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Você acredita que o mundo está piorando ou melhorando? Faça o teste

Tenha
o leitor a bondade de testar seu conhecimento sobre o mundo atual com as
seguintes questões de múltipla escolha:

1.
Nos últimos 20 anos, a proporção da população mundial vivendo na pobreza
extrema:

a)
praticamente dobrou

b)
permaneceu a mesma

c) caiu pela metade

2.
Quantas pessoas ao redor do mundo têm algum acesso à eletricidade?

a)
menos de 20%

b)
aproximadamente 50%

c)
mais de 80%

3.
Em 1820, aproximadamente 95% da população mundial vivia na pobreza, com uma
estimativa de que 85% viviam na pobreza “abjeta”. Em 2015, qual
porcentagem da população mundial continuou a viver na pobreza extrema?

a)
Os mesmos 85%

b)
40%

c)
menos de 10%

4.
De 1950 até hoje, aqueles países que se abriram para a globalização apresentaram
qual dos seguintes desempenhos?

a)
crescimento econômico médio anual de 1,5
ponto percentual superior ao daqueles outros países que não o fizeram

b)
ficaram na mesma

c)
empobreceram em relação aos mais fechados

5.
Economistas encontraram uma forte correlação entre pobreza extrema e
intensidade da abertura à globalização de um país. Qual você acha que é essa correlação?

a)
mais abertura comercial, menos pobreza extrema

b)
mais abertura comercial, mais pobreza extrema

c)
mais abertura comercial, variação nula da pobreza extrema

6.
As taxas de mortalidade infantil estavam em 6,5% (65 mortes a cada 1.000
partos) em 1990. Em 2016, este percentual foi de:

a)
6,5%

b)
5%

c)
3,05%

7.
De todas as crianças com um ano de idade ao redor do mundo, quantas já foram
vacinadas contra alguma doença?

a) 20%

b) 50%

c) 80%

8.
Ao redor do mundo, homens de 30 anos de idade passaram 10 anos na escola, em média.
Quantos anos as mulheres da mesma idade passaram na escola?

a)
9 anos

b)
6 anos

c)
3 anos

9.
Em 1996, tigres, pandas gigantes e rinocerontes negros eram listados como
espécies em extinção. Quantas dessas espécies estão em perigo hoje?

a)
duas delas

b)
uma delas

c) nenhuma delas

10.
Atualmente, qual a taxa de redução da pobreza extrema?

a)
não há redução, a pobreza extrema está aumentando

b)
a pobreza extrema segue, na média, inalterada

c)
uma pessoa sai da pobreza extrema a cada segundo

Eis
as respostas:

1) c; 2) c; 3) c; 4) a; 5) a; 6) c; 7) c; 8) a; 9) c; 10) c

Surpreso? Se não está, então você
pertence a uma ínfima parcela da população mundial que está atipicamente bem
informada.

Um livro para levantar seu ânimo

Hans Rosling foi um
médico sueco que se tornou uma “celebridade da estatística”. Ele ficou
famoso por sua mensagem endereçada ao mundo sobre o crescimento populacional:
“Não há motivo para pânico”. Neste vídeo, ele mostra
que todos os países estão em uma tendência de maior expectativa de vida e maior
padrão de vida (o exato contrário do que havia previsto Malthus).

Por
que cito Rosling? Estou lendo seu livro — publicado postumamente
(infelizmente, Rosling faleceu em 2017) — intitulado Factfulness:
Ten Reasons We’re Wrong About the World
 (Fatos Plenos: 10 motivos por que estamos errados sobre o mundo), o
qual, para minha grata surpresa, já se tornou um bestseller na Amazon. As questões acima foram baseadas neste livro.

Se
você quiser dar um tempo na enxurrada de notícias — veiculadas pela grande
mídia — sobre como o mundo está na iminência do colapso, não há recomendação mais
alvissareira do que este livro repleto de fatos e, acima de tudo, extremamente
divertido.

Aliás,
vou ainda mais adiante: sugiro este livro como ponto de partida para qualquer
tipo de discussão sobre economia, política e o estado geral do mundo.

