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Três fantásticas surpresas das vantagens comparativas

A vantagem
comparativa
é uma força crucial em qualquer economia. Com efeito, a
sociedade humana está permeada de vantagens comparativas.

Quando cada indivíduo se especializa em efetuar
aquela tarefa (ou aquele conjunto de tarefas) na qual ele possui uma vantagem
comparativa em relação aos outros indivíduos — e então transaciona os frutos
do seu trabalho pelos bens e serviços produzidos por outros –, todos os que
participam deste sistema de especialização e trocas saem mais ricos.

E, no entanto, a teoria das vantagens comparativas
permanece amplamente desconhecida e, quando muito, mal interpretada e até mesmo
adulterada.

É impossível ter um correto entendimento da economia
sem se compreender a vantagem comparativa. Felizmente, obter essa compreensão
não é muito difícil. E essa compreensão é repleta de surpresas interessantes.

Eis uma pequena cartilha.

O
que interessa é o custo

Falando de maneira abstrata, a principal constatação
trazida por uma correta compreensão do princípio das vantagens comparativas é
esta: a capacidade técnica de um indivíduo em produzir um determinado produto
é, por si só, irrelevante para
determinar se ele deve produzir o produto por conta própria. É perfeitamente
possível que seja mais vantajoso ele adquirir este produto produzindo outra
coisa e então transacionar esta outra coisa pelo produto.

Suponha que você queira adquirir um deque
para o seu quintal. E suponha também que você é um excelente marceneiro. Se
você construir o deque por conta própria trabalhando em tempo integral neste
serviço, você terminará o serviço em um mês.

Já o seu vizinho João, no entanto, se oferece para
construir para você um deque de qualidade idêntica. No entanto, ele levará dois
meses para completar o serviço. João
não é um marceneiro tão bom quanto você.

Se habilidade técnica fosse o único determinante,
então você deveria construir seu próprio deque em vez de pedir para João.
Afinal, você é um melhor marceneiro.

Porém, a correta compreensão do princípio da vantagem
comparativa revele que esta realidade é insuficiente para justificar
economicamente você construir seu próprio deque. Construir seu próprio deque
seria justificável apenas se o seu custo de fazê-lo fosse menor do que o custo
de ter outra pessoa, como João, fazendo o serviço para você.

Como, no entanto, seria possível que João
construísse o deque para você a um custo menor do que você próprio fazer o
serviço? Afinal, de novo, você é um marceneiro mais capacitado do que ele.

Eis aqui uma surpresa revelada pela compreensão do
princípio da vantagem comparativa: você ser um marceneiro mais habilidoso que
João não nos diz nada sobre se você é, em termos econômicos, um construtor mais
eficiente do seu deque do João.

O que interessa, economicamente, é o custo de você
construir o seu deque em comparação ao custo de você pedir para João construir
o deque para você.

Suponha que você é um médico no hospital local e
ganhe um salário anual de $ 240.000. Ou seja, $ 20.000 por mês. Se você tirar
um mês de folga para construir seu deque, você estará abrindo mão de um ganho
de $ 20.000. O custo de você gastar seu tempo construindo seu deque será,
portanto, de $ 20.000.

João, por outro lado, trabalha como contador para um
varejista local. Seu salário
anual é de $ 84.000. Ou seja, $ 7.000 por mês. Se ele tirar uma
folga de dois meses do trabalho, que é o tempo necessário para ele construir o
deque para você, ele estará abrindo mão de um ganho de $ 14.000.

Claramente, João pode construir o deque para você a
um custo que é $ 6.000 menor do que o custo que você teria caso construísse por
conta própria. Você está disposto a pagar até $ 19.999 para ele construir seu
deque. E ele está disposto a aceitar qualquer quantia acima de $ 14.001 para
efetuar o serviço.

Suponha que vocês dividam a diferença e você
concorde em pagar $ 17.000 para João construir o deque. Ao fazer isso, você
ganha – neste caso, $ 3.000 – ao pedir para João construir seu deque em vez de
você próprio construí-lo.

Se você próprio fosse construir o deque, você estaria
negando a terceiros a oferta de serviços médicos que eles valorizam em pelo
menos $ 20.000 (pois esta é a quantia que eles voluntariamente pagam a você,
mensalmente, para trabalhar no hospital). E, obviamente, você estaria negando a
si próprio $ 20.000 de renda.

