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Antes de Trump, Bush e Obama também elevaram algumas tarifas de importação. Eis as consequências

Um fabricante nacional de roupas quer vender um
terno por $200. Mas ele não consegue vender por esse preço porque os
consumidores podem comprar um terno praticamente idêntico produzido por uma manufatura
estrangeira por $160.

Sendo assim, ele tem duas opções: ou ele aprimora
seu processo de produção, cortando custos e aumentando sua eficiência, ou ele recorre
ao governo e faz lobby para encarecer artificialmente o preço do terno estrangeiro.

A segunda opção é sempre a mais fácil e, logo, a
preferida.

Ato contínuo, o governo, muito comovido com a situação
deste fabricante nacional, impõe uma tarifa de 35% sobre os ternos
estrangeiros, o que eleva seu preço para $216.

O que acontecerá com suas chances de agora conseguir
vender seu terno por $ 200? Exato, aumentarão enormemente.

Mais: quem realmente arcará com o fardo da tarifa? Correto
de novo: o consumidor, que agora pagará $40 a mais por um terno. (Encarecimento
de 25%).

Pior ainda: gastando mais com ternos, estes
consumidores terão menos dinheiro para gastar em outras áreas da economia. O que
acontecerá com as receitas destes setores? E com os empregos? Isso mesmo,
acertou de novo.

O
aço de Trump

Na quinta-feira, 1º de março, o governo Trump anunciou
planos de impor uma tarifa de importação de 25% sobre o aço e outra de 10%
sobre o alumínio.

Obviamente, o efeito mais imediato destas tarifas —
aliás, esta é exatamente a intenção — é encarecer artificialmente o preço do aço
e do alumínio importados, tornando assim o produto nacional mais competitivo.

Isso, em tese, seria bom para as indústrias americanas
produtoras de aço e alumínio, que agora voltariam a ter uma fatia de mercado. Igualmente,
os trabalhadores deste setor, agora protegidos da concorrência externa, também poderão
manter seus empregos.

Mas aí surge o primeiro problema: há aproximadamente
200.000
de trabalhadores
nas indústrias de aço, alumínio e ferro. E há nada menos
que 6,5
milhões de trabalhadores
empregados em indústrias que utilizam aço e
alumínio como matéria-prima para seus produtos — empresas que fabricam de
tudo, desde caminhões, automóveis e maquinários pesados até latas de cerveja e
aramados para galinheiro.

Essas empresas terão de arcar com preços maiores
para suas matérias-primas, o que obviamente afetará sua lucratividade e,
consequentemente, o próprio emprego de seus trabalhadores.

Acima de tudo, os 154
milhões de americanos
que trabalham e consomem serão os grandes atingidos,
pois agora todos os produtos que utilizam aço e alumínio em sua composição terão
sua produção encarecida, o que significa que ao menos uma parte deste
encarecimento será repassada aos preços
.

Portanto, logo de partida, já se vê que a ideia de
aumentar tarifas para proteger empregos em um setor específico irá,
inevitavelmente, afetar empregos em vários outros setores, além do próprio bem-estar
de toda a população. Serão 200.000
beneficiados contra 154 milhões prejudicados
. O público verá as pessoas
empregadas nas siderúrgicas graças às tarifas de importação, mas não verá as
pessoas demitidas (ou que não mais conseguirão empregos) em todas as outras indústrias
que utilizam aço e alumínio como matéria-prima.

No final, uma tarifa de importação nada mais é do
que uma política intervencionista cujo objetivo supremo é criar escassez artificial com o objetivo de beneficiar
exclusivamente uma ínfima minoria de empresários e empregados de um setor
específico em detrimento de todo o resto da população empreendedora e
consumidora.

Nada
de novo – Bush e Obama já estiveram lá

Em março de 2002, o então presidente George W. Bush impôs
uma
tarifa de 30%
sobre o aço chinês. O objetivo, obviamente, era proteger
empregos no setor siderúrgico.

Só que havia um problema: o número de trabalhadores que
utilizam aço como matéria-prima é
muito maior do que aqueles que produzem
aço.

Os resultados dessa tarifa foram caóticos, embora
totalmente previsíveis pela teoria econômica.

Segundo uma extensa
pesquisa
realizada por um conglomerado de indústrias de bens de consumo, as
tarifas contra a China aumentaram os preços do aço (óbvio) e, como consequência,
eliminaram 200.000 empregos naqueles setores que compram aço para usar em seus
processos de produção.

