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‘Parasita’ é implausível e superestimado, com uma abordagem tosca sobre “conflito de classes”

Nos anos imediatamente posteriores à Segunda Guerra Mundial, a economia da Coreia do Sul estava em trágica situação. Em 1948, a renda per capita do país era de irrisórios US$ 86, o que colocava o país no mesmo nível do Sudão. Em 1960, já tinha caído para US$ 79.

Políticas desastrosas levaram à hiperinflação (o que elevou o valor nominal das cédulas do won; hoje, um dólar custa 1.192 wons) e a uma escassez generalizada de comida. O lento crescimento econômico forçou as mães a fazerem escolhas em relação aos seus filhos na mesma linha de uma escolha de Sophia, e as taxas de alfabetização estavam entre as menores do planeta.

Analisando a situação, um oficial americano concluiu que “a Coreia jamais poderá alcançar um alto padrão de vida”. O motivo, observou ele, é que “praticamente não há no país nenhum coreano com a qualificação técnica e com a experiência necessária para se aproveitar dos recursos do país e implantar alguma melhoria na economia, a qual é toda baseada em arroz”.

Felizmente, no entanto, previsões são feitas para serem ridicularizadas. A especulação sobre o futuro da Coreia do Sul se comprovou incorreta. E amplamente. A partir da década de 1960, sob uma ditadura militar comandada pelo General Park, o país adotou uma política extremamente favorável ao investimento estrangeiro (o que era um imperativo, pois a Coréia não tinha capital próprio), principalmente de japoneses (com quem ele reatou relações diplomáticas) e americanos. Graças a esses investimentos estrangeiros o país começou a prosperar.

Os japoneses investiram pesadamente em infraestrutura, em indústrias de transformação e em tecnologia, o que fez com que a economia coreana se tornasse uma economia altamente intensiva em capital e voltada para a exportação de produtos de alta qualidade. Esse fator, aliado à alta educação, disciplina e alta disposição para trabalhar (características inerentemente asiáticas), permitiu o rápido desenvolvimento da Coréia.

Tudo isso está relatado em detalhes no excelente livro The New Koreans, de Michael Breen, jornalista britânico que mora em Seoul. O livro é importante porque ele explode vários mitos desenvolvimentistas que são extremamente utilizados quando se fala da história econômica da Coreia. Limito-me a citar dois: os país, longe de ser uma economia protecionista, é o nono maior importador do mundo (consequência óbvia de ser um grande exportador). E praticamente quase todas as empresas que foram inicialmente protegidas pelo governo quebraram (o que também é uma obviedade, pois empresas que nascem protegidas não se tornam eficientes e, logo, não duram tão logo são expostas ao mercado mundial).

Atualmente, a Coreia do Sul é um país impressionantemente próspero. Embora o PIB esteja longe de ser a mais acurada das métricas, aquele que já foi um país completamente devastado pela guerra (dentre outros fenômenos) é hoje um dos dois únicos países do mundo (junto com Taiwan) a ter “conseguido apresentar uma taxa de crescimento de 5% ao longo de cinco décadas”, como bem disse Breen em seu livro. Hoje, sua economia é a 13ª maior do mundo.

A Coreia do Sul é uma das maiores parceiras comerciais tanto da China quanto dos EUA, e é sede de algumas das mais proeminentes marcas globais, como LG e Samsung. Acrescente a tudo isso o fato de que os sul-coreanos usufruem, como demonstrou Breen, “a mais rápida e a mais crescente rede de banda larga do mundo, em conjunto com a mais alta taxa de penetração de smartphones do planeta”.

Muita coisa mudou neste outrora desesperadoramente pobre país, e com certeza foi para melhor.

Parasita

Tudo o que foi dito acima, e muito mais, merece ser levado em conta como pano de fundo para um comentário que tem o objetivo de oferecer um contra-argumento para toda a exaltação da crítica mundial em relação ao filme sul-coreano Parasita, que acaba de vencer o Oscar de melhor filme de 2019 (o que foi uma façanha, pois foi o primeiro filme não-falado em inglês a obter esta honraria).

Dirigido em co-escrito por Bong Joon-ho, o fato de este filme ter sido nomeado é uma demonstração explícita de como hoje tudo se tornou politizado, inclusive a crítica de filmes. Nada escapa.

E dado que o diretor já deu seguidas entrevistas nas quais deixa claro que o seu objetivo de fato é fazer uma “crítica social pesada” e enfatizar uma narrativa anti-capitalista, então nada mais justo do que criticar a sua obra tendo esta perspectiva.

Para contextualizar: Parasita conta a estória de uma família sul-coreana pobre e sem sorte, que embrulha caixas de pizza para uma rede local, sendo esta sua fonte básica de renda. A família Kim vive em um apartamento que é uma espécie de porão sujo e escuro (na verdade, trata-se de um “andar intermediário” de um prédio), cuja vista dá para uma lixeira onde um morador de rua costuma urinar. Entretanto, fotos antigas do pai Kim indicam que a família já teve um passado um tanto mais nobre. Desnecessário dizer, porém, que a família é pobre no presente.

