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Os quatro nós que Bolsonaro e sua equipe terão de desatar

Na foto acima, Bolsonaro é presenteado com livros do Instituto Mises Brasil. A questão é: será que ele vai ler?

Há quatro anos, logo após a reeleição de
Dilma Rousseff (alguém ainda se lembra da dona?), este Instituto publicou um artigo
relatando o que nos aguardava pelos próximos quatro anos. Eis alguns trechos:

Aparentemente,
o ano de 2015 já está perdido. O estrago feito nos últimos anos foi
enorme e o conserto não será nem rápido e nem indolor. 

O
trio Guido Mantega (Fazenda), Arno Augustin (Tesouro) e Márcio Holland
(Secretária de Política Econômica) deixou um legado desastroso. […]

A
situação real das contas públicas do Brasil está entre as piores do mundo. O
superávit primário (receitas menos despesas, sem incluir o pagamento de juros
da dívida) deixou de existir, e agora os déficits primários, que não
ocorriam desde 1997, passaram a ser a norma. […]

Dilma
terá de limpar a bagunça que ela própria criou. E terá de fazer isso
tomando medidas impopulares. Mais ainda: terá de tomar medidas impopulares
ao mesmo tempo em que 1) passa por uma crescente insatisfação popular, 2) vê o
acirramento de ânimos e a difusão de movimentos secessionistas, e 3) está sob a
iminência de um processo de impeachment.

Caso
ela seja bem sucedida em todos os desafios listados neste artigo, o máximo que
ela irá conseguir é retornar o país ao ponto em que ele se encontrava no início
de 2011.

Que
avanço.

Olhando em retrospecto, a previsão foi até um tanto
otimista. O ano de 2015 não foi apenas “perdido”; foi de forte
retrocesso
. Assim como também o foi o
ano de 2016
.

E o Brasil não retornou “ao ponto em que ele se
encontrava no início de 2011”. Foi pior. Voltamos
ao ponto em que estávamos em 2010
.

Embora sejam números trágicos, a realidade é que
eles eram inevitáveis. Como este Instituto nunca se cansou de repetir, é
inevitável que a economia — qualquer economia — passe por um período de
profunda correção após vários anos seguidos de manipulações e intervenções
estatais. É impossível sair de um período de crescimento econômico
artificialmente turbinado por políticas heterodoxas (como ocorreu de 2010 em
diante) sem que haja uma forte correção de todos os fundamentos econômicos que
foram distorcidos por esse artificialismo.

E a recessão nada mais é do que essa correção.

Desde o final de 2008, o governo federal brasileiro, de maneira cada vez mais intensa, praticou uma política que envolvia medidas
simultaneamente contraditórias: uma grande expansão do crédito
dos bancos estatais e controle
de preços
; gastos
públicos crescentes
e desonerações
pontuais
; redução
das taxas de juros
e aumento
das tarifas de importação
e da exigência
de conteúdo nacional
(ambas criam reserva de mercado e permitem a prática
de preços mais altos).

A esse conjunto de medidas esdrúxulas foi dado o
nome de Nova Matriz
Econômica
, e seu legado foi o que vivenciamos desde 2015.

A principal lição que fica disso tudo é que nenhuma
intervenção do estado na economia passa impune. No final, a economia sempre se
ajusta. E a intensidade desse ajuste (a recessão) vai depender da intensidade
das intervenções que foram praticadas. Considerando que o governo brasileiro
“microgerenciou” a economia desde 2009, e de maneira cada vez mais intensa, o
período de correção (cujos efeitos sentimos até hoje) não tinha como ser
indolor.

O
“trabalho sujo”

No entanto, há um consolo: desde a queda
de Dilma em abril de 2016
, algumas alterações de rumo foram feitas pelo
governo Temer. Todas elas de extrema importância, mas cujos efeitos benéficos
só serão sentidos daqui a vários anos (levando-se em conta, é claro, que elas
sejam mantidas e respeitadas).

Dentre as principais podemos citar:

* a aprovação do teto de gastos;

* a reforma trabalhista;

* a queda da inflação de preços de quase 11% para 4,50%,
tendo ficado um bom tempo em torno de 3% (o
que, para o Brasil, é uma façanha
);

* a reforma
do ensino médio
;

* a lei da terceirização;

* o fim
da obrigatoriedade de a Petrobras participar do pré-sal
(além da própria recuperação
da Petrobras
, que foi destruída pelo controle de preços
praticado pelo governo);

* a reestruturação
do setor elétrico
(que também foi destruído pelo controle de preços
praticado pelo governo);

* a Lei
da Governança nas estatais
;

* a liberação de 100% de capital estrangeiro em companhias aéreas brasileiras;

* e, principalmente, uma maior restrição à atuação
dos bancos estatais, principalmente do BNDES. Com suas políticas de empréstimos
subsidiados pelo Tesouro (ou seja, por nós), os bancos estatais foram os principais responsáveis
pela desarrumação da
economia
.

Os bancos estatais eram obrigados, pelo governo, a
direcionar empréstimos a juros bem abaixo da SELIC para alguns setores
escolhidos pelo governo — como o setor imobiliário, o setor rural, o setor
exportador, as empreiteiras e os barões do setor industrial. Quem bancava tudo
isso éramos nós, os pagadores de impostos. O governo arrecadava nosso dinheiro
via impostos e empréstimos (vendas de títulos do Tesouro), repassava para os bancos estatais, e estes então emprestavam esse
dinheiro — a juros abaixo da SELIC — para empreiteiras, para compradores de
imóveis, para o setor industrial etc.

Observe no gráfico abaixo que, em decorrência desta
política, o crédito no Brasil foi efetivamente estatizado a partir de 2013,
quando o volume de crédito dos bancos estatais ultrapassou o dos bancos
privados.

cewolf.png

Gráfico
1: evolução dos empréstimos concedidos
apenas pelo BNDES (linha verde), por todos os bancos privados (linha azul), e
por todos os bancos estatais, inclusive BNDES (linha vermelha). Fonte: Banco
Central

Esta acentuada expansão do crédito estatal foi o cerne de toda a desarrumação da economia
desde 2008, e o fato de este crédito estar agora em retração, principalmente o
do BNDES, é digno de nota. E de comemoração. Uma
das causas do atual bom comportamento da inflação de preços é exatamente a contração deste crédito.

Mas ainda há muito a ser feito.

O
Brasil que Bolsonaro herda

Eleito em 28 de outubro de 2018 com mais de 55% dos
votos válidos (quase 11
milhões a mais que seu oponente
, Fernando Haddad, do PT), Jair Bolsonaro
(PSL) herda uma economia que, embora esteja longe de estar plenamente operante
e ainda possua vários problemas estruturais, ao menos está razoavelmente
estabilizada.

