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Esta crucial profissão está para desaparecer na próxima década

Existem 3,5 milhões de caminhoneiros nos EUA. Aproximadamente 2 milhões são caminhoneiros dedicados a viagens longas. [No Brasil, são dois milhões de caminhões em atividade].

Agora veja o comercial abaixo. São apenas 80 segundos (um minuto e vinte). Vale muito a pena.

Uma empresa chamada Plus.ai, voltada para inteligência artificial, criou um caminhão que literalmente “dirige sozinho”. Trata-se do primeiro caminhão deste tipo já produzido. Ele cruzou os EUA de costa a costa (da Califórnia até a Pensilvânia), com uma carroceria refrigerada carregada de manteiga. Ele fez paradas apenas para cumprir as regulações federais, que exigem paradas temporárias e um número mínimo de “descanso”. O caminhão passou por todos os tipos de estradas e de ruas, e por todos os tipos de clima. Completou a jornada em 3 dias, um recorde.

Por lei federal, é necessário haver um motorista dentro do caminhão. Isso limitou o tempo em que o caminhão podia rodar na estrada: apenas 11 horas para cada período de 24 horas.

Se não fosse exigida por lei a presença de um motorista no caminhão, o veículo poderia ter cruzado o país em aproximadamente um dia e meio.

Isso não é faz-de-conta. Este caminhão está, figurativamente, descendo uma estrada na qual dois milhões de caminhoneiros voltados para jornadas de longa distância serão atropelados. Minha estimativa é que 50% deles já terão sumido até 2025. O ritmo de mudanças tecnológicas nesta área da economia está acelerando incrivelmente.

A empresa que realizou esta façanha foi criada por um pequeno grupo jovens extremamente talentosos com Ph.D. na Universidade de Stanford. Ela surgiu em 2016. Isso mostra quão rapidamente as tecnologias estão avançando. Elas estão surgindo do nada. O site Popular Mechanics relata outras iniciativas semelhantes.

Xos Trucks, em Los Angeles, está trabalhando com a UPS no teste de caminhões inteiramente elétricos. A Pronto.ai, fundada pelo engenheiro Anthony Levandowski, que passou por dificuldades na Uber, desenvolveu um sistema de segurança que oferece um controle de cruzeiro completamente adaptável, frenagem de emergência automática, centralização de faixa pró-ativa. A TuSimple, sediada em San Diego, se aliou aos Correios para transportar trailers entre Phoenix e Dallas. Aurora Innovation, Ike, Einride, Kodiak Robotics e Embark [todas elas startups voltas para caminhões autônomos] também querem um pedaço do bolo. 

As tecnologias voltadas para veículos autônomos estão avançando a um ritmo estonteante. A indústria de transporte irá adotar estas tecnologias tão logo o governo federal autorize seu uso. Não creio que irá demorar mais do que três anos. Pode até demorar um pouco mais, mas a tendência é irreversível.

Em algum ponto, o governo federal não mais irá exigir que haja um caminhoneiro na boleia nas autoestradas. Isso irá eliminar a restrição de 11 horas jornada para cada período de 24 horas. [No Brasil são 8 horas, podendo chegar a 12.] Neste ponto, os custos trabalhistas para longas jornadas irão cair dramaticamente.

Para essas jornadas, haverá um caminhoneiro designados para ficar de prontidão perto de um posto de combustíveis. Os caminhões autônomos estarão programadas para se dirigirem para o acostamento quando se aproximarem de um posto. Um caminhoneiro local e um assistente irão se dirigir até este caminhão. O motorista irá descer do carro e entrar no caminhão. Ele então irá dirigir o caminhão até o posto, onde reabastecerá com diesel. E então o motorista irá voltar com o caminhão para a estrada, a partir de onde o computador reassumirá a direção. 

Não será necessário haver muitos destes motoristas, que estarão trabalhando próximos das paradas. Quando os carros autônomos também já estiverem massificados, nem sequer será necessário um assistente para dirigir o caminhão até a rodovia.

A concorrência entre caminhões autônomos irá derrubar os custos do frete cobrados não só pelas transportadoras, como também pelas ferrovias. A velocidade de entrega é a chave. Trens não conseguirão concorrer, em termos de tempo de entrega, com caminhões que podem cruzar o país em menos de dois dias quando não mais for necessário haver um motorista na boleia, o que significa que os caminhões poderão estar na estrada 24 horas por dia, sete dias por semana. Isso irá forçar as operadoras de ferrovias a cobrar menos por distância, pois sua entrega será mais lenta. Empresas aéreas (que também transportam encomendas) não passaram incólumes por esta queda de preço. Se caminhões e trens estão reduzindo tarifas, aéreas também terão de fazê-lo para manter sua fatia de mercado.

