Voltar

O fim da civilização?

Nota do Editor

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta uma perda de R$ 25,3 bilhões para a segunda metade de março. E isso em apenas quatro estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal. 

A CNC descartou qualquer previsão de crescimento no varejo este ano. Segundo a entidade, essas perdas são diretas, impostas pela pandemia de Covid-19. Pior: não estão contabilizadas as perdas indiretas decorrentes da queda espontânea da movimentação dos consumidores nas lojas.

Enquanto isso, nos EUA, há membros do Federal Reserve (o Banco Central americano) prevendo queda de até 50% no PIB americano no segundo trimestre do ano, algo que nunca se viu na história. Mais: a taxa de desemprego saltaria para 30%. O fato concreto até o momento é que o setor de serviços desabou 20% só neste mês de março.

Na Europa, o dado preliminar do PMI composto do IHS Markit para a zona do euro desabou a uma mínima recorde de 31,4 em março. Foi, de longe, a maior queda de um mês desde que a pesquisa começou em meados de 1998 e veio abaixo de todas as previsões de uma pesquisa da Reuters, que havia mostrado leitura de 38,8, pela mediana das estimativas. Ainda segundo o IHS Markit, os números de março sugerem que a economia da zona do euro está encolhendo a uma taxa trimestral de cerca de 2% (o que equivale a uma queda de 8% ao ano), e a escalada das medidas para conter o vírus poderá agravar a crise.

Prevê-se, ainda, que a já recessiva economia japonesa encolha mais 4% neste ano.

Obviamente, o mundo não está vivenciando exatamente uma recessão. Estamos vivenciando, isso sim, um quase que completo desligamento do setor privado imposto pelos governos. 

Ao redor do mundo, políticos e burocratas intervieram drástica e subitamente nas economias e, sem qualquer aviso, ordenaram o completo fechamento de todos os empreendimentos, permitindo apenas a venda de comida, remédios e combustíveis. Repentinamente, por ordens políticas, as economias ficaram isoladas, as transações comerciais foram proibidas, estabelecimentos foram compulsoriamente fechados, pessoas foram proibidas de trabalhar e obrigadas a ficarem confinadas em casa, a livre circulação nas estradas foi abolida, as viagens internacionais foram banidas e, na prática, quase todos os tipos de empreendedorismo foram compulsoriamente suspensos.

Em suma: os governos proibiram a execução de todas aquelas atividades que constituem uma economia saudável e pujante, na qual quem produz visa apenas a servir quem quer consumir. É neste arranjo, e apenas neste arranjo, que todos podem prosperar.

Todo o padrão de vida da população mundial repentinamente desabou, pois a divisão internacional do trabalho foi aniquilada.

O artigo a seguir faz a pergunta: vale a pena?

___________________________________________

Os governos ao redor do mundo estão usando a suposta ameaça de uma pandemia de COVID-19 para desligar a economia mundial. 

Como escreveu Daniel Lacalle, uma autoridade em economia energética: “A decisão de interromper as viagens aéreas e fechar todos os negócios não-essenciais já é uma realidade nas principais economias globais. Os Estados Unidos proibiram todos os voos vindos da Europa. Enquanto a Itália entra em um confinamento completo, a Espanha declara estado de emergência e a França ordena o fechamento de todos os locais e empresas públicas não-essenciais.”

Eis um fato economicamente irrefutável: governos não podem resolver os problemas que eles próprios criaram por meio de programas de gastos mastodônticos e de déficits orçamentários ainda maiores. Isso apenas piora ainda mais as coisas. Políticas de gastos e déficits são políticas do lado da demanda. Mas o que está sob ataque agora é o lado da oferta. E choques de oferta devem ser resolvidos com políticas que facilitem a oferta.

A maioria das empresas paralisadas estão proibidas de produzir. Este é o problema crucial hoje: empreendedores estão proibidos de produzir. Consequentemente, as empresas vivenciarão, por óbvio, um colapso de suas receitas, tendo grandes problemas de capital de giro. E nada disso será resolvido com os governos incorrendo em maiores déficits. Não há como mitigar um choque de oferta recorrendo a políticas de demanda, que apenas aumentam o endividamento total do governo, e em nada ajudam os setores que estão sofrendo um colapso abrupto da atividade. 

E a ideia de o governo recorrer à pura e simples criação de dinheiro por meio de seus Bancos Centrais — ou seja, o inflacionismo descarado — é ainda mais perigosa.

Ludwig von Mises nunca se cansou de alertar contra tentativas de sustentar políticas desastrosas por meio da criação de dinheiro. Disse ele: “Nenhuma emergência pode justificar um retorno à inflação monetária. A inflação não tem como criar e produzir os bens de capital necessários para qualquer projeto. Não cura condições insatisfatórias. Apenas auxilia temporariamente a mascarar as atitudes dos governantes cujas políticas provocaram a catástrofe.” 

E ele explica como sempre terminam as políticas inflacionistas: “A inflação é o complemento fiscal do estatismo. É a grande auxiliar dos governos arbitrários. É uma engrenagem no complexo de políticas e instituições que gradualmente levam ao totalitarismo.”

E há ataques básicos à lógica. Como disse o nutrólogo Bill Sardi, os governos estão dispostos a travar a economia, destruir empresas, particularmente igrejas e restaurantes — que dificilmente terão recursos para reabrir seus estabelecimentos —, e obrigar as pessoas a ficarem em ambientes fechados, uma prática que reduzirá ainda mais os níveis de vitamina D e que pode resultar em infecções generalizadas e morte entre aposentados. 

A destruição fatal 

Para entender melhor o que está acontecendo, é necessário recorrer à orientação de dois grandes pensadores, Ludwig von Mises e Murray Rothbard. Eles nos ensinam uma lição vital. A civilização depende da divisão internacional do trabalho. Destruir a divisão do trabalho nos levaria ao caos. A vida como conhecemos não pode sobreviver sob um sistema de autarquia econômica.

Rothbard explica esse princípio essencial em seu ensaio “Liberdade, desigualdade, primitivismo e divisão do trabalho

Ninguém pode desenvolver plenamente suas capacidades e habilidades em qualquer área sem incorrer em uma especialização. O primata de uma tribo ou mesmo o camponês, vinculados a uma série interminável de distintos afazeres diários apenas para conseguir sobreviver, não conseguiam ter tempo ou recursos disponíveis para desenvolverem ao máximo qualquer interesse particular. Eles não tinham oportunidade para se especializarem, para desenvolver suas habilidades em qualquer área em que fossem melhores ou na qual tivessem mais interesse. 

Há mais de duzentos anos, Adam Smith apontou que o desenvolvimento e o aprofundamento da divisão do trabalho é a chave que qualquer economia consiga avançar para além do nível mais primitivo. Condição necessária para qualquer tipo de economia desenvolvida, a divisão do trabalho também é necessária para o desenvolvimento de qualquer tipo de sociedade civilizada. 

O filósofo, o cientista, o construtor, o comerciante – ninguém poderia desenvolver essas habilidades ou funções se não houvesse tido a oportunidade para se especializar. 

Ademais, um indivíduo que não viva em uma sociedade que usufrua uma ampla gama de divisões de trabalho não terá como empregar suas capacidades ao máximo. Ele não pode concentrar sua capacidade em um campo ou disciplina e avançar nessa disciplina e em suas próprias faculdades mentais. Sem a oportunidade de se especializar no que pode fazer melhor, ninguém pode desenvolver suas capacidades ao máximo; nenhum homem, consequentemente, pode ser completamente humano.

Embora necessário que a divisão do trabalho seja contínua e progressiva para a economia e a sociedade se desenvolverem, a extensão desse desenvolvimento limita o grau de especialização que uma determinada economia pode ter. Portanto, não há espaço para um físico ou um engenheiro de computação em uma ilha primitiva; essas habilidades seriam prematuras no contexto dessa economia. Como afirmou Adam Smith, “a divisão do trabalho é limitada pela extensão do mercado”. 

Portanto, o desenvolvimento econômico e social é um processo que se reforça mutuamente: o desenvolvimento do mercado permite uma divisão mais ampla do trabalho; o isso, por sua vez, possibilita uma maior ampliação do mercado.

Já Ludwig von Mises vai exatamente na mesma linha. Em sua obra Ação Humana, ele aprofunda:

A divisão do trabalho, com sua contrapartida, a cooperação humana, constitui o fenômeno social básico.

A experiência ensina ao homem que a ação em cooperação é mais eficiente e mais produtiva do que a ação isolada de indivíduos autossuficientes. As condições naturais determinantes da vida e do esforço humano fazem com que a divisão do trabalho aumente o resultado material por unidade de trabalho despendido.

A divisão do trabalho, Mises nos diz, é a chave para o desenvolvimento da civilização: 

Concebemos assim o incentivo que induziu as pessoas a não se considerarem simplesmente adversárias na luta pela apropriação dos limitados meios de subsistência fornecidos pela natureza. Constatamos o que as impeliu, e permanentemente as impele, a se juntarem para colaborar. Cada passo na direção de um mais elaborado sistema de divisão do trabalho favorece os interesses de todos os que dele participam.

E qual a realidade atual? Neste momento, governos de todo o mundo querem que desistamos de tudo isso que já alcançamos. O abandono da divisão internacional do trabalho atingirá mais fortemente os países mais pobres, como os do continente africano, que dependem do comércio para sua simples sobrevivência diária. 

E com qual finalidade o sistema econômico mundial cuidadosamente forjado está sendo desmantelado? A disseminação do COVID-19 exige que destruamos a economia mundial? Fechar todo o setor industrial, de comércio e de serviços, proibir pessoas jovens e saudáveis de produzir, e obrigar todos a ficarem em casa enclausurados ajudará exatamente como a saúde e o bem-estar dos indivíduos?

E tudo isso por causa de quê? Um vírus que matou 18 mil pessoas no mundo, sendo 10 mil apenas na Itália e na China? Para se colocar em perspectiva, a tuberculose, uma doença antiga e pouco discutida atualmente, mata quase 1,7 milhão de pessoas por ano, ou 4.500 pessoas por dia. No mundo, são 10 milhões de infectados, o que dá uma taxa de mortalidade de espantosos 17% (a do Covid-19 mal chega a 2,5%).

Onde está o pânico com isso?

No final, o que os governos e seus defensores estão exigindo provavelmente irá piorar a doença. A lei marcial com a qual sonham deixará as pessoas acuadas dentro de suas casas, em vez de irem para as ruas ou para a praia, onde o sol e o ar fresco ajudariam a aumentar a imunidade. O pânico produzido provavelmente ajudou a espalhar a doença, à medida que multidões ensandecidas saíram raspando as prateleiras dos supermercados e das farmácias para disputarem o último rolo de papel higiênico, de mantimentos básicos, de máscaras e de álcool gel.