Eis alguns pontos que jogarão a favor de Bolsonaro.

Juros e inflação de preços, que eram o principal
problema em 2015, estão hoje em cifras historicamente baixas (em nível de
Brasil). 

A taxa de câmbio, após disparar a partir de
maio e alcançar seu maior valor em setembro (quando o dólar esbarrou
em R$ 4,20
), voltou a cair e se estabilizar em torno de R$ 3,85. 

O setor
elétrico, como dito, foi reorganizado e, ao menos por ora, não apresenta risco
de colapso.

A redução no
endividamento total das famílias (fenômeno conhecido como ‘desalavancagem’) em conjunto com a redução do comprometimento da renda delas com o pagamento do serviço desta
dívida são outros dois fenômenos dignos de nota.

cewolf (1).png

Gráfico
2: endividamento das famílias (linha azul) e gastos com serviço da dívida (linha
vermelha); Fonte: Banco Central

Com a queda destes dois indicadores, que voltaram
aos níveis de 2011, abre-se espaço para uma nova rodada de endividamento
(expansão do crédito) e consumo. Basta que haja um aumento no emprego que para
que ambos os itens voltem a subir. Isso tenderá a impulsionar os números do PIB
no curto prazo, o que sempre ajuda na popularidade de um governante (embora
gere novos desequilíbrios que inevitavelmente terão de ser corrigidos
no longo prazo).

Bolsonaro, se fizer tudo certo, pode se beneficiar disso.

Mas não será fácil. Eis os principais problemas da economia, que
terão de ser rapidamente corrigidos caso Bolsonaro queira que os pontos
positivos acima se consolidem.

1)
O primeiro nó górdio, o qual é inadiável, é a questão previdenciária. Mais
especificamente, a evolução
dos gastos da Previdência. 

A beleza de você recorrer a gráficos é que eles
não permitem tergiversações. Por isso, irei apenas recorrer ao magnífico gráfico montado
por um colaborador deste Instituto
, o qual descreve a situação sem meias
palavras.

grafico 3.png

Gráfico
3: Evolução das despesas correntes do governo federal: quatro rubricas

A coluna da esquerda mostra o valor dos gastos,
em bilhões de reais.

Observe que as despesas com juros, por ora, parecem
estabilizadas. O mesmo pode ser dito da rubrica “demais despesas correntes”
(contas de água, energia, telefone etc. das instalações do governo federal;
automóveis para autoridades políticas; o cafezinho do Congresso; canetas,
computadores, papeis, clipes, grampeadores, telefones para as repartições
públicas; combustível para a locomoção das excelências etc). Tudo indica ser esse
um efeito da lei do
teto de gastos
.

Por outro lado, o crescimento dos gastos
previdenciários já adquiriu um formato exponencial. De 1995 a 2017, eles
cresceram a uma média de 13,7% ao ano, muito acima da inflação de preços (cuja meta é de 4,25% para 2019).

Desnecessário dizer que tal ritmo é completamente insustentável.

2) O segundo nó górdio são os gastos com
funcionalismo público, que, embora cresçam em ritmo menos explosivo que a
Previdência, também aparentam algum descontrole. De 1995 a 2017, cresceram 9,5%
ao
ano
.

Assim, como disse nosso colaborador em seu artigo, a conclusão
é inevitável: caso estes gastos mantenham esta trajetória de crescimento — e,
no caso da Previdência, manterão se não houver nenhuma reforma, pois seu principal problema é
demográfico
, e a população está envelhecendo –, a lei do teto de gastos só poderá ser cumprida se houver um forte
corte nas demais despesas do governo

Mais ainda: não haverá carga tributária que baste
para bancar esse descontrole.

Portanto, no curto prazo, os privilégios do
funcionalismo público terão de ser drasticamente cortados. E vários benefícios
previdenciários terão de ser abolidos, principalmente os de funcionários públicos
aposentados, bem como as pensões que recebem seus familiares
.

A proposta de Paulo Guedes de “privatizar
tudo o que for possível
” e usar as receitas para abater a dívida pública é ótima
e merece todo o apoio, mas não resolve o problema estrutural do aumento dos
gastos com funcionalismo e previdência. É a velha questão da diferença entre
estoque e fluxo: usar receitas de privatizações para abater dívida ajuda apenas em um problema de estoque (a dívida), mas não ataca o problema do fluxo, que é a
necessidade de receitas crescentes para bancar gastos crescentes. O aumento dos
gastos é um problema de fluxo, e necessita de receitas cada vez maiores para bancar esse aumento de gastos. Apenas privatizar estatais não irá resolver, no
longo prazo, o problema do descontrole dos gastos.

3)
O terceiro nó górdio, que decorre destes dois acima, está exatamente nas contas
públicas do governo, que apresentam elevados déficits orçamentários (por enquanto,
sem tendência de queda). Sua consequência imediata é o assustador crescimento da
dívida pública.

O gráfico abaixo mostra a evolução do déficit
nominal 
do governo (tudo o que o governo gasta, inclusive com juros,
além do que arrecada).

grafico 4.png

Gráfico
4: evolução do déficit nominal do governo federal. Fonte e gráfico: Banco
Central

O descalabro começou ao final de 2011 e se
intensificou a partir de meados de 2014. Atualmente, em um período de 12 meses,
o governo gasta R$ 500
bilhões
 a mais do que arrecada via impostos. Ou seja, em 12 meses, o
governo federal se endivida em um montante de R$ 500 bilhões. São R$ 500
bilhões que ele absorve do setor privado a cada 12 meses. São R$ 500 bilhões
que deixam de financiar investimentos produtivos apenas para fechar as contas
do governo.

Como consequência destes déficits, a dívida pública
só faz aumentar. E em modo turbo. Está hoje em módicos R$ 5,4 trilhões.  O gráfico abaixo mostra a evolução da dívida
bruta do governo federal desde julho de 1994. 

grafico 5.png

Gráfico
5: evolução da dívida total do governo federal. Fonte e gráfico: Banco Central

As consequências deste descontrole fiscal são diretas:
um aumento dos déficits e do endividamento faz com que empreendedores e
investidores acreditem que o governo terá de aumentar impostos no futuro (o que
inclui o fim das desonerações). E essa mera possibilidade de aumento de
impostos já basta para cancelar investimentos voltados para o longo prazo.

Afinal, empresas planejam a longo prazo. Investimentos
produtivos são investimentos de longo prazo. E futuros aumentos de impostos geram
custos adicionais no longo prazo e alteram totalmente o cenário no qual as
empresas inicialmente basearam seus planos de investimentos. Como investir
quando não se sabe nem como serão os impostos no futuro?

Elementos como previsibilidade e custo tributário
são cruciais nas decisões de investimento (além, é claro, da burocracia). Mudanças
abruptas que aumentam o custo da tributação (e que, portanto, afetam os
retornos futuros) geram mais incertezas e, como consequência, alteram todo o
planejamento das empresas e inibem seus investimentos.

