Imagine uma sociedade na qual todos os indivíduos
são trabalhadores autônomos (ou seja, não existe trabalho assalariado), e todos
eles possuem meios de produção avaliados em $ 100.000.
Ou seja, possuem terras, instalações industriais,
maquinários e matérias-primas valorados em $100.000 e adaptados à atividade
profissional que realizam.
Nesta sociedade, a distribuição da riqueza é
perfeitamente igualitária, de modo que não existem nem “grandes capitalistas
exploradores” e nem “pobres despossuídos” que se veem obrigados a vender sua
força de trabalho.
Há simplesmente uma divisão do trabalho, a qual faz
com que cada indivíduo produtor se especialize em produzir determinados bens
que serão trocados por outros bens produzidos por outros indivíduos produtores.
Será que sob estas condições seria alcançado um
equilíbrio econômico estável no qual o trabalho assalariado desapareceria? Impossível.
Mesmo que todos os indivíduos possuam idêntico poder
de barganha, que todos tenham começado exatamente do mesmo ponto de partida (ou
seja, nenhum começou já com alguma vantagem), e que ninguém tenha recorrida à
violência, necessariamente alguns indivíduos mais competentes veriam seu
patrimônio crescer e outros menos competentes veriam seu patrimônio estagnar ou
mesmo encolher.
Consumir
mais versus poupar mais
Comecemos constatando o fato de que, para manter seu
patrimônio, cada indivíduo tem necessariamente de reinvestir continuamente uma fatia de suas receitas. Afinal, as
instalações industriais se depreciam, as máquinas se danificam e têm de ser
substituídas (ou, no mínimo, têm de passar por manutenções recorrentes), as
terras devem ser aradas e irrigadas etc. Logo, tudo isso tem de ser
reposto.
Ou seja, nem todos os bens adquiridos pelos
autônomos são bens de consumo; é necessário também adquirir bens de
capital.
E, ao se adquirir bens de capital, a compra de bens
de consumo tem necessariamente de ser reduzida — afinal, os autônomos deverão
poupar uma fatia de suas receitas e dedicá-la à renovação de seus próprios bens
de capital.
Nesse cenário, veremos três grandes grupos de
indivíduos: aqueles que poupam estritamente
o necessário para repor seu capital; aqueles que poupam mais do que o estritamente necessário; e
aqueles que poupam menos que o necessário.
O primeiro grupo de indivíduos conseguirá apenas conservar
seu capital. O segundo grupo tenderá a aumentar seu capital (ele disporá de um
maior número de bens de capital com os quais será capaz de fabricar uma maior
quantidade de bens de consumo no futuro). E o terceiro grupo verá seu
patrimônio encolher (as máquinas irão se danificar e não haverá reposição, as
terras perderão sua fertilidade, as instalações industriais deixarão de ser
funcionais etc.).
Mais ainda: é perfeitamente possível que haja
indivíduos que tenham um desejo tão premente de consumir agora e nenhuma
vontade de poupar para o futuro, que optem por vender seu patrimônio para
outros indivíduos. E esses outros indivíduos serão capazes de comprar esse
patrimônio em decorrência de terem previamente poupado a maior parte de suas
receitas.
Ou seja, alguns indivíduos consumiriam muito no
presente à custa de ter de se desfazer do seu capital, e outros aumentariam seu
capital à custa de consumir muito pouco no presente.
Parece claro que, só por esta razão comportamental, ocorrerão
profundas alterações patrimoniais que levarão alguns indivíduos a se desfazerem
de todo o seu capital e, consequentemente, terão de, no futuro, trabalhar para
outros indivíduos que ou mantiveram seu capital ou aumentaram seu capital.
Dessa simples decisão comportamental entre poupar e
consumir surgirão o trabalho assalariado e a diferença de patrimônio.
Mas isso ainda é o de menos.
A
segunda e principal causa: o acerto empreendedorial
A verdadeira explicação para os grandes movimentos
patrimoniais não está nas distintas propensões a poupar ou a consumir, mas
sim no grau de acerto ou de erro com que o capital será reinvestido.
Como já indicado, cada indivíduo com um determinado
patrimônio deverá continuar reinvestindo nele conforme seus ativos vão se deteriorando
com o passar do tempo. No entanto — e isso é importante –, essas
decisões de reinvestimento não são automáticas: quando um indivíduo reinveste,
ele tem de decidir em que irá reinvestir; e, ao fazê-lo, ele tanto pode acertar
(inclusive acertar extraordinariamente) como pode se equivocar (inclusive se
equivocar estrepitosamente).
