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Há várias, mas eis a diferença crucial entre a burocracia estatal e a economia de mercado

Qual é a diferença mais notável entre o funcionamento
do governo e o da economia de mercado? 

Ludwig von Mises nos forneceu uma resposta
surpreendente, uma resposta que ele explicou em detalhes em seu sensacional
livro Liberalismo —
Segundo a Tradição Clássica
, publicado no longínquo ano de 1927. 

Mises disse que a diferença toda estava na contabilidade,
isto é, no cálculo de custos.

Dentro das burocracias não-comerciais do governo, tudo
é um jogo de adivinhação. Você não sabe exatamente o quanto deve gastar em
quê; você não sabe se há algum objetivo racional naquilo que você está fazendo;
você não sabe se este ou aquele plano será bem-sucedido ou se irá fracassar
completamente; você não sabe onde cortar gastos caso tenha de fazê-lo; e você não
sabe quais seções e quais pessoas estão fazendo um bom trabalho e quais não
estão. 

O setor público é um setor que, inevitavelmente, por
pura lógica econômica, sempre funciona às escuras, sem ter a mínima ideia do
que faz, e sempre tendo de fingir que está fazendo tudo certo.

Por quê? Porque o governo não opera de acordo
com os sinais de preços emitidos pelo mercado. Ele não opera segundo a
lógica do sistema de lucros e prejuízos. Como ele não tem acesso aos sinais de
preços, ele não é capaz de calcular lucros e prejuízos. Por conseguinte,
ele não tem uma bússola que possa guiá-lo em suas ações. Ele não tem como
avaliar e estimar a real valia econômica de qualquer coisa que faça. Seus
investimentos nunca poderão ser feitos da maneira correta, seus serviços nunca
serão prestados de maneira satisfatória, e sempre haverá desperdício de
recursos e gritante ineficiência. 

Esta é uma realidade inevitável. Não se trata
de ideologia; é pura ciência econômica. 

Em suma: o governo e seus órgãos não vendem seus
serviços no mercado concorrencial para consumidores que voluntariamente optam
por comprá-los, não se direcionam pelo sistema de lucros e prejuízos, e suas
receitas não são auferidas de acordo com a qualidade dos seus serviços.

Por não ter esta racionalidade, as burocracias estatais
sempre acabam seguindo os caprichos do governo do momento, preocupadas
exclusivamente em satisfazer as demandas de políticos que visam apenas sua
autopromoção e sua reeleição.

Consequentemente, as burocracias estatais sempre
estarão sob os auspícios de uma gente cujo horizonte temporal é de no máximo
quatro anos, e inevitavelmente se transformarão em fábricas de desperdício,
ineficiência, confusão e ressentimento.

No
setor privado o mundo é outro

Já nas empresas privadas que operam em ambiente de
livre concorrência a situação é diferente. 

No mundo do comércio, os sinais de preços emitidos
pelo mercado comandam as decisões. O sistema de lucros e prejuízos mostra
como os recursos escassos estão sendo empregados. Se corretamente, os
consumidores recompensam as empresas propiciando-lhes grandes lucros; se
erroneamente, os consumidores punem as empresas impondo-lhes prejuízos. 

Uma expansão ou um corte nos investimentos é algo
que será guiado pelo balancete das empresas. E, se as empresas quiserem
realmente se estabelecer no mercado, ofertando bons serviços, os empregados terão de ser
tratados como produtores valorados, e não explorados
.

Não interessa se a empresa é grande ou micro: ela
estará sempre em busca da lucratividade. E a lucratividade sempre será, em
última instância, determinada pela decisão voluntária dos consumidores.

Para ver como algo aparentemente simples possui
ramificações muito mais complexas do que se poderia imaginar a princípio,
peguemos o exemplo de um restaurante chique.

A estrutura de produção deste restaurante não se
resume apenas à coordenação entre os garçons e a cozinha. É necessário
haver uma administração voltada exclusivamente para o controle dos estoques de
todos os alimentos e de todas as bebidas. Como não é possível saber com
antecedência o que os clientes irão ordenar de seu variado menu, o estoque de
alimentos e bebidas tem de ser vasto e plenamente adaptável às súbitas
alterações de gosto e interesse de seus clientes. 

