“Como proprietário, estou pensando no longo prazo e
adotando uma visão mais global”. Essas foram as palavras de Eric Mason,
proprietário de uma franquia da rede de fast-food Chick-fil-A, em
Sacramento, Califórnia.
Mason estava falando sobre seus empregados e suas
vendas. Ele acredita que restaurantes bem-sucedidos são uma consequência de
funcionários bem pagos e satisfeitos. Foi por isso que ele anunciou
que estava concedendo aumentos para seus empregados, elevando os salários
de US$ 12-13/hora para U$ 17-18 por hora. (Equivalente a
quase R$ 10.800 por mês).
O fato de Mason estar elevando o salário de seus
empregados para um valor muito acima do salário mínimo estipulado pelo governo
da Califórnia (que é de US$ 11 por hora) é um lembrete de como os comentaristas
de esquerda são desinformados quando falam emotivamente sobre “exploração” e
“salários estagnados”. Eles podiam aprender muito com este fato. O empreendedor
Mason enxerga com clareza algo que eles não veem: trabalhadores mal pagos são incrivelmente caros.
E eles são caros porque não são muito produtivos.
Como diz corretamente o ditado, você recebe aquilo pelo que você paga.
Trabalhadores mal pagos não precisam fazer um bom serviço simplesmente porque
eles não estão sendo compensados por isso. Empreendedores que desejam que seus
negócios prosperem precisam de empregados que se sintam bem recompensados.
Mason demonstra saber disso.
Entrevistado pelo jornal The Washington Post sobre sua decisão de aumentar os salários de
seus empregados, Mason disse:
“O que esse salário (muito acima do salário mínimo) faz pelo empreendimento é
fornecer consistência e manter pessoas que possuam relacionamentos com nossos
clientes; e irá construir uma cultura de longo prazo”.
“Cultura de longo prazo” é a questão crucial aqui. O
ponto de Mason é que a rotatividade de empregados é algo bastante custoso. E
gerador de ineficiências e perdas. Treinar empregados que logo irão sair da
empresa não apenas é um desperdício de tempo, como também é péssimo para os
negócios.
Clientes frequentam e privilegiam determinados
restaurantes por vários motivos. Consistência em termos de qualidade da comida
e dos serviços, assim como uma atmosfera agradável e receptiva claramente são
fatores determinantes. E cada uma destas qualidades tem mais chances de ser
encontradas em restaurantes que retêm seus empregados no longo prazo.
Tudo isso demonstra claramente como pode sair caro
para um empreendedor remunerar mal seus melhores empregados. Fazer isso
significa afugentar empregados capazes de memorizar com maestria o menu, de
criar uma “cultura de longo prazo”, e que irão conhecer vários clientes pelo
nome e pelo pedido.
Essa constatação de Mason é tão antiga quanto o
fenômeno dos lucros. Henry Ford já havia entendido, há muito tempo, o que Mason
demonstra entender agora. Empregados mal pagos são um fardo para os negócios.
Ford duplicou
o salário básico de seus empregados em 1914. A lenda é que ele fez
isso para possibilitar a seus funcionários comprarem Fords. Falso. A verdade é
que ele aumentou o salário de seus empregados para diminuir a
rotatividade deles. Em 1913, a rotatividade de empregados na economia americana
era de incríveis 370%. Isso limitava a capacidade de Ford de obter lucros.
Falando claramente, salários baixos estavam custando muito caro a Ford e à sua
empresa. Assim, ao aumentar os salários e diminuir a rotatividade, Ford reduziu
seus custos trabalhistas, pois não mais tinha de treinar novos empregados.
Tudo isso mostra como é insensata a popular crença
da esquerda de que empresas só prosperam quando pagam o mínimo possível para
seus empregados. Por uma questão de lógica básica, é impossível fornecer
produtos e serviços de qualidade quando sua mão-de-obra produtiva é mal remunerada e está
insatisfeita. E sem produtos e serviços de qualidade, nenhuma empresa prospera
em um mercado competitivo.
É de se perguntar: aqueles que acreditam que empresas crescem por meio
da exploração de empregados realmente acreditam que as visões de Mason e Ford
sobre salários representam uma minoria? Empresas bem gerenciadas, de todos os
tipos e tamanhos, sabem muito bem que empreendimentos só prosperam quando seus
empregados aparecem todos os dias para trabalhar, e motivados e inspirados.
Empreendedores e CEOs de sucesso sabem que a parcimônia nos salários não é o
caminho para os lucros.