O que nos leva ao quarto nó.

4)
O
investimento produtivo passou por uma queda profunda e não apresenta sinais de reação.

O gráfico a seguir mostra o que houve com os
investimentos em máquinas, equipamentos, instalações industriais e comerciais,
e infraestrutura no Brasil (a Formação Bruta de Capital Fixo – FBCF).

grafico 6.png

Gráfico
6:

evolução da formação bruta de capital fixo. Fonte e gráfico: Banco Central

Observe que os investimentos pararam de crescer no
segundo trimestre de 2013. De lá para cá, com a intensificação de todos os
problemas estruturais da economia (causados pela Nova Matriz Econômica), os
investimentos já encolheram nada menos que 29%.

Não há crescimento econômico sem investimentos. Não
há empregos sem investimentos. Investimentos — nacionais e estrangeiros — só
ocorrem quando o ambiente econômico e político do país é propício.

Acima de tudo, sem investimentos — principalmente
investimentos de longo prazo, que são mais vultosos e envolvem mais recursos —
não há geração de renda. E sem renda, não há receitas tributárias. Sem receitas,
não há como o governo fazer frente a seus gastos. E aí ele tem de recorrer a empréstimos,
o que aumenta os juros e a dívida. E então recomeça todo o círculo vicioso.

Déficits e endividamento crescentes, portanto, geram
incertezas e imprevisibilidades quanto ao ambiente empreendedorial futuro. Nesse
cenário, é quase impossível empreender, investir e gerar empregos de
qualidade. 

Se não restituir a confiança dos empreendedores e
investidores, enviando um inequívoco sinal de que haverá responsabilidade fiscal (com corte de gastos, e jamais com aumento de impostos), Bolsonaro enfrentará
graves problemas e os investimentos produtivos dificilmente ocorrerão em grandes volumes (sendo que é disso que a economia brasileira urgentemente precisa).

Conclusão

Bolsonaro recebe uma economia melhor do que aquela
que Temer herdou de Dilma. Várias questões estruturais e macroeconômicas já estiveram
muito piores do que estão hoje. Mas ainda há pelo menos quatro nós a serem
resolvidos.

Em um contexto global cada vez mais incerto, é
absolutamente crucial restituir um mínimo de confiança e credibilidade na
economia brasileira, tornando-a atraente para empreendedores de todos os cantos
do mundo.

Por isso, é essencial indicar que as contas
públicas voltarão a ter ordem e que o teto de gastos será mantido. Isso implica
reforma da previdência e ajuste do setor público. Feito o ajuste fiscal, é necessária
uma redução generalizada de impostos (impostos altos não estimulam o
investimento produtivo), inclusive das tarifas de importação.

Igualmente importante é acabar com a participação do
estado na economia, desestatizando
estatais
, ampliado a atuação do setor privado em todas as áreas (em infraestrutura é crucial) e abolindo os conluios corporativistas entre estado e grandes empresas,
que tantas desgraças trouxeram ao país.

Acima de tudo, é crucial liberalizar amplamente
nossos setores produtivos, facilitando o empreendedorismo (sem o qual
não há empregos nem salários).

Para a economia voltar a crescer, os políticos e o
estado brasileiro terão de encolher.

Ao menos Paulo Guedes parece saber disso.

 

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217 comentários em “Os quatro nós que Bolsonaro e sua equipe terão de desatar”

  1. Rapaz, essa foto aí dá até um arrepio (no bom sentido), mas acho que é mais fácil ele desenhar e colorir no livro do que ler (calma, tô zoando…).

    Obrigado pelo artigo com um ótimo compilado de informações, como sempre.

  2. Após 2 anos de recessão e um estagnação, qualquer coisinha de aumento de consumo e investimento fará o PIB crescer forte, pois se está saindo de uma base muito baixa.

    Se Bolso souber surfar isso, e se ele conseguir tomar o nordeste do PT (mantendo bolsa família e permitindo crescimento econômico), ele se reelege fácil com essa popularidade que tem hoje.

  3. Pela primeira vez estou otimista com o futuro. No discurso de ontem Bolsonaro reconheceu o livre mercado, a propriedade privada e a importância do superavit primário.

    Pode ser tudo da boca para fora, mas já mostra uma diretriz correta ao Brasil.

    Não espero um salvador da pátria, mas sendo otimista espero alguém que traga o superavit primário de volta ao país, reduza e controle a inflação, não interfira no câmbio, não aumente o estado, não crie novas PAC’s, não aumente os direitos trabalhistas e reduza de alguma forma a burocracia para empreender.

    O que também seria ótimo, mas nem espero por isso, até pelo viés nacionalista, são as privatizações do correio e da petrobrás, redução de impostos e maior abertura comercial. E também é esperado por mim algumas ações populistas, como um 13° para o bolsa familia ou criação de novos beneficios aos militares.

  4. A moral mercadológica e suas consequências

    Vivemos num tempo de chantagem em que as relações humanas vão sendo poluídas por uma força externa, algo que trabalha com nossos próprios vícios e fraquezas. E o maior exemplo dessa força em ação foi a normalização do outro, não como ser humano, mas como empresa. Isso é o que chamo de moral mercadológica.

    Muito provavelmente você já deve ter visto o vídeo em que Dória aparece com cinco mulheres em um motel; diferentemente de você, que faz cinco contra um, Doria aparece com mulheres reais. O que chamou minha atenção foi os comentários no Facebook, que carregam justamente essa moral mercadológica, era algo do tipo: “Dória comeu 5 mulheres, e isso não é problema nosso, deixa o cara ser feliz”. Ora, então quer dizer que Dória pode trair a mulher dele e isso não pode nos afetar? Até mesmo você, neoliberal, se masturbou assistindo ao vídeo; mas Capital Imoral não pode ser afetado por tamanha sujeira. É isso mesmo?

    Eu gosto muito da doutrina cristã – a verdadeira – porque eles souberam definir essa loucura pelo nome correto: paganismo. Na Roma Antiga era comum mulheres pobres serem tratadas como lixo humano, na juventude eram possuídas por diversos homens e quando chegavam à velhice eram abandonadas. Quem deu dignidade a essas mulheres? A Igreja Católica através da devoção à Virgem Maria e posteriormente com o sacramento do Matrimônio. Tudo isso foi se perdendo com o tempo, estamos retornando ao paganismo romano.

    A maioria das pessoas, atualmente, não estão preparadas para assumir a responsabilidade de um matrimônio. Veja o caso de Rodrigo Constantino, o grande defensor da “moral familiar”, que agora está em processo de divórcio. Quem diria que o bastião da moralidade, que o defensor da instituição do casamento não conseguiria preservar o próprio matrimônio. Onde está o seu deus agora, neoliberal? Podemos tirar uma lição de tudo isso: Quando promovemos uma cultura de mercado, ela se volta contra nós.

