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Para superar a pobreza, é crucial premiar a criação de riqueza, e não puni-la

Um casal caminha pelas ruas da metrópole. Após algumas quadras, eles vêem
uma pessoa dormindo na calçada em meio a caixotes, papelões e cobertores que as
pessoas caridosas da vizinhança forneceram.

O casal lamenta a cena triste e começa a comentar sobre a questão da
pobreza.

Mas por que eles começaram a falar sobre o assunto? Isto é, como foi que
eles perceberam que aquela pessoa dormindo na calçada era pobre? A questão pode
parecer trivial e a resposta, óbvia demais. Ainda assim, é necessário abordá-la
com clareza.

A situação de pobreza daquele mendigo sem-teto decorre de sua carência de bens materiais.

Os pobres são pobres exatamente porque não possuem um mínimo de suas
necessidades materiais satisfeitas. Suas posses são escassas.

Mensuramos o nível de pobreza de um indivíduo em relação a outro pela
quantidade de bens e serviços disponíveis a ele. Uma pessoa será mais pobre que
a outra quando possui menos bens e serviços à sua disposição para satisfazer
suas necessidades.

O casal seguiu seu caminho discutindo essa situação até chegarem à sua
casa. Ali, eles possuem um teto, eletricidade, comida farta na geladeira e
roupas em abundância, além de várias amenidades, como televisão, forno microondas,
cafeteira, computadores, sofás e internet wi-fi.

A diferença entre riqueza e pobreza é explícita neste caso. Quanto mais
bens e serviços disponíveis a um indivíduo, mais rico ele será.

No caso de países, a situação é similar. Quanto mais bens e serviços disponíveis
a seus habitantes, melhor será sua condição de vida e menor será o nível de
pobreza.

Colocando de outra forma, o padrão de vida de um país é determinado pela
abundância de bens e serviços. Quanto
maior a quantidade de bens e serviços ofertados, e quanto maior a diversidade dessa
oferta, maior será o padrão de vida da população. Quanto maior a oferta de
alimentos, quanto maior a variedade de restaurantes e de supermercados, de
serviços de saúde e de educação, de bens como vestuário, imóveis, eletrodomésticos,
materiais de construção, eletroeletrônicos e livros, de pontos comerciais, de
shoppings, de cinemas etc., maior tenderá a ser a qualidade de vida da
população. 

Uma maneira de garantir uma farta oferta de bens para a população é tendo
uma moeda forte e liberando as importações. Sob este arranjo, as importações serão
baratas e a oferta de bens sempre será farta. Não é à toa que os países que
possuem a melhor qualidade de vida são aqueles que mais praticam o livre
comércio
.

Outra maneira óbvia — e que deve sempre
ser adotada em conjunto com a anterior
— é facilitar a produção de bens e serviços
domésticos.

Tendo apenas isso em mente já é possível entender a crucial importância do
crescimento econômico para que uma população prospere. Se a economia cresce
mais, isso significa que mais bens e serviços estão sendo produzidos. Consequentemente,
maior será a qualidade de vida da população. Maior crescimento econômico tambem
significa aumento da renda da população, o que por sua vez permite mais importações,
reforçando assim todo o ciclo virtuoso.

Logo, a solução para a pobreza está exatamente em facilitar ao máximo o crescimento econômico. E, para que isso
ocorra, o óbvio tem de ser feito: desburocratizar, desregulamentar, reduzir
impostos (o que implica reduzir gastos do governo), facilitar o empreendedorismo e ter uma moeda forte. O crescimento econômico é fácil
e natural; depende apenas de o governo permitir
.

As objeções

No entanto, algo que parece óbvio, infelizmente, ainda não é bem compreendido.

Essa abordagem que preconiza o crescimento econômico como o solucionador
da pobreza não satisfaz a todos: a questão sobre como essa riqueza será distribuída
continua sendo o centro do debate.

Assim, para tais pessoas, não bastaria apenas ter crescimento econômico;
a riqueza criada tem de ser “corretamente” distribuída.

E aí começam as sugestões problemáticas.