Conclusão

Os beneficiários de tudo isso seremos nós, os consumidores. A concorrência irá derrubar os custos de entrega, com efeitos nos preços de toda a economia. Mas nossos benefícios virão a um preço: a destruição de toda uma profissão. É isso que você e eu faremos. 

Em um mercado livre, são os consumidores que determinam os preços por meio da concorrência. Nós iremos demandar preços menores, não obstante o fato de que toda uma profissão irá desaparecer. Pense em caminhoneiros de longas jornadas como agricultores familiares. A profissão está fadada ao sumiço.

Todos aqueles que estão hoje em uma profissão que lida com a ameaça dos algoritmos e dos robôs manterão a tendência de acreditar que a ameaça não é real. É assim que caminhoneiros pensam hoje. Eles estão errados.

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150 comentários em “Esta crucial profissão está para desaparecer na próxima década”

  1. Podem ter certeza que no Brasil os caminhoneiros vão ter vida longa. Se nem postos de gasolina self-service permitem no Brasil para proteger os frentistas, imagina isso.

  2. O que mais impressiona realmente é a quantidade de startups que existem nos EUA. Só neste artigo são citadas nove voltadas apenas para caminhões autônomos.

    E nêgo ainda não entende por que os EUA são uma potência. Lá, o cabra inteligente vai empreender. Aqui, ele vai fazer concurso público (e não se enganem: na Europa também é a mesma mentalidade nossa). Pior ainda é caipira dizendo que os EUA estão mal e que o certo mesmo é investir na América Latina…

    Esqueçam o resto do mundo. Ninguém faz sombra aos EUA. A China só faz barulho (muito embora seja bem melhor que o Brasil), mas lá não há nem sombra desta liberdade empreendedorial que há nos EUA. Sem isso, nenhum país prospera solidamente.

  3. HELLITON SOARES MESQUITA

    Até sonho com isso. Porém é quase certeiro que não ocorrerá. Desde os anos 70 já tem inteligência artificial que consegue substituir médicos, porém até hoje não são usados. Ou mesmo se for pensar nos carros com transmissão automática. Até hoje as pessoas compram carros manuais porque uma transmissão automática é cara. Ok, tem a redução de custo, o que compensaria o preço maior do veiculo, o problema é que além que seja uma super solução com 50% de redução do custo, qualquer entrave burocrático pode tornar o veiculo inviável.

  4. Imagina só no Brasil, que sonho a chegada de caminhões autônomos. Sem mais ameaça de greves de caminhoneiros, sem terror psicológico aos mais pobres.

    Mas aí eu lembrei dos órgãos brasileiros magnânimos e eficientes de trânsito, e eu voltei à realidade.

    Hoje, aliás, já há alguns sistemas semi-autônomos para alguns carros no Brasil. Por exemplo, há o monitor para manter o carro dentro da faixa. Mas as fabricantes se esqueceram de que muitas de nossas “nossas vias” possuem aquela sinalização espetacular, que faz com que os motoristas até tenham que imaginar que ali naquela via haja realmente uma faixa.

  5. Piloto de avião acaba primeiro que o motorista.

    O motivo é simples, para um computador pilotar um avião é muito mais fácil do que dirigir um carro pelas ruas.

    A inteligência artificial requerida para dirigir um veículo terrestre é muito mais avançada.

    No futuro; um piloto de avião, numa base em terra, pilotará várias aeronaves ao mesmo tempo.

    Isso já é realidade entre os drones militares e, em breve, será também na aviação civil.

  6. Condutor de trem é uma profissão que, teoricamente, já foi substituída faz décadas.

    Pouca gente sabe mas, no caso específico do metrô, o condutor é praticamente uma figura decorativa na cabine.

    E isso não é novidade, já é assim tem mais de 30 anos.

  7. Enquanto isso, nas repartições públicas brasileiras, elevadores continuam a ser conduzidos por ascensoristas com salário de engenheiro.

  8. Consumidores em sua maioria são os trabalhadores, com a diminuição drastica de trabalhadores, causada pela automação, logo nao haverá consumidores para manter a escala que a industria precisa e será o fim do capitalismo. Exatamente como Marx previu. Uma crise monumental de super produção . Onde as industrias terão quase poder infinito de produção mais nenhum mercado para vender e, como o velho barbudo previu, começará nas sociedades mais avancadas.