Acima de tudo, todo empreendedor sabe que empreendimentos lucrativos são aqueles que pagam
bem a seus empregados. Funcionário bom e produtivo tem de ser mantido a
todo custo. E quando o funcionário é bom, seu alto salário é pago com gosto.
Quando a General Electric se tornou uma blue chip na
bolsa americana na década de 1990, seu apelido era “Generous Electric“, tão generosos eram os
salários e bônus pagos a seus empregados. À mesma época, dizia-se algo
semelhante sobre a Time Warner: a anedota era que a empresa retinha seus
funcionários por meio de “algemas de ouro“.
Tão temeroso ele estava de perder seu capital humano para as startups do Vale
do Silício, que o Goldman Sachs começou a distribuir generosos bônus para seus
empregados durante o boom da internet no final da década de 1990.
Atualmente, os leitores podem simplesmente olhar
para a Amazon. É uma das cinco empresas mais valiosas do mundo. Não
surpreendentemente, os salários pagos pela Amazon são bastante impressionantes.
E qualquer um que duvide disso deve apenas observar a acirrada
concorrência que está havendo entre as cidades americanas para ver qual
será agraciada com a segunda sede da gigante (a original está em Seattle).
Achou os exemplos acima muito corporativos? Acha que
eles envolvem apenas assalariados com formação acadêmica? Quer exemplos de empresas menores fazendo o mesmo?
Pois não. Considere o setor de encanamentos. Em uma matéria
que saiu na primeira página do The
Wall Street Journal, em maio, foi noticiado que uma pequena empresa no
Colorado, chamada Neuworks Machanical, está oferecendo a seus encanadores
“barris de Chope no local de serviço”, máquinas de espresso com grãos torrados,
churrasqueira e, já em construção, um estúdio de ioga. Outra empresa de
encanamento, agora em St. Louis, oferece fliperamas modernos e uma “sala de
descanso”, ao passo que outra empresa pequena e obscura, descoberta pelo Journal, oferece a seus empregados
massagens e tratamentos de spa.
Quem
atrapalha tudo?
Mas, se oferecer salários altos é o segredo, por que
então há tantos casos de salários baixos e mão-de-obra mal remunerada ao redor
do mundo?
Há vários motivos, mas eis os três principais:
1)
O primeiro motivo é fácil, mas creio ser o mais raro de todos: empreendedores
sem visão. Pessoas assim existem em todas as partes, mas não têm como ser
majoritárias, simplesmente porque pessoas assim não duram muito tempo no
mercado.
O que nos leva para o segundo motivo.
2)
Baixa acumulação de capital.
Somente um fenômeno é capaz de aumentar os salários
de todos os diferentes tipos de trabalho e, por conseguinte, o padrão de vida
das pessoas: a acumulação de capital.
Quanto maior a quantidade de bens de capital
utilizados por um trabalhador, maior será sua produtividade.
Um operário americano chega a ganhar até cem vezes
mais que um indiano não porque ele é mais trabalhador ou mesmo mais capacitado.
A explicação é muito mais simples: o americano utiliza cem vezes mais capital
investido pelo mercado (máquinas, ferramentas, instalações industriais, meios
de transporte etc.) que seu colega indiano.
O capital investido é o que aumenta a produtividade,
os salários e, consequentemente, o padrão de vida de uma sociedade. A
acumulação de capital, ao tornar o trabalho humano mais eficiente e produtivo,
é o que permite aumentos salariais para todos. Trabalhar menos e produzir mais
é o resultado direto da acumulação e do uso do capital.
Consequentemente, aqueles sistemas econômicos que
mais favorecem a poupança (é a poupança o que permite os investimentos que
criam bens de capital) e a acumulação de capital são os mais benéficos para os
trabalhadores, inclusive os pouco instruídos.
Mesmo pessoas pouco instruídas podem se tornar muito
mais produtivas — e, logo, terem aumentos salariais — caso sejam dotadas dos
bens de capital adequados.
3)
O terceiro motivo é direto: regulações trabalhistas e encargos tributários
sobre a folha de pagamento.
Baixos salários, insatisfação e até mesmo
“exploração” são fenômenos típicos de economias amarradas pelo governo. A
lógica é direta.
Em uma economia livre e dinâmica, na qual sempre há
oportunidades de emprego, se um indivíduo tem um emprego do qual não gosta ou
no qual se sente desprestigiado, ele simplesmente pede para sair deste emprego
e vai à procura de outro. Sendo ele competente em sua área, os empregadores irão
lhe disputar acirradamente, fornecendo benefícios e salários altos. Afinal,
sendo ele competente e produtivo, aquele empregador que lhe oferecer um simples
aumento salarial e o conseguir como empregado terá enormes lucros. Os
empregadores disputariam esse trabalhador.