Por exemplo, embora possua falhas, o
melhor indicador para retratar a verdadeira riqueza de um país ainda continua
sendo o PIB per capita.
Essencialmente, o PIB per capita representa a divisão entre o total de bens e serviços
produzidos por uma economia e o total de sua população. O indicador busca
apresentar uma mensuração média da riqueza dos indivíduos de cada país.

Consequentemente, quanto maior o PIB per capita, maior a riqueza média
de cada indivíduo, e, por definição, menor a sua pobreza.

Entretanto, há uma crítica bastante comum ao PIB per capita: ele não mensura
as desigualdades da distribuição de renda. Se João tem duas galinhas e Pedro não
tem nenhuma, o PIB per capita desta pequena economia será de uma galinha, o que
oculta a realidade de que Pedro não possui nenhuma.

Consequentemente, dizem os críticos, o governo tem de resolver essa
desigualdade tributando os ricos (João) para subsidiar os pobres (Pedro). Somente
assim podem João e Pedro apresentar uma riqueza mais bem distribuída, além de
retirar Pedro da pobreza.

Se o governo tributar João a uma alíquota de 50% de sua riqueza para
subsidiar Pedro, o PIB per capita passaria, aí sim, a refletir a real situação da
economia (uma galinha por pessoa), e nenhum dos dois seria pobre.

Obviamente, esta conclusão só é possível em uma economia estática e
simplificada, formada por pessoas imunes a incentivos e punições. No mundo
real, formado por economias complexas recheadas de fatores dinâmicos, este
exemplo não tem nenhuma validade.

Afinal, se o governo começar a punir a riqueza, os incentivos para
criá-la serão bastante reduzidos, e consequentemente todos estarão mais pobres.
Ainda pior: é impossível
acabar com a pobreza por meio da redistribuição de renda
. Redistribuir a
riqueza de modo equânime levaria ao colapso de toda a economia (entenda todos
os detalhes aqui).

Sendo assim, é crucial encontrar um sistema no qual a criação de riqueza
não apenas não seja punida, como ainda melhore a situação de todas as pessoas.

Já há

Felizmente, há uma ótima notícia: este sistema já existe. E é de sucesso
comprovado. E não requer nenhuma mágica ou heterodoxia. Apenas bom senso.

De acordo com os dados coletados e preparados pela Universidade de
Oxford em seu site Our World in Data
(Nosso Mundo em Dados), há uma relação
inversa (e explícita) entre PIB per capita e a fatia de pessoas vivendo na
pobreza. Ou seja, quanto maior a
economia, menor a pobreza
.

A-4.jpg

Gráfico 1: no eixo Y, a porcentagem
da população vivendo na extrema pobreza (menos de US$ 1,90 por dia); no eixo X,
o PIB per capita (quanto mais à direita, maior)

A publicação, seguindo o Banco Mundial, considera que uma pessoa está na
“extrema pobreza” quando ganha menos de US$ 1,90 por dia. E conclui que:

Não há nenhum país que, tendo um PIB
per capita acima de US$ 15.000, apresente mais do que 5% de sua população
vivendo na pobreza extrema.

Por outro lado, na maioria dos países
cujo PIB per capita é menor que US$ 4.000, há entre 25 e 75% da população vivendo
na pobreza extrema.

A Universidade de Oxford também cita um estudo de 2002,
de Dollar e Kraay, que conclui que “na média, o crescimento beneficia os pobres
tanto quanto o resto da sociedade”.

Isso significa que o aumento médio
da renda per capita se traduz em um aumento da renda dos grupos mais pobres da
sociedade
.

Outra maneira de ver isso é observando como a pobreza extrema diminui em
cada país à medida que o PIB per capita aumenta. O gráfico abaixo mostra essa evolução.

Saved-Pictures.jpg

Gráfico 2: no eixo Y, a porcentagem
da população vivendo na extrema pobreza; no eixo X, o PIB per capita (quanto
mais à direita, maior)

O PIB per capita está no eixo horizontal. À medida que nos movemos para
a direita, aumenta a riqueza do país. O eixo vertical reflete a porcentagem da população
vivendo na pobreza extrema (isto é, ganhando US$ 1,90 por dia). À medida que
nos movemos para baixo, menor é a porcentagem da população que vive na pobreza
extrema.