O jornalista Ben Swann, especialista em analisar dados, desbancar mitos e refutar falácias, comparou os números divulgados pela própria Organização Mundial de Saúde, e concluiu: uma gripe sazonal na Europa e nos EUA, que ocorre anualmente, tem uma taxa de fatalidade duas vezes maior que a da Covid-19.

Para concluir

Mesmo que o vírus COVID-19 seja mais grave do que os céticos acreditam, a humanidade pode superar isso. Mas não podemos sobreviver ao fim da divisão do trabalho. Seria o fim da civilização como a conhecemos.

_________________________________________

Leia também:

O coronavírus

Coronavírus: um caso raro de choque de oferta e de demanda – e suas possíveis consequências nefastas

Para que haja máscaras e álcool em gel para todos, só há uma solução: deixar os preços subirem

Últimos Artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

239 comentários em “O fim da civilização?”

  1. Dicas para bem viver a quarentena

    Devido a pandemia de Codvirus-19, muitos estados decretou quarentena por pelo menos 15 dias, com a possibilidade desse tempo aumentar. O Instituto Capital Imoral de Assuntos Sociais, cujo a missão sempre foi converter os neoliberais, não poderia deixar de prestar serviço educativo. Irei ensinar como bem viver este tempo conturbado.

    Alguém poderia contestar: com que autoridade queres falar sobre o que fazer na quarentena? Ora, primeiro, sou formado em filosofia pela USP; segundo, viver em quarentena, ou seja, viver em casa vagabundeando, é o que fiz minha vida inteira. São anos e anos sendo sustentado por papai e pelo Estado.

    Para bem entender a questão do viver, precisamos, antes, compreender qual tipo de filosofia as pessoas estão seguindo. Sua vida é reflexo de suas crenças.

    O Brasil, nesse sentido, é um país com profundos contrastes de vida. Por um lado, há aqueles de tradição cristã (maioria), que neste momento estão se mortificando e sofrendo por acreditarem que Jesus está enviando um castigo a humanidade. Por outro, há aqueles que preferem seguir tradição acadêmica influenciada, principalmente, pelos valores do humanismo e da Revolução Francesa. Portanto, estas dicas são baseadas na tradição humanista, se você for um fanático religioso, vá pa puta que o pariu! Vá ficar rodopiando no seu culto! Vamos as dicas:

    Quebre a rotina

    Como estamos vivendo? Será que somos mais um a seguir rotinas e deveres? A ordem das coisas entram em xeque diante de questões imediatas; o Codvirus-19 nos faz repensar a questão do nosso dia a dia. Os dias não podem transcorrer dentro de quadrados minúsculos, no interior de jaulas feias da rotina e dos deveres. Nossa profundidade e nossa importância não cabem no cotidiano raso e suas ocorrências superficiais. Faça algo inesperado, acorde mais tarde ou vá dormir mais tarde, assista desenhos, faça algo que esteja fora do roteiro. Obs: Eu odeio o clichê que diz: "Faça algo de inesperado. Diga que ama sua mulher." Que diabos é isso? O inesperado é muito mais sobre você do que sobre os outros.

    Faça sexo

    Eu recomendo que você, primeiro, tenha o sentimento de amar alguém. Amar é uma expressão do deslumbramento que se sente pelo outro. É encontrar a imensidão e eternidade que os religiosos buscam em Deus, no outro. O amor pode ser momentâneo, mas é eterno e imenso para você, e isso basta. Fazer sexo com alguém que se ama é, ao mesmo tempo, um sentimento de vínculo e posse como expressão mais elevada/sagrada do outro. É ser Deus por alguns instantes. Mas, como você é neoliberal, e está vivendo num porão, contente-se com xvideos.

    Beba

    O que você ingere diz muito sobre o comportamento do seu corpo. Beber não é somente ingerir qualquer porcaria que apareça pela frente. 1) Saiba tomar café, não faça como os peão que tomam qualquer porcaria feito com meia velha. O segredo do bom café está na cafeteira e no tipo de grão que você utiliza. Recomendo sempre utilizar cafeteira do tipo Italiana ou Francesa, esse tipo de cafeteira torra o pó de tal maneira que as essências não se perdem no líquido, sem contar que o aroma é muito mais agradável. É importante saber também que o grão de café precisa ser triturado pouco antes de ir para cafeteira. O café em pó perde muitos elementos durante o processo industrial, não recomendo. Assim como não recomendo ser favorável a existência de indústrias. 2) Nada de tomar cerveja lixo com gosto de xixi; cerveja precisa ser um produto fino. Tenha preferência por cerveja artesanal ou "cerveja preta", que são muito mais saudáveis. Na internet há várias lojas online que só vendem esse tipo de cerveja. Compre e tenha em estoque. Outra dica é saber harmonizar a cerveja com algum petisco. Cerveja não é suco pra você tomar durante o almoço. Cerveja é uma bebida social, como tal, deve ser acompanhada com petisco e uma boa companhia – a namorada que você não tem.

    Fume

    Eu não entendo essas pessoas que ficam o dia inteiro fumando cigarro do paraguai, esse cigarro é tão ruim, que é capaz da pessoa contrair coronavírus só de fumar essa porcaria.

    Fumar é relaxar e contemplar. Quem relaxa com porcaria, morre. O bom fumante tem senso de medida expresso pela qualidade do que é consumido. Como você é uma criança inocente e virgem, vamos começar por algo leve. 1) o cigarro eletrônico é um ótimo começo para quem pretende entrar nesse mundo. Só no começo que é o olho da cara o vaporizador, mas os líquidos – sabores – são acessíveis. É mil vezes melhor usar Vaper do que comprar cigarro do paraguai na esquina. 2) O cachimbo é uma alternativa para quem não vai sair – nosso caso – e gosta de fazer todo um ritual antes de fumar. O bom do cachimbo é que você se coloca numa posição de contato direta com os elementos constituintes; é necessário tocar na madeira do cachimbo, sentir o aroma do fumo, lidar com o fogo no fornilho, enfim, é um ritual de contemplação. 3) Eu não poderia esquecer do meu bebê. Se hoje eu sou este exemplo de filósofo e intelectual, isso se deve a maconha. Se você tiver sorte e achar um bom fornecedor de maconha, ou seja, maconha que não esteja misturada com cocô de vaca, compre e deixe estocada em casa. Mais importante do que álcool em gel é maconha estocada. Por sorte, tenho algumas mudas em casa, elas ficam do lado do Hélio Beltrião. Eu gosto de chamar elas de namoradinhas do pequeno Hélio.

    Fale mal do capitalismo

    Neste tempo de quarentena gosto de escrever artigos e contribuir na grande narrativa que irá derrubar o sistema capitalista. Por enquanto, o objetivo é colocar a China no topo na humanidade, a ideia é que eles possam assumir a nova ordem mundial, e, finalmente, proibir qualquer manifestação neoliberal. Como o Governo Chinês te deu 15 dias de férias, aproveite, e seja grato pelo presente, não há maior gratidão do que lutar virtualmente pelo socialismo. É uma boa época para exigir mais direitos e tentar derrubar o Bozo. Ganhou férias de graça tem que pagar batendo panela na varanda.

    Tenha um console

    Quer uma boa dica para quarentena? Tenha um console. Não há melhor forma de passar o tempo e se manter entretido. Compre algumas cervejas online, mais alguns salgadinhos, e está feito o dia. Quando comprei meu Xbox One, lembro-me claramente, só fui sair do meu quarto três dias depois. Eu parecia o homem das cavernas, mas matei o chefão. É fantástico a experiência de ser parte de uma história no qual você é protagonista. Por isso um game não é apenas diversão, é a arte dos tempos. É o momento de tornar possível o que não é possível pela terrivel, terrivel, realidade. São as asas da liberdade.

    Ouça música

    Ouvir música é incorporar, no ser, o sentimento que muitas vezes não podemos expressar publicamente. Ouvir música te permite possuir um vínculo de comunhão com o mundo. Você sabe que parte do que você é/sente está expressa naquela música. Por isso é tão importante ter o seu momento para ouvir suas músicas. É ali que você irá se encontrar.

    Viva o seu momento

    Tudo o que escrevi neste artigo está resumido nesta simples frase: Viva o seu momento. Homens mataram e morreram para que este momento seja seu. O momento não é da comunidade, do governo ou do grupo religioso, é seu. As pessoas nunca irão entender completamente os reais benefícios da Revolução Francesa. A humanidade, que durante muito tempo se acostumou com mapas prontos, despreza aqueles que se negam a seguir por caminhos duros e secos. A vida não precisa – e não deve – ser um sofrimento. Viver o seu momento é aquilo que justifica o todo, que nos enche de boas razões para existir.

    [plus] Tenha uma planta

    Eu já falei que tenho uma plantinha chamada Hélio Beltrião? É o meu bebê! Faz cinco anos que cuido da mesma planta. Fiz até um curso de jardinagem. Pobre Helinho, foi vítima do capitalismo. Sua folhagem, no começo, fora queimada pela poluição dos carros, mas, com a graça do conhecimento ateu, consegui recuperá-lo durante estes cinco anos. Eu gosto de conversar com Hélio Beltrião e com os meus pés de maconha. É bom ter alguém para conversar.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.

  2. No futuro, olharemos para esse momento e daremos gargalhada, com pena, de quão otários fomos. Tava olhando os números hoje: completamente ridículos. Manaus, por exemplo, tem 5 milhões de pessoas. A cidade está inteiramente parada só porque há três (três!) pessoas internadas com uma gripe. Gripe essa que só é grave para quem tem mais de 75 anos e possui várias outras doenças pré-existentes.

    O Fábio Wajngarten foi diagnosticado há 12 dias e não está sentindo mais nada. Tomou só novalgina. Tá todo dia fazendo live. O general Heleno, que em tese está no grupo de risco, também não está sentindo absolutamente nada. Na Itália, só morreu quem já era velho e tinha problemas renais, cardíacos, pulmonares, e de obesidade. Pessoas que morreram do corona, e não tinham outras doenças, não chegaram a 0,3% dos infectados. Um número ridículo.

    De resto, não precisa ficar inventando histeria. Veja o próprio exemplo da Coreia do Sul. Resolveu tudo apenas isolando os infectados e os mais idosos. Em momento algum o país parou.

  3. Artigo muito educado. É preciso bater muito mais forte nessa bizarrice que estamos vivenciando. Os números no Brasil são ridículos. A imprensa se esforça pra fazer escarcéu, mas são apenas 2.200 infectados. Parece muito? Isso é menos que o número de moradores do edifício Copan.