Assim, em uma economia caracterizada pela divisão do
trabalho e pelas trocas comerciais voluntárias, uma das tarefas mais
complicadas que existe é exatamente a de selecionar os projetos de investimento
mais exitosos: não se sabe de antemão o que produzir e nem qual é a melhor
forma de fazê-lo — com efeito, a resposta para essas duas perguntas está
continuamente mudando à medida que se alteram as preferências dos consumidores
e o conhecimento das técnicas de produção disponíveis.
Consequentemente, é necessário dedicar vultosos
recursos intelectuais apenas para se descobrir isso.
Se, nos anos 1990, um indivíduo houvesse investido
maciçamente em sua empresa de máquinas de escrever — ou, atualmente, em
celulares que não sejam smartphones, ou em câmeras analógicas, ou em
navegadores de internet que não se adaptam às crescentes exigências dos
usuários — e continuasse reinvestindo suas receitas para tentar manter esse
tipo de negócio, hoje ele estaria arruinado: seus ativos utilizáveis na
fabricação de máquinas de escrever não valeriam nada hoje.
Por outro lado, se um indivíduo reinveste seu
capital de maneira cada vez mais acertada, de modo que seus produtos vão
abocanhando uma demanda crescente do público consumidor, sem que outros
produtores sejam capazes de imitá-lo na produção de bens tão valorados pelos
consumidores, seu capital irá se multiplicar continuamente, ainda que ele tenha
partido de uma estrita posição de igualdade com o resto dos empreendedores.
(Com efeito, os produtores menos competitivos que
fabricam bens tidos como total ou parcialmente substituíveis vivenciarão uma
queda na demanda, e seu capital perderá valor).
Portanto, o acerto empreendedorial é a segunda causa
que explica por que alguns indivíduos podem aumentar seu capital ao passo que
outros podem se descapitalizar, tendo consequentemente de trabalhar para os
primeiros (pelo menos até que consigam poupar de seu salário um capital
suficiente para voltarem a ser produtores autônomos).
E há ainda uma terceira causa.
Propensão
ao risco
Em parte derivada da anterior, a propensão a assumir
riscos é a terceira causa que explica como o patrimônio das pessoas poderia se
tornar desigual.
Já vimos que, ao escolher onde ou em que ele deve se
especializar, um indivíduo está correndo um considerável risco de perda patrimonial.
No entanto, nem todos os planos de negócios são igualmente arriscados: existem
setores cujos padrões de demanda ou cujas técnicas produtivas são muito mais
estáveis e previsíveis do que outros. Um restaurante de bairro, com uma
clientela muito fiel, não é a mesma coisa que uma start-up biotecnológica.
Consequentemente, aqueles setores menos arriscados
tendem a ser os preferidos dos investidores avessos ao risco: quase todos
desejam investir neles, de modo que a concorrência se torna muito mais intensa
e inevitavelmente os preços tendem a se igualar aos custos.
Por outro lado, existem outros setores muito mais
arriscados em que, exatamente por isso, a concorrência é quase inexistente e,
por conseguinte, os produtores bem-sucedidos que ali atuam podem cobrar preços
maiores do que seus custos — ou seja, setores em que é possível obter lucros
(e no qual os produtores malsucedidos acumulam prejuízos e perdem seu capital).
Com tudo isso em mente, é bastante provável que, da
mesma maneira que a propensão para poupar não é a mesma para cada indivíduo,
tampouco as predisposições para assumir riscos são idênticas, de modo que
aqueles que obtiverem êxito nos setores mais arriscados verão seu capital
crescer muito mais rápido do que aqueles que preferem o conforto dos setores
menos arriscados.
Mais ainda: é possível haver indivíduos tão avessos
ao risco, que eles preferem vender todo o seu patrimônio não para consumi-lo,
mas sim para investir diversificadamente em uma variedade de empresas muito
pouco arriscadas. “Diversificação + pouco risco” implica que as
probabilidades de perdas patrimoniais serão quase nulas.
Só que, em troca dessa segurança, a renda que eles
obterão desses investimentos também serão quase nulas.
Ou seja, pode haver indivíduos que, em troca de não
quererem ver seu patrimônio exposto ao risco de projetos ruins, optem por
renunciar à gestão de seu próprio patrimônio, ainda que não obtenham nenhuma
renda em troca desta renúncia.
