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Os três cabos de guerra que vigoram no Brasil

A disputa política no Brasil envolve três distintos cabos de guerra. Todos estão sob a névoa do conceito da “polarização”. 

“Nem toda briga é boa, mas nem toda briga é boba”, dizia o poeta.

Há o perverso Cabo de Guerra da Máquina Pública, que opõe grupos sedentos por uma boquinha do estado, por verbas e pela distribuição de benesses. Esse cabo é de soma negativa, ao menos do ponto de vista do cidadão e pagador de impostos. Seus tributos se acumulam em um volumoso saco de ouro que fica no centro do cabo; leva o prêmio quem tiver maior poderio político.

Nas extremidades, fazem força as facções opostas que disputam poderosas canetas que liberam verbas, empregam aliados, determinam políticas públicas, baixam decretos e portarias. Objetivam o poder como um fim, e sua existência deriva do excessivo poder do estado.

Em cada um dos lados podemos encontrar funcionários públicos que querem maiores salários e maiores prebendas; grandes empresários que querem reserva de mercado, subsídios e nenhuma concorrência; empreiteiras que querem se fartar em dinheiro de impostos por meio de obras públicas; artistas que querem mais subsídios; reguladores e burocratas que querem mais poder para impingir suas regulações; políticos do segundo escalão que visam apenas ao curto prazo (ou seja, a ganhos pessoas diretos com o dinheiro de impostos); e sindicatos que querem receber mais dinheiro confiscado do trabalhador (estes são o único grupo que realmente está perdendo poder).

Esse cabo de guerra se intensifica toda vez que há troca do grupo político no comando. Depois do aparelhamento da máquina promovido pelos governos do PT, agora grupos que apoiaram Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre e companhia cobram as verbas e os cargos pactuados. 

Em menor ou maior grau, vale sempre a lógica do infame “toma-lá-dá-cá”, uma inevitabilidade do meio político que alguns creem ser possível dispensar. Enquanto o cidadão for condenado a prover o saco de ouro no centro do cabo, permanecerá desprezado. 

O segundo cabo de guerra está, por assim dizer, no “andar de cima”. Este é o Cabo de Guerra do Voto, da disputa pelo comando máximo, a caneta das canetas. Nas extremidades, partidos e facções políticas antagônicos; esquerda, centro-esquerda, centro-direita e direita. No entanto, neste cabo a coisa é mais bagunçada e frequentemente todos acabam se pegando, inclusive aqueles de ideologia mais parecida: tem Ciro versus Lula, tem presidente versus governadores do Rio e de São Paulo, tem PC do B e PSOL versus PCO, tem PSL versus DEM etc.

É um cabo de guerra feroz e por vezes regado a xingamentos ou quebra de regras. O evento da retroescavadeira em Sobral colocou a família de coronéis que controla o Ceará contra um deputado que quer ser prefeito de Fortaleza aliado a um grupo de policiais amotinados.

Estes também desprezam o cidadão — exceto, claro, em ano de eleições, quando os animais do gabinete saem de seu habitat para visitar as comunidades.

O terceiro cabo de guerra é o mais relevante para os brasileiros que desejam um Brasil melhor. É o Cabo de Guerra das Idéias. Este contrapõe as atribuições do estado, de um lado, às da sociedade e do indivíduo, de outro. A disputa ocorre principalmente nas páginas da imprensa livre, na academia e nas redes sociais, mas também nas manifestações livres de artistas e cientistas, nas rodas familiares e de amigos.

A esquerda foi pega de surpresa nesse cabo de guerra nos últimos dez anos. Marxistas e sociais-democratas eram os únicos participantes absolutos e se antagonizavam sem concorrentes, mas acabaram se perdendo nas disputas pela máquina e pelo voto.

Pode-se dizer que a chegada das ideias conservadoras, liberais e libertárias ao centro do debate é resultado da prática do “zen” na arte do cabo de guerra. Com calma e tranquilidade após anos de reflexões, tomamos a corda pela beirada e colocamos marxistas e sociais-democratas juntos do outro lado. Com isso, o Brasil deixou de ser um dos poucos países do mundo em que a discussão de ideias liberais e conservadoras praticamente inexistia. Hoje, nosso cenário de embate de ideias ficou mais semelhante ao do resto do mundo.

Em nossa extremidade entraram os anarcocapitalistas e sua base consistente do laissez-faire, a utopia da liberdade. Em seguida os minarquistas, defensores do caminho ao estado mínimo. No meio da corda fazem força os chicaguistas e os neoliberais. Próximos ao outro lado da corda — onde transpira em bicas a esquerda— estão os left-libs, ou libertários de esquerda, que são liberais que priorizam a pauta dos costumes em detrimento da econômica.

