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Eis um gráfico (atualizado) que assusta e deprime: a evolução dos gastos do governo federal

Que as finanças públicas
estejam em descalabro é um fato que a mídia vive relembrando
diariamente
. Este Instituto possui um artigo detalhado sobre a explosiva situação fiscal
do governo federal, mostrando o crescimento exponencial da dívida pública e o
total descontrole do déficit orçamentário.

No entanto, algo que é
pouco ilustrado — embora seja muito comentado — é a evolução dos gastos correntes do governo federal.

Os gastos correntes são,
em termos gerais, as despesas do governo destinadas ao seu próprio custeio e a
programas de bem-estar social. São as despesas efetuadas com o objetivo de pagar
salários de funcionários públicos, de contratar serviços, de pagar toda a rede
de seguridade social, e de adquirir produtos necessários para a realização de
funções administrativas.

Eis alguns exemplos
práticos de despesas correntes:

* Salários e encargos
sociais do funcionalismo público.

*Gastos com as contas de água,
energia, telefone etc. das instalações do governo federal (os prédios dos
ministérios, das agências reguladoras, das secretarias, do Congresso e de todas
as repartições federais).

* Gastos com a aquisição
de bens de consumo pelo governo. Exemplos: automóveis para autoridades
políticas; armas e veículos para a Polícia Federal; o cafezinho do Congresso;
canetas, computadores, papeis, clipes, grampeadores, telefones para as repartições
públicas; combustível para a locomoção das excelências (inclusive policiais
federais).

* Gastos com a contratação
de serviços terceirizados. Exemplos: faxinas nos prédios da União; consertos de
veículos, de computadores, de aparelhos de ar condicionado etc.; manutenção de prédios,
instalações e equipamentos do governo.

* Gastos com os juros e encargos da
dívida (os quais não devem ser confundidos nem com amortização e nem com
refinanciamento, como
faz Ciro Gomes
).

* Gastos com a Previdência
Social.

Em suma: os gastos
correntes são as despesas com pessoal e encargos sociais; com juros e encargos
da dívida; com a seguridade social; e todas as demais atividades voltadas para
manter a atividade do serviço público.

A evolução descontrolada

Felizmente, essas rubricas
são fáceis de ser coletadas na internet, estando totalmente à disposição dos
interessados.

site do Tesouro,
utilizando dados do SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira do
Governo Federal) (link
aqui
), disponibiliza todas as despesas correntes do governo federal desde
1980.

Dei-me ao trabalho de coletar
os dados a partir de 1995, que foi o primeiro ano completo do real. Os números vão
até o final de 2018.

As rubricas analisadas são:

* Pessoal e encargos
sociais (linha azul);

* Juros e encargos da
dívida (linha vermelha);

* Demais despesas
correntes (linha roxa);

* Previdência Social
(linha verde).

A coluna da esquerda
mostra o valor dos gastos, em bilhões
de reais
.

grafico1.png

Evolução das despesas correntes do governo federal:
quatro rubricas

Comecemos pela notícia boa. É apenas uma.

* O item “Demais despesas
correntes”, que abrange todos aqueles gastos citados acima (aquisição de bens e
serviço pelo governo), começou — pela primeira vez na história do real — a
apresentar uma tendência de estabilização (tendo havido até mesmo uma pequena queda). Após chegar ao ápice em 2015, se estabilizou
em 2016 e recuou em 2017. Seria esse um efeito da lei do teto de gastos?
É bem provável.

Agora as notícias ruins.

* As despesas com juros, que haviam se estabilizado em 2016 e 2017, voltaram a subir em 2018. Trata-se de uma inevitabilidade quando se tem um estoque crescente de dívida, a qual cresce por causa dos seguidos déficits orçamentários do governo federal. Quanto maior o estoque da dívida, maiores serão as despesas com os juros desta dívida.

* Não apenas não há nenhuma
tendência de estabilização nos gastos com funcionalismo público, como, ao
contrário, aparenta ter havido uma aceleração em 2016 e 2018. Os números, por
si sós, sugerem que está havendo ou mais contratação de funcionários públicos,
ou mais aumentos salariais, ou uma combinação de ambos.