Tais indivíduos também se converteriam
inevitavelmente em trabalhadores assalariados: dado que colocaram seu
patrimônio em algo que não gera renda (o equivalente a terem guardado o
dinheiro embaixo do colchão), se quiserem obter receitas terão de trabalhar dentro dos planos empresariais de outros
capitalistas.
As três funções essenciais do
capitalista
Tendo em mente esse exemplo, é fácil inferir quais
são as três funções econômicas valiosas desempenhadas por todo capitalista:
adiamento do seu consumo próprio para financiar investimentos, seleção de
projetos de investimentos bem-sucedidos, e concentração patrimonial de riscos.
Dito de outro modo, o empregado assalariado, à
diferença do capitalista, pode consumir 100% de suas receitas, não tem de
dedicar nada do seu tempo para avaliar os acertos ou os erros de seus
empreendimentos, e, em caso de falência do empreendimento em que trabalha,
perde seu emprego mas não perde seu patrimônio.
Apenas imagine o que aconteceria se, a cada vez que
uma empresa quebrasse, seus empregados também perdessem o dinheiro em sua conta
bancária e até mesmo tivessem penhorados seu imóveis totalmente quitados? É
exatamente isso o que pode acontecer a um capitalista.
Evidentemente, a função econômica desempenhada pelo
capitalista é custosa e valorosa: é custoso e valoroso que seja ele quem
restringe seu consumo para financiar uma atividade, que seja ele quem dedica
seu tempo e esforço para avaliar projetos empreendedoriais, que seja ele quem
concentra os riscos dos investimentos.
Por tudo isso, a relação trabalhista
entre patrões e empregados é simplesmente uma relação de troca entre bens
presentes (o capital e a poupança do capitalista) por bens futuros (bens que
serão produzidos pelos trabalhadores e pelo maquinário utilizado, mas que só
estarão disponíveis no futuro). Os capitalistas adiantam bens presentes
(salários) aos trabalhadores em troca de receber bens futuros (retorno do
investimento).
É dessa diferença entre bens presentes e bens
futuros que virá a remuneração do capitalista.
Explicando melhor: para que o assalariado possa
fabricar as mercadorias, o capitalista investiu dinheiro na fábrica. Ele investiu,
digamos, $ 100 milhões para construir a fábrica, comprar maquinários e pagar os
salários, e pretende recuperar, na forma de fluxo de caixa anual,
aproximadamente $ 10 milhões. Assim, serão necessários 10 anos apenas para
recuperar todo o capital adiantado. (Fora a inflação do período)
Ou seja, o capitalista abriu mão de $ 100 milhões em
consumo presente para receber, anualmente, uma receita de $ 10 milhões. Tudo
dando certo, daqui a uma década o principal será recuperado.
Se essas atividades — postergação do consumo,
seleção criativa de projetos de investimento e uso arriscado do patrimônio —
não tivessem valor e o capitalista não pudesse “cobrar” por elas (pagando
salários menores que sua receita), simplesmente não haveria atividade
econômica, não haveria produção e não haveria enriquecimento da sociedade.
O fato de o trabalhador não receber o “valor
total” da produção — como exigem os marxistas — nada tem a ver com
exploração; simplesmente reflete o fato de que é impossível o homem trocar bens
futuros por bens presentes sem que haja um desconto. Os salários representam
bens presentes, ao passo que os serviços da mão-de-obra representam apenas bens
futuros.
E daí surgem as diferenças patrimoniais.
Conclusão
Se eliminarmos os capitalistas da equação, alguém
terá de concentrar todas as funções que hoje os capitalistas desempenham, e
esse alguém ficaria com a remuneração que atualmente é dos capitalistas. E
aí toda a desigualdade patrimonial estaria de volta.
Leia também:
A ideia de que, no capitalismo, os trabalhadores são “explorados” atenta contra a lógica
O antídoto mais poderoso para combater as bobagens socialistas sobre desigualdade e igualdade forçada é o sujeito tentar a própria sorte abrindo um negócio.
Issso aconteceu exatamente comigo há alguns anos. Investi em um negócio de produção de peças injetadas para atender o metro de SP e da Venezuela. Depois de um tempo quebrei por vários motivos, e obviamente o prejuízo foi todo meu.
Voltei a trabalhar como empregado por dois anos, juntei dinheiro, aprendi, estudei, me esforcei e montei novamente outro negócio, só que dessa vez com um modelo totalmente reformulado.
Empreender é isso: o risco é seu. E o lucro também quando dá certo. (Tirando a parte que o governo confisca, é claro).