À época, esses 200.000 empregos eliminados da
economia eram mais do que o número total
de pessoas que trabalhavam nas siderúrgicas
, e representaram US$ 4 bilhões
em salários perdidos.

Eis as conclusões
do estudo
:

  •  200.000 americanos perderam seus empregos em decorrência
    do aumento dos preços do aço em 2002. Esses empregos perdidos representaram
    aproximadamente US$ 4 bilhões (US$ 5,5 bilhões em valores atualizados) em salários
    perdidos de fevereiro a novembro de 2002.
  •  Um em cada quatro (50.000) destes empregos
    perdidos foi nos setores de produção de metais, de maquinários, de equipamentos
    e de transportes, bem como no de peças de reposição.
  •  O número de empregos eliminados cresceu
    continuamente ao longo de 2002, chegando a um pico de 202.000 empregos em
    novembro.
  •  O número de americanos que perderam seus empregos
    em 2002 em decorrência do encarecimento do aço foi maior que o número total de
    empregos nas próprias siderúrgicas (187.500 americanos estavam empregados nas
    siderurgias americanas em dezembro de 2002).
  • Clientes que consumiam produtos fabricados com aço
    americano trocaram de produtos e passaram a consumir mais estrangeiros, uma vez
    que o aço americano, protegido da concorrência, tornou esses produtos menos confiáveis
    e mais caros. Algumas empresas, incapazes de aumentar seus preços em decorrência
    do maior custo do aço, tiveram elas próprias de absorver todo o aumento de
    custos de produção, o que as deixou em situação financeira precária.

Felizmente, em dezembro de 2003, Bush teve um
lampejo de bom senso e aboliu essa tarifa, a qual só causou estragos à
economia. Não coincidentemente, a recuperação econômica veio
em 2004
.

Entra em cena Obama, que aparentemente não aprendeu nada com seu antecessor.

Em 2009, ele impôs uma tarifa
de 35% sobre pneus chineses
. O motivo foi o mesmo de sempre: as fabricantes
americanas estavam reclamando de “concorrência desleal” dos chineses.

Em janeiro de 2012, o próprio Obama se gabou dizendo
que “mais de 1.000 americanos têm um emprego hoje porque interrompemos esse
surto de pneus chineses”. Estima-se que 1.200
empregos
na indústria americana de pneus foram protegidos por essa tarifa.

Mas, como sempre na economia, há o que se vê e o que
não se vê.

De acordo com este completo e aprofundado estudo do Peterson
Institute for International Economics
(reconhecido até mesmo por fontes
de esquerda),
essas tarifas obrigaram os americanos a pagar US$ 1,1 bilhão a mais por pneus
americanos.

Ou seja: embora 1.200 empregos tenham sido
protegidos na indústria americana de pneus, o custo por emprego mantido foi de
impressionantes US$ 900.000 naquele ano.

Mais ainda: segundo o Bureau of Labor Statistics [o IBGE americano], o salário médio
anual de pessoas que trabalhavam na indústria de pneus era de US$ 40.070. 

E piora: como os consumidores americanos tiveram de
pagar US$ 1,1 bilhão a mais em pneus, eles não puderam usar esse dinheiro para
comprar bens e serviços de outros setores. Consequência? Aproximadamente 4.000
americanos (3.731,
para ser mais exato)
perderam seus empregos nestes setores.

Ou seja: 1.200 empregos salvos a um astronômico custo
de US$ 900.000 por emprego versus 3.731 empregos destruídos pela tarifa.

E um adendo: a maior parte do US$ 1,1 bilhão a mais
que os americanos pagaram em decorrência dos pneus mais caros não se traduziu
em aumentos salariais para os trabalhadores da indústria de pneus. Segundo o
estudo do Peterson Institute, apenas 5% deste valor foi para o bolso dos
empregados.
Os 95% restantes viraram bônus corporativos
.

Tarifas servem para isso mesmo.

Assim com Bush, Obama também acabou tendo um lampejo
de bom senso, e seu governo aboliu a tarifa em 2012.

Conclusão

Tentar salvar empregos impondo tarifas e limitando
as escolhas dos consumidores acaba simplesmente destruindo ainda mais empregos. O resto da população paga preços maiores por tudo, e empregos são perdidos em outros setores.

E se você levar em consideração que outros países podem,
em retaliação, impor tarifas sobre todos os seus produtos, o desemprego tenderá
a ser várias vezes maior.