Em contraste, ao empregar João por dois meses para
construir o seu deque, terceiros estarão deixando de receber serviços contábeis
no valor de $ 14.000.

Embora você seja tecnicamente
melhor na construção de deques, João é economicamente
um melhor construtor do que você, no valor total de $ 6.000 por mês. João
possui uma vantagem comparativa em relação a você na construção do deque.

A lição aqui é que, se o objetivo é ter o máximo
possível de ganho econômico, a escolha de qual entidade econômica fará a produção
não dever ser feita exclusivamente de acordo com a habilidade técnica ou com a
proficiência daquela entidade. O que interessa economicamente é o custo total,
para a entidade, de alcançar a produção desejada: especificamente, é necessário
analisar se produzir o produto diretamente é mais vantajoso do que produzir outra
coisa e então comprar o produto desejado produzido por outro produtor.

Três surpresas

Essa correta compreensão da vantagem comparativa nos
faz descobrir três surpresas.

Surpresa
#1

Sua superioridade técnica em relação a João na
produção de um determinado bem ou serviço não implica que você seja
economicamente mais eficiente do que João na produção daquele bem ou serviço.
Sua vantagem comparativa pode perfeitamente estar na produção de outro bem ou
serviço.

Você pode ser capaz de construir um deque mais
rapidamente do que João. Mas se você for um médico ainda melhor do que João,
então sua vantagem comparativa estará em trabalhar na oferta de serviços
médicos, e não na construção de deques. Você irá ganhar caso se especialize na
oferta de serviços médicos e compre serviços de construção de deques de João.

Surpresa
#2

Caso você aprimore ainda
mais sua habilidade de efetuar a tarefa na qual você possui uma vantagem
comparativa, você estará se tornando economicamente pior na realização
de outras tarefas. Ou seja, quanto mais especializado você se torna em algo,
pior você será, em termos econômicos, na realização de outras tarefas.

No exemplo acima, o custo
de você construir um deque por conta própria é $ 6.000 mais caro do que
contratar João, não obstante o fato de que você poderia construir o deque em
apenas um mês, enquanto João precisa de dois — afinal, para construir em um
mês, você abriria mão de $ 20.000; já João, para construir em dois, abriria mão
de $ 14.000.

Logo, para você, compensa
contratar João por qualquer valor abaixo de $ 20.000.

Mas suponha que suas
habilidades como médico aumentaram tanto, que sua renda mensal passou de $
20.000 para $ 21.000 por mês. Ou seja, foi de $ 240.000 por ano para $ 252.000
por ano. Neste caso, se você tirasse um mês de folga para construir o deque,
você estaria abrindo mão de $ 21.000. Ou seja, o custo para você construir o
deque por conta própria aumentou $ 1.000.

Isso significa que o aprimoramento
da sua habilidade como médico tornou ainda mais ineficiente — mais custoso —
você construir seu deque por conta própria.

Ainda que suas
habilidades como marceneiro não tenham mudado em nada, ao se tornar um melhor
médico, você se tornou — economicamente — um marceneiro pior.

Surpresa
#3

A surpresa acima nos
revela outra surpresa ainda mais espantosa: você se tornar um médico melhor faz
com que João, em relação a você, se torne economicamente um marceneiro
ainda melhor, mesmo que as habilidades dele não tenham se aprimorado.

Antes de você ter se
tornado um médico melhor, o custo de João construir um deque era $ 6.000 menor
do que você construir por conta própria. Porém, após você se tornar um médico
melhor, o custo de João construir o deque — embora ainda em $ 14.000 — se tornou
$ 7.000 menor do que o seu custo de fazer por conta própria.

Colocando de outra forma,
o aumento da sua vantagem comparativa em fornecer serviços médicos aumentou a
vantagem comparativa de João em construir deques. João potencialmente se
beneficiou de você ter se tornado um médico melhor.