O gráfico mostra com clareza como em países como China, Índia, Indonésia
e Brasil, entre outros, a relação entre crescimento e redução da pobreza é
direta.

Aliás, os dados apenas confirmam tudo aquilo que a
teoria econômica sempre explicou: deixe a economia crescer e prosperar, e a
pobreza será automaticamente aniquilada.

Conclusão

De nada adianta debater políticas redistributivas e assistencialistas
sem antes se implantar as medidas que realmente garantem crescimento econômico.

No final, para se superar a pobreza em definitivo, é crucial ter
crescimento econômico. É crucial estimular a criação de riqueza em vez de
puni-la.

Maior crescimento econômico significa maior riqueza para todos. E é isso
o que realmente importa.

_______________________________________

Leia também:

Como a
desigualdade de riqueza acaba reduzindo a pobreza

A desigualdade é
um indicador errado e enganoso – concentre-se na pobreza

Vamos erradicar
a pobreza, e não destruir a riqueza

Quer reduzir a
pobreza de maneira definitiva? De início, eis as 12 políticas que têm de ser
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78 comentários em “Para superar a pobreza, é crucial premiar a criação de riqueza, e não puni-la”

  1. Olhar apenas o crescimento do PIB é enganoso exatamente por causa da questão demográfica. De nada adianta o PIB crescer 5% se a população estiver crescendo 10%. Igualmente, um crescimento do PIB de 2% é excelente se a população estiver estagnada.

    Há anos venho dizendo que o “estrondoso” crescimento do PIB brasileiro na década de 70 se deveu muito mais a fatores demográficos (além do forte crescimento populacional, houve a entrada da mulher no mercado de trabalho) do que a alguma política econômica.

    Aliás, a própria década de 80 (a década perdida) também apresentou números robustos para o PIB. Pudera: a população brasileira cresceu forte naquela época, e a mulher entrou com ainda mais força no mercado de trabalho. O crescimento do PIB veio como que por gravidade.

    Atualmente, é muito irrealista querer que o Brasil cresça 5% ao ano durante a próxima década. Não com a nossa demografia. Também é irreal querer que qualquer país europeu cresça mais de 2% ao ano. Não com a demografia deles.

    Por isso o PIB per capita é o único indicador que deve ser olhado – se for para ser olhado.

  2. O PIB per capita é muito maior na Austrália do que na Índia. Mas existe mais desigualdade social na Austrália do que na Índia.

    Qual situação é melhor?

  3. Não é nada surpreendente que os intervencionistas insistam em ressaltar a desigualdade como o maior problema de todos, em vez de abordarem a pobreza absoluta e maneiras de permitir um maior crescimento de classe média.

    O debate sobre pobreza e desigualdade se tornou uma desculpa para novas intervenções, e não um meio para debater como continuar o processo de enriquecimento das pessoas. Intervencionistas não querem que os pobres sejam menos pobres; querem apenas que os ricos sejam menos ricos. Para o burocrata, o objetivo é manter o aparato estatal plenamente operante, e não torná-lo desnecessário.

    O intervencionismo assume que a desigualdade é um efeito negativo, e não uma consequência natural da prosperidade. Aliás, alguma desigualdade sempre será positiva. Se meus colegas de trabalho são mais bem-sucedidos do que eu, isso será um incentivo para eu me aprimorar. Somente quando há uma desigualdade gerada pelo sucesso é que as sociedades progridem, e o bem-estar de todos aumenta.

    Não há maior desigualdade e injustiça do que o igualitarismo, o qual elimina os incentivos para o aprimoramento próprio. O igualitarismo, longe de reduzir a pobreza, acaba por intensificá-la.

  4. Sabem qual o mercado mais desregulamentado de quase qualquer lugar do mundo? O de eletrônicos e o de alimentos.

    E sabem qual o mercado que mais produziu e cresceu nos últimos 50 anos? O de eletrônicos e o de alimentos.

    A esquerda se apavora com o rumo que o mundo tomou depois da segunda guerra mundial. Mais e mais países escolheram o lados dos EUA e deixaram a URSS e os Fascismo para trás. Não é a toa que o mundo está cada vez mais rico.

  5. O Brasil merece ser um país pobre, miserável, marxista, comunista e desgraçado enquanto a audiência da TV Globo continuar sendo o que é.

