonte de capital estrangeiro para a Rússia, e também a janela para os mercados financeiros, para importações essenciais e para todas as exportações.

    E o detalhe é que a Índia também pode entrar no jogo, pois o país não é tão anti-Rússia quanto a OTAN.

    E os EUA não poderão simplesmente impor as mesmas sanções à China e à Índia por estarem negociando com a Rússia.

    Uma aliança Rússia-China-Índia-Irã-Coréia do Norte pode estar se formando.

  6. Eis que a regulação do bitcoin faz bem ao próprio bitcoin.

    Cabeça dos liberalizares entrando em parafuso em 3,2,1….

    Saiu agora:

    Bitcoin dispara acima de US$ 42 mil com anúncio de estudo de “dólar digital”por Biden

  7. Embora em algum momento o dólar vá perder essa relevância, tenho minhas dúvidas sobre como seria isso. Não há ainda um substituto. As economias europeias, em grande parte, são amarradas. O renminbi chinês é uma moeda com baixa conversibilidade e a economia do país, além de amarrada, ainda lida com um cenário político e institucional extremamente obscuro.

    Fernando Ulrich disse que um possível substituto do dólar como moeda internacional de troca (e de reserva) seriam os chamados Special Drawing Rights, uma geringonça do FMI.

    E outra coisa: quando o dólar perder essa hegemonia, isso não necessariamente irá implicar em sua extinção ou sumiço completo. A libra esterlina, seu antecessor, está aí.

    Esse é o histórico de moedas internacionais de reserva:

    – Real português (1450-1530);

    – Real espanhol (1530-1640);

    – Florim neerlandês (1640-1720);

    – Franco francês (1720-1815);

    – Libra esterlina (1815-1920);

    – Dólar americano (1920-);

    Para o renminbi ter esse poderio, a China ou teria que ser a China do século XIV (que era o país mais avançado do mundo à época, com plena liberdade econômica) ou os concorrentes teriam de estar em uma situação catastrófica.

    É difícil pensar em um sucessor para o dólar como hegemônico. Há quem diga que será o BTC. Se chegarmos nesse ponto, é porque os governos realmente colapsaram, sem poder manter as suas estruturas gigantescas. Ou estariam em um nível bem menor. Governo e Bitcoin não se misturam, são coisas totalmente opostas. Se for ouro, logo os governos abandonam e voltam com a porcaria do papel flutuante.

    Curioso é que o governo russo não considerou o Brasil na lista entre os países hostis. Não sei se isso faria diferença, mas de qualquer forma a diplomacia do governo brasileiro sempre se destacou pela neutralidade. Nas duas Grandes Guerras, o governo foi entrar só depois no conflito, e de maneira discreta (ainda que na Segunda Guerra Mundial tenha havido uma grande ajuda brasileira na Campanha da Itália).

    A economia russa, de qualquer forma, está em colapso. Já está mais fechada que a Coreia do Norte e Cuba.

  8. Considerando o estadistão atual em que vivemos, quais seriam as opções do Putin de 2014 para cá ?

    Sabemos que os EUA e Otan praticam guerra híbrida com a Rússia, depuseram o presidente da Ucrânia e colocaram lá uma marionete globalista pró ocidente. (O instituto Rothbard tem vários artigos sobre essa crise Rússia – EUA – Otan)

    Como eu disse, considerando a situação atual do mundo, nós não vivemos no Ancapistão e sim no Estadistão.

    (No Ancapistão tal incidente jamais teria ocorrido, independente de quem esteja certo ou errado, ou todos errados; a culpa disso tudo é do Estadistão, seja de uma forma ou de outra.)

    E então, quais seriam as opções do Putin a partir de 2014 ?.

  9. Como já dizia ícaro de Carvalho, o Padrão-Dólar só tem um lastro: Seus porta aviões e poderio militar. Não consigo ver ameaça nenhuma ao dólar como já postaram em outro post aqui.

    Se vocês olharem bem, não há um substituto para os EUA como “pai do mundo” é lá que está as melhores mentes, as melhores universidades, as melhores empresas. Tudo de bom que esse tem mundo tem, está lá.

    Quem irá para a China? Rússia? Libra esterlina? A inglaterra ficou muito para trás dos EUA.

    A verdade é que o poder de produtividade e o exército dos americanos é oque segura eles como nosso cafetão. Não tem oque fazer.

  10. Tá de brincadeira que a Escola Austríaca postou esse artigo! Já conversei com leitores dos artigos aqui sobre o dólar e a conclusão a que chegamos é que, se o dólar ir pro saco, TODAS as outras moedas estatais fiduciárias irão junto, até a porcaria do renminbi chinês e, francamente, você, caro leitor, iria querer se desfazer de dólares para se arriscar com dinheiro impresso por uma ditadura de partido único? Eu não faço isso de jeito nenhum! E a China está com problemas internos graves em sua economia, a bolha gigantesca do mercado imobiliário é só um entre as centenas de problemas que eles estão passando.