Juntos, nos esforçamos para reduzir a excessiva intrusão do estado porque entendemos ser esse o caminho sustentável para a geração de riqueza, a diminuição da pobreza, a melhoria do ensino, a solução das questões sociais e ambientais

Um estado menor tem por consequência um indivíduo mais responsável e uma sociedade mais forte.

Esse cabo de guerra faz bem ao Brasil.

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134 comentários em “Os três cabos de guerra que vigoram no Brasil”

  1. Os conservadores brasileiros estão solitários lutando contra a mídia, o congresso e o STF.

    Não possuímos uma televisão, um jornal, um partido…

    Só Bolsonaro e o povo.

  2. Jairdeladomelhorqptras

    Ótimo artigo!

    Aqui vai uma gota de ceticismo. Quando o Estado abocanha próximo a 40% da renda nacional, creio, atinge um ponto de não retorno. Pois os grupos ( que são numerosos) que recebem este porcentual não abrirão mão dos seu privilégios. E como trabalham pouco podem lutar pelos seus “direitos”. Quem paga a conta dificilmente consegue se instruir e ter tempo para lutar contra estes interesses.

    A única preocupação dos carrapatos é manter os espoliados produzindo. Não os podem sugar até o fim. Então este limite de 40%,provavelmente será mantido.

    Abraços

  3. A verdade vos libertará

    Camaradinhas, a Solange Srour, xiita liberal, já jogou a toalha hoje em artigo na folha. Admitiu que o liberalismo não funciona e apenas levará à mexicanização do Brasil, com crescimento pífio.

    Quando vcs vão ser humildades e admitir o mesmo?

    Gamer over para o liberalismo. Já deu. Anos de ortodoxia e não se ressuscita a moribunda economia brasileira.

  4. Proponho a liberação dos cassinos para este país começar a melhorar. O monopólio do jogo pela Caixa impede a criação de empregos,aumento de turismo e arrecadação de tributos.

  5. Desculpem se parecer que estou comentando algo fora do assunto do artigo, mas e a capitalização da previdência? algo que poderia gerar um “boost” no crescimento econômico seria isso. Paulo Guedes e Rodrigo Maia falavam que iriam pautar a capitalização no segundo semestre de 2019 e até agora nada… pauta dada como morta.

  6. Há um predomínio do pensamento de esquerda no Brasil, afinal os militares permitiram o contínuo aparelhamento das universidades e escolas. Artistas, jornalistas e outros idiotas úteis ecoam a ideologia e continuam a dar tração à massa falida do marxismo. Certamente desde os anos 30 temos um estado esquerdo-fascista, com dinossauros legais como a CLT que perdura até hoje, apesar das pseudo-tentativas de aniquilar essa aberração. A esquerda se apoderou de editoras que barraram a publicação de autores liberais e de direita, na tentativa de evitar retrocessos na marcha socialista.

    O advento da livre circulação de ideias através da Internet permitiu que argumentos contrários ao marxismo alcançassem audiência. Qualque ser humano com no mínimo 2 neurônios consegue entender, ao confrontar o pensamento de esquerda e o de direita liberal com fatos históricos, o fracasso estrondoso dos experimentos socialistas.

    Na sua última cartada a esquerda pretende controlar a liberdade que existe na Internet. Inventam CPI de fake news como pretexto para reduzir a livre propagação do pensamento. Certamente pretendem avançar nessa pauta criando leis de mordaça, que csirão como uma luva para censurar sites como este. Fiquemos vigilantes.

  7. A melhor estratégia contra a Organização Criminosa ( governo ) é deixar que ele mesmo se destrua.

    Como :

    * Mais concursos

    * Aumento de salários 1000%

    * Mais Ag. reguladoras

    * Mais emissão de títulos

    * Mais Controle cambial

    Mais do mesmo que já é feito. ( Mais tem que ser muito , não gradual ). Claro que as pessoas vão sofrer, mas a dor vai causar a compreensão.

    A estratégia correta é destruir o mais rápido possível.

  8. Bem verdade é que a medida que as pessoas envelhecem, ficam mais conservadoras, e.num pais com crescimento vegetativo em baixa, o numero de novos angariados pela esquerda cai, entao a esquerda tende a abrir as fronteiras pra estrangeiros , dando os mesmos direitos que os cidadaes nativos, inclusive voto conseguindo assim novos votantes pra continuar se reelegendo.

