Se você entra em uma loja das Casas Bahia para comprar uma geladeira ou um fogão, você não tem de pagar o preço exato que está sendo ofertado.
O mesmo é válido quando você adentra uma concessionária da Volkswagen. Ou quando você entra em uma loja de roupas. Você não tem de pagar o preço listado pelo carro ou pela roupa que você deseja.
Aparentemente poucos sabem disso, mas o vendedor está sempre disposto a negociar. E o motivo pelo qual ele está disposto a negociar é este: você tem o dinheiro. E ele tem o produto (geladeira, fogão, carro, roupa etc.) do qual ele está disposto a se desfazer em troca do seu dinheiro.
É muito mais fácil para você comprar qualquer coisa que você queira com o seu dinheiro do que é para o vendedor convencer você a dar para ele o seu dinheiro em troca de um produto específico que ele está vendendo.
Você tem opções. Já ele precisa do seu dinheiro.
O consumidor está no comando de qualquer transação comercial. Se ele souber barganhar, ele possui uma grande vantagem em relação ao vendedor.
A esmagadora maioria dos vendedores, porém, contrabalança essa desvantagem. E por um simples motivo: eles sabem como lidar com compradores que não entendem o poder do dinheiro. E são poucos os consumidores que entendem o poder que possuem.
Vendedores experientes aprendem cedo a como negociar. E eles passam toda a sua vida negociando. Eles ganham a vida assim. Já compradores de carros, geladeiras e fogões, por exemplo, só aparecem a cada cinco anos ou dez anos (dependendo do produto). Eles não são barganhadores habilidosos. A maioria, aliás, se sente envergonhada pela simples ideia de ter de negociar e pechinchar.
O crediário sempre revela o desconhecimento
Um bom exemplo de desconhecimento das técnicas básicas da barganha são as pessoas que compram no crediário.
Grandes lojas de eletrodomésticos, grandes lojas de moda e fabricantes de automóveis lucram mais vendendo crédito do que vendendo produtos. É por isso que a maioria possui o cartão próprio da loja, a maioria estimula que você compre parcelado ou financiado no lugar de comprar à vista. Os empresários sabem que podem ganhar duas vezes. Eles podem ganhar vendendo o produto e emprestando o dinheiro para que você compre.
Quando você compra qualquer coisa através do crediário de uma loja ou de financiamentos, você está pagando duas vezes.
As pessoas ficam empolgadas quando vem um “12x sem juros no cartão”. Ora, não existe isso. Nenhum vendedor parcela um produto em 12 vezes, ainda mais em um país de inflação historicamente alta como o Brasil. Neste valor anunciado — que é o mesmo à vista — já estão embutidos os juros.
O que o comerciante está fazendo é justamente vendendo uma dívida para você. Há uma financeira por trás de tudo: você paga no crédito, o comerciante vende o seu crédito para a financeira, e a financeira cobra de você. O comerciante recebe todo o dinheiro até o fim do mês, e a financeira coleta os juros de você.
Por isso, em situações assim, sempre é possível barganhar e pedir pelo menos 10% de desconto à vista (vai depender dos juros vigentes no país). De início, haverá resistência do vendedor (justamente por causa da financeira). Mas, se você ameaçar ir para a loja concorrente, imediatamente você consegue.
Lembre-se: o vendedor precisa do seu dinheiro. Você tem o que ele quer.
Mas são poucos os consumidores que sabem disso.
Em suma: o vendedor ganha dinheiro se especializando em técnicas de venda. O comprador abre mão de sua vantagem porque ele não conhece as regras do processo de negociação.
A internet está começando a equilibrar o jogo entre compradores e vendedores. Sites e aplicativos já fazem o trabalho de mostrar todos os preços vigentes de todos os produtos em todas as lojas. Isso significa que o jogo agora está a favor dos consumidores, pois são eles que estão em posse do dinheiro. Mas, ainda assim, vários seguem não sabendo negociar com vendedores.
Todos nós compramos e vendemos dinheiro
Por mera tradição, sempre falamos sobre “compradores” e “vendedores”. Mas ambos são a mesma coisa: ambos são compradores e vendedores ao mesmo tempo.
Quando dizemos “compradores” estamos simplesmente dizendo “vendedores de dinheiro”. Quando dizemos “vendedores” estamos simplesmente dizendo “compradores de dinheiro”.