* Em 1995, primeiro ano de
FHC, os gastos com funcionários públicos terminaram o ano em R$ 38 bilhões. Em
2002, seu último ano, foram de R$ 75 bilhões. Aumento de 97% em sete anos (estamos
partindo do final de 1995, e não do final de 1994). Isso dá uma média de 10,2%
de aumento ao ano.

* Lula entra em 2003 e sai
em 2010 com esta rubrica já em R$ 169 bilhões. Aumento de 125% em oito anos. Uma
média de 10,7% de aumento ao ano.

* Dilma entra em 2011 e
sai em 2015 (ok, ela saiu em abril de 2016, mas para efeitos práticos
consideremos final de 2015) com esta rubrica em R$ 236 bilhões. Aumento de 40%
em cinco anos. Uma média de 7% de aumento ao ano.

* Temer entra em 2016. Ao final
de 2018, esta rubrica estava em R$ 294 bilhões. Aumento de 24,5%. Uma média de 7,6%
de aumento ao ano.

* Vale notar que Temer foi
ligeiramente mais generoso com os funcionários públicos do que Dilma.

* Não há nenhuma indicação de que os privilégios deste estrato da sociedade — que vive à custa dos impostos pagos por trabalhadores e empreendedores — estão sendo efetivamente atacados.

* Vale ressaltar que, do final 1995 a 2018, estes gastos cresceram a uma média de 9,3% ao ano. Isso é muito acima da inflação de preços, que, de 1996 a 2018, apresentou uma média de 6,32% ao ano.

Por fim, as notícias péssimas.

* Não há o mais mínimo sinal
de controle nos gastos previdenciários. Seu crescimento já adquiriu formato
exponencial.

* Em 1995, os gastos
previdenciários foram de R$ 32,5 bilhões. Em 2018, foram de R$ 587,70 bilhões. Aumento
de 1.580% em 23 anos. Uma média 13,4% de aumento ao ano  contra uma inflação de preços média de 6,32% ao ano.

* Os gastos com a previdência, portanto, cresceram, anualmente, mais que o dobro da inflação de preços.

* Os gastos com
previdência são maiores do que a soma dos gastos com salários e encargos de funcionários
públicos (linha azul) mais todas as demais despesas correntes (linha roxa). E sua
taxa de crescimento anual é muito superior à de todas as demais rubricas. 

* Caso os gastos
previdenciários mantenham esta exponencial tendência de crescimento — e
manterão caso não haja nenhuma reforma, pois seu principal problema é demográfico,
e a população está envelhecendo –, a lei do teto de gastos só poderá ser
cumprida se houver um forte corte nas demais despesas do governo. Mas nenhum
governante terá a coragem de mexer com os interesses da poderosa e privilegiada
casta do funcionalismo público
. Ou seja, o teto será furado e, muito provavelmente,
a lei será revogada, o que poderá gerar grandes turbulências no mercado de títulos
públicos, de juros futuros e de câmbio.

* Não haverá carga tributária que baste para bancar esse escabroso crescimento dos gastos previdenciários.

Conclusão

Não é nenhum exagero dizer
que a questão previdenciária é, de fato, o grande nó górdio da atual situação das
finanças públicas. Funcionalismo
público
vem em segundo lugar — muito embora boa parte dos gastos
previdenciários seja com funcionários
públicos aposentados e com pensões para seus familiares
.

Insistir na necessidade da
reforma da previdência não é, portanto, um fetiche “neoliberal reacionário
anti-povo”. Uma despesa que já é, de longe, a maior entre as despesas correntes,
e que, para piorar, ainda cresce a uma taxa de quase 14% ao ano (sendo que essa taxa
de crescimento também é a maior entre as despesas correntes) não é sustentável.

Ou ela é corrigida
voluntariamente via
reformas
ou ela é corrigida forçosamente pela realidade econômica e pelas
leis da contabilidade. Essas duas não admitem nem mágicas e nem desaforos.