Logo, em uma economia livre, é o trabalhador quem
estipula o próprio salário.
Já em uma economia amarrada pelo governo, na qual há
poucas oportunidades de emprego, e o próprio ato de contratar alguém legalmente
é extremamente caro [no Brasil, encargos sociais e
trabalhistas dobram o custo de um empregado], o trabalhador fica sem
opção. Nesta economia amarrada pelo governo, aquele trabalhador que não gosta
do seu emprego ou não se sente valorizado não tem nenhuma opção. Se ele pedir
demissão, dificilmente encontrará outro emprego legal — pois a economia é
amarrada e os custos trabalhistas são altos.
Assim, quanto mais regulada e burocratizada a
economia, e quanto maiores os encargos tributários sobre a folha de pagamento,
menores as disponibilidades de emprego, menor o poder de barganha dos
trabalhadores, menores os salários, maior a insatisfação, e maiores as chances de
abuso.
Em suma: se o mercado de trabalho é engessado por regulações
trabalhistas e tributos sobre a folha de pagamento — os quais encarecem
sobremaneira o preço do trabalho legal –, o governo está simplesmente fazendo
com que empreender e gerar empregos legalmente seja proibitivo em termos de
custos. Consequentemente, a mão-de-obra de qualidade mais baixa terá
dificuldades para encontrar empregos formais, pois não é produtiva ao ponto de
gerar mais receitas do que custos para seus empregadores. Seu poder de barganha
será nulo, não haverá disputa por sua mão-de-obra e seus salários serão
permanentemente baixos.
Não culpe os capitalistas. Culpe os políticos.
Conclusão
Tudo o que foi descrito acima mostra a dimensão do mito de que os
salários estão estagnados nos EUA. Se isso fosse verdade, será que as empresas
estariam pagando tanto e oferecendo tantas benesses com o intuito de conquistar
e manter empregados? É verdade que há vários empreendedores e CEOs que são
espertos o bastante para saber que uma força de trabalho satisfeita significa
consumidores satisfeitos, mas essa atual disputa por trabalhadores é resultado
da busca por talentos entre as empresas. E isso é o oposto de estagnação salarial.
Salários estagnados pressupõem ausência de
crescimento econômico e uma escassez de empresas de sucesso. Nada disso se
observa nos EUA, que são sede das principais e mais valiosas empresas do mundo.
Em uma economia dependente de pessoas, é apenas natural que as pessoas que
integram as empresas americanas estejam sendo pagas cada vez mais, e ganhando
benefícios cada vez mais criativos. Tão impressionantes são os benefícios pagos
nos EUA, que até mesmo redes de fast food
têm de dar aumentos salariais para concorrer no mercado de trabalho.
Portanto, ao passo que vários comentaristas de
esquerda genuinamente desejam o melhor para os trabalhadores, muitos ainda
acreditam na falsa ilusão de que empresas prosperam quando minimizam os
salários de seus empregados. Impossibilidade lógica. Elas não podem se dar a
esse luxo. Elas têm de batalhar por empregados e se esforçar para pagar o
máximo possível, pois, caso não consigam obter e manter os melhores empregados,
estarão no caminho certo para a irrelevância.
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Leia também:
A “necessidade do
trabalhador” e a “ganância do empregador” são irrelevantes em
determinar salários
Sim, o trabalho
assalariado é uma mercadoria – e é isso o que o protege contra abusos
Como o capitalismo e a
globalização reduziram os preços e trouxeram progresso para todos
Grande texto. Eu conheci um cara que pensava assim,que tinha que pagar bem,porem,hoje esse texto so confirmou que eu estava totalmente errado. Tive empresa e quis economizar com funcionario e seguir tudo certinho,isso me ajudou a falir e ir para a ruina.
Eis uma coisa que eu nunca entendi: se é tão fácil enriquecer abrindo uma empresa e "explorando" seus empregados (como a esquerda jura que 11 entre 10 capitalistas fazem) então por que esses esquerdistas não estão milionários abrindo empresas e explorando? Será que eles odeiam dinheiro? Conhecendo a esquerda e seu dinheirismo, tenho certeza de que não é por esse motivo.
A verdade é que quem critica salários nunca não só não empreendeu como também nunca nem sequer empregou ninguém.