    E o governo chinês é totalitário e desonesto, se não fosse assim os investidores estrangeiros que despejaram muitos dólares em títulos das Evergrande não teriam levado calote, sendo que os únicos investidores que receberam pagamento foram investidores locais, ou seja, CHINESES!

    Outro mau exemplo do totalitarismo chinês: o banimento total do sistema educacional privado do país! Hoje só pode existir sistema público de educação na China e fica uma pergunta: pra onde foi todo o dinheiro que estava girando no sistema educacional privado? O PCCh CONFISCOU!

    E o autor do artigo ainda fala dos Estados Unidos! Meu Deus, sei que a Escola Austríaca é a mais certa que existe para doutrinar uma economia mas dessa vez vocês pisaram na bola.

    Se você não quer dólares, compre metais preciosos e/ou Bitcoin mas FUJA DO RENMIMBI!

  11. Jairdeladomelhor q ir p/tras

    Pessoal,

    Putin, com certeza, não viverá muito tempo e tudo mudará.

    Nem Biden nem seu partido se perpetuarão no poder.

    Dois ditadores (Putin e Xi) que querem ser hegemônicos não combinam. Não acredito que funcione uma aliança entre eles. Lembra muito a aliança Hitler/Stalin. É amizade de jacu com cano de espingarda.

    Abraços

  12. oglobo.globo.com/economia/negocios/com-alta-do-petroleo-ipiranga-ja-controla-venda-de-diesel-na-bahia-combustivel-vendido-35-mais-caro-25426576?utm_source=globo.com&utm_medium=oglobo

    A ekipecoconica do nosso M I N T O não é mesmo sensacional?

    Trocaram um monopólio público por um privado!!!!

    A diferença é que os dividendos antes ficavam conosco. Agora, ficam com os acionistas.

    Bom pros acionistas, ruim pro povo! Essa é a filosofia dos nossos especialistas

  13. Brasil acima de tudo!

    Aumento de 18,7% na gasolina e de 25% no diesel!

    Reeleição de Bolsonaro fica ameaçada. Intervenção na Petrobras será inevitável. Ou intervém agora, ou deixa o Lula intervir ano que vem.

    Idiotice o atual governo ficar preservando uma imagem para o mercado enquanto se ferra eleitoralmente pra dar espaço pra coisa que o lado ruim vai muito além de intervir numa estatal. Coisa bem burra mesmo. E isso faz tempo.

    Aí nessa situação ainda vem notícia de lucro recorde e o povo olha pro lado e não vê nada, só reajuste. É um show de horrores eleitoral que o governo deixou correr porque alguém lá acha que o povo entende ouse importa com os porquês dos 799 reajustes e da não-intervenção.

    O governo vai acabar perdendo uma eleição que vinha se encaminhando bem nas últimas semanas, tudo por cagaço de mexer nessa política insana de preços da Petrobras.

    A única vantagem de ter uma empresa estatal ou semi-estatal é justamente poder utilizar dela pra fazer política econômica anticíclica. Se a Petrobras dá 200 bi de lucro mas aumenta 80% o preço da gasolina em 18 meses, então não vale nada ter essa empresa como estatal.

    Que o governo segurasse esse aumento de 20% pelo menos enquanto temos uma GUERRA acontecendo, pra saber para onde vai o petróleo. Não iria matar a empresa. Talvez ela deixasse de lucrar 100 bi e lucrasse 50 bi, mas não iria gerar esse efeito cascata horroroso na economia. Já tem analista prevendo IPCA a 8% esse ano, depois dos 10% de 2021.

    Obrigado Petrobras e governozinho “liberau” que acabou de jogar a eleição no colo do Lula, com gasolina podendo chegar a 10 reais… “pulitica de paridade”, “vamus manter os pressos”, “temos que pagar 100 bi de dividendus prus assionistas…”

    Quero ver a cara dos acionistas o ano que vem com o Zé Dirceu e o Lula mandando e desmandando na Petrobras…

    Boa sorte pra esse país. O “Pai dos Pobres” está voltando no primeiro turno. E logo agora que o Bolsonaro estava começando a colar no Lula nas pesquisas… Ridículo.

    Em tempos de pandemia, guerra, bandeira preta na energia, alimentos básicos nas alturas, frango a 20 reais, etc, o governo não tem que ficar achando que somos a Suíça pra ficar adotando politicazinha econômica da Faria Lima, ainda mais quando o efeito dessa política será colocar no poder no primeiro turno um grupo ideológico que é totalmente contra essa política econômica e que vai fazer bem pior mesmo em tempos de calmaria, onde seria aplicável uma agenda mais liberal.

