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A relação entre juros artificialmente baixos, câmbio depreciado e degradação ambiental

Nota do Editor

O artigo abaixo possui a adição de um trecho específico para torná-lo ainda mais crucial à realidade brasileira. 

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Teóricos que defendem soluções de livre mercado para o ambiente já demonstraram que a melhor maneira de se preservar a natureza é estendendo a criatividade empreendedorial e os princípios do livre mercado para todos os recursos naturais, o que requer a completa privatização destes e uma correta definição e defesa dos direitos de propriedade que pertencem a eles.  

Sem estes direitos, todos eles baseados na propriedade privada, o cálculo econômico se torna impossível, a correta alocação de recursos escassos para as aplicações mais demandadas é impedida e todos os tipos de comportamentos irresponsáveis são encorajados, o que leva ao consumo e à destruição injustificados de vários recursos naturais.

Entretanto, estes teóricos conservacionistas pró-livre mercado até hoje seguem ignorando uma outra grande causa do uso ineficiente e improdutivo dos recursos naturais: a expansão artificial do crédito — via redução artificial dos juros e consequentemente expansão da oferta monetária — que os bancos centrais orquestram e ciclicamente injetam nos sistemas econômicos por meio dos sistemas bancários.

A expansão artificial

Toda expansão creditícia artificial desencadeia, em sua fase inicial, uma bolha especulativa que pode ser caracterizada por uma “exuberância irracional”. 

Quando o Banco Central reduz artificialmente os juros, ele faz com que aqueles investimentos que antes não eram atraentes repentinamente se tornem promissores. Quando os juros dos empréstimos bancários são reduzidos, aqueles projetos de longo prazo que antes eram inviáveis tornam-se agora — exatamente por causa dos juros mais baixos — aparentemente viáveis. 

Esses projetos de longo prazo — como, por exemplo, empreendimentos imobiliários, construção de shoppings, fabricação de máquinas, e ampliação da capacidade produtiva das indústrias — são aqueles que demandam mais capital e mais investimentos vultosos. O que antes parecia caro, agora, repentinamente — por causa dos juros menores — parece bem mais acessível.

Esta fase da expansão creditícia provoca uma série de desequilíbrios e descoordenações na economia real. Como a taxa de juros é um preço como qualquer outro da economia, sua manipulação pelo governo irá, inevitavelmente, gerar distorções que se tornarão explícitas apenas no longo prazo.

Consequentemente, vários projetos e empreendimentos de longo prazo que antes da expansão do crédito se mostravam desvantajosos se tornam agora, por causa da queda dos juros, aparentemente (muito) lucrativos. 

Esse novo dinheiro criado pelo Banco Central e injetado na economia por meio do sistema bancário (via concessão de empréstimos) faz empreendedores pensarem que outras pessoas pouparam dinheiro — reduziram seu consumo —, desta forma liberando capital para a economia. No entanto, a realidade é que não houve nenhum aumento na poupança, e nenhum aumento em bens de capital. Houve apenas criação de moeda e manipulação de juros.

E quando este processo de expansão monetária ocorre simultaneamente em nível mundial, as consequências são globais.

As consequências ambientais

E um dos resultados mais ignorados deste fenômeno é a desnecessária pressão que ele gera sobre todos os recursos naturais.  

Árvores que até então não deveriam ser derrubadas se tornam extremamente desejadas por madeireiras, cuja matéria-prima está agora sendo demandada por vários setores imobiliários. 

Por causa do boom na construção civil, a produção de cimento aumenta exponencialmente, o que por sua vez exige um aumento na produção de alumina, de sílica, de óxido de ferro e de magnésio, os quais são queimados juntos em um forno e pulverizados, transformando-se em seguida em concreto.  

Para aumentar a extração de minerais, várias montanhas e vales são explorados e perfurados mais atabalhoadamente, sempre com urgência para se suprir a crescente (e artificial) demanda.  

O aumento artificial da renda, gerado pelo crédito fácil, estimula uma maior demanda por uma gastronomia mais requintada, o que estimula a pesca predatória e uma maior quantidade de abate de animais.  

Florestas são queimadas com mais frequência para aumentar o plantio de soja. A criação de gado, uma atividade que os ambientalistas dizem ser poluidora, se expande. A atmosfera é poluída. Os rios são contaminados. 