Você, que ainda é jovem,
ou que está na faixa dos 30-35 anos de idade, é bom — aliás, é urgente — começar a poupar e a
investir
, pois dificilmente haverá um INSS para bancar sua aposentadoria
daqui a 50 anos. Questão de contabilidade. E de realidade econômica.

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Leia também:

Uma proposta para uma
reforma definitiva da Previdência

A Previdência Social foi
uma criação genial – para os políticos

A explosiva situação
fiscal do governo brasileiro – em dois gráficos

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152 comentários em “Eis um gráfico (atualizado) que assusta e deprime: a evolução dos gastos do governo federal”

  1. Gráficos que demonstram a evolução de uma série são muito melhores e mais explicativos do que apenas números, que são mais abstratos.

    A situação da Previdência realmente é sem solução. E é inacreditável que ainda haja gente confiando sua aposentadoria e seu futuro a ela.

    Apenas agradeço pelo artigo conciso. Sintetizou bem o descalabro feito com as contas públicas nas últimas duas décadas.

  2. É racional esperar uma abolição gradual da lei de responsabilidade fiscal?

    Imagino que aos poucos vão criando brechas na lei, como aprovar que o Banco Central possa imprimir e repassar ao Tesouro somente até um limite de 5% das despesas totais (por exemplo), claro que isso pode (e irá) aumentar com o tempo.

    Isso envolve também uma abolição da regra de ouro, o governo vai passar a poder endividar-se para financiar gastos correntes.

    Eu fico só imaginando aonde o dólar vai parar nessa brincadeira.

  3. Ou seja: o "neoliberal" FHC aumentou os gastos com funças (na média por ano) tanto quanto Lula e bem mais que Dilma.

    Temer, embora tenha conseguido a meritória façanha de controlar as "demais despesas correntes", também foi igualmente generoso com os funças.

    Realmente, taí um grupo que nunca perde.

  4. Off-Topic.

    Tenho uma dúvida, tenho um dinheiro guardado e estava pensando em dar entrada em um imóvel, apartamento ou casa mesmo, vcs acham que isso é vantajoso ?

    É melhor ter seu imóvel ou viver de aluguel?

    Porque na minha cabeça o aluguel é um dinheiro sem retorno, já o imóvel, vc pode vender depois mesmo que não pegue o valor que pagou, vc reavê alguma coisa.

    obrigado.

  5. Aproveitando o tema:

    “A promessa de alguns candidatos de não usar os palácios da Alvorada e do Jaburu como moradia, para economizar gastos, não reduz custos. Mesmo desocupada, a residência oficial do presidente consome, em média, R$ 430 mil por mês em manutenção, informou a Coluna do Estadão. Os cálculos são do próprio governo, que justifica o pagamento de contas fixas, como água, luz, manutenção das piscinas e espelhos d'água, jardinagem e até cuidados com animais que habitam as redondezas, como as emas.”

    br18.com.br/o-preco-para-manter-palacios/

  6. Como é mais fácil nevar no inferno do que políticos deixarem de ser políticos, só vejo uma alternativa “milagrosa-keynesiana” para (mais uma) “recuperação-vôo-de-galinha”: a volta da inflação.

    Gostaria de ver o comentário (quem sabe um artigo?) do Leandro…

  7. Vendo esse gráfico percebe-se que nenhum dos atuais candidatos conseguirão entregar o país nem igual ao que pegaram em mãos.

    O único que, ao meu ver, conseguiria pelo menos deixar a situação igual seria o Alckmin por ter mais conexões políticas. E nem seria com corte de gastos, seria com vendas de estatais inúteis (as principais nem pensar também).

  8. O que acharia cômico se não fosse trágico é o fato de ver políticos fazendo propaganda totalmente contrários à reforma da previdência e querendo aumentar a qualidade do SUS.

    Isso é quase um estelionato, tendo em vista que ambos fazem parte da seguridade social.

  9. Eu me lembro quando Samuel Pessoa e Fábio Giambiagi começaram a falar que a Previdência era uma bomba-relógio: em 2006. Ali, os gastos estavam em "apenas" R$ 160 milhões. Desde então, absolutamente nada foi feito.