Ludwig von Mises definiu o dinheiro como sendo “a mais comercializável das mercadorias”. O dinheiro é aquela mercadoria que absolutamente todas as pessoas querem, pois sabem que podem utilizá-la para adquirir qualquer outra mercado que desejarem.
Por isso, o vendedor de dinheiro (consumidor) é o comprador universal, pois aquilo que ele está oferecendo (dinheiro) é a mercadoria que todas as outras pessoas utilizam para fazer propostas de compra.
O indivíduo que tem dinheiro para gastar possui a vantagem de uma transação. Há bilhões de pessoas que querem o dinheiro dele. E há muito menos pessoas que querem o produto que o vendedor está oferecendo.
O comprador de bens e serviços, que é um vendedor de dinheiro, é um especialista em fazer a alocação da mercadoria mais valiosa do mercado. Ele fica de frente para uma multidão, mostra o dinheiro e diz: “Eu tenho aquilo que vocês querem. Façam-me uma oferta”. Ele é um especialista em fazer com que produtores de todos os tipos de bens e serviços façam oferta denominadas naquela unidade de conta que ele está mostrando.
Já os vendedores de bens e serviços são especialistas em fazer ofertas em troca do dinheiro do consumidor. Eles se concentram em como obter aquela que é a mais comercializável das mercadorias. Eles precisam se especializar em produzir para atender a um segmento específico da comunidade. Nem todos querem o que eles têm para oferecer.
Por tradição, designamos como “comprador” o indivíduo que detém um bem universalmente demandado. E designamos como “vendedor” o indivíduo que possui o bem que é menos universalmente demandado.
E é isso que ainda não entenderam sobre o capitalismo
É por tudo isso que o capitalismo, ao contrário do que muitos acreditam, é o arranjo que opera em benefício do consumidor, e não do produtor. Com efeito, é o único arranjo que opera em benefício do consumidor.
Os consumidores possuem aquilo que os produtores querem: dinheiro. O dinheiro é a mercadoria de mais fácil comercialização em uma economia. Todos estão atrás do dinheiro. Quem tem dinheiro consegue trocá-lo pelos bens e serviços que quer. Quem tem dinheiro sempre será servido. Quem tem dinheiro e sabe do poder que tem está no assento do motorista em uma economia capitalista.
E quem tem o grosso do dinheiro em uma economia de mercado? A massa dos consumidores.
Produtores e empreendedores estão no mercado para ganhar acesso ao dinheiro dos consumidores. Os bens e serviços que eles produzem não podem ser utilizados como dinheiro. Não importa quão popular seja um produto específico, ele nunca será tão popular quanto dinheiro.
Consequentemente, produtores e empreendedores têm de vender esses bens e serviços aos consumidores para conseguir dinheiro; eles não podem ir ao mercado e simplesmente tentar trocar, como num escambo, seus bens e serviços por outros bens e serviços. Para conseguir o que querem, eles têm de ter dinheiro. Para conseguir dinheiro, eles têm de vender para muitos consumidores. Eles ganharão dinheiro no volume, e não nos preços altos.
Ao contrário dos produtores e empreendedores, consumidores não têm de negociar descontos com fabricantes ou implorar por preços menores com fornecedores; eles deixam esse serviço por conta das empresas. Na prática, eles terceirizam essa atividade, deixando que as empresas em concorrência façam essa negociação por eles.
Não interessa se é a Amazon, a Walmart, as Casas Bahia, a Uber, a Netflix, a AirBnB ou a padaria da esquina: todos têm de agir em prol dos consumidores. E é assim porque eles estão visando ao dinheiro das massas. Eles querem vender para as massas. Sua estratégia é fazer com que mais pessoas comprem seus bens e serviços.
Um capitalista bem-sucedido é aquele que não apenas sabe como atender aos desejos da massa, como também está sempre tentando aumentar a satisfação dela. A maneira como esse capitalista aumenta sua presença no mercado — sua fatia de consumidores — é por meio da concorrência de preços (e da qualidade do produto).
Dado que seu objetivo é sempre aumentar seu público consumidor, o que ele realmente tem de fazer é ir atrás de pessoas que até então não estavam dispostas a — ou não tinham condições de — gastar dinheiro naquilo que ele está tentando vender. Ao utilizar a concorrência de preços, ele adquire acesso a esse grupo.
