Nota do editor
Este artigo foi originalmente publicado no início de abril de 2018. Com as recentes reviravoltas eleitorais, políticas e judiciárias, será interessante conferir se haverá algum ataque ao Mecanismo e, principalmente, qual será a resistência que ele oferecerá.
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Em
fevereiro de 2017, o cineasta José Padilha escreveu um artigo
para O Globo explicando como funciona
aquilo que ele rotulou de “Mecanismo”.
Alguns
pontos valem ser destacados:
* Na base do sistema político
brasileiro opera um mecanismo de exploração da sociedade por quadrilhas
formadas por fornecedores do estado e grandes partidos políticos.* O mecanismo opera em todas as
esferas do setor público: no legislativo, no executivo, no governo federal, nos
estados e nos municípios.* No executivo, ele opera via o
superfaturamento de obras e de serviços prestados ao estado e a empresas
estatais.* No legislativo, ele opera via formulação
de legislações que dão vantagens indevidas a grupos empresariais dispostos a
pagar por elas.* A administração pública
brasileira se constitui a partir de acordos relativos à repartição dos recursos
desviados pelo mecanismo. Um político que chega ao poder pode fazer
mudanças administrativas no país, mas somente quando estas mudanças não colocam
em cheque o funcionamento do mecanismo.* A eficiência e a transparência
estão em contradição com o mecanismo.* Resulta daí que, na vigência do
mecanismo, o estado brasileiro jamais poderá ser eficiente no controle dos
gastos públicos.* As políticas econômicas e as
práticas administrativas que levam ao crescimento econômico sustentável são
incompatíveis com o mecanismo, o qual tende a gerar um estado cronicamente
deficitário.* Embora o mecanismo não possa
conviver com um estado eficiente, ele também não pode deixar o estado falir. Se
o estado falir o mecanismo morre.* A combinação destes dois fatores
faz com que a economia brasileira tenha períodos de crescimento baixo,
seguidos de crise fiscal, seguidos de ajustes que visam a conter os gastos públicos,
seguidos de novos períodos de crescimento baixo, seguidos de nova crise fiscal.
Tudo
isso está correto e o autor merece aplausos por saber identificar o problema.
No
entanto, Padilha, talvez por querer posar de isento, comete um erro básico e crucial.
Segundo ele:
* O mecanismo existe à revelia da
ideologia.* O mecanismo viabilizou a eleição
de todos os governos brasileiros desde a retomada das eleições diretas, sejam
eles de esquerda ou de direita (PMDB, DEM, PSDB e PT).* No sistema político brasileiro, a
ideologia está limitada pelo mecanismo: ela pode balizar políticas públicas,
mas somente quando estas políticas não interferem com o funcionamento do
mecanismo.
Eis
o erro de Padilha: o Mecanismo não existe à revelia da ideologia. Muito pelo
contrário: o que possibilita a existência e a robustez do Mecanismo é
exatamente a ideologia.
E
que ideologia é esta?
Foi
Nivaldo Cordeiro quem explicou
da maneira mais direta:
O Mecanismo é real e existe porque
o Brasil nas últimas décadas se permitiu os experimentos esquerdistas os mais
funestos. E sua característica fundamental é adotar o modus operandi fascista,
qual seja, de concentrar o poder político e econômico nas mãos de quem controla
o Estado.A elevação avassaladora da carga
tributária é a expressão desse mecanismo e, para sobreviver, toda a gente
precisa ter um “negócio” com o Estado, seja um emprego, uma aposentadoria, um
contrato de serviços ou fornecimento, um depósito bancário.Tudo depende do Estado e é por ele
intermediado. Nada existe fora do Estado. […]A grande massa de tributos
arrecadados garante que a subsistência de cada um dependa da boa vontade da
burocracia e da “vontade política”. Só é possível enriquecer e manter-se rico
quem tem acesso ao grande ‘excedente’ retido nas mãos do Estado.[…]
E
continua:
O Mecanismo existe e é
retroalimentado pela ideologia “inclusiva”. Todo o discurso de esquerda é uma
promessa para que toda a gente seja incluída como sócia do Tesouro, um absurdo
lógico, pois aí não existiria pagador em última instância, uma mentira
econômica. O Estado é apenas o instrumento repartidor da renda, não gerador.