    Tão fodendo toda a economia e o padrão de vida dos mais pobres (que são os que sofrem mais) por causa de um resfriado.

  4. O fim daquele estilo de vida consumista. Daquele capitalismo predatório. Um novo jeito de viver. O amanhecer de uma nova mentalidade sem consumismo desnecessário. Uso racional dos recursos. Quem concorda?

  5. Guilherme Giserman

    Se depender de alguns médicos, ficaremos presos por 2 anos. Mesmo por 2 meses os danos já seriam catastróficos. Empregos não seriam recuperados, pobreza e até fome reinaria. Além dos problemas de depressão e suicídio gerados pelo isolamento e consequente recessão econômica.

    90% dos americanos testados tiveram resultado NEGATIVO para o coronavírus. O dado revela o tamanho do pânico. Para os contaminados, a grande maioria se recupera, taxa de mortalidade continua menor que 1.5%.

    Não paramos o mundo na última temporada (6 meses) de gripe nos EUA que infectou 34 milhões de pessoas e matou 36 mil, e nem em outras pandemias. As providências já estão sendo tomadas nesses 15 dias de lockdown.

    O vírus é perigoso mas propositalmente jogar o mundo em uma profunda recessão será exponencialmente pior. A solução é mudança cultural, de hábitos higiênicos e sociais, e voltar a trabalhar.

  6. O mundo em suspensão por conta de uma questão matemática, mais especificamente, uma estatística biológica. Um esforço homérico, levando a uma recessão sem precedentes, pela preservação dos mais vulneráveis de saúde, em detrimento aos mais vulneráveis sociais.

    Daí quando, de carro, observo os bares, as praças, as padarias e as ciclovias, o que eu vejo?!? IDOSOS!!! Numa proporção de 3 pra 1 em média! Pqp, estamos literalmente parando o mundo, deixando pessoas saudáveis trancafiadas em casa sem trabalhar, pra isso? Se liguem!

  7. Pois é, tem um artigo recente do El País que não se sabe a qual ponto pretendia chegar apesar de expor a preocupação com a pandemia que acabou vindo (é de 03 de março, peguei alguns trechos):

    brasil.elpais.com/ciencia/2020-03-03/como-o-coronavirus-se-compara-com-a-gripe-os-numeros-dizem-que-ele-e-pior.html

    “..os dados da Covid-19 conhecidos até agora indicam se tratar de uma doença mais contagiosa e mais letal que a gripe sazonal.

    O coronavírus se espalha mais. O número reprodutivo da gripe comum é 1,3, o que significa que cada pessoa infectada passa a doença a 1,3 pessoa, em média. Esse número é o que se usa para medir o potencial da epidemia. Quando é superior a um, a doença tende a se espalhar. Foi o que aconteceu em 2009 com a pandemia de gripe H1N1, que tinha um número reprodutivo de 1,5 e não pôde ser contida. Atualmente, esse vírus é um dos quatro que causam a gripe comum. Os estudos disponíveis indicam que o número reprodutivo do coronavírus está entre 2 e 3. Ou seja, que, se não forem tomadas medidas especiais, a Covid-19 infectará mais gente que a gripe.”

    “O novo vírus parece capaz de infectar milhões de pessoas. A gripe comum, com seu número reprodutivo de 1,3, causou no ano passado entre 20 e 30 milhões de doentes nos EUA, segundo os Centros de Prevenção e Controle de Doenças (CDC), o que significa 7% da população norte-americana. Na Espanha, contando apenas casos leves que chegam aos prontos-socorros, o sistema de vigilância da gripe estima meio milhão de contágios. Seu crescimento tem potencial para ser rapidíssimo. Se partirmos de 20 doentes de cada doença e assumirmos um ciclo de contágios de sete dias, após 12 semanas haveria 466 infectados pela gripe comum e mais de 30.000 pelo coronavírus CoV-19”

    “O coronavírus também parece ser mais letal que a gripe. Em Wuhan, cidade chinesa que foi o primeiro epicentro da epidemia, 2% dos doentes detectados morreram, e fora de lá a cifra se aproxima de 0,7%, segundo a OMS. São taxas entre 3 e 20 vezes maiores que a da mortalidade da gripe comum (0,13%) e da gripe H1N1 (0,2%).”

    “O surto de coronavírus está sendo pior que o H1N1 em 2009: naquela ocasião, houve 300 mortos associadas aos 77.000 primeiros casos (0,4%), mas com as mesmas infecções o coronavírus está associado a 2.200 mortes (2,8%). Isso é sete vezes mais.”

    O artigo continua, mencionando que não há consenso:

    “O virologista Adolfo García-Sastre, pesquisador do Hospital Mount Sinai, de Nova York, estima que "haja de 5 a 10 vezes mais infectados do que se estão contabilizando atualmente, o que reduz muito sua letalidade", ressalta.”

    “Acredito que este coronavírus não chegará a ser como o vírus da gripe de 1918, mas sim como o vírus pandêmico H2N2 de 1957", explica o pesquisador.”

    “É uma comparação para estar alerta. Um estudo de 2016 calculou que haveria 2,7 milhões de mortes se um vírus como o H2N2 surgisse em 2005, um valor intermediário entre as 400.000 mortes atribuíveis à gripe H1N1 de 2009 e a "devastadora" gripe de 1918, erroneamente conhecida como Gripe Espanhola, que ceifou mais de 60 milhões de vidas no mundo todo.”

  8. Concordo sim. Poderíamos começar acabando com empresas estatais e órgãos públicos. Estão aí os maiores exemplos de onde há desperdícios e uso irracional de recursos.

  9. Confinar populações inteiras em casa por meses vai matar muito mais gente, por muito mais tempo, do q o vírus – a começar pelos mais pobres. Autoridades que planejarem o isolamento por grupos de risco (com ampliação das UTIs) serão mais eficazes contra a epidemia e salvarão mais vidas.

    O mundo não está combatendo uma epidemia de gripe. Está se escondendo em casa de uma epidemia de gripe – que não é a pior do século, nem da década. Está fugindo do enfrentamento inteligente por grupos de risco. O mundo está se matando – cheio de coveiros fantasiados de heróis.

    A não ser que o coronavírus se torne um assassino em massa, podemos dizer que a histeria em torno dele causará muito mais sofrimento do que o vírus em si.

  10. Caros,

    é bom lembrar que a divisão do trabalho ainda existe e sempre vai existir. Ninguem está aniquilando a divisão do trabalho, apenas pedindo temporariamente que as pessoas evitem de circular.

    As empresas que seguem funcionando, continuam atuando em regime de divisão de trabalho. O maquinista segue apenas dirigindo seu trem, o motorista do onibus segue apenas dirigindo seu onibus, o farmaceutico segue produzindo drogas, e o ortopedista segue tratando apenas casos relativos ao seu ramo!

    É bom registrar que até no comunismo Soviético há divisão do trabalho!

    Sinceramente não entendi o autor do artigo. Quem foi que decretou o fim da divisão de trabalho? Por acaso o médico do hospital agora tb vira a laje da obra ao lado? O motorista do onibus substitui o chefe do RH da empresa dele? Acho que não né.

  11. Caraca. Eu gosto muito dos textos do Rockwell, mas esse ele pisou a bola, legal. Primeiro que o Corona vírus é sim potencialmente mais preocupante que a tuberculose (que já tem tratamento em casa). Só isso já mostra uma comparação ruim. Depois, o grande problema que os governos estão inclusive assumindo, é o fato de que o sistema de saúde estatal e o privado que hoje opera sob rígido controle estatal, não dá conta da demanda. A ideia de ficar em casa e parar a circulação das pessoas só tem sentido porque as pessoas em circulação aumenta a velocidade da circulação do vírus e tal velocidade faz com que as pessoas que adoecerão lotarão o sistema de saúde, que entrará em colapso. A questão toda é, assumi que o sistema de saúde estatal entrará em colapso ou corro o risco de um recessão de grandes proporções? Só valeu mesmo essa indagação ao final do artigo.

    O que gostaria de ter lido era justamente a visão de um libertário mostrando justamente o colapso do sistema de saúde estatal.

    Sobre a divisão do trabalho, vocês acham que realmente os governos vão matar a galinha dos ovos de ouro? A China já está voltando. Essa “pausa” ao que parece só vai ser mesmo pra salvar os sistemas de de saúde.

  12. Logo vai se ver que foi tudo um escarcéu. Analisa se o que fizeram os japoneses e coreanos pra impedir a disseminação sem essa mega quarentena.

    O problema futuro é a ideologia atrasadísta desses da 4 politica. Querer restaurar o mundo a antes da modernidade. Pra eles parar toda producao já e lei. Se não e doença, é poluição. Da pra ver que os estatistas vao se alinhar com eles. Essa linha ideologica da poder ao estado.

  13. Ótimo artigo!

    O sistema de saúde da Itália e da China estão em colapso por causa do Corona, mas eh só uma gripe.

    As taxas de infectados e de complicações graves crescem exponencialmente, e isso depois de já ter quarentena imposta em diversos países, mas eh só uma gripe.

    Está faltando respirador no mercado pra tratar das graves enfermidades, mas eh só uma gripe.

    Os médicos se vestem como astronauta pra tratar dos doentes, ainda assim se infectam e alguns morrem , mas eh só uma gripe.

    Perfeito

  14. Breno, o peruibense

    A única certeza que tenho, é de que o Brasil pós-pandemia será mais dependente do agronegócio do que atualmente, pois mesmo agora a China não para de importar. Nosso país terá uma taxa de desemprego monstruosa, e milhões de consumidores restringindo o consumo à bens de primeira necessidade. A única chance será o governo intensificar reformas econômicas liberais, doa a quem doer.

  15. “Estamos vivenciando, isso sim, um quase que completo desligamento do setor privado imposto pelos governos.”

    Qual a alternativa? Fingir que tudo está normal, que não há um vírus sobre o qual pouco sabemos e que pode ser mais perigoso do que parece à solta por aí?

    Essa quarentena não vai durar muito tempo. Até metade do mês que vem, tudo vai voltar ao normal, ou quase. Vocês vão ver.

  16. Covid 19 é o bode expiatório para Keynes e PCC.

    Dúvida ? Nos próximos meses você vai ver mais e mais estados fazendo mais do mesmo.

    Imprimindo dinheiro, emitindo títulos, controlando taxas de juros, regulando a economia , abrindo concursos, etc , etc e etc. O velho receituário de Keynes e Ditaduras por ai.