E então a sorte lhes bate à porta. Muito embora nenhum membro da família consegue encontrar emprego, o filho Ki-woo é amigo de um estudante universitário que está indo viajar de intercâmbio. Em troca de um dinheiro extra, este universitário amigo de Ki-woo dá aulas de inglês para a extremamente rica família Park, mas já está de viagem marcada. Os Parks têm uma filha que deseja aprender inglês, de modo que este universitário sugere a Ki-woo fingir-se de universitário para conseguir o emprego. 

Aqui você já consegue ter uma ideia de quão implausível esse filme é.

Falando mais abertamente, fluência em inglês é uma habilidade extremamente lucrativa para se possuir. Ki-woo possui essa habilidade e, consequentemente, consegue obter o emprego de tutor de inglês da filha da família rica. Mas, ora, se ele sempre teve essa habilidade, por que diabos ele vivia apenas de dobrar caixas de pizza? Não faz sentido nenhum. 

O diretor quer que os espectadores acreditem que a família Kim é pobre por causa de uma escassez de opções de trabalho. Mas sejamos sérios: se Ki-woo é fluente em inglês, de modo que ele imediatamente consegue impressionar a rica família Park, então por que ele já não está lucrativamente empregado por alguém, em algum lugar de Seul, dado que a fluência em inglês é crucial em uma economia global? Certamente ele conseguiria emprego fácil em qualquer multinacional instalada em Seul. Mais sobre isso mais abaixo. 

Após ter conseguido o emprego de tutor de inglês para a rica menina Da-hye, Ki-woo fica sabendo que o irmão de Da-hye, Da-song, é obcecado por artes. Pressentindo uma oportunidade para sua belíssima irmã, Ki-woo mente para a senhora Park e diz que sua irmã, Ki-jung, é uma “especialista” em artes. Consequentemente, ela é contratada para ser a tutora do menino Da-song. 

Uma vez empregada pela família Park, Ki-jung arma uma cilada para o experiente motorista do senhor Park: ela intencionalmente deixa uma calcinha no banco de trás do carro e, com isso, o motorista é acusado de ter feito sexo no carro da família Park. Ele é demitido e, ato contínuo, o pai Kim se torna o motorista da família Park. Os três Kims (pai, filha e filho) passam então a explorar a alergia da família Park a pêssegos, e com isso conseguem fazer com que a mãe Kim seja contratada como a cozinheira da família.

Para sermos justos, é verdade que filmes não precisam ter um grande compromisso com a realidade, pois são apenas divertimentos escapistas. E as estórias, para serem boas, têm de ser um tanto implausíveis. No entanto, com Parasita, o diretor Bong Joon-ho insulta por completo a inteligência de seus espectadores.

Logo de cara, somos obrigados a acreditar que um filho fluente em inglês, uma filha capaz de apresentar razoáveis conhecimentos de arte, um pai com um bom conhecimento sobre automóveis (e que rapidamente consegue se tornar apresentável ao ponto de aparentar ser um elegante chofer), e uma mãe capaz de cozinhar para pessoas de exigente paladar só conseguem encontrar algum emprego minimamente decente se ludibriarem terceiros a lhes contratar. 

Pior: o diretor quer que acreditemos que indivíduos tão engenhosos ao ponto de conseguirem empregos ao simplesmente exagerarem seu currículo perante uma família rica não podem fazer algo semelhante com as inúmeras corporações multimilionárias com sede em Seul. Isso está além da nossa capacidade de suspender a descrença.

Obviamente, o ponto acima nunca é abordado. E não porque o diretor de Parasita não está interessado em ser plausível ou acurado, mas sim porque seu único objetivo é fazer com que os ricos, pelo simples fato de serem ricos, sejam retratados como pessoas odiosas. Vemos isso logo de primeira ao constatarmos a facilidade com que os Kims conseguem ser contratados pelos Parks. Os Parks são facilmente enganados, e é óbvio que você sabe por quê: porque, é claro, os ricos são estúpidos e imbecis. Tão concentrados eles estão nas coisas superficiais, e tão absortos estão em coisas secundárias e desimportantes, que eles se mantêm completamente ignorantes em relação a tudo o que os economicamente desesperados Kims estão fazendo com eles.

Já os pobres e desempregados são, obviamente, retratados como pessoas dotadas de uma grande sagacidade e “esperteza urbana”. Sua difícil situação econômica nada mais é do que uma infeliz consequência do fato de terem nascido.

Os problemas com este cenário são vários.

Só há este filme porque havia riqueza para produzi-lo

Para começar, o diretor Bong deveria considerar por que e como há um mercado na Coreia do Sul para o seu filme. 

Falando o que é óbvio, obras de arte com narrativas socialistas e que retratam lutas de classe só ganham vida porque há uma riqueza que as possibilita e financia, a mesma riqueza que o diretor e co-roteirista desdenha. Traduzindo: cinquenta ou sessenta anos atrás, quando a Coreia do Sul era desesperadoramente pobre (e, logo, a desigualdade era bem menor), não havia nenhuma razão de ser para um filme como Parasita. Os ricos eram tão microscopicamente poucos no país, que eles certamente não gastariam dinheiro para financiar as “obras de arte” de pessoas como Bong. Por que o fariam? O país era tão pobre, que não havia mercado consumidor (e nem produtor) para filmes, muito menos para filmes sobre alguns auto-proclamados sofisticados que recorrem ao charlatanismo para enganar outros sofisticados que estão repletos de dinheiro, mas escassos de bom senso. A história não teria relevância nenhuma àquela época, pois não teria o mais mínimo apelo realista. Todo mundo era pobre na Coreia há não muito tempo.