    Já era.

  10. Dependendo do tamanho do colapso das contas públicas, o fim do Brasil poderá ser o mesmo da URSS: a dissolução do país em pequenas repúblicas independentes após o colapso da nação em si decorrente da falência financeira e desordem absoluto em todos os setores.

    Se nada for feito para anemizar a tragédia que se avizinha, daqui a 60 anos, o Brasil existirá somente nos livros de História.

  11. Boa noite a todos.

    Não me levem a mal, mas… acredito que quem está reclamando do atual estado das contas públicas foi contra à volta da CPMF. Não é o caso de ter humildade para admitir que teve um posicionamento errado? Não estaria o governo com mais folga em seu caixa caso a medida tivesse sido aprovada, obviamente?

    Abraços.

  12. Boa noite!

    Eu acho que esse site é o melhor da internet mas eu ainda possuo dúvidas interiores…

    Se de uma hora para outra( ou planejado ) todos os funcionários públicos e os “Super Amigos”(Grande mídia, Grandes empresas) resolverem cruzar os braços como ficamos?

    Pois penso que os funcionários públicos já sabem que vão perder privilégios e irão fazer várias greves( mais do que já fazem), ou até uma União de todas as categorias(saúde, educação,segurança…) com o auxílio dos “Super Amigos” vai ficar muito mais difícil viver aqui hein?

    Eu pergunto á vcs quem vai ter coragem para mexer nisso?

    Quem vai ter coragem para arriscar seu próprio pescoço, de familiares e de terceiros nessa empreitada?

    Obs.: Não vejo luz no fim do túnel

  13. A reforma da previdência vai acontecer por bem ou por mal. Democracias não se sustentam com hiperinflação. A dificuldade é vencer a resistência dos grupos organizados de pressão sobre o congresso, a saber, os funcionários públicos, lavradores, sindicatos, e toda sorte de parasitas dos pagadores de impostos.

  14. O que pode reverter esse quadro fiscal é um Bolsoshock (alusão ao Fujishock) caso se Bolsonaro seja eleito. Se for Haddad, aí meu amigo, se segure onde puder(Dólar a 10 reais e Inflação de 20% ao ano já no primeiro ano do governo Haddad)

  15. Primeiramente parabens pelos gráficos e pelas considerações!

    Apenas como observações acho que colocar a previdência de funcionários públicos e do regime geral no mesmo bolo uma vez que não são o mesmo tipo de despesa, apenas protege o funcionalismo acobertando o seu absurdo . Também gostaria de ver para efeito de coerência e justiça uma série histórica da previdência do regime geral que mostrasse as décadas em que essa conta ficou superavitaria e que o governo se beneficiou…

    Grato

  16. É interessante notar que a rubrica "demais despesas correntes" se manteve bem comportado no governo FHC, deu uma ligeira disparada no início do governo Lula, mas depois se estabilizou, voltou a acelerar no fim do governo Lula e por fim despirocou geral no governo Dilma. De 2011 a 2015, a curva chegou a apresentar crescimento exponencial.

    A companheirada de fato mamou bonito no governo da Anta.

  17. Para vocês, como seria o governo Bolsonaro?

    Paulo Guedes iria privatizar tudo? As reformas passariam? Governo iria pra frente?

    Pra mim, toda a população e o congresso, ia ignorar as ideias e passar a ser contra as propostas só porque as mesmas vem do Bolsonaro.

    Assim como o PT faz, vota contra tudo aquilo que é proposto por não petista…

  18. O Brasil, diferente das grandes nações, nunca teve de passar por um conflito civil-militar que abrangesse todo seu território e incomodasse as elites governantes, mas de algum modo,um dia a conta chega e vai ser obrigatório despertar.

    Complicado mas é o choque da realidade, e graças a Deus que a Matemática é imanente.

    Não se dobra a ideologias ou modismos.

  19. Leandro, por que o estado de São Paulo ainda não passou por uma crise fiscal, como o Rio de Janeiro por exemplo?

    Qual foi o legado econômico deixado pelo Alckmin? Teve alguma relação com os governadores anteriores?