Todo
o livro gira em torno da evolução do nosso padrão de vida. Seu objetivo é
provar, por meio de uma implacável série de fatos, que estamos vivendo mais,
melhor, com mais saúde, mais riqueza e em um ambiente mais limpo do que jamais
vivemos em toda a história da humanidade — e o aumento de todos estes fatores
é tão impressionante, que deveríamos fazer uma pausa para realmente meditar e,
acima de tudo, se impressionar com essa façanha.

Considere
apenas este ponto: a porcentagem da população mundial vivendo na pobreza
extrema caiu pela metade nos últimos
20 anos. Isso é uma notícia absolutamente eletrizante, para não dizer
fascinante. Mas você realmente sabia disso?

Ainda
mais importante: você realmente entende o que isso implica para temas urgentes
como globalização, mercados e tecnologia?

E,
ainda assim, não estamos realmente prestando atenção. Com efeito, a maioria das
pessoas erra as respostas de boa parte das questões apresentadas acima. Eu mesmo
testei alguns conhecidos antes de escrever este artigo. O melhor resultado foi
uma pontuação de 40%. O pior resultado foi uma pontuação de 20%. Essencialmente,
não somos otimistas o bastante.

O
livro mostra adicionalmente que doenças, mortes, acidentes aéreos,
derramamentos de petróleo, infecções por HIV e inanição estão apresentando
quedas dramáticas. Colheitas, imunizações, acesso a água limpa e potável,
eletricidade, educação, acesso a telefones celulares, e novos filmes e músicas estão
aumentando. E substantivamente.

Por que tanto pessimismo?

O
propósito do livro não é apenas revelar fatos sobre o mundo ao nosso redor e as
tendências que estão impulsionando essas mudanças. Rosling busca também explicar
nossa relutância em aceitar — e até mesmo em incorporar em nossa mente — boas
notícias sobre o mundo.

Ele
lista um número de pré-conceitos e vieses, os quais ele chama de instintos. Temos um instinto de sermos atraídos
pela negatividade, pelo medo e pela tendência de generalizar casos isolados. Gostamos
de atribuir culpas a pessoas, coisas e fenômenos, e estamos sempre em busca de
problemas que alimentam esse desejo. Pensamos apenas nas notícias ruins que
acabamos de ler ou ouvir, e dificilmente fazemos uma abordagem de longo prazo.
Ainda segundo Rosling, a mídia gosta de alimentar esse nosso desejo porque está
em busca de audiência.

Tudo
isso parece fazer sentido, mas há também uma explicação mais simples. Nossa
mente é moldada pela narrativa de nossas próprias vidas. Vivemos o hoje e
pensamos no futuro, ao passo que o passado é uma abstração que ou não vivemos
ou já esquecemos.

Por
exemplo, sabemos que, mil anos atrás, estaríamos todos vivendo em choupanas,
dormindo sobre palhas, ameaçados diariamente de violência por terceiros
querendo a escassa comida que conseguimos coletar, presos em nossa própria comunidade,
morrendo jovens, sofrendo dores alucinantes causadas por todos os tipos de doenças,
incapazes de vivenciar qualquer coisa semelhante a progresso — isso se conseguíssemos
nos manter vivos.

Sabemos
disso, dizemos isso, e até nos esforçamos para imaginar como seria isso, mas
nunca realmente vivenciamos isso. Tudo o que vivenciamos é a nossa atual
prosperidade, a qual damos como certa e garantida ao mesmo tempo em que nos
queixamos dos vários problemas mundanos que temos em nossas vidas. E são esses
que realmente nos consomem. Mas ao menos há um ponto positivo nessa nossa
postura: ela torna a mente humana mais ambiciosa, o que nos impulsiona a tentar
construir um futuro mais do nosso agrado.

A motivação

E
qual o objetivo de se adotar uma visão de mundo baseada mais em fatos e menos
em impressões? Rosling afirma que ela é essencial, pois assim conseguimos
navegar melhor pela vida, da mesma maneira como um GPS nos ajuda a navegar por uma
cidade. Conhecer os fatos sobre a vida à nossa volta nos traz mais conforto. Ficamos
menos alarmados com as notícias. Ficamos menos propensos a ser manipulados por discursos
políticos terroristas e por promessas políticas demagógicas. Ficamos mais aptos
a enxergar através da neblina, nos tornando mais calmos, racionais e
perceptivos.