Tal controle de estoque não seria possível de ser
planejado sem preços de mercado, sem a contabilidade e sem o sistema de lucros
e prejuízos.

Além da coordenação entre os chefs e os cozinheiros,
e entre os cozinheiros e os garçons, a estrutura de produção deste restaurante
se estende para muito além de suas paredes. A comida tem de vir de todos
os cantos do mundo. Diversos meios de transporte têm de ser utilizados
para fazer com que a comida chegue ao estabelecimento. Mas não é possível
servir comidas e bebidas se não houver agricultura, criação de gado e plantio
de ervas e temperos em lugares remotos do mundo. 

E a coordenação não pára por aí. Ela ainda
volta no tempo — décadas e às vezes até séculos — para as primeiras sementes
plantadas nos vinhedos que produziram os vinhos, e os primeiros centeios que
produziram os uísques e as demais bebidas servidas no restaurante. 

E a tecnologia que possibilita tudo isso é
relativamente nova, desde a refrigeração até a comunicação digital entre a
cozinha e o maître. 

Nada disso seria possível sem o sistema de preços,
que permite a contabilidade de custos e determina se há ou não lucratividade em
qualquer uma das etapas envolvidas neste processo.

Este mecanismo extraordinariamente complexo — muito
mais complicado do que qualquer operação já tentada por qualquer burocracia
estatal — tem de funcionar harmoniosamente para
todos os clientes que aparecerem no restaurante a qualquer momento

E se ninguém aparecer? Se
isso acontecer com muita frequência, todo o investimento entra em
colapso. Todo o planejamento, todos os gastos, todas as habilidades
envolvidas revelar-se-ão um grande desperdício. O mercado enviou seu
sinal: o empreendimento não estava empregando recursos escassos da maneira mais
eficiente possível. 

O que determina se este empreendimento será pujante
e lucrativo ou se ele desaparecerá rapidamente é simplesmente a decisão do consumidor de comer lá ou não

Não há ninguém apontando armas para ninguém, não há
coerção, não há chantagem. Há apenas um empreendimento implorando para
poder servir seus clientes.

Se você propusesse a criação de algo assim para uma
pessoa que jamais houvesse visto algo parecido em operação, ela nunca iria acreditar
que tal coisa pudesse funcionar. Muito menos existir.

É por tudo isso, escreveu Mises, que o cálculo
monetário e a contabilidade de custos constituem as mais importantes
ferramentas intelectuais do empreendedor capitalista.  Mises celebrou a
famosa declaração de Goethe, que havia dito que o método contábil das partidas
dobradas
foi “uma das mais admiráveis invenções da mente humana”.

Ciclos
econômicos

Uma vez vislumbrado todo este processo, fica fácil
entender por que vivenciamos recorrentemente o fenômeno dos ciclos econômicos. Fica
mais fácil entender por que empresas privadas muitas vezes parecem fazer coisas
tão insensatas e imprudentes quanto o governo; por que elas também tomam
decisões irracionais; por que elas também produzem burocracias; por que elas
também seguem o capricho de políticos; por que elas também passam por ciclos de
expansão e contração.

Mises explicou isso, neste mesmo livro. A causa
de tudo é aquilo que ele chamou de intervencionismo. 

Quanto mais o governo regula, intromete, tributa,
erige barreiras, inflaciona a moeda, confisca, proíbe e dá ordens, mais a
iniciativa privada se torna sujeita à mesma irracionalidade que permanentemente
assola o governo. As intervenções do governo no mercado, por menores que
aparentemente sejam, provocam distúrbios no sistema de preços, afetando toda a
contabilidade de custos das empresas.  (Eis o mais completo e sucinto artigo
sobre isso
.)