    Tem coisa que não tem o que pensar, muito pior que qualquer efeito nefasto de intervir pra segurar o preço numa situação dessas (longe de típica) é facilitar o trabalho do Lula. Faz o que tiver que fazer, mas faz! O governo tá paralisado vendo essa situação corroer sua popularidade faz tempo, e nada faz!

  14. Afinal, um aumento do diesel e da gasolina provoca um aumento generalizado de preços? Preços do frete ao subir aumenta TODOS os preços da economia gerando inflação? Mas se a base monetária esta preservada e os juros no lugar, como pode haver aumento de preços?

  15. Leandro, como você resolve o problema dos caminhoneiros? Digo sobre reajuste diario que afeta o calculo economico deles. O Guedes disse pra atrelar ao frete, como nos EUA. Enfim, o que da pra ser feito na realidade?

  16. IDÉIAS QUE NÃO QUEREM SE AQUIETAR

    ===============================

    BIDEN e seu STAFF logo no inicio do seu BANZÉ governamental atacaram o Brasil ,mostraram as unhas, e do que desejam e do que querem e pela ressonancia de seus objetivos junto com Alemanha,França/macron.Boris, voltarão a atacar se não for pelo fogo INVENTADO será com a OTAN inventando alguma encrenca e se não houver nenhuma encrenca inventarão uma.

    CLARO ESTÁ,ASSIM QUE O ASSUNTO RUSSIA /UCRANIA estver resolvido VOLTARÃO A QUERER A AMAZONIA,INSTALAR FORÇAS INTERNACIONAIS PARA CONSERVAR, E OU QUALQUER COISA QUE INVENTAREM PARA ROUBAR O QUE NOS PERTENCE.

    A FRANÇA É O MAIOR EXEMPLO DE SAQUES E ROUBOS DE UM PAIS A OUTROS, SEUS MUSEUS SÃO EXIBIDOS AO MUNDO COMO PROVA DA BANDIDAGEM E ROUBO E SAQUES .EXIBEM SEUS ROUBOS E SAQUES COMO “CONQUISTA”.

    LEMBREM=SE,VIRÃO “CONQUISTAR” A AMAZÔNIA SE NÃO TIVERMOS A BOMBA, COMO FALAVA ENEAS CARNEIRO.

    É HORA DE SE PENSAR EM DEFENDER O QUE TEMOS OU FARÃO CONOSCO O QUE FAZEM COM OS FRACOS, INSTALARÃO “FORÇAS DE PROTEÇÃO” AO TESOURO QUE NOS PERTENCE.ATÉ SE INSTALAREM, E DAI CADA VEZ MENOS SERÁ NOSSO.

    O caso Ucrania é pertinente,Ucrania entregou suas armas nucleares e dai teve que arriar as calcinhas.

    Passado algum tempo, fica claro as perdas causadas pelas sanções contra a Russia, como se viu e se percebe:

    – Já havia combinação da Russia com a China,(SÓ OS AMERICANOS NÃO SABIAM) que quer a hegemonia de sua moeda;BIDEN só deu o empurrão que faltava, e Russia,periféricos se atiraram no colo da China aumentando sua influencia,e diminuindo a influencia do dólar, que ninguem sabe nem imagina como reverter,anda lomba abaixo.Conversão dos cartões de credito e pagamento chineses já funcionam na Russia,COMO SE NOTICIA, muito bem obrigado com vantagens.

    -Sanções a Russia criadas no afogadilho,”em cima da perna” traz PREJUIZOS ENORMES AOS ALIADOS EUROPEUS, talvez tanto quanto a Russia, num momento em que todos compram e vendem,negociam, uma dinâmica economica natural,harmônica, natural e espontanea de mercado,e de repente uma intervenção que congela tudo, quem vendeu não sabe se entrega,se recebe, quem comprou não sabe se recebe,nem como paga, um descalabro, transformando num FRANKENSTEIN ,as economias vinculadas ao caso RUSSIA/UCRANIA.

    -O dólar, como se desconfiava, NÃO É MAIS VIRGEM, agora com certeza, a mascara caindo, era como um cheque sem fundo e ninguem desconfiava,o mundo comprava e guardava em gavetas e colchões e cuecas,agora começam a “descontar”,os que tem poucos dolares ligeiro e os que tem muito devagar nem tão ligeiro que pareça fuga,para não assustar ninguem e criar um “efeito manada”.

    NUNCA TÃO POUCOS ENTERRARAM O DÓLAR COMO OS DEMOCRATAS EM TÃO POUCO TEMPO.