Para alguém receber algo, alguém tem que pagar.Nada fora do Estado, é essa a
lógica do sistema.
Perfeita
a constatação.
O
Mecanismo só existe porque há uma ideologia explícita que o sustenta: a defesa
de um estado grande, onipresente, intervencionista, ultra-regulador, que em tudo
intervém e de todos cuida.
Estado
corporativista, protecionista, que tudo abrange e a tudo controla é exatamente
a ideologia por trás do Mecanismo.
A
lógica é direta: enquanto houver, de um lado, um governo grande, com um farto
orçamento público repleto de emendas e brechas, sempre haverá, do outro lado,
grupos de interesse poderosos e bem organizados, que irão se beneficiar deste
orçamento público.
Mais:
esses grupos terão todo o interesse em fazer com que este orçamento cresça cada
vez mais, pois são os beneficiários diretos deste aumento dos gastos.
E
quem realmente bancará todos esses gastos do governo que irão privilegiar os
grupos de interesse são os pagadores de impostos.
Os incentivos do Mecanismo
O
óbvio sempre deve ser repetido: o principal motivo para se fazer lobby junto a
um estado inchado é a elevada recompensa que isto traz. Quanto maior for o
governo, quanto maiores forem seus gastos, maior será o bolo a ser repartido. (No
Brasil, como mostra este
gráfico, o gasto público nas três esferas de governo chegou a estar em 10%
do PIB na década de 1920, e fechou em 43%
do PIB em 2016.)
Esta é a prática conhecida como rent seeking
(ou “busca pela renda”): é a atividade de conquistar privilégios e
benefícios não pelo mercado, mas pela influência política. Na prática, é a
captura das instituições regulatórias, de políticos e de burocratas com o
objetivo de obter privilégios em prol de grupos interesses.
Os
privilégios variam. As mais prosaicas e corriqueiras são crédito subsidiado,
patrocínios estatais, tarifas de importação que as protegem contra concorrentes
estrangeiros, agências
reguladoras que cartelizam o mercado e dificultam a entrada de novos
concorrentes, e regulamentações
profissionais que aumentam a barreira de entrada de novos concorrentes.
No
entanto, a modalidade de rent-seeking
que atingiu o estado da arte no Brasil é a dos contratos superfaturados.
Neste
arranjo, empreiteiras pagam propina a políticos e burocratas que estão no
comando de estatais e ministérios para que elas sejam as escolhidas em licitações
de obras. Ato contínuo, esses políticos e burocratas subornados escolhem essa
empreiteira. No final, em troca da propina, a empreiteira faz uma obra
superfaturada, a qual será pago pelos impostos da população trabalhadora.
Empresa, burocratas e políticos ganharam, e a população trabalhadora perdeu.
Em
todos os casos de rent-seeking, ocorre
o mesmo padrão: um estado grande sempre acaba se convertendo em um instrumento
de redistribuição de riqueza. A riqueza é confiscada dos grupos sociais
desorganizados (os pagadores de impostos) e direcionada para os grupos sociais
organizados (lobbies, grupos de interesse e grandes empresários com conexões
políticas).
A
crescente concentração de poder nas mãos do estado faz com que este se converta
em um instrumento muito apetitoso para todos aqueles que saibam como manuseá-lo
para seu benefício privado.
Lobistas
e grupos de interesse são a consequência natural de um estado agigantado e com
gastos crescentes. E são também a essência do Mecanismo.
Mas
não só.
Os
cinco elementos do Mecanismo
No
Brasil, o Mecanismo é composto majoritariamente por cinco classes principais:
os grandes empresários que querem reserva de mercado, subsídios e nenhuma
concorrência; as empreiteiras que querem se fartar em dinheiro de impostos por
meio de obras públicas; os sindicatos que se opõem à produtividade; os
reguladores e burocratas que impingem as legislações; e os políticos que visam
apenas ao curto prazo.
Estes
são os cinco grupos de poder que formam o Mecanismo.