  17. Parabéns pelo texto.

    Eu estava quase influenciado pela neurose coletiva. Abriu minha mente.

    Sempre achei o capitalismo a maior invenção humana.

    Aqui na minha cidade tá triste de ver todo comércio parado.

    Nem o senhor que vende pipoca tem a oportunidade de ganhar seu dinheiro.

    Enquanto isso a patota que recebe do estado está tranquila.

  18. Libertário revoltado

    A economia sendo destruída com apoio irrestrito da população. Eu já estou com náuseas de todos os dias ver tanta gente clamando e pedindo mais intervenção estatal. Os políticos estão em êxtase, aqui na bahia o governador está amando decretar toda sorte de sandices. O povo mal pode esperar pelo futuro tenebroso que se aproxima, estão todos comemorando ficar em casa achando que vão receber salário pra ficar em quarentena. Que Deus tenha piedade de nós.

  19. O vídeo a seguir é um achado. Quem se lembra do H1N1 em 2009? Os números eram bem piores que o do corona. E sabe quem acertou ao dizer que era só uma gripezinha? Lula.

  20. Todo mundo apoiava a greve dos caminhoneiros no começo, até o momento quando começou a faltar combustível nos postos de gasolina e comida nas gôndolas. Aí todo mundo ficou contra.

    Todo mundo apoiando a quarentena até o momento que começar a faltar os produtos em casa e nos comércios. Aí vira cenário de Mad Max.

  21. Pessoal, em meio à toda essa situação em que vivemos, cada vez mais cabeças de gado… digo, pessoas defendem a tal da renda mínima universal, mas pensem comigo, supondo-se um cenário que:

    -> Cada cidadão receberia exatos R$ 1000,00 mensais;

    -> A taxa de desemprego seja de zero porcento, ou seja, temos 106,06 milhões de pessoas trabalhando (94,15 milhões atualmente trabalhando + 11,91 milhões de pessoas atualmente desempregadas mas que no nosso cenário estariam trabalhando e pagando impostos);

    -> A população brasileira é atualmente de 215,05 milhões de pessoas;

    Sendo assim:

    -> 215,05 milhões * 1000 reais = Uma conta mensal de ~215,05 bilhões de reais;

    -> 215,05 bilhões / 106,06 milhões = Um imposto mensal de ~R$ 2027,62 por cidadão empregado;

    obs: Na conta considerei 100% da população brasileira como maior de idade (menores provavelmente não estariam inclusos na renda universal) e não descontei funcionários públicos (que não pagam imposto, muito pelo contrário) da população empregada. A inclusão desses dados alteraria os números mas não a conclusão.

    Agora, considerando que já é uma minoria dos trabalhadores no Brasil que sequer ganha 2027 reais mensais, que todos os impostos já existentes teriam que ser mantidos, e que 1000 reais não é o suficiente para se viver dignamente na maior parte do Brasil, especialmente com família e morando de aluguel, ou seja, 1000 reais não cobre o que a constituição diz ser o mínimo necessário à uma vida digna, mas já é um valor que exigiria um esbulho de ~2027 reais mensais por trabalhador, ou seja, totalmente inviável.

    Aí eu vos pergunto: Eu errei o cálculo? Eu não entendi a ideia? Ou chegamos à um ponto em que ideias sem qualquer conexão com a realidade, infantis ou até esquizofrênicas como essa são defendidas abertamente nas redes sociais e até na academia sem qualquer pudor e por pessoa ditas “renomadas”? Me recuso à acreditar nisso, mas se bem que do Brasil eu não espero mais nada no que tange à sanidade mental.

    Obrigado!

  22. Estagiário do von Mises

    Ótimo texto, como de costume nesse site. Mas eu tenho uma dúvida, que acho ser legítima: se todo esse pânico é pra evitar que um número grande de pessoas pegue a Covid19 ao mesmo tempo, haja vista ser a doença de fácil contágio, o que é que faz todo mundo acreditar que a curva de contaminação não vai voltar a subir quando o convívio social voltar ao normal? Vamos ter mesmo que ficar de quarentena até que o último resquício desse vírus não seja eliminado? Ou até que uma vacina seja viabilizada? Pra mim isso não faz absolutamente nenhum sentido.

  23. Estamos nas mãos desses burocratas, que se juntaram a insanos epidemiologistas e simplesmente decretaram a parada do mundo em face a uma gripe (GRIPE), uma gripe, só uma gripe.

    Esses políticos, que não são capazes de gestionar uma carroça de pipocas, são os que nos controlam hoje e a quem devemos obedecer cegamente, caso contrário nos põem na cadeia.

    Imaginem o dia em que a humanidade realmente se deparar com uma ameaça séria.

    É bom ficamos espertos, aprendermos com essa estúpida situação e começarmos a mudar.

  24. Eu não sei se chegaria a uma retração tão grande na economia americana (acho que nem na crise de 29 chegou a tanto), embora eu saiba que quem causando problemas são os políticos e burocratas, sejam eles bem-intencionados ou não.

    Chega a ser chata essa discussão sobre paralisações, porque cada um fala uma coisa distinta, não importa a filosofia política do sujeito. Semanas atrás, lembro-me de eu ter visto aqui mesmo, no Mises Brasil, em uma seção de comentários (é este), dizendo que mesmo que a mortalidade fosse baixa, haveria uma morte massiva de pessoas. Mas o que seria pior, afinal? Alguém sabe? Eu não sei, eu não sou futurólogo. Os burocratas do Banco Central Americano também não sabem.

    E muita parte da discussão fica naquele raciocínio de planejador central… “Ah mas você fica em casa! Tem que ficar em casa! ” “Não, mas esse setor não pode parar! ” “Esse setor pode parar, não é essencial.” “Você não pode caminhar ao ar livre. ”

    Eu estou até surpreso pelo Bolsonaro ter demonstrado razoabilidade sobre isso, ao ter falado de que não tem como uma economia inteira parar. Mas e aí, vai ter cortes de gastos, burocracias e impostos, ou vai ficar com essas esmolas e demais medidas do lado da demanda? Já tem até pretensão de cortar salário de funcionário estatal (seria surpresa se tiverem coragem de cortar salário de gente do Judiciário).

    Independentemente do que ocorrer, só sei que esses setores irão se beneficiar disso: psicólogos, psiquiatras e farmacêuticas.

    Que o sistema de saúde estatal pode falir, é claro que pode falir. Uma porcaria dessa vai falir até se tiver um surto de gripe.

  25. Bolsonaro agiu certo ao pedir que as pessoas retornem a normalidade e teve coragem para fazer isso, pois será fortemente linchado por isso e é bem capaz que caia antes do término do seu mandato.

    Mas apesar desse ato de coragem, sua fala terá pouco poder para reverter algo, os governos estaduais, as prefeituras, as demais instituições manterão a quarentena, pois o pânico já foi instalado na cabeça das pessoas.

  26. Políticos oportunistas viram uma otima oportunidade pra aparecer. E isso pra um político é vital. Nao sabem nada de nada. Ficaram em cima do muro agora aparecem como salvadores, pra garantir a próxima eleição. Mais do mesmo.

    Midia vendeu muito essa ideia. Alarmismo vende. Informar nem tanto. Falam muito em olhar os dois lados, mas como desculpa pra colocar o lado falso ao lado do verdadeiro, sem se aprofundar na verdade, realidade. Ao inves de informar , querem ideologizar.

  27. Leandro isso nao é uma reedição do frredie mac a la brasileira?

    forbes.com.br/last/2020/03/injecao-de-liquidez-de-r-12-tri-por-bc-e-historica-e-garante-tranquilidade-na-crise-diz-campos-neto/?fbclid=IwAR31Etj14lD9fEog1-0Qc_pQkbuJTFsTSBa8oNK7C2pZvVzi9HfXHGM6NFg

  28. Não é nem de perto uma gripe e ela mata jovens também. Poucos coronavírus no idoso já são capazes de matar mas se um jovem é exposto a uma alta carga viral, ele pode morrer. Vide o médico chinês de 34 anos que diagnosticou os primeiros casos. Tava tomando vírus na cara todo dia e morreu, assim como os primeiros médicos na Italia, varios deles na casa dos 30. Mesmo se não morrer vão ocupar leitos de Cti, não havendo espaço para pessoas que infartam e tem derrame, aumentando a letalidade de outras doenças. Além disso, ao liberar as pessoas pra trabalhar, haverá muito contágio, permitindo que esse vírus sofra muitas mutações e dificultando uma cura. Nesses 3 meses já há algumas cepas diferentes. Mais mutação significa tratamento maia difícil e até aumentar a letalidade. Para fazermos igual ao Japão e Coréia precisaríamos de muitos kits de diagnóstico, mas não temos. A parada é ganhar tempo pois ao contrário do que estão falando aqui, não há tratamento eficaz comprovado. Só uma hipótese que ainda estão testando.

  29. Minha teoria para esse colapso econômico provocado pelas decisões de vários governos em paralisar suas economias: Negociar um calote em suas dívidas públicas astronômicas. Itália, Espanha, Portugal, USA, Japão, Grécia e outros tem motivo agora de sobra para calotear os rentistas dos títulos públicos. Mesmo que muitos países europeus pratiquem taxas de rentabilidade negativa atualmente, o pretexto para diminuir o valor emprestado será inevitável. É minha pífia análise, porém faltava um pretexto para o calote e a OMS chancelando junto com o Covid-19, foi a bala de prata.

  30. Este vírus é tudo o que governos queriam para maquiar seus esquemas de bolha econômica e a crise que desponta prós próximos anos, e pro gado que agora tem mais um motivo para não raciocinar, e repetir por décadas “viu seus libertários utópicos, se não fosse o governo quem salvaria a sociedade da pandemia” ou ainda ” o governo sacrificou a economia para um bem maior” infelizmente o gado está caindo, só dá uma olhada nas redes cancerígenas sociais. Qualquer um que questiona, mesmo mestrando fatos e dados é taxado de conspiracionista ou algum xingamento automático qualquer, pois o animal raivoso quando está atacado vai despejar sua raiva naqueles que ameaçarem sua crença de segurança. Enfim….

  31. Aqui alguns exemplos das falácias sendo propagadas:

    [YouTube]m.youtube.com/watch?v=u48-bLGbz28[/YouTube]

    [YouTube]m.youtube.com/watch?v=bbGUixm44oI[/YouTube]

    Está “crise” claramente artificial, sobre um patógeno cuja taxa de infecção e mortalidade é inferior a gripes anteriores e que é simples de se evitar é a desculpa perfeita para estados crescerem e implantarem mais tiranias econômicas. O governo chinês fez isso de propósito.