  20. As elites simplesmente não aprendem com a História. Será que teremos uma “Revolução Americana” ou uma “Revolução Francesa”?

    * * *

  21. A reforma da previdência proposta pelo governo mesmo que seja aprovada na sua íntegra não representa nenhum corte de gastos, apenas um menor crescimento dos gastos estatais futuros;

    Com o lento da economia, até o final do ano veremos a falência múltipla dos estados e o governo federal se verá na miserável situação de socorrê-los, pois foi a barganha que o Paulo Guedes arranjou, pressão dos governadores nos deputados federais para aprovar reforma da previdência em troca de socorro financeiro aos estados, trocar um corte de gastos imaginário no futuro distante por dinheiro real no prazo de 2 anos, pense numa barbeiragem;

    A economia brasileira não possui produtividade nenhuma para concorrer no exterior com os produtos industrializados, não haverá investimentos em expansão de produção com tamanha capacidade ociosa, as famílias estão endividadas e boa parte vivendo de bicos, não há de onde vir o crescimento sem profundo cortes nos gastos do governo, coisa que este país jamais fez;

    Os equinos no poder e os primatas que votam acreditam que exportar commodities e acumular dólares em contas no exterior é vantajoso para o país, enquanto uma rede de mercado de classe A no Brasil como o Pão de Açúcar tem menor variedade de produtos que uma rede de mercados populares como o Dia % na Espanha.

    O cenário externo não é dos melhores, este próprio site demonstrou a proximidade de uma recessão nos EUA:

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2971

    Onde está a saída para o cidadão comum brasileiro se salvar de tanta desgraça econômica?

  22. Boa tarde

    O dado que eu tenho é este: Em 2018 a previdência social brasileira total (RGPS E RPPS) gerou um déficit previdenciário de R$ 379,6 bilhões.

  23. Cinco dias atrás o Kim Kataguiry twitou o seguinte:

    “Hoje o Banco Central mantém uma reserva de 380 bilhões de dólares que são utilizados para proteger nossa moeda de ataques especulativos e possibilitar o comércio internacional, as variações cambiais que incidem sobre essa reserva são enviadas para o Tesouro, quando positivas, ou “cobertas” pelo Tesouro, quando negativas. O projeto que relatei vem para acabar com esses repasses e permitir que o BC destine o resultado dessa variação para um fundo que irá justamente absorver os impactos da variação cambial sobre a nossa reserva!”

    Pra mim isso não parece fazer muito sentido. O BC envia a diferença de variações cambiais para o Tesouro? Tipo, quando o dólar aumenta vai dinheiro do BC pro Tesouro? Alguém tem um link pra um artigo que explique esse mecanismo?

  24. Alguém pode por favor explicar o que é esta nova confusão do crédito adicional que o Bolsonaro tem que pedir para o congresso?Tem gente falando que faltará dinheiro para pagar os aposentados em julho de 2019 casa não seja aprovado.

  25. Macri está sofrendo o mesmo que Bolsonaro, nada do que ele propõe é aprovado. Se continuar desse forma podem preparar o visto para a Austrália ou Estados Unidos até 2022, porque a esquerda vai voltar mais radical do que nunca.

  26. Esse artigo foi escrito em 2009. Atualmente em maio de 2019, com tudo o que já foi detectado e publicado, duvido que alguém ainda possa classificar o aquecimento global como “fraude”.

  27. Leandro, tenho uma dúvida sobre a curva dos gastos com previdência. Nestes gastos já está descontada a parte que retorna via imposto de renda?

    Segunda pergunta: pensando como governo, não seria mais fácil fazer um reforma mais simples, apenas aumentando a idade de aposentadoria e depois fazer uma reforma tributária zerando impostos indiretos e aumentando a aliquota de IR?