As intervenções estatais podem tanto fazer com que
empreendimentos insustentáveis repentinamente aparentem ser lucrativos (sem que
realmente o sejam), como também pode fazer com que empreendimentos genuinamente
lucrativos se tornem rapidamente insolventes.  

O governo expande à iniciativa privada os mesmos
males que o acometem.

A descrição feita por Mises em 1927 é interpretada
hoje como se ele estivesse de posse de alguma bola de cristal. Tudo se
torna mais claro assim que você passa a ver o mundo da mesma maneira que
ele. Basta analisar a realidade atual.

Até 2007, estimulados pela expansão artificial do
crédito feita por seus respectivos bancos centrais, os mercados
imobiliários da
Europa 
dos
EUA
 estavam a pleno vapor, com preços e lucros em contínua ascensão, o
que gerava vários milionários por minuto. Parecia que o mundo havia
entrado em uma nova era de prosperidade e de riqueza infinita para todos. E
então, da noite para o dia, tudo ruiu. Várias empresas amanheceram quebradas,
e bancos até então aparentemente robustos se tornaram zumbis, com seus
balancetes contaminados e com as economias totalmente letárgicas (em decorrência
desta contaminação dos balancetes dos bancos, que, em conseqüência, têm de
restringir o crédito).

Até hoje, os governos e os bancos centrais ao redor
do mundo, principalmente na Europa, ainda
estão completamente perdidos
. Praticamente todas as semanas, um
figurão do alto escalão de algum governo ou de algum Banco Central vem a
público anunciar uma nova medida intervencionista, e sempre termina seu anúncio
dizendo que “agora vai!”. Só que nada efetivamente avança. E quase ninguém entende por
quê
.

O desconhecimento das obras de Mises é algo que
continuará afetando nossa prosperidade e nosso bem-estar muito mais do que você
pode imaginar.

 

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82 comentários em “Há várias, mas eis a diferença crucial entre a burocracia estatal e a economia de mercado”

  1. Um dos sinais mais claros da diferença de empresas públicas e privadas fica estampada logo na entrada.

    Enquanto empresas privadas mostram cartazes agradecendo o cliente, pedindo que volte sempre, as públicas mostram ameaças de prisão pra quem desrespeitar funcionários públicos. Não podia ser mais explícito!

  2. “Por quê? Porque o governo não opera de acordo com os sinais de preços emitidos pelo mercado. Ele não opera segundo a lógica do sistema de lucros e prejuízos.”

    Eu to lendo “O calculo economico sob o socialismo” e to tendo dificuldades pra dominar conceitos parecidos com desse artigo…Eu queria entender isso melhor, por que o governo não opera de acordo com os sinais de mercado? Se existe um mercado onde trocas podem ser feitas, por que ele não segue esses preços de mercado como qualquer outra empresa, ainda que exista a ineficiencia estatal, eu não consigo ver o porque de o estado não operar segundo o sistema de preços.

  3. Normalmente, as intervenções estatais são justificadas não com base numa tal “alocação ótima de recursos”, mas sim pura e simplesmente na distribuição de renda.

    O objetivo alegado é fornecer um serviço a quem tenha uma necessidade não atendida pelo mercado.

    Não estou de forma alguma defendendo a intervenção estatal nem estou dizendo que o Estado faz isso bem, mas mostrando que a encrenca é outra.

    E a realidade é que, em várias situações, a solução de mercado vai ficar distante do que as pessoas desejam, justamente porque o mercado lida com recursos escassos e a propriedade desses recursos dita quem vai ter atendido primeiro.

    Como exemplo, uma empresa de ônibus em uma comunidade pobre vai muito provavelmente conviver com veículos mais velhos e em condições piores que comunidades mais ricas. Foi a alocação possível, tendo em vista a quantidade de recursos disponível. O governo vai se vender como quem vai trazer a igualdade, oferecendo o nivelamento da qualidade de serviços. Como ele não obedece as limitações impostas pelo mercado, pode tirar recursos de quem tem mais o fornecer um serviço que seria inviável em uma comunidade muito pobre.