Quase perfeito o artigo. Apenas gosto mais do termo empreendedor do que capitalista…
Sempre existirão pessoas mais eficientes que outras. Mais voltadas para o futuro. Com visão de mais longo prazo. E acima de tudo mais empreendedoras e propensas ao risco. Isso é natural e desejável. Isso é o que gera progresso.
Infelizmente, tem gente que acha que todo o progresso material caiu do céu, e que pessoas bem-sucedidas só são ricas porque espoliaram e logo devem devolver tudo para a sociedade. Acham que se promoverem esse confisco o progresso continuará impávido.
Se fizerem isso, o resultado é a Venezuela.
“A verdadeira explicação para os grandes movimentos patrimoniais não está nas distintas propensões a poupar ou a consumir, mas sim no grau de acerto ou de erro com que o capital será reinvestido.”
Poderia expandir esse parágrafo num novo artigo? Poderia citar livros ou trabalhos acadêmicos que expandam o tema?
Parabéns e obrigado.
O trabalho é um produto, uma mercadoria como qualquer outra. E isso não é nenhuma teoria, mas pura lógica. O patrão é apenas um consumidor do trabalho do trabalhador.
Quais países vocês acham que já estão economicamente perdidos pelos próximos 20 anos?
Começo a lista:
-Ucrânia;
-Venezuela;
-Moldávia;
-Brasil**** (Ainda precisa de uns 3 anos no atual estado para ter certeza)
-Argentina****(Não vão melhorar, isso é certo, mas ainda tenho dúvidas se conseguem manter estagnados)
Por isso o socialismo Fabiano é tão nocivo para uma Nação. Todos nós, independentemente de ser de direita ou de esquerda, sabemos que essa diferença é natural e inevitável. Haverá milhares mais inteligentes, competentes, bonitos e perseverantes que você, da mesma forma que haverá aqueles que serão menos que você em tudo isso. Mas, infelizmente, encontraram uma forma de destruir isso, pelo menos intelectualmente, de modo a fazer da sua vida um inferno, caso você seja um ponto fora da curva: socialismo Fabiano, que utiliza as técnicas de Gramnsi para remodelar a sociedade. Se há aqueles mais inteligentes, vamos destruir a vontade do povo de estudar. Se há pessoas mais bonitas, vamos perseguir aqueles que cultuam a beleza. Se há aqueles mais perseverantes, vamos dificultar seu acesso as melhores oportunidades. Se algumas pessoas querem construir um patrimônio, vamos criminalizar a riqueza. O resultado não é outro: um povo que não quer aprender, que compara trabalho com escravidão, que morre de inveja do sucesso alheio e que vê como idiotice qualquer esforço a mais pra se fazer qualquer coisa. Socialismo Fabiano é diabólico, é uma forma nefasta de destruir uma nação, pois destrói o povo sem que este perceba. Destrói os únicos valores capazes de erguer uma nação: estudo, trabalho, honestidade e perseverança. Infelizmente, o Brasil foi experiência bem sucedida do socialismo de Gramnsi. O único lugar do planeta que aplica todos os dias sua ideologia na sua forma de vida. O resultado é o que vemos todos os dias, um país que não tem a menor intenção de sair do buraco. Não é possível alcançar desenvolvimento sem querer ser desenvolvido. E este é o maior trunfo do socialismo Fabiano. Não é preciso de guerrilhas, nem de armas, nem matar o povo de fome, pois o povo já faz isso por conta própria.
Muita teoria para explicar algo lógico: aquele que detém o capital, investe com o propósito de lucrar.
Agora, se o investidor é inteligente ou não, se ele se arrisca mais ou menos ou vai empobrecer, tudo faz parte do jogo.
Existe muita discussão focada em descrever o que é a atividade econômica capitalista, o que tira o foco do principal problema na questão da economia: governo.
Competência, Inteligência, beleza, perseverança… diferenças individuais, uns com mais e outros com menos… Inveja…
Vamos falar de inveja
É claro que o sentimento de inveja existe em todos os seres humanos (não pertence a direita ou a esquerda), agora daí saltar para a conclusão de que se quer igualdade (leia-se oportunidades) por inveja já é apelar demais, né? As vezes eu me pergunto porque pessoas que JULGAM que são mais competentes, inteligentes, belas ou perseverantes PENSAM que há tantas pessoas com inveja delas. Seria bom lembrar que não, nem todo mundo quer ter o que você tem. Nem todo mundo quer ser você, nem todo mundo acha você competente, inteligente, belo e perseverante. E ainda que achem, ou você de fato tenha tudo isso, não, eles não querem ter a sua vida ou destruí-la. Menos,menos paranóia, menos mania de perseguição, por favor. Não se julgue o centro do universo. Você não é. O centro do universo de cada pessoa é ela mesma.