Acima
de tudo, perceber todo o progresso que nos foi concedido pela livre iniciativa,
pelos mercados, pelo comércio e pela cooperação humana nos deixa mais céticos quanto
a promessas grandiosas de que o progresso será implantado via coerção estatal e
planejamento centralizado.

Se
você observar com cuidado as fabulosas tendências e invenções de nossa
era, verá que nada foi resultado de imposição e decreto, mas sim de cooperação
humana, tecnologia, descentralização e dispersão do conhecimento.

É
assim que o mundo melhora.

________________________________________

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muito maior do que o de um magnata americano há 100 anos

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86 comentários em “Você acredita que o mundo está piorando ou melhorando? Faça o teste”

  1. Infelizmente a esquerda é imune à fatos; o máximo que conseguirão é dizer que “esse avanço todo é reflexo das regulamentações estatais, do contrário o capitalismo teria destruído a humanidade” (ou algo do gênero).

  2. Vale lembrar que há duzentos anos o processo de produção era o mesmo de mil, dois mil, três mil anos atrás. Praticamente ainda viviamos sob os frutos da Revolução Agrícola ocorrida na Pré-História. O que abriu as portas para a Revolução Industrial foi a implantação das idéias dos economistas liberais, particularmente Adam Smith, no final do séc. XVIII, como já disse Mises.

    É uma tristeza as salas de aula do Brasil verem os professores pregando que alguns países são ricos por causa de sindicalismo, socialismo, intervencionismo ou revoluções. Aliás coisas que América Latina e África estão cheios, porém são os continentes mais pobres do mundo.

  3. Não é preciso ser douto em economia – nem mesmo fazer análises com exuberante acurácia – para perceber os imensuráveis benefícios gerados pelo mercado ao longo da história. Isto é tão óbvio que chego a crer que muitos burocratas realmente sabem disso, mas continuam acreditando apenas no discurso populista como forma de angariar votos de maneira mais rápida e lucrativa.

  4. Pastor Flávio Augusto passou. E aí, sua vida melhorou?

    Houve um tempo em que o pastor flávio augusto era praticamente o dono da internet, suas idéias, embora sejam meros tiros linguísticos, criou uma legião de fãs sentimentalistas no qual transformaram o capitalismo em uma espécie de cristianismo saudável. Esse cara ficou PODRE DE RICO com essa legião de bobos. Esta religião materialista passou e hoje vamos comentar sobre o que ficou.

    Imagine um homem que ganhou milhões apenas na base do falatório, imagine um homem que criou uma espécie de culto à sua personalidade e ao capitalismo. Muitas dessas pessoas que seguem flávio augusto e a teologia do empreendedorismo são verdadeiros analfabetos funcionais que estão desesperados buscando a redenção da própria vida na lábia desse homem (Qualquer semelhança com pastores não é mera coincidência). Eu estou falando de gente miserável, gente com uma mão na frente e outra atrá que estava gastando dinheiro de COMIDA para pagar cursos e livros de autoajuda. Gente que agora está tão perdida quanto a primeira vez que foi atingida pelos “gatilhos mentais do empreendedorismo”. Gente que está pobre, e que continua pobre.

    A realidade que não te contaram

    Somos um país em que mais de 90% da população não têm capacidades linguísticas básicas, são pessoas que são formalmente conhecidas como analfabetos funcionais.

    Saber o mínimo sobre interpretação linguística nos permite ligar lé com cré, ou seja, fazer a conexão correta das idéias em nossa mente. Somos um país em que mais de 90% das pessoas não estão conseguindo ter pleno domínio das próprias idéias. Mas o que tudo isso tem haver com o pastor flávio augusto? Você não percebe? Ele é o homem que consegue pegar idéias já surradas por qualquer universitário de esquina e vender para esses mesmos analfabetos (que precisam de nossa misericórdia) como se fosse ouro. Chega a ser ridículo a quantidade de desenhos que há no seu livro “Geração de valor”, acredite se quiser, essa porcaria que só tem desenhos já está na terceira edição. Me diga se este país não é um curral de trouxas? Tirar uma selfie ao lado desse livro é quase como que admitir que você é burro.