Sempre
que se cria um ambiente de relações estreitas entre, de um lado, os membros do
governo (políticos, burocratas e reguladores) e, de outro, grupos de interesse
política e economicamente favorecidos pelo governo (empresários
anti-concorrência, empreiteiras de olho em obras públicas, e sindicatos),
ocorre um fenômeno inevitável: todas as relações políticas passam a ser
pautadas pelo famoso lema do “quem quer rir tem de fazer rir”.
Para
que políticos, burocratas e reguladores favoreçam grupos de interesse, estes
têm de dar agrados em troca. Ao exigir agrados, os agentes do governo estão apenas
exigindo sua fatia do bolo: já que o governo está utilizando dinheiro de
impostos para beneficiar grupos de interesse, então os agentes do governo que
supervisionam esse processo também querem se dar bem nesse arranjo. E aí cobram
seus “agrados”.
Estes
agrados normalmente se dão na forma de malas de dinheiro, dinheiro em
offshores, doação de imóveis, reformas de apartamentos e sítios, doações de
campanha etc.
E
assim o Mecanismo se mantém.
A
Lava-Jato nada mais foi do que a revelação dessa associação entre, de um lado,
as grandes empreiteiras e os grandes grupos empresariais e,
de outro, os integrantes de toda a esfera regulatória do estado: o que envolve
desde burocratas de secretarias até membros do governo executivo (inclusive a presidência
da república), passando pelos integrantes do parlamento, legisladores,
integrantes da magistratura, partidos políticos, e órgãos de fiscalização e
polícia.
Para acabar com o Mecanismo
O
Mecanismo, no final, é simplesmente uma atitude lógica adotado por grupos de
interesse bem organizados e com grande poder de lobby: tentar cooptar os
governantes para que implantem políticas públicas em seu benefício.
Enquanto
a mentalidade dominante no Brasil for a da defesa de um estado agigantado e
onipresente, que em tudo intervém e de todos cuida, o Mecanismo permanecerá robusto.
Só
há uma única maneira de abolir, em definitivo, o Mecanismo e toda a corrupção,
os grupos de interesse e os lobbies empresariais que ele fomenta: reduzir ao
máximo o tamanho do estado, limitando enormemente (ou até mesmo eliminando) a
autoridade política que socialmente concedemos e reconhecemos ao estado. Se o estado
perde seu poder de conceder privilégios àqueles grupos que o capturam, estes
não irão adquirir autoridade política para obter privilégios à custa da
sociedade. Nenhum empresário ou sindicato pode comprar favores de um
burocrata que não tenha favores para vender.
A
defesa de um estado grande, intervencionista e ultra-regulador é a ideologia
que sustenta o Mecanismo.
Boa tarde: Venho seguidamente lendo os artigos do “mises”, e me alinho com muitas das que são colocadas , porém acredito que nesse país chamado Brasil nem a direita, nem a esquerda e muito menos o centro em todas as esferas do poder merecem um salva guarda da população . PRECISAMOS DE VERGONHA E SERIEDADE.
Ao retratar só a esquerda como fator de empobrecimento me desculpem ,mas não concordo; precisamos de mentalidades libertas do dinheiro alheio e ver que o bem de todos engrandece a todos. talvez esteja vendo em uma única perspectiva , mas me retorno aos empresários de postos de combustíveis, empresas de aviação e tantos outros que nem sabemos o que ganham e porque tem tantas benéficas governamental.
gostaria de colocar essa posição e dizer que não sou de esquerda, mas acho que de maneira geral todos contribuímos para um país miserável .
Quais são os “Diversos Autores”? No momento em que posto essa mensagem, não consta no artigo.
Eis o VERDADEIRO significado do Fascismo, não a baboseira que esquerdistas propagam que é não gostar de gays ou falar que mulheres são inferiores.
E esquerdistas, contraditoriamente, defendem com unhas e dentes esse Mecanismo fascista brasileiro.
Leandro,
depois do anuncio que o depósito compulsório seria reduzido enormemente me veio a mente que simplesmente estamos voltando ao começo de tudo novamente, o início de outro ciclo.
Mas parando para pensar, os bancos já não estavam mais mantendo o dinheiro em conta corrente (que o compulsório é maior) e sim criando um bem bolado para criar a conta como poupança (com compulsório bem menor) e dando o direito de usá-la para fazer as mesmas coisas que uma corrente.