Os críticos do capitalismo, que são muitos, simplesmente não entendem que capitalismo significa concorrência de preços, e que o mercado de consumo em massa criado pela concorrência de preços representou o maior benefício econômico para a humanidade nos últimos 200 anos.
Sim, os preços das coisas estão sempre aumentando, principalmente no Brasil. Mas isso se deve às distorções criadas pelo governo, como a inflação da oferta monetária. Ainda assim, o custo real das coisas — isto é, a quantidade de horas de trabalho necessária para se auferir uma renda capaz de conseguir comprar um bem básico — só faz cair.
Nem empresários e nem assalariados
Produtores, empreendedores e trabalhadores só irão se dar bem em uma economia de mercado se souberem satisfazer os consumidores. Eles só terão lucros se souberam agradar aos consumidores.
E é só quando finalmente se entende isso, que se torna possível sanar um debate que é constantemente feito acerca do capitalismo e da economia de mercado em geral.
De um lado, há aqueles que dizem que o capitalismo — embora seja eficiente em criar bens, serviços e riqueza — é injusto e imoral, pois explora os trabalhadores e concentra a enorme riqueza criada nas mãos de alguns poucos empresários e especuladores.
De outro, há os que rebatem essas afirmações recorrendo a estatísticas que confirmam que os trabalhadores têm o melhor padrão de vida exatamente nos países mais capitalistas.
Ambos os lados ignoram o essencial.
O capitalismo não é um sistema voltado para “garantir direitos” aos trabalhadores. E nem para beneficiar empresários. É um sistema voltado exclusivamente para beneficiar os consumidores.
Só irá prosperar quem consegue fornecer bens e serviços que os consumidores voluntariamente querem adquirir.
Dado que empresários e empregados são também consumidores, então é óbvio que eles também acabam se beneficiando do capitalismo. No entanto, o capitalismo não é um sistema feito para “garantir direitos e privilégios” aos trabalhadores e nem para “privilegiar empresários”. Esta não é sua função.
Se há trabalhadores mal pagos é porque os consumidores de seus produtos assim determinaram. Se há trabalhadores que trabalham muito e ganham pouco é porque não são produtivos e, consequentemente, não conseguem ofertar a um grande número de consumidores algo que eles considerem valioso e pelo qual estejam dispostos a pagar muito.
Se há assalariados mal pagos e com baixo padrão de vida é simplesmente porque eles não conseguem criar valor para seu público consumidor. Ou então porque há outros milhões que sabem fazer o que ele faz.
Ignorar isso e querer tentar contornar essa realidade implantando políticas de “bem-estar social” ou de “criação de empregos artificiais” irá apenas atravancar ainda mais o processo de criação genuína de riqueza.
Para concluir
O capitalismo beneficia a todos que estão na condição de consumidor.
Enquanto o indivíduo está puramente na condição de trabalhador e empreendedor, o capitalismo é exigente e nem sempre recompensador. Se o empreendedor e o trabalhador estão no ramo errado, então o capitalismo será inclemente.
Um empreendedor pode, por exemplo, fazer um cálculo empreendedorial errado, se aventurar em uma área na qual não há demanda, empreender mal, se afogar em dívidas, ter seus ativos penhorados e perder tudo. Tentando servir o consumidor, ele se estrepou. Já o consumidor nada perdeu. De que lado você gostaria de estar?
O empreendedor se endivida para abrir um restaurante, serve a vários consumidores, mas acaba indo à falência e tendo seus bens penhorados perante seus credores. Quem se deu melhor: os consumidores que se aproveitaram deste restaurante ou o empresário falido?
É o cidadão comum consumidor que se dá bem no capitalismo, e não necessariamente o empresário. Este pode se estrepar completamente.
Por fim, mesmo o mais exitoso dos empreendedores e o mais bem-sucedido dos assalariados só é realmente beneficiado pelo capitalismo porque podem utilizar os frutos do seu trabalho para consumir; para adquirir bens e serviços que irão melhorar seu padrão de vida. Só que, ao fazerem isso, eles estão no mesmo nível dos demais consumidores normais.
No capitalismo, portanto, é o cidadão comum consumidor que se dá bem, principalmente quando ele sabe do poder que tem. E não necessariamente o empresário. Este pode se estrepar completamente.
Sempre falo isso.
Por isso que os empresários são pobres e os consumidores ricos, pois os empresários se estrepam, mas os consumidores riem de orelha a orelha.
