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Lula, Bolsonaro, Ciro, Dilma e a Petrobras – e uma efetiva solução para os combustíveis (atualizado)

Somente no ano de 2021, a gasolina e o diesel subiram mais de 50% em reais. Em 2022, o preço segue em forte ascensão.

Em dólares, o barril do petróleo, que já vinha subindo acentuadamente desde novembro de 2020, perdeu completamente o freio após a invasão da Rússia à Ucrânia

Após ter subido 70%, em dólares, em 2021, o Brent já subiu, em dólares, mais de 40% agora em 2022.

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Gráfico 1: evolução do preço, em dólares, do barril do tipo Brent

É inevitável, portanto, que o preço de todos os derivados de petróleo encareça. Não há mágica.

Mas a turma das soluções mágicas, que nunca tira férias, já elencou os culpados e quer controle de preços. Como de costume por aqui, a prescrição predileta para resolver problemas sociais é uma marreta na mão de um burocrata.

O tabelamento é um zumbi: esporte nacional nos anos 1980, acreditava-se morto desde meados dos anos 1990, mas segue vivo nos corações… e comendo o cérebro de muitos. Não deixa de ser uma coincidência cômica que a palavra “zombie” tenha entrado na língua inglesa no famoso livro de Robert Southey, History of Brazil (História do Brasil).

Recentemente, o eterno presidenciável Ciro Gomes propôs, em seu Twitter, que a Petrobras deva cobrar apenas o custo de produção dos combustíveis adicionado de um lucro razoável — a seu critério, claro (a “tabela Ciro”). 

Já a Frente Única dos Petroleiros joga a culpa dos aumentos na gestão bolsonarista da Petrobras. E o presidente do Congresso diz que a Petrobras é “insensível.

Para completar, surge Luiz Inácio Lula da Silva dizendo que a Petrobras não tem de se preocupar em ter lucro, deixando claro que irá adotar preços arbitrários caso vire presidente.

As críticas, como se vê, estão concentradas na política da Petrobras de acompanhar os preços internacionais, seguindo aproximadamente o princípio do PPI, preço de paridade de importação

A realidade

Ao contrário do que muitos podem imaginar, a triste realidade é que a Petrobras não é autossuficiente. Ela precisa importar gasolina e diesel. 

O Brasil produz 2,9 milhões de barris de petróleo por dia. Isso, com efeito, seria mais que o suficiente para o consumo de derivados no país. No entanto, extrair petróleo é uma coisa; refiná-lo e transformá-lo em gasolina e diesel é outra muito diferente. 

Para virar gasolina e diesel, o petróleo precisa passar por uma refinaria. E a capacidade de refino do Brasil é muito menor do que a demanda por diesel e gasolina.

Mas piora. As refinarias da Petrobras em operação no país foram projetadas para trabalhar com óleo leve, fácil de refinar, vindo da Arábia Saudita (que era a nossa fonte quando éramos grandes importadores de petróleo). O petróleo extraído aqui no país é difícil de ser refinado.

Consequentemente, não há magica: é necessário importar diesel e gasolina

E a cotação do diesel e da gasolina é determinada no mercado internacional de commodities. É o mesmo preço, em dólares, para o mundo inteiro. Para conseguir importar, a Petrobras troca reais por dólares, efetua a importação e revende aqui dentro em reais (pois nossa moeda corrente é o real). 

O preço final, portanto, depende do preço da gasolina em dólares e do preço do dólar em real.

Em 2021, como dito, a gasolina e o diesel subiram no mercado internacional mais de 80%, em dólares. E o real se desvalorizou — consequência da nossa expansão monetária e da adoção de juros reais negativos em reposta à Covid-19. 

Em 2022, o real se apreciou substantivamente — graças à correta guinada na política monetária adotada pelo Banco Central —, mas não o suficiente para contrabalançar o aumento, em dólares, de petróleo.

O resultado é a atual dor nas bombas.

Eis a evolução do preço de um litro de gasolina, em reais, no mercado de commodities:

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Gráfico 2: evolução do preço, em reais, de um litro de gasolina no mercado internacional de commodities

Este é o preço que a Petrobras, que não é autossuficiente, paga para importar gasolina. Não tem como escapar disso. O mundo não vai vender gasolina mais barata exclusivamente para o Brasil.

Perceba que o litro de gasolina, no mercado internacional, está custando hoje, dia 11 de março de 2022, R$ 4,38.  

Já a Petrobras está vendendo o litro, em suas refinarias, a R$ 3,86.

Portanto, ao contrário do que alegam, a Petrobras ainda está subsidiando a gasolina. E bastante. A Petrobras está vendendo para as distribuidoras a um preço menor do que ela paga para importar a gasolina.

São fatos, e não torcida.

Ademais, e agora vem o ponto principal, a Petrobras não abastece inteiramente o mercado interno. Importadores privados fazem o serviço. Eles são cruciais para o pleno abastecimento. O fato de haver gasolina e diesel disponíveis em todos os postos do Brasil, independentemente da localização, se deve exatamente ao fato de que há importadores privados de diesel e gasolina, que se arriscam e colocam seu capital em jogo para ajudar a suprir o país.

Sendo assim, se a Petrobras passar a vender gasolina abaixo dos preços de mercado, os importadores privados irão à falência e, consequentemente, faltará gasolina no mercado interno. É realmente simples assim.

O Brasil só será autossuficiente — ou seja, não terá de importar — quando possuir um parque de refino que satisfaça nossa demanda e, ao mesmo tempo, possua instalações modernas o bastante para lidar com qualquer tipo de petróleo.

Para isso, dependemos da iniciativa privada para a construção de novas refinarias (a Petrobrás é dona de 13 das 17 refinarias do Brasil, respondendo por 98% do petróleo refinado, herança de décadas de monopólio legal). E a iniciativa privada só irá entrar neste ramo — que é extremamente custoso e voltado para o longo prazo — se tiver liberdade para definir o preço do diesel e da gasolina que produzirem (como acontece em qualquer atividade econômica). 

Mas se o governo controlar os preços da Petrobras — como querem políticos, sindicatos e até mesmo boa parte da mídia —, quem irá se arriscar a comprar uma refinaria para concorrer com a estatal? 

Quem irá comprar refinarias sabendo que o governo pode, a seu bel-prazer, simplesmente sair praticando controle de preços (reduzir artificialmente os preços cobrados pela Petrobras)? 

Isso inviabilizaria todo o empreendimento privado, trazendo enormes prejuízos e deixando este mercado ainda mais ineficiente.

Portanto, nossa almejada autossuficiência, que depende inteiramente do aumento da nossa capacidade de refino, só será alcançada sob governos que não tentem interferir nos preços dos combustíveis.

Outras consequências do controle de preços

Já vimos este filme. No governo Dilma, a Petrobras foi obrigada a vender para as distribuidoras gasolina e diesel abaixo do preço pelo qual foram importados. A empresa teve de queimar seu patrimônio para manter esta política. Na prática, a empresa pagava para produzir. 

Obviamente, ela só fez isso porque era estatal. Nenhuma empresa normal poderia se dar a este luxo. Como consequência, o preço de suas ações, que havia chegado a R$ 44 em 2008, caiu para R$ 4 ao fim de 2015.

No total, a estatal teve um prejuízo de R$ 180 bilhões. E este prejuízo se deveu exclusivamente ao fato de ter sido obrigada a produzir com preços congelados. Petrolão, Pasadena e outras mutretas não entram na conta. A coisa foi tão escabrosa que até mesmo Lula veio a público reconhecer o erro, algo totalmente atípico.

A correção deste descalabro exigiu preços maiores nas bombas, para refazer o caixa e o patrimônio da estatal. O governo — começando no segundo mandato de Dilma, e continuando sob Temer — teve, por algum tempo, de elevar os preços dos combustíveis para valores maiores que o da paridade internacional, com o próprio presidente da Petrobras vindo a público para afirmar explicitamente que a política tinha o intuito de refazer o caixa da empresa. 

Apenas mais uma consequência não-intencionada do intervencionismo.

Hoje, se a turma do tabelamento ganhar o debate, os problemas serão bem mais graves do que os prejuízos na Petrobras e as consequentes ações judiciais dos acionistas minoritários (o governo possui apenas 37% da companhia). Se os preços forem tabelados abaixo da paridade de importação, uma das duas consequências negativas ocorrerá: 

a) faltará combustível, pois o importador não terá razão para comprar mais caro lá fora e vender mais barato aqui; 

b) o preço ao consumidor irá manter alto, viabilizando a importação, mas a Petrobras ficará no prejuízo. E o consumidor terá benefício nenhum.

Quatro medidas

Assim como na década de 1970, o petróleo tem subido ao redor do mundo por dois motivos: até o fim de 2021, as causas eram as políticas inflacionárias do Fed. Mais dólares na economia, maior o preço em dólar das commodities. Hoje, para intensificar, há a guerra da Rússia contra a Ucrânia, que afetou sobremaneira a oferta de petróleo no mundo.