    Além disso, o mercado força as pessoas a tomar medidas desagradáveis, a encarar as limitações dos recursos. O mercado pode deixar claro que uma determinada região é inviável e que seria preferível aos seus moradores que se mudassem de lá. Ou ainda que uma determinada atividade não faz sentido naquele contexto. O governo vai se oferecer como a solução para essas limitações, como quem vai subsidiar localidades e empreendimentos.

    Novamente, não estou defendendo a intervenção estatal, estou apenas enfatizando que são problemas diferentes. Quando a gente diz para um estatista que o governo não aloca recursos da forma mais eficiente, essa informação pra ele não significa muita coisa. Eles são mais movidos por satisfazer necessidades, por satisfazer desejos. Acham perfeitamente aceitável que atividades mais rentáveis sustentem as atividades menos rentáveis, mesmo que isso não seja ótimo do ponto de vista de alocação de recursos. Acreditam que alguém deve trazer igualdade, que, se o modelo de intervenção não está funcionando, precisa ser corrigido (ad infinitum), mas nunca abandonado.

    Essa abordagem, claro, vai sempre ter o apoio daqueles supostos beneficiados pelas medidas estatais. Tudo o que uma pessoa quer ouvir é que ela não vai precisar enfrentar os custos de suas escolhas, que os recursos vão magicamente aparecer e que alguém vai satisfazer suas necessidades sem olhar a sua capacidade de pagar por elas. Estatistas, quando falam em demanda, falam em vontades, em necessidades, nunca em capacidade de pagamento. O justo, para um estatista, não tem nada a ver com transações voluntárias, tem a ver com o atendimento necessidades, mesmo que seja feita com recursos de terceiros. Isso, claro, no mundo das intenções. Todas as consequências não intencionais do intervencionismo são sempre vistas como problemas que podem ser remediados, e que só precisam de uma pouco mais de regulação.

  4. Pensador Puritano

    Enfim distribuir miséria é a especialidade da burocracia estatal,criar riqueza é a especialidade do livre-mercado,ou seja o burocrata confisca a riqueza alheia para agir,enquanto o empreendedor,segue o refrão daquela musica”quem sabe faz a hora, não espera acontecer”

  5. De nada adianta. A maioria das pessoas ainda acredita que a busca de lucro é algo intrinsecamente ruim ou mesquinho e que as intervenções estatais beneficiam a população em geral. Na lógica levada ao extremo, acreditam que uma empresa que tem lucro está roubando, e que uma empresa que tem prejuízos é que está “fazendo pelo social”.

  6. Estatal nomeia por concurso público. Na empresa privada funciona pelo famoso QI (Quem Indica). Além de tudo você tem que agradar o pessoal RH, senão você não passa na entrevista. Trabalhei por 20 anos numa empresa, era um funcionário pontual (chegava no horário), eu era um funcionário produtivo, era aquele funcionário que “veste a camisa da empresa”. Anos depois, uma mulher começou a trabalhar na empresa. A mulher era uma imprestável, não fazia nada, chegava atrasada quase todos os dias, era mal educada com os colegas de trabalho, a única qualidade que ela possuía era ser bonita… foi promovida.

  7. Se você é jovem saia do Brasil

    Original publicado em maio de 2016 porém continua muito atual:

    Fique certo de que o Brasil vai ficar taxiando no solo ao longo dos próximos anos. Pelo menos até 2020 vamos ter de resolver em primeiro lugar um amargo, profundo e complexo ajuste fiscal. Isso mesmo. Aquele que foi prometido e alardeado no início de 2015 por Dilma Desastre e que não saiu do lugar.

    Em paralelo com o tal ajuste que deve vir aí, o país vai assistir a um processo político-jurídico similar ao Julgamento de Nuremberg ao final da Segunda Guerra. Isso mesmo. Após a saída da Dilma, não vai dar para simplesmente virar a página e tocar em frente.

    Nós vamos assistir ainda ao prosseguimento da Lava Jato até o final deste ano e na sequência o maior julgamento da história deste país. Neste julgamento teremos com réu pelo menos um ex-presidente, muito provavelmente dois, e muitos outros peixes grandes. E isso, fique certo, vai durar anos até saírem as sentenças.