Eu já pensava assim há um bom tempo. E foi justamente isso que me fez mudar de ideia em relação aos “tratados comerciais”.
Sim, como este site sempre apontou, tratados comerciais nada mais são do que acordos de comércio gerenciados pelo governo, e não representam um genuíno livre comércio. Sim, concordo plenamente. E concordo também que tais acordos são ruins para as pequenas empresas e bons para as grandes empresas.
Só que tem um detalhe: eles são bons para os consumidores. O resultado final para os consumidores é que as tarifas de importação diminuem radicalmente e oferta de produtos bons e baratos aumenta. Foi assim com o NAFTA e seria assim com o TPP, vetado por Trump (e que espero que o Biden volte a ele).
Sim, grandes interesses corporativos seriam os maiores beneficiados e os mais contemplados. E os pequenos empreendedores seriam os mais prejudicados. Só que os consumidores também sairiam ganhando. E, para mim, como consumidor, é isso o que importa.
Eu era contra o NAFTA e o TPP. Hoje sou a favor. E seria a favor da ALCA também.
Aproveitando para tirar uma dúvida:
Preços de equilíbrio ou tendências a preço de equilíbrio existem?
Se sim como demonstrar [provar] que existem?
Se não como provar que não existem?
E se possível a visão austríaca sobre o assunto. Grato!!
É por isso que quanto mais “direitos” são conferidos aos consumidores (que implica imposição de obrigações aos fornecedores/produtores) menos soberanos ficam os consumidores.
O establishment jurídico, econômico, político e midiático não compreende isso (ou se nega ou não quer compreender): quanto mais “direitos” aos consumidores, mais se pune os fornecedores/produtores; quanto mais se pune os fornecedores/consumidores, mais se pune os consumidores.
O mesmo se dá quanto à relação entre empregado e empregador: quanto mais “direitos” são conferidos aos empregados, mais se pune empregadores (impondo obrigações); quanto mais se pune os empregadores, mais se pune empregados.
Isso é o que dá se negar a compreender que quando a relação de troca é voluntária não há soma zero (ambos saem ganhando); quando há coerção (institucionalizada) na relação, aí sim é que há soma zero (um ganha e outro perde: quem ganha é o burocrata estatal).
O objetivo verdadeiro do capitalismo é melhorar a vida dos consumidores, mas toda a mídia e educadores dizem que é enriquecer os empresários.
O objetivo verdadeiro do socialismo é colocar um ditador no poder e escravizar toda a população, mas toda a mídia e os educadores dizem que é tornar o mundo um lugar mais justo e igualitário.
Suponhamos que em um determinado mercado os preços estão se tornando cada vez mais baixos devido à livre concorrência; para conseguir isso, o fabricante tem que necessariamente cortar custos de algum lugar, por exemplo, dos salários dos colaboradores, ou então diminuindo o quadro dos mesmos, contratando pessoas mais eficientes.
Mas se diminuirmos a remuneração dos funcionários não estaremos também diminuindo o poder de compra dos mesmos, e essa diminuição do poder aquisitivo não vai gerar menos vendas? Concordo que apesar da diminuição de renda, a diminuição dos preços compensará tal redução dos ganhos, mas então não ficaria na mesma situação de antes?
Explicando melhor: um sujeito trabalha em uma empresa, e tem seus ganhos reduzidos em 20%, por exemplo, para atingir a meta de redução de 20% no preço do produto final. Mas qual a vantagem de pagar 20% a menos em um produto, se o salário também diminuiu 20%? Desculpem a pergunta que talvez seja idiota, mas não sou nenhum entendido em economia e estou tentando aprender.
Como de praxe, artigo genial.
“De outro, há os que rebatem essas afirmações recorrendo a estatísticas que confirmam que os trabalhadores têm o melhor padrão de vida exatamente nos países mais capitalistas.”
Não sei se eu li com pressa, mas por que nesse caso a pessoa estaria também ignorando o essencial para se falar do capitalismo?
Falando dessa questão, o triste é ver um dos efeitos da inflação no Brasil (mas está tendo também nos EUA, ainda que com menor intensidade): por exemplo o Crunch Cereal teve uma diminuição de peso de 100 g bem recentemente. Um cereal em flocos que comi eu tenho a impressão de que perdeu também qualidade.