Excelente artigo!
A burocracia política brasileira corrompe a livre concorrência e, consequentemente, a vida dos empresários e dos trabalhadores. A Novo Nordisk, empresa dinamarquesa, chegou ao Brasil oferecendo grandes salários à época. A posteriori, após reconhecer que “brasileiro é acostumado com baixos salários”, reduziu drasticamente a remuneração de seus empregados. Em síntese, o problema do empreendedorismo e da economia brasileira é que há uma “pedra no meio do caminho” = BUROCRACIA ESTATAL.
Tem também muito caso de funcionário que trabalha pouco e quer ganhar muito. Só que ninguém fala disso porque é politicamente incorreto. Você olha os debates na mídia e parece até que casos assim simplesmente não existem.
Tive muitos funcionários assim. Tem vezes que quando abre uma vaga você precisa contratar e demitir uns dois ou três até achar um funcionário bom. E quando acha, tem que tratar bem para não perder.
Funcionário bom escolhe onde quer trabalhar e quanto quer ganhar, e empresário inteligente paga com gosto.
Funcionário ruim tem que aceitar o que aparece e fica morrendo de inveja do funcionário bom que ganha mais do que ele. Aí reclama do patrão, da terceirização, de todo mundo. Só não percebe é que a culpa é dele.
A ideia central do texto então não tem nada a ver com as fabricantes automotivas americanas, que pagavam maiores salários e davam mais benesses aos trabalhadores (por causa de sindicatos), e acabaram perdendo fatia para as fabricantes japonesas, mais eficientes?
Como eu me divirto com a ignorância de gente que realmente acha que basta o salário mínimo ser alto que todos irão melhorar de vida. E pra piorar geralmente citam países ricos como argumento para aumentar o salário mínimo. Um clássico caso de não saber o que é causa e consequência.
A insegurança jurídica é muito grande nas relações trabalhistas no Brasil; além do custo muito alto para empregar alguém, as leis são péssimas e a justiça do trabalho pior ainda.
Apenas para exemplificar, se um empregador der um bônus a um funcionário, correrá o risco do juiz decidir que isso integra o salário e obrigar o pagamento correspondente aos anos que seguirem. Ou então, se conceder um aumento a um empregado que considera (subjetivamente) bom; o colega deste empregado poderá processar o empregador na JT para conseguir equiparação salarial.
São diversas aberrações criadas pelo órgão mais marxista do Brasil, que trata o empregado como um incapaz e o empregador como um explorador/escravagista.
A reforma trabalhista fez algumas mudanças pontuais, nada que altere muito a realidade das relações de trabalho, mas certas coisas positivas, como o fim da contribuição sindical obrigatória; porém, há um grande movimento composto por juristas, juízes, procuradores, fiscais e advogados da área trabalhista (e fora dela também) que simplesmente não querem cumprir certos pontos da reforma, o que leva a mais insegurança e discussão nos tribunais (inclusive o STF está para decidir a obrigatoriedade, ou não, da contribuição sindical), com juízes, desembargadores e ministros do trabalho legislando através de súmulas e jurisprudências.
Quem dera se algo tão simples fosse amplamente entendido pelo povo. Por aqui ainda estamos na crença de que os salários só são baixos por causa da maldade do empresário, e que todos os salários poderiam aumentar magicamente caso o governo assim impusesse. Nenhuma palavra sobre como a carga tributária e os encargos sociais e trabalhistas afetam exatamente a capacidade de empresas e pessoas pagarem salários maiores. O povo acha que impostos altos, estado de bem-estar, funcionalismo público com salários nababescos e economia burocratizada não têm nenhum efeito sobre os salários baixos do setor privado.
São os enormes os danos que a sociedade causa a si mesma por desconhecer as leis mais básicas da economia.
Eu tenho uma dúvida…
Eu já vi alguns economistas dizendo que o problema do Brasil é a produtividade e isso influencia na renda baixa.
Mas se a gente não consegue ser tão produtivo, seria então possível reduzir o custo de vida ?
Fazer a moeda render mais na mão do pobre. É possível isso ?
Quais medidas deveriam ser tomadas pra fazer com que por exemplo, a Dona Maria que ganha um salário mínimo conseguisse comprar mais coisas com o mesmo salário mínimo que ela sempre recebeu ? Como fazer um “barateamento” em massa da região ? É possível isso ?
Ao invés de todo ano reajustar e ter que aumentar o salário mínimo de Dona Maria.
