Eis uma ideia bastante popular, particularmente entre
a direita e alguns liberais: se um indivíduo é bem sucedido no mundo empresarial,
então ele possui o conhecimento necessário para tomar decisões sábias e
sensatas em termos de política econômica, sendo portanto uma ótima escolha para
a presidência da república.
Só que tal raciocínio, infelizmente, é perigosamente
ingênuo.
Em seu livro A Teoria da Moeda e do
Crédito, Ludwig von Mises argumentou que:
Não
há motivos para se atribuir importância respeitável às opiniões de empresários.
No âmbito da economia, suas opiniões são secundárias, algo a ser trabalhado e
avaliado. Quando o empresário tenta explicar algo, ele se torna tão “teórico”
quanto qualquer outra pessoa. Não há nenhum motivo para se conceder uma preferência
às suas teorias.
Na realidade, a função do empreendedor e a função do
economista são completamente distintas. Para que o empreendedor seja bem
sucedido, ele tem de ser capaz de prever quais serão as preferências e demandas
futuras dos consumidores, para o seu produto específico, com um alto grau de
acurácia. Seus cálculos e decisões de produção feitos hoje só serão lucrativos
se forem feitos com base em estimativas adequadas quanto ao futuro.
Mas essas previsões, frequentemente, se resumem a
nada mais do que estimar as demandas para o seu mercado específico.
Para empresas já estabelecidas, essas estimativas são
mais fáceis de serem feitas. Mas dado que a concorrência também é mais
acirrada, a maneira de ser bem-sucedido nestas indústrias é saber encontrar
modos de produção mais eficientes. Já para empresas novas, essas estimativas
envolvem saber saciar uma demanda que existe apenas no abstrato: isto é, fornecer
um produto que resolve um problema para o qual, até então, não havia solução. Henry
Ford fez um gracejo sobre isso, dizendo que, se ele tivesse perguntado às pessoas
o que elas queriam, a resposta seria “cavalos mais rápidos”.
Apenas para deixar claro, a presciência
empreendedorial é uma habilidade extremamente essencial e valiosa. Porém, ela não indica uma real compreensão sobre o
funcionamento da economia como um todo.
Quem acredita que empresários bem-sucedidos tendem a
ser economicamente mais sábios e sensatos — sendo, portanto, candidatos políticos
ideais — está dizendo que decisões que foram boas para uma determinada empresa
serão também boas para toda a economia (tal raciocínio é conhecido como a “falácia
da composição”).
Mas isso não faz sentido.
Bom
para um, ruim para todos
É até possível que uma política empresarial que
tenha sido boa para uma determinada empresa seja também boa para toda a
economia, mas isso não é uma regra, e sim uma exceção. A grande probabilidade é
que uma política empresarial que tenha sido boa para uma determinada empresa
será bastante prejudicial para a economia como um todo.
Por exemplo, um empresário que se vale de subsídios,
ou de empréstimos baratos
concedidos por bancos estatais (os quais só são baratos porque os bancos
estatais recebem repasses do Tesouro Nacional, ou seja, dinheiro de impostos),
ou de tarifas protecionistas, ou de reservas de mercado garantidas pelo estado,
certamente trará bons resultados para sua empresa, e será visto como um empresário
bem-sucedido. No entanto, se essa mesma política for adotada maciçamente para
toda a economia, o colapso será inevitável.
Economia e administração de empresas não são o mesmo
ramo. Infelizmente, vários dos grandes empresários bem-sucedidos de um país
enriqueceram exatamente porque praticaram o rent-seeking,
ou seja, ganharam benefícios por meio da influência política: fizeram lobby
junto ao governo para obter privilégios especiais que ajudaram suas empresas,
sem qualquer consideração se isso seria bom ou ruim para os consumidores e para
a economia como um todo.
O grosso do lucro destes empresários bem-sucedidos adveio
de privilégios garantidos junto ao governo e não da oferta de bens e serviços
aos consumidores. Os privilégios mais típicos são crédito subsidiado,
patrocínios estatais, tarifas de importação que deixam concorrentes
estrangeiros fora do páreo, regulações que dificultam
a entrada de novos concorrentes e garantem reservas de mercado, e obras
públicas pagas com dinheiro de impostos.