Revogar a lei de oferta e demanda nunca funcionou. Economia não funciona na base da emotividade ou dos desejos. Preços não reagem às afetações de emoção das redes sociais ou às efusões de indignação de políticos.

No momento, como demonstrado acima, a gasolina segue sendo subsidiada, pois está bem mais barata que o preço que a Petrobras paga para importar a gasolina. Quanto mais subsídio ainda será necessário? 

Políticos que defendem controle de preços têm a obrigação de apresentar qual seria um “valor correto” para os preços, e então explicar por que este valor seria inócuo para a empresa. Mais especificamente, eles têm de explicar como uma empresa (inclusive importadores privados) pode comprar algo que custa R$ 4,38 e revender a menos que R$ 3,86 (valor atual nas refinarias), e ainda assim ficar de boa.

Muito mais eficaz seria adotar estas quatro medidas:

1) A Petrobras adotaria uma regra em que o preço de venda da refinaria para as distribuidoras seria formado pela média móvel dos preços dos contratos de gasolina no mercado internacional. A média móvel seria de 63 dias úteis (um trimestre). O reajuste dos preços seria feito mensalmente.

Em momentos de subida rápida do barril (como o atual), a subida nos preços seria menos intensa. Em momentos de queda do barril, a redução seria menor. No final, como ocorre em toda média móvel, o resultado financeiro seria o mesmo.

Eis como ficaria no gráfico (a linha azul é o preço do litro de gasolina, em reais, no mercado internacional; a linha vermelha é a média móvel de 63 dias úteis):

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Gráfico 3: evolução do preço, em reais, de um litro de gasolina no mercado internacional de commodities (linha azul); média móvel para período um trimestre (linha vermelha)

2) Reduzir o PIS/COFINS, cuja alíquota foi duplicada em julho de 2017, quando o petróleo estava em baixa.

3) Reduzir o ICMS estadual sobre os combustíveis. É um fato matemático que a arrecadação do ICMS aumenta quando o preço da gasolina sobe. Neste sentido, governos estaduais têm também entrar no jogo. Governadores aumentarem a arrecadação — e com isso darem aumentos para o alto escalão do funcionalismo público — simplesmente porque o barril de petróleo subiu é muito mais ultrajante do que a Petrobras revender gasolina a preço de mercado. Governadores têm de começar a dar sua “cota de sacrifício”.

4) Por fim, a ideia de um fundo de estabilização não é ruim, pois ainda mantém os preços livres (que é o ponto crucial). Todo o financiamento viria exclusivamente dos dividendos que a Petrobras paga ao governo. 

A Petrobras e as importadoras privadas seguirim vendendo para as distribuidoras a preços livres (seguindo a metodologia do item 1), e estas receberiam esse dinheiro que o governo ganhou de dividendos para abater uma parte do preço pago.

Longe do ideal, mas, em termos de Brasil é bom. Não há dinheiro de impostos, os preços continuariam livres e o governo estaria devolvendo uma parte do dinheiro que coletou na condição de acionista de empresa.

Para concluir

Desde que trocou o presidente da Petrobras, Bolsonaro não esconde sua vontade de tabelar os preços. “Nós estamos tentando buscar maneiras de mudar a lei, porque não é justo você viver num país que paga tudo em reais, é praticamente autossuficiente em petróleo e tem o preço do seu combustível atrelado ao dólar”, declarou em live recente.

Trata-se de uma “dilmice”, claro — embora não tão grave quanto a de Lula, que, repetindo, disse que a empresa não tem de ter lucro.

No fim, o que todos os políticos querem é fazer demagogia com o sistema de preços, que não tolera desaforos. Reduzir impostos e abrir mão de arrecadação? Isso é intolerável e gera até ameaça de acionamento do STF.

Se eles vencerem esta batalha, então, parodiando aquela senhora, quem ganhar ou quem perder não vai ganhar nem perder. Vai todo mundo perder.

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318 comentários em “Lula, Bolsonaro, Ciro, Dilma e a Petrobras – e uma efetiva solução para os combustíveis (atualizado)”

  1. O povo brasileiro precisa parar de cair em conversas moles de que o petróleo é dele e da casa do caralho. Precisa parar de se iludir com esses discursos nacionalistas de que o estado precisa “cuidar dos setores estratégicos” que orgulhariam Josef Stalin. E precisa parar de achar que uma agência que funciona pior que os Correios como a ANP irá garantir qualidade da mijolina com 27% de lixonol.

  2. Por que ninguém protesta para exigir que o Banco Central entregue moeda forte? Por que ninguém faz um movimento exigindo congelamento da base monetária (este, sim, é um congelamento que funciona!)?

    Por que ninguém sai às ruas exigindo IPCA baixo (o que requer juros reais positivos)?

    E por que ninguém agita para isentar petrolíferas para virem aqui construir refinarias?

    Isso, e apenas isso, já resolveria 100% dos problemas.

    Quero ver qual político vai assumir essa bandeira.

  3. Curiosidade: nos EUA você pode comprar tudo na bomba, gasolina pura, gasolina com até 10% de etanol, E20, E50, E85, etc…

    Confiram:

    sdcorn.s3.amazonaws.com/legacy-content/sdcornblog/uploads/2013/05/photo.jpg

    Tem também postos que vendem “racing fuel” com 100 octanas (sem etanol, com chumbo, apesar de ser baixo teor). E essa idiotice de “aditivada” não existe lá, todas gasolinas mais caras tem performance melhor e não só detergente:

    drivetofive.files.wordpress.com/2014/09/100_octane.jpg

    E muitos donos da carros antigos usam Avgas (100LL), por ser mais parecida com as gasolinas de antigamente, pela fórmula ser fixa e não mudar e por ter maior shelf life.

    Em relação aos EUA, que possuem uma genuína livre concorrência no setor de combustíveis, somos como ym supermercado soviético: aqui temos preços absurdos, de um fornecedor só, com pouca variedade.

  4. Embora não sejam os culpados, vale ressaltar que, assim como os setores de companhias aéreas e bancário, o setor de distribuidoras de petro-derivados tem cada vez ficado mais concentrado em meia dúzia de empresas, redundando em menos rivalidade nos setores. E aí eles repassam instantaneamente 100% dos ajustes da Petrobras.

    E “coincidentemente” esse fenômeno se intensificou com o advento das agências reguladoras, após 2001/2002.

    Faz uns vinte anos existiam, por exemplo, Atlantic, Texaco, Agip, Esso, Forza e ALE. Todas essas distribuidoras foram compradas por outras distribuidoras e mudaram de bandeira.

    Por exemplo, a BR comprou a Agip e a Forza.

    A Texaco foi comprada pela Ultrapar, que controla a Ipiranga.

    A Ultrapar comprou também a ALE.

    E a Esso foi para a Shell.

    No setor bancário e aéreo, várias empresas foram embora ou extintas/incorporadas pelos concorrentes.

    Quando você fecha o mercado via agências reguladoras e praticamente proíbe tanto a concorrência de estrangeiros quanto o surgimento de pequenos concorrentes nacionais, fusões e aquisições se tornam algo extremamente lucrativo. O problema é fazer as vacas entenderem que quem causa isso são justamente as regulações.

    Houvesse livre concorrência no setor de postos, não teria essa moleza de repassarem imediatamente, e integralmente, todos os aumentos da Petrobras.

  5. Ex-microempresario

    Só um detalhe:

    Fala-se por aí que nosso petróleo e ruim e nossas refinarias não conseguem refiná-lo.

    Já foi verdade décadas atrás. Hoje é o contrário.

    As refinarias da Petrobrás foram adaptadas para refinar o petróleo pesado das bacias de Campos e Santos, que estão no final da vida útil.

    O óleo do pré-sal é leve e de ótima qualidade. Seria um desperdício usá-lo aqui, então a Petrobrás exporta esse óleo mais caro e compra óleo pesado mais barato.

    Cotações de hoje:

    Texas WTI : 78,40

    Brent : 80,46

    Lula : 83,20

  6. “Para isso, dependemos da iniciativa privada para a construção de novas refinarias (a Petrobrás é dona de 13 das 17 refinarias do Brasil, respondendo por 98% do petróleo refinado, herança de décadas de monopólio legal).”

    Levando-se em conta que nesses últimos anos a Petrobras vendeu algumas refinarias, a Petrobras é dona de quantas agora? Aquela lei petista que impôs regime de partilhas acabou com a indústria de petróleo daqui.

    Os nossos combustíveis poderiam se comportar como nos EUA: se os preços internacionais caem, aqui caem junto. Para isso, terão de fazer bastante coisa em matéria de desregulação. Por exemplo, a gasolina agora deu uma caída em reais. Se esse setor fosse livre, a gente veria gasolina menos cara. Dessa forma, seria mais ou menos o que acontece (em comportamento de preços) nos hortifrutis.