    As empresas vão ter que se espremer e se reinventar para voltar a crescer neste cenário de terra arrasada que Dilma Desastre deixa para trás. Não veremos uma volta por cima da economia como gostaríamos. Vai ser um trabalho árduo para adultos calejados, que têm responsabilidades que você, jovem, ainda não tem; e que não têm também as alternativas de flexibilidade que você tem. Não tem caminho mágico e fácil à frente.

    Você é daqueles jovens identificados como "concurseiro"? Sinto muito. Não aposte suas fichas nisso. O ajuste fiscal e a reconfiguração que vão delinear o novo setor público brasileiro nos anos à frente vão restringir novas contratações de maneira severa. A máquina pública está inchada e é pouco produtiva.

    A austeridade de governo aqui no Brasil deverá seguir regras similares da austeridade em outros país que já fizeram o ajuste. Por exemplo, em Portugal a regra de contratação no setor público agora é chamada "2 para 1", isto é, dois funcionários da ativa precisam sair para que seja contratado um novo.

    Não perca tempo. Aproveite que a terceira década é a melhor para que o ser humano desenvolva uma cabeça global. É justamente entre os 20 e os 30 anos que uma pessoa aprende a operar multiculturamente, isto é, a entender e participar em ambientes diferentes do seu habitat natural, local e nacional.

    Jovens com cabeça global constituem um dos principais ativos, um dos principais recursos para que um país se desenvolva e participe com protagonismo do ambiente global. Todos os países que se tornam grandes players devem superar aquela linha mágica de ter metade de seu PIB resultante de exportação. E não é exportando commodities, como nos acostumamos. É exportação de produtos e serviços de alto valor agregado.

    É o que mostra a história da economia desde o final da Segunda Guerra Mundial com os exemplos de Alemanha, Japão, Coreia do Sul e agora China — países que atingiram essa marca mágica de exportar pelo menos a metade do que produzem.

    Nem nos melhores momentos o Brasil nunca passou de 20% de seu PIB gerado por atividades de exportação, sendo que infelizmente a maior parte da riqueza exportada não foi de produtos de alto valor agregado, como a produção de aeronaves da Embraer, por exemplo. Riqueza de alto valor agregado demanda gente qualificada e com cabeça global e é isso que você deve considerar como seu passaporte de retorno ao Brasil.

    Compre uma passagem pra o exterior imediatamente e monte lá uma rede de conhecidos no que o ajude nos primeiros meses. A internet está aí para isso. Aproveite a sua juventude e seja ousado.

    Se não tiver dinheiro para passagem e para as primeiras semanas, passe o pires na família. Ou então faça um livro de ouro. Rife alguma coisa. Faça uma vaquinha na internet, o tal do crowdfunding. Mas vá.

    Não desperdice uma chance de ouro num momento em que esse país ainda está na UTI e de onde não vai sair tão breve. Vá!

    Vá e viva no mínimo uma grande aventura.

    Nós vamos ficar aqui tentando — mais uma vez! – consertar esse Brasil desandado, legado de Dilma Desastre. Vocês sempre terão um lugar aqui entre pais, avós e amigos. E vai fazer muito bem a vocês voltarem com cabeça mais cosmopolita e globalizada.

    Original publicado em maio de 2016: epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ricardo-neves/noticia/2016/05/se-voce-e-jovem-e-hora-de-voce-dizer-adeus-brasil.html

  8. Jos%C3%83%C2%A9 M%C3%83%C2%A1rio Carvalhal de Oliveira

    Quanto menor o estado e sua abrangência, menor o estrago na economia. O estado é moroso, ineficiente e vive ao sabor de políticas equivocadas, o que em grande medida termina contaminando e comprometendo a capacidade de investimento e inovação da iniciativa privada.

  9. Fernando Soares

    O colégio onde estudo é público e é excelente… Aliás, o melhor do estado. Não estou defendendo aqui o Estado, só estou dizendo que empresas estatais podem ser eficientes, talvez por mero acaso.