Nada disso envolve oferecer a clientes produtos e
serviços melhores ou mais baratos, mas sim a mera busca por favores de políticos. E, no entanto, um empresário
que faz isso trará bons resultados para a sua empresa e será visto como
bem-sucedido.
Não seria sensato dizer
que é este o tipo de pessoa que queremos para tomar decisões de política econômica.
Mas há outros problemas.
“Para
que eu ganhe, outro tem de perder!”
Quando um empresário está gerenciando uma empresa, ele
está batalhando para obter uma porcentagem finita do mercado. Seu objetivo é
aumentar sua fatia de mercado.
No entanto, se esta mesma mentalidade — obter uma
crescente fatia de mercado — for aplicada a toda a economia do país, os
resultados serão deletérios.
No mercado, o crescimento de uma empresa concorrente
se dá em detrimento de outro empresário já estabelecido. Porém, o crescimento
da economia de um país não se dá em
detrimento da economia de outro país. Assim, se o empresário que virar político
mantiver sua mentalidade, ele passará a ver a economia dos outros países como
concorrentes a serem batidos. E aí o objetivo será “superar” esses outros países
por meio de guerras comerciais (restrição de importações) ou de estímulos econômicos
(aumento de gastos ou de déficits orçamentários) que aditivem artificialmente
(e apenas temporariamente) o PIB.
Dado que o mundo empresarial é um mundo competitivo,
no qual para um empresário ganhar uma fatia de mercado outro empresário tem de
perder essa mesma fatia de mercado, empresários tendem a ver toda a economia,
bem como o comércio exterior, como um jogo de soma zero. Consequentemente, se eles
transportarem essa visão do mundo empresarial para o mundo da política, eles passarão
a ver aquilo que ocorre entre empresários concorrentes como sendo exatamente o
mesmo que ocorre entre pessoas interagindo pacífica e voluntariamente via
comércio exterior.
Só que, ao contrário da fatia de mercado — que é
uma porcentagem finita de um dado mercado –, o crescimento econômico é
potencialmente infinito. Quando, por exemplo, a China cresce, nós indivíduos não ficamos em pior situação. Ao contrário:
dado que comercializamos voluntariamente com os chineses, nossa situação tende
a melhorar. Se os chineses produzirem mais, os consumidores do nosso país irão obter
mais coisas a preços menores. Se os chineses consumirem mais, os produtores do
nosso país irão vender mais e lucrar mais. É uma situação em que todos vencem.
Mas não é exatamente assim que irá pensar um empresário,
principalmente se ele for oriundo de um setor que tenha a China como
concorrente. Sendo assim, quando esse empresário virar político, é natural que
ele continue pensando como empresário. “Temos de vencer esses outros países e
proteger nossas indústrias! Temos de impor barreiras à importação e subsidiar nossa
produção!”
Nada bom.
Mas agora vem o principal.
É
impossível o governo ser gerenciado como uma empresa
O governo, por sua própria natureza, não opera com
recursos próprios. O governo é a única organização que obtém suas receitas não
por meio da prestação de serviços voluntariamente adquiridos por consumidores,
mas sim por meio da tributação — isto é, por meio da coerção dos cidadãos.
Mais: ao contrário de empresas privadas, as receitas
do governo independem da qualidade dos serviços prestados.
Consequentemente, o governo não está sujeito às
demandas dos consumidores. Não há “soberania do consumidor” no que
diz respeito ao governo. Suas receitas são garantidas. E, com receitas
garantidas, o governo não está sujeito aos mecanismos de lucros e prejuízos do
mercado.
Por não se guiar pelo mecanismo de lucros e
prejuízos, e nem pelo sistema de preços, por não ter de atender às reais demandas
dos consumidores, e por não ter de vender seus serviços em um mercado
concorrencial, simplesmente não há como o
governo ser gerido como uma empresa.
Não há como avaliar e estimar o real valor econômico
de qualquer coisa que o governo faça.
Por exemplo, cada ministério, agência e secretaria
possuem objetivos declarados. Mas quão bem esses objetivos estão sendo
cumpridos? O Ministério da Educação, por exemplo, está satisfazendo seus
“consumidores”? E o Ministério da Saúde? E o Ministério da Justiça? E
o Ministério da Fazenda? E cada agência reguladora? O que constitui um
“bom desempenho” em cada um destes órgãos?