  7. “Para Mises, a perspectiva

    teleológica contida na ação humana que leva o homem a realizar seus desejos e

    aspirações é racional quando pensada na esfera econômica. Contudo, não entendemos

    como harmonizar o economicismo da Escola Austríaca, representada por Mises e

    Hayek, com o entendimento de que "as massas, as legiões de homens comuns, não

    concebem ideias, sejam elas verdadeiras ou falsas. Apenas escolhem entre as ideologias

    elaboradas pelos líderes intelectuais da humanidade" (MISES, 2010ª, 97).

    Se por um lado, nas relações econômicas, o indivíduo consegue maximizar

    seus ganhos por ser um ator racional, na esfera política esse mesmo indivíduo faria

    escolhas de líderes sem que a mesma faculdade racional consiga discernir ideias falsas

    das verdadeiras. Por meio do mesmo raciocínio dedutivo, acreditamos que, para Mises,

    os indivíduos, apesar de conseguirem usar sua razão na realização de seus desejos

    e aspirações, são inaptos para a vida política, por não fazerem o uso correto de sua

    razão nas escolhas políticas. Na vida política o individualismo metodológico de Mises

    não enxerga indivíduos, mas a massa, a coletividade, entendida como uma legião de

    homens comuns.”Encontrei isso alguém poderia refutar ou contra argumentar?

  8. Excelente artigo. Bem claro e simples. Pelo menos o Bolsonaro reconhece que tabelar/congelar preço não funciona (sempre que fala sobre isso cita a Argentina).

  9. Uma dúvida:

    Os Ciristas argumentam que deve ser alcançada autosuficiencia do Brasil no refino sem depender da iniciativa privada (só com investimentos estatais da Petrobrás). Produção e refino totalmente realizados internamente.

    Para isso, deveríamos ser ingênuos e imaginar que surgiria dinheiro no orçamento para capitalizar a Petrobrás e não haveria corrupção e ineficiência no processo de construção e expansão da capacidade de refino.

    Se esse cenário imaginário de Ciro fosse possível de ser alcançado (extração e refino feitas totalmente pela Petrobrás internamente), os preços dos combustíveis aqui poderiam ser desvinculados da oscilação do dólar e do preço do petróleo no mercado internacional ?

  10. Já que o Brasil precisa importar petróleo refinado (que vai incluir coisas como gasolina), mudaria algo se o Brasil diversificasse e importasse mais do produto de países produtores como Equador, Arábia Saudita e Nigéria? Para quem não sabe, em 2019 mais de 65,8 % do petróleo refinado importado é dos Estados Unidos.

    Curiosamente, na Bolívia, os recursos naturais como o gás natural, ao contrário daqui do Brasil, não são nacionalizados. Aqui no Brasil até o fóssil é da União (houve um recente caso de um fóssil brasileiro que foi contrabandeado para a Alemanha).

  11. Prezados, e com tudo isso, Afonso Pastore, mais um que não sabe nada de moeda como a turma de Chicago ou alguém com a mesma competência de Gustavo Franco por exemplo?

    A turma da USP é ruim como a da UNICAMP?

  12. As refinarias brasileiras estão ultrapassadas, não servem para o petróleo do Pré-Sal. Ao invés de sair vendendo tudo tendo como desculpa a tal “política do desenvestimento”, a estatal, que zerou os prejuízos no seu Caixa graças a PPI, deveria aproveitar parte desses lucros para INVESTIR em novas refinarias capazes de lidar com todo tipo de petróleo, isso tornaria o país autos suficiente no recurso energético e baixaria os preços por não ser mais necessário importar.

    Mas como aqui é a Bananalandia, por que a Petrobras se interessaria em investir se ela pode trabalhar com os mesmos preços que os importadores praticam? Pra quê investir para aumentar a oferta de produtos e reduzir os preços dos produtos ao consumidor se a Petrobras está indo bem, vendendo mesmo assim? Dá pra a falta de interesse da estatal em investir no nosso mercado de mais de 200 milhões de consumidores, ela prefere exportar o óleo do Pré-Sal, se pudesse venderia todas as refinarias para ficar só exportando o óleo e seus derivados. Cadê o interesse no nosso mercado? Na verdade acho que nunca existiu.

  13. Dúvida honesta, li que a petrobras apresentou 60 bi em dividendos. Sendo uma empresa parcialmente endividada e necessitando de investimento pro refino, porque esse valor não foi utilizado para pagamento das dívidas e investimento na companhia? Digo, no caixa de uma empresa normal depois de um período de prejuízo e vc volta a ter lucro vc não sai "gastando" todo ele, mas prioriza o pagamento das dívidas e investimentos que a companhia precisa pra se manter ao menos no médio prazo.

  14. “‘Dólar está lá em cima, não tem problema’, diz Guedes”

    Eis um trecho:

    “O ministro disse, então, que os estrangeiros terão um ‘ganho adicional’ ao investir no Brasil por causa da alta do dólar. ‘Não tem problema. Quem entrar agora tem uma margem adicional de ganho, porque está entrando com o dólar valorizado’, afirmou.”

    Alguém tem que colocar um silenciador nele. Sempre que ele abre a boca para falar de dólar, a moeda afunda.

    Será que ele sabe que esses investidores terão prejuízo quando eles trocarem os reais pelos dólares de novo?

  15. Ciro é tão burro que teria todos os motivos para criticar e apontar o governo como culpado pela alta dos combustíveis.

    O governo atual gerou a desvalorização do real (culpa da política monetária do BC, ausência de reformas, descontrole fiscal, conturbação política gerada muitas vezes desnecessariamente pelo Executivo, que aumenta o risco país).

    Mas ele elegeu o alvo errado e colocou a Petrobrás como culpada pelo problema.

  16. Excelente visão de cenário.

    Como mencionado, a adição do etanol anidro e consequentemente a logística que envolve o processo até a formação do combustível tem forte impacto devido a “obrigação” de adicionar entre 25% (gasolina premium) e 27% (gasolina comum). Uma lei obrigou a tal situação estúpida, quando países mundo a fora realizam a composição em níveis bem mais baixos (7% a 18%).

    1) Revogar e estabelecer um valor a exemplo de 17% não seria uma boa solução, a curto/médio prazo?

    Claro que também teremos que levar em conta que a redução de etanol anidro fará com que os produtores de alcool percam receita, a princípio devido ao corte na composição do combustível – gasolina, empurraria para baixo o valor do alcool que em tese seria bem mais atraente do que a gasolina nos carros flex, dependendo do cenário e a médio prazo contrabalanceando a perda inicial.

    2) A questão da substituição tributária, que visa “antecipar o recolhimento de imposto e reduzir a sonegação” pois é mais prático fazer o recolhimento em três ou cinco distribuidoras do que em 2000 ou 4200 postos em cada estado, e que gera posteriormente o tabelamento de preços “indireto” pelos governadores através da ideia do preço de pauta final. Creio que a substituição tributária tenha seus benefícios, mas quanto a questão do combustível tornou-se um sistema típico de controle de preços estatizado.

    Afinal, após analise do mercado (dólar, commodity, Petrobras, Etanol, impostos federais, operação de distribuição e revenda), os governadores “sabiamente” estipulam que o combustível deve ser vendido mais ou menos em tal valor, devido a adição de ICMS, ou melhor, o tanto que eles considerarem, gerando a impressão de aumento de ICMS, quando na verdade houve somente a elevação do preço de pauta, que trará assim maior recolhimento sem alterar o valor do ICMS.

    Pergunto, sabendo que retirar o instrumento da substituição tributária poderia ocorrer em sonegação de imposto, entretanto tal retirada e devido recolhimento de impostos somente na venda (bomba) – que retardaria o recolhimentos de impostos – evitaria a estipulação do preço de pauta, o que em tese daria mais flexibilidade para os donos dos postos e para o mercado. Seria essa uma possibilidade?

    Está correto essa linha de pensamento?

  17. Julio Heitor Nobrega

    Caro Helio Beltrão,

    te dou os parabéns pelo artigo muito bem escrito e claro para qualquer leitor alfabetizado. Agradeço o seu trabalho de divulgador das ideias econômicas liberais que nada mais são do que a aplicação prática das leis morais (leis naturais)

    criadas por nosso Deus.

    Que o Deus de Jesus Cristo, Senhor do universo, te abençoe e um dia, no céu, te recompense pelo esforço desempenhado no Instituto Mises.

    Abraços.

  18. HAHAHAHAHA…e dizem que a PETROBRÁS É "NOSSA"!!! É só ver quem está GANHANDO e quem está PAGANDO!

    31,8 BILHÕES…em DIVIDENDOS, não vão pagar UM CENTAVO DE IMPOSTO!