    Ele só consegue vender todo esse lixo porque as pessoas são ignorantes e estão desesperadas. Ele pega esse desespero e transforma em uma mensagem de conforto no qual todos seus problemas serão resolvidos se você for capitalista. Mas como ser capitalista, e posteriormente resolver todos problemas da alma, se você é um analfabeto funcional? Se você não sabe ligar corretamente as idéias?

    A verdade é que homens como Flávio Augusto nunca morrem

    Tenha um olhar atento para os nosso empreendimentos culturais e veja se não há tamanha semelhança com o que o pastor da iniciativa privada faz. Pegue qualquer palestrante e veja se seu material não é reciclado de alguém que realmente sabia o que estava falando.

    Inclusive, veja como as pessoas agem durante a palestra; logo você irá concluir que elas nem sequer escutam, mas querem estar presentes para dizer que de alguma forma participaram de um evento cultural. Toda essa mentira cultural que existe no Brasil, aproveitada por empresários, criou uma situação tão caótica que até às universidades se transformaram nesta farsa, neste jogo de gatilhos mentais, e o pior de tudo isso é que as pessoas realmente pensam que estão aprendendo.Isso é aterrorizante. Todos são parasitas vivendo de algo de segunda mão.

    Conclusão

    No Brasil existe um farsa intelectual que é constantemente aproveitada por empresários oportunistas como flávio augusto. É o conhecimento “caça-niquel” que impera neste país.

    No fundo ninguém irá ficar rico de verdade, mas até todos se darem conta da grana que gastaram nestes “eventos culturais”, “cursos” e “livros” será tarde demais. Poucos sabem que a verdadeira riqueza intelectual sempre parte de matérias básicas como portugûes, matemática, história, etc. Mas ainda cabe uma pergunta. O que ficou? Ficou nossa cegueira intelectual e o desperdício de dinheiro em um grande falatório sem fim. Afinal, esta é a natureza do capitalismo.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.

  5. Fico feliz em ter acertado 8 das 10 questões acima. Agradeço ao IMB pois o que soube responder foi aqui que descobri e aprendi. Tenho devorado de 5 a 08 artigos por dia.

    Obrigada por transferir tanta informação e conhecimento de maneira muito fácil e lógica!

    Meus sinceros agradecimentos!

  6. Qual a relação de toda essa melhora material com a evolução do direito e da democracia ?

    O pobre hoje tem mais “direitos” do que antigamente.(Isso é fato)

    Até o cara lá na miséria da África ou os refugiados da Síria, todos estão sendo observados pelo mundo. Antigamente não tinha isso.

    O que nunca mudou, independente de dizer que um pobre vive melhor hoje do que a 200 anos atrás é que em qualquer época o rico continua tendo acesso ao que a época pode oferecer de melhor.

    Pq ideias progressistas estão ganhando força no mundo inteiro ? Pq as pessoas não param de falar em igualdade ? justiça social ? as empresas hoje falam de responsabilidade social, existia isso antigamente ?

    E os direitos humanos ? Existia isso antigamente ?

  7. A mídia cartelizada pelo estado sempre age em conluio com os governos vigentes. Transmitir esse imaginário catastrófico é de enorme valia para os governos. Se o mercado, desimpedido, pode nos agraciar com produtos e serviços cada vez mais baratos e abundantes, não há necessidade alguma de termos estados inchados. Governantes, obviamente, não querem que a população pense que burocratas são inúteis. É imprescindível para o governo ser solicitado.

  8. ROTA 2030, o que vocês acham?

    carros.uol.com.br/noticias/redacao/2018/04/23/mdic-diz-que-anuncio-do-rota-2030-e-compromisso-do-governo-com-o-pais.htm

    Melhor que o fracassado INOVAR-AUTO?

    Abraços

  9. Muito bom o Comentário… mas eu tenho uma ressalva, o rinoceronte negro foi extinto, então n seria melhor mudar a resposta para uma apenas?