Essa lei realmente tem a capacidade de criar um novo ciclo ou simplesmente é incapaz de criar algum efeito notável?
Na Rússia opera um mecanismo semelhante ao brasileiro. Lá só é bilionário quem é amigo do Putin e quem o Putin escolhe.
Pensado pós regime militar, o Brasil foi governado pelos partidos de ideologia de esquerda(PT e PSDB) apoiado pela oligarquia facista (DEM E MDB), que são partidos que tem um pensamento claro: poder.
DEM e MDB são os partidos mais inteligentes, sempre mantiveram o mecanismo, mas nas sombras, evitando tomar as maiores pedradas. Dizer que esses partidos são de direita, é desconhecer qualquer corrente de pensamento da direita.
Portanto, não há como criticar a direita, até que tenhamos um governo com a forma de pensamento que debatemos a fio nos últimos anos, e que ainda vem se formando.
Abs.
Para qualquer leitor desse site esses escândalos de corrupção envolvendo políticos, estatais e grandes empresas não são surpresa nenhuma , muito longe disso, é uma cansativa repetição. A novidade, porém, é que agora estão perseguindo (ou, ao menos, fingindo que estão perseguindo) os altos postos de comando desta hierarquia. Isso é interessante. A conferir.
A saída para o mecanismo empobrecedor do Brasil não atingir o cidadão comum é o aeroporto.
Os brasileiros capazes de exercer produtivamente uma profissão/empreender, administrar decentemente suas finanças e falar outro idioma não ficarão no Brasil catastrófico que se aproxima, destes, os ricos irão para os Estados Unidos, os descendentes de europeus irão para Europa e os pobres irão para o Paraguai.
Dos que ficarem no Brasil, políticos e seus amigos, funcionários públicos, profissionais medíocres, recém formados pela educação completamente estatizada e inúteis para o trabalho, os idosos e qualquer um incapaz de auferir patrimônio líquido em volume significativo para dispô-lo em momento de necessidade, pagarão a pesada conta na íntegra.
Se um dia daqui 10 anos ou mais o Brasil conseguir domar seu estado gigante não haverá quadros qualificados para reconstruir o país, será a Ucrânia dos trópicos.
Desfazendo eventuais mal-entendidos (e me perdoem e corrijam se estiver cometendo mais um):
Fascio significa feixe (italiano), fascismo vem da ideia que um único graveto pode ser facilmente quebrado, mas não se estiver entrelaçado com vários (coletivismo).
Inadvertidamente, o termo é mal-empregado como se significasse “ditador”, pois tal regime só pode ser impulsionado por ditaduras (disfarçadas ou não).
Ditaduras podem ser de direita ou esquerda – e creio que foi esta a intenção do Padilha ao referir-se à “ideologia”; não obstante a semântica, o resultado final não muda: estado gigante significa população submetida.
Mas faltou ao artigo comentar sobre o grande motor desse arranjo: o planejamento central da “educação” pelo estado. A doutrinação só incomoda os direitistas ou esquerdistas que estão momentaneamente alijados do poder devido ao pêndulo eleitoral.
O mecanismo brasileiro foi criado por Getúlio Vargas: “Aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei….”
Vejam o depoimento do Odebrecht: com R$ 150 milhões comprou o executivo; com mais R$ 100 milhões comprou o legislativo.
Ou seja, uma única empresa comprou o governo – comprou o poder – bem baratinho, e ainda tem gente que diz que a solução contra essa corrupção é aumentar o governo e dar ainda mais poder a ele. Ou seja: querem que os compadres possam comprar o poder absoluto por R$ 250 milhões…
Recomendo a leitura do Livro Nomenklatura, de Michael Voslensky, sobre a época na União Soviética. Lembra muito o Brasil (há alguns deslizes contra o capitalismo, mas considerando que o autor viveu quase toda a vida na URSS, está td bem). Acho inclusive importante ler esse livro para entender a situação atual (do Brasil e resto do mundo).
O Brasil está vivendo um momento histórico. Ainda que possa ter recaída, é um momento histórico: o completo descrédito de uma ideologia e de um modo de governar completamente desatualizado com o mundo atual e futuro.