    E o trabalhador cruzando a fronteira para abastecer na ARGENTINA pela METADE DO PREÇO!

    A alegação da Petrobrás é que petróleo é uma commodity e ela tem que praticar, internamente, preços como se todo seu petróleo fosse importado, porque se assim não o fizer, ELA EXPORTA.

    Entretanto, para defender a economia, a Constituição Federal dá ao poder executivo, no caso representado pelo MINISTÉRIO DA ECONOMIA, total liberdade para instituir alíquotas de 4 IMPOSTOS, com efeito imediato na cobrança, são eles: o IOF, o IPI, o imposto sobre produtos importados (II) e o imposto sobre produtos exportados (IE).

    Basta ao governo atuar sobre o IE do petróleo para forçar a Petrobrás a aumentar a oferta interna, bem como praticar preços menores internamente.

    Se a solução é, no papel, simples, está ao alcance do Ministério da Economia e é para o bem de todo o Brasil, por que não é implementado o imposto de exportação sobre o petróleo?

    Aí entram os chamados LOBBIES. Um dos lobbies poderosos hoje é o da ABICOM, a associação que reúne os importadores independentes de combustíveis.

    Ocorre que se o imposto de exportação de petróleo for instituído, a Petrobrás será, como vimos, forçada a ofertar petróleo e seus derivados no mercado interno a preços muito inferiores ao internacional e isso inviabilizaria a importação independente de combustíveis.

    Na verdade, teria o condão de levar à falência os importadores independentes que dependem desta "MAMATA".

  19. Galerinha, o que vocês me acreditam que vai acontecer em um eventual novo governo do nine ningers? Há quem diga que a economia vai melhorar mas eu particularmente não consigo imaginar nada muito melhor que estagnação. Mesmo ele estando “na moda” no momento ele não parece ter nem de perto o apoio popular que teve na primeira vez, e fora que a mídia hoje é bem mais descentralizada e plural do que há 20 anos atrás, além disso o Biroliro segue com muito eleitorado mesmo depois de todas as suas cagadas na questão do câmbio e tals. Enfim, o que vocês acham?

  20. Sei que muitos aqui tem hábitos de leitura maiores do que a população em geral, mas nota-se que esquece-se que a maioria da população não tem o mesmo hábito, e isso é um do motivos pelo qual nós somos lentos nos avanços gerais no país.

    Mas a falta de noção da realidade, principalmente a realidade política, é enorme. A boa intenção de melhorias no mercado interno também é latente nos comentários, mas falta o conhecimento de como a política, que gere nossas regras de mercado (infelizmente) funciona.

    O texto diz que o governo atual quer dar uma canetada no combustível. É só acompanhar as lives do PR pra ver que a pressão dele é sobre os impostos estaduais (não vejo a galera aqui falando sobre estes… falta conhecimento político e dá política) Aliás, independente dos erros, é a primeira vez que vejo algum governante pensar em diminuir impostos, principalmente em um momento de crise.

    Gente, só vamos conseguir ter mercado de fato, se tivermos uma política federal, estadual e municipal que apoiem isso, é isso se faz através de votos em pessoas que entendem e querem o mercado. Infelizmente, não há soluções mágicas.

  21. Texto muito bem escrito. Algumas pequenas correções. Petróleo no Brasil é quase todo de origem da Bacia de Santos, pré-sal. Neste caso, petróleo de API próximo de 23, que é considerado leve, com bom rendimento em diesel, GLP, nafta e gasolina. Petróleos mais pesados , como Marlin, Albacora, Jubarte ainda tem participação no elenco conforme a conveniência de produção de derivados. A função objetivo é sempre maximizar produção de diesel e gasolina nas refinarias do Brasil. Faz quase 20 anos que não são feitos investimentos serios em refino no Brasil. Rnest foi uma farsa e gastou se muito para produzir pouco. Comperj não saiu do papel. Se houvesse seriedade nesses investimentos teríamos condições de produzir boa parte dos combustíveis rodoviários nas unidades da Petrobras.

  22. “Gasolina será vendida a R$ 4,40 para motoristas e entregadores de app”

    “O objetivo é chamar a atenção de que, sem a política de paridade de importação (PPI), imposta no governo Temer, a gasolina estaria sendo vendida a R$ 4,40 o litro, segundo o Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps).”

    Eu gostaria de saber de como que eles chegaram a esse preço. Antes daquele controle de preços que a Dilma impôs, como que era a política de preços da Petrobras?

  23. “AMLO anuncia que propondrá a Victoria Rodríguez Ceja para ser gobernadora del Banxico”

    Obrador queria indicar Arturo Herrera para o Banxico (que foi ministro da Fazenda e Crédito Público do governo). Mudou de ideia e quer indicar Victoria Rodriguez, que foi uma das integrantes do Ministério da Fazenda e Crédito Público. Ela pelo jeito foi uma das responsáveis pela relativa austeridade fiscal do governo.

    Engraçado: o AMLO disse que a culpa da desvalorização do peso se deu pelo fortalecimento mundial do dólar (e foi mesmo, porque o peso mexicano sofre influência da cotação do petróleo e uma queda na cotação, causada pelo dólar mais forte, afeta as receitas de exportação de petróleo). Ele prometeu que não vai interferir na política monetária do Banxico (e ele realmente cumpriu essa promessa até agora).

  24. Interessante, agora o álcool aqui onde moro deu uma caída de preço, coisa de 20 centavos. Qual será que foi o milagre, além da queda do preço no mercado internacional de commodities?

  25. Após outubro de 2016 a Petrobrás adotou a PPI (Paridade de Preços Internacionais)

    No governo Dilma sabemos da canetada nos preços. Mas alguém saberia dizer como se dava a política de precos da Petrbrás antes do governo Dilma ?

  26. Leandro, perdoe-me pela ignorância. Poderia esclarecer brevemente algo que não ficou totalmente elucidado para mim aqui:

    “1) A Petrobras adotaria uma regra em que o preço de venda da refinaria para as distribuidoras seria formado pela média móvel dos preços dos contratos de gasolina no mercado internacional. A média móvel seria de 63 dias úteis (um trimestre). O reajuste dos preços seria feito mensalmente.

    Em momentos de subida rápida do barril (como o atual), a subida nos preços seria menos intensa. Em momentos de queda do barril, a redução seria menor. No final, como ocorre em toda média móvel, o resultado financeiro seria o mesmo.”

  27. Leandro, o que acha da Ideia do Ciro de usar a nossa exportação de petroleo (que não serve pra refinar gasolina) para abatar a importação de petroleo pra gasolina?

    Não tem como um pequeno abatimento (pra não quebrar a empresa) ?

  28. A solução 1 seria uma forma de intervenção estatal, já que a Petrobras é uma estatal e controla o setor de petróleo? E a solução 4? Se fosse uma empresa privada, aí ela poderia adotar a política de preços que quisesse, mas a encrenca é que é uma estatal.

    Esse problema do ICMS foi criado por um dispositivo aberrante da Lei de Responsabilidade Fiscal, já que sempre que há corte de certos impostos, precisa haver uma compensação na perda do roubo. Como a maioria dificilmente vai cortar despesas, então eles simplesmente aumentam os impostos. Todo o sistema tributário brasileiro é um lixo, por isso que a nossa carga tributária é tão inchada para um país pobre e hostil aos investimentos, além de haver uma social-democracia titânica para ser sustentada.

  29. A Petrobras é uma empresa estatal, na realidade ela não tem lucros ou prejuízos de verdade. Caso ela tenha contabilmente um prejuízo a Secretaria do Tesouro Nacional irá resolver o “problema”. E vamos ser mais honestos ainda: o próprio artigo afirma que a gasolina é importada e isso ( a gasolina ) é o que realmente importa para o consumidor. Não acredito que receber containers de gasolina em um porto seja difícil, provavelmente caminhoneiros fazem esse trabalho. Para quem está abastecendo não importa se a Petrobras está investindo em outras coisas ou não.

  30. Artista Estatizado

    O Brasil só será autossuficiente — ou seja, não terá de importar — quando possuir um parque de refino que satisfaça nossa demanda e, ao mesmo tempo, possua instalações modernas o bastante para lidar com qualquer tipo de petróleo.

    Para isso, dependemos da iniciativa privada para a construção de novas refinarias

    Pergunta: aumentar a capacidade de refino através de refinarias privadas tornaria os preços internos menores que os internacionais? Por que essas refinarias venderiam para o mercado interno a um preço menor, se elas podem exportar a um preço maior?

    Me parece que, se houver total liberdade para importar e exportar, sem tarifas e sem controle de preços, o preço interno será igual ao internacional (descontados custos logísticos e de transação). Só o que muda é o lucro que cada refinaria aufere, em função dos seus custos, mas o preço de venda sempre será o internacional.