É apenas hoje, com o país sendo incrivelmente mais rico, que tais narrativas ganham alguma verossimilhança. Fosse o país ainda miserável, não só não haveria como o filme ser feito (pois não haveria ricos para financiar sua produção), como também a história não teria qualquer ressonância. 

Este é o paradoxo da riqueza: ela só é criticada por cineastas porque ela existe e possibilita a criação de suas obras de arte.

Alguns irão dizer que Parasita se comprovou um grande sucesso de bilheteria, e tem tido um desempenho particularmente bom nos EUA. Mas isso apenas comprova o fenômeno acima, que é bastante proeminente nos países ricos. Alguém seriamente acredita que políticos abertamente socialistas como Bernie Sanders, Alexandria Ocasio-Cortez e Elizabeth Warren teriam seguidores e notoriedade não fossem os EUA um país intensamente rico, povoado pelas pessoas mais ricas do planeta? Coloque estes mesmos no Sudão (ou mesmo na Coreia da década de 1950), e eles não teriam apelo nenhum (até porque não haveria riqueza para eles quererem saquear). A mesma riqueza que estes autoproclamados socialistas alegam desdenhar é a fonte de sua própria proeminência. 

Naturalmente, o ódio explícito que Parasita expressa pelos ricos tem o seu mercado cativo exatamente nos países prósperos, em que há uma ampla riqueza para ser invejada (a mesma riqueza que possibilitou a produção do filme). 

Nas últimas décadas, a economia da Coreia do Sul, e de Seul em particular, vivenciou uma incrível expansão. Todas as classes sociais ascenderam. À luz deste boom, faz algum sentido acreditar, como faz o diretor Bong, que aqueles moradores de Seul (que são fisicamente bonitos, dotados de grande “esperteza urbana”, e fluentes em inglês e com bons conhecimentos de culinária, de artes e de automóveis) só conseguem emprego como dobradores de caixa de pizza? A pergunta é meramente retórica.

E, caso o leitor ainda não esteja satisfeito, a realidade de que a Coreia do Sul é um dos maiores importadores do mundo (#9 entre os países) deveria ser levada em conta. Indivíduos só conseguem importar coisas se produzirem o bastante para o resto do mundo. E, dado que a Coreia é o nono maior importador do mundo, então temos que, por definição, sua população não apenas está empregada, como também está empregada em indústrias extremamente bem-remuneradas (eis a evolução das exportações da Coreia do Sul).

No final, tudo piora

Após tudo isso, a narrativa de Parasita assume um formato bizarro e o filme passa a retratar os pobres como possuidores de um odor atípico; um odor que ofende as mais refinadas sensibilidades dos ricos (com os Parks sendo expostos ao mau-cheiroso Pai Kim). Isso leva a uma guinada bizarra neste extremamente superestimado filme, culminando em uma sequência sanguinolenta, típica de um filme slasher — algo que irá certamente ofender aqueles que vão em busca de filmes menos comerciais exatamente para evitar sanguinolência.

É claro que, no final, a principal contradição de Parasita é a narrativa geral do filme, que se concentra em insuflar o ódio dos pobres pelos maldosos, arrogantes e incrivelmente estúpidos ricos. Mas essa é também uma postura que não resiste à mais mínima checagem da realidade. Por exemplo, por que a super-rica e densa Seul é um ímã para tantas pessoas que não são ricas? Igualmente, por que as cidades repletas de bilionários, como Nova York, Los Angeles, São Paulo, Paris, Frankfurt etc. atraem muito mais pessoas em busca de melhora de vida do que cidades mais pobres? 

Os mais pobres, em suma, vão aonde os ricos estão. Eles sabem que é onde os ricos estão que há mais oportunidades de prosperidade. Embora cineastas fartamente financiados com o dinheiro dos ricos gostariam de nos fazer acreditar que os não-ricos desprezam os ricos, o padrão migratório mundial indica uma realidade oposta e muito mais acurada: onde os ricos estão é onde há as maiores oportunidades para aqueles que não são ricos prosperarem.

Para concluir, o que é realmente crucial é que a mensagem de Parasita não é a única coisa horrenda sobre o filme. O filme também é aborrecidamente longo, com pelo menos 30 minutos a mais do que deveria ter, e com um um final que é ainda mais implausível do que toda a estória de luta de classes que precede o banho de sangue final. 

Parasita não merece nem sequer a estatueta de melhor filme estrangeiro, quanto mais de melhor filme. Ou mesmo qualquer tipo de premiação. Que ele tenha vencido várias categorias apenas mostra como a politicagem, a ideologia e as mensagens políticas dentro de filmes passaram a substituir a genuína qualidade cinematográfica como critério definitivo para críticos e membros da Academia de Hollywood.

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105 comentários em “‘Parasita’ é implausível e superestimado, com uma abordagem tosca sobre “conflito de classes””

  1. Vi esse filme semana passada. Tosquinho que dói. Mas eu tinha certeza de que ele seria premiado exatamente por isso: quanto mais tosca a mensagem política, maior a chance de um prêmio.