Além dos minerais, aumenta-se também a prospecção de petróleo e gás com o intuito de se completar projetos excessivamente ambiciosos para os quais simplesmente não haverá demanda assim que eles ficarem prontos, dado que os consumidores estarão mais endividados e sua renda não terá aumentado como se previa inicialmente.

No Brasil

O gráfico a seguir mostra a evolução da taxa Selic e da oferta monetária (M1) no Brasil.

selicxm1.png

Gráfico 1: linha azul, eixo da direita: M1; linha vermelha, eixo da esquerda: taxa Selic

Observe que a relação é quase sempre inversa. Quando a Selic sobe, a expansão da oferta monetária sofre uma desaceleração. Quando a Selic cai, expansão da oferta monetária acelera.

Já o gráfico a seguir mostra a evolução da taxa Selic e da taxa de câmbio. 

selicxcambio.png

Gráfico 2: linha azul, eixo da direita: taxa de câmbio (reais por dólar); linha vermelha, eixo da esquerda: taxa Selic

A desvalorização cambial (que deixou nossos produtos mais baratos em dólares) tornou extremamente atraente a exportação de soja, milho, gado e madeira. Daí não ser surpresa a explosão em seus preços e o consequente aumento das queimadas em áreas do pantanal e da Amazônia visando à troca de vegetação para outras mais resistentes ao gado, ao plantio de soja e à derrubada de madeira.

O gráfico abaixo mostra a evolução do preço do Boi Gordo, em reais, na B3:

Boi gordo.png

Gráfico 3: evolução do preço do Boi Gordo, em reais, na B3.

Já o próximo gráfico mostra a evolução do preço do milho, também na B3:

milho.png

Gráfico 4: evolução do preço do milho, em reais, na B3.

E agora, o preço da madeira, em reais, no mercado mundial.

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Gráfico 5: evolução do preço da madeira, em reais, no mercado mundial.

Por sua vez, o preço da soja, em reais, no mercado mundial.

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Gráfico 6: preço da soja, em reais, no mercado mundial.

Aqui, a evolução dos preços, em reais, das principais commodities agropecuárias brasileiras, segundo dados do Banco Central:

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Gráfico 7: evolução dos preços das principais commodities agropecuárias. Fonte: Banco Central

Finalmente, a evolução dos preços, em reais, das principais commodities industriais metálicas brasileiras, segundo dados do Banco Central:

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Gráfico 8: a evolução dos preços das principais commodities industriais metálicas brasileiras. Fonte: Banco Central

Para concluir, os preços dos imóveis no Brasil:

precosimoveis.png

Gráfico 9: índice dos preços dos imóveis no Brasil.

As consequências econômicas

No final deste ciclo, quando a expansão creditícia — que não pode se perpetuar para sempre, sob o risco de destruir a moeda — for interrompida, os juros de longo prazo subirão, a expansão monetária será desacelerada, a renda irá parar de crescer, e todos estes investimentos irão se revelar sem sustentação, pois não havia poupança real os lastreando. O mercado inevitavelmente irá impor o desejo dos consumidores e todos estes empreendimentos que até então pareciam lucrativos revelar-se-ão um grande desperdício.  

Vários investimentos de longo prazo feitos durante o período da expansão monetária se tornam ociosos, revelando que sua produção foi um erro e um esbanjamento desnecessário (o que os fez ser distribuídos incorretamente no tempo e no espaço) porque os empreendedores se deixaram enganar pela abundância do crédito, pela facilidade de seus termos e pelos juros baixos estipulados pelas autoridades monetárias.

O resultado de tudo isso é que o ambiente é danificado desnecessariamente, uma vez que, no final, o padrão de vida dos consumidores não aumentou em nada.  

Pelo contrário, aliás: os consumidores estão agora relativamente mais pobres em decorrência de todos estes investimentos errôneos e insustentáveis que foram empreendidos em decorrência da expansão artificial do crédito, investimentos estes que imobilizaram capital e recursos escassos para seus projetos, recursos estes que agora não mais estão disponíveis para serem utilizados em outros setores da economia.  

No geral, a economia está agora com menos capital e menos recursos escassos disponíveis, pois boa parte foi imobilizada em empreendimentos insustentáveis no longo prazo. 