  31. No lugar do Biden, o que fariam? Da OTAN uu de qualquer outro lider Ocidental.

    E no lugar do Zelensky?

    Alguma dica para os empreendedores e investidor de classe média como eu? Estou 100% em CDI, a selic vai subir mais ainda e subir o CDi, certo?

    Abraços!!!

  32. Preço (em R$) da gasolina em 07/03/2022 (antes do aumento):

    Noruega: R$ 13,76

    Dinamarca: R$ 12,27

    Suécia: R$ 11,73

    Alemanha: R$ 11,16

    Itália: R$ 10,82

    França: R$ 10,71

    Portugal: R$ 10,64

    UK: R$ 10,43

    Suíça: R$ 10,38

    Japão: R$ 7.49

    África do Sul: R$ 7,00

    China: R$ 6,93

    Chile: R$ 6,79

    BR: R$ 6,53

    EUA: R$ 5,97

    Argentina: R$ 4,94

    Colômbia: R$ 3,20

    Bolívia: R$ 2,76

    “Ah, mas tem que levar em consideração a renda e o poder de compra de cada país…”

    Campeão, o preço de um commodity não varia por poder de compra. Ele é o mesmo, em dólares, para todos os países do mundo. É determinado no mercado internacional de commodities. É duro, mas é a realidade.

    O poder de compra no BR sempre foi menor, em especial, pela carga tributária. Na gasolina, por exemplo, sobre o custo da refinaria, incide-se quase 100% de impostos pra sustentar a máquina estatal.

    Qualquer preço praticado que esteja abaixo da cotação do mercado de commodities implica subsídios. É realmente simples assim.

    A questão é: havendo subsídios, quem está pagando e quem é o beneficiado? Este é o debate.

  33. Como era na época do PT? Não tinha importador privado, eai a só a Petrobras importava?

    Como a gasolina era tão mais barata?

    E não seria razoavel permitir a abertura de novas refinarias pelo setor privado? Porque não fazem isso meu deus? Assim conseguimos aumentar nosso refino tanto pro nosso petroleo quanto pro privado!!

  34. Cinco anos depois do PPI, os combustíveis no Brasil acumulam alta real (acima da inflação) de mais de 30%, enquanto a empresa reverteu anos de prejuízo em uma sequência de lucros que são distribuídos aos seus acionistas —dentre eles o governo federal.

  35. Ao rol de quatro medidas que deveriam ser adotadas, proposto pelo autor, eu adicionaria mais uma: Medida 5 – as pessoas diminuírem seus respectivos consumos.

    Aqui em Belo Horizonte (e acredito que em todo o país), minutos depois de ter sido anunciado que os preços da gasolina e do diesel aumentariam nas refinarias, os preços nas bombas já ficaram mais altos. De quem é a culpa disso ter acontecido? Obviamente, a grande maioria das pessoas vão responder que a culpa é do(a) dono(a) do posto de gasolina que é um(a) “ganancioso(a) voraz”. É sempre mais fácil atribuir a culpa ao outro(a).

    Eu não penso assim. Para mim, a culpa do(a) infeliz que voou para os postos para abarrotar o tanque e ficou horas na fila para a consecução desse fim. Eu não sou um grande estudioso do assunto, mas parece-me que a gasolina e o diesel são produtos que não obedecem ao fenômeno da “Elasticidade Demanda do Preço”. Quanto mais esses produtos aumentam de preço mais as pessoas correm para consumir. A pessoa não pode ir ao trabalho de ônibus uma vez no mês; a pessoa não pode deixar de ir curtir sítio uma vez no mês; a pessoa não pode deixar de sair sexta a noite uma vez por mês. Fica bem difícil atingir um novo equilíbrio de preço.

  36. “Governo estuda zerar imposto da gasolina, diz Bolsonaro”

    A parte boa é que pelo menos o Bolsonaro não está tentando intervir no sistema de preços e sim em cortar impostos.

    Esse é um sopro de sanidade num país que há pouco tempo estava no Plano Cruzado.

    Outras boas notícias:

    – Três terminais pesqueiros concedidos à iniciativa privada;

    – Produtos agroindustriais podendo ser comercializados fora dos limites do município;

    – Aumento no número de empresas que exploram e produzem petróleo e gás no país;

    Como vocês analisam o Plano Nacional de Fertilizantes? O inteiro teor do decreto é este.

  37. Quando da alta internacional é realmente um problema de suprimento, e não simplesmente o dolar enfraquecendo?

    Fui olhar a cotação em onças de ouro e não parece estar realmente fora do padrão

  38. Da gasolina consumida no Brasil, qual é o percentual que é importado pela Petrobras e demais importadoras privadas?

    De todo modo, isso mostra a importância de termos uma moeda sólida e forte. Imagina se a taxa de câmbio estivesse em, digamos, R$ 3,70 por dólar americano? Esse mesmo preço, que agora está em R$ 4,40 no mercado de commodities, estaria em aproximadamente R$ 3,18.

    Alguém sabe se é possível fazer um gráfico do preço do litro do álcool combustível, comparando com o do açúcar, no Trading View?

  39. Está sendo pedido aqui um comentário inteligente e educado.Vou tentar fazê-lo então. Uns 90% dos problemas discutidos aqui poderiam ser amenizados ou até amortecidos com um estabelecimento de uma nova moeda nacional com alto poder de compra via currency board pelo banco central. Opinião pessoal:a meu ver essa nova moeda deveria ter paridade com o Euro.Exemplo:Vamos supor que essa moeda se chame Caramuru. Então ficaria assim:1 Caramuru vale exatamente 1 Euro.E essa seria uma taxa de câmbio fixa estabelecida.Um argumento que poderia ajudar na aprovação dessa proposta por aquela gente do Senado e Câmara dos deputados seria o esforço do Brasil em melhorar a imagem internacional e trazer mais investimentos estrangeiros ao país,pois isso demonstraria compromisso do governo com a moeda ser mantida em patamar estável. Isso seria um argumento bem convincente.Mas sem desvalorizar a moeda anos depois como a Argentina fez.Levaria todo o esforço por água abaixo. Mais claro que tudo isso funcionaria só a luz solar sob a terra.Tenho 23 anos de idade e sou do Piauí,uma das regiões mais pobres do Brasil e talvez até da América do Sul. Também me considero progressista na política. Muitos me considerariam como esquerdista.Procuro saber sempre com quem sabe mais do que Eu,como vocês aqui do Mises Brasil. Parabéns peloconteúdo publicado aqui.E tudo isso foi digitado através de um smartphone que tenho há quase 4 anos.Sim,quase 4 anos com o mesmo celular. E ainda nunca precisou de conserto.E essa opinião que você leu é de um rapaz que mora na periferia,que entende o quão a economia impacta sua vida.

  40. O Brasil está importando gasolina a 4.38 reais e vendendo a 3.86.? Nesta comercialização entra a Petrobras e as outras empresas importadores privados?

    Quem fecha está conta?

    Será que entendi o que foi escrito

  41. Não sei se alguém aqui acompanha, mas eu acompanho o perfil do Henrique Meirelles no Instagram. Essa foi a sua última postagem, falando sobre a necessidade de se aumentar os juros mesmo agora, falando de que a trajetória dos juros seria mais suave se o governo tivesse colaborado mais com a responsabilidade fiscal. De certa forma, foi o que o COPOM disse nas últimas reuniões também.

    Esse melhoramento no orçamento de 2021 se deveu principalmente devido à forte expansão na quantidade de dinheiro na economia. Ou seja, é até difícil. Por isso que eu olho a questão dos gastos reais com cuidado, porque também pode implicar em dizer de que inflação é bom porque melhora as finanças governamentais.

    Há uma expectativa de que o BCB desacelere a subida dos juros hoje, o que seria em 100 pontos base (ante 150 pontos base de antes), embora haja pessoas apostando por uma postura mais dura.

    Nesse artigo da Bloomberg (pena que precisa pagar após a cota mensal dos textos grátis), disseram sobre a diferença da atuação dos juros do BCB e a do Fed. O Meirelles, no texto, disse que “o Fed acabará se movendo pelo menos um pouco na direção de seu homólogo brasileiro”. Ele disse que não há razão para o Fed ter medo de aumentar os juros e de que não podem ficar presos a estimular a economia.

    Agora o Meirelles voltando às suas raízes de 2003.

  42. Caminhoneiros fazem ato contra alta dos combustíveis na Alemanha

    http://www.poder360.com.br/internacional/caminhoneiros-fazem-ato-contra-alta-dos-combustiveis-na-alemanha/

    Manifestação foi na cidade de Hamburgo, no norte do país, e reuniu cerca de 250 veículos

    “Havia faixas penduradas nas cabines dos motoristas que diziam "você só come enquanto entregamos", "pare com a loucura do diesel!" e "não ao roubo do diesel”

    […]

    No Paraguai, caminhoneiros entraram em greve depois de uma nova alta no preço dos combustíveis.”