    Lembrando que Democracia em Vertigem só não ganhou porque seu concorrente era ainda mais político e foi produzido pelo casal Obama. Aí realmente não tinha chance nenhuma.

  2. Felizmente alguém com o bom senso de criticar este filme sem graça, profundamente desagradável, totalmente caricato e acima de tudo sobrestimado. Pelo que tenho visto, é proibido falar mal deste filme (preparem-se porque daqui a pouco os defensores vao floodar os comentários).

    Este filme é ainda mais cartunesco do que o filme anterior do mesmo diretor, Expresso do Amanhã, que também fala sobre guerra de classes (aparentemente ele é obcecado com isso, para não dizer doente).

  3. Eu morei em Seoul por 5 anos. Qualquer pessoas fluente (ou mesmo relativamente fluente) em inglês consegue ter um rendimento mais do que decente no país dando aula de inglês. E se o cara não for restringido por vistos e documentação, é ainda mais fácil. A demanda por esse tipo de mão de obra é muito alta. Uma pessoa fluente em inglês, na pior das hipóteses, consegue fácil um trabalho de recepcionista em hotel chique (aqui no Brasil também, aliás).

    Quanto ao filme, fui ver exatamente por ele ser coreano e eu ter interesse em tudo o que é do país. A Coreia tem bons filmes, mas esse não é um deles. Os personagens são extremamente ridículos e o filme é incrivelmente previsível.

  4. O filme é bom como entretenimento descompromissado, jegue é quem premiou de forma tão desproporcional este trabalho e mais asno ainda quem o vê como crítica social.

  5. A princípio pensei que o comentário se referia

    à declaração do ministro Guedes sobre o servidor público.

    Eu considero o oscar um pouco politizado,

    estranhei que democracia em vertigem não tivesse ganho o oscar.

    Enfim, vou assistir esse filme ainda para poder comentar.

    Faço discussões de economia no meu blog velhaeconomia.blogspot.com

  6. *****OFF TOPIC*****

    Acho que essa é a segunda vez que mando, ignorem a mensagem gêmea.

    Eu tenho lido e visto, sobre a economia austríaca e esse site me influenciou para estuda-la. Eu realmente não sei se tem alguma parte específica para os “off topics”/duvidas sobre a escola austríaca, então preferi enviar minha dúvida aqui mesmo:

    Certa vez, eu ouvi que o Karl Marx, havia criticado a “economia política” e que quando foi trocado para apenas “economia” foi para que os liberais não tivessem dado o braço a torcer, como meio de velar as possíveis falhas do capitalismo na época. Claro, essa pessoa da qual ouvi isso é marxista.

    Minha duvida no entanto, é o porque da troca de “economia política” para “economia”?

    Eu já vi algumas respostas na wikipedia mas essas eu julguei muito simples e não me satisfizeram. Como por exemplo: “porque eles [economistas da época] queriam que houvessem mais conceitos matemáticos na área”.

    Ficarei grato pelas respostas!

  7. Jairdeladomelhorqptras

    Pessoal,

    O fato concreto é que o filme “tosco e bizarro” ganhou um Oscar. É ponto para os esquerdalhas. Isto só mostra como argumentos racionais são inócuos.

    Toscamente e bizarramente eles vão conquistando os corações e mentes das pessoas comuns.

    Abraços

  8. Então quer dizer que não há mendigos na Coreia do Sul? Então quer dizer que as pessoas com habilidades necessariamente vão estar empregadas e bem de vida? E como ficam os que não se encaixam socialmente? Veja como o liberalismo reduz questões complexas a uma mera contra-argumentação ideológica. Precisamos superar tudo isso e aderir ao socialismo da Coreia do Norte; o único, de fato, livre de amarras ideológicas – não se adere a uma ideologia quando não se pode ter uma.

    Ora, meu amigx fez 9 anos de ciências sociais, com especialidade em artes cênicas, numa federal, mas nunca conseguiu emprego. Por que um engomadinho papai-mamãe que gosta de matemática conseguiu emprego antes dele? Experimente chegar numa entrevista de emprego, como meu amigo, usando saia e cheirando maconha para ver se não te olham de baixo à cima. Veja como de fato existe preconceito. Por que homem não pode usar saia na entrevista de emprego? Você está com preconceito ideológico? Ha! I got you! Então quer dizer que a crítica do filme, O Parasita, faz sentido. O "cheiro ruim", não é o da maconha, nem do suvaco peludo, é do seu preconceito!

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.

  9. O filme é ótimo, engraçadíssimo. Mereceu o Oscar. Não enxerguei nada de político nele, inclusive, se for analisar por essa ótica, é possível concluir que ele mostra que a família é pobre porque são um bando de preguiçosos que passam o dia inteiro deitados. Se o diretor disse que a intenção dele foi criticar o capitalismo, falhou miseravelmente.

  10. Liberal Inteligente e Educado.

    Meu deus. Que chatice. O filme é divertido sim, é implausível como qualquer obre de ficção pode ser…Não consta na classificação que trata-se de documentário…

  11. Não vou falar sobre o filme porque não assisti. Vou apenas comentar a afirmação do autor de que é fácil arrumar emprego falando inglês.

    Eu tenho diploma de inglês avançado, mas não consigo nenhum emprego que exija inglês, porque não tenho nada além do inglês. Não estou me vitimizando, sei que a culpa é minha por não ter corrido atrás de mais qualificação. Só estou citando um fato.