  10. A melhor forma é que o governo não opere mais com receitas extorquidas, mas que as pessoas doem livremente se quiserem algum serviço prestado pelo Estado.

    Afinal, não precisamos de nenhum serviço do Estado. Educação pública? Uma droga. Saúde pública? Isso existe? Criar leis imbecis? Não obrigado. Judiciário ineficiente? Talvez. Polícia mal equipada? Talvez.

  11. Uma vez eu li o seguinte argumento, transcrevo-o com minhas palavras

    ”Uma empresa publica, em um mar de empresas privadas, tende a ser mais eficiente que uma empresa publica em um mar estatal, pela simples razão que ela copia o funcionamento do setor privado, ela observa que um sofá na entrada da empresa é eficiente, pois, a empresa privada tem um sofá na entrada, ela tem mais ou menos uma base de custos, pois o setor privado já calculou ele, os insumos que ela usa são precificados no mercado, as maquinas possuem preços de mercado”

    Uma prova disso é que mesmo a petrobras olha o preço do petróleo no mercado para saber se é viável abrir um poço de acordo com o seu nível de ”eficiencia” e tecnologia.

    Não é dificil ver que os países mais livres do mundo, mesmo quando possuem serviços publicos, eles tendem a ser melhores que nos países fechados

  12. Estado o Defensor do Povo

    Pessoal esse site tem quantos anos? Puxa queria ter conhecido antes, gostaria de saber se vocês estão ficando mais influentes e se recebem bem mais visitas desde que começaram? vocês acham que a liberdade está começando a ganhar no Brasil?

  13. Estado o Defensor do Povo

    Pessoal gostaria de entender mais porque as pessoas que são contra a reforma dizem que ela é superavitária, eu li na internet dum cara falando de que a dívida do governo é com os bancos e não com a previdência, de que na verdade o governo retira o que sobra desse superávit através do DRU, gostaria de entender mais o que os faz dizer isto.

  14. Eu acho interessante o Anarcocapitalismo em si, eu acompanho o Natã costa e vi que o que ele falou seria um prato cheio prós Ancaps descerem o sarrafo, os que eu vi são mto inteligentes, como Paulo kogos e o ideias radicais, entretanto, eu tenho algumas dúvidas, principalmente assistindo o Kogos, em diversos aspectos, não duvido que o libertarianismo tenha base, mas, se adequando a nossa realidade vou usar um exemplo/pergunta pra formular melhor a minha indagação, se eu moro em uma comunidade (por exemplo), e realmente tá difícil, de me locomover pra fora dela, eu preciso de uma pista, que cabe muito bem em uma das avenidas, daí eu sei que haverá uma iniciativa privada pra fazer tal coisa, sendo que, se ninguém quisesse colaborar? Todos acham que as condições da rua está boa, ngm quer uma pista além de mim, num local onde seria perfeitamente cabível uma boa pista, e eu não teria como pagar a empresa sozinho, e ainda que eu pagasse, todos poderiam desfrutar dela depois de acabada, mas antes todos teriam recusado e não teriam me ajudado a construí-la, como fica? Eu não posso declarar a pista como privado meu, pois a rua já existia antes de eu por a pista em cima, tbm n tenho como averiguar quem a ultiliza, e pior, se eu não tivesse dinheiro pra construí-la, eu simplesmente ficaria sem? O estado com incontáveis defeitos, e mesmo que demorasse, ele sempre acaba construíndo pistas compulsivamente, ou seja, cedo ou tarde eu teria ela (aqui na minha rua põe pich e fazem pistinhas umas vez por ano, aos poucos tudo fica bonitinho), eu vi um vídeo de kogos, e ele vai e fala: “ah mas tem a moralidade, que isso e aquilo outro”, mano, sem essa, se for pra acreditar na colaboração de outro ser humano, é igual a acreditar no estado, já que tem humanos lá, eu gostaria que alguém me ajudasse nesse pequeno questionamento (ps.: não e uma crítica, só uma pergunta, eu admiro mto sigo vários canais libertários, kogos, lobo conservador, ideias radicais, Alexandre porto, e agora tô vendo esse seu).?