Sabendo que ao longo desses últimos anos os custos explodiram em mais de 40 %…
No Japão e na Suíça, com índice de preços indo de negativo a menos de 2 %, a situação deve ser diferente.
Poderia ser amenizado se fôssemos livres para comprar produtos de todo o mundo, mas aí o governo, para proteger as corporações nacionais que são sagradas, impõe tarifas de importação norte-coreanas e uma moeda doente.
É possível a economia, no qual o padrão de troca é o papel moeda, crescer, sem a impressão de papel moeda ? Fico matutando sobre isso e, confesso, sou leigo para entender tal situação.
Estou lendo este artigo enquanto tomo um milk-shake na praça de alimentação do shopping. Todos os restaurantes querem o meu dinheiro. E por isso eu posso escolher exatamente o que eu quero e como eu quero. Eu estou no comando.
Excelente artigo!
Muito interessante. Umas três décadas atrás, eu estava visitando um amigo. Ele era formado na escola de administração da FGV. Ele estava começando uma carreira como empreendedor do ramo de informática. Estávamos no quintal vendo o filho dele brincar de bola. O menino tinha uma sete anos.
"Danielzinho", disse ele, "por que o papai vai trabalhar todos os dias?"
"Para comprar dinheiro", Danielzinho respondeu.
"Não, meu filho, papai vai trabalhar para ganhar dinheiro".
E aí eu humildemente me intrometi, tentando ponderar: "Acho que o raciocínio Danielzinho está certo. Você trabalha para comprar dinheiro. Todos nós compramos dinheiro com o nosso trabalho".
Meu raciocínio foi exatamente o mesmo do artigo.
Curiosamente, Danielzinho hoje é um bem-sucedido empreendedor do ramo da microcervejaria.
O *VERDADEIRO* capitalismo funciona a favor dos consumidores, e não de empresários e assalariados.
O PSEUDO capitalismo sob o qual vivemos, não!
E isso dá munição para os socialistas criticarem o verdadeiro….
e estamos perdendo!
“Comissão Europeia aprova proposta que considera energia nuclear e gás natural 'sustentáveis', enfurecendo ambientalistas”
França já tem 70 % da matriz energética em energia nuclear. Enquanto isso, o Brasil estatizou o setor, enterrando essa perspectiva, com essa maldição getulista de estatizar “setores estratégicos”.
O CDI existiria em uma economia sem reservas fracionarias? Digo, como o CDI é um investimento do mercado interbancario, logo tal ferramenta só existe pelo fato dos bancos poderem emprestar mais do que existe nas contas e com isso não conseguir fazer fechamento de caixa no fim do dia. Correto?
http://www.eff.org/deeplinks/2022/02/its-back-senators-want-earn-it-bill-scan-all-online-messages
mais um atentado aberto e descarado do estado americano à privacidade e segurança online, já não estão mais nem disfarçando…
Para mim isso é apenas o desespero pela sobrevivência de um império decadente e moribundo. Os EUA estão acabados, o “progressismo” está deteriorando o país de forma assustadora, brigas (verbais e até físicas) entre o gado Democrata e o gado Republicano estão nas alturas, e a tendência é só piorar.
A polarização política também deteriora a confiança de investidores, afinal, quem vai investir à longo prazo em um país que pode muito bem eleger algum lunático que conduza o país à desgraça com um sorriso no rosto.
Se já não fosse suficiente, agora vem mais essa, pra abalar ainda mais a confiança em empresas e produtos americanos, confiança essa já danificada pelas revelações de Edward Snowden em 2013.
Enfim, a terra do Laranjão malvado um dia já foi um lugar livre, hoje é só de ré.
Pessoal, um argumento contra o livre mercado seria a Apple Store vs Google Play. Todo bendito serviço e aplicativo, seja ele qual for, só tem duas etiquetas ”Baixe na Apple Store ou Google Play”. Oligopolio formado pelo livre mercado, seria?
Leandro, você que entende de automóvel também, qual a sua opinião sobre a eletrificação automotiva?
E cade o Lobby das petroliferas que antes impediam isso?
Sinceramente eu acho o HIBIDRO a solução ideal, acontece que a imprensa e o establishment quer porque quer 100% elétrico.
Eu como entusiasta, prefiro os antigos aspirados de alta rotação, será que voltarei a ver esses motores nas ruas?