    -MADE IN CHINA , substiu ihoje o que antes se lia MADE IN USA,MADE IN JAPAN,MADE IN ENGLAND,MADE IN GERMAN, e se observa o dólar perder espaço perto da moeda chinesa, por decisão e BURRICE dos atuais gestores da ainda maior potencia do planeta, POR ENQUANTO.

    O BRASIL É HOJE COMO UMA RAINHA USANDO UM COLAR DE PÉROLA,ANÉIS DE DIAMANTE, PULSEIRAS DE OURO, SUBINDO NAQUELA FAVELA QUE O STF PROIBE A ENTRADA DA POLICIA, PRONTA PARA SER ROUBADA E PRESA POR BARROSO,MORAES OU QUALQUER OUTRO MELIANTE

  17. O The Wall Street Journal está anunciando que a Arábia Saudita está considerando aceitar yuans em vez de dólares ao vender petróleo para a China.

  18. China’s currency, the renminbi, has remained stable during the war in Ukraine. Some economists predict the currency could become a haven asset, shielded from the geopolitical turbulence that has roiled markets worldwide

  19. O que explica a recente valorização do rublo russo, além da baixa nos juros longos do país, mesmo nessa baderna atual? Sanções aliviadas?

  20. Esse é o histórico de altas fortes no dólar (índice DXY):

    – 1979 a 1985: índice foi a 160 pontos em fevereiro de 1985. Ronald Reagan, Donald Regan e Paul Volcker defendiam um dólar forte, o trio da moeda forte (como não inventaram um termo assim? Que tal “strong dollar trinity”?). Donald era mais discreto e dizia que não era um problema a valorização da moeda (e que na verdade era um voto de confiança aos EUA).

    – 1996 a janeiro de 2002: índice foi a 120,49 pontos em janeiro de 2002. Houve os atentados em 11/09/2001. Agora, não sei como isso iria interferir na taxa cambial. Minha dedução: isso criou aversão a risco e aversão a risco faz a procura pelo dólar aumentar. Deve ter também alguma relação com o corralito.

    – 2014 a fim de 2016: índice chegou perto de 100 pontos. Jacob Lew e alguns membros do Fed ajudaram no gogó com suas falas sobre dólar forte, além do fato de que a economia americana estava já com sinais de robustez, com o Fed começando a aumentar os juros no fim de 2015. Em 2014 acabaria o afrouxamento quantitativo e as sanções contra a economia russa fizeram explodir a procura pelo dólar americano.

    – abril de 2018 até o momento: aumentos de juros do Fed, robustez na economia americana e o pânico do coronavírus. Moedas como o iene japonês estão sofrendo porque o BoJ não indica nenhum sinal falconista, bem diferente do comitê dentro do Fed.

    Dá para fazermos também um histórico sobre as altas fortes no real brasileiro:

    – julho/1994 a janeiro/1999: o real brasileiro “raiz”, com a essência de ser uma moeda forte e estável.

    – janeiro/2003 – janeiro/2011: é fato que a saída de Afonso Beviláqua em 2007 afetou a força do real, mas o Henrique Meirelles conseguiu manter alguma estabilidade na moeda. Foi esperto em não ter entrado no governo Dilma, pois isso poderia ter arruinado a sua carreira. Crescimento econômico (ainda que parte desse crescimento tenha se mostrado artificial), commodities caras e juros reais atrativos e entre os maiores do mundo.

    – janeiro/2016 – março/2018: equipe econômica confiável no governo Temer (não era a melhor, mas todo mundo sabia que eles eram bons), além de algumas boas reformas aprovadas, como a trabalhista e a lei do teto de gastos. A oferta monetária cresceu lentamente e, mesmo assim, com taxas de crescimento decrescentes. Juros reais em alta, mesmo com os juros nominais em queda.

  21. Por que a alta nos preços das commodities (em dólar americano) tende a valorizar as moedas de economias mais baseadas nesses produtos? No Brasil estamos vivenciando o mesmo esse fenômeno com os juros reais positivos, como ocorreu em 2003-2011. Até o sol peruano está se dando bem com a alta nos preços do cobre, ao passo que o peso colombiano teve uma fortíssima valorização nesse ano. O que exatamente acontece com essas moedas?

    Claro, não apenas isso influencia na valorização da moeda, mas outros fatores. Por exemplo, de 2016 a 02 – 03/2018 o real se valorizou, mesmo com as commodities em baixa.

  22. “Russia has defaulted on its foreign debt, says S&P”

    Caso a Rússia der essa moratória, a gente deve esperar um disparo na taxa cambial no país e nos juros longos? Curiosamente, os juros longos do país já voltaram a ficar menores do que no Brasil. O dólar está sendo negociado por volta de 80 rublos russos.

    De novidade, o banco central russo tirou alguns controles de capitais e reduziu a taxa básica de juros para 17 %.

Rolar para cima