Esse negócio de querer mais igualdade (de oportunidades) acontece quando as pessoas se sentem injustiçadas e não quando elas têm inveja das outras. Elas querem mais oportunidades de crescimento e de melhorar a própria vida e com isso ter mais felicidade. Não tem nada a ver com querer destruir a vida dos outros ou invejar a vida alheia. Até porque as pessoas estão quase sempre focadas é em si mesmas. As vezes buscam se inspirar em quem tem algo que falta ou está pouco desenvolvido nelas. Às vezes.
Tem mais: outro indivíduo não necessariamente valoriza as mesmas coisas que você.
Além do sentimento de inveja existe uma outra característica humana bem comum: querer ser invejado. Quem sabe essa paranóia de enxergar inveja onde ela não existe seja apenas um sintoma do desejo de ser invejado? Ser invejado pelos outros pode melhorar a autoestima, sei lá…
Mas ver inveja em tudo é uma concepção bastante negativa do ser humano, hein? Quanta amargura!
Acalmem-se! Existem motivos menos terríveis para as pessoas quererem “igualdade”. O fim mesmo é a felicidade. Bem simples, não é?
Mais ainda: é possível haver indivíduos tão avessos ao risco, que eles preferem vender todo o seu patrimônio não para consumi-lo, mas sim para investir diversificadamente em uma variedade de empresas muito pouco arriscadas. “Diversificação + pouco risco” implica que as probabilidades de perdas patrimoniais serão quase nulas.
Normalmente uma pessoa muito avessa ao risco irá se afastar do mercado de ações, preferindo a renda fixa ou mesmo a poupança. No Brasil, o Tesouro Direto é visto como um local seguro para se investimentos e atrai pessoas com forte versão ao risco. Pode também haver um misto, onde muitos investidores irão aportar a maior parte do capital deles em Renda Fixa se não quiserem se arriscar demais, mantendo apenas um pequeno percentual em ações.
E por último, existe o famoso “sardinha”. Aquele sem noção que não faz a menor ideia do que risco que está correndo, investe no que não aguenta e toma um prejuízo de grandes proporções.
Acontece às vezes também de uma pessoa ter inveja da coragem de outra. Já vi nas redes ( de verdade, mas não vou dizer nomes) um indivíduo A que escolheu modo de vida não convencional ser invejado por um indivíduo B mais tradicional. A criatura B ficava esbravejando, vociferando contra a criatura A dizendo que odiava pessoas que querem “escandalizar os outros”. Na verdade, a criatura A não fazia nada realmente escandaloso, nunca fez nada que ofendesses a religião de ninguém, por exemplo. Mas seu estilo de vida e forma de se expressar não era convencional. O que parecia incomodar o indivíduo B era que apesar do do indivíduo A ser singular, era muito amado, muito admirado. O indivíduo B parece que esperava que o indivíduo A fosse rejeitado, hostilizado, ostracizado pelos outros, mas ele não era (havia algumas poucas pessoas mandando mensagens de ódio para o indivíduo A) e era isto que era inaceitável para B. Esta pessoa B tinha inveja da pessoa A. Era um problema de B, não de todas as pessoas mais tradicionais/convencionais.
Acho que essa pessoa B se esforça muito para se encaixar em padrões e com isso ser aceita, amada. Talvez pense que se não se encaixar nos modelos será rejeitada e teme isso. Então aquele que não se ajusta, mas ainda assim tem sucesso a incomoda.
O erro dessa pessoa B talvez seja pensar que tem que se encaixar em modelos tradicionais para ser aceito. Se ela agisse de outro modo seria mesmo rejeitada por alguns, mas amada por outros inclusive por quem já gosta dela agora.
Alguns desses não convencionais tão odiados por B, valorizam mais suas liberdades e singularidades do que a aprovação social ou admiração alheia que caso exista é apenas bem-vinda.
A inveja que se tem daqueles que ousam ser diferentes é menor e até inexistente se há consciência de que qualquer escolha tem ganhos e perdas. Parece que B não está muito satisfeito com suas perdas e pensa que A não tem perda alguma.
Conclusão: mesmo que se conseguisse a igualdade material total, a única forma de TENTAR mantê-la seria pela coerção e pela contínua redistribuição de pobreza.