    Grande mídia não fala sobre isso (pode procurar na internet; não vão encontrar). O motivo é óbvio: se deixarem claro que o problema é mundial, e não há o que ser feito, acaba o espaço para xingarem o maldito Bozo.

  43. Petroleiro atento

    Tem uma coisa errada no texto que induz a discussões desnecessárias. A questão do tipo de petróleo extraído e refinado no Brasil. 2/3 do petróleo extraído aqui é do pré-sal. Um óleo leve, apropriado HOJE para as nossas refinarias, que foram projetadas originalmente para processar óleo leve importado, mas que depois foram adaptadas para processarem um blend com o petróleo do tipo mais pesado que passou a ser extraído da Bacia de Campos. A questão da continuação da importação de PETRÓLEO, mesmo com o desenvolvimento dos campos marítimos, era essa, fazer o blend com esse petróleo nacional mais pesado possibilitando mínimas adaptações necessárias então para refinar esse blend e produzirmos os derivados de consumo nacional. Nada a ver ainda com a importação de gasolina e diesel, necessária devido nossa capacidade de refino de petróleo (para a produção própria de gasolina e diesel e outros derivados) já não atender a demanda nacional. Com a produção marítima crescente de PETRÓLEO, só fez diminuir a dependência do petróleo externo.

    E atualmente, com o pré-sal, ainda importamos, mas muito pouco. Estamos ainda discutindo essa autossuficiência de PETRÓLEO, por razões estratégicas.

    Por que?

    Um pouco mais da metade do petróleo processado em nosso parque de refino já provém do pré-sal. A outra metade continua sendo composta majoritariamente do óleo mais pesado já produzido aqui antes do desenvolvimento do pré-sal, e uma agora pequena parcela de petróleo leve que ainda importamos como dito, ao redor de 5%, ou seja um refino quase 100% nacional. Todo ano os números variam.

    Mas se somos autossuficientes em petróleo então por que não todo o óleo do pré-sal é aproveitado, todo o óleo mais pesado exportado como excedente,

    e continuamos ainda nessa história de blend?

    Aí entra fatores econômicos, é vantajoso exportar o petróleo do pré-sal, pois além da diminuição dos custos de extração este óleo possibilita melhor valor agregado após o refino e por isso é mais valorizado, e com o real depreciado no câmbio aí não tem jeito, vão querer exportar uma boa parte desse óleo utilizando a outra para o blend nacional, portanto estrategicamente é mais negócio desenvolver mais campos no pré-sal e vender ativos mais antigos à medida que alcançam alta maturidade e alto custo operacional. Portanto não há nenhum problema com as nossas refinarias em processar todo o óleo do pré-sal se fosse o caso. As ditas adaptações são apenas questões técnicas de acerto da operação das refinarias no processamento de um blend.

    Mas fundamentalmente não é esse nosso problema, o problema de quem quer produzir e refinar tudo com eficiência e sem dependência externa.

    Nosso parque de refino não atende nossa demanda pelos principais derivados de consumo do petróleo (gasolina e diesel). Já por conta disso precisamos importar esses derivados. Estima-se que essa importação até recentemente respondia por 20% do consumo. Já é muita coisa. Hoje não sabemos ao certo, os dados oficiais demoram muito a aparecer. Os textos divulgados pela Internet dizem muita bobagem, misturam alhos com bugalhos, em especial o do UOL utilizado como fonte para este artigo e que tomou uma leve “chamada” da Petrobras (UOL é confiável ou oficial agora??) por isso fiz questão da caixa alta nos pontos em questão. É necessário muita cautela nas pesquisas, e infelizmente há muitos interesses políticos em jogo que fazem a fonte oficial da PETROBRAS, o portal Fatos e Dados (agora tem o portal Informa Petrobras), demorar muito para atualizar seus dados, chega a ser piada a Petrobras alegar que está sendo transparente num videozinho de animação onde não fornece dados concretos. Por que? E quiçá o portal da ANP ou a ABIC…

    Agora sim fechando, fica justificado porque o emprego do PPI para a correção dos preços. Companheiros meu não entendem, ou ignoram convenientemente ao sabor de seu lado político (leia-se orientação militante), que devido a falta de investimentos majoritariamente externos (pois estamos quebrados, o resto é discurso ideológico), há a necessidade de players importadores complementando o abastecimento nacional de DERIVADOS, e se os importadores pagam o preço do mercado externo para isto, a própria Petrobras se (conseguir ou forçada a) vender mais barato aqui vai injustificar essas importações. Uma realidade bem diferente de 10 anos atrás. A quebradeira será lenta, mas vai ocorrer nas distribuidoras concorrentes. Resultado final: desabastecimento em algumas regiões, das mais afastadas, do país, como explicado no artigo, e eu vou um pouco mais além esmiuçando a seguir:

    Até onde se sabe, o tal combustível “completão”, na verdade só álcool mesmo, responde ao equivalente por cerca de meio milhão de barris por dia entre os tipos hidratado (combustível) e anidro (misturado à gasolina). O consumo nacional de combustíveis para o ciclo Otto (gasolina e álcool) ainda não bateu 1 milhão de barris por dia, está perto. Porém o consumo nacional dos derivados de petróleo (aí entram a gasolina, o diesel, aviação, lubrificantes) chega a 2,5 milhões de barris por dia! Ou seja, etanolzinho não “completa” a frota de automóveis. Parque de refino nacional não dá conta (refina só 2 milhões de barris por dia de derivados do petróleo). Produzimos hoje 3 milhões de barris por dia de petróleo. Agora ficou mais fácil entender por que exportamos petróleo. E exportamos ao redor de 1 milhão de barris por dia! E porque importamos MUITA gasolina e diesel, que vejo fonte citando 30% do consumo nacional. Quem? Petrobrás importa isso? Tem mais quase 20% ainda dos outros importadores e refinarias privadas aqui conforme dá a entender a animaçãozinha da Petrobras?? Não há precisão e uma divulgação oficial por escrito com números criveis, isso só ajuda em discussões tolas e políticas na Internet…

  44. Leandro, essa solução de fundo de estabilização como você propôs se parece próxima à que é defendida pelo novo presidente da Petrobras, Adriano Pires. Se estiver errado, pode me corrigir.

    Continuo achando a proposta ruim, porque a estatal detém posição privilegiada no setor de petróleo e derivados. Como que vai competir com uma estatal que irá criar um fundo de estabilização?

    Não sei se você já viu, mas o Paulo Kogos fez um vídeo muito bom só sobre a questão dos preços da gasolina.

    No minuto 23:14, ele disse que a PPI só existe na Petrobras por causa de subsídio e que isso nos torna vulneráveis a choques internacionais.

  45. Preço do litro da gasolina no mercado internacional já caiu para R$ 3,8782. O preço praticado pela Petrobras nas refinarias ainda continua a R$ 3,86? Onde eu encontro esse valor atualizado?

  46. Preço do álcool subiu de novo nas bombas nesses últimos dias.

    Nos EUA, o Biden havia imposto uma bizarra proibição da venda de gasolina E15 (que tem 15 % de álcool na mistura), ao passo que o E10 continua sendo permitido. Ou seja, aqui nos obrigam a usar a gasolina com mais mistura, lá eles obrigaram a usar a gasolina mais pura. Mas ele revogou esse banimento, tendo agora também a opção pelo E15. É ilógico esse banimento. Não sei nem se faria diferença na questão de demanda por álcool, pois grande parte dos veículos americanos está acostumada a gasolina com pouca mistura. O álcool combustível lá é bem dividido, com apenas algumas regiões ele sendo mais barato e mesmo assim é pouco demandado, haja vista o fato de que os veículos flexíveis em combustível são raros lá. Alguns veículos americanos não toleram essa maior mistura.

    Com isso, os preços internacionais do álcool subiram.

    O que ajuda a amenizar esses choques é a força do real brasileiro, que tem se mantido firme. Parabéns ao BCB, que está cumprindo à risca a promessa de levar o IPCA à meta. Para os americanos, o DXY também já atingiu 100 pontos, diante dos dados recordes do CPI (é paradoxal, eu sei que é) e da aposta por posturas mais falconistas do Fed.

    Iene japonês continua sofrendo, diante das claras sinalizações pombalistas do BoJ, que contrastam tanto com o ECB quanto com o próprio Fed.

    Aqui no Brasil, o álcool cotado em reais também subiu.

  47. Petrobras: importadores esperam reajuste de 12% na gasolina e 24% no diesel

    A Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) espera um aumento nos preços dos combustíveis da Petrobras para esta quinta-feira (5/5), quando também será divulgado o balanço comercial do primeiro trimestre de 2022. A expectativa é de que haja reajuste de 12% no preço da gasolina e de 24% no diesel, que corresponderiam à defasagem no preço de paridade de importação (ppi), ou seja, à diferença entre os preços praticados no mercado interno e externo.