    Se no Brasil a exigência já é alta, imagino que na Coréia do Sul seja mais ainda. O tal emprego numa multinacional de eletrônicos, por exemplo, deve exigir o inglês e mais conhecimento avançado sobre eletrônicos.

    E jovens, esqueçam essa conversa de que com inglês o emprego é garantido. Vão aprender a instalar sistemas elétricos, fazer bolo, cortar cabelo, enfim, serviços braçais especializados. Isso é muito mais demandado do que a habilidade de falar inglês por si só.

  12. Sinceramente, eu ri muito com o filme, é realmente engraçado (principalmente pq é bem tosco e simples muitas vezes). É possível assistir o filme e se divertir, mas tem que ignorar a teleologia do filme, que é realmente falha(ao extremo), como bem disse o artigo acima. Se esquecemos que Bong Joon-ho é seu autor (mesmo de filmes como Snowpiecer e Okja, outras obras medianas e caricatas, rebuscadas de ideias socialistas mas sem muita coerência ou profundidade, nada destoante dos marxistas e suas ideias alopradas). Para nao dizer que é comodismo e aceitação, não gosto nem concordo, mas a Academia, Hollywood e o meio em geral são majoritariamente socialistas, o prêmio é obvio ou ao menos esperado. 1917 que é ridiculamente mais técnico e bem feito, foi ignorado, a política superou a arte, mais uma vez.

  13. Um filme de ficcao tem que colocar nos créditos, essa é uma obra de ficcao, qualquer semelhanca com fatos ou acontecimentos é coincidencia…

    Isro é numca se deve confundir obra de ficao com realidade

    Ja num documentário, deve se falar a verdade e nao vender ficcao com fins de propaganda.

    Tivemos um ministro caindo por citar goebleus e no mesmo mes um estiveram idolatrando um cineasta vendendo antieticamente ficcao como realidade, do mesmo jeito que goeblels ensinava a fazer. Falar nao pode ,.mas fazer igual… E ainda queriam um. oscar

  14. Pessoal, gostaria de vos deixar duas dúvidas:

    1 – Qual é a opinião de vocês sobre a Margareth Thatcher? Ela pode de fato ser considerada um dos grandes nomes do liberalismo?

    2 – Eu estou no momento lendo a obra “Desestatização do dinheiro” do Hayek, estou quase na metade e achando muito interessante a teoria dele, porém o mesmo deixa claro que há muito poucos exemplos de moedas não estatais em cenário de concorrência livre ao longo da história. Mas isso me levou à dúvida, poderia a ascensão das criptomoedas ser considerada uma implementação da tese descrita nesse livro?

    Obrigado!

  15. O filme consiste em pessoas horríveis fazendo coisas horríveis por duas horas. Eu não vi a crítica social que o diretor prometeu. A família protagonista na verdade é a definição marxista de traidora da sua classe, prejudicando os outros funcionários da casa para assim ascender no sistema ao invés de sobrepujá-lo. Mesmo quando a situação financeira da família começa a melhorar, eles ainda aparecem se aproveitando dos outros e vivendo da forma mais mesquinha possível – algo que também não se encaixa na narrativa de heróis da classe trabalhadora. O vencedor de melhor documentário, o American Factory, é que é preocupante. Inclusive o discurso de vitória terminou com um “operários do mundo todo, uni-vos!”

  16. Finalmente uma crítica inteligente e contrária a essa palhaçada esquerdista.

    Demorei achar algo verdadeiro sobre o filme. Todas as outras críticas são favoráveis a essa péssima e mentirosa abordagem. Parabens pelo texto.

  17. Fazer a crítica de um filme, muitas vezes pode ser complicado e engraçado, haja vista a quantidades de comentários aqui postados. Um filme, quando é bom, divide opiniões devido a subjetividade da coisa toda.

    Enfim ótima leitura, não é para concordar nem para discordar, melhor ainda os colaboradores que sempre nos inspiram, se o diretor tentou fazer critica política garanto que está todo derretido pelas estatuetas que ganhou, virou capitalista com certeza. KKK

  18. Assisti o parasita sem nenhuma visão de direita ou esquerda e observei que não há vilões nem vítimas polarizadas. Os ricos são vítimas dos pobres que os enganam para obter emprego. Os pobres são vítimas dos ricos por exigirem que faça o que não é sua função (quando o Sr Kim tem que fazer papel de índio na festa do menino sendo que ele é motorista). Os ricos são considerados pessoas legais pela família e quem contrata é a esposa, uma pessoa ingênua. Não está dizendo que todas as pessoas ricas são ingênuas, está dizendo que ela era ingênua. Percebe-se que o marido é uma pessoa muito ocupada e importante e que não é ingênuo como a esposa, mas confia a ela a decisão de quem por lá dentro e quem não por… O filme não retrata o pobre como um coitado pelo contrário, é um pisando no outro para obter seus interesses pessoais.

    Agora no final do filme vemos claramente que o rico são considerados vilões, porque o Sr Parker nem se importa com os funcionários esfaqueados, só quer saber do seu filho que desmaiou de susto.

    Só que o filme coloca o pobre como barraqueiro, briguento, baixo.