É assim que a expansão do crédito, além de afetar toda a economia, ainda degrada desnecessariamente o ambiente.

Esta extremamente sucinta análise nos leva a uma óbvia conclusão: amantes da natureza, além de defender a privatização de todos os recursos naturais, deveriam também defender um sistema monetário de livre mercado, o qual não comporta um Banco Central manipulando e expandindo a oferta monetária e o crédito para atender aos desejos de curto prazo dos políticos.  

Em suma, a defesa teria de ser de um sistema monetário baseado em um padrão-ouro puro. Este seria o único arranjo capaz de erradicar as recorrentes expansões econômicas artificiais e insustentáveis e suas subsequentes crises financeiras e recessões, ciclo este que tanto mal faz ao ambiente, à humanidade e a todo o processo de cooperação social.

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Leia também:

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A Teoria Monetária Moderna já está sendo aplicada – e explica a inflação do ouro e dos “day traders”

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72 comentários em “A relação entre juros artificialmente baixos, câmbio depreciado e degradação ambiental”

  1. Na Argentina, apesar de ser regulado ou proibido, muitos negócios e pessoas aceitam dólares como moeda corrente e guardam em casa, pois perderam confiança no sistema bancário, pois já sabem que o peso argentino não presta e já sabem também do corralito.

    Será que isso poderia acontecer no Brasil?

    Ah, de curiosidade, a Hyundai na Argentina já anuncia os preços de seus carros também em dólares. Lembrei agora dos anúncios de carros na era Collor, quando também eram mostrados com preços em dólares.

    PS: Dólar deu uma caída leve hoje.

  2. O IPA-M, que representa os preços no atacado, aumentou 6,36% este mês, ante um avanço de 3,15% na segunda prévia de agosto. Sobe 25% em 12 meses.

    O IGP-M acelerou a 4,57% na segunda prévia de setembro, após ter aumentado 2,34% em igual leitura de agosto. Com o resultado, o índice acumulou elevação de 14,66% no ano de 2020 e alta de 18,20% em 12 meses.

    g1.globo.com/economia/noticia/2020/09/29/igp-m-indice-que-corrige-o-aluguel-dispara-para-434percent-em-setembro.ghtml

    portalibre.fgv.br/sites/default/files/2020-09/igp-m_fgv_press-release-resumido_set20_1.pdf

    Esse mix de Selic irreal e Teoria Monetária Moderna está esfacelando o câmbio e provocando todos esses desastres. A esquerda, que sempre defendeu essa política monetária ultra-keynesina (juros baixinhos, expansão monetária insana e dólar caro), está compreensivelmente quieta. Qualquer crítica seria inocerência.

  3. Acho que esse artigo veio mesmo a calhar. É difícil pensar que as atuais preocupações ambientais vão desaparecer. Ao invés de vociferar contra os ambientalistas, talvez fosse realmente melhor tentar estabelecer um diálogo razoável sobre as verdadeiras causas da degradação ambiental. A hipótese apresentada pelo prof. Soto, confirmada pelos gráficos, me parece muito plausível.

  4. EuEu fico imaginando como a China deve ter degradado o clima do próprio país baseado nesse sistema exposto pelo artigo. A impressão naquele país é algo bruto.

  5. Artigo bem didático mesmo. Só complementaria a questão ambiental no seguinte:

    Ao fim do ciclo, as madeireiras e mineradoras etc. irão abandonar a área explorada, por não ter mais capital para cuidar dela, o que é garantia absoluta de degradação ambiental. E aí, com o tempo, se inicia um novo ciclo de expansão do crédito, e então, dada a urgência, força a busca de novas áreas, e o ciclo de degradação também reinicia.

    Por outro lado, em uma economia baseada em poupança real, a exploração de uma área é feita já com vistas a prazos mais longos e o custo ambiental (o de recuperação das áreas) já estará embutido no preço dos produtos explorados, de tal forma que uma única área pode ser reaproveitada inúmeras vezes.

    Abraços.