Estas perguntas são fundamentalmente impossíveis de
ser respondidas. Na melhor das hipóteses, podem ser apenas estimadas segundo
algum critério subjetivo, mas não podem apresentar a mesma precisão das
estimativas feitas em empresas privadas, pois as agências do governo não vendem
seus serviços no mercado concorrencial. O “consumidor” dos serviços
do governo não escolhe entre vários fornecedores, direcionando seu dinheiro
para aquela empresa que fornece os melhores produtos aos melhores preços. Com o
governo, o consumidor paga compulsoriamente por tudo, goste ele ou não do
serviço. Sendo assim, não há como um empresário, por melhor que seja, avaliar o
desempenho dos burocratas de seu governo.
Como explicou Mises:
Os objetivos da administração pública
não podem ser mensurados em termos monetários e não podem ser avaliados por
métodos contábeis. Na administração pública, não há conexão entre receitas e
despesas. Os serviços públicos estão apenas gastando dinheiro. As receitas
derivadas de tributos e taxas não são “produzidas” pelo aparato
administrativo; sua fonte é a lei e a atuação da Receita Federal, e não a
qualidade dos serviços prestados.
Dado que toda a operação estatal funciona com o
dinheiro de impostos — portanto, por meio da taxação coerciva –, o governo,
por sua natureza, já nasceu com este grave defeito “enraizado” em
seus órgãos vitais, e nenhum empresário bem-sucedido pode mudá-lo.
Em suma: o governo e seus órgãos não vendem seus
serviços no mercado concorrencial para consumidores que voluntariamente optam
por comprá-los, não se direcionam pelo sistema de lucros e prejuízos, e suas
receitas não são auferidas de acordo com a qualidade dos seus serviços. Mesmo
com um excelente e muito bem-sucedido empresário no comando, nenhum governo
pode ser gerenciado como fosse uma empresa.
Conclusão
Empresários na política podem, obviamente, fazer bons governos. Mas não há nenhum motivo para se acreditar que isso é uma regra. Tampouco faz sentido acreditar que, só porque um determinado empresário foi bem-sucedido em seu ramo, ele será um ótimo político.
Mises já havia observado todos estes problemas ainda
em 1912. Disse ele:
Atualmente,
há muitas pessoas que, impressionadas com o acúmulo de riqueza de alguns
empreendedores, perderam sua compreensão básica sobre a ciência econômica,
buscando respostas simples e fáceis para problemas complexos. É crucial
relembrar que a ciência econômica envolve muito mais do que um jornalista
perguntar a um banqueiro ou a um magnata industrial o que eles pensam da atual situação
da economia.
Mais de um século depois, várias pessoas ainda não aprenderam
essa lição.
Falta agora o artigo: “Economistas na política: bom ou ruim?”
Se for Keynesiano eu já até imagino a resposta, mas nunca vi um da escola austríaca no comando.
“Eis uma ideia bastante popular, particularmente entre a direita e alguns liberais: se um indivíduo é bem sucedido no mundo empresarial, então ele possui o conhecimento necessário para tomar decisões sábias e sensatas em termos de política econômica, sendo portanto uma ótima escolha para a presidência da república.”
Não é bem isso.
Há uma série de competências pessoais que são testadas no âmbito empresarial. Mas o mais importante é que se um indivíduo foi bem sucedido como empreendedor, ele se confrontou com as dificuldades regulatórias e fiscais impostas pelo estado pessoalmente. Por isso ele está em melhor posição para julgar as consequências negativas de uma determinada lei do que, digamos, um intelectual subindo o elevador de um cargo público direto até um posto de liderança.
O conhecimento adquirido por experiência não está, concordo, no mesmo nível do conhecimento adquirido por princípios. O empresário e o economista liberal concordarão sobre a necessidade de baixos impostos, mas o primeiro (assumindo que seu conhecimento advém da sua experiência pessoal unicamente) possivelmente não terá a mesma atitude quanto às tarifas e câmbio desvalorizado, cujas consequências negativas aos empresários habitam as zonas do ‘Não se Vê’ e do ‘Longo Prazo’, onde é mais difícil encontrar relações de causalidade.