    Ataca os dois lados, ou seja todo mundo é ruim pobre e rico. E sabemos que é verdade, vc pode ser uma pessoa boa ou má sendo rico ou pobre.

    Essa foi minha interpretação do filme. Pra mim mereceu o Oscar.

  19. Nunca me manifestei nessa comunidade antes, em que pese acompanhe todos os artigos, diariamente, concordando com muitos e discordando de outros.

    Nesse caso, imperioso destacar que, ainda que o filme seja “tosco” na abordagem do conflito de classes, temos que deixar claro que: 1- nem todo diretor que se submete a fazer um filme crítico tem que, necessariamente, ter 5 doutorados, mas tão somente retratar o ambiente e a cultura em que está inserido com precisão. E nisso o filme é excelente, até mesmo porque 99,9999% dos coreanos que vi comentando sobre o filme concordam quanto à maneira cirúrgica como os ambientes e estruturas familiares da Coréia do Sul são expostos.

    2 – Nem todo filme ganha ou perde Oscar’s por motivos essencialmente ideológicos. Muitas vezes há genuína valorização da arte, você concorde com ela ou não, e nesse aspecto eu concordo integralmente com a premiação recebida. Ao sair do cinema, pouco ligando pra temas sociais abordados no filme (em nenhum momento busquei enxergar essas questões ou ter discussões inteligentinhas sobre isso com meus amigos) fiquei simplesmente impressionado com uma história muito bem construída, roteiro amarrado, sem pontas soltas, e preciosismo da arte. Como fã de cinema que sou, enxergo muito além de política e economia ao ver um filme e, COMO FILME, Parasita merece todo o prestígio que recebe. COMO INSTRUMENTO POLÍTICO, pouco me importa, mais do mesmo.

  20. Daniel, não sei de onde você inferiu que eu sou "muito melhor" que você nisso. Eu nem levantei isso. Apesar disso, eu realmente falo fluentemente inglês. OK, eu tenho um C2 Proficiency das qualificações Cambridge, mas, eu não me importo realmente muito com isso. É ótimo tê-lo, e é algo que "prova" que eu falo inglês. Mas eu não me ligo nisso exatamente. O que realmente é importante para mim é o seguinte: consigo falar, compreender, argumentar, discutir e sustentar um debate com um nativo falante da língua ou outro alguém com o mesmo nível que eu? Se sim, OK, falo inglês. Se não, sorry, só lamento, mas teria que voltar a estudar. E sim, eu faço isso há uns 20 e tantos anos. Falo, rebato, argumento e sustento discussão com americanos, britânicos, toda sorte de europeus e asiáticos há, pelo menos, 15 anos, que é o tempo que tenho na minha carreira. E antes disso, usava a língua na minha vida particular.

    Enfim, mas esse não é o ponto. Você levantou o engano cometido com o “touristic spot” e, na boa, não vejo isso como algo que faça você "apanhar vergonhosamente". Não, de jeito algum. Pô cara, na minha época de estudante de engenharia, tinha que me deparar com traduções bizarras nos livros da minha área que, esses erros sim, são erros imperdoáveis, porque não conseguem cumprir o seu intento, que é estabelecer comunicação entre o emissor e o receptor.

    Um exemplo?

    Estava lá, era traduzido "density" como densidade. Mas não é. É parecido, mas é um falso cognato. "Density" é massa específica. Você poderia dizer que isso é uma filigrana técnica que não atrapalha o entendimento. Sim, depois que você já sabe do que se trata, aprendeu o que o texto queria dizer. Mas no momento em que está estudando e aprendendo, isso causa várias dores de cabeça, pois, lá pelas tantas, no livro, o tradutor se deparou com o termo "specific gravity" e foi procurar e descobriu que essa sim era a densidade. Só que já tinha feito toda a tradução de "densidade" como densidade. E aí? São duas coisas diferentes. E ele vai usar a mesma palavra para denominar duas coisas diferentes? Aí o tradutor criou umas estrovengas que faziam a emenda ficar pior que o soneto. Esse erro sim é que cria problemas. Já o “touristic spot”, eu lhe garanto, somente falantes nativos de inglês vão perceber o engano e mesmo assim não criará problemas, pois a comunicação vai se estabelecer. Vai por mim.

    Eu acho que esse não é o realmente o problema para você não se empregar na indústria hoteleira.

    Creio que o problema, como sempre, é de outra natureza.