Qual o segredo de certos países que não são tão ricos nem tem um PIB tão alto mas que tem um CUSTO DE VIDA baixo ?
Como fazer isso ?
Empresas sofrem custos adicionais quando seus empregados se sentem explorados, quando eles roubam da empresa, quando eles não querem dar o seu melhor em prol da empresa etc. Empresas precisam de clientes para se manter nos negócios, e empregados bons e satisfeitos são cruciais para satisfazer as demandas dos clientes. Todo mundo reclama de empresas, mas poucos se dão conta de todas as encrencas e transtornos que empreendedores enfrentam para servir consumidores.
Coitados dos americanos! Vocês acreditam que eles não têm direito adquirido a décimo terceiro, férias remuneradas, FGTS e outros direitos trabalhistas que nós temos?
É por isso que tantos americanos querem vir morar no Brasil: por causa das conquistas sociais obtidas pelos sindicados através das greves e lobbies políticos!
Item da explicação. tem a ver com triângulos de Hayek. Tem artigo sobre isso?
Excelente artigo, em uma leitura simples explicam o mito que a esquerda espalha no mundo.
Calculando a grosso modo o “salario minimo” o trabalhador não recebe nem misero valor de R$ 5,00/h trabalhado, mostrando que a cultura brasileira é podre e não há brechas para mudanças.
Há outro pequeno detalhe que a esquerda gosta de ignorar, que mostra a completa ilogicidade do vitimismo deles: Em um mercado onde as empresas reduzam os salários ao nível mais medíocre possível, isso criaria uma sociedade onde pessoas incapazes de consumirem produtos diversos e se restringiriam apenas a consumos básicos para sobrevivência, isso causaria um prejuízo óbvio para empresas que precisam lucrar vendendo produtos para as massas.
Não é preciso nem ser um leitor de obras liberais/libertárias para derrubar a premissa socialista de que o trabalhador é explorado porque não recebe 100% do lucro obtido pela venda dos produtos, basta um pouco de ceticismo (que eu tive) e raciocinar com calma sem fazer os atropelos que eles cometem.
Já vi um professor argumentando que se um vendedor de uma rede de fast food (McDonald’s por exemplo) vende 40 lanches por dia, logo, ele deve ser remunerado de acordo com o preço de todos os 40 lanches. Ué, mas o trabalhador nesse caso não é detentor dos meios de produção que possibilitaram que ele montasse os lanches, ele vendeu apenas a força de trabalho dele em um contrato voluntário, o resto é propriedade privada do capitalista. Essa premissa estaria correta apenas se o vendedor fosse autônomo. Simples assim.
E como cada força de trabalho é um produto/serviço vendido voluntariamente pelo trabalhador, ela será precificada (com valores distintos para cada profissão) conforme as leis de mercado. Mas parece que esse atropelo de raciocínio que eles fazem é proposital mesmo, só por conveniência.
Alguém aqui acha faculdade de Direito como segunda graduação / hobby uma boa escolha?
A grande maioria que defende estatais e legislacoes trabalhistas sao os primeiros a pegar sem registro e explorar o maximo as pessoas. Conheci um monte assim.
Olá
Vi num comentário passado que o Leandro acredita que vai ter uma recessão nos EUA ainda durante o mandato de Trump. Pode contar mais a respeito ou linkar algum artigo?
Obg
No Brasil, se o empregador inventar de pagar mais do que a lei manda, ele pode estar assinado o atestado de óbito da empresa.
Primeiro porque existe a questão da irredutibilidade salarial. Pagou por um certo tempo, lascou! Não pode reduzir mais nada, a despeito das variações contábeis da empresa.
Segundo porque mesmo que determinado trabalhador desempenhe uma função, esse termina virando paradigma (referência) para que outros trabalhadores venham dizer que faziam a mesma coisa e com isso pleiteiem diferenças salariais. E nisso entram muitos subjetivismos que geram insegurança.
Terceiro porque o pagamento a mais gera reflexos no décimo terceiro, férias + 1/3, aviso ‘breve’, no cálculo das horas extras (que vão também se refletir), no FGTS e INSS.
Note que os três fatores se retroalimentam. Nem mesmo com uma engenharia jurídica muito bem engendrada se evita que um juiz do trabalho condene uma empresa por diferenças salariais (com reflexos) ou que determinada remuneração deva integrar o salários, de sorte a não se poder reduzi-los.