  9. Para que as propostas liberais realmente passe nesse governo ou nos proximos, é necessario que os liberais de todas as vertentes se unam em bloco. Atualmete uma ala é apoiadora do atual governo ( Aliadas a direita). Outras sao contra( aliadas a esquerda)

    Essa divisao dos liberais nao cria ambiente para um crescimento liberal. Entao se rorna necessario que as vertente liberais conversem entre si e se desapeguem das esquerda , direita e centro da vertente politica ” estatista”.

    Atualmente a grande maioria politica é estatista. Foi so uma troca de esquerda para a direita. E a grande maioria das pautas desse congresso ainda é defender as conveniencias estatistas.

    Os liberais ainda estao fracos, e basta as poucas politicas liberais falharem , por causa das sabotagens doa setores estaristas , pra o eleitor voltar a votar na esquerda ou so na direita.

    O bom é que nos ultimos anos o liberais estao ficando mais organizados. Mas é necessario aceitar que os liberais de esquerda e os de direita tem que ser trazidos pro movimento com dialogo

  10. Pergunta off-topic de um leigo:

    Onde está o erro no desenho abaixo (se é que foi um erro, e não a consequência de um erro de avaliação de mercado)?

    g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2020/02/28/toneladas-de-tomates-sao-descartadas-as-margens-de-estradas-no-interior-de-sp.ghtml

  11. Logo logo o dólar chega a R$ 5, já que é isso mesmo que o Paulo Guedes no fundo quer fazer. Escola de Chicago coloca a mão no BC, só dá estrago. Uma das poucas coisas boas nesse governo é que pelo menos eles estão reduzindo a dívida e os déficits, o que não tinha ocorrido no governo Temer. Em liberdade econômica, a MP 881 foi boa, mas o restante não fizeram muita coisa.

    O pior é que vejo gente passando pano para isso, e falando que o câmbio está aceitável por causa da inflação (corrigir o câmbio pela inflação). O que será que esses indivíduos falariam sobre o iene japonês, que ao longo das décadas só tem se valorizado? Japão não capota porque está “pronto”: tem infraestrutura, produtividade, poupança e governo confiável, que paga até as dívidas emitidas na Segunda Guerra Mundial.

    Para vocês verem como esse país é uma zona, vai ter protesto no dia 15 de março, como teve no ano passado (não sei se deu algum resultado, porque a reforma previdenciária foi um remendo, tiraram a prisão em 2ª instância, entre outras péssimas medidas). Governo federal, legislativo e judiciário tinham que se virar, eles estão lá para isso.

    Mudando um pouco de assunto, o que explica o fato da libra esterlina ser mais forte que o dólar americano? O Reino Unido seria um ambiente superior em segurança jurídica? Bom, eu sei que a libra esterlina é a moeda mais antiga do mundo ainda em uso.

  12. Ótimo artigo!

    Um diagnóstico preciso do estado e de coisas e do estado de idéias na política brasileira dos dias de hoje.

    Uma coisa porém deve ser dita. Pela minha experiência e observação devo dizer que relativamente aos left-libs no Brasil, se há alguns sinceros, a maioria deles são verdadeiros cavalos de tróia que intencionam cooptar os discursos e bandeiras libertárias para a consecução de interesses esquerdistas-estatizantes. Outro tanto costumam ser pessoas deslumbradas que não pensaram o suficiente sobre o estado de coisas político e social à sua volta e as consequências práticas do que defendem, e não têm clareza a esse respeito. Aos primeiros deve-se combater ferreamente, aos segundos: esclarecer!

  13. O Desemprego subiu de 11% para 11,2%, podem abandonar o barco. Parece que o Guedes vai ficar até o último dia, ou seja, moeda desvalorizando impiedosamente e crescimento econômico pífio.

    Nas eleições de 2022 a esquerda vai vir dizendo com toda a força que o Guedes “implantou” o UltraNeoLiberalismo Econômico Minarquista no Brasil e falhou, e portanto, “temos que tentar algo mais próximo do Socialismo”. O governo esquerdista que suceder esse irá colher os poucos bons frutos que o governo atual plantou e a esquerda, como sempre, vai receber uma economia que os trouxas “consertaram” para ela se vangloriar de algum possível mérito futuro.

    Parabéns ao Paulo Guedes, estragou todas as chances de um governo liberal/direitista consolidar uma base de apoio permamente. Cada vez mais penso em abandonar o Liberalismo, deixar tudo ir ladeira a baixo e me converter ao Anarcocapitalismo.