Por que apenas “potencialmente”?
Ao se tornar um médico melhor, você não irá aumentar automaticamente a quantia
paga a João para construir seu deque. Porém, se a sua demanda e a de outros indivíduos
pelos serviços de João for suficiente intensa, você irá oferecer para pagar
para ele uma quantia mais próxima daquela que custaria a você para construir o
deque por conta própria. Antes de você passar a ganhar mais, você pagaria a João
não mais do que $ 20.000. Após passar a ganhar mais (em decorrência de
sua maior especialização), você estará disposto a pagar até $ 21.000
para João, pois esta quantia seria seu custo de oportunidade ao tirar um mês de
folga e construir o deque por conta própria.

Você se tornar um médico
melhor não apenas eleva a sua renda, como também potencialmente aumenta a
renda de seus parceiros comerciais
.

Essa consequência da
vantagem comparativa ajuda a explicar por que, nos países ricos, não são apenas
os trabalhadores mais capacitados e preparados — como engenheiros e advogados
— mas também os trabalhadores de menor qualificação — como zeladores,
faxineiras e arrumadeiras de hotel — que ganham salários reais maiores do que
seus semelhantes em países mais pobres.

Independe de fronteiras

A análise acima em absolutamente
nada se altera quando se estabelecem linhas imaginárias separando dois indivíduos.
Não importa se você e João moram na mesma rua ou se em países antípodas. Os benefícios
econômicos supracitados se mantêm rigorosamente os mesmos.

Mesmo aqueles indivíduos que porventura acabem
perdendo suas fatias de mercado em decorrência de uma mudança no padrão dos
gastos dos consumidores — seja por causa de mais importações de países com
maior vantagem comparativa ou por causa do surgimento de novos ofertantes
nacionais com maiores vantagens comparativa — permanecerão
vastamente mais ricos
do que seriam caso não participassem deste arranjo
especializado de produção e comércio.

Por tudo isso, é de nosso
total interesse como indivíduos louvar um aumento nas habilidades e na
produtividade de todos os outros seres humanos que povoam este planeta, ainda
que nossas próprias habilidades e produtividade não tenham se alterado em nada.
Entender a vantagem comparativa é entender por que devemos celebrar, e não temer,
o crescimento econômico de outros países.

Leia também:

Eis
a ideia econômica menos compreendida – e uma das mais cruciais – da história

Uma
lição de economia básica: João compra um carro de Pedro

Dez
argumentos econômicos – e um ético – em prol do livre comércio

Países
não comercializam com outros países; apenas indivíduos o fazem

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55 comentários em “Três fantásticas surpresas das vantagens comparativas”

  1. Excelente insight. Eu que achava que sabia bem da teoria das vantagens comparativas nunca tinha pensado dessa forma. Artigo obrigatório principalmente para aqueles que tem aquela mentalidade de que o capitalismo é um sistema em que uns perdem para que outros ganham, quando na verdade ele é um sistema em que todos ganham.

  2. Outro insight crucial é a necessidade de haver um livre comércio para que cada indivíduo possa se especializar ao máximo naquilo que faz. Sem livre comércio, cada um acaba acaba sendo obrigado a fazer aquilo que precisa, e não aquilo em que ele é bom.

  3. 5 minutos de IRA!!!

    Tem um adendo interessante!!!!!!!!!!!!!!

    Se, ao invés do deque, estivessemos falando de um meio de produção, ou um investimento produtivo qualquer, teríamos que levar em conta o ganho que esse investimento renderia nesse mês a mais trabalhado.

    Se esse meio rende 6 mil reais ao mês, então os ganhos através dele neutralizariam a diferença nesse mês.

  4. Texto excelente.

    Lembro que recentemente de ter lido um estudo sobre a evolução dos salários ao longo das décadas, apontando justamente este fenômeno para carreiras cujo tempo e esforço para formação, teoricamente, não se alteram ao longo do tempo.

    Um dos exemplos utilizados pelo texto era o dos músicos de orquestra que, ao menos em tese, precisam hoje do mesmo esforço e dedicação para o desempenho de suas atividades que o demandado dos músicos dos séculos passados.

    Apesar de a atividade ser a mesma no presente e no passado, o salário médio dos músicos aumentou ao longo dos anos juntamente com o do restante da sociedade.

    O texto de hoje traz uma explicação muito lógica e didática para o aumento do salário dos músicos.

  5. Cada indivíduo é único. As diferenças de talento, de inteligência, de conhecimento, de destreza e de propriedade geram especialização. Consequentemente, cada indivíduo ou grupo de indivíduos, ao se concentrarem naquilo que fazem melhor, adquirem uma vantagem comparativa em relação aos outros.