    A direita vive um paradoxo existencial: Defendem a inovação proveniente do livre mercado e das livres associações onde tudo tem um valor momentâneo e a qualquer momento podemos descartar coisas ou pessoas. Por outro lado defendem – e querem acreditar – que o casamento é uma sacramento para vida toda, ou seja, quando atinge o nosso rabo não pode haver liberdade, mas quando é o rabo alheio é apenas uma livre decisão. Deixe-me contar um segredinho, neoliberal: O que sustenta o mundo é a fidelidade ao próximo.

    Transformaram o mundo em um grande parque de diversões e não querem assumir as consequências de pessoas imaturas que não são capazes de aguentar as dores de um casamento. Lembro-me quando visitei uma das favelas do Rio de Janeiro, e naquela ocasião conheci uma idosa. Era uma mulher pobre, católica, semi-analfabeta, com 8 filhos e um marido pinguço. Via muitos santos pela casa, mas pouca comida na geladeira; via crianças orando, mas nenhuma educação; enfim, era uma vida pobre numa casa pobre de um jeito pobre. Acostumado aos confortos de uma vida luxuosa fiquei assombrado com tudo aquilo. Perguntei a ela: Você já pensou em abandonar tudo isso? Ela me olhou com um olhar calmo, um olhar que revela a serenidade de uma vida dura, e afirmou: Se eu abandonasse meu marido e filhos, não estaria sendo fiel.

    Você percebe, neoliberal? Aquela senhora era um soldado vivo, que aguentaria o fim do mundo sem abandonar os filhos e o marido. Ela não tinha nada, mas sabia o que era fidelidade.

    Voltemo-nos para o mundo dos limpinhos, para o lugar onde as pessoas moldam a vida em fotos no Instagram e vídeos no Youtube. Rodrigo constantino experimentou o próprio veneno, ele pensou que livros e vídeos sobre moral e bons costumes seria o bastante para criar homens e mulheres de verdade. Ele esqueceu que a “mão invisível” também molda nosso caráter. Ele criou o “bom cidadão”, mas não é isso que cria a verdadeira fidelidade. A verdadeira fidelidade se consegue com algo que transcende o homem e o torna, obrigatoriamente, escravo da verdade. É por isso que o matrimônio é um sacramento para vida toda: Você escolheu, diante da verdade eterna, ser fiel a outra pessoa. Quebrar o contrato matrimonial seria o mesmo que provar sua iniquidade diante dos fatos.

    Como ser fiel a sua própria palavra quando tudo à sua volta se transforma em uma mera escolha sob rescisão?

    A moral mercadológica não somente corrompeu toda essa noção de fidelidade, mas também criou uma sociedade de pessoas instáveis, que têm de tudo, menos força para aguentar uma vida. Agora pode voltar para seu mundinho e por a culpa no “marxismo cultural”. Burro.

    Ps: Eu sei que deveria publicar um artigo sobre Jair Bolsonaro e o futuro do Brasil, mas estou muito triste neste momento e não tenho palavras para definir o abismo em que o Brasil vai entrar. Fica para outro momento.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.

    Email: [email protected]

  5. Os social-democratas deveriam olhar para o Brasil e finalmente perceber que não é com aumento gastos e nem com aumento da intervenção do Estado que um país irá se tornar desenvolvido. Um país precisa ser de economicamente livre para isso ser possível.

  6. Qualquer estrangeiro informado possui imensas dificuldades para compreender como o Brasil chegou nesta situação e não consegue sair. Atendendo clientes pelas Américas do Sul e Central, durante reuniões todos demonstram curiosidade sobre a situação econômica do Brasil e explico mencionando resumidamente o que diz o artigo, pois 9 em cada 10 ficam muito surpresos quando descobrem que o problema é fiscal e não corrupção, pois uma crise fiscal é relativamente fácil de resolver em seus países: o governo corta gastos, equilibra o orçamento e a confiança dos investidores locais retorna.

    Me sinto um alienígena explicando conceitos e fatos como gastos obrigatórios, déficit primário, aumentos para o funcionalismo em plena recessão, estabilidade dos servidores, direito adquirido e aposentadoria sem idade mínima, os questionamentos são sempre:

    -Por que o governo é obrigado a gastar dinheiro que ele nem sabe se vai arrecadar?

    -Déficit primário? Você não quis dizer déficit nominal?

    -Numa economia em recessão o normal é que os salários abaixem.

    -Por que todos os servidores precisam de estabilidade?

    -Direito adquirido se supõe que uma contraparte tem um dever adquirido contra sua vontade.

    -Aposentar aos 50 anos?

    Se nada for feito, o destino do Brasil é o mesmo da Argentina.

  7. Gostaria de perguntar ao Leandro e aos colegas dos comentários:

    E quanto à Reforma Tributária?

    Ela seria tão urgente quanto a Previdenciária ou pode esperar mais um pouco?

    E se ela pode esperar, qual os passos a serem dados até se chagar nela?

  8. Marcelo Marques Costa

    É lógico que houve forte queda nos investimentos. A Lava Jato paralisou o país de propósito, atendendo a interesses estrangeiros. Paralisaram todad as empresas responsáveis por todas as grandes obras de infraestrutura. Só ver o Comperj, a Refinaria Abreu e Lima – faz décadas que o Brasil não construia uma refinaria – os estaleiros, ferrovia Norte-Sul. Tudo isso foi bombardeado intencionalmente. Aí não tem empresário que invista mesmo, ainda mais por causa de uma suposta “previsibilidade de impostos futuros”.

  9. privatizar pra quem?

    Privatizar pra quem? Para empresários globalistas como os Rothschilds, Rockefeller, Soros, Bill Gates e outros?

    O setor elétrico, por exemplo. Vcs propõem vender a Eletrobrás para grupos criminosos como AES ou GE?

  10. Leandro, uma dúvida.

    Você disse que privatizações não resolvem o problema do fluxo, uma vez que ainda existirão gastos com funcionários públicos.

    Mas a privatização de estatais não faz com que haja menos funcionários públicos? Além disso, a privatização aumenta a arrecadação de impostos, como no clássico exemplo da Vale, que paga em impostos 20X mais do que o lucro líquido que tinha quando era estatal.

    Parabéns pelo artigo. Abraço.

  11. Obrigada por este texto! Informação clara é super necessária. Seria tão bom se a população conseguisse entender esta realidade. Seria tão necessário que os políticos do novo Congresso prestassem atenção nisso e realmente ajudassem Jair Bolsonaro a reconstruir um Brasil melhor. Triste que isso é utopia. As “Vossas Excelências” acabam mergulhadas no seu próprio umbigo.