  14. Na verdade, penso que só há dois grupos políticos bem distintos: Conservadores (Direita) e Comunistas (Esquerda). O Grupo político Comunista tem as subclasses tais quais: Liberais (Novo, Podemos), Ultra Radicais (PSOL, PCO, PSTU, PCB), Radicais (PT, Rede, PSD) Sociais democratas (PSDB, DEM) e Centrão (MDB, Demais lixos). O grupo político da Direita é representado atualmente pelo Aliança, que nem foi oficializado ainda. Vejam a disparidade de ideias existente nesse país. Daí a imensa dificuldade que o Bolsonaro e a população brasileira está tendo em passar o país a limpo.

  15. Ótimo artigo! Mas eu estou com saudade daqueles artigos que relacionavam o cristianismo com o anarquismo. Podia fazer, e tentar estabelecer uma conexão entre a Igreja Católica e o ancap.

  16. Uma dúvida que eu tenho: os responsáveis pelo IMB não têm nenhum “trânsito” no governo?

    Pode até soar como uma provocação, mas é uma dúvida honesta… lembro que o Bruno Garschagen chegou a ser anunciado como parte do ministério da educação, mas não sei se ainda participa após as alterações… até onde eu sei, o Geanluca Lorenzon ainda faz parte de alguma pasta… o Fernando Ulrich com participação na Casa da Moeda… hoje estava assistindo um vídeo do Mises Summer School sobre a previdência com um Adolfo Sachsida, que eu não conhecia… fui pesquisar e vi que ele faz parte do próprio ministério da economia…

    Obviamente que o Paulo Guedes é o ministro, mas não há qualquer influência destes (e talvez outros) colaboradores do IMB nas decisões e estratégias?

    Sou leitor há vários anos e, honestamente, me parece estranha essa situação, até mesmo para a reputação do IMB e dos envolvidos… no “Cabo de Guerra das Idéias”, fica muito fácil dizer que “os austríacos do IMB fazem parte do governo que não está no caminho certo”, como bem explorado no artigo sobre o tratamento que o Paulo Guedes dá ao câmbio.

  17. Libertário revoltado

    Esqueçam o Brasil. Esse estrume, que chamamos de país, nunca dará certo. Sei que muitos aqui são otimistas, mas não consigo, a mentalidade parasitária impera aqui. Minha única esperança é que sei que o Estado brasileiro irá falir a médio prazo, não vão ter dinheiro nem pra bolsa família. Até lá, aconselho todos a se prepararem e sair daqui enquanto puder.

  18. Eu li aqui nos comentários, não sei em qual post, que o segundo mandato do governo Obama (nos EUA) só foi bom para a economia porque o Congresso americano (que tinha maioria da oposição) travou as pautas do presidente (que é bem intervencionista). Pelo visto, esse travamento acabou sendo positivo e deixou a economia americana fluir. Já no Brasil, estamos vendo que o presidente depende muito do Congresso Nacional para sua administração fluir. Como é que lá nos Estados Unidos as coisas – principalmente a economia – conseguem funcionar mesmo havendo desarmonia entre os poderes legislativo e executivo, sendo que no Brasil é algo praticamente impossível?

  19. Cada povo tem o rei que merece

    O Brasil não vai mudar tão cedo. Eu já perdi as esperanças.

    Com uma população sem vergonha que continua elegendo e reelegendo os mesmos populistas de sempre, não há esperanças pra nós.

    Apenas torço pra que a situação não chegue ao nível da Argentina ou Grécia. Isso é o melhor que podemos ter a curto e médio prazo.

  20. Não consigo ser otimista também.

    Esse período vai ser conhecido como uma espécie de era Collor melhorada, depois virá um Ciro, um Lula ou quem sabe que criatura surgirá dessa maldição chamada democracia. E o pouco que foi feito de bom será perdido, o país retrocede sempre.

    Isso se a atual família presidencial que estava repelando tudo na Alerj (e provavelmente fazendo o mesmo em Brasília agora) não inventar uma maneira de se perpetuar no poder.

    Sabe como é, começa manipulando o sistema educacional (com escolas militares), vai juntando apoio do funcionalismo (militares principalmente), dá até para criar uma polícia secreta bolivariana com esses motins, aumenta o bolsa-família e muda de nome para ganhar fidelidade eleitoral, depois inventa de regular a mídia, nomeia um poste para sucessão… Basicamente tudo que o PT tentou fazer ou fez de alguma forma.

    O que tem de “liberal” que ainda acha que a direita brazuca é aliada na luta pela liberdade, ou pior ainda, acha que liberalismo é de direita.