    A Petrobras está há 55 dias sem reajustes nos preços dos combustíveis, período em que ocorreram substituições na presidência e no Conselho da estatal. O último aumento ocorreu aos 57 dias de defasagem de preços na paridade internacional.

    (…)

    http://www.correiobraziliense.com.br/economia/2022/05/5005405-importadores-esperam-reajuste-de-12-na-gasolina-e-24-no-diesel-nesta-sexta.html

    ————-

    No mercado internacional de commodities, o preço da gasolina já passou de R$ 4,70/litro, enquanto a Petrobras cobra em média R$ 3,87 em suas refinarias. Um aumento de 12% elevaria o preço para cerca de R$ 4,33/litro, ainda muito abaixo do preço internacional, mas ao menos voltaria a ficar acima da média móvel de 1 trimestre.

    http://www.tradingview.com/x/nKa7T87o/

    Tem gráfico do preço do diesel praticado no mercado internacional, para verificar o quão defasado estão os preços locais?

  48. Bom dia.

    Perdoem a minha burrice. Sobre economia estou no fundamental I.

    Tenho uma dúvida ao autor do texto ou a quem possa responder.

    Lendo o texto, entendi que se o governo manipular o preço do petróleo, para ficar a abaixo do mercado, iria faltar combustível pq o importador privado não teria como fazer o mesmo.

    Mas se no governo petista foi feito isso, pq não faltou combustível no Brasil? O postos privados estavam vendendo combustível mas caro que os postos BR?

    Mui grato.

  49. Preço do álcool nas bombas aqui na região caiu mais uns R$ 0,20.

    Será que a nossa moeda ter se fortalecido ajudou? Pena que não vai mudar em nada no preço da gasolina C (a gasolina com 27 % álcool misturado).

  50. Está havendo escassez de Diesel na Argentina. Na verdade é mundial, mas aqui a escassez já está refletida nos preços, enquanto na Argentina eles parece que tabelaram os preços. Quanto está o litro lá dos combustíveis, em pesos argentinos? Só achei esse site. Se for o que entendi, então o litro do Diesel seria 114 pesos argentinos, dando R$ 4,51 em câmbio paralelo. Sabendo que a renda dos argentinos ainda é maior do que a nossa aqui no Brasil, então é dramático.

  51. Petrobras completa três meses sem aumentar gasolina

    Em meio a um cabo de guerra com o governo e trocas na diretoria, a Petrobras completa nesta sexta-feira, 10, três meses sem que os preços da gasolina sejam ajustados em suas refinarias. A última mudança foi anunciada em 10 de março, quando a petroleira aumentou no dia seguinte os preços da gasolina em 18,7%.

    (…)

    exame.com/economia/petrobras-completa-tres-meses-sem-aumentar-gasolina/

    —–

    A média do preço do litro da gasolina em reais no mercado internacional, dos últimos 63 dias úteis (1 trimestre), fechou esta semana em R$ 4,5570. Durante esse período, o preço médio da gasolina nas refinarias da Petrobras manteve-se em R$ 3,86. Em outras palavras, a Petrobras vende aqui a R$ 3,86 algo que importou a um preço cerca de 18% maior:

    http://www.tradingview.com/x/BF3gMb26/

    E integrantes do governo juram que seguem o preço internacional. É… percebe-se…

  52. E finalmente reajustaram o preço da gasolina nas refinarias. A média de preço dos últimos 63 dias úteis (1 trimestre) no mercado internacional está em R$ 4,64%, o que significa que, para apenas empatar com a média móvel trimestral, seria necessário um reajuste de pelo menos 20%. Mas a Petrobras não teve coragem de fazer o que era necessário e, em um ato de covardia e populismo, promoveu um reajuste de risíveis 5%! Foi de R$ 3,86 para R$ 4,06, muito longe dos R$ 4,64 (e subindo) do mercado internacional!

    O gráfico a seguir fala por si só:

    http://www.tradingview.com/x/0kOHMuk7/

    Agora, ao mesmo tempo em que a Petrobras foi populista no preço da gasolina, ela não se dá ao luxo de fazer o mesmo com o diesel – porque sabe que uma falta de diesel no mercado seria catastrófica para a economia brasileira. No menor sinal de defasagem já ocorre um reajuste. Inclusive, no dia 10 de maio, fizeram um reajuste exclusivo para o diesel, pois já estava abaixo da média móvel. Isso é mais fácil de ser visualizado no gráfico abaixo. Reparem como a linha em verde (preço do diesel nas refinarias) nunca fica abaixo da linha roxa (média móvel de um trimestre). O reajuste de hoje, mais uma vez, colocou o preço acima da média trimestral, como tem de ser.

    http://www.tradingview.com/x/gDkzoSx0/

    Em suma, a “política de preços” atual da Petrobras, na prática, é: gasolina subsidiada e diesel a preço de mercado.

  53. Pessoas, falando de petróleo, eu li dias atrás este artigo falando sobre a questão energética americana. Quero abrir uma discussão com vocês.

    Nele, é demonstrado que a legislação ambientalista tem atrapalhado o setor petrolífero americano ainda antes dessa onda ESG no século XXI. Isso porque não há uma grande refinaria sendo construída nos Estados Unidos desde os anos 1970, segundo o Mike Writh, da Chevron. Ele também mencionou a criação do CAFE nos anos 1970 (que destruiu os carros americanos e ajudaram bastante a ascensão de Toyota e Honda no mercado de carros) e do programa de energia renovável de 2005.

    Todavia, como se sabe, os preços do petróleo, desde o fim de Bretton Woods, sempre tiveram um ciclo (aqui o histórico dos preços desde meados de 1862):

    – Alta forte na década de 1970;

    – Na década de 1980, houve uma significativa queda, a ponto de ter causado prejuízos e as petrolíferas terem que realizar demissões e reverter investimentos errôneos ocasionados pelo expansionismo monetário do Fed;

    – Na década de 1990, houve também uma queda. O dólar permanecia forte, assim como nos anos 1980.

    – Na década de 2000, ocorreu uma forte alta tanto no petróleo quanto em outras commodities (o que aconteceu também na década de 1970, a mesma onde ocorreu o milagre econômico brasileiro… coincidência?).

    – Após 2012, tanto pelo fortalecimento do dólar quanto pelo aumento da produção de petróleo nos EUA, os preços despencaram.

    E agora estamos tendo uma nova alta, auxiliada pela política pombalista do Fed, pelas sanções econômicas e pelas regulações e distúrbios causados por legislação ambiental, incluindo-se os cancelamentos de leilões por Joe Biden.

    Aqui vocês podem ver a produção de petróleo por país, de 1900 a 2020, em TWh. Hoje os americanos são os líderes mundiais. Notem que chegou às altas históricas nos Estados Unidos. As regulações ambientais antigas e crescentes, então, não foram o bastante para fazer cair a produção no país?

    Tivemos uma leve queda na capacidade de refinamento de petróleo em 2020, por causa dos trancamentos.

    Agora, vendo um relatório de 2011, vê-se que a capacidade de refinar petróleo estava em uma alta de 29 anos. Aqui outra sugestão de leitura.

    No caso brasileiro, temos esse boletim mensal de produção de óleo e gás, com o mês mais atual sendo abril. Indo na página 12, agora podemos ver o problema de a Petrobras praticamente ter controle total do setor.

    Para finalizar, essa fala esquisita do Joe Biden para as refinarias aumentarem a produção e reduzir a margem de lucro… é, se elas aumentarem a produção a ponto de provocar uma grande queda nos preços do petróleo, aí sim pode ter uma queda na margem de lucro. Temos uma outra fala ainda mais estranha, do ex-diretor da ANP que diz que reduzir impostos sobre os combustíveis é igual a subsídio, ao mesmo tempo em que ele próprio defende subsídios…

  54. Nova diretoria da Petrobras, quando empossada, pode mudar PPI, diz Bolsonaro

    Em meio à ofensiva do governo sobre a Petrobras, com ameaça de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), o presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira, 22, que a nova diretoria da Petrobras, quando empossada, pode mudar a política de preços de paridade internacional (PPI).

    (…)

    Na avaliação de Bolsonaro, o PPI “já cumpriu seu papel”. “É igual torniquete, quando acaba a hemorragia você tem que afrouxar, senão gangrena. A Petrobras está gangrenando com PPI. Não tem justificativa subir lá fora e subir aqui. Ainda mais a ganância da Petrobras. Ela está tendo lucros inimagináveis”, declarou o chefe do Executivo, em novo ataque à estatal.

    O presidente da República disse nesta quarta-feira que teve acesso a documentos da Petrobras que revelam que a estatal tem uma meta de reservar R$ 200 bilhões para acionistas este ano. “Que negócio é esse? Está preocupada com acionistas? Todo mundo que tem papel é para ganhar dinheiro mesmo, mas não dessa forma, no momento pós-pandemia e com uma guerra lá fora.”, criticou o chefe do Executivo.