  12. Jairdeladomelhorqptras

    Senhores,

    Muitas dúvidas, justas, sobre o futuro governo Bolsonaro. Mas o momento é de comemorar. Tivemos desde a redemocratização só governos de esquerda (ou centro esquerda se preferirem). Se somarmos os militares estatizantes lá se vão mais de ( 2018 -1964= 54) 54 anos.

    Em todo este período nunca tivemos um presidente que tenha feito as declarações que Bosonaro fez: claramente a favor da propriedade privada, contra burocracia, a favor do armamento da população, a favor do empreendedor, menos Brasília e mais Brasil. Não tenho certeza se será um bom governo. Mas tenho certeza que será melhor que o PT.

    Abraços

  13. Pessoal, o que acham da minha analise? Veja bem:

    Publiquei no meu facebook, veja se isso seria possível, se é muito otimismo:

    Temer com reformas MINIMAS tirou o país da recessão, isso é fato não é argumento.

    Bolsonaro pega o país em uma situação não tão delicada quanto o Temer pegou, mas basta 5 minutos de insensatez e estatismo para COMETER UM SUICÍDIO eleitoral e atolar o país em outra recessão, por isso deixe Paulo Guedes trabalhar que assim seguiremos em frente, os bons resultados demoram para aparecer, prosperidade real e duradoura demanda certos sacrifícios.

    2019:———————————————————————————————————

    -Reforma da Previdência (Primeira coisa se fazer, sem isso não adianta fazer nada)

    -Reforma Trabalhista (COMO PREVISTA NO PLANO DE GOVERNO DELE)

    -Reforma do ESTADO (Diminuição dos gastos, reformulação do modelo de estado)

    -Inicio da privatização de 50 estatais até o final do ano, incluindo Correios e EletroBras

    -Redução da Maioridade Penal para 16 anos

    -Reforma no Código Penal acabando com Saidinha e Regressão de Pena

    -Reforma do Pacto Federativo (descentralização total)

    -Reforma Tributária (Junto redução do imposto de importação)

    -Reforma na legislação empresarial jurídica (Segurança Jurídica para investimentos privados)

    -Acordo de livre-comércio com o Chile, Russia, Estados Unidos e Israel

    -Legalização da Posse de Armas de fogo

    Se fecha o ano de 2019, Brasil cresce 2,5%. Dolar 3 reais, 10 milhões de desempregados

    2020:————————————————————————————————————–

    -Reforma Monetária, Banco Central Independente e livre, contração da base monetária para os próximos anos, redução dos depósitos compulsórios, fim da manipulação do juros permitindo a livre flutuação pelo mercado.

    -Reforma no Setor Bancário ( Extinção de todas as regulações e entraves para abertura e entrada de novos bancos e start-ups, quebra de imediato do cartel bancário)

    -Acordo de livre-comércio com o Canada, Reino Unido e bloco Europeu

    -Reforma no setor Regulatório, Redução Drástica das agências reguladoras, ANATEL, ANAC, ANVISA e afins passam a ser 1/3 do que eram.

    -Privatização de mais 50 estatais até o fim do ano, incluindo Petrobras e a ANAC.

    -Revisão do Código Civil para dar mais segurança jurídica e desafogar o judiciário.

    -Revisão do Código Penal tipificando MST e demais invasores de terras como formação de quadrilha, organização criminosa e TERRORISMO.

    -Legalização do PORTE de Armas

    -Revisão constitucional sob direito de propriedade, fim da função social da propriedade, direito de propriedade absoluto

    Se fecha o ano de 2020, Brasil cresce 4,5%, Dolar a 2 reais, 6 milhões de desempregados, Juros a 4% a.a.

    2021:—————————————————————————————

    -Privatizar as 50 estatais restantes, incluindo Caixa e Banco do Brasil

    -Extinção das Alíquotas de importação

    -Alíquota única do imposto de renda reduzida de 20% para 10%

    -15 Ministérios reduzido para 10.

    -Privatização da Saúde, Educação e Saneamento

    -Anexar Bolsa Família a um programa de Voucher de complemento de renda, para Educação e Saúde privada.

    -Extinção do Minha casa Minha Vida, que causa bolha.

    -Extinção do FIES e demais programas de CRÉDITO

    -Ampliação e abertura do PROUNI

    -Legalização da Maconha

    -Legalização dos Jogos de Azar

    -Privatização de Faculdades Públicas

    Se fecha o ano de 2021, Brasil cresce 6,5%, Dolar a 1,5 Reais, 2 milhões de desempregados, Juros 2% a.a *Renda Média Sobe significativamente*

    2022:————————————————————————————————————–

    -Primeiro Superavit Primário

    -Reforma Política

    -Fim da Reeleição

    -Reforma da Justiça

    Se fecha o ano de 2022 mais cedo devido as eleições. Brasil cresce 8,0% Dolar a 1,0 Real(depende do Juros de Lá), 1 milhão de desempregados, Juros 2% a.a,

    Homicídios caem em 40%, renda média sobe 20% em relação a 2018, déficit público é reduzido em 60%.

    João Amoedo é eleito em 2022, Brasil se torno o país mais próspero da America Latina, o Brasil se torna o país mais fácil de se fazer negócios da America Latina.

  14. Leandro,por ainda não se ter aparecido um artigo em específico sobre o assunto,peço desculpa por fazer um comentário (off topic),eu gostaria muito de saber sua opinião sobre o rumo da economia mundial,mais concretamente a americana,tenho visto vários economistas austríacos muito pessimistas,o que vc pensa de tudo isso?

    Parabéns pelo seu artigo,impecável como sempre.

  15. Votei no Bolsonaro mas não me iludo.

    Paulo Guedes é um bankster a serviço da Nova Ordem Mundial, cujo objetivo é transformar o Brasil em uma “Sociedade Aberta”. Tal conceito, também compartilhado por George Soros, foi criado pelo filósofo Karl Popper e consiste em uma sociedade “pluralística” e “multicultural”.

    Texto do Paulo Guedes publicado no Instituto Millenium em 2008, comemorando a destruição da família e a legalização do aborto pela socialista Bachelet no Chile, que de acordo com ele, tal país “avança célere nos trilhos da Grande Sociedade Aberta” com estas medidas:

    http://www.institutomillenium.org.br/artigos/chile-construindo-uma-sociedade-aberta/

  16. Olá pessoal, Gostaria de saber, se não é melhor usarmos as reservas cambiais junto com as receitas oriundas das privatizações, para abater a dívida pública, afinal boa parte dos países estão diminuindo as posições em dólar, com o temor de que a moeda americana inicie uma derrocada sem precedentes.

    Faz sentido mantermos uma quantidade tão grande de reservas?