    Aqui, nessa porcaria de país, conservador quer conservar o positivismo, o estatismo e o militarismo, com raríssimas exceções.

  21. Acho o conteúdo do site bem razoável, mas o nível dos comentários é desesperador. O Brasil virou um país onde qualquer um se considera apto e proficiente a discorrer sobre qualquer assunto e ainda ofender quem discorda. Outros demonstram total desconhecimento da terra onde vivem, dos políticos que concorrem aos cargos majoritários, da realidade dos que os escolhem e até mesmo das linhas ideológicas e econômicas destes…

    Querem um presidente refinado e articulador em terra de toscos e achacadores políticos. Querem outro setup político e econômico, com uma CF fincada no social-assistencialismo que amarra o país e promove uma total ausência de representatividade no legislativo. Querem um marco legal moderno e liberal com um Judiciário militante, ineficiente, incompetente e parasitário. Imaginam um Estado mínimo, sem entender a mentalidade estatista e hiposuficiente da maioria do povo. Utopia em desfile…

    Acho que no fundo tem muitos revoltados aqui, porque as férias na Disney ficaram bem mais salgadas….

  22. Pessoal, gostaria de sugerir um artigo sobre o livro “The Beautiful Tree: A personal journey into how the world’s poorest people are educating themselves”, do James Tooley (Encontrei na busca um artigo que menciona partes desse livro, mas nenhum falando especificamente sobre esse assunto). Esse livro é um verdadeiro tapa na cara dos esquerdistas que acham que os pobres precisam do papai estado até pra respirar, e dos progressistinhas que juram não existir educação decente fora do que é oferecido pelo estado.

  23. 5 minutos de IRA!!!

    A única esperança é que a moeda se estabilize. Pode ser a 3,90 ou a 5,00, mas que seka o quanto antes. Se for num dólar mais baixo, melhor pro consumidor, se for num mais alto, melhor pro Estado. De qualquer jeito, num curto prazo, alguém sairá perdendo mas, caso o câmbio fique estável em pouco tempo e assim permaneça até o final do governo, é possível que os valiosíssimos investimentos estrangeiro comecem a aparecer em grande escala, tal qual necessitamos.

    Para essa esperança se tornar real, é necessário:

    1. que Guedes decida por vender parte das reservas para abater dívida, demonstrando que era essa sua jogada e não apenas excesso de convívio com o presidente;

    2. que Guedes apareça na mídia dizendo que está feliz com o câmbio da forma que está, pois poderá acertar as contas e que, daqui pra frente, seria bom que o dólar se estabilizasse pra dar tom à economia. Basta de variação;

    3. que o BC demonstre fortemente que está alinhado à fala de Guedes. Na primeira guinada, fazer uma venda pra dar prejuízo real a qualquer especulador desconfiado com a desculpa de estar abatendo dívida;

    Outros fatores que podem ajudar:

    4. que façamos pressão para que tudo isso aconteça, dando a cara a tapa em redes sociais, botecos e, quem puder, espaços políticos e administrativos……..

    5. que saia do papel a reforma cambial até o final do ano;

    6. que o brasil abra as licitações para empresas entrangeiras para chegada de valiosos dólares;

    7. que os modelos de privatização/concessão/ppps e etc se afinem para não dar vexame novamente, como no super leilão. Esses dólares são preciosos;

    que mais…….?

  24. Perdão, mas discordo.

    O único cabo de guerra acontecendo hoje no Brasil é entre os que querem implantar a moralidade e TODA a máquina política que vive do governo que tira do Estado.

    A esquerda (PT, PSOL, PSDB, …), o centro (MDB e todo o resto do Centrão) e a direita (DEM, …) estão UNIDOS lutando em prol da corrupção.

    Tanto é assim que seus representantes no STF (Toffoli, Lewandowski do PT, Alexandre de Moraes do MDB e Celso de Mello, nomeado por Sarney) pela primeira vez estão unidos, trabalhando juntos a favor dos corruptos: julgamento express de HCs a favor de corruptos, decisões contrárias à Lava-Jato, culminando com a implantação de uma CENSURA de fato, através do inquérito ilegal e inconstitucional das Fake News.

    Do outro estão Bolsonaro, sua Aliança (ainda não oficial), o Partido Novo e alguns políticos isolados de outros partidos.

    Somente o apoio popular a Bolsonaro explica que os corruptos ainda não tenham ganhado definitivamente a disputa.

  25. "É inerente à natureza da economia capitalista que, em última análise, o emprego dos fatores de produção visa apenas a servir os desejos dos consumidores."

    Mises

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