OFF-TOPIC
Não sei como demorei tanto tempo para conhecer esse site: “Contra Krugman – Paul Krugman’s New York Times column refuted, week after week!“
Debater com esquerdistas, ou mesmo dar ouvidos a eles, é burrice e perda de tempo pelo simples fato de que só existem dois tipos pessoas que defendem essa abominação canhota: idiotas e vigaristas.
O melhor a fazer é igonorá-los, ou no máximo, sendo benevolente, humilhá-los em público.
Mudando um pouco de assunto… Leandro, você concorda com esse artigo que explica o motivo do asfalto brasileiro ser tão ruim?
Em tese no artigo mostra que parte dos motivos vem do fato da verba ser limitada para fazer asfaltos melhores. Mas quanto maior a verba destinada à obras estatais, mais ineficiente e desperdiçada será. Então eu penso que isso não faça sentido, a não ser o fato de que como o estado é ineficiente em alocar recursos escassos, ele precisará gastar mais recursos para fazer algo um pouco melhor do que se feito pelo mercado.
O que vocês pensam?
Se eu fosse ditador do Brasil eu deixaria as pessoas livres para contratarem empresas e afins para cuidar da pavimentação.
Esse artigo é um dos melhores que eu já pude ter o prazer de ler aqui!
Tem outro efeito nefasto da regulação estatal trabalhista: Ela faz com que os empreendedores sem visão (ponto 1) sobrevivam, porque agora com tanta regulação, todos (inclusive os empreendedores COM visão) não consigam pagar bons salários.
No final os que pedem mais regulação estatal acabam ajudando quem realmente quer explorar os trabalhadores.
Acabe com as regulações e milhares desses empreendedores sem visão no Brasil vão quebrar rapidamente, e outros vão surgir, para o bem de todos.
Leandro, como se encontra a economia americana atualmente?
Lento este artigo, acho válido comentar algo que presenciei no início da minha carreira profissional: Eu havia acabado de conseguir meu primeiro emprego e meses depois, o sindicato da categoria resolveu promover uma greve. Eles pediam em torno de 10% de aumento e outros benefícios.
A empresa foi inflexivel, não mudou os salários e depois demitiu todos que tinham liderado a greve. Como eu tinha acabdo de entrar no serviço, fiquei “na moita” torcendo pro meu chefe não acar que eu simpatizava com os grevistas. Foi dificil achar um trabalho e não queria perder tão cedo.
Uns dois anos depois, uma empresa nova se instalou na cidade vizinha (era uma filial de uma multinacional do mesmo ramo da empresa onde eu trabalhava), e contratou vários profissionais a salários bem atrativos. Para não perder seus melhores funcionários para a concorrente, a empresa aumentou vigorosamente os salários de todos e implantou vários “mimos” para os emregados.
A concorrencia entre empresas funcionou muito melhor que qualquer greve. Por isso defendo sempre que deveria haver o maior número possível de emprsas do mesmo ramo. Elas iriam fazer de tudo para manter seus fuuncionários.
Vamos lá:
De primeira mão, o título já é tendencioso, dado o próprio artigo.
Título: “Em economias capitalistas, assalariados são disputados e têm aumentos salariais constantes”
“O fato de Mason estar elevando o salário de seus empregados para um valor muito acima do salário mínimo estipulado pelo governo da Califórnia (que é de US$ 11 por hora) é um lembrete de como os comentaristas de esquerda são desinformados quando falam emotivamente sobre “exploração” e “salários estagnados”. Eles podiam aprender muito com este fato. O empreendedor Mason enxerga com clareza algo que eles não veem: trabalhadores mal pagos são incrivelmente caros.”
O Título sugere que os trabalhadores são disputados, um fato que só poderia ocorrer em países onde ocorrem o chamado “pleno emprego”, o que não é o caso dos EUA. Trabalhadores não ditam regras, não são disputados, justamente por que há desemprego, pois é o bom e velho: “Pago tanto, se quiser pegue o trabalho, se não quiser,tem vários que querem este emprego. O segundo texto sobre aspas, remete que não é por conta de trabalhadores estarem sendo disputados que o salário dos mesmos aumentou em relação à empresa citada, mas sim por conta de tentar aumentar a produtividade e/ou eficiência dos mesmos, que seus salários foram aumentados. Mason aumentou os salários com este intuito, não pq os trabalhadores são disputados.
E me veio outra questão: ora, então há salário mínimo estipulado nos EUA? não dizem que isso é ruim para o mercado? não desejam que acabem com o salário mínimo daqui? É como sempre falo: “Liberalismo no c… dos outros é refresco”, pois lá eles querem que abramos nosso mercado aqui, que tenha menos intervenção estatal, mas lá mesmo, até salário mínimo “estipulam”
A probabilidade da Banânia ter leis trabalhistas liberais como o Japão e EUA é a mesma da Rússia virar um país tropical.