    Talvez eu esteja fazendo uma avaliação, como comentei da história e trajetória do meu amigo, meio desconexa com o tempo em que vivemos, pois, há 25 anos falar inglês na economia brasileira era ainda mais raro. Mesmo um inglês ruim já era motivo de destaque, para você ver. Enfim, talvez você não esteja se empregando devido à abundância de pessoas que hoje falam inglês. Pelo que você comentou, cerca de 500 pessoas afluíram para uma vaga em um hotel. Eu custo acreditar que no Brasil – no Brasil cara, NO BRASIL, onde nem engenheiros que trabalham em multinacionais falam apropriadamente inglês (vai por mim. Estou há quase 20 anos no meio e falo com experiência de causa) – existam 500 pessoas que falam inglês avançado, como você (mesmo com esses erros e enganos que você cometeu), estejam desempregadas e necessitam dessa vaga. Eu acho muito difícil. OK, é possível? Sim, qualquer coisa é sempre possível, mas eu acho altamente improvável. O que mais me parece é que tem acontecido o que você está falando: não chamaram você por não ostentar um diploma das escolinhas de "curso superior" brasileiras. O que não quer dizer muita coisa. Pois, como eu disse, para trabalhar, por exemplo, na recepção de um hotel que receba turistas estrangeiros, qual é a "skill" altamente técnica que se faz necessária ter, para desempenhar bem a função? Na boa? Nenhuma. Mas falar o inglês é fundamental. O que está acontecendo é que, corrijam-me os amigos mais versados nisso, os governos populistas dos últimos anos criaram artificialmente uma oferta de mão de obra de pessoas com curso superior, o que tornou o diploma de curso superior algo abundante. Logo, como aquilo que é valorizado o é pela sua utilidade marginal e escassez relativa, aconteceu desses empregadores, por exemplo, colocarem até para uma tarefa simples, como ser recepcionista, o fato de ter diploma de nível superior. Quando somente seria necessário algum tipo de treinamento de uma semana e, claro, saber falar outra língua – o inglês no caso – para se comunicar. E aí, como você não tem o bendito diploma, nem os RH o chamam. Ou seja, as vagas, que seriam preenchidas por uma pessoa de menor instrução, ficaram super-qualificadas!

    Bizarro!

  21. Não assisti o filme.

    Mas pelo resumo apresentado pelo autor do artigo, parece-me que a mensagem é: “não importa quem você é, mas sim, quem você conhece”, o velho “QI”, conhecidíssimo dos brasileiros.

  22. Finalmente uma análise lúcida desse filme. Achei que o mundo inteiro estava ficando louco. Todo mundo reverenciando de forma unanime esse filme. Esse filme é a narrativa dos trapalhões. Os cara pobres que dão “golpes” nos ricos de forma tosca e boba. É uma ofensa a inteligência de quem está assistindo.

    [[Spoiler]]

    Só um detalhe que no final do filme depois que o rapaz descobre que o pai está escondido no bunker da casa ele simplesmente decide que vai ficar rico pra comprar a casa. E num estalar de dedos consegue. Ou seja, ele era pilantra porque queria. No momento que ele quis ficar rico bastou ter vontade.

    Esse filme é o ode à picaretagem.

  23. É lamentável ver que algumas pessoas julguem um filme com base no que esquerdistas pensam ou com base em uma premiação. Cada um que assista o filme e pense com sua própria cabeça.

    Um dos melhores filmes que já vi.

  24. Que bosta de artigo. O conteúdo histórico e econômico tá top notch, como de esperar de um artigo do Instituto Mises. Mas parem de fazer resenhas de filmes, é doloroso ouvir vocês problematizarem tudo, parece até esquerdista.

    O filme é ótimo, muito bem feito e só tem esse aspecto “político” porque vocês são possuídos ideologicamente (que nem os lacradores) e veem política onde não tem.

    Como dito anteriormente, a “falácia econômica” do filme na verdade faz sentido sim. É uma família extremamente preguiçosa e ignorante, por isso não conseguem produzir valor, apesar das habilidades. Em nenhum momento eles reclamam de não conseguir encontrar empregos como professor de inglês ou de motorista. Na verdade, eles nunca pensam nisso no filme, e é provavelmente pela falta de qualificação. Ninguém contrata um preguiçoso sem qualificação, por mais talentoso que seja.

    Sério, para com essa chatice de ficar sendo crítico de cinema, porque vocês não prestam pra isso. É tipo o Chomsky: o cara é o mestre da Linguística, mas quando abre a boca pra falar de política só sai merda…

  25. Gostei do filme, apesar de ter me questionado sim: pessoas inteligentes que ficam usando a inteligência para algo mais cômodo e fácil,foi a primeira impressão que tive. Não merecia o Oscar, apesar de ser previsível. 1917 foi muito mais filme, não consegui de parar de pensar no filme qdo acabou! Parasita foi ok, qdo terminou, pensei: próximo!

  26. Hum… o filme é bom e mereceu mesmo ter ganhado o Oscar. Mas não pelas razões que a esquerda caviar de Hollywood lhe deu a estatueta, e sim por mostrar direitinho como ela pensa. Afinal, trata-se de uma crítica social? Claro. Mas contra quem? Não é preciso uma análise muito apurada para notar que os parasitas do filme são a família pobre da trama. Como bem aponta o autor deste artigo, seus membros possuem competências que lhes permitiram arranjar bons empregos. Mas não, preferem usar de suas habilidades para dar um golpe e viver “da vida boa” da família rica (que, apesar de sonsa, ganhou seu dinheiro honestamente). Na pensamento mesquinho das personagens, é mais fácil e bem mais vantajoso viver às custas dos outros que ganhar dinheiro em um mercado de trabalho competitivo. Se isso não for parasitismo, nada mais é.

    Onde mesmo nós já ouvimos esse tipo de discurso?

    Na ânsia de apoiar uma suposta mensagem de justiça social, os progressistas se revelaram mais uma vez. No fundo, são tão parasitas quanto os golpistas coreanos.

  27. Não assisti Parasita com um olhar político. Assisti, sim, com bastante expectativa por causa do Oscar. Quando terminei, senti-me uma alienígena por, no meio de tantos elogios, achar o filme mediano.