  32. A OMS é comparsa do governo chinês:

    [YouTube]m.youtube.com/watch?v=JpSy6wVCNA4[/YouTube]

    Todas essas medidas de quarentena são propositais para gerar um bode expiatório para crises econômicas de intervencionismo. A OMS apoia as medidas do governo chinês. Isso mesmo! O governo que escondeu por várias semanas a existência do vírus e fez de tudo para impedir que informação circulasse sobre o assunto.

  33. Bom dia pessoal do IMB, já acompanho o site a três anos e,bora eu não costume participar das discussões, estou vindo aqui participar da discussão porque eu quero externar minha opinião em relação aos principais atores dessa pandemia atual.

    Primeiro eu quero parabenizar o presidente Bolsonaro, que teve a coragem de enfrentar a tudo e a todos para que o país volte a sua normalidade, não dá pra todo mundo ficar em casa 3 meses sem fazer nada. Nenhum país no mundo se sustenta com um locaute desse tamanho.

    Segundo lugar a atitude dos políticos, é incrível como essa gente não presta e não vale nada. Ontem o sr Rodrigo Maia(Botafogo) propôs abrir mão de 20% do seu salário, enquanto isso, o funcionário da iniciativa privada é obrigado a abrir mão de 100% do seu salário. O Rodrigo Maia ganha 40 mil por mês, ele abre mão de 20% e sobra 32 mil, o trabalhador médio ganha um salário e tem que abrir mão de tudo, tem lógica uma coisa dessa??? O cara eleito pelo povo se preocupa apenas em espoliar o povo.

    Terceiro lugar o funcionalismo público, é inadmissível o funcionalismo receber seu salário de forma integral enquanto o resto da população não recebe nada? Essa diferença entre funcionário público e privado tem que acabar.

    NOTA: sou funcionário público e não concordo em receber sem trabalhar.

    Quarto lugar a imprensa, a imprensa que só taca pedra em tudo que o governo se propõe a fazer. Esse pessoal da imprensa não tá preocupado com paralisia econômica, o deles tá garantido. Na imprensa brasileira tem as piores pessoas possíveis, tem gente com salário de 22 mil do estado de SP pra criticar o presidente, tem um jornalista da globonews que tem acesso a informações secretas do MP e vaza pra imprensa, tem gente que recebe do governo pra dar palestras e etc.

    Pasmen, a comentarista da CNN e um debate com o Gottino, defendeu o aumento da dívida pública para sustentar a quarentena de todos, como uma pessoa com mestrado em direito pela USP não consegue fazer uma conta simples de matemática e ver que isso é impossível???? Será que ela não percebe o surto inflacionário que isso pode causar e justamente os maiores prejudicados serão os mais humildes???

    Devemos aproveitar esse momento pra acabar com esses políticos, ou esses políticos acabam com a gente.

  34. Enquanto isso, vendas no varejo aqui no Brasil já desabaram impressionantes 44%.

    “As vendas do comércio varejista nacional recuaram 25,2% na semana de 16 a 22 de março frente à semana anterior, afirmou nesta quarta-feira a Boa Vista.

    Considerando apenas o fim de semana de 21 a 22 de março, a queda nas vendas foi mais expressiva, de 36,6%, na comparação com o fim de semana imediatamente anterior (13 a 15 de março), quando já havia medidas de restrição da circulação. Em relação ao primeiro fim de semana do mês, quando ainda não havia medidas de restrição, a queda foi de 44,3%.”

    http://www.seudinheiro.com/2020/economia/vendas-no-comercio-varejista-caem-25-na-semana-de-16-a-22-de-marco/

    E isso é só o começo. Se continuar assim, voltamos à idade da pedra. A esquerda tá até delirando de alegria. Ela inesperadamente encontrou dois aliados: uma gripe e a total imbecilidade de políticos.

  35. Dalton Catunda Rocha

    Coronavirus é o maior aliado de Lula e demais marxistas.

    Afinal de contas, parece que vale tudo, para se colocar Lula de volta ao poder.

  36. O Ministério da Saúde italiano divulgou novas estatísticas envolvendo a Covid-19 no país.

    Os dados referem-se até 17 de março.

    A idade média dos mortos:

    – do sexo masculino é de 79,5 anos.

    – para as mulheres, 83,7 anos, sendo que apenas 30% das vítimas são mulheres.

    A vítima em média tinha 2,7 outras doenças graves antes de contrair o vírus; 48,5% tinham três ou mais doenças. Apenas três pacientes (0,8 %) não tinham outras doenças antes.

    Câncer, doenças cardíacas e hemorragia cerebral foram algumas das doenças anteriores encontradas.

    Até 17 de março 17 pessoas com menos de 50 anos morreram:

    – 5 tinham menos de 40 anos;

    – todos eram homens;

    – todos com doenças anteriores graves; e

    – problemas de saúde mais comuns: pulmonares, doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade severa e outras.

    Ninguém com menos de 30 anos morreu.

    Dos falecidos, 71,1% são da Lombardia, seguida pela região de Emília-Romana (17,3%); Vêneto (3,9%); Piemonte (1,8%); e Ligúria (1,1%.).

    Curiosamente, todas as outras regiões têm menos de 1% do total de mortos…

    http://www.salute.gov.it/nuovocoronavirus

    Está cada vez mais evidente que essa covid-19 é ridículo. Zika, Chikungunya e dengue são muito mais letais. E são transmitidas por mosquitos, algo que a gente não controla. Já o covid-19 é só você usar máscara e luvas, e evitar sair beijando na boca de desconhecidos. E vão foder o país por causa disso.

  37. Pessoal, me bateu uma dúvida aqui:

    Quanta à paridade ao poder de compra, até onde eu pude entender serve para medir o poder de compra de um local. Muitos dizem que a China está na frente dos EUA nesse quesito, isso significaria dizer que o poder de compra de um Chinês médio é maior do que o de um Americano médio? Ou eu entendi errado?

    Obrigado!

  38. Gostaria de um artigo do Instituto MISES sobre as ações tomadas pelo presidente de El Salvador estes dias, Nayib Bukele, que decretou quarentena domiciliar absoluta no país por 30 dias, com subsídio de 300 dólares a 75% dos lares salvadorenhos, além de suspensão por 3 meses do recebimento de contas de luz, água, telefone e internet e congelamento de preços, com a mensagem direta aos empresários de que “vocês têm dinheiro para 10 ou 20 vidas. Não têm tempo para gastá-lo todo”. Já vimos este filme antes, so que agora há o agravante da quarentena e farta distribuição de recursos públicos, por isso gostaria que o Instituto MISES, fizesse uma análise pormenorizada do futuro dessa nação para que possamos esclarecer aos incautos que gostariam de abraçar uma ideia dessas. Desde já fico muito agradecido. Abs.

  39. "A história se repete, a primeira como tragédia e a segunda como farsa."

    Essa frase é do Karl Marx. Não coaduno com a maioria dos pensamentos dele, mas essa frase é certeira.

    A história da humanidade é cíclica, isso faz com que os acontecimentos se repitam de tempos em tempos. Porém nessa atual tragédia (ou farsa?), assim como outras já vividas, nós somos aqueles que mais sofremos, e mesmo assim não aprendemos com tudo já vivido.

    Fiz questão de acentuar uma frase de um “comunista”, eu, que me considero um ancap, ou na pior das hipóteses, de “direita”, para demonstrar que em tempos como esse, não devemos ficar discutindo política de forma vazia ou improdutiva. Todo lado tem seu ponto de razão.

    Não seria o ideal nos unirmos em um prol comum: a humanidade, e resolvermos nossos problemas, nossas dores iguais? Se não agirmos assim, a história continuará a se repetir, e nessa tragédia, toda farsa é danosa.

  40. De 50 a 75% dos coronados sequer apresentam sintomas. Estudo em toda a população de um cidade na Itália, 3k pessoas:

    http://www.repubblica.it/salute/medicina-e-ricerca/2020/03/16/news/coronavirus_studio_il_50-75_dei_casi_a_vo_sono_asintomatici_e_molto_contagiosi-251474302/?ref=RHPPTP-BH-I251454518-C12-P3-S2.4-T1

    Estudo da Islândia, metade dos testados não apresenta sintomas:

    english.alarabiya.net/en/features/2020/03/25/Coronavirus-Iceland-s-mass-testing-finds-half-of-carriers-show-no-symptoms

    Bolsonaro já percebeu que esse vírus é muito mais histeria do que perigo de fato. E também percebeu que a economia brasileira parou. O discurso dele foi uma verdadeira lavagem de mãos e passou a bomba da recessão vindoura pros governadores e pros catastrofistas. A taxa de letalidade dessa doença é ainda menor do que os números mostram. O discurso dele não muda nada na prática, mas é um aviso prévio pro povão de quem serão os culpados (não que ele também não tenha alguma parcela de culpa).

  41. Pessoas da rede, o que me impressiona é a altíssima taxa de poupança na população chinesa, apesar de existir também uma previdência por lá. Não sei se essa estatística é confiável (eu usei em meu artigo último), mas aí está: na China essa taxa foi medida em quase 45% do PIB, no fim de 2018. Não sei nem se antes da abertura comercial existia alguma poupança, visto que milhões e milhões de chineses morriam de inanição. Na Coreia do Sul, são 35,2%, no fim de 2019. Japão, março de 2019 com 27,3%, provavelmente aniquilados pelas distorções fiscais do governo japonês. Cingapura, pouco mais de 46% em 2019. Agora a taxa cai bastante com os americanos, embora eles consigam fazer isso pois são mais ricos e produtivos, bem abaixo de alguns países europeus. Agora vejam o desempenho do Brasil. Ficou um pouco melhor em um daqueles melhores anos de moeda, mas caiu e se manteve em uma taxa bem baixa. Até a Índia, ainda bem mais pobre que o Brasil (e com mais analfabetos), tem mais poupança. Já foi falado aqui também de que os italianos são muito poupadores, mas isso não é mostrado nos dados (a não ser que eles usem uma metodologia que não é medida pela taxa de poupança que estou apresentando).

    Que será que estaria influenciando? Catolicismo? Budismo?

  42. Veja que vídeo revoltante.

    Um feirante em Aracaju, que estava simplesmente querendo vender suas mercadorias para sustentar sua família, é agredido fisicamente e tem seus bens confiscados e roubados pela quadrilha estatal (prefeitura e governo de Sergipe). Ele fica em prantos, desesperado, mas nada pode fazer.

    Isso é um crime completo. Roubaram a mercadoria do cara, impediram que ele trabalhasse, e proibiriam seu sustento. Retrato perfeito de como os parasitas estatais tratam o trabalhador. Estão praticamente empurrando o cara para a criminalidade.