    Obrigado

  17. Simplesmente não consigo ser otimista com nenhum político brasileiro:

    – Gastos públicos não serão cortados;

    – Reforma da previdência será meia-boca;

    – Privatização será meia-boca;

    – Com Paulo Guedes ou não, LRF e Teto de gastos serão afrouxados;

    Para garantir um mini vôo de galinha, toca rodar a impressora… e pronto, eis a velha e boa inflação de volta – que precisará ser controlada em um segundo mandato.

    O resto será história, com o pêndulo eleitoral novamente oscilando pra esquerda…

  18. Prezados,

    Estou curioso para saber COMO SERÁ o trabalho da equipe de transição. Bolsonaro e Temer estão escolhendo os nomes e devem começar já, no dia 05 de novembro. Talvez até seja feita alguma votação importante neste final de mandato. De qualquer forma, vamos torcer para que os primeiros meses do governo Bolsonaro resultem numa redução do numero de ministérios e na tão necessária (e adiada) Reforma da Previdência.

    Tirar o PT do poder foi importante demais, agora vamos ver no que vai dar!

  19. Leandro, o que você acha de cobrar mensalidades de instituições estatais de ensino superior, seguindo critérios de faixa de renda? É assim nos EUA? Em efeitos práticos, a qualidade muda? A redução de despesas do governo? Seria como se fosse os Correios?

    Por que a reforma do ensino médio foi algo benéfico? No meu ponto de vista, dando uma rápida leitura, parece que Sociologia e Filosofia não serão mais obrigatórios, né? Se sim, uma ótima oportunidade para escapar da perversão intelectual feita pelos professores, mesmo que eles possam fazer em outras disciplinas.

    No mais, excelente texto. Bolsonaro precisa lê-lo.

  20. Bom dia, parabéns pelo excelente artigo Leandro e equipe IMB e obrigado por serem a luz de sabedoria nas trevas brasileiras.

    Tenho uma dúvida, lendo a reportagem abaixo, como fariam para que as reservas internacionais reduzir a dívida bruta interna? Quais as consequências de curto prazo nos mercados nacionais e mais, em eventual recessão nos EUA em médio prazo reservas menores poderiam deixar o Brasil ainda mais vulnerável?

    http://www.valor.com.br/politica/5958017/guedes-propoe-reduzir-reservas-internacionais

  21. Parabéns ao Leandro por mais este brilhante artigo.

    Esperamos que Bolsonaro tenha a vergonha na cara de cumprir o que prometeu. Pelo menos que ele deixe o Paulo Guedes trabalhar.

    P.S.: além dos livros você não enviou pra ele uma carta com a sugestão de fazer um Currency Board? Deveria. Por que você não envia isso para ele e para o Paulo Guedes?

  22. Excelente artigo como sempre Leandro. Você tem planos de publicar algum livro de sua autoria ? Poderia passar uma bibliografia de economia/escola austríaca que você considere essencial ? Muito obrigado e sucesso em sua jornada. Abraços.

  23. Caixeiro Viajante

    Esse artigo vai ser igual aquele do Macri… aí lá na frente, em 2019/2020, o IMB criará um novo artigo metendo o pau no Bolsonaro pq ele não fez as reformas necessárias (risos)

    O Brasil tem entraves “constitucionais”… se não mudar a Constituição, vai continuar com déficit. Ou gasta ou descumpre a lei e os direitos adquiridos(inclusive de militares).

    E reza a lenda que o estado precisaria de MAIS servidores públicos pra dar conta da demanda do Estado. Então se os gastos com servidores já são altos e temos “déficit” de servidores em várias áreas. De que forma isso será solucionado ? Terceirização irrestrita ?

    O Enganês(zóio torto) que ganhou pra governador do DF já prometeu aumento pra todo mundo…o sindicado da polícia ta rindo a toa.

    Hummm…. veremos as cenas dos próximos capítulos.

  24. Li no valor econômico: Seria possível vender US$ 100 bilhões de reservas, afirma Guedes 

    Segundo a matéria, Guedes pretende fazer uso desses dólares na diminuição do serviço da dívida.

    Agora me pergunto: havendo uma quantidade menor de dólares, em que isso poderia afetar a liquidez das transações? Haveria algum motivo pra investidores externos temerem algum cenário em que seus investimentos poderiam sofrer com a dificuldade do trade e eventual realização de lucros?

  25. “Quem deu dignidade a essas mulheres? A Igreja Católica através da devoção à Virgem Maria e posteriormente com o sacramento do Matrimônio. Tudo isso foi se perdendo com o tempo, estamos retornando ao paganismo romano.”

    Discordo. A dignidade das mulheres vem dos próprios fundamentos da fé cristã (da Bíblia). O próprio Senhor Jesus valorizava as mulheres, no que contrastava com todo o ambiente cultural onde se encontrava. E isso muito antes de a ICAR surgir.

    “A moral mercadológica não somente corrompeu toda essa noção de fidelidade, mas também criou uma sociedade de pessoas instáveis, que têm de tudo, menos força para aguentar uma vida.”

    Isso mostra que o pensamento liberal por si só não é a solução para todos os males. A prosperidade de um país não se resume à questão material. É onde entra o pensamento cristão conservador.

  26. “Até porque para manter vivo a ideologia cristã, tem que se reformulando, se não o evolucionismo a destrói.”

    Isso faz sentido se o cristianismo é visto pura e simplesmente como uma construção social humana. Mas não é o que o próprio cristianismo (no seu texto de base, a Bíblia) ensina. Existe uma só fé cristã, baseada na Bíblia, a revelação de Deus aos homens. Sendo Deus atemporal, seu ensino é igualmente atemporal. O próprio Jesus Cristo assegura que a Igreja, como o corpo de eleitos, fieis nele, não será destruída pelas forças do mundo que militam contra Deus. O evolucionismo não é uma força metafísica em guerra contra Deus (como se existisse uma luta primordial entre os deuses do bem e do mal), pois há um só Deus soberano e onipotente que está conduzindo linearmente a história para um fim conforme Seu decreto eterno.

    Recado para você, liberal:

    “É melhor ter pouco com o temor do Senhor do que grande riqueza com inquietação” (Pv 15.16).

  27. Bela explanação Leandro..

    A sobreposição dos gráficos indicam a contemporaneidade das inflexões das curvas com os acontecimentos recentes do país (eleição do Lula, mensalão, reeleição do Lula petrolão, eleição e reeleição da Dilma e impeachment).

    Que o Governo Bolsonaro implique em mais uma inflexão, mas que dessa vez nos favoreça!

  28. Luis Alfredo Sencovici

    Sabe, como seria bom se um Uol e Folhas da vida tivessem jornalistas que não fossem ativistas socialistas e explicassem a situação como o Leandro demonstra. Como tudo poderia ser diferente…

    Mas isso é impossível, pois estes querem apenas que o país incendeie para seus propósitos ideológicos.