  10. Marx estava certo em uma questão.

    Sou dentista e, entre meus pares, o pensamento libertário está em alta. São pessoas ligeiramente mais esclarecidas que a média e, mesmo os que não são, embarcam na onda cult da moda liberal.

    Esses dias, porém, deparei-me com uma discussão no facebook: eram colegas cobrando do CRO a fiscalização de uma farmácia que vendia material para clareamento dental direto ao consumidor. (sem o intermédio de um destista…. ABSURDO….. diziam).

    Eu, com a cabeça feita por Mises, fiz textão. Expliquei o corporativismo e o fato de tentar impôr às pessoas o que seria o melhor para elas, etc, etc, etc………….

    Mas o que eu aprendi dessa história é que basta você estar um degrauzinho acima na escala social vigente e você se torna um reacionário. Basta ter um Conselho Regional protegendo seu mercado de intrusos e vai por água abaixo o ideal libertário revolucionário. Marx estava certo, meio às avessas, mas estava.

  11. Ainda falta muito para as coisas melhorarem definitivamente. Temos ainda uma enorme porcentagem de favelados que com seus celulares inteligentes, moram em barracos que não possuem um mínimo de saneamento básico, em favelas onde o esgoto corre a céu aberto, contaminando as crianças que estão a brincar. Enfim, infelizmente falta muito. Concordo que a aquisição de bens domésticos de uso diário, como fogão, geladeira, lavadora, TVs, PCs e etc, foi enormemente disponibilizado aos pobres nas últimas décadas. Mas eles ainda sofrem muito pela falta de moradia digna.

  12. Outros fatores que interferem na nossa percepção:

    1) Tendemos a nos comparar com quem tem/faz/é melhor do que nós;

    2) Se nossa situação melhorou, mas melhorou menos do que a de quem antes estava igual a nós, nossa impressão é que nossa situação piorou;

    3) Doutrinação/propaganda esquerdista.

    * * *

  13. Olha, mas eu queria dados sobre segurança no Brasil nos últimos 50 anos. A impressão é que piorou muito. Estou errada? Outro ponto que não sei se é verdade a desigualdade de renda e não a pobreza é um dos fatores geradores da violência. Poderiam me esclarecer? Outro ponto mais dinheiro e acesso a tecnologia implica necessariamente em maior bem estar? Parece que o índice de suicídios aumentos muito nas últimas décadas. Há alguns estudos que já viram correlação (não necessariamente causa) entre número de horas de uso de Smartphone e suicídio.

  14. Vocês já leram a nova coluna do Pondé ? Foi feito para o IMB rsrs

    Portaria inteligente ou remota. Claro que o termo "inteligente" aparece sempre que alguém quer vender algo que faz os inteligentinhos de mercado ficarem excitados.

    Tenho conversado com pessoas cujos condomínios contrataram portarias inteligentes e as opiniões são controversas. Mas a moda está pegando e a demissão em massa dos profissionais na área cresce.

    Uma portaria inteligente é uma portaria sem porteiros ou nenhum funcionário similar. Você fala com um cara, sei lá, no Acre, que monitora 150 portarias pelo país. O argumento básico é a redução de custos, claro.

    Podemos olhar para esse fenômeno de um modo mais amplo, ou mais imediato, ligado ao cotidiano. A portaria inteligente torna o prédio impermeável, inclusive a você e a seus convidados ou encomendas. Coisa de gente chata.

    A ordem espontânea e expandida (expressão usada pelo economista liberal Friedrich Hayek para se referir ao mercado) é uma entidade moral, social, política e econômica. Na China, por exemplo, você vê um número enorme de pessoas, claramente sem grande formação, realizando pequenos trabalhos.

    Esse fato garante a atividade e a dignidade de pessoas dentro dessa ordem espontânea e expandida. Economia sem a dimensão social é uma economia tão cega quanto um mercado em que o Estado controla preços: gera desemprego, instabilidade, e, por tabela, pobreza, concentrando a riqueza na mão de quem destrói o próprio tecido social do mercado. Coisa de idiotas de mercado.