    O crime vai disparar se não pararem com essa imbecilidade de fechamento total (e apoiada por alguns imbecis aqui nesta seção de comentários).

    A maior praga e o maior vírus do Brasil são os políticos e seus asseclas.

  43. Desobediência civil, essa é a hora de colocar em prática esse tão lindo conceito de Thoreau.

    Saiam, abram a porra do comércio, todos, a polícia não vai prender todo mundo.

  44. ‘ Segundo Rodrigo Maia — o cara mais amado da mídia e dos isentões —, as únicas pessoas que são contra o fechamento total da economia são aquelas que “estão perdendo dinheiro com a queda da bolsa”. ‘

    É que ele deve estar ganhando dinheiro por meio de algum esquema ilícito, como fazia com a Odebrecht, por isso pode se dar ao luxo de não se preocupar com nada.

    Quanto ao vídeo do feirante, notem que essa esfregação toda, gerada em decorrência da apreensão dos produtos é tudo o que se precisa para “evitar” que um vírus se espalhe. Em especial quando o gordo e bem alimentado agressor do feirante, sem máscara inclusive, vai lá agarrá-lo.

    Note-se que aquilo que o feirante estava a oferecer era comida! Ou seja, produto essencial – e particularmente importante em um momento de crise, sobretudo quando o fechamento de estabelecimentos comerciais favorece a escassez de alimentos.

    Mas estejamos certos de que, com essa inteligente abordagem para o impedimento da disseminação do coronavírus, na hora de se “recuperar” a mercadoria, estes produtos perecíveis estarão devidamente esterilizados, em perfeito estado para a ingestão e chegarão de forma rápida e barata aos consumidores que deles necessitam…

  45. Enquanto isso, os funcionários públicos…

    Servidores querem combater possível redução de salários durante quarentena

    Nada de diminuição dos seus nababescos salários, principalmente os federais. Ao que tudo indica, a iniciativa privada (mais uma vez) será esfolada e sofrerá sozinha na crise. É inacreditável que o estado esteja indo atrás de comerciante que vende banana e mandioca na rua, enquanto ignora o juiz que recebe R$40.000 mais auxílios.

    Achei que o sacrifício era para todos… Ah é, esqueci! Funcionário público, no Brasil, é um ser superior e intocável. Quase um anjo.

  46. Pergunta, essa injeção monstruosa de liquidez nos EUA vai enfraquecer o dolar igual ocorreu quando fizeram o primeiro QE pós 2008?

    Lembro que em pleno governo dilma o cambio chegou a níveis baixos; (antes do Real ir pro vinagre)..

  47. É um texto achado na internet, mas vale a pena ser lido:

    “CORONAVÍRUS – AS MORTES INVISÍVEIS ou UM CHAMADO À SANIDADE DA CLASSE MÉDICA

    O combate à pandemia matará mais do que o coronavírus. A diferença é que serão mortes invisíveis.

    Os números ainda não estão consolidados, mas essa é uma tese cada vez mais plausível.

    Antes de entrar no assunto da pandemia, me permitam fazer duas comparações que tornarão o entendimento do restante do artigo mais simples.

    A CURA DO CÂNCER

    Ao contrário do que as pessoas imaginam, não é muito difícil eliminar um câncer. Qualquer câncer. Para destruir todas as células do organismo, basta utilizar doses gigantescas de quimioterapia ou, caso isso não funcione, radioterapia também em altíssimas doses. Essa estratégia só não foi adotada ainda por conta de um pequeno empecilho: além da erradicação do câncer, ela resulta na morte do paciente.

    Toda a estratégia de combate ao câncer deve, portanto, buscar um equilíbrio: deve ser agressiva o suficiente para eliminar o tumor, mas não ao ponto de matar o paciente.

    Na teoria é fácil; na prática, nem tanto.

    Nunca é possível prever com certeza qual será o comportamento de um câncer em um paciente específico. O médico precisa se embasar em estatísticas existente e na avaliação individual.

    Em casos de cânceres mais agressivos, se tolera um risco maior. No caso de tumores menos agressivos, não se arrisca tanto.

    O tratamento perfeito é aquele que ataca apenas o câncer, poupando o resto do organismo. Infelizmente, para a maioria dos casos, esse tipo de tratamento não existe.

    ACIDENTES DE TRÂNSITO

    Entre 2008 e 2016, o Brasil teve 368.821 vítimas fatais de acidentes de trânsito, o que resulta em uma média de 40.980/ano.

    Somados a estes, temos cerca de 1,6 milhão de feridos, que incluem um grande número de inválidos.

    Para piorar a situação, a maioria das vítimas são jovens.

    Certamente ninguém negaria que esse é um problema extremamente grave, e que necessita ser combatido.

    Esse problema também possui soluções simples:

    – redução da velocidade máxima para 30Km/h em todo território nacional;

    – proibição das motocicletas e bicicletas (pelo risco de queda mesmo em baixa velocidade);

    – uso obrigatório de capacete e cinto de quatro pontos;

    – fiscalização rigorosa e multas pesadas para os infratores;

    Há de se concordar que essas medidas fariam com que as mortes por acidente de trânsito caíssem para números próximos de zero.

    O único problema que se colocaria é o custo social e econômico da medida, que são tão óbvios que me desobrigo de descrever.

    O PROBLEMA DO CORONAVÍRUS

    O coronavírus não é um vírus especialmente mortal. Na verdade, a mortalidade em crianças e jovens imunocompetente é até menor do que a da gripe comum ou do H1N1.

    O problema, repete-se sempre, seria sua disseminação rápida, o que levaria a um grande número de casos graves em um curto período de tempo, resultando no colapso do sistema de saúde, principalmente no que se refere aos leitos de terapia intensiva.

    A POSSÍVEL SOLUÇÃO

    A solução mais óbvia nesse caso seria aumentar em caráter emergencial a capacidade de absorção dos serviços de urgência e os leitos de terapia intensiva, como já foi feito em outras epidemias.

    Outro ponto importante, seria acalmar a população, esclarecendo que a enorme maioria dos casos são leves, não havendo necessidade de uma corrida às unidades de urgência e emergência.

    Por fim, poderia se enfatizar o isolamento, dentro do possível, dos indivíduos em risco.

    A CATÁSTROFE

    O problema é que começaram a surgir estudos projetando cenários apocalípticos, com a morte de 1% ou mais da população caso nada fosse feito. Nesses cenários, teríamos 2,5 milhões de mortes nos Estados Unidos e 2 milhões no Brasil.

    O principal estudo foi elaborado pelo Imperial College e, apesar de sua metodologia já ter sido muito questionada por cientistas importantes, teve um impacto determinante no que se seguiu.

    Não vou aqui esmiuçar os problemas do estudo, mas alguns dados da vida real sugerem que talvez o monstro não seja tão feio assim. Morreram até agora na Itália cerca de 5.000 pessoas. Digamos que chegue a 10.000 pessoas até o final da pandemia. Fazendo uma regra de três e desconsiderando as diferenças epidemiológicas e dos sistema de saúde, teríamos cerca de 50.000 mortes nos Estados Unidos e 40.000 no Brasil. É muito? Depende da interpretação, mas o fato é que estamos falando de escala de valores bem diferentes.

    ACHATAR A CURVA

    Uma vez estabelecidas as previsões apocalípticas, com estimativas de óbitos da ordem de milhões, a opção de simplesmente melhorar a capacidade de absorção do sistema de saúde sumiu do cenário.

    A palavra de ordem, repetida mesmo por quem nunca estudou uma linha de epidemiologia, passou a ser "achatar a curva".

    Na teoria é bastante simples: reduzir a velocidade de propagação do vírus, permitindo que o sistema de saúde absorva aos poucos os casos graves.

    ISOLAMENTO SOCIAL – É POSSÍVEL?

    Dentre as possíveis estratégias, o governo brasileiro optou pela mais agressiva, a quarentena de toda a população com a consequente paralisia da economia.

    A primeira questão que se coloca é a factibilidade desse isolamento.

    Para uma família de classe média ou alta, não é tão difícil manter um isolamento estrito por meses. Só que o Brasil não é um enorme bairro de classe média. Nas favelas e periferias a situação (física mesmo) é muito mais difícil.

    Outro ponto: milhões de brasileiros dependem para comer, não digo do dinheiro do mês, mas da semana! Como essas pessoas sobreviverão a dois meses de quarentena?

    Mas digamos que todas as pessoas consigam realizar a quarentena de forma satisfatória e a epidemia tenha sido resolvida. Então, a pergunta que terá que ser feita é: valeu a pena?

    ECONOMIA É VIDA

    O brasileiro tem uma baixa capacidade abstrativa e uma péssima relação com dinheiro. Mistura explosiva.

    Quando alguém tenta alertar sobre os impactos financeiros de combate à pandemia é rotulado como insensível (no mínimo).

    Como assim você está mais preocupado com dinheiro do que com a vida das pessoas?

    As pessoas confundem riqueza como papel pintado que a representa e acham que crise econômica é problema de quem investe na bolsa.

    O fato nu e cru é que recessão econômica resulta em mortes ou alguém acha que o fato de países mais ricos terem maior expectativa de vida é mera coincidência?

    Recessão econômica significa menos dinheiro para investir em saneamento básico (mais mortes), em policiamento (mais mortes), em atenção básica à saúde (mais mortes) e até em UTIs (mais mortes).

    Recessão econômica e quebradeira de empresas também significa menos pessoas com plano de saúde e mais demanda para o SUS, cujo financiamento diminuirá (mais mortes).

    E daí fica a pergunta:

    Tentar evitar um possível colapso do sistema de saúde causando o colapso de toda a economia é racional?

    AS MORTES INVISÍVEIS

    Parte das mortes invisíveis serão decorrentes da crise econômica, mas existem outras das quais ainda não ouvi ninguém falar.

    Boa parte do sistema de saúde está parado por conta da pandemia. Cirurgias eletivas e consultas não emergenciais foram suspensas, muitos exames não estão sendo realizados, diversos transplantes de medula e de órgãos sólidos foram suspensos. Além disso, enfermarias inteiras estão vazias e leitos de UTI estão reservados para o tratamento de pacientes com coronavírus. Isso sem falar nas doações de sangue e plaquetas, que caíram drasticamente em muitos hemocentros.