Qualquer Estado que queira subsistir tem de ser reduzido, não se pode continuar a estatizar tudo e esperar ter qualquer retorno. Aliás sempre vi neste tipo de sistema, além da evidente corrupção e esquemas entre amigos, o total laxismo da população: “para quê trabalhar se os outros me podem sustentar?”
Por outro lado, este tipo de governação tem ainda outro(s) outros fatores extremamente negativos: a negação de juízo crítico, a falta absurda de cultura, a falta de intervenção popular em temas políticos, sociais, económicos.
A única vantagem para a população (e bem assim a desvantagem para os que defendem a estatização) é que a informação pode ser absorvida e procurada noutros lugares que não os meios tradicionais.
Parabéns pelo artigo, já agora.
Padilha foi bem intencionado e teve o mérito de levar esse debate para o grande público, mas ele comete o mesmo erro da mídia e do senso comum brasileiro em geral: no final, todos pensam que o problema se resume a uma “organização criminosa” que “captura” o “Estado”.
Ou seja, elas acham que o “mal” vem de “fora do Estado”. O mal não é o Estado; o Estado é só uma vítima. A “organização criminosa” nunca é o próprio “Estado”. Há apenas um mecanismo que captura o estado bonzinho.
As consequências desse raciocínio torto são diretas: se o “mal” vem de fora do Estado (para “capturá-lo”), então a “solução” sempre será “fortalecer” (aumentar) o Estado, fortalecendo instituições estatais (MP e Judiciário, p.ex.). Ou, então, a “solução” sempre será “colocar as pessoas certas e/ou honestas” (“temos que aprender a votar”) no Estado.
E assim cria-se o ciclo vicioso do intervencionismo e do agigantamento estatal.
A própria ideia que está generalizada de “combate à corrupção” já mostra isso: nunca a diminuição do estado é vista como solução para a questão; as soluções vão desde aumentar salários de procuradores até aumentar a arrecadação para o estado ficar mais bem “aparelhado” financeiramente.
Parece não passar na cabeça dessa gente que a “captura” do “Estado” é simplesmente a consequência (ou, quando menos, é causa e consequência ao mesmo tempo) do agigantamento estatal. A causa suprema do agigantamento estatal é essa própria mentalidade de querer mais Estado para tudo.
E é disso que o Mecanismo se beneficia.
Agradeçam aos milicos burros que em plena Guerra Fria e sendo aliados dos americanos, não abriram, não desburocratizaram, e não desestatizaram a economia brasileira.
A década de 70 era o timing perfeito para terem arrumado essa latrina, mas preferiram manter o único dos três grandes modelos econômicos que perdeu a 2ª Guerra.
“O mecanismo opera em todas as esferas do setor público: no legislativo, no executivo, no governo federal, nos estados e nos municípios.”
Esse foi o segundo ponto destacado no artigo. Interessante é que ficou de fora o judiciário…ou aí será que entendem que aí estão os “mocinhos”?
Não nos esqueçamos que o judiciário sabe muito bem quem paga seus salários e penduricalhos.
Esqueceram de citar os banqueiros(Intermediários financeiros)que também capturaram o estado e não querem largar o osso,estamos fu……..dos…Nós os pagadores de impostos e recebedores de serviços pífios que num sistema concorrencial seríamos melhor servidos,mas “a esperança é a última que morre”,então precisamos sermos fortes,serenos,aproveitar as oportunidades que a vida oferece,enfim não baixemos a cabeça,pois a vida continua,não somos revolucionários,ganharemos esta guerra(Contra o estado gigante de pés de barro)conquistando mentes e corações,pois uma população conscientizada é que promove mudanças e revoltas só servem para mudar o ditador de plantão.Portanto com Deus e com nosso esforço diário venceremos…
O verdadeiro “conflito de classes“: a maioria desorganizada (pagadores de impostos) é manipulada e explorada pela minoria organizada (recebedores de impostos).
O mecanismo já funcionava em 1920 com o estado pequeno. Olhemos para a Noruega, estado grade e corrupção baixíssima. Não devemos ter que diminuir o tamanho do estado apenas por causa da corrupção dos políticos.
Abraços.
Off topic:
Senado Federal aprovou licença-maternidade de 180 dias.