    Não vou ser extrema e dizer que o filme é ruim. Mas está, de fato, longe de ser bom. Achei desinteressante, apelativo e vazio de significado.

  28. Alguns dizem que o diretor evitou ser maniqueísta apresentando a família pobre como também defeituosa. Acontece que para a esquerda não existe verdade e mentira, nem certo e errado, esses conceitos são mera “moral/ideologia burguesa” (liberalismo e conservadorismo). Existe apenas aquilo que promove a “causa revolucionária” ou a obstrui.

    (Lembrando que para a esquerda “ideologia” é uma racionalização para justificar as relações de poder opressivas. Todas as religiões, filosofias, etc. são “ideologias”, exceto o próprio marxismo, somente eles vêem a realidade como ela é).

    No filme, a família pobre é "vítima da sociedade" e por isso vale tudo para fazer "justiça social" e subverter o jogo da opressão, ou seja, eles (os “oprimidos”) passarem a oprimir seus antigos “opressores”. Mas oprimir não é errado? Depende.

    Na visão esquerdista, toda relação é opressiva (mesmo que todos se tratem bem e cooperem, sempre há um “opressor” e um “oprimido”) e deve ser subvertida.

    Uma pessoa é "boa" ou "má", “opressora” ou “oprimida”, não devido ao seu comportamento individual, mas pela "classe social" a que ela pertence.

    Logo, uma mesma ação pode ser condenada ou defendida pela esquerda dependendo da “classe social” de quem a fez e dela promover ou obstruir a “causa revolucionária”.

    Mesmo quando os membros da família pobre agem contra outros pobres, a culpa é sempre da família rica, que são “opressores”, ainda que os tratem bem.

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    * * *

  29. Algum youtuber libertário precisa explicar com um bom palavreado porque essa ideia de luta de classes nunca fez o menor sentido. Aliás, hoje ela faz ainda menos sentido de quando se popularizou. É uma ideia tão tosca quanto a ideia que basta imprimir dinheiro pra resolver os problemas monetários.

    Agora, imagine você morar na COREIA DO SUL e fazer um filme enaltecendo um conceito responsável para o seu país vizinho ser um verdadeiro inferno falido. O cara precisa ser muito doente mental pra fazer esse papelão.

  30. Posso até engolir o argumento de conseguir facilmente um emprego tendo conhecimentos elevados na língua inglesa para a realidade da Coréia do Sul. Mas no Brasil isso está longe de ser verdade. Possuo mestrado, falo inglês e estou sem emprego há anos, conheço várias outras pessoas na mesma situação que eu.

  31. Dizem que o filme retrata com precisão a realidade: favela urbana… Inundação… Rato… Sujeira

    E a coreia do sul é um país bem liberal.

    O que falta la pra eliminar a pobreza ?

  32. Que decepção essa critica.

    Entrei no site com um amigo, afirmando pra ele que o Mises Brasil teria uma critica interessante, forte e perturbadora e tudo que eu encontro são argumentos fáceis de refutar, só de comparar com a realidade, com fatos.

    1. Existem muitas pessoas com inglês fluente fora do mercado, sem falar de engenheiros trabalhando como frentista…

    2. Existem muitas pessoas com habilidades diversas e boas no que fazem, desempregadas.

    3. O filme além de tudo mostra que é irrelevante as habilidades, desde que as pessoas tenham dentro da empresa quem as possam indicar para um cargos.

    Vocês são ótimos, mas não teve qualidade nenhuma essas criticas.

  33. Um dos méritos deste filme mediano é o de fazer as pessoas se “sentirem inteligentes”, iludindo-se.

    O filme usa várias metáforas (dualistas) de contrastes bem pouco sutís: claro x escuro; alto x baixo; direita x esquerda; amplo x apertado etc e etc…

    Mas não há nada realmente sofisticado, inteligente. Nada que nos faça pensar. O que há sim são os muitos absurdos da trama, como a exemplo o fato de todos na família pobre demostrarem tanto talento “quando conveniente”, ao passo que antes estavam todos desempregados e não terem sequer a competência de dobrarem caixas de pizza sem um grande desperdicio. E o que falar do absurdo, que ainda se repete, de alguém viver em um porão sem nenhuma justificativa minimamente plausível.

    Por fim, os personagens não cativam. No final do filme eu não desejava nada a nenhum personangem e, assim, se todos morressem ou sobrevivessem de nada me importaria.

    Excelente critica, John Tamny!

  34. Infelizmente, a indústria cinematográfica é dominada pela esquerda — ela produz e avalia os filmes, por isso é mais que esperado que esses filmes ganhem premiações incontáveis, quanto mais se denigre o livre mercado, melhor.

    Geralmente é essa a mesma coisa: esses filmezinhos exploram a ignorância das pessoas em relação ao funcionamento do livre para disseminar falácias, como a da “incompatibilidade de interesses das classes”, dando a entender que os ricos exploram os pobres, ignorando — intencional e criminosamente — que ricos e pobres são interdependentes, sem um o outro não tem possibilidade de se manter (e vice-versa).

    As far as I’m concerned, esse filme é um alerta para a direita. Ou investimos em cultura, ou a esquerda vencerá mediante a difusão ‘discreta’ e ‘aparentemente bem-intencionada’ de suas ideias.

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