  9. Já trabalhei como ajudante de pedreiro, pintor, panfleteiro, operador de máquina, embalador, comprador, vendedor e atualmente como gerente operacional, e só posso dizer uma coisa, o mundo muda, se transforma e se moderniza e ele não tem dó de ninguém, desde o senhorzinho que não consegue trabalhar até as multinacionais poderosíssimas que não se atentaram as mudanças de mercado (Kodak, Nokia,Sanyo, entre tantas outras), tentar lutar contra o avanço da tecnologia e do mercado é pedir para ficar atrasado, se quer ficar alienado as mudanças, ok está tudo bem, mas não condene o mundo por mudar.

  10. HAWLISON DOS SANTOS PEREIRA

    Tomara que isso ocorra realmente. e o nossa economia possa finalmente se livrar dessa uberização dos trabalhos. Estima-se hoje que existam 2 milhoes de pessoas que devido a desemprego, nao saber fazer outra coisa ou por causa da crise economica escapam por meio de app de mobilidade urbana ou entrega de comida e serviços. serão dois milhoes de pessoas com opção de se mordenizarem e fazerem outra coisa de valor. vão ter que estudar uma forma de agregar valor pra sua vida ou pra sociedade senão seram renegados. Refutem isso esquerdopatas de merda.

  11. No Brasil furto de carga ja supera o trafico de drogas em lucro em alguns pontos.

    Agora, imagine uma IA que para pra nao atropelar o obstaculo. Basta por algo na frente e fechar o transito, a ia para , e o furto fica facilitado.

    Vai depender de sistemas de segurança mais fortes.

    Por isso provavelmente vai estar associado a outra tecnologia disruptiva. O 5G.

    E os EUA ja esta tretando com a china para ver quem domina o mercado primeiro.

  12. Sou direito - sou direita

    Tenho que admitir que essa é uma questão que me inquieta. Há cerca de dois séculos a agricultura era a ocupação da grande maioria dos trabalhadores. Hoje essa participação da agricultura no mercado de trabalho é quase irrisória. Com a migração em massa das pessoas do campo para as cidades, a manufatura se tornou, por um bom tempo, o grande empregador, ajudando muito a elevar o padrão de vida da população.

    Mas agora, com a automação, a manufatura está reduzindo drasticamente o número de empregados. Outras ocupações têm surgido, mas a grande maioria delas também está sujeita à troca de empregos por automação. Enquanto isso, a população mundial cresce.

    A questão que se coloca é: robôs (vou usar esse termo para automação de um modo geral) não comem, não usam vestuário, não compram automóveis, não precisam moradias… No máximo, demandam alguns poucos serviços. Então, por um lado, teremos uma produção muito mais barata e farta, propiciada pela automação; por outro, será que teremos consumidores suficientes para absorver essa produção, mantidos os paradigmais atuais? Ou seja, haverá ocupações novas suficientes para absorver todo esse contingente deslocado pela automação, além dos novos entrantes no mercado de trabalho em razão do crescimento da população?

    Tentando fazer um exercício de futurologia — talvez um tanto quanto simplista — para o fechamento dessa equação, eu imagino que a solução seria uma forma de divisão do mercado de trabalho que existirá, onde mais pessoas trabalharão por muito menos tempo, tendo mais tempo livre para se dedicar a si próprias. Obviamente, a renda cairá proporcionalmente, mas com o barateamento da produção por meio da automação, essa queda de renda não impactaria o nível de vida. Só não imagino como se daria essa mudança de paradigma, onde as pessoas estariam dispostas a trabalhar menos, ganhando menos, de forma a dar emprego a um maior número de pessoas.

    Enfim, não sei se estou viajando na maionese.