    Tudo isso causará mortes:

    – o paciente que está esperando um cateterismo pode infartar;

    – a demora em consultar com um oncologista pode fazer com que o câncer se torne irressecável;

    – o atraso no diagnóstico pode ser fatal para um paciente com leucemia aguda;

    – os leitos reservados da UTI podem ser a diferença entre a vida e a morte para um paciente que precise de cuidados intensivos hoje;

    – o atraso nos transplantes e o consequente aumento das filas com certeza absoluta ocasionarão mortes;

    – a redução do estoque de hemocomponentes pode ter consequências trágicas para os serviços de emergência, pacientes cirúrgicos e hematológicos principalmente.

    Poderia passar várias páginas dando mais exemplos, mas acho que a ideia já ficou clara.

    SENSO DAS PROPORÇÕES

    O senso das proporções, base de toda escolha racional, virou crime de lesa-pátria. Cotejar a mortalidade por gripe com os dados de mortes por coronavírus virou prova inconteste de obscurantismo.

    Ora, sendo finitos os recursos disponíveis para investimento em saúde, é fundamental buscar conhecer a exata dimensão de cada problema para melhor alocar os recursos.

    É preciso, sim, que a comunidade médica se detenha sobre os dados para ter a real dimensão do problema. Não é possível trabalhar apenas com números absolutos e muito menos se deixar contaminar pelo clima de pânico disseminado pela mídia e redes sociais.

    A MORTE DE IDOSOS

    Em uma sociedade impregnada pelo politicamente correto e formada por pessoas hipersensíveis, dizer o óbvio tornou-se muito perigoso. Por exemplo, a constatação de que uma epidemia que acometa mais pessoas muito idosas é menos grave do que uma que vitime predominantemente jovens tornou-se prova suprema de insensibilidade.

    Na Itália, a expectativa de vida para homens é de cerca de 80 anos e para mulheres de 85 anos. Já a idade média dos óbitos por coronavírus foi respectivamente de 79 anos e 82 anos. Além disso, a enorme maioria dos idosos que morreram possuía diversas comorbidades. O que quer dizer isso na prática? Isso quer dizer que uma grande parte das vítima, caso não morresse em decorrência do coronavírus, morreria na próxima gripe, na próxima infecção urinária, na próxima pneumonia. Pode ser triste, mas é a realidade.

    Aliás, pouca gente tem coragem de colocar isso no papel, mas um idoso de 75 anos com várias comorbidades terá muita dificuldade de conseguir um leito de UTI no SUS, mesmo fora de um período de pandemia. Os motivos para que isso ocorra são dois:

    1. O SUS sempre está em crise e o número de leitos de UTI são cronicamente insuficientes. Nesse contexto, os pacientes jovens são priorizados.

    2. Em muitos casos, ao levar um paciente muito idoso com várias comorbidades para a UTI, você não estará prolongando a vida dele, mas prolongando a sua morte. Isso possui até um nome: distanásia.

    A IMPRENSA MORTAL

    Uma vez instalado o pânico, é virtualmente impossível para um gestor público evitar a tomada de medidas extremas.

    Mesmo Trump, o homem mais poderoso do mundo, depende do voto popular. Agora, pare e pense: que político resistiria a um bombardeio diuturno da mídia, o culpando por cada morte ocorrida durante uma pandemia.

    A mesma lógica vale para governadores, prefeitos, diretores de hospitais, coordenadores de CCIH. Ninguém quer ser taxado como negligente.

    Toda a divergência é suprimida. Qualquer um que questione a eficácia ou os custos do isolamento social é visto como um homicida de fato ou ao menos em potencial. Por outro lado, todas as ações com algum potencial de aumentar o distanciamento entre as pessoas passa a ser louvado.

    Começa então uma disputa por parte dos agentes públicos para ver quem toma a medida mais extrema. Polícia nas ruas, helicópteros para esvaziar as praias, multas para quem for pego fora de casa. Mais um pouco e o uso de snipers para abater os recalcitrantes será cogitado.

    A CLASSE MÉDICA – UM CHAMADO À REFLEXÃO

    O que observo entre meus colegas é: muita disposição para ação, muita coragem e pouca reflexão.

    Infelizmente o conhecimento epidemiológico da maioria é muito pequeno e quase todos abraçaram a tese do achatamento da curva a qualquer custo sem muito questionamento.

    É preciso que um número suficiente de médicos se debruce sobre os estudos já realizados (principalmente os que projetaram cenários desastrosos) e sobre os dados clínicos e epidemiológicos da pandemia nos diversos países.

    É preciso também que, junto com economista de estatísticos comecem a calcular o impacto de mortalidade da paralização da economia.

    O JUÍZO FINAL

    Uma hora a pandemia estará acabada e será feita a contagem dos mortos, cujo número ainda é incerto.

    Entretanto, tenho certeza que as narrativas já estão prontas:

    1. Se a taxa de mortalidade ficar abaixo das dos outros países, se dirá que o isolamento social foi um sucesso.

    2. Se as taxas de mortalidade ficar acima dos outros países, se dirá que o isolamento social não foi feito como deveria.

    Meu único apelo é: quando forem analisar os resultados, não contem só os que morreram pelo coronavírus.

    LEMBREM-SE DAS MORTES INVISÍVEIS!”

  48. Antes desse vírus sair da China, já se sabia que era um vírus fraco com metade dos casos sequer apresentando sintomas. Mas graças à falta de aviso da China e dos modelos errados que a OMS ajudou a espalhar, o mundo inteiro ficou preocupado. A cereja no bolo pra histeria total foi a Itália contabilizar tudo de forma errada (nenhum país chegou sequer perto da letalidade italiana).

    Destruíram a economia mundial graças às fake news. Mas não foi fake news de trolls na internet, e sim de órgãos internacionais que dizem combater a desinformação.

    A comunidade internacional precisa retaliar contra o PCC. A China causou uma crise mundial porque não avisou a OMS sobre o que estava acontecendo. Toda a histeria e mortes poderiam ter sido evitadas se somente houvesse o aviso prévio chinês.

    E lógico que o establishment adorou toda situação, foi o momento perfeito pra tentarem recuperar seu prestígio enterrado. Só que isso vai custar caro.

  49. “Guedes avisou Bolsonaro que economia aguenta isolamento só até 7 de abril”

    ‘O ministro da Economia, Paulo Guedes, recomendou ao presidente Jair Bolsonaro que estimulasse o retorno gradativo da atividade econômica em até duas semanas, para mitigar os efeitos da pandemia do novo coronavírus para as contas do país e o avanço do desemprego. A avaliação de membros da pasta comandada pelo ministro é de que a economia do país não suportaria passar pela crise se a recomendação de isolamento e estabelecimentos fechados perdure até depois do dia 7 de abril.

    A data é vista como chave por integrantes graduados da equipe econômica para que o país consiga se recuperar, de forma mais rápida, dos impactos econômicos acusados pela pandemia. Em condição de anonimato, um secretário do alto escalão da pasta resumiu a leitura da equipe: "Às vezes o excesso de remédio é que mata o paciente". Contudo afirmou que Guedes respeita as orientações do Ministério da Saúde.’

    Depois do Paulo Guedes ter falado tanta besteira sobre câmbio e impostos, finalmente ele falou algo correto. Estou até surpreso pela lucidez.

  50. A esquerda continua se oportunizando em passar a renda minima durante essa crise. Quer pagar de salvadora. O presidente da russia aprovou impostos em cima de quem ganha um Milhao, o chamado imposto sobre fortunas

    Aqueles que aplaudem a possibilidade de viver sem trabalhar aplaude, achando que se extorquir de quem tem, vao se dar bem no futuro.

    Essa doença ta mesmo servindo aos seu projetos de poder.

  51. Em sua declaração de proteção à vida, o G20 recomenda “minimizar interrupções no comércio” – entre outras medidas contra o colapso social. Até outro dia quem dissesse isso era imbecil, irresponsável, criminoso, egoísta e assassino. Perante o colapso econômico mundial, mudaram abruptamente a partitura. Vão anotando aí as mutações e piruetas.

    http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/g20-se-compromete-a-dar-resposta-global-conjunta-contra-pandemia/

  52. Pessoal, alguém mais recebeu o email da Avaaz pedindo pros países ricos perdoarem a dívida dos países mais pobres porque “milhões de pessoas podem morrer da peste chinesa nesses países”, ou seja, estão usando um alarmismo extremo pra justificar sua cruzada contra o pagamento das dívidas públicas, dívidas essas que foram vieram da gastança estatal excessiva, sendo que a esquerda ama gastança estatal, ou seja, uma complete incoerência. Segue o link da dita cuja petição:

    secure.avaaz.org/campaign/po/coronavirus_debt_relief_loc/

    A melhor parte é a Avaaz ainda se apresentando como uma instituição politicamente neutra. E não é de jeito nenhum a primeira que fazem isso, já perdi a conta de quantos emails do tipo “O mundo contra Trump” ou “Bolsonaro está destruindo o meio ambiente”, etc, que eu recebi, mas até hoje espero um email do tipo “O mundo contra Xi-Jinping”.

  53. Professor,

    Não tem problema vc dar afirmações taxativas. Mas é importante no mínimo uma explicação rasa. Quando vc diz:

    “Não há como haver especialização se não há propriedade privada e preços livres no mercado de fatores de produção”

    É preciso explicar pq não há especialização se nao houver propriedade privada.

    No artigo que vc mandou há apenas uma citação à divisão do trabalho, tão en passant que nem se desenvolveu nenhum raciocinio.

    Alem disso, o foco do artigo é na dinâmica de formação de preços dentro do socialismo que difere e é ineficiente frente ao capitalismo… O que aliás tendo a concordar por alto com essa afirmação. Formação de preços livres, regido pela oferta e demanda, é diferente de divisão do trabalho. A formação de preços no socialismo era centralizada pelo governo (e em geral so parte dela, a parte dos insumos)

    O meu racional já expressei ai em cima antes (inclusive vc falou “bom resumo”, indica sobre o que se trata, por favor)

    Entrando na moda dos austríacos, vou mandar 3 artigos/matérias – tem nível iniciante, intermediario e avançado – que falam exclusivamente da divisão do trabalho (nao estamos falando de calculo economico e outras baboseiras)

    super.abril.com.br/mundo-estranho/como-era-a-vida-na-uniao-sovietica/

    http://www.sites.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/divsoctra.html

    seer.ufrgs.br/RevistaPerspectiva/article/view/83218/49846

    Cristian,

    Eu ja havia dado uma resposta ao Vladmir

    Acho engraçado que ontem vc me pedia uma aula, hoje vc arrota uns conceitos tortos sem lógica e agora quer bater o martelo sobre o que havia ou nao na Uniao Sovietica

    Te dou um conselho: poste aqui um trabalhao academico sério, publicado em alguma revista (tal como apresentei o artgo da UFRGS) dizendo nao haver divisao do trabalho no socialismo sovietico. Ai a gente começa uma discussão de mais alto nível

    Vou pegar um ponto em comum ao seu e ao de Vladmir pra te refutar:

    “Não adianta você querer inventar uma máquina se o estado te ordenou a ser agricultor. Você não é dono da sua vida, pois não tem propriedade privada.”