A lei da oferta e procura também aplica-se aos empregos e salários. O controle estatal diminui a quantidade de ambos e o resultado é esse.
* * *
No Brasil existe ainda outro problema: o FGTS não poder ser retirado quando o trabalhador pede demissão. Ou seja, o governo impede o cidadão de ter acesso ao seu próprio dinheiro e por isso existem aberrações como trabalhadores que não se demitem mesmo não gostando do emprego pra não “perderem” as verbas rescisórias.
O brasileiro permanecerá por anos sendo atormentado pelo ideário socialista, marxista, até mesmo comunista (pergunto-me, como alguém é audaz a ponto de acreditar neste conto de fadas?), uma vez que já se instalou na cabeça dos que não pensam por si, que exigem um estado intervencionista para bem fazer todas suas façanhas em detrimento de tudo, e daqueles que são vigaristas, que essencialmente são aproveitadores e mal intencionados, pois sabem que socialismo só é bom na teoria.
Cite-me um país em que se tentou por o socialismo em prática e tenha tido um resultado sócio-econômico positivo, em que houve uma melhoria de vida real àqueles que nele habitam. Se conseguires me indicar apenas um país e tiveres como provar essa alegação, eu retiro o meu ponto. Caso contrário, ele remanesce. Poupe-me de comentários do tipo: “O verdadeiro socialismo nunca foi posto em prática”, ou “o socialismo não vingou porque os homens distorceram a tese construída”.
Pessoal vocês conhecem algum artigo na internet que explique melhor a parte que o Mises fala sobre ganhos monopolísticos no livro ação humana? Eu entendi mais ou menos quando ele falou que pra se ter ganhos monopolísticos, o monopolista tem que restringir a oferta, mas que nem sempre isso dará certo pra ele, o correto não seria analisar os monopólios em si, mas o preço monopolístico, só que eu não entendi quase nada dessa parte do livro, como a cataláxia explica e tal, e como isso acontece na prática. E ele também fala de demanda monopolística, que de novo, não tô entendendo direito.
Alguém aí poderia me dizer por que Eric Mason foi notícia se aumento de salário por reconhecimento é um fato assim tão corriqueiro nos EUA?
Se salário é um PREÇO então dizer que salários tendem a aumentar é o mesmo que dizer que preços tendem a aumentar constantemente numa economia capitalista.
Nós sabemos que isso não é bem verdade.
A tendência é o seu salário cair até uma máquina te substituir inteiramente. A maravilha da produtividade mas o terror humano de quem levou uma vida se dedicando a algo (E olha que eu estou endossando o discurso de vcs)
Algumas perguntas:
Quando foi a última vez que a Walmart deu aumento salarial aos seus empregados? Quando foi a última vez que o Mcdonalds fez? Os trabalhadores de fast-food nos EUA tiveram que fazer greve para conseguir um aumento.
A Amazon que pertence ao Jeff Bezos, o homem mais rico do mundo. Por que seus trabalhadores recebem food stamps? Deve ser porque o salário é muito alto.
Como você fez esta conta? Os trabalhadores da Amazon trabalham 168 horas por mês?
Outra coisa: US$ 2.500,00 tem o poder de compra de quase R$ 10.000,00? Convertendo US$ 2.500,00 é quase R$ 10.000,00, mas será que US$ 2.500,00 tem o poder de compra equivalente a quase R$ 10.000,00? Eu não sei como são preços nos EUA. O valor do salário mínimo do Brasil não chega a US$ 300,00. Será que US$ 300,00 tem o poder de compra equivalente a R$ 1.170,00? Não sabemos.
Quero ser pobre nos EUA, será que o Trump me aceita??
carros-usados-itajai
Como fica a inflação neste caso? se, hipoteticamente todos começassem a ganhar “bem” seria tão bom assim para a economia?
Na economia socialista de Maduro, que funciona bem, policiais agradecem ao ditador o frango que receberam como presente.
A esquerda produz fome e é incompativel com a autoestima.
twitter.com/Yusnaby/status/1127969953326481408
É, mas eles vão perder muitos clientes, porque o sucesso – e o seu diferencial – da Chick-Fil-A se dá pela sua simpatia pelos valores cristãos, fidelizando, assim, um grande grupo de pessoas, nos Estados Unidos. Com essa guinada “global” e, mais recentemente, o cancelamento das doações ao Exército da Salvação, eles perderão o apoio de grande parte dos clientes.