    Quando indivíduos especializados em um serviço e usufruindo uma vantagem comparativa nesse serviço transacionam com outros indivíduos especializados em outro serviço e com vantagem comparativa nesse outro serviço, o crescimento econômico e as vantagens do comércio são maximizados.

    Isso é o básico da economia. E vale ressaltar que é exatamente contra isso – a individualidade, o talento único e exclusivo, e o fato de haver pessoas melhores que outras – que a esquerda luta. Não pode haver excelência. Todos têm de ser iguais.

    Se tal idéia prosperar, é o fim do progresso. Vide Venezuela (para não citar outros países também socialistas).

  6. Tem um outro ponto, que foge um pouco ao tema…

    E se o médico quiser ter o prazer de construir o próprio deque, mesmo que este saia bem mais caro e não tenha a qualidade de um especialista ?.

  7. “Essa consequência da vantagem comparativa ajuda a explicar por que, nos países ricos, não são apenas os trabalhadores mais capacitados e preparados — como engenheiros e advogados — mas também os trabalhadores de menor qualificação — como zeladores, faxineiras e arrumadeiras de hotel — que ganham salários reais maiores do que seus semelhantes em países mais pobres. ”

    .

    Sempre a esquerda diz: “Nos países nórdicos, lixeiro ganha “igual” médico!”

    Ta aí….além da vantagem comparativa, que ajuda a explicar, quais seriam os outros fatores?

    Agradeço se alguém puder complementar.

  8. “Warren Buffet, o famoso financista, expressou belamente este argumento, ao declarar o seguinte em uma entrevista na televisão em 1995: “Creio pessoalmente que a sociedade seja responsável por um percentual significativo do que eu ganhei. Se me colocarem no meio de Bangladesh, do Peru ou de outro lugar semelhante, vocês descobrirão quanto este talento irá produzir no tipo errado de solo. Daqui a trinta anos ainda estarei tendo dificuldades.”

    – “23 Coisas que nãos nos contaram sobre o Capitalismo”

    Ha-Joon Chang, 2010

  9. Magistral artigo. E ótima lembrança de como David Ricardo (um economista injustamente muito pouco apreciado) com um único insight contribuiu magnificamente para a ciência econômica.

  10. É incrível como viver imerso em uma narrativa socialista nos causa espanto ao ver a lógica ridículamente evidente da expiral de prosperidade que o capitalismo livre nos traz.

  11. Além da questão de fugir do Real, quais outros fatores que fazem com que os produtos brasileiros exportados sejam superiores aos vendidos para o mercado interno? Visto que o dólar americano e o euro não são moedas correntes no Brasil, esses exportadores então guardam moedas estrangeiras em contas estrangeiras? Agora, por exemplo, pelos americanos estarem em um mercado mais livre, então é coerente em consumir um café brasileiro superior ao vendido para os brasileiros, correto?

    Li esse texto hoje e esses questionamentos me vieram à cabeça.

  12. Alguém pode me explicar o modelo econômico dessa historia?

    Em uma cidade, os habitantes, endividados, estão vivendo às custas de crédito.

    Por sorte chega um gringo e entra no único hotel.

    O gringo saca uma nota de R$ 100,00, põe no balcão e pede para ver um quarto.

    Enquanto o gringo vê o quarto, o gerente do hotel sai correndo com a nota de R$ 100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro.

    O açougueiro pega a nota e vai até um criador de suínos a quem deve e paga tudo. O criador, por sua vez, pega também a nota e corre ao veterinário para liquidar sua dívida.

    O veterinário, com a nota de R$ 100,00 em mãos, vai até à zona pagar o que devia a uma prostituta (em tempos de crise essa classe também trabalha a crédito).

    A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde levava seus clientes e que ultimamente não havia pago pelas acomodações e paga a conta de R$ 100,00.

    Nesse momento o gringo chega novamente ao balcão, pede sua nota de R$ 100,00 de volta, agradece, diz não ser o que esperava e sai do hotel e da cidade.

    Ninguém ganhou um vintém, porém agora todos saldaram suas dívidas e começam a ver o futuro com confiança!