  6. Um economista, que parafraseou Keynes, me disse que os ciclos são causados pelo fator “natureza humana” ,ou seja, que o empresário contrai o crédito artificialmente barato por causa da ganância ou coisa assim

    Por aqui, eu já li que isso não é verdade, que o empresário contrai o crédito artificialmente barato por uma questão de “sobrevivência”, afinal, a concorrência pode estar pegando o crédito para expandir

    Ambas teorias podem até fazer lógica mas será que é a realidade?

    Algum empresário daqui pensou assim na era Dilma?

    O que, de fato, aconteceu?

  7. Esse governo é uma tragédia completa. Paulo Guedes é patético, só fala e pouco faz. Meirelles que nunca ficou de discursinho ideológico foi muito mais liberal e facilitou muito mais a nossa vida. Ciro Guedes tá correndo atrás do Mantega pra ser o pior ministro da história.

    Isso é importante pra liberais e libertários no geral se afastarem desses reacionários nojentos, esses embustes vão fomentar o crescimento de uma nova esquerda radical (o que é bom pra eles, já que se sustentam da polaridade e não da produtividade).

  8. Praticamente todas as questões relacionadas ao ambiente envolvem conflitos sobre propriedade. 

    Sempre que houver propriedade privada, os proprietários podem resolver estes conflitos por meio da proibição e da punição aos atos de transgressão.  O incentivo para se conservar é uma característica inerente à estrutura de incentivos criada pelo mercado. 

    O mesmo é válido para o incentivo de se preservar todas as coisas de valor.  A responsabilidade pelos danos à propriedade alheia tem de ser arcado pelo indivíduo que causou o estrago. 

    Propriedade comunal do ambiente, como existe hoje, é garantia de ineficiência e de conflitos. 

    Dado que as florestas, por exemplo, não são geridas privadamente, a meta de se conseguir uma administração racional e “verde” sempre será enganosa.  Somente quando uma terra tem dono é que este possui vários incentivos para cuidar muito bem dela. Sua preocupação é com a produtividade de longo prazo.  

    Assim, caso ele decida, por exemplo, arrendá-la para uma madeireira, ele vai permitir a derrubada de um número limitado de árvores, pois não apenas terá de replantar todas as que ceifou, como também terá de deixar um número suficiente para a safra do próximo ano. O mesmo vale para um pasto ou para uma área de plantio.

    Mas ninguém aceita isso. Então, nada feito.

  9. A política dos juros baixos, subsídios e crédito rural farto estimula a especulação imobiliária e as invasões. Ainda mais no sistema de plantation brasileiro. Degrada-se uma área e se invade outra enquanto deixa a primeira descansar.

    Muitos compram terras ao invés de investir na produção, esperando ganhar na especulação imobiliária. E o prejuízo é sanado com o perdão junto ao seu político de estimação.

    Já é de praxe receber dinheiro, esperando o perdão. O dinheiro emprestado é um presentão.

    Então o juro fácil sempre estimulou o “latifúndio” que a esquerda odeia. Mas não quer acabar com o subsídio.

  10. Sei que não tem muito a ver, mas queria ver um artigo aqui falando sobre o uso de supercomputadores e Big Data proposto por Cottrell e Cockshott para a resolução do cálculo econômico. Enfim, fica aí como sugestão.

  11. Existe a lei da oferta e da demanda. Por exemplo, quando a demanda aumenta e a oferta está baixa, os preços sobem

    Mas como acontece? Como que o vendedor sabe “que a oferta está baixa e a demanda está alta, então, eu devo aumentar os preços”?

    Eu sei que os custos não determinam os preços, já que é o mercado, mas no meu negócio eu sei que eu devo aumentar os preços quando os custos sobem… mas o cara que vende material para mim, se for seguir o meu raciocínio, também saberá quando os custos dele subirem.. e se o cara que fornece material para o cara que me vende material seguir o meu raciocínio…e assim sucessivamente. Imagino que o fim desse raciocínio termina no mercado financeiro com o governo ditando as taxas de juros e outras coisas macroecomicas

  12. “Estudo do BCE descobre sinais de redução da independência do Banco Central”

    Curioso é que, segundo eles, a autonomia do BCB não mudou, ao passo que isso se deteriorou no México e nos Estados Unidos. Só se realmente mudou no México, pois o atual presidente do banco lá veio do antecessor Peña Nieto e que é mais ortodoxo e, até onde eu saiba, o AMLO nunca interferiu nisso, embora o Banxico tenha reduzido os juros por várias vezes (e pretende parar com as reduções, mas no que diferencia isso do Brasil? Será que não mudou mesmo aqui no Brasil? Para mim eu acho que tendo ou não autonomia, o BCB em última instância continua sendo do Ministério da Economia. Talvez a exceção tivesse sido o Meirelles no BCB quando o Mantega já era o ministro da Fazenda. As duas políticas eram antagônicas de certa forma.