1 – Mais “direitos” para as mulheres dados pelo governo
2 – Custo de contratar mulheres aumenta
3 – Empregadores reduzem salários das mulheres/deixam de contratá-las
4 – Feministas chiam dizendo que mulheres ganham menos do que os homens e pedem intervenção do governo
5 – Volte ao item 1
e ao corrupto-mor do esquema, ao chefão da quadrilha que rouba bilhões e bilhoes de dolares, coube a ele o grande premio do butim: um apartamento numa praia nem tao badalada, e alguns pedalinhos na lagoa de um sitio.
tá certo, acredito no coelhinho da pascoa também… vamos vestir camisa da CBF e bater panelas
Off-topic
O que acham daquela editora Boitempo?
Foi criada por um comunista chamado Raimundo Jinkings.
Só trabalham com obras de ideologia marxista, mas contam com todos os meios “neoliberais” para se sustentarem.
Já estão no mercado há 20 anos com isso. Como explicar isso?
a: ideologia da dependência estatal
b: Mecanismo
c: Estado
P(x): existe x
Q(x): reduzir x
O argumento do artigo:
P(b) ? P(a)
Q(c)
—————
¬P(b)
Ou seja, o argumento é um Non Sequitur.
O argumento correto seria:
P(b) ? P(a)
¬P(a)
—————
¬P(b)
Gostaria de ver um artigo que discutisse um plano de ação.
o altíssimo nível dos artigos e dos comentários do mises, infelizmente, não têm a repercussão necessária para mudar a mentalidade da grande massa brasileira. Como isso pode mudar?
Tem muita gente inteligente aqui mas, no geral, o site parece como um espaço do conforto para que os indignados como a atual conjuntura possam conversar com seus pares e sair do sufoco do dia dia massacrante no Brasil.
Como podemos ser, os pequenos leitores diários do site, divulgadores e apóstolos da ideia de liberdade, além da iniciativa individual que, como muitas vezes senti, é descreditada, pois vai de encontro com tudo o que as pessoas já ouviram falar nas suas vidas?
Ensinem-nos a passar a mensagem, a divulgar, a propagar a ideia.
Achei curioso um mestrando em Letras pela UERJ que veio até a universidade em que estudo conceder uma palestra sobre seus estudos de teoria literária. Ele estava discorrendo sobre a obra Otello, de Shakespeare para endossar sua defesa ferrenha de mais leitores, começou a associar o personagem principal a aspectos totalmente devaneadores, indo de se colocar como porta-voz dos que estavam presentes até regras de apresentação no consulado americano. Penso que a tentativa era denunciar o mecanismo, mas alguma coisa saiu errada.
Abaixo a transcrição:
"Otello é a figura que perde sua função social e sua razão de ser por uma automação que não nos interessa, por uma robotização que só interessa aos poucos donos do capital, poucos e cada vez menos. E são mais, cada vez mais todos nós que somos Otello. Porque não importa o montante da sua conta bancária, na hora de ir no consulado americano pedir visto, todos trememos. Porque somos olhados de alto a baixo, fazemos a barba, penteamos o cabelo e colocamos uma roupa bacana, não é verdade? Ou alguém aqui já foi de tênis ou com uma blusinha qualquer? Por que fazemos isso? Sabemos inconscientemente que somos todos Otello." [….]
Sou leiga neste debate e possuo pouca instrução, mas gostei do que li, mas me ficou uma duvida e creio que será o entrave desta conscientização que predem.
Apequenar o Estado não significaria acabar com educação publica, saúde publica, etc., como o povão do qual faço parteficaria. Me esclareça por favor.
Oi Lauro. Como não pagar impostos, eles estão embutidos em tudo? Me explique, talvez eu possa quebrar o primeiro elo da corrente. Tb quero um pais do qual possa me orgulhar e estou disposta a fazer minha parte.
Liberais são mesmo uma espécie estranha.
Pregam aos quatro ventos a teoria da ação humana de Mises, onde cada um age de modo a beneficiar a si próprio, mas esperneiam quando os agentes do Estado fazem exatamente isso.