    (…)

    economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2022/06/22/nova-diretoria-da-petrobras-quando-empossada-pode-mudar-ppi-diz-bolsonaro.htm

  55. “São Paulo reduz ICMS da gasolina, e preço na bomba deve cair até R$ 0,48”

    Hoje eu já vi que o preço da gasolina nas bombas caiu. O do álcool caiu de novo, mas deve ser por outras razões.

    Olhem aqui o absurdo:

    “— Temos um orçamento vinculado de 30% para educação, 9,57% para as universidades estaduais (USp, Unesp e Unicamp, que recentemente aumentaram salários de servidores em 20%). Quanto se reduz o ICMS, perdemos R$ 600 milhões na Saúde e R$ 1,2 bilhão na Educação. Chegará menos dinheiro para essas áreas estratégicas — afirmou o governador.”

    Espero que essa redução do ICMS force o governador a rever essa distorção. Vale lembrar que grande parte dos gastos com ensino superior é em folha de pagamento, ao menos nas instituições que conheço.

  56. Ola Leandro, ainda andas por aqui?

    Não que seja um conselho financeiro mas poderia dar um paronama e de onde investiria para preservar dinheiro caso o bandido de 9 dedos vença em Outubro? Ao que parece nos tornaremos outra Argentina. Então acredito que algo para sair do Real seria uma boa ideia?

    Obrigado!

  57. A Acelen reduziu os preços da gasolina e do Diesel.

    O preço da gasolina ainda é mais alto que o subsidiado da Petrossauro, mas o do Diesel já é mais em conta. O Diesel vendido pela Petrossauro é mais caro que o preço da importação.

  58. Petrobras reduziu de novo os preços da gasolina.

    É impressão minha ou está relacionada com a mudança do presidente da companhia? Porque é difícil ter quedas de preço da Petrossauro, pelo menos nos anos anteriores.

  59. YURI SAO CARLENSE

    Alta muito forte nas ações de Petrobrás e Banco Do Brasil nos últimos dias.

    Com Petr4 e Bbas3 neste patamar de preço, estaria o mercado financeiro precificando uma hipotética vitória do Bolsonaro?

  60. Não sei vocês, mas eu nunca vi um período com tantas reduções no preço da gasolina quanto o desse ano.

    Será que não seria possível fazerem isso também com o botijão de gás? Afinal é GLP, que é petróleo. Ou o setor é tão controlado que isso é inviável?

    Adolfo precisa ver isso, sobre abrir o mercado de botijão de gás.

  61. E a mídia segue chorando as “perdas” de arrecadação de impostos, que possibilitaram a redução do preço da gasolina. E agora também lançaram a carta ambientalista contra os “combustíveis fósseis”… (grifos meus):

    Por que gasolina no Brasil cai mais do que em outros países e quem está pagando a conta

    Julia Braun

    (…)

    Na comparação com outros países, o preço da gasolina no Brasil foi um dos que mais caiu nos últimos meses, segundo dados da Global Petrol Prices, que pesquisa os valores em 168 nações, a maioria delas semanalmente.

    (…)

    Pedro Rodrigues, sócio-diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), explica que as variáveis que influenciam de forma mais robusta o preço da gasolina são o preço do barril de petróleo no mercado internacional e a taxa de câmbio, já que a commodity é cotada em dólares.

    São esses os principais fatores que incidem atualmente sobre o valor no Brasil e que fizeram com que a Petrobras anunciasse uma nova redução.

    (…)

    Mas além dos preços no mercado internacional, existem outros fatores que podem influenciar o preço dos combustíveis, ainda que de maneira mais sutil.

    Segundo Rodrigues, vale citar os tributos — tais como PIS/Cofins e ICM — e o percentual de mistura do etanol na gasolina.

    É justamente a política tributária do governo brasileiro, somada ao real em valorização frente ao dólar, que está fazendo com que o preço caia mais no Brasil do que em outros países.

    (…)

    A própria Global Petrol Prices explica que as diferenças entre os valores do litro da gasolina nas diferentes nações em seu ranking devem-se a vários tipos de impostos e subsídios para o combustível.

    No final de junho, entrou em vigor no Brasil a legislação que limita as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Produtos (ICMS) que incidem sobre itens considerados essenciais — como combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo.

    (…)

    Ao mesmo tempo, o governo também zerou as alíquotas da Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) — dois tributos federais — para os combustíveis.

    Em março, um decreto e uma medida provisória já haviam zerado as mesmas alíquotas sobre a comercialização e a importação do óleo diesel e do gás de cozinha.

    De acordo com o analista da Instituição Fiscal Independente (IFI), Alexandre Andrade, do ponto de vista de tributação, esses foram os eventos que mais impactaram o preço dos combustíveis quando entraram em vigor.

    (…)

    “Em particular, os itens que foram objeto da lei que reduziu a alíquota do imposto, ou seja, combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo, são os principais setores de arrecadação dentro do ICMS”, diz.

    “Isso significa que a redução da alíquota do ICMS impõe uma perda de arrecadação significativa para os estados.”

    O ICMS arrecadado, por sua vez, contribui para serviços essenciais financiados pelos governos estaduais, tais como educação, saúde, segurança e o custeio da máquina pública.

    No final de maio, a XP estimava uma perda na casa de R$ 103 bilhões em receita para os governos estaduais por seis meses de 2022. Já no cálculo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a perda apenas dos municípios é de R$ 22 bilhões.

    (…)

    Por outro lado, PIS, Pasep e Cofins são contribuições sociais no âmbito de competência da União, que têm como destino o financiamento da seguridade social.

    (…)

    Segundo Alexandre Andrade, o governo federal praticou essas exonerações porque a arrecadação está crescendo a um ritmo forte, apesar de já ter iniciado um processo de desaceleração mais recentemente.

    “Quando o governo abre mão de uma arrecadação, a Receita Federal classifica tecnicamente como gastos tributários. É como se, ao abrir mão de uma arrecadação, o governo estivesse realizando uma política pública”, diz.

    “No caso dos combustíveis, o governo está concedendo um subsídio para quem consome gasolina, etanol, diesel e gás de cozinha.”

    Mas há quem critique a medida.

    A principal crítica feita por alguns é de que o governo está financiando o consumo de combustíveis fósseis, em um contexto em que o mundo todo está discutindo medidas para reduzi-lo“, afirma o economista da IFI.

    “E, de forma geral, o governo poderia estar destinando esse recurso para outras áreas.”

    (…)

    http://www.bbc.com/portuguese/brasil-62761181

  62. Na América do Sul, o Brasil foi um dos países onde o litro da gasolina teve a menor alta no acumulado do ano, subindo menos até do que nos EUA (e cujo DXY só se faz subir). Só perdemos para o Uruguai, cuja moeda se valorizou bastante ante dólar americano.

    O campeão é a Venezuela.

    Detalhe que os câmbios argentino e venezuelano são os oficiais.

  63. Olha so a grande midia: 28 anos de planoo real, que ja desvalorizou 540 por cento desde 1994, vem dizer que o bolsonaro é o unico presidente que ebtregou o plano devalorizado. Nenhum deles entregou nada.

    Sim . Isso foi publicado hoje e o mandato dele nem se encerrou.

    https://www.ovale.com.br/brasil/bolsonaro-e-primeiro-presidente-a-encerrar-mandato-com-plano-real-valendo-menos-que-quando-entrou-1.216146?fbclid=IwAR3BPfhKBjg03sZ75PSsmfE5-CqYBXAnJNzdQBuLLezc_s0jsGLVOise8HY

  64. Ver o Lula reclamando da falta de petróleo refinado e do fato de estarmos exportando petróleo cru ao invés dos derivados é algo bastante curioso, sendo que ele tem parte responsável nessa, com aquelas refinarias que ficaram paradas ou com escândalos de corrupção. Mesmo problema que na Bolívia, só que lá é pior (apesar de eles estarem até perfurando poço de petróleo em área indígena).

    Essa sanha intervencionista em estatal de petróleo é mesquinheza latino-americana. Lá no México está a mesma coisa, com o AMLO.

    Pelo menos o Bozo conseguiu vender uma refinaria da Petrobras.

    Vou comentar menos aqui, porque a seção de comentários ficou muito ruim após a reformulação.

  65. E eis que a petrobras aumenta de uma vez 25% o diesel depois de notícias de desabastecimento(por motivos óbvios, importadores ficaram impossibilitados de importar)

    a pergunta que fica é, a petrobras conseguiria substituir todos esses importadores com o tempo tomando prejuízo? Pq se sim, então voltaremos aos tempos da Dilma; Se não, possivelmente esse governo sempre vai arregar no primeiro sinal de faltar diesel no mercado

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