  28. Pessoal, achei esse gráfico falando dos gastos estatais com relação ao PIB, através deste link. Notem que em 1964 era de apenas 11,71% do PIB e, com o fim do regime militar, estava em 9,87% do PIB. Não era para o gasto estatal ter explodido, já que pelo que se sabe a dívida externa aumentou estrondosamente (a dívida interna infelizmente não encontrei) e os militares se caracterizaram por ter um governo altamente estatizante, com custeio de várias obras e criação de várias estatais? Por que em 1990 o gasto disparou para 19,29% do PIB?

    O que vocês acharam do ESC, a Empresa Simples de Crédito, do Bolsonaro?

  29. Já tão dizendo que, dada a situação fiscal do país, o governo brasileiro pode entrar em shutdown. Isso é verdade? O shutdown é inevitável?

  30. agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/24415-setor-de-servicos-cai-0-7-em-marco-e-acumula-tres-meses-de-resultados-negativos

    Tudo indica uma retração do PIB 1º tri 2019.

    A economia deste país aguenta mais um período recessivo?

  31. Não existe nenhuma maneira de reduzir os gastos com o funcionalismo público? Me irrita saber que há um “direito adquirido” que não pode ser modificado. Se tem que cortar gastos, reduzir salários, ou até mesmo demitir funcionários, isso deve ser feito. Se na inciativa privada é assim, no Estado deveria ser da mesma forma. Esperamos quebrar, para depois todo a população ajudar a consertar. Toda não, porque quem está desempregado, pois não tem nenhum “direito adquirido”, só contribui quando pode e necessita. Funcionário público é parte do sistema Estado, que os contribuintes pagam para “usufruir” de seus serviços prestados, logo o Estado poderia ser modificado pelos mesmos. Se alguém souber de algum país em que reduzir salários e demitir funcionários públicos é possível antes de uma situação de emergência e prejuízos para a população, eu ficaria grato.

  32. Alguém disse:

    “Ademais, em última instância, ambas (a previdência de funcionários públicos e do regime geral ) as previdências são financiadas via impostos extraídos do setor privado (afinal, os salários dos funças são pagos com impostos).”

    1. A previdência não tem receita própria?[b] Os trabalhados pagam um valor à previdência que é discriminado no contra-cheque, ela não é financiada com o dinheiro de impostos no geral.

    2. Se a previdência tem receita própria, [b]não faria mais sentido incluir nesse gráfico apenas o déficit da previdência?

  33. Caro Thiago: Acho interessante ter mais 2 gráficos:

    a) Um com os mesmos números mas com os gastos trazidos a valor presente, tirando a inflação da mesa, e deixando evidente somente os aumentos reais.

    b) Outro com os gastos em percentual do PIB do ano em que foram realizados.

  34. Se o governo investisse em vez de pagar juros sobre juros da dívida, em vez de desonerar impostos das empresas, em vez de praticar a regressaão de impostos, em vez de não taxar os ricos…. aí teríamos empregos, mais gente trabalhando, mais gente recolhendo seu inss, emprego formal normal em vez de trabalho precário, não haveria deficit na previdencia. Poderíamos ficar velhos.

  35. Resumindo, de FHC a Bolsonaro, o presidente que menos gastou foi a Dilma e como eu sempre digo, ruim com Dilma, pior sem Dilma….. bora fazer arminha pois acabo de ler que o exercito irá equipar os batalhoes de fronteiras com mesas de sinuca, olha que chik. ….Chupa Dilma… a mamata acabou!

  36. Se a capacidade de endividamento do país estivesse sendo utilizada para se desenvolver o país (e não para encher o bolso dos bancos), seria plenamente possível aumentar os gastos sociais. Aliás, é exatamente devido à política atual de endividamento que a arrecadação cai, gerando-se os propalados "déficits primários", que os neoliberais adoram propagandear. E ainda tem outro porém que não foi levantado no artigo. Não são somente os juros que são pagos, existem as despesas com correção monetária de títulos que são atrelados ao IGPM e IPCA, por exemplo. Portanto, acredito que o Ciro esteja certo sim em em incluir o pagamento do principal na pizza que corresponde à todos os gastos do governo. Saiam da sua bolha neoliberal e enriqueçam o diálogo confrontando com a realidade.