  6. Lendo esse artigo lembrei daquele caso do “Mendigo gato” rsrs

    Alguém descobriu esse mendigo na rua e bateu uma foto, depois ele virou modelo. E você pensar que nem todo mendigo vai ter essa sorte. Que mundo maluco.

    O capitalismo é esse sistema de trocas, as pessoas ficam igual formiguinhas vistas de cima, trocando coisas o tempo inteiro e o valor é SUBJETIVO.

    Olha só que loucura…o valor é subjetivo. Como viver em um mundo em que o valor é subjetivo ? O cara que tava na rua mendigando virou modelo da noite pro dia. Você não consegue entender como as pessoas valorizam algo e você tem que gerar valor. Uma coisa pode perder valor de forma passageira…tipo uma música. Não tem uma explicação.

    É muito louco isso, cara.

    Tem um mendigo aqui perto de casa que deve ter mais de 2metros de altura… daria um bom pivô de basquete (risos)

    É um azar que ele nasceu no país do futebol

    e que talvez ninguém descubra “valor” nele por aqui. É muito difícil esse sujeito sem instrução,sem recursos se inserir no “jogo das formiguinhas”. Sinceramente, não vejo solução pra ele.

    Vou voltar pra minha casa, igual ao casal do artigo, pensando sobre essa questão.

  7. Mais um excelente artigo do Instituto Mises. Eu sempre acreditei que a sociedade está dividida em dois tipos de pessoas: as que PAGAM impostos e as que se BENEFICIAM dos impostos. O texto mostra, claramente, que o aumento do PIB de um país beneficia a sociedade como um todo (paises com PIB mais alto têm menor número de pobres).

    Um argumento tremendo contra o assistencialismo e as políticas equivocadas de “redistribuição de renda”.

    Parabéns!

  8. O texto de Ivan Carrino está muito bem escrito. Entretanto, os gráficos 1 e 2 me levam a pensar numa coisa: como está a situação dos Brics HOJE? E quais são as perspectivas para o médio prazo (de hoje para daqui a quatro ou cinco anos?

  9. Repetindo: o óbvio tem de ser feito: desburocratizar, desregulamentar, reduzir impostos (o que implica reduzir gastos do governo), facilitar o empreendedorismo e ter uma moeda forte. Os Estados Unidos da América farão isso sempre. O Brasil deve imitá-lo.

  10. Se esse texto for lido para uma pessoa leiga, é um perigo, especialmente no Brasil.

    Esse país possui pós-doutorado na aplicação da falácia desenvolvimentista do multiplicador keynesiano para “crescer a economia”.

  11. Leandro, tempos atrás li um comentário seu dizendo que a expansão monetária consegue interferir até mesmo na qualidade dos interiores dos carros. Como isso acontece? Por que ocorre? Isso acontece no mundo inteiro?

  12. Porque o IMB nunca falou sobre absurda lei do casamento?

    Essa arbitrariedade chamada União estável.

    Bem resumido:

    O cara namora uma mulher, mora com ela durante uns 5 anos por exemplo.

    Durante esses 5 anos, ele trabalha e ela não. Ela se concentra em somente cuidar do lar enquanto ele trabalha e paga todas as contas.

    Durante esse tempo, houve acréscimo patrimonial onde com o trabalho, ele adquiriu imóveis, carros e afins.

    Ai eles se separam, ela entra na justiça querendo provar união estável e clamar por metade do patrimonio.

    Qual o sentido disso?

    Além de insegurança jurídica e o desincentivo para ter união estáveis que poder levar a uma possível degeneração moral, conflito de família e etc.

    Isso é completamente imoral e anti-ético, atenta contra o direito de liberdade e propriedade

    Veja bem, não to falando em contrato, onde as partes assinam um acordo.

    To falando de um simples namoro onde as pessoas moram junto.

    Porque nunca falaram isso? É completamente anti-ético isso

    Fora ainda a maciça regulação do estado no casamento, ditando os contratos. Uma zona só!

    Interferencia do estado na família.