Percebem claramente o poder da concorrência para aperfeiçoar todo tipo de produto ou serviço, mas jamais aventam a hipótese de propor uma alternativa ao poder do estado, mesmo com toda a tecnologia hoje disponível, por exemplo, para sistemas de votação e administração via blockchain. Martelam sempre a tecla de que agentes do estado devam reduzir seu poder voluntariamente, remetendo a contradição do as parágrafo anterior.
Vivem bradando suas pautas liberais de forma pontual (alinhadíssimos com a esquerda neste quesito, diga-se de passagem), provando serem incapazes de prever as consequências inversas a suas aspirações juvenis.
Defendem por exemplo a liberação de drogas, mesmo com monopólio do uso da força nas mãos do estado, bem como saúde “grátis” para todos e ainda frequência escolar compulsória a partir dos 4 anos.
Dizem que seria uma vitória da liberdade do indivíduo perante o poder do estado….expectativa….
Realidade: Aumento da violência e maior demanda por “segurança”…. Mais dinheiro e poder ao estado.
Realidade: Viciados tratados em hospitais públicos pois são uma “questão de saúde pública”….. Mais dinheiro e poder ao estado.
Realidade: Seus filhos obrigados a frequentar ambientes infestados de drogas agora consideradas”legais,” a partir dos 4 anos de idade ……. Maior vitória da liberdade do indivíduo perante o poder do estado?????
É mais do que óbvio que existe um brutal e inegável componente ideológico no caso brasileiro, e que foi este o principal causador do nosso fracasso como Nação, e, em especial, desde a promulgação da CF mais comunista do planeta: ideologia esquerdista (marxista-socialista).
Quem não aceita isto como um fato despreza as diferenças mais marcantes e manifestas que existem entre os pensamentos ideológicos da direita (conservador) e da esquerda (socialista).
Vejamos algumas das principais pautas e o posicionamento de cada um dos lados – Direita(D) Esquerda(E) Favor(F) Contra(C):
Descriminalização do Aborto: D/C – E/F
Liberalização das Drogas: D/C – E/F
Ideologia de Gênero: D/C – E/F
Estatuto do Desarmanento: D/C – E/F
Cotas Raciais: D/C – E/F
Estado como tutor da sociedade: D/C – E/F
Livre Mercado, redução do tamanho do Estado e dos impostos: D/F – E/C
Extinção do Imposto Sindical: D/F – E/C
Redução da maioridade penal: D/F – E/C
Escola sem partido: D/F – E/C
Prisão em segunda instância: D/F – E/C
Criminalização do MST e MTST por atos de terrorismo: D/F – E/C
podem prender. Eu voto em quem o LuLa indicar!!!
Em relação ao Agronegócio no Brasil, tem como cortar todo o subsídio estatal no setor sem que ele quebre?
Segundo o Ciro Gomes, o Brasil depende do agronegócio e um corte em seus subsídios, isenções e barreiras protecionistas significaria o fim do agronegócio no Brasil
Outra questão, é verdade que graças ao estado que o Brasil se industrializou? Segundo o Ciro, o Brasil no passado não havia poupança e empresários para que o desenvolvimento do país viesse por meio privado, por isso o estado foi essencial para o desenvolvimento do país. Se não fosse o estado, o Brasil estaria em uma posição ainda pior atualmente.
Eu acho de uma tremenda utitilidade publica, esse instituto convocar um debate com o ciro. Alem disso criar artigos refutando seus jargões e mentiras deslavadas, com um discurso populista com os disfarce das estatísticas e porcentagens.
Gostaria de ver comentários ou até artigos que desmonte as falacias proferidas pelo Ciro.
Um Abraço fraternal a todos do IMB
* Faltou mencionar o protecionismo Bancário privado (câncer), manipulação da taxa de juros (selic) via Copon, prática do maior spread do Mundo, e ciclo bancário que ordena com mestria o topo do mecanismo.
Paulo Poli
E como quebrar esse mecanismo? Seria possivel com a demencia que atinge boa parte dos brasileiros fazendo protesto por mais estado? Uma intervencao militar dificilmente iria clamar por menos estado tambem. Acham possivel?
Achei que o Padilha acertou até no que foi considerado erro pelos “diversos autores”.