    Que eu concorde com o assistencialismo da previdência social, principalmente com as pensões de mulheres e filhas de militares que não se casam para não perder a “mamata”? Obvio que não. A reforma da previdência deveria cortar privilégios e proporcionar mais justiça social para quem passa a vida inteira ganhando X, contribuindo 0.11 de X (taxa anterior) e depois que se aposenta recene X/2, ou sabe-se lá qual o denominador. Ester país é muito injusto e os mais injustiçados somos nós, trabalhadores, que dependem da renda do trabalho para sobreviver e não dos rendimentos pagos pelo governo, como acontece com os 1% mais ricos. Leia, O Capital do século XXI de TOmas Pikety. É esclarecedor para vocês “Misensses”.

    Até logo!

  37. O Brasil escolheu perder.

    Desde o último dia 30/10, escolheu esse (des)caminho.

    E não seguir com os programas de reformas (como a da previdência, feita há 3 anos) como as administrativa e fiscal, já entregues no congresso, mas que não vão andar mais.

    E de não seguir com as desestatizações (como foram Liquigas, Brdistribuidora e Eletrobras), esqueça-se privatização dos Correios, por ex.

    Se voltará ao desenvolvimentismo baseado no Estado, com elevação da rubrica, e até o teto de gastos irá ser destruído, sem contar no acréscimo (dos 25 hoje) de mais dez ministérios chegando a insanos 35…

    O país não aprendeu com a crise dos anos 2010.

    E não soube correlacionar o básico, de que essa crise – ”só” a maior depressão econômica da história do país – foi iniciada com o perdularismo do gasto público nos anos 2000.

    E dessa vez não vai ter janela demográfica que salve isso.

    O ponto de inflexão disso é nessa década de 2020… e é sabido que outra reforma previdenciária vai ter de ser feita, ou a banca vai ruir.. de vez.

    É game over pra o Brasil.


  38. 4lex5andro 21/11/2022 12:45

    O Brasil escolheu perder.

    Desde o último dia 30/10, escolheu esse (des)caminho.

    E não seguir com os programas de reformas (como a da previdência, feita há 3 anos) como as administrativa e fiscal, já entregues no congresso, mas que não vão andar mais.

    E de não seguir com as desestatizações (como foram Liquigas, Brdistribuidora e Eletrobras), esqueça-se privatização dos Correios, por ex.

    =====Lembrei-me agora de um funça, que tempos atrás em rede social defendia que os Correios continuassem como estão, pois afinal, são “do povo”. Obviamente o bonito jamais teve uma correspondência extraviada, a exemplo de que aqui escreve.

    Se voltará ao desenvolvimentismo baseado no Estado, com elevação da rubrica, e até o teto de gastos irá ser destruído, sem contar no acréscimo (dos 25 hoje) de mais dez ministérios chegando a insanos 35…

    O país não aprendeu com a crise dos anos 2010.

    E não soube correlacionar o básico, de que essa crise – ”só” a maior depressão econômica da história do país – foi iniciada com o perdularismo do gasto público nos anos 2000.

    ====Relaxa, amigo! O importante é que o amor venceu o ódio, agora teremos para valer banheiros unissex e o horário de verão de volta, sem contar a picanha com cervejinha todo final de semana! (estes últimos pelo menos até o povão aprender o quê significa essa figura de linguagem).

    E dessa vez não vai ter janela demográfica que salve isso.

    O ponto de inflexão disso é nessa década de 2020… e é sabido que outra reforma previdenciária vai ter de ser feita, ou a banca vai ruir.. de vez.

    É game over pra o Brasil.

    =====Quem sabe tornar-se uma Argentina lusófona não seja um futuro e bom aprendizado aos brasileiros? Cada sujeito que digitou 13 e confirmou em seguida na urna deveria ter garantido seu quinhão consequencial, para depois tentar resolver tudo “fazendo o L”. Repito aqui no blog: avisados e alertados foram a 3 por 2. Que recebam com alegria o que lhes é devido e aprendam “a amar o Grande Irmão”, com sua voz rouquíssima e barba branca.

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