Sinceramente, será que toda essa cultura eletrica vai runir e voltaremos a normalidade? O carro a combustão moderno polui muito pouco, fora que acho que essa escarnio em torno do ”planeta fragil” pura balela, por mim podiamos poluir mais que estaria tudo bem. O que pensa sobre essa ideologia aquecimentista?
Produto é uma mera formalidade.
Venda qualquer produto academia, streaming, curso etc. Abaixo do custo e lucre já sabendo que a grande maioria não irá usar muito e terá preguiça de cancelar.
Venda qualquer produto na loja e só de desconto se usar o cartão da loja. Se conseguir criar um clube de assinatura e bom e se pegar cliente que gastam mais do que ganham é 12% ao mês se nenhum esforço
“O 'presente' de Bolsonaro para o MST”
O governo simplesmente entregou títulos de propriedade de terra para os moradores. Se for o que estou entendendo, isso é maravilhoso, tanto é que o MST achou ruim.
Hernando de Soto sempre disse que um dos maiores problemas da América Latina é a questão da falta de propriedade privada.
Vi gente dizendo de que seria bom o governo emprestar dinheiro para essas pessoas que receberam o título, porque sem isso eles permanecerão reféns do MST e os bancos privados não fariam empréstimos. Do ponto de vista moral, é péssimo. Ponto de vista econômico, causa distorções.
Se o setor privado não empresta dinheiro para essas pessoas, então tem algum motivo: regulações bancárias, conivência com caloteiros (o que faz explodir as taxas de juros), controle de preços (por exemplo o cheque especial, que é um completo absurdo) e afins. No Brasil Colonial ninguém precisou de esmola para ter as suas propriedades de terras. As próprias Santas Casas emprestavam dinheiro para os produtores do Nordeste. A região não prosperou por acaso.
Imagina se o Brasil de repente recebesse uma legislação armamentista igual à do Texas: seríamos um dos lugares mais seguros do mundo. Só que, como o desarmamento sempre existiu, então os esquerdistas tomaram conta de tudo e agora é quase que inviável alguma mudança (e mesmo assim o Bolsonaro conseguiu boas medidas nesse sentido).
Eis que aqui na Bahia já sentimos os impactos da privatização da Petrobras que vem ocorrendo aos poucos.
www1.folha.uol.com.br/mercado/2022/02/refinaria-privatizada-na-bahia-vende-combustivel-mais-caro-que-petrobras.shtml
Os liberais mordem os cotovelos tentando justificar.
Juravam que os preços baixariam com a privatização…. Mas vem ocorrendo o exato oposto
Interessante é o desempenho do renminbi chinês, que está em alta histórica, apesar das recentes posturas pombalistas do PBOC.
Vale um artigo só sobre isso? Tem uma breve explicação aqui no Trading Economics.
Se o capitalismo funciona a favor dos consumidores e não de empresários e assalariados o socialismo funciona contra os consumidores e não contra grandes empresários (centralização econômica) e assalariados (inclui os funcionários públicos e privilegia direitos e sindicatos). Soa-lhes algo familiar? Fuja de governos e bancos e tenha uma vida mais feliz e saudável. Fuja do sistema . O sistema te cobiça. Só acho estranho quando falam de capitalismo e não falam de bolsa de valores (mercado de capitais) e do sistema financeiro (juros) no contexto país Brasil. Muito reducionismo nas abordagens. Neste país o primeiro é insignificante e não cumpre a sua função de financiar os empreendimentos. O segundo é protegido por leis que o autorizam a expropriar todos os bens dos mau pagadores e a submeter os bons pagadores a uma escravidão financeira imoral quase eterna. Esse país é uma plantação de jabuticabas e daquelas do pior tipo, daquelas que “cagam em pé”.
Gostei do artigo, agora peço aplicações práticas.
Preciso trocar meu celular e quero um Samsung S20+.
Neste momento o menor preço é R$3700
Como posso usar minha vantagem de consumidor?
OBS: Presumam os dois cenários: (a) que eu já tenho todo o montante; (b) que eu ainda não tenho todo o montante
Obrigado.
* * *
O que preferem, ganhar de 1 a 2 k dolar por mês morando nos EUA ou ganhar isso Morando no Brasil?
E em que lugar do Brasil? Estou no litoral de SP, pertinho da capital.