  13. Jéssica Bertoldo

    O mundo não entrou num apocalipse quando as charretes foram substituídas pelos carros no início do século xx, também não acabou quando as locadores de filmes foram substituídas pelos serviços de streaming e plataformas digitais, e muito menos quando o uber, 99 e outros app de corridas chegaram ao mercado fazendo concorrência com os taxistas. É claro que no início a gritaria foi grande e as tentativas de lobby para frear a coisa aconteceu, mas no final das contas, a inovação chegou, as pessoas foram beneficiadas, mais consumidores entraram no mercado e as pessoas foram apenas beneficiadas. O medo é comum diante do desconhecido e as pessoas pensam que algo diferente pode piorar suas vidas. Mas se você não quer se prejudicar no meio do processo, aí vai uma ótima dica: para de se lamentar, saia da frente da televisão, e estude, estude muito. Aprenda uma nova profissão, um novo idioma, use a internet para o bem. Há centenas de universidades ao redor do mundo que oferecem graduações, especializações e até doutorados on line, a preços acessíveis. Pela internet, você pode aprender dezenas de idiomas diferentes, basta ter força de vontade e disciplina para os estudos. Seja inovador, curioso e pró ativo. Há sempre um lugar ao sol para quem quer fazer a diferença. O que não pode é você ser preguiçoso e querer prejudicar a vida de milhares de pessoas que querem usar essas portas que estão se abrindo. Você é apenas 1 num universo de 8 bilhões de pessoas no mundo, e se não quer sair da zona de conforto, outras milhares de pessoas não pensam assim, e você não tem o direito de prejudicar a vida delas. Entre na roda e deixe de ser uma vítma.

  14. Alguém sabe essa encrenca da energia solar? Tem gente falando que é subsídio, outras falando que é simplesmente um imposto.

    Seria tão mais simples o Bolsonaro abolir a ANEEL… por que não extinguir? Medo de retaliação? Precisaria de aprovação no Congresso?

  15. Essas evoluções tecnológicas só ocorrerão em países avançados, haverá uma forte redução dos custos dos fretes e aumento da competitividade enquanto nos países atrasados como este ficarão ainda mais defasados e empobrecidos. Se você é jovem saia deste país imediatamente antes que fique preso sustentando pirâmide previdenciária de velho e a sinecura dos funças.

  16. No Brasil sob pressão das facções de caminhoneiros “vulgo” sindicatos, os políticos e burocratas vão criar leis proibindo caminhões autônomos e acredito que nem no ano 2120, está tecnologia estará liberada para uso pelas empresas de transporte no país.

  17. Podemos contar com os nossos nobres deputados dotados de “consciência social” para proibir tais monstros mecânicos no Brasil (ou pelo menos exigir que haja tripulantes humanos neles), assim como proibiram os postos de gasolina self-service e desse modo garantiram milhões de empregos!

    * * *

  18. Como motorista no Japão, tenho que dizer que existe outros fatores a ser colocados na conta : a eletrificação da frota, que será forçada antes da tecnologia realmente ser suficiente para tal, o que acarretara em perdas em tempo de cada viajem por conta do recarregamento do veículo (atualmente um veículo popular elétrico tem uma carga completa em 8 horas, tempo similar ao do descanso obrigatório dos motoristas) e existe outro fator : o fator demanda para investimento vs custo benefício . nos estados unidos, o sistema é muito ineficiente devido as longas viajens (o motorista apenas dirige, enquanto equipes se encarregam do restante) , enquanto no japao as coisas são mais práticas : aqui, o motorista faz o trabalho de estocagem, tanto no carregamento quanto na descarga, enquanto nos EUA o motorista só dirige, o que exige um número razoavel de trabalhadores tanto no depósito de carga quanto na descarga . (por exemplo , hj eu carreguei em um armazém com capacidade de 100 veiculos simultâneos e havia cerca de 10 funcionarios contando com os 5 na parte burocrática no Escritorio e descarreguei em 5 locais com apenas 2 funcionarios em cada, e nenhum no depósito, se o meu carro fosse autónomo, teríamos 30% do problema resolvido, e a necessidade maior de investimentos na parte de carga e descarga, e para isso a demanda deve ser muito grande ou o investimento por parte do cliente seramais alto (com contratação de pessoal para descarregar o carro, entre outros fatores…e o salário do motorista é de 30% do frete e pode variar conforme a demanda da carga (menos carga, menor o trabalho e assim menor o salário tmb, enquanto em um depósito autónomo o trabalho terá m custo operacional fixo por conta dos trabalhadores que hj não não são nescessarios.) enfim, tudo dependera da demanda, mas acredito que será mais fácil mudarem os costumes e usarem essa pratica aplicada aqui no japao no restante do mundo para diminuir o numero de funcionarios nos depositos e assim usarem essa tecnologia toda para poupar o tempo do motorista que terá mais trabalho a se fazer no futuro.