    No mais, se o Temer não tivesse aquele encontro fatídico na calada da noite com os JBS da vida teria tido até uma chance de ter sido eleito presidente, pois teria coisas boas a mostrar. Mas, era também um rabo preso. Azar o nosso…

  29. simplesmente os melhores textos sobre economia, são do Leandro. todos com otimos graficos, varios links de referencia, completo e obrigatório. eu faço questão de divulgar a todos que posso. Parabens, Leandro!

  30. Conheci este site recentemente, como é reconfortante ver que alguém ainda produz conteúdo de qualidade(literalmente desenhado) e propaga a sensatez.Vamos esperar que o Bolsonaro não seja só papo e de fato deixe o Guedes trabalhar.

  31. Matheus da Cunha Cambui

    Desses nós apresentados, o primeiro, vai ser o mais difícil vide que os outros são medidas mais técnicas que não estão no conhecimento popular e pode tramitar sem mais resistência já que não ajuda em nada no populismo esquerdista

  32. Acho que uma solução temporária pro problema da previdência é pagar apenas o teto pras super aposentadorias. Só que nenhum dos dois vai passar.

  33. Bruno Costa Silveira

    Creio que muitos aqui não saibam, mas o filho do Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, é pós graduado ou esta finalizando a pós em ESCOLA AUSTRIACA na UNITALO.

  34. Liberal Inteligente e Educado.

    Ninguém elegeu o Bolsonaro por causa das reformas econômicas que precisam ser implantadas. O eleitor médio votou nele porque acredita que a família brasileira deve ser defendida e que bandido bom é bandido morto.

    Para conseguir dar esse choque de capitalismo que o país precisa será preciso “distrair” essa gente. Nomear o Moro para a Justiça é uma dessas medidas de “distração” que na prática não significa nada. Porém isso não será suficiente. Enquanto as propostas de abolição da previdência (porque reformar não adianta) e de privatização de tudo tramitarem no congresso, coisas como redução da maioridade penal, garantia de décimo terceiro para padres e pastores, além da legalização de tiros na cabeça de criminosos armados com fuzil (porque só com fuzil?) terão quer tramitar paralelamente. Na minha opinião, um preço pequeno a ser pago. Tomara que eles tenham essa sagacidade.

  35. Excelente artigo.O enfrentamento dos juros e a questão previdenciária realmente são prioritários.Como também uma reforma monetária emergencial trazendo a economia real mais próxima da de papel especulativo.E isto demanda uma redução drástica do tamanho do estado.A questão é se teremos condições políticas para tal.

  36. Excelente artigo, Leandro e parabéns Brasil! Eu sei que os Jair Bolsonaro e Paulo Guedes farão o brasil livre economicamente.

    Um questão pra você.. se você é mim, você manteria o dólar ou compraria o real? Obrigada!

  37. E ainda tem o aspecto cultural.

    É apenas o começo de um longo trabalho de desesquerdalização!

    Pelo menos em 2019 o ENEM não terá lacração.

    * * *

  38. “Para a economia voltar a crescer, os políticos e o estado brasileiro terão de encolher.

    Ao menos Paulo Guedes parece saber disso.”

    Sinceramente, PG não pode fazer nada de mais neste governo. Primeiro ele é só um. Depois, os outros ao seu redor não entendem assim. Por fim, o próprio presidente vai tolhê-lo em função das questões políticas no congresso.

    Se ao final do primeiro mandato o Bolsonaro conseguir chegar a 100 estatais só, já vai ser é um lucro grandioso. Tenho minhas dúvidas se vai mexer na previdência e nos impostos por hora.

  39. Minha única "bronca" com os artigões do Leandro hoje em dia é com os gráficos de séries temporais que não são ajustados por um índice inflacionário de preços. Alguns não precisam mesmo, pois representam a própria (M1, M2 etc.)

    Todavia, essas contas governamentais, ao meu ver, deveriam ser arrumadas. Eu mesmo faço aqui e ficam bem interessantes.

  40. Vamos torcer para que Bolsonaro entenda que a eleição já terminou. Agora começa o governo dele. Votei em Bolsonaro e fico satisfeito por ele ter derrotado o PT. Mas agora é hora de conciliação, de diálogo com outros partidos. Reformas importantes não podem mais ser adiadas. Também não gosto das minorias e nem do Politicamente Correto, mas agora o discurso não pode mais ser o mesmo dos tempos da eleição. Ouvir os empresários, os outros partidos, privatizar sem medo para que o Brasil volte a crescer. Talvez assim possa ser preparado o caminho para um presidente liberal em 2022.

  41. Temer já deixou a primeira decisão pra Bolsonaro, decidir se o salário mínimo vigente pra 2019 terá ou não reajuste. Prevejo uma abertura de pernas.

  42. Privatizar ao modo libertário é viabilizar economicamente a auto-gestão

    Privatizar ao modo corporativista é viabilizar economicamente a usurpação

    Paulo Guedes é ligado à maçonaria (como denunciou Dacciolo), ao George Soros e ao Consenso de Washington. Não esperem muito dele.

    No longo prazo, a privatização corporativista é pior do que manter a estatal…

  43. Bolsonaro acabou de assinar o decreto que reajusta o salário minimo para R$998.

    Não sei se era uma obrigatoriedade por conta da aprovação das contas do congresso, é um reajuste de inflação pelo que eu vi. Pelo jeito teve aval do Guedes, portanto eu entendo que foi algo ”obrigatório”. Duvido que Guedes daria aval para fazer uma cagada dessas!

  44. REGINALDO BORGES BARBOSA

    Pessoal, gostaria de indicações de estudos sobre desigualdade social, concentração de renda, consequências e soluções do ponto de vista da escola austríaca.

  45. As distorções aplicadas ao discurso do Bolsonaro do jornal “Red Globo” de 02/01/19 revela seu viés ideológico e compromisso com o atraso (as boquinhas). Os ataques obsessivos, distorcidos e ostensivos a Bolsonaro no jornal são uma pequena amostra da resistência orquestrada da mídia que vem por aí.

  46. Muitos vão discordar de mim. Mas não é viável abolir o salário mínimo sem antes fazer uma reforma monetária que acabe com a inflação de preços (e gere até deflação de preços como ocorreu nos EUA no período de 1870 a 1896)…

    E o pior é que a equipe econômica do governo não está disposta a fazer uma reforma monetária deste tipo…

    Do contrário, como um pai de família sustentaria uma família hoje recebendo menos que o salário mínimo? Impossivel.

  47. Os pobres de direita estão prontos para ser trabalhadores quase informais como o presidente disse? Alguém acha mesmo que empresário vai aumentar salário se os direitos diminuírem? Empresário quer diminuir gastos pra ter mais lucros.