  13. Estamos sendo humilhados também pelos chineses. Além de o governo chinês ainda ter grau de investimento, o valor do dólar por renminbi está nos menores valores desde maio de 2019, ou julho de 2017 ou novembro de 2016… no mínimo são espertos, pois uma moeda fraca poderia colocar em risco o regime deles.

    Depois falam que a moeda chinesa é fraca… que nada, é mais antiga que a brasileira e um dólar não custa ainda sete renminbis. Se o real tivesse a idade do renminbi, já estaria mais de 7 reais para cada dólar faz tempo.

    É por isso que a Sony vai sair do Brasil… claro, é mais barato produzir na China do que aqui, ou mesmo na Coreia do Sul. Os dois países possuem moeda forte e ambiente melhor para investimentos. Não tem como competirmos. E detalhe que o percentual do PIB brasileiro para exportações é bastante baixo, dos menores do mundo.

  14. Esse mapa mostra o grau de crédito de vários países do mundo pela Standard & Poor. O Brasil está sem grau de investimento desde o fim do governo Dilma.

    China (A+), Botsuana (BBB+), Rússia (BBB-), Indonésia (BBB), Filipinas (BBB+), Índia (BBB-), México (BBB), Peru (BBB+) e Colômbia (BBB-) possuem grau de investimento, mas o Brasil não (BB-). Brasil está, então, mais perto de grau de crédito de países como Grécia (BB-), Paquistão (B -), Ucrânia (B), Turquia (B+), Egito (B), Nigéria (B -) e África do Sul (BB-).

    Quanto pior o grau de crédito, maiores os custos de crédito, já que os juros dos títulos governamentais se refletem nos investimentos também produtivos. Isso é tanto verdade que as taxas de juros de longo prazo no Brasil ([link=l.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww.worldgovernmentbonds.com%2Fspread-historical-data%2F%3Ffbclid%3DIwAR22K8GaEi5ZZ7JuKJYj_ciag8O77ftV4JwqRgOtbi3hbvG3qHkRumU8Nf4&h=AT2-a8nK18b0HcvjME8-uCbWb-qu8WiePG1-j3EqDIsAnJWtpsyVVOWXaSQP6X_EG0Dx3PJ0IHJIEuNThod2Z7_HgBgXNredM1eZR06_cdTSw-nEj8nXNrSPkfBEYmx5ed8D&__tn__=-UK-R&c[0]=AT3m9R9lptZcSclu4yUQxzAmVesyfIOwTOYpoSJmfFm1WwORUlkf3ZJHlf-MytwdJIIFo3ZzdHmAfN_S0VaMURiOJkDKKrDbM_1hciMqIr9re2eTqOgStbFFnyu1dPyzP84IFLjizL3GIvquYs0T2fc0OFZ1-yV8BQ]7,68%[/link]) estão maiores do que em todos os países que ainda possuem grau de investimento, inclusive os emergentes.

    Acho que a equipe econômica atual não se ligou para essa realidade.

  15. “IPCA de setembro sobe 0,64%”

    “O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro subiu 0,64%, ficando 0,40 ponto percentual (p. p.) acima dos 0,24% de agosto. Esse é o maior resultado para um mês de setembro desde 2003 (0,78%).”

    Aos poucos, as previsões dos economistas austríacos vão se concretizando.

  16. “Além dos minerais, aumenta-se também a prospecção de petróleo e gás com o intuito de se completar projetos excessivamente ambiciosos para os quais simplesmente não haverá demanda assim que eles ficarem prontos, dado que os consumidores estarão mais endividados e sua renda não terá aumentado como se previa inicialmente.”

    Vimos isso nos EUA durante a década de 2000, com uma explosão na produção de petróleo, ante o expansionismo monetário americano.

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