P
Eu sei que isso não tem muito a ver com o artigo, mas eu ouvi esses cinco argumentos de um debate que participei e no final dele esses argumentos foram apresentados. Gostaria que vocês os refutassem. Sei que são bizarros para alguns, mas por favor os refutassem.
rimeiro argumento:
“O Anarcocapitalismo, a sociedade anarcocapitalista, seria perfeita, entretanto sabemos que perfeição é impossível, logo, o Anarcocapitalismo é impossível de ser exercido na prática.”
Segundo argumento:
“Você não pode crer no anarcocapitalism porque ele é contraditório.
Ô anarcocapitalismo defende uma sociedade livre e sem violência, mas, contraditoriamente dizem que você pode coagir alguém vaso sua propriedade seja tomada.
Contraditório não?”
Terceiro argumento:
“Uma sociedade anarcocapitalista, como as empresas seriam parte atuante importante da sociedade, haveria, chances considerações de eles dominarem a população e a subjugá-la. O que prova que o Anarcocapitalismo não prospera a longo prazo, então não devia ser aplicado na prática.”
Quarto argumento:
“Uma sociedade anarcocapitalista não poderia ser aplicada porque um estado emergeria novamente e dominaria novamente a população. Por não ser rentável a longo prazo não faz sentido aplicá–lo.”
Quinto argumento:
”
O estado na verdade, não é uma facção melhorada.
“O estado é uma evolução das antigas tribos.
E o imposto nada mais é que a sua subsistência.”
O artigo não serve pro Brazil. Aqui se respira intervencionismo.
E o melhor em economias livres, o salario aumenta sem desvalorizar a MOEDA. o salario minimo no brasil é um crime contra a economia do país, hoje (o salario minimo mensal que devia desde 1995 ser por hora) chegou a 4 digitos. mostrando explicitamente a desvalorização do real que ja esta morrendo.
Pessoal, o que vocês acham do artigo abaixo? Tem chance de isso ser real?
http://www.infomoney.com.br/mercados/nao-tao-gigante-pib-da-china-e-12-abaixo-do-que-os-dados-oficiais-mostram-aponta-estudo/
Leandro, você me passou dias atrás gráficos mostrando os índices de commodities em Reais e no Guarani Paraguaio. No entanto, eu vi de que esses links não estão funcionando mais. Além daquele site que você passou, há outros? Como eu gero esses índices?
Pessoal, como explicar essa disparidade na qual o PIB per capita estoniano ser mostrada como maior do que o brasileiro durante os anos anteriores à dissolução da URSS, e então logo depois da dissolução ter se invertido? Maquiagem dos dados?
Eu estava pensando num negócio aqui, e eu queria que alguém opinasse sobre isso.
Eu estava pensando aqui: O fenômeno que ocorre com os preços e a qualidade dos bens e serviços ofertados no mercado é a mesma que ocorre com os salários, só que de maneira inversa. Por exemplo…
Se uma empresa passa a oferecer salários maiores e condições de trabalho melhores que os seus concorrentes, ela vai conseguir manter os seus funcionários, inclusive os seus melhores funcionários, além de conseguir atrair funcionários que trabalhavam para os seus concorrentes e gente que estaria entrando no mercado de trabalho.
Assim, ela se fortaleceria, pois estaria contando com mais mão-de-obra qualificada, enquanto que, ela estaria, ao mesmo tempo, enfraquecendo os seus concorrentes, que passariam a ter menos mão-de-obra qualificada.
Consequentemente, ela teria condições de ofertar bens e serviços melhores, ao passo que seus concorrentes teriam dificuldades, ofertando bens e serviços cuja qualidade variaria entre a mesmice e a inferioridade.
Assim, ela manteria a sua clientela, agradando-a mais ainda, além de tomar fatias de mercado dos seus concorrentes.
Conclusão: ela se deu muito bem.
Além disso, o sucesso dela vai acabar obrigando os seus concorrentes a oferecerem salários maiores e condições de trabalho melhores para que elas possam reagir.
E assim fica a briga provocada pela concorrência.
Porque, cada vez que alguém faz isso pra se dar bem, os concorrentes vão reagir.
E fica assim o tempo todo.
É um ciclo sem fim.
Assim, os salários crescem, a jornada de trabalho diminui, as folgas e férias aumentam e a segurança no ambiente de trabalho aumenta.
Correto?