E para tudo isso seria necessário haver uma pequena elite fixa e com poder totalitário. Ou seja, a desigualdade seria muito maior e pior.
Interessante observar que a teoria marxista da Mais Valia comfunde “empregado” com “sócio”.
* * *
Bom dia!
Qual é a reforma mais importante e urgente para a população:
Armamentista ou previdenciária?
FERNANDO: ”Emprestar para governo não é investimento.” …….. Porque não seria??
Ou seja, se adentrássemos nesse coletivismo igualitário seria questão de tempo para voltarmos à “desigualdade”.
É exatamente por esse motivo que os socialistas tanto martelam a ideia de um governo central constantemente redistribuindo a riqueza. Pois, além do medo de não sobreviver em uma livre concorrência, eles são desprovidos de conhecimento econômico para prever as demandas do mercado e tornarem-se os novos “capitalistas malvadões”.
Melhor ler ” Sapiens- Uma breve história da humanidade”
Tem tudo a haver com o que texto
youtu.be/4gIh8oEh41M
Agora que parece que Putin(caças)e o Irã(navios de guerra)estão atrás de Maduro com um dedo da China(econômico).
Vcs acham que a um risco de invasão da Venezuela para o Brasil ou apenas sustentação do regime?
Deixe eu ver Stálin financiando Hitler onde sua população civil do seu país e arredores desarmadas, descontentamento da população e até decadência moral e econômica ambientes propricios ao conflito como dentro do país é ruim para os governantes melhor seria um conflito externo aí entra Maduro e seus investidores.
Preciso da ajuda de vcs, vejo muita gente falando da importância de aprender inglês, eu sempre tive dificuldades em aprender o msm, hj com 21 anos vi um vídeo do Raphael do Ideias radicais falando sobre isso, só que como trabalho em uma empresa familiar com meu pai, um mercado de bairro, não sei se me dedico a aprender mais sobre os negócios que e meu ramo ou se me dedico a aprender inglês.
informações relevantes: Já faço adm de empresas em uma faculdade em Salvador.
Se eu fizer um curso de inglês vou ter quer deixar de trabalhar no horário
Felipe Rogerio. Nao vejo nescessidade de voce se apavorar para aprender ingles sendo que voce dificilmente vai usar,ha nao ser claro,se quiser sair do mercadinho do seu pai. Tem muita gente que fala 5 idiomas e tem uma vida mediocre,tem gente que mal fala o idioma natural.e tem uma vida otima. Pense nisso.
(comentário republicado, porque saiu no local errado)
Leandro, talvez você possa me ajudar nessa. Com a vinda da recessão nos EUA, o dólar vai se valorizar mais ainda porque a demanda por títulos irá aumentar, com a subida dos juros.
Dito isso, estou pensando em comprar uma certa quantia da moeda e deixá-la rendendo juros, como se fosse uma renda fixa. É algo aconselhável ou os depósitos bancários serão afetados pela crise?
Não tenho como não lembrar daquela ridícula analogia de Milton Friedman: de que a igualdade necessária não é aquela em todos cheguem ao mesmo tempo na linha de chegada, mas que todos partam ao mesmo tempo da linha de partida.
Menos Milton Friedman
Mais Mises & Rothbard
Curso de Finanças Pessoais (sugestão assistir os videos na ordem colocada)
Sugestão de livro lelivros.love/book/baixar-livro-crash-alexandre-versignassi-em-pdf-epub-e-mobi/
1. Resumo do livro Pai Rico Pai Pobre http://www.youtube.com/watch?v=USwqPoFfgfw&t=378s
2. Resumo do livro O Homem mais Rico da Babilônia http://www.youtube.com/watch?v=d6CI30Y_iSU
3. Primeiros passos renda variável http://www.youtube.com/watch?v=5t8A1VyXYPM
4. Fundos imobiliários http://www.youtube.com/watch?v=FoSPQQipINU
5. Exemplo de analise de um FI http://www.youtube.com/watch?v=3tOoP4cHy20
6. Ações: Exemplo da padaria http://www.youtube.com/watch?v=vBYkbRGAx6I
7. Fundamentos básicos de ações http://www.youtube.com/watch?v=x4V40YvxY40&t=1422s
8. Qual ação mais barata http://www.youtube.com/watch?v=LqlxvNRO1Qk
9. Como escolher uma ação http://www.youtube.com/watch?v=tc0pwK9Opbg
10. O que é Tag Along http://www.youtube.com/watch?v=LVrhKdkE2BU
11. Ações ON ou PN http://www.youtube.com/watch?v=iJbgkddgpUw&t=118s
12. Quanto uma ação pode cair http://www.youtube.com/watch?v=RxwRO3Gi5Ac
13. Quantas ações ter http://www.youtube.com/watch?v=UBcPPIUda-U
14. Encontrando boas empresas http://www.youtube.com/watch?v=OnQ0-5BYOVI
15. Comprando ação na prática: Corretora Clear http://www.youtube.com/watch?v=DLZym3jTgn4
16. Básico sobre gráficos http://www.youtube.com/watch?v=DpCaPVnOwtI
Bônus: Mercado Futuro http://www.youtube.com/watch?v=L5CMNQFFe7s
Aí galera, vocês viram as ”cartas abertas” que cada ex-ministro da fazenda divulgou para o Paulo Guedes na revista Época?