  48. Leandro, me mudei recentemente para os EUA e ontem eu chequei o preço da gasolina em um posto da Mobil. Está bem baixo, dando menos de U$1 por litro. Eu sei que o mercado aqui nesse setor é bem mais livre. Há regulações sobre postos de combustível e nos setores de petróleo? O dólar estar se valorizando é um dos fatores também para a queda, correto?

  49. Jadson Nascimento

    Uma dúvida: Temos um déficit grande comparando a infraestrutura de regiões do país como o Nordeste a infraestrutura do Sul ou Sudesde. O que o governo poderia fazer em relação a isso? Ele mesmo investir ou algo diferente? Comentem o que acham.

  50. Leandro, acho que você pode me responder essa dúvida. Sabe-se que hoje e décadas atrás, citando Itália e EUA, a região norte sempre foi mais rica e desenvolvida do que a região sul. No Brasil, a região sudeste que se encaixa como destaque nisso. Como explicar isso? Por que isso acontece?

  51. O “déficit” da Previdência é fake. O governo transformou contribuições em imposto para tirar verba da seguridade. Na realidade, o rombo das contas públicas decorre dos elevadíssimos gastos financeiros sigilosos, pois sequer sabemos o nome de quem recebe os juros mais elevados do mundo sobre a opaca dívida pública que nunca foi auditada: ou quais bancos receberam quase meio trilhão de reais (de 2014 a 2017) para remunerar diariamanete e ilegalmente a sua sobra de caixa; ou quem recebe os fabulosos ganhos com contrato de swap que nem cambial é, segundo brilhante representação feito por auditor do TCU (TC-012-015-2003-0), entre outros mecanismos que geram dívida pública enquanto os recursos vazam para o setor financeiro. O governo tem justificado a PEC 287 por meio de uma conta fake que produz um “déficit” ao comparar o valor arrecadado atualmente com as contribuições sociais ao INSS – pagas tanto pela classe trabalhadora como empresarial – com todo o gasto com a Previdência Social.

  52. Leandro, ótimo artigo!

    Gostaria de saber se, no caso da adoção de um currency board, a moeda escolhida para ser o “lastro” deveria seguir algum critério? Por exemplo: qual seria a mais “segura” ou “forte”? Dólar? Franco suíço? Libra?

  53. Homi, o Brasil lá tem mais jeito, olha o abacaxi que o cara pegou, olha o congresso que foi eleito, o congresso não vai mudar nada, e quando mudar o STF va barrar, pode apostar.

    Veja a mentalidade da população, as pessoas não tem noção do que é Liberdade. Como se elege um congresso daquele? Vendo a ignorância das pessoas sobre princípios econômicos e principalmente de Liberdade, fica claro que não são o os políticos que vão de 4 em 4 anos procurar votos, é o povo que de 4 em 4 anos vai procurar alguém para cuidar de si próprio. Elegerem um congresso que em sua maioria querem dizer para o próprio povo o que é melhor para eles.

    Vejo como única saída possível de qualquer sociedade para encontrar sua Liberdade, que o próprio povo tome a responsabilidade de suas vidas e não as dê mais a políticos, que as mudanças de Leis e constituições sejam feitas por Plebiscito, implantando um modelo Suíço ainda mais radical em prol da Liberdade, se errarem com medidas populistas, baratas e enganosas no Plebiscito, que aprendam com seus erros e assumam que erraram, pois hoje o povo não se culpa pelos erros de políticos que elegerem, culpam os políticos como se ninguém os tivesse colocados lá. E uma falta de autocrítica e narcisismo transcendente, o defeito nunca esta no povo, mas só nos políticos.

    Regiões que não aceitassem um estado Socialista/Progressita em um Plebiscito, e desejassem se livrar desse estado Expansivo como o nosso, deveriam pedir independência do resto do Brasil, seria árduo no início, mas uma garantia de Liberdade. Estados do Sul poderiam ser uma Suíça melhorada na América Latina, desde que realizassem suas propias mudanças constitucionais e principais leis.

  54. Chibata Austríaca

    Bolsonaro ta aprendendo direitinho com os livros do Mises hein.

    g1.globo.com/economia/noticia/2019/09/10/governo-apresenta-proposta-de-imposto-sobre-movimentacao-financeira.ghtml

  55. “4) O investimento produtivo passou por uma queda profunda e não apresenta sinais de reação.

    O gráfico a seguir mostra o que houve com os investimentos em máquinas, equipamentos, instalações industriais e comerciais, e infraestrutura no Brasil (a Formação Bruta de Capital Fixo – FBCF).”

    Leandro, não sei se você acompanhou, mas vendo esse gráfico que mostra a formação bruta de capital fixo, houve uma forte explosão à partir do meio de 2020. Por que? Milagre econômico? Inflação?

  56. YURI SAO CARLENSE

    Leandro,

    Revendo os nós econômicos existentes em 2018 e tentando conectar com quadro atual parece que alguns nós foram parcialmente desatados.

    Entretanto, vejo algumas críticas vindas de alguns economistas liberais. Como você as enxerga?

    – Falta de ênfase de uma reforma Tributária melhor elaborada com simplificação do sistema tributário, ajudaria a desatar o nó da recuperação do investimento.

    – Falta de ênfase na reforma administrativa: embora o governo termine com o menor número de servidores públicos em 14 anos, aponta-se que houve pouco empenho do executivo pela reforma administrativa. Ajudaria a desatar o nó dos gastos funcionalismo público (para flexibilizar estabilidade, diminuir os salários de ingresso, permitir demissão por excesso de quadros, etc).

    – Uma parcela do ajuste fiscal foi bancado pela população na forma de inflação (algo que até Hélio Beltrão comentou).

    – Nos últimos meses o governo abriu a torneira dos gastos com vários auxílios, indo contra a ideia de ajuste fiscal.

    – Em relação ao nó previdenciário: em 2019, embora a reforma da Previdência tenha sido aprovada, o próprio Bolsonaro atrapalhou a reforma incluindo benesses aos militares que custaram alguns bilhões.

    – No âmbito das privatizações: alguns consideram que, para se ter efeitos consideráveis, tem se que privatizar as jóias da coroa (BB, Caixa Federal e Petrobrás e Eletrobrás). No mais, há críticas ao projeto de privatização da Eletrobrás que foi aprovado com alguns jabutis corporativistas que poderão encarecer o preço da energia no país.

  57. Não sei se já está nos planos deste instituto, mas, agora que o mandato do Bolsonaro chegou ao fim, seria interessante redigir um novo artigo revisitando esses dados, analisando onde houve avanços, o que ainda ficou a desejar e, principalmente, com o Gráfico 3 atualizado. E, claro, uma análise do Brasil que Lula herdará.

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