Dito isso, se confrontado com a escolha entre apoiar a plataforma de um empresário ou de um intelectual estatistas (diga Romney VS Obama, Trump VS Jeb Bush), eu escolheria o empresário – servindo a experiência dele como critério de desempate. Entre um intelectual liberal e um empresário estatista, obviamente venceria o intelectual liberal. Mas em uma situação em que um intelectual liberal estivesse competindo com um empresário liberal, tendo ambos plataformas muito similares (como nas primárias de um partido), eu sumariamente favoreceria o empresário. Querendo ou não, nós não vivemos para sempre e o sucesso pessoal (se merecido, é claro) de alguém é um excelente sales pitch para convencer uma pessoa e escutar o que alguém tem a dizer.
POR ISSO, MEU VOTO É JAIR BOLSONARO.
Amigos,
o que tem sido estudado nos últimos anos pela “Escola Austríaca” ?
Qual foi a última “inovação” dessa escola ? Ou vocês pararam depois que Mises faleceu ?
Lula, o filho do Brasil
A maior injustiça da humanidade foi cometida na noite daquele sábado; todos estavam em vigília e oração para que lula não fosse preso. Já tínhamos a nossa virgem Maria rogando por Lula (Marielle), e todos os santos da teologia da libertação em uma oração constante. Perguntávamos entre nós: Como pode um homem tão humilde, um pobre velhinho, um segundo Jesus Cristo na terra trazer tanto barulho da mídia, dos golpistas, e do grande capital?; aliás, que tipo de coração esses golpistas têm para fazer tamanha ofensa social a um homem que foi tão bom para os mais pobres? Por que vocês são tão desumanos?
Como vocês acham que Jesus se sentiria se colocassem ele em um jatinho da polícia federal e o levassem para Curitiba? talvez.. confortável, diria os golpistas; isso porque são incapazes de perceber a ofensa da honra do homem mais honesto que já passou por este país.
Pouco antes de ser preso, injustamente, lula fez uma espécie de ShowMissa com abadá vermelho no qual afirmou: “Não sou um ser humano, sou uma idéia!”. Nesta pequena frase, ele sintetizou todo o espírito de luta contra o grande capital; podem prender lula, canalhas! mas nunca vão conseguir prender 5 milhões de funcionários públicos e sindicalistas que lutam diariamente para acabar com o capitalismo. Afinal, o que significa prender lula? Prender lula significar dar um duro golpe na luta contra a pobreza e desigualdade gerada unicamente pelo capitalismo. Como afirmou Papa Francisco: “O maior crime de lula foi ter lutado contra a fome no mundo”.
Alguém poderia dizer: “Há, mas lula é privilegiado”. Lógico que ele é privilegiado meu amigo. O cara é o messias do Brasil e você quer que eu trate ele igual Hélio beltrião? Embora Lula seja puro e santo a ponto de tratar todos de maneira igual, como ensina a liturgia do socialismo; eu ainda sou um pecador! sim, eu preciso me confessar com algum professor de sociologia ordenado pela esquerda pois eu não consigo tratar os golpistas de maneira igual aos grandes seres humanx da esquerda.
Precisamos de uma revolução vermelha
Eu poderia ficar o dia inteiro falando sobre nosso pai{1}, mas infelizmente, o DOPS da sessão de comentários deste instituto iria censurar minhas palavras; portanto, vamos ao ponto central. Sim! A esquerda precisa se unir e dar um golpe de Estado na República dos bananas. Veja que já temos o apoio de alguns países que estão próximos, países como: Venezuela, Colômbia, Acre. Precisamos de um “Abril vermelho”; precisamos que todos países se unam em torno da luta pelo bem-comum; precisamos criminalizar o liberalismo na forma de idéia; e ,principalmente, precisamos quebrar alguns ovos e prender os que sobreviverem. Podem lutar! eu estarei aqui na internet fazendo o trabalho intelectual.
Quem foi Lula
Lula foi o escolhido, foi o messias que fugiu com a mãe do nordeste em busca de uma vida melhor. Fugiu da dor, da seca, da pobreza; comeu rapadura atrás do caminhão, e quando chegou em São Paulo viveu em uma favela imunda tendo que fugir constantemente da corrupção da alma gerada pelo capitalismo. Mesmo diante dessas dificuldades, ele conseguiu se tornar o maior presidente que esse país já teve.