  19. Isso vai pegar nos países desenvolvidos. Já nos subdesenvolvidos, com suas CLTs e regras, vai fazer lobby pra impedir. Por isso é mais fácil a Ford fechar tudo num país e ir pra outro. Ela começa do zero. O país não quer automação, então nem recebe a fábrica.

    Evitar prejuízo é essencial. No Brasil não se pode adequar a produção à demanda sem sofrer penalidade. É o país em que se paga PLR sem ter lucro. Que quer taxar o lucro. Uma empresa velha não consegue se adequar. Fica mais fácil ao capitalista fechar tudo e fazer outra. Não há flexibilidade ao mudar a forma da produção.

    O futuro é a automação mesmo, mas a esquerda já quer receber sem trabalhar: querem imposto sobre patrimônio, fortuna, herança. Assim eles pegam a poupança dos outros. Assim eles penalizam os que têm bens de capital produtivo.

  20. vou comprar uma fazenda

    vou plantar cana-de-açucar

    e no lugar de colheitadeira vou usar uma legiao de boias-frias

    mas nao vou somente usar mao-de-obra humana, vou tirar-lhe ate os facoes , pois assim sera necessario mais braços e esforço humano para fazer o mesmo trabalho , mas pra que parar por ai , vou contratar mulheres pra ser “inclusivo” e pagarei o dobro a elas do que aos homens

    quantas pessoas aparecerao pra apoiar a ideia que a automaçao é ruim e que a minha atividade foi “humana” e “inclusiva” ?

    quantas campanhas vou ganhar na rede sobre submeter mulheres a um trabalho degradante e que tirei ate suas ferramentas ?

    no fim seja um trator, um facao ou uma CNC a laser, sao ferramentas, aumenta a produtividade do trabalhador e extingue os serviços que sao repetitivos , exaustivos e ate mesmo perigosos

    mas pra um monte de gente incapaz de produzir , empreender ou trabalhar , vai ser sempre uma questao de “roubar empregos”, nao por ser fato, e sim porque a turminha da falsa dicotomia sempre vai precisar de um inimigo imaginario pra poder se pintar de salvadores da humanidade, os iluminados que vao guiar as pessoas ao paraiso

    o jornalismo que na pratica é uma profissao extinta, nao consigo dizer hoje qual realmente investigue e divulgue FATOS , sao todos militantes panfletarios com o papel de manipular a opiniao publica, ate meus vizinhos e os fofoqueiros de plantao hoje sao uma fonte mais confiavel que qualquer graduado da area

    o aliciamento da ciencia foi util pra tirar qualquer duvida sobre isso, todo dia chove cherry picking e “especialistas” escolhidos a dedo pra dar aquele ar de legitimidade a militancia de redaçao

  21. Impressionante é como o assistencialista esquerdista reclama da produtividade e criação de riqueza alheia.

    Uma fazenda agrícola com propriedade privada produz 30 vezes mais alimentos por pessoa do que um Sem-Terra que nunca pegou na enxada. Este no máximo produz só para subsistência, por ser contra o comércio e o capitalismo, cai na hipocrisia se produzir excedente e comercializar.

    Fica vendo o governo fazer reforma agraria, tomar as propriedades: alem do prejuízo ao seu semelhante, que foi roubado, depois você sofrerá com a escassez de alimentos, pois nessa nova sociedade só se produz para subsistência.

    Ninguém produziria a mais só pra ser tomado pelo estado. E nas economias capitalistas, fazendeiros agora são especializados em produzir alimentos em número muito maior do que podem consumir. E eles fazem isso pelo lucro. Alimento para você, lucro pra ele. Uma simples troca. Se vc ganhou o seu produzindo sem tomar dos outros, todo mundo ganha.

    Já na Venezuela, as expropriações acabaram com o setor produtivo, bastou acabar a receita do petróleo que o assistencialismo parou também. Aí perceberam que estavam tudo pobre.

  22. Sei não.

    Penso no caminhoneiro e no motorista como penso no zíper da calça.

    Acho perigoso um aparato tecnológico perto das minhas partes que pode dar pau a qualquer momento. Imagina controlando uma coisona daquelas.

  23. Esta semana li um comentário de um caminhoneiro que estava reclamando dos caminhões de grande porte. Segundo ele, caminhões com grande capacidade de carga estão “roubando empregos” dos caminhoneiros, pois, com caminhões de grande capacidade, um único caminhoneiro consegue transportar um maior volume de carga e deixa os outros sem carga.