    Abraços

  13. Caros comentaristas do Instituto Mises, me considero um conservador, ou seja, alguém que defende o livre mercado, mas que também sabe que a história humana nos trouxe ao arranjo de Estado e que, por enquanto, essa foi a melhor maneira a qual conseguimos nos organizar para o nosso desenvolvimento e enriquecimento.

    Para meu aprendizado e para melhorar meus argumentos gostaria de fazer duas perguntas:

    1) Para que o livre mercado possa realmente funcionar, seria necessário que TODOS os Estados, sem exceção, derrubassem suas barreiras protecionistas. Caso contrário, de que adianta liberar minhas fronteiras se meu vizinho não liberar as dele? Pensem na China: um governo Comunista está crescendo e enriquecendo. Isso não representa um risco de futuro ataque e consequentemente tomada de poder pelo Governo Comunista Chinês em outras nações? Isso não representa um perigo de extinção de todo o desenvolvimento civilizatório do ocidente?

    2) Pensando internamente, se adotássemos medidas 100% pró-mercado, como garantir que grandes grupos não formem um monopólio do capital a ponto de querer exercer o poder através da força e acabar por escravizar os grupos economicamente mais fracos? (Se não me engano era Marx que tinha uma teoria de que o capitalismo poderia levar a escravidão)

    São argumentos que normalmente vejo vindo da parte de burocratas estatistas. Eu gostaria de ter melhores argumentos para refutá-los.

  14. Juarez e sua incapacidade de lidar com dinheiro

    Dizem que o dinheiro é apenas uma ferramenta, tão indiferente quanto um lápis e um pedaço de papel; mas será mesmo que é isso que ocorre no mundo real? ou será que o dinheiro é como um revólver, que em mãos erradas, pode levar alguém ao suicídio? Vamos aprender sobre isso na história do senhor Juarez.

    Juarez foi uma menino que teve uma péssima educação; garoto de família pobre, lutava bravamente para sobreviver com a família em um mundo sem misericórdia.

    Quando se tornou adulto foi para São Paulo em busca de uma vida melhor, o ano era 2009, e logo conseguiu um emprego como zelador em um edifício de classe alta. Ele fez amizade com o filho de um engenheiro, o garoto era um verdadeiro nerd.

    Os dias se passavam, e entre uma conversa e outra, o garoto nerd afirma: “Cara! Você precisa comprar Bitcoins! Eu sei que ninguém acredita em mim, mas isso será o futuro do dinheiro; o paraíso será implementado na terra quando o indivíduo ter pleno controle de seu dinheiro.” Juarez logo pensou: Esse muleke ta fumando muita maconha, mas quer saber? Vou pegar esses cinco reais da pinga e vou ali comprar uns Bitcoins (e depois uns amendoins).

    Mal sabia juarez que aqueles cinco reais seriam transformados em quase 500 mil reais.

    Foi um tremendo choque essa mudança drástica de condição de vida para juarez. De um dia para outro, ele podia comprar o que quisesse. Logo, mulheres bonitas começaram a se interessar por ele, e de fato, ele não perdeu tempo, logo se casou com a mulher mais bonita da cidade; obviamente, existia um abismo humanitário e intelectual entre os dois, mas isso não importava, o que importava era a matéria e o bem-estar. Juarez ficou louco pelo poder que o dinheiro permitia, ele não sabia dizer não para ninguém; às vezes, se sentia como Jesus Cristo na terra: tudo era uma questão de somente dizer sim, e a palavra se transformava em matéria.

    Juarez vivia no paraíso, mas, interiormente, ele sabia que havia algo errado. Era como se ele não pertencesse àquele mundo.

    O tempo passou e o dinheiro foi acabando. Infelizmente, Juarez era um homem que tinha uma incapacidade para levar uma vida intelectual e posteriormente lidar, de forma adulta, com o dinheiro. Ele não sabia dizer não para ninguém, sua mulher e filhos gastavam rios de dinheiro com luxos que juarez não mais estava conseguindo sustentar. A conta começou a ficar no vermelho, ele não tinha o saldo positivo, mas agora estava devendo para todos bancos da cidade. Passou-se anos, e a situação foi piorando mais a cada ano, porque a mentalidade não estava preparada para riqueza e poder.