Não pense que não tenho críticas à lula. O seu maior erro foi querer implementar o socialismo paulatinamente, respeitando os mesmos trâmites da republiqueta que tanto explorou os pobres durante as décadas de 60,70, e 80. Lula deveria ter implementado o socialismo na marra, como aconteceu em Cuba; ele deveria ter matado todos opositores e controlado o exército. Seu maior erro foi ter sido um homem tão bom a ponto de negociar com o diabo na terra (capitalismo). Sempre falei para meus amigos socialistas: Negociar com o liberalismo é o mesmo que negociar com terroristas: Nunca deve haver negociação. Nunca deve haver proximidade.
Hoje, lula está sendo preso, não pelos seus vícios, mas por ser um homem excessivamente bom. O maior filho que o Brasil já teve.
{1} Como será o Brasil quando Lula for presidente?
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2828
{1} Lula x Helio beltrião.
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2515
{1} Querem prender nosso Pai
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2827
{1} O Brasil vai acabar se condenarem Lula
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2869
{1} O que Lula deve fazer?
mises.org.br/Article.aspx?id=2839&ac=211593
Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
Num ambiente verdadeiramente de livre mercado, a função da iniciativa privada e dos empresários é: empreender, gerar empregos e renda.
Neste mesmo ambiente, a função de um economista é irrelevante.
Ok. Como sempre, vocês de parabéns. Mas senti no texto uma referência à política protecionista do Trump. Vejo sobre isso o seguinte: A China vende aos EUA e investe seu lucro no comunismo. Xi já falou que vai ficar! Parte deste lucro é usado para bancar a Coreia do Norte que fica enchendo o saco com ameaças ao Ocidente. Na medida em que se diminui o comércio entre estes países, diminui o lucro da China e seca a torneira da Coréia do Norte. Vejam que foi só começar a guerra comercial China x EUA e a Coréia já quer negociar suas bombas. Xi ligou para Kim e falou: Segura a onda senão a fonte se esgota. Acho mais: Quem dá as cartas é o consumidor. Se eu sou consumidor, eu compro de quem eu quiser. Se não quero alimentar comunista, o problema é meu. Se eu gosto de uma Marca e quero pagar mais caro por isso, problema é meu.
Pergunto então: Não está havendo um politicamente correto no comércio internacional? Para a China negociar em igualdade com os EUA ela deveria oferecer aos seus cidadãos os mesmos atributos. Ela vende barato porque usa mão de obra “escrava”. Se eu fosse presidente, também não faria ou evitaria ao máximo fazer negócio com comunistas. São todos ditadores canalhas!
Mises está certíssimo. Mas Olavo tem razão quando diz que liberais só olham economia e não vêem cultura, segurança nacional e outros aspectos que estão ligados.
Pode-se depreender que o Presidente Donald Trump, quando no início do seu governo adotava políticas de redução de impostos, agia como um politico e depois, adotando politicas protecionistas como aumento de impostos de importação, atuava como um empresário no mercado internacional?
Poderiam responder essa crítica à produção industrial em massa?
Achei um canal no Youtube de um homem chamado Henry Bugalho sobre dicas de escrita, publicação, livros e tudo mais relacionado à Literatura.
Na transcrição a seguir ele faz uma crítica à cultura de massa, como se ela fosse responsável pela má qualidade de muitas obras culturais em evidência. A parte mais essencial está em negrito no último parágrafo:
POR QUE LIXO CULTURAL SEMPRE FAZ MAIS SUCESSO?
Uma pergunta que aflige todo artista ou qualquer um com intenção de fazer algo com qualidade e que seja duradouro é essa. Por que as obras simplórias, rasas fazem muito mais sucesso do que a grande obra, do que os grandes livros, do que tem qualidade.
É uma discussão antiguíssima, sobre baixa e alta cultura, popular e erudita. Eu percebo que com o advento da cultura de massa, se tornou muito mais frequente. Eu vou defender o que eu considero lixo: algo criado pensando na transitoriedade, sem ser duradouro, sem ter relevância em longo prazo, descartável para ir pro lixo depois, talvez não seja lixo agora, mas logo será.