Li a do Guido Mantega. Sinceramente, com apenas meus 25 anos de idade e sem formação em economia, não consigo entender como um cidadão adulto, já com seus 60 anos de idade, estudado, com uma vida inteira de experiências, ser um tremendo incapaz de abandonar uma linha de pensamento fracassada. Percebam que a coisa é um dogma na vida do sujeito, mesmo tendo gerado a pior recessão da nossa história, o energúmeno sugere ao Guedes que faça TUDO AQUILO que ele fez.
Separei um trecho. É triste ver que certas pessoas simplesmente ficam eternamente prisioneiras de uma idéia.
”O mais grave foi a política monetária de juros altos e crédito escasso, que reprimiu o consumo e o investimento nestes últimos anos.
Na crise financeira de 2009 houve uma drástica redução do crédito em escala mundial. No Brasil reagimos orientando os bancos públicos a aumentar o crédito e baixar as taxas de juros. Foi uma das razões para a rápida recuperação do consumo e do investimento.
Mas na crise recente foi feito o contrário. Desde 2015 os bancos públicos foram colocados numa camisa de força. Diminuíram o crédito e passaram a cobrar os maiores spreads do planeta, tal qual os bancos privados já vinham fazendo.”
Leandro,.o que acha do fim do simples?
Mudando de assunto: E aí, o que os defensores do livre mercado no setor de transportes tem a dizer sobre isso?
onibusparaibanos.com/2018/12/18/empresa-retira-frota-de-trecho-corumba-campo-grande-apos-estrategia-de-concorrente/
É para evitar coisas desse tipo que o transporte de passageiros TEM que ser regulado e regulamentado pelo Estado!
Canudos prova o contrário
Graças a Deus que haveria desigualdade, odeio trabalhar para patrão pobre e sem pedigree.
Excelente texto republicado. E a esquerda com a falácia que deve-se acabar com as desigualdades tornando todos exatamente iguais, como se, na biologia, fosse possível todas as aranhas serem peludas e grandes, por exemplo. O pior é que mesmo Marx e afins sabiam ser isso impossível, mas, por que não espalhar a mentira para poder escravizar? Terrível. Acorda povo! Abraços.
Gostaria de saber a opinião do Leandro sobre a equipe econômica liberal do Brasil. O que está achando?
Bom dia pessoal,
Um paralelo com investimentos pessoais seria interessante.
De acordo com a escola austríaca quais parâmetros que determinam o retorno de longo prazo das empresas listadas na bolsa de valores?
O que vocês acham dessa notícia? É essa: Cenário: Venezuela abandona bolívar e lentamente adota a dolarizaçãoDe fato, o erro do Plano Real no Brasil foi esse: fizeram uma gambiarra que durou alguns anos, logo depois o câmbio só foi afundando, e a dívida do governo aumentando. Se simplesmente dolarizassem a economia, provavelmente os brasileiros estariam bem mais ricos hoje.
Pessoal, eu moro na Flórida e o interessante é que aqui, além de haver divisão por federações, há ainda a divisão por condados e, dentro desses condados, há os municípios. Quais seriam as vantagens práticas de haver ainda essa divisão? Seria para se aproximar ao princípio de subsidiariedade? As polícias são também divididas por condados, se não me engano.
Isso já acontece a muito tempo no Brasil.
Basta ir ao nordeste e descobri que quase tudo pertence à meia dúzia de famílias que saiam comprando terras dos menos favorecidos a preço de banana, isso quando não pegavam dos índios ou da união.
O problema é como transformar milhões de miseráveis em uma força produtiva?
[OFF]
Pessoal, qual a opinião de vocês sobre isso aqui: threadreaderapp.com/thread/1143833958628634624.html ?