  15. Dane-se o estado

    “4° eu vejo mto o canal do Paulo Kogos, respeito as opiniões dele, mas chega um ponto que ele abre brechas, e essas brechas ele diz que o que vai resolver e a moral cristã do homem, eu acho isso muito vago. ”

    Nunca vi nenhuma dessas brechas na teoria ancap, inclusive Kogos apesar de inteligente não deixa de ser um lunático fanático religioso, na minha opinião ele se confunde com o próprio pensamento dele, não quer dizer que a inconstência venha de fato da teoria que ele diz defender. Anomalias morais se combatem com contracultura, anomalias éticas (violação a propriedade) se combate com punição jurídica proporcional.

    “a iniciativa privada seria comprada por muita grana, e seguiria interesses de corporações, como por exemplo, uma empresa que regulamentasse idade pra se ter uma arma, ou um conjunto de empresas que o fizesse, sendo assim, ela o faz com interesses particulares, se alguém com muita grana tivesse disposto a “investir” na empresa, e em troca alterasse as regras antes estabelecida, isso, seria corrupção? Sim, um boicote funcionaria? ”

    1) os tribunais privados não seriam comprados por corporações, é simples dar um exemplo do porque:

    eu compro um smartphone da apple, ele vem com defeito, vou num tribunal para exigir ressarcimento, o valor do ressarcimento custa 4000$; quanto você acha que uma empresa privada precisa pagar para subornar juizes para não ter que me dar um smartphone novo? você acha mesmo que suborno é barato? que que subornar tribunais é barato? e que empresas pagariam milhões de dólares para não me ressarcir 4000 reais? essa mesma lógica se aplica a qualquer nível de empresa ou mercado. A única forma de empresas comprarem a justiça e isso virar uma prática comum é como ocorre hoje através do estado, ou você acha que o estado não foi comprado? mas elas fazem isso porque o político dá um subsídio de uns milhões as custas do seu imposto, além de mexer os pauzinhos pra tal empresa x ter privilégios protecionismos de mercado contra concorrência e gastos. ora ora, assim fica muito fácil. Você acha que a sociedade teria mais dificuldade em descobrir crimes e boicotar tribunais privados ao qual as pessoas não teriam obrigação de financiar, doque boicotar o estado onde você é coagido pelo monopólio da força para financiá-lo e parte desse dinheiro vai para proteger empresas amigas do governo?

  16. Iniciante em Escola Austríaca

    Como um iniciante do estudo da EA, eu entendo e sempre argumento que os orgãos estatais não tem incentivos para aumentar/manter a qualidade nos serviços prestados, pelos vários motivos já apontados no texto ( não ter que conquistar o cliente; receitas garantidas independente da qualidade do serviço; não sofrer concorrência; não estar sujeito a falência/prejuízos).

    Entretanto, tenho alguns conhecidos que se mudaram pra Europa (região norte de Portugal) e dizem que encontraram um sistema de saúde e educação pública de ótima qualidade. Segundo o relato deles, hospitais públicos com atendimento rápido, ótima estrutura ( as vezes até melhores que alguns particulares no Brasil) e escolas públicas que oferecem ensino de muita qualidade ( ensino de 3 idiomas, música e diversas atividades extracurriculares, etc).

    Como entender/explicar esse fato para poder argumentar com eles ?

  17. Com a derrocada da Avianca voar no Brasil se tornou ainda mais caro e desconfortável:

    exame.abril.com.br/seu-dinheiro/efeito-avianca-faz-preco-de-passagem-aerea-subir-ate-140/

    E o brasileiro já voa menos que o colombiano, um povo mais pobre que o brasileiro em todas as métricas econômicas tradicionais, e voa menos até mesmo que o argentino, um povo que faz tudo errado há 90 anos e está indo para seu terceiro colapso econômico em 3 décadas. O Brasil é um erro profundo.

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