    Infelizmente, no Brasil, existe em grande número esse personagem que é o idiota de mercado ou o liberal inteligentinho, que acha que sociedade de mercado é uma entidade meramente econômica.

    Não. O mercado é moral e social. Adam Smith, filósofo do século 18, antes de ser um economista, foi um filósofo moral. Como você identifica um idiota de mercado?

    Esse personagem confunde a dimensão social e moral do mercado com a ingerência de um Estado gigantesco na vida das pessoas. A dimensão social e moral do mercado é a responsabilidade moral dos agentes econômicos nas suas pequenas decisões diárias, nas suas esferas de poder.

    Mas, para além dessas consequências mais amplas, há que se pensar nas consequências mais imediatas, a curto e médio prazo, no mínimo.

    A humanidade envelhece a passos largos. Idosos que conseguem manter suas casas, onde viveram e constituíram memória, dependem de pessoas que os ajudem a lidar com o cotidiano, nos prédios em que vivem. Portarias inteligentes destroem essa dimensão do vínculo externo da casa com o condomínio. Apenas millennials, enquanto ainda têm 15 anos de idade, não percebem isso.

    Todo mundo sabe que porteiros e similares são os primeiros a darem socorro e tomarem decisões em momentos de emergência. Muitos idosos dependem deles no seu dia a dia, inclusive para ajudar na lida com pequenas compras.

    Os inteligentinhos de mercado, provavelmente, dirão que esses idosos devem ser lançados em casas de repouso, locais em que a história presente na memória material deles inexiste.

    O problema é que o número de idosos só cresce, e destruir essa rede de vínculos próximos, no cotidiano, só aumenta a inviabilidade da vida desses idosos nos prédios em que sempre viveram. É uma forma clara de desumanização.

    Se por um lado, a sociedade contemporânea deve pensar no meio ambiente e nos jovens, ela deve se ocupar com o modo como lidará com o crescimento da longevidade.

    Outro traço das portarias inteligentes é o aumento gigantesco de burocracia, inclusive mediado pelo uso de ferramentas mais próximas à sensibilidade dos millennials.

    Receber, por exemplo, uma nova faxineira, transforma-se num processo semelhante a tirar vistos para viajar. Cada passo banal da relação do prédio com o mundo externo se transforma num grande processo kafkiano. Você se sente um K, personagem famoso do Kafka, se quiser receber uma encomenda e não tiver ninguém em casa pra recebê-la.

    Portarias inteligentes comprovam a tese marxista segundo a qual o capital, um dia, mandaria os humanos a merda e se tornaria autônomo no seu processo entrópico.

    Luiz Felipe Pondé

    Escritor e ensaísta, autor de "Dez Mandamentos" e "Marketing Existencial". É doutor em filosofia pela USP.

    www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2020/01/marx-tinha-razao.shtml

  15. Sempre me irrita em uma discussão sobre capitalismo alguém argumentar que esse sistema prejudica os pobres, aumenta a pobreza ou causa fome. Para refutar, eu costumo partir para um caminho mais empírico ao inves de teórico e mostro gráficos simples (daqueles que rapidamente você acha em uma busca do google) sobre a queda da taxa de pobreza desde a implantação do capitalismo. Um simples gráfico já detona os principais argumentos contra o capitalismo, mas o que irrita mais é que essas pessoas tendem a ignorar essas informações por mais que se trate de um dado estatistico. Tal como recentemente a esquerda se aproveitou das manifestações chilenas para atacar o liberalismo e dizer que o modelo fracassou, ignorando todos os números que corroborem a evolução impar do Chile na América Latina.

    Agora a moda da vez é criticar o capitalismo pela desigualdade ou meio ambiente, por mais que se mostre que igualdade não está relacionado com prosperidade ou que o capitalismo é uma forma de preservar o meio ambiente sem que precise destruir a economia moderna, mas ainda assim as pessoas ignoram e insistem em seus pontos sem fundamentos.

  16. Sou direito - sou direita

    Sob qualquer parâmetro indicador de qualidade de vida, creio que não há dúvida que melhoramos muito desde a revolução industrial. Esse foi o divisor de águas que tirou a grande maioria da população mundial de séculos de miserabilidade. Desgraçadamente, praticamente junto com a revolução industrial, veio o marxismo, que freou em grande medida essa melhoria, principalmente nos países onde foi posto em prática.