Ou vão dizer que não havia o tal mecanismo durante o Regime Militar, a Era Vargas, ou até na época do Império?
O mecanismo é a lógica do estado, não vejo erro algum em falar que isso está acima de ideologias, exceto algumas muito desconhecidas e revolucionárias demais para o mainstream liberalzinho atual.
Evidente que a democracia e o populismo fazem o estado aumentar e tornam o mecanismo mais eficiente e/ou mais ambicioso, mas isso não é algo que só a esquerda seja capaz de fazer. A história comprava isso.
Extremamente astuto fazerem uma série reconhecendo o que já se sabe, mas invertendo certos pontos-chave (entre outras manipulações) para embaralhar a compreensão das pessoas.
Só faltou combinar com os russos.
Ou melhor, com os austríacos.
* * *
Esquerdistas ainda não perceberam a contradição de apoiar ou ter simpatias pelo socialismo e defender o Mecanismo Fascista que existe no Brasil e foi levado ao auge do funcionamento no governo do PT.
Eu consegui viver para presenciar socialistas defenderem um modelo econômico fascista de aliança do governo a grandes empresas e o povo ser tratado igual gado pelo protecionismo brasileiro.
Por que a esquerda brasileira possui tanto tesão nos subsídios para empresários que o estado brasileiro pratica?
Será que ela não sabe que esse é um dos pontos essenciais do Fascismo? Ou acham que fascismo é não gostar de homossexuais e baboseiras do tipo?
Off topic.
Paulo Guedes afirmou que é factivel zerar o deficit logo no primeiro ano?
Ele falou a verdade ou é só para tentar jogar verde para o mercado?
Leandro, há diferença entre Banco Central com autonomia e Banco Central independente?
Perfeito! Parabéns pelo trabalho, espero que com tamanha riqueza de conteudo possamos levar aos brasileiros novas pespectivas, e que apartir do conhecimento venha a se libertar dos anos de alienação ideologica de programas socias ineficiententes e de “salvadores” do povo.
Quem leu a obra de Raimundo Faoro, “OS DONOS DO PODER -Formação do patronato politico brasileiro”, sabe que esse Mecanismo é mais velho do que o Brasil. Ele chegou por aqui pelos portugueses e nada mudou, as Capitanias Hereditárias continuam vivas.
Infelizmente somos um povo arraigado no lema do “levar vantagem em tudo”. Isso vem desde o descobrimento, com o povo que foi trazido para cá. Só ler a História para saber quais grupos étnicos nos formaram. A falta de inteligência faz com que pessoas tomem o poder para si, em benefício próprio e de chegados, sem pensar nas consequências econômicas a médio e longo prazo. O sistema político vem agigantando o estado para se manter à margem da sociedade que paga impostos, para servir grupos oligárquicos que se perpetuam no poder em detrimento do crescimento do país. Esta reportagem acima é real, pertinente e retrata exatamente o que acontece aqui, porque ainda não tivemos em nosso meio um grupo verdadeiramente de direita. Sou uma liberal, acredito no livre comércio, numa economia sem influências do estado, sem grupos protecionistas, enfim, acredito no trabalho e em seus benefícios.
Prezados,
Aprendo muito a cada leitura aqui, ainda engatinho nesse assunto e quero parabenizar o Mises pelo conteúdo. Hoje sou empregado público (CLT) de uma economia mista da área de saneamento, mas há bem pouco tempo. Eu nasci e cresci em empresa privada e percebo que minha alma é Liberal – Libertária. Qual a diferença delas, sempre ouço falar das duas linhas. Acredito que chegamos num momento histórico do país, com a eleição do novo presidente e a equipe se formando, podendo mudar tudo que acreditamos ser o certo até hoje, ou pelo menos quero acreditar!
Abraço.
Aonde fica o Judiciários e a OAB nessa história toda? Sei que eles fazem parte.
Concordo, em parte, com o diagnóstico! O Estado está dominado por diversos grupos de interesses! E assim está, desde que existe, não só no Brasil, mas em qualquer lugar que exista Estado! Mudam apenas os graus, ou os níveis desse domínio! Mas discordo totalmente do “tratamento” sugerido ao final, que recomenda: para “combater um câncer, basta matar o doente!”.