    Juarez se encontrava endividado, devia para todos bancos; e o pior de tudo, é que agora ele devia também para sete agiotas. Chegou-se numa situação em que ele e a família estava correndo risco de vida porque os agiotas não paravam de ameaçar sua família.

    Seu filho adolescente pensou: “Dever para um agiota é como ter câncer. É como algo que vai te corroendo por dentro e você não consegue se livrar, até que chega o último dia, e você está morto.

    O que fazer agora? Os telefonemas não paravam, e as ameaças também não. Sua mulher pediu separação e o deixou sozinho na casa que logo seria confiscada pelo banco. Os telefonemas não paravam. A vida estava obscura. O que fazer agora?

    Era uma tarde de domingo, os telefones estavam desligados. Um alaranjado forte dominava a sala central no qual ele estava pensando: Será que devo usar um revólver ou me enforcar? Pois o meu mundo que nunca foi grande coisa, chegou ao fim.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.

  15. Você quer acabar com a “desigualdade” ou com a pobreza?

    Você prefere (a) todo mundo bem, com alguns melhor do que outros, ou (b) todo mundo* mal, mas igualmente mal?

    Você quer ajudar os pobres ou atacar os “ricos”**?

    São buscas mutuamente excludentes, você TEM que escolher uma ou outra.

    *QUASE todo mundo, pois no igualitarismo sempre existem os “mais iguais do que os outros” e a desigualdade é maior e pior do que quando há liberdade.

    **”Rico”: qualquer um que seja minimamente melhor do que você em qualquer aspecto, mesmo que imaterial.

    * * *

  16. Galera vcs tem algum lugar para encontrar ideias para se fazer investimentos? estou perguntando, pois infelizmente com esta crise que não se resolverá nos próximos anos, tenho que fazer algo que remunere, e mesmo que a economia melhore acho que o meu tempo passou, pois parece que a tendencia de remuneração agora é somente nos setores administrativos, e todas as minhas habilidades está no campo de execução de serviço. e todas os lugares que me cabe não existe oferta de serviço legal, eu quero tipo algo me de uma inspiração de um investimento para realizar.

  17. HOMEM INVADIU AGÊNCIA DO INSS DE PIUMHI, NA MADRUGADA DESTE DOMINGO (6) Um Homem invadiu com uma caminhonete as dependências da agência do INSS de Piumhi, deixando a vidraça e o interior destruídos.

    Segundo as primeiras Informações da Policia Militar, o condutor foi encaminhado para a Polícia Federal, em Divinópolis, sendo que o INSS é um órgão do Governo Federal.

    O estabelecimento fica na rua Bossuet Costa, no centro de Piumhi, a qualquer momento o Jornal da Onda traz outras informações.

    FONTE: POLÍCIA MILITAR HOMEM QUE TEVE BENEFÍCIO CORTADO INVADIU AGÊNCIA DO INSS COM CAMINHONETE.

    “OUVI VOZES DO ALÉM, DIZENDO PARA DESTRUIR A AGÊNCIA DO INSS”, DISSE O HOMEM À PM

    Por volta da 1h da madrugada deste domingo (6), a Polícia de Piumhi foi acionada na Rua Bossuet Costa, onde fica a agência do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Ao chegar no local, deparou-se com a frente do imóvel (porta de vidro) totalmente destruída.

    Quando os policiais entraram no interior da agência, encontraram um homem de 43 anos, que conduzia uma caminhonete GM D20 custom, a qual usou para destruir a porta principal e entrar na agência. Com o veículo, o homem praticamente destruiu toda a estrutura física: mesas, computadores, cadeiras, aparelhos telefônicos, arquivos, impressoras, vasos de flores.

    Segundo a Polícia Militar, o homem é de Vargem Bonita. Ele relatou aos PMs “que ouvia vozes do além dentro da sua cabeça, dizendo para destruir totalmente o “INSS”, visto que seu benefício foi suspenso pela referida agência, motivo este que lhe causou um ódio tremendo”.

    O autor foi preso em flagrante e conduzido à Polícia Federal, na cidade de Divinópolis, para demais providências. A polícia fez contato com a gerente da agência do INSS, que foi ao local para providências internas.

    Foi comunicado o fato à Polícia Federal de Divinópolis, sendo informado que a perícia técnica de Belo Horizonte, comparecerá posteriormente.