    Será que existem estudos que mostrem o quanto a população mundial poderia estar ainda melhor de vida se não fosse a desgraça do marxismo?

  17. O pessimismo nunca foi material, ao meu ver.

    A piora do mundo se dá mentalmente, intelectualmente, filosoficamente.

    É claro que a qualidade de vida melhorou, expectativa, menos fome, menos guerras e etc., mas a que custo? Ao custo do emburrecimento da população mundial, seja pelo simples hedonismo cego ou pela futilidade das redes sociais.

    Um exemplo típico (mas não exclusivo) é a literatura. Quando se pega livros do século 19 e 20 (Dostoievski; Céline; Camus; Proust; Machado de Assis; John Williams, etc) e compara com a autoajuda barata, onde só se vê gente ensinando a ligar foda-se, ser eficiente, ser feliz (como se houvesse uma resposta objetiva para isso); é aí que se nota a diferença, é aí que o pessimismo esperneia no desespero.

  18. Estado o Defensor do Povo

    É claro que a qualidade de vida melhorou, expectativa, menos fome, menos guerras e etc., mas a que custo? Ao custo do emburrecimento da população mundial

    Tá lendo muito Harari heim, de qualquer forma não faz sentido essa afirmação, antigamente mais da metade da população mundial sabia SEQUER LER, portanto não temos como medir o quanto eles eram burros, o máximo que eu acho que seja possível medir isso é vendo o quanto de conhecimento eles tinham na época, o que certamente era bem menor do que hoje, mas acho que em termos de capacidade cognitiva um individuo da época fosse tão capaz quanto um indivíduo hoje, tão ser humano quanto né?

  19. Como vocês responderiam a esse comentário de um marxista:

    “Ao tentar nos convencer que o valor depende da utilidade, e não do trabalho, a teoria do valor de Bohm-Bawerk se transforma num círculo vicioso: os preços dependem das avaliações individuais dos consumidores, mas as avaliações dos consumidores também dependem dos preços. Consequentemente, o próprio Bohm-Bawerk e o seu viajante no deserto cometem um pecado capital de método: tomam como dado aquilo que se deve explicar, ou seja, o próprio preço!”

  20. Guilherme Silveira

    Excelente observações dos fatos que provam que esses arautos do apocalipse, sejam eles Testemunhas de Jeová ou ecologistas estão todos errados em suas análises distópicas. Os sombrios relatórios do WWF ( State of World) não subsistem ao estudo acurado das evidências. Menos Lester Brown e mais leituras de Ronald Bailey e Julian Simon. O único doomsday iminente é o colapso dos sofismas das ONGs ambientalistas, analistas antiglobalização, etc.

  21. Guilherme Silveira A. Santos

    O periódico científico Skeptical Enquirer, editado pelo CSICOP, tem artigos de capa brilhantes mostrando como as condições de vidada sociedade estão melhorando. A expectativa de vida aumentou mesmo em países de economia em desenvolvimento, a afluência (renda per capita) aumentou, o IDH aumentou, etc. Isso contraria as análises catastróficas de pensadores como o britânico John Gray, que constantemente recorre a argumentos irracionais para expor um quadro decadente das condições mundiais.

  22. Guilherme Silveira A. Santos

    O catastrofismo apocalíptico é muito antigo. No Épico de Gilgamesh já se encontra trechos apregoando o fim da civilização. No início do século vinte, os historiadores Spengler e Brooks Adams já faziam diagnósticos sombrios do colapso iminente. Agora temos analistas como o economista Nouriel Roubini e os ecologistas que insistem em prever a decadência social.

  23. Guilherme Silveira A. Santos

    Concordo que o mundo melhorou. Já havia dito isso nos meus comentários acima. Mas devo dizer que aceito as conclusões do economista Robert Gordon sobre o fim do crescimento econômico e das inovações importantes. As coisas fundamentais já foram descobertas e/ou inventadas. Isso já foi dito por Gunther Stent e John Horgan.

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