Encarecer artificialmente os bens importados de outro país nada mais é do que um presente para lobistas poderosos, à custa de toda a população. 

No final, tarifas de importação fazem exatamente o que
prometem: protegem os produtores domésticos (uma ínfima minoria), blindando-os da
concorrência e permitindo que eles elevem preços e sejam mais ineficientes sem serem punidos pelos consumidores, que agora não mais podem recorrer à concorrência estrangeira.

Como diz o ditado: sim, tarifas protecionistas protegem as
empresas nacionais. Protegem de quem? Dos consumidores.

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115 comentários em “Antes de Trump, Bush e Obama também elevaram algumas tarifas de importação. Eis as consequências”

  1. Extremamente informativo e elucidativo artigo. Do jeito que eu gosto: teoria e prática. Muito obrigado ao IMB pelas informações!

  2. De novo isso? Como esses liberais são ingênuos. Não se trata de economia, mas sim de geopolítica. O tabuleiro do xadrez é complexo. De onde vem o aço e o alumínio produzidos? Isso mesmo, de minérios estratégicos à soberania do país. Vamos deixar a China comunista tomar conta desse mercado? Vocês tão de brincadeira. Espero que o Bolsonaro faça o mesmo aqui.

  3. Eu não penso que a idéia de Trump seja a mesma de Obama ou Bush. Concordo que pode ser um péssimo lance, mas o que está sendo posto é um recado à China, que como todos sabemos ou deveríamos saber, não joga limpo. Eu considero que o grande engano dos capitalistas foi abrir um leque enorme de tecnologias e a exportação de indústrias inteiras, permitindo que criassem as condições de expansão de sua base produtiva na China, baseada na exportação e aumentando as condições de projeção de poder da China pelas armas, pelo aliciamento político e pelo poder de pressão. Depois de oferecer o gosto do sangue, não se pode querer que a fera se alimente de folhas. Para termos uma idéia dos resultados desta política do Trump, precisamos ver os próximos lances e as reações. Pelo que li até hoje, deu para perceber que o Trump aceita negociar, com os países que estiverem dispostos, mas não em bases desiguais. Comércio livre e aberto não significa que se deva dar muito espaço ou liberdade para países como a China entrarem em nosso quintal e fazerem uma bagunça. Eu fico pensando se no caso do Brasil. isto não poderia ser um gatilho para repensarmos nossa maneira de vender nosso minério e com isto melhorarmos nossa posição; inclusive com algum tipo de acordo com os americanos. Talvez tenhamos que mudar de governo primeiro. Entretanto, seja qual for o ponto de vista, eu pessoalmente considero a China muito mais predadora do que a America. Eu penderia para o lado do Trump e tambem faria alguma coisa para deixar de financiar aqueles que recebessem minha ajuda ou apoio e que por trás tentassem me dar uma rasteira. Como os americanos estão no topo, eles têm muito mais a perder. Protecionismo é uma forma perigosa de dar o recado, mas com certeza ninguem vai ficar indiferente à mensagem. Não se pode jogar com regras muito ortodóxas e baseadas no estrito cumprimento de preceitos morais, quando o seu adversário tem Gramsci em sua cabeceira e não segue nenhuma regra moral. Ou seja; embora seja recomendável cumprir as regras básicas da economia, às vezes é necessário sair um pouco delas para equilibrar o jogo contra quem subverte estas mesmas regras para derrubá-lo.

  4. “Um fabricante nacional de roupas quer vender um terno por $200. Mas ele não consegue vender por esse preço porque os consumidores podem comprar um terno praticamente idêntico produzido por uma manufatura estrangeira por $160.”

    Se as pessoas não soubessem da existência do terno de $160, elas continuariam comprando o de $200 e satisfeitas. E o que isso afetaria a economia ? Resposta: NADA

    O tempo inteiro isso acontece.

    Lá no interior do Camboja o cara vende terno por $30. E poucas pessoas sabem disso aqui. E o que isso vai interferir na economia daqui ? NADA.

    O tempo inteiro existe essa assimetria de informação. Você ta perdendo coisas mas também está ganhando outras.

    Porque sabendo vai interferir na economia e não sabendo não vai interferir ?

    O tempo inteiro você tem esse trade off, é isso que eu quero dizer.

    Não estou dizendo que taxar o produto é bom, mas o governo pode não taxar, as pessoas podem não saber que ternos nos Camboja são mais baratos e a economia daqui segue do mesmo jeito. Ela tem uma conformidade que vai além de ternos e taxas. O tempo inteiro isso acontece, COM QUALQUER PRODUTO.