Recomendo ler o texto do link na íntegra para pegar o contexto, mas o destaque vai para o seguinte trecho:
(…)
A industria da espionagem gera imediato efeito de IMPUNIDADE JURIDICA e de PUNIBILIDADE MORAL, SOCIAL E POLITICA com sancoes de natureza, portanto, MORAL, SOCIAL E POLITICA.
Isso é uma REVOLUCAO JURIDICA jamais ocorrida no mundo. O direito tradicional estatal encontrou seu limite de ineficacia e entregou de bandeja para a iniciativa privada uma de suas funcoes nevralgicas: a investigacao policial.
Conforme venho falando a esquerda identitaria ira dar lugar a uma NOVA ESQUERDA. A esquerda FISCALIZATORIA, a esquerda COMPLIANCE, a esquerda SURVEILANCE.
Essa Nova Esquerda nao esta nem ai para quotas. Ela sequer tem os sonhos molhados estatistas da antiga esquerda. Ela é libertaria, antiestatal, ao modelo Mark Lilla de "liberal thinking".
Pois ela transfere p/ a INICIATIVA PRIVADA uma funcao estatal de CONTROLE e de FISCALIZACAO SOCIAL. Sao as empresas, os "pools de espionagem" q farao o papel da policia. Mais: a policia estatal ESTARA SUJEITA ao SURVEILANCE dessas agencias privadas internacionais de espionagem.
Isso esta acima de ideologias. O modelo de CONTROLE SOCIAL feito FORA DO ESTADO e com espectro de atuacao 360 (pois submete INCLUSIVE O ESTADO a essa espionagem) criou um business de CONTROLE cujo poder esta ACIMA DO PODER ESTATAL.
O povo nao tem A MENOR NOCAO do q eles estao fazendo com as suas vidas ao aplaudir a transferencia desse poder do ESTADO para a iniciativa privada. No fim do dia quem vcs acham q vai ganhar essa guerra? Soros ou o Veio da Havan? Acordem! Voces perderam – TODOS!
Texto maravilhoso. Parabéns.
Essa semana meu filho de 11 anos me perguntou se eu prefiro um trabalho que eu goste mas que pague mal ou um trabalho que eu não goste e que pague bem.
Eu respondi que trabalhar no que se gosta é melhor, porém podemos suportar um trabalho ruim com bom salário por algum tempo se temos determinação e um plano, poupando e investindo a sobra, desde que se viva de forma simples para construir um patrimônio, não desperdiçando os altos ganhos em luxos e confortos temporários, dessa forma o patrimônio acumulado pode ser usado para abrir um negócio, viver de forma mais tranquila a partir de uma segunda fonte de renda ou garantir uma previdência privida.
Eu disse à ele que eu fiz isso, trabalhando por 13 anos numa empresa e poupando.
Ele ficou “de boca aberta” e perguntou se eu tinha um bom salário. Eu disse que sim e que naquele período mantivemos um padrão de vida simples pra pensar o futuro, hoje colhemos os frutos.
É preciso acabar com o proletariado (aquele que vive apenas de alário). E como se faz isso? Capitalizando todo cidadão a partir de 21 anos de idade. Esse ponto de partida pode ser igual. Já limitar a riqueza seria estipudiz. Na visão Equibasista isto fica muito claro: “limitar a pobreza de todos sem limitar a fortuna de ninguém”. No dia em que não houver mais proletários, certamente haverá mais justiça social.
" Se eliminarmos os capitalistas da equação, alguém terá de concentrar todas as funções que hoje os capitalistas desempenham, e esse alguém ficaria com a remuneração que atualmente é dos capitalistas."
Só que o capitalista que hoje vemos ele acumula a remuneração do seu trabalho de gestor com o da remuneração do capital investido.
Numa sociedade igualitária, o capital investido tende a ser dispersado entre todo mundo e aí tem menos desigualdade.
O capitalista receberia seu salário de gestor que seria não muito diferente do salario de um especialista agrônomo por exemplo.
Negócios menores como restaurante é comum ver o gerente do restaurante tirando um valor um pouco acima do do garçom. Mas o dono do restaurante tira muito acima do gerente.
É por aí
Leandro, qual sua opinião sobre a imprensa e a midia tradicional? ”os especialistas” das matérias são escolhidos a dedo mesmo? Acredita que são militantes ou acha que é teoria de conspiração conservadora e a midia é coerente e normal.
Minha pergunta se refere ao ponto economico, mas se gostaria que fosse adiante faland da politica em geral.