Isso foi muito próprio do capitalismo recente porque os produtos criados hoje, culturais ou não, eles são feitos para serem descartados pra te forçar a comprar outros produtos depois, renovar o seu estoque. Você compra uma geladeira, passam três anos, já não funciona mais e você é obrigado a comprar uma nova, o mesmo pra TVs, computador, celular e pros seus livros também, cinema, música. Você escuta, paga para ouvir e depois de uma estação aquilo ali já foi esquecido e você precisa comprar outra coisas, não é permanente. Pra mim isso é lixo cultural.
E também gosta de dar pitacos em temas atuais com às vezes títulos provocativos e em momentos sensacionalistas tipo:
"A crueldade das pessoas de bem"
"Quero transar com garoto de programa"
"Os fascistas estão de volta."
"Escola de samba cutuca os coxinhas"
"Você é um escravo das corporações"
Deu desculpa dessa iniciativa que literatura está obrigatoriamente ligada à política ou a qualquer outro tema da vida humana.
Como se fosse impossível publicar vídeos sobre literatura sem fazer o que ele faz acima. E praticamente todos que o assistem aplaudem TUDO que ele fala. Diz que fala base às discussões de internet, mas ele em muitos momentos não tem nenhuma tampouco.
Eu tenho algumas dúvidas, não a ver com o texto, e gostaria que alguém um pouco versado em economia, e talvez no pensamento liberal, me respondesse.
I) No governo do Marechal Deodoro da Fonseca, como foi exatamente a política do Encilhamento?Por que emitir papel-moeda livremente ajudaria a industrializar o país ?
II)Como deveria ocorrer a transição de um modelo econômico ligado ao Estado para um de livre-mercado? Nesse momento específico, poderia haver alguma redistribuição de propriedade ? Para exemplificar, após a Guerra de Secessão norte-americana, seria legítimo fazer alguma reforma agrária e distribuição de renda ? Segundo os livros de história em que pesquisei, os negros continuaram a ocupar posições inferiores na sociedade e sem autonomia econômica. Portanto, não acho correto que a “propriedade privada” comece a vigorar a partir de um ponto em que vantagens injustas, adquiridas sobre a exploração da liberdade humana, são possuídas pelos latifundiários sulistas. Claro, ainda não consigo pensar em alguma instituição que benevolentemente faça tal reforma, mas simplesmente continuar como se nada tivesse acontecido não é errado?
Esse artigo me lembrou do Princípio de Peter:
O Princípio de Peter, ou princípio da incompetência de Peter, ou simplesmente princípio da incompetência, aplicado na administração, foi enunciado por Laurence J. Peter , dentro da Teoria Estruturalista, da seguinte forma:
"Num sistema hierárquico, todo funcionário tende a ser promovido até ao seu nível de incompetência”
Segundo o autor, nas organizações burocráticas, hierarquicamente estruturadas, os funcionários tendem a ser promovidos até ao seu “nível de incompetência”.
Seu enunciado possui, assim, dois corolários principais:
1) Com o tempo, cada posto tende a ser ocupado por um funcionário que é incompetente para realizar suas funções.
2) O trabalho é realizado pelos funcionários que ainda não atingiram o seu nível de incompetência.
Pelo princípio de Peter se compreende que alguém possa ingressar numa empresa como estagiário; deste início pode vir a passar, por merecimento, a técnico efetivado; dali galgaria novos postos até, por exemplo, uma gerência, onde revelaria ser incompetente. Com isto, sua ascensão findaria e esta pessoa ficaria estagnada numa função para a qual não tem qualquer competência para exercer.
Um de seus casos revela que as formas para se obter um cargo não são aquelas que são necessárias para o exercício do cargo em si; num exemplo disto ele cita que um político competente para realizar campanhas políticas não significa que será apto a governar, nem que um excepcional médico cirurgião esteja habilitado a dirigir um hospital.
* * *
A resposta é bem simples, não precisa de um artigo com mais de 1000 palavras para explicar isso: O simples fato de um empresário pensar em entrar para a política já mostra que ele é um empresário fracassado.
Lula fora eu Dentro
oi