    Ora bolas, se vc deseja ser inventor e o ESTADO te manda ser agricultor, dentro da divisao de trabalho dessa economia vc é agricultor! Ponto final!

    Conheço gente que queria ser engenheiro mas o sistema capitalista só o deixa ser gari. Conheço gente que queria ser médica, mas trabalha como merendeira até hoje, nao consegue de jeito nenhum ser médica (pelo menos as filhas estao na faculdade – entraram pelas cotas).

    Conheço gente que já trabalhou como entregador, ja foi camelô, ja trabalhou em obra, ja foi vigia e isso tudo no capitalismo. QUal a especialização desse cidadão?

    Vou dar de bate pronto alguns pontos seus de lambuja pois são bens faceis:

    “O socialismo, especialmente o comunismo proposto e idealizado por Marx e Engels tem por objetivo”

    Não falei do socialismo idealizado por ninguem, sim no que foi. So citei o pensamento deles pra mostrar que eles mesmos admitiam divisão no inicio do socialismo

    “é necessário antes existir a propriedade privada. Pois, cada individuo pode trabalhar naquilo que ele melhor sabe fazer ou ainda no que está ao alcance dele fazer.”

    Nem tinha visto este trecho e ja tinha escrito sobre o cara de 30 anos que ja teve mais de 4 empregos completamente diferentes. Esse argumetno é risível

    “o comunismo prega o fim da propriedade privada e ai se torna impossível criar tecnologia”

    Meu Deus. A lavagem cerebral foi pesada!

    Ja ouviu falar da corrida espacial? Os caras desenvolveram a tecnologia em pleno comunismo. A nao ser que vc ache que os Romanovs ja tinham essa tecnologia escondida e nao contaram pra ninguem.

    “Espero que agora você saiba que na URSS nunca existiu a divisão de trabalho.”

    Valeu campeão. Quem sou eu pra pensar diferente dessa sumidade ne?

  54. Dalton Catunda Rocha

    “Brasil tem menor índice de letalidade dos 25 países com mais casos

    Número de infectados em relação à população também é o menor das 25 nações” > diariodopoder.com.br/brasil-tem-menor-indice-de-letalidade-dos-25-paises-com-mais-casos/

    “Idosa é curada da covid-19 em tratamento com uso de cloroquina” > http://www.youtube.com/watch?v=9AIYVh4l9h8

    “Pacientes tratados com cloroquina recebem alta da UTI em São Paulo” > http://www.youtube.com/watch?v=ZLRzhcaNfcw

  55. E para nos meros mortais que nao queremos ter nossas poupancas aniquiladas nessa tremenda depressao global que esta por vir, o que fazer?

    – Comprar ouro?

    – Comprar prata?

    – Investir em fundos de dolar?

    – Short selling de acoes?

    – Investir mesmo em Selic/IPCA?

    Estou realmente preocupado com o resultado disso tudo.

    Obrigado

  56. Independente da histeria provocada pelo vírus chinês e até mesmo independente da própria existência ou não de tal organismo biológico, o fato comprovado da “pandemia” é que a única vítima fatal, seguramente confirmada foi a própria liberdade.

    Já estamos quase fechando 1 mês do testemunho de toda a sorte de proto-tiranos governamentais, verdadeiros escroques, e seus laranjas atuando na mídia e em hospitais, nos ditando toda a sorte de restrições e imposições, muitas delas completamente inconstitucionais, ao mesmo tempo que assistimos, impotentes, a total incapacidade de QUALQUER UM se opor a tais tiranos.

    Até mesmo um simples “Opa, espere aí! Vamos conversar melhor sobre esse negócio de quarentena!” é brutalmente rechaçado com apelos emocionais do tipo “Seu assassino!”, “Não pensa nas vidas!”, etc, etc, todos esses argumentos encobertos por uma grossa cortina de fumaça donde até mesmo o direito ao velório e ao enterro estão sendo negados aos familiares. Soma-se a tudo isso o crescente aumento de denúncias de que autoridades governamentais locais estão forçando hospitais a colocarem na “conta” do coronavírus quaisquer óbitos.

    Enfim, já vivi nesse país tempo suficiente para saber dos riscos de se acreditar piamente no que sai nas trombetas do governo.

    Quando você assiste a toda a sorte de cretinos e vigaristas começarem a inflar o pânico desnecessário junto ao público, ao mesmo tempo que é explícito o uso da pandemia para fins políticos, pode-se ter certeza que “nesse angu tem caroço”.

    Vendo toda a sorte de proto-adolescentes comedores de sucrilhos não transgênicos com leite sem lactose, de 20 à 30 e poucos anos, batendo panelas em luxuosas sacadas de prédios de classe média alta em várias cidades brasileiras e logo depois irem postar em seus instagrans da vida as fotos das panelas e da “opressão social em que vivem”, tenho a absoluta certeza de que “onde tem fumaça, tem fogo”!

    O coronavírus foi e continua sendo um divisor de águas nesse mundo. Pela primeira vez na história do planeta testemunhamos o mundo inteiro PARAR por causa de um vírus que até agora só tem mostrado suposições e dúvidas quanto ao real número de mortos e infectados. Nem mesmo a 2° guerra mundial chegou a tanto.

    Enfim, daqui para a frente sabemos que o mundo jamais será o mesmo. Sabemos que agora, é possível para um grupelho de privilegiados poder PARAR O MUNDO.

  57. Neste momento deve-se atentar para os números, para as estatísticas: 15% dos contamindos tem sintomas fortes e 5% com sintomas graves(falta de ar). Ou seja, estes 5% é que merecem destaque aqui. Uma simples pesquisa revela que temos 2 leitos para cada 10 mil habitantes. Ora, temos 217,4 milhões de habitantes. Com isso ficamos com 43.480 leitos estimados. Então 5% de 217,4 milhões de é 10,870 milhões de infectados com sintomas graves, necessitando de respiradores. Não temos leitos para essas pessoas!!! Sem repiradores elas vão morrer! Quanto as 95% de pessoas com sintomas leves ou fortes, realmente será uma gripe forte. Nesse ponto deve-se avaliar qual o pior cenário. Mas não precisa pensar muito para saber a resposta correta. Hoje, sabe-se que os jovens também são afetados e alguns tem morrido. Para aqueles que possam questionar o percentual de 5% sintam-se a vontade para reduzir para 1% fazendo as devidas correções e percebam que ainda assim o cenário ainda é caótico!!!

  58. Estão gostando da amostra grátis de Socialismo?

    1) Governantes ineptos dando ordens sem sentido (fecha restaurante, mas não fecha ponto de ônibus);

    2) Toque de recolher;

    3) Proibição de frequentar a maioria dos lugares;

    4) Comida limitada;

    5) Liberdade limitada;

    6) Todos são agentes do estado dizendo para seguir as ordens do governo, todos são espiões de todos;

    7) Medo constante provocado por propaganda;

    8) Sua empresa não é exatamente sua, você abre quando o político deixa (alguém vai te indenizar os prejuízos causados?);

    9) Você não pode visitar seus familiares, a circulação depende de autorização;

    10) Constantes estatizações com a justificativa do bem coletivo.

    Aproveitem bem a amostra grátis de utopia e torça para que não se torne permanente.

    Se continuar assim, não vai demorar muito tempo pra se transformar no cenário completo:

    1) Ninguém trabalha onde quiser.

    2) Faltam vários produtos nas prateleiras.

    3) Médico só do sistema público.

    4) Não existe livre mercado.

    5) Compra e venda é atividade ilícita.

    6) Escambo vira modelo de comércio majoritário.

    7) Só existe uma solução pra tudo.

    8) Não adianta pensar diferente porque ninguém vai te ouvir.

    9) Jornalismo só tem uma fonte.

    10) E finalmente, o poder não respeita voto ou vontade popular.

  59. Ex - esquerdista

    Começando a conhecer a EA, me deparei com alguns pontos levantados por um keynesiano:

    1) A escola austríaca afirma que tudo que o mercado faz é certo? as transações de mercado são sempre ótimas? Ou seja, As decisões do setor privado são sempre certas?

    2) Emissão monetária e déficit publico não necessariamente gera inflação ? Vide o caso de países com alto déficit publico, bancos centrais aumentando seus balanços, porém sem altos índices de inflação.

    3) Os austríacos falam que bancos centrais proporcionam taxas artificiais de juros. Qual(is) seria(a) o(s) parâmetros pra determinar o que seria uma taxa de juro é artificial ou natural? Qual seria um valor exato da taxa de juros para que não seja definida como artificial?

    4) Keynes não defendia impressão de dinheiro e nem que o governo deveria gastar par cavar buracos e tampar (gasto público sem sentido). Keynes fala que o gato público deveria ter sim um sentido. Deficit públicos são para alguns momentos (recessão) mas superavit em outros (período de crescimento).

    5) A EA considera que os agentes do setor privado são mais racionais e tomam as melhores decisões. Aí é só entrar em cena o governo que os agentes perdem toda a racionalidade? É coerente afirmar que agentes do setor privado sem a atuação do governo são "inteligentes" e com o governo em cena eles simplesmente ficam "burros"?

    6) Keynes recebe críticas dos austríacos como se suas ideias fossem totalmente erradas, o que é7 uma contradição com o fato de que ele era um financista que encerrou a sua vida milionário, (visto que era um hábil conhecedor do mercado financeiro e um grande gestor de ativos). O sucesso no mercado financeiro não seria um indicador que ele compreendeu corretamente a economia?

    7) O fato de Hayek dividir o premio Nobel com seu rival ideológico Gunnar Myrdal demonstra que as ideias keynesianas são válidas/corretas?

    Se puderem comentar, agradeço

  60. Pelo que vimos, nos dias de turbulência o dólar se valorizou e ouro e bitcoin caíram.

    Acreditam que mais para frente esse cenário vai mudar: queda no dólar e alta do ouro/bitcoin?

    Essa impressão gigante de dinheiro nos EUA provocará uma desvalorização do dolar mundialmente? acreditam que o real capturaria esse movimento e poderia se valorizar?

  61. Coronavirus deixou de ser uma gripezinha!

    epoca.globo.com/sociedade/coronavirus-ja-mata-mais-por-dia-que-tuberculose-doenca-infecciosa-mais-letal-do-mundo-24346454

Rolar para cima