    A vigilante do INSS foi orientada a isolar o local completamente até a chegada da perícia. A caminhonete GM D20 foi removida ao pátio credenciado.

    Fonte: PM Piumhi.

    OBSERVAÇÃO : Tudo isto aconteceu porque o homem teve seu beneficio suspenso. Com uma frustração e o ódio tremendo, descontou toda sua raiva quebrando a agencia todinha. Governos , sobretudo socialistas tem incentivado a dependência de algum beneficio governamental. O duro vai ser lidar com as frustrações desta gente, quando não puder mais atende-los. Ate aonde vai a vontade das pessoas em ser dependente de algum beneficio do governo ? http://www.facebook.com/pg/OndaOesteFMOficial/posts/

  18. Bernardo da Silva

    Tenho uma dúvida. Em uma sociedade anarcocapitalista, os outros países não poderiam invadir essa sociedade? Por exemplo, vamos supor que os Estados Unidos pague muitas pessoas nessa sociedade para ajudá-lo, os Estados unidos não poderia facilmente dominar este país, caso o Brasil vire anarcocapitalista, os Estados unidos não poderia querer invadir aqui para roubar as riquezas do Brasil??

  19. Pessoal, eu dei até uma pesquisada na Wikipédia, alguém sabe como funcionam as instituições estatais de educação nos EUA? Elas são financiadas também por doações privadas? Por exemplo agora há pouco eu pesquisei na página da FAU, segundo a página, em 2016 eles receberam doações de U$275 milhões, correto? Isso explicaria a qualidade superior frente às instituições similares estatais no Brasil?

    Alguém sabe como funciona as doações no Brasil e nos EUA, quanto ao financiamento de instituições educacionais?

  20. Todos os anos baixo a planilha do heritage.org, que mede o grau de liberdade de cada país. Faço a correlação do pib per capita dos países com o ranking de liberdade. A correlação é de 60%!

    Isso é enorme! É a prova de que é a liberdade que leva à prosperidade.

  21. Simples, com economia crescente, aumenta o consumo, consequentemente postos de trabalho, até chegar ao ponto de que as empresas passam a disputar os funcionários, aumentando os salários

    , ou seja melhora tudo…

  22. “Uma maneira de garantir uma farta oferta de bens para a população é tendo uma moeda forte e liberando as importações. Sob este arranjo, as importações serão baratas e a oferta de bens sempre será farta. Não é à toa que os países que possuem a melhor qualidade de vida são aqueles que mais praticam o livre comércio.”

    HAHAHAHAHA! Diga isso aos EUA de Donald Trump que pratica o protecionismo. Diga isso à Coréia do Sul que enriqueceu com protecionismo. Países europeus, todos eles pçraticavam o protecionismo.

  23. Por que o socialismo, economicamente, é impossível? Por causa da impossibilidade do cálculo calculo dos preços (estou certo?).

    Mas se alguém inventar um supercomputador capaz de fazer esse cálculo?

    O socialismo será, economicamente, possível e as teses de von Mises serão, na parte econômica, refutadas?

  24. Sinto falta dos artigos “Economia Brasileira, um resumo de fim de ano”, do Leandro Roque…

    Seria uma grande presente aos leitores do site, um resumo de 2019… 🙂

  25. O que a galera do MISES acha dos dados abaixo?

    É isso mesmo?

    Veja a lista dos 10 países que lideram o ranking global de riqueza do Credit Suisse:

    Estados Unidos (US$ 105,99 trilhões)

    China (US$ 63,83 trilhões)

    Japão (US$ 24,99 trilhões)

    Alemanha (US$ 14,66 trilhões)

    Reino Unido (US$ 14,34 trilhões)

    França (US$ 13,73 trilhões)

    Índia (US$ 12,61 trilhões)

    Itália (US$ 11,36 trilhões)

    Canadá (US$ 8,57 trilhões)

    Espanha (US$ 7,77 trilhões)

    http://www.infomoney.com.br/economia/este-grafico-mostra-onde-esta-concentrada-a-riqueza-do-mundo-o-que-falta-para-o-brasil-chegar-la/

    A China já está assim tão mais rica que as grandes economias européias?

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