    Moral da história:

    Quando o dinheiro circula, não há crise.

  13. Pessoal, como vocês refutariam este tuíte? Comecei a discussão por causa daquela decisão absurda do MPT na Honda.

    Então, com base no que ela disse, eu cheguei a dar alguma pesquisada pela Internet e consegui algumas constatações e queria trazer até algum questionamento e discussão:

    – A jornada de trabalho americana semanal é parecida à brasileira, segundo este gráfico. Interessante notar como é menor na Holanda e Alemanha. Pode haver vários fatores, como clima (um inverno muito rigoroso pode simplesmente fazer a pessoa ficar em casa) ou uma recessão, quando começa a ocorrer redução de turnos. Nos EUA há esse gráfico histórico.

    – Quando é medida em horas anuais, então os americanos trabalham algumas dezenas de horas semanais a mais. Partindo da premissa de que a metodologia está correta, veja como a Alemanha se destaca. Engraçado que antes o Brasil estava à frente em horas, depois inverteu. Privilégios do funcionalismo estatal brasileiro? Carnaval? Achei esse gráfico, com algumas diferenças em relação à jornada anual do outro gráfico. O México, por exemplo, possui legislação trabalhista parecida com a do Brasil e a jornada é bem maior.

    – Agora com relação à férias, eu vi por este artigo algumas coisas interessantes também… eu acho estranho, porque na cabeça deles, a legislação trabalhista faz um dia não-trabalhado brotar dinheiro. Do Brasil nada encontrei, infelizmente. Uma coisa que notei é que, quando você vai preencher uma aplicação de emprego, dependendo da empresa, eles perguntam a sua disponibilidade em horários e dias da semana (não sei o motivo). Há empregos em que é requerido trabalhar de fins de semana e feriados, outros não. Não sei se isso muda com relação ao Brasil. Acredito que as férias sejam negociadas no momento do contrato (vejam como é na Europa), embora eu não saiba se existe pessoa que tira 30 dias de férias. Um colega meu me disse que os dias semanas são muito mais flexíveis, de forma que você consegue tirar até alguns dias antes de começar a trabalhar. Agora eu percebi que há muito mais opções de trabalhos meio-período do que no Brasil. Trabalho meio-período no Brasil é só por estágio?

    Engraçado que, apesar da moça falar que a CLT “protege”, ela se mudou para um país onde “não há essa proteção”.

    Agradeço à atenção de todos! Desculpe pela confusão.

  14. É incrível como viver imerso em uma narrativa socialista nos causa espanto ao ver a lógica ridículamente evidente da expiral de prosperidade que o capitalismo livre nos traz.

  15. Surpresa #4

    Se você se especializa a vida inteira em datilografar e, repentinamente, sua profissão some, não adiantará nada pra você as vantagens comparativas, pois sua renda será zero e não terá mais como usufruir dos benefícios da divisão do trabalho

    Surpresa #5

    Como Taleb ensinou, o evento da Surpresa #4 é um cisne negro e não há como prever. Logo, não necessariamente o datilógrafo é um incompetente ou burro que não previu o sumiço de sua profissão. Apenas, como dizem os franceses, c’est la vie! Aceitar doerá menos!

  16. Vanner Ferreira da Silva

    Excelente artigo mesmo, mais um contra argumento aos que pensam que a trocas voluntárias e altas disparidades de salários geram pobreza

  17. Já havia percebido a vantagem comparativa através dos números.

    Como engenheiro mecânico sei fazer muitas coisas melhor do que muito profissional na área de manutenção de máquinas e equipamentos.

    Quando percebo que vou ter que parar de trabalhar para fazer um determinado serviço, desisto mesmo sabendo que faço melhor.

    A capacidade de gerar renda é muito mais vantajosa do que a capacidade de economizar.

    Produzir é sempre melhor do que economizar. ( na maioria das vezes ) Claro que a prática melhora a perfeição, mas

    os números nunca mentem , você ( especializado ) jamais terá um custo de produção menor do que um menos especializados.

  18. An%C3%83%C2%B4nimo

    Gostaria de saber a honesta opinião dos usuários deste sítio a respeito dos encargos sociais. Eu nunca empreguei ninguém, mas ouvi dizer que esse é um dos principais problemas para a geração de empregos. É verdade?

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