Alguem sabe como estão as contas publicas hoje? Como vai ficar ja que o governo vai imprimir R$ 41,25 bilhões para a PEC kamikaze?
“Por isso, em situações assim, sempre é possível barganhar e pedir pelo menos 10% de desconto à vista (vai depender dos juros vigentes no país). De início, haverá resistência do vendedor (justamente por causa da financeira). Mas, se você ameaçar ir para a loja concorrente, imediatamente você consegue.”
Alguém já tentou fazer isso? Dá certo mesmo? Digo, parece uma situação um tanto inverossímil. Ora, se o preço anunciado de um produto é R$ 100, não acho que o empregado da loja estaria autorizado a vender por menos. Peço aos entendidos no assunto que mostrem o caminho das pedras para pechinchar com êxito.
E este é o problema. Quais consumidores? Qual tipo de demanda? Existem ofertas e demandas imorais. E se os consumidores forem, por exemplo, pedófilos?
Nenhum tipo de democracia é bom, não importa se é a democracia da produção, ou democracia do consumo, ou democracia na política.
Me expliquem a Argentina: A renda deles é maior que a nossa porem eles detêm uma faixa na pobreza maior que a nossa.
Bem, no presente momento, a situação Brasileira é melhor porém a Argentina por enquanto e AINDA é um país melhor, certo?
Em tempo, nenhum artigo sobre o pacote de bondades de PG? Motivação, consequências!
bom dia, estamos em meados de 2023, se puder escrever o texto sobre concursado ou de quem trabalha para estado ficarei agradecido. seu texto consegue claramente alinhar raciocínio com o parecer fato científico. é disso que precisa, muita gente mal interpreta e sai como papagaio de comentario qualquer.
Ótimo texto!
atenciosamente, Rafael.
A experiência de leitura do novo site está horrível. Em contrapartida, os artigos continuam excelentes! Só dá pra serem lidos sem sentir dor de cabeça kkk
E aparentemente o artigo “Vamos Debater a Pobreza” sumiu. Ao menos não consegui localizar nada no mecanismo de busca…
Tarcisio vetou diminuição no imposto sobre herança, segundo a folha o brasil tem esse imposto muito baixo comparado com outros países, é verdade? Eu acho um absurdo, se eu herdar meia duzia de apartamento alugado que de uns 2 milhões no total, vou ter que deixar uma grana pro estado que eu nem tenho cara. Nos outros paises é mais alta mesmo?
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/02/governador-de-sao-paulo-veta-reducao-de-imposto-sobre-herancas-e-doacoes.shtml
Pois é, Barbara. Nem o teu comentário e o meu consigo visualizar por completo dentro da seção. Como disseste, acabou ficando confuso, mesclando comentários bem mais remotos com os mais recentes. Tenho para mim que o layout anterior já estava bom e não necessitava de mudanças.
O layout do site ficou horroroso e bem confuso, até comentários de 6 anos atrás estão aparecendo aqui como se fossem inéditos.
Fora que você clica nas respostas e elas simplesmente não aparecem! Outro ponto negativo, é que pelo que percebi, já é possível o pessoal das redes sociais se logar aqui com as contas do Facebook e do Twitter, não deu outra, o pessoal do esgoto em um dia já veio entupir os artigos de flood e groselha comunista.
Também não entendi a mudança do layout no site. Ficou mais difícil para localizar artigos em especial no campo de busca, inclusive.
Por que houve a alteração do site? Eu particularmente não gostei. Agora dá um trabalhão para ver todos os comentários acumulados de um artigo antigo (tem que usar o “carregar mais” por várias vezes) e não há um acesso direto ao comentário novo.
Pelo que vi, deu uma pequena melhorada, os comentários mais recentes estão aparecendo no topo, mas deveria tirar esse “carregar mais”, e clicar em um comentário no menu inicial não está mais redirecionando para o comentário em questão.
O campo de pesquisa do site está retornando mensagem de erro.
Quero a opinião dos “Miseanos” em uma questão:
Como lidar com o niilismo profissional? Há de se concordar que dentre tantos empregos/trabalhos, em algum momento ponderamos sobre a inutilidade deles – ao menos na perspectiva geral, no maior.
Geralmente as respostas que recebo são extremamente superficiais, do tipo “vá achar algo que te preencha então”, mas sabemos que a coisa não é assim tão simples se você for uma pessoa com dificuldade em achar propósito.