    Segundo ele, se todos os caminhões fossem de pequeno porte e com capacidade de carga limitada, seria necessário um maior número de caminhoneiros para transportar uma mesma quantidade de carga e, com isso, haveria oportunidades de emprego para mais pessoas! Por isso, sugeria que o governo deveria passar uma lei que limitasse a quantidade de carga que caminhões podem carregar e proibisse caminhões longos, especialmente os do tipo “bi-trem”.

  24. Sempre tem um mercado de nicho a ser explorado na personalização de bens.

    Em Nova Orleans, a internet das coisas me permite saber de qual pier veio meu peixe, quem pescou, em qual barco, que dia – o prato vem com um QR code. Se eu quiser, em alguns restaurantes de São Francisco, consigo saber o nome da vaca que virou meu bife. No Brasil, St Marchès e Varejão OBA enchem os bolsos no branding dos orgânicos. O café que eu bebo foi comercializado por uma trading que exige certificado de origem, que me comprova a não utilização de trabalho análogo a escravidão na produção.

    Nenhuma dessas coisas tem qualquer diferença real em relação às produções convencionais – o pescado em massa, o gado extensivo, a maçã fumigada com pesticida da Syngenta e nutrida com fertilizantes químicos.

    Eu não duvido que isso chegue ao mercado de fretes – e ao mercado de transporte individual, tipo Uber ou 99 Táxi.

    “Delivered by hand”, “Human behind wheels” são conceitos que ganharão espaço. O suficiente pra mitigar toda a redução de demanda de MdO? Com certeza, não… Mas os bons marketeiros sobreviverão com modelos antigos.

    É “Vintage”. Qualidade pior mas que acalenta a alma.

  25. Off-Topic:

    Vejo que esse site está se popularizando, e naturalmente, muita gente nova que nunca ouviu falar da escola austríaca está entrando e tentando debater com os estudantes e especialistas da escola austríaca daqui (Progressistas, comunistas, e até alguns liberais confusos), e apesar de que o certo é esclarecer pra eles nossa visão, é bastante tedioso ter que debater com gente que não sabe o básico de Microeconomia, não se interessam em ler os artigos do site com atenção, e se acham gênios capazes de mudarem o mundo, e usam sempre argumentos puramente emotivos, por isso, seria bom se houvesse um campo acolhedor nesse site para essas pessoas que receberam lavagem cerebrais por meio das redes sociais e da grande mídia, se houvesse um Discord desse instituto seria bom também, ficaria mais fácil de dialogar e ensina-los.

  26. kau%C3%83%C2%A3 Durand

    o sindicato dos caminhoneiros não irá permitir, pois o capitalismo malvado irá matar famílias de fome devido a ganancia dos herdeiros nascidos em berço de ouro. mas se esquecem que as condições de trabalho será melhor, vai acabar com burocracia trabalhistas, a entrega dos iphones que os socialistas usam para dar xelique na net chegarão mais rápido… e uma sequencia de coisas boas.

  27. Um veículo autônomo poderá ser parado a qualquer momento. Propício para mundos dominados por tecnologias, passaportes vacinais e outros “avanços” tecnológicos. Pra quê estados totalitários, se as big techs os substituirão com vantagem?

  28. TIAGO DONISETE MARIANO

    No recem lançado jogo cyberpunk 2077 ,os caminhões são automatizados, e os conteirners além de serem automatizados ainda transportam os produtos pelo ar , e também tem os enormes VA’s que são cargueiros gigantes que voam ,todo automatizado ,é um jogo, mas acredito que ainda é o caminho que a humanidade vai seguir.

  29. Depois de ler alguns artigos relacionados a tecnologia e economia como esses desse site, fiquei intrigado com o assunto da Renda Básica Universal, que seria uma forma melhor e evoluída do Welfare State.

    E depois da possível implementação de moedas digitais e o advento do Pix e demais ferramentas.

    Será que a implementação da RBU não ficará mais fácil? E quais seriam as consequências curto e longo prazo de sua adoção?

  30. Tudo é muito lindo e bonito.Mas estamos falando de estrada, pessoas que dirigem veículos. Não é uma esteira de produção. Se falarmos de Brasil então… Rodovias péssimas, e muitos outros fatores.

    Há alguns anos atrás eu também pensei que os carros iriam voar kkkkk

  31. Não sei porque o pessoal está com tanta dó dos caminhoneiros e motoristas.

    Tantas outras “cruciais profissões” também desapareceram e mundo não acabou. Ou o pessoal ainda sente a falta dos caixeiros viajantes?

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