  5. “Em janeiro de 2012, o próprio Obama se gabou dizendo que “mais de 1.000 americanos têm um emprego hoje porque interrompemos esse surto de pneus chineses”.”

    Interessante que esse discurso protecionista contra chineses contamina também aqui no Brasil, e independe se é de “direita” ou “esquerda”. Vou sempre me lembrar de quando o Michel Temer, quando era vice ainda, disse para os chineses exportarem menos…

  6. Mais um ótimo texto.

    A introdução é extremamente lógica e simples e, por isso mesmo, sensacional.

    A partir destes poucos parágrafos, até mesmo quem não entende nada de comércio internacional ou tarifas aduaneiras consegue compreender as consequências do protecionismo.

    Chega a ser engraçado, para não dizer patético, ver entidades empresariais tentando defender o contrário com argumentos totalmente inconsistentes. Um exemplo publicado ontem na imprensa:

    http://www.valor.com.br/empresas/5364107/abiquim-apoia-protecionismo-de-trump

  7. Miopia crônica e aguda.

    No conceito dos liberais ou libertários, como queiram, só deveria existir um único e soberano motivo a balizar todas as decisões, seja o decisor um ente público ou privado: a tal da economia.

    Essa decisão do governo Trump, apesar de parecer, nada tem a ver com economia, e o próprio governo chinês sabe disso.

    Não se esqueçam do legado dos 08 anos de Hussein Obama, que entregou os EUA de bandeja para os globalistas e comunistas, enfraquecendo a posição e a soberania dos EUA no cenário mundial, e arreganhando o país para seus inimigos.

    O governo Trump está agindo politicamente, conseguem entender isso ?

  8. A globalização é boa porque propicia os habitantes de um país ter acesso ao mercado internacional possibilitando a maximização dos ganhos para o país que participa dela. Assim um habitante deste pais pode obter bens e serviços com preços mais baratos e com melhor qualidade que a concorrencia internacional oferece. Assim paises com economia aberta seus habitantes obtem através das vantagens comparativas mais ganhos de capital propiciando que o capital economizado seja usado para compra de outros bens e serviços e ai melhora a qualidade de vida dos cidadãos. O texto diz que quando uma tarifa é introduzida para proteger os produtores locais, ela salva os empregos das industrias interessadas num determinado produto e destroi muitos empregos em industrias na cadeia a frente, isto é subsidiarias que usa seus insumos a partir de produtos derivados das tarifas altas. Por isso economias que tem baixa tarifas de importação e são chamadas de economias abertas são paises que usam as vantagens comparativas para obtenção de ganhos excepcionais melhorando a produtividade internacional. Isto obriga os produtores locais melhorarem seus custos aumentando a produtividade para concorrer com os produtos estrangeiros. Isto acaba com os carteis locais e provoca uma maior satisfação dos consumidores. Ai o país pode se dedicar ao que ele produz de melhor, fixar na sua inclinação geografica para aquilo que ele sabe e pode produzir melhor e mais barato. Vejam a Nova Zelandia e Australia que não produzem carros e caminhões preferindo se fixar em itens que ela tem maior vantagem comparativas e assim estão entre os paises que em relação a liberdade economia estão entres os primeiros. Paises assim podem dizer que produzem com os melhores custos do mundo e serem os preferidos na area dos negocios de todos os outros paises pelos baixos preços com que podem concorrer.

  9. Isso demonstra toda a hipocrisia estadunidense. Enquanto pregam “livre comércio” para os países do terceiro mundo, são muito protecionistas com suas indústrias, tanto por meio de tarifas como por subsídios – tente vender etanol ou suco de laranja para eles!

    Querem mesmo é empurrar seus produtos.

    Abraços.

  10. Não creio que ninguém que tenha apoiado a candidatura do Trump por aqui o fez por causa do protecionismo, mas apesar dele. Não é necessário defendê-lo. Nem o candidato libertário de 2016 agradou aos libertários (e com motivo).

    A candidatura dele foi alavancada por muitos libertários por causa do debate demográfico.

  11. Não quero dizer que há relação causal direta, mas olha que interessante. Durante os anos em que o aço foi taxado durante o governo Bush, o preço do ouro foi de 276 em dezembro de 2001, para 435 dólares no fim de 2004:

    onlygold.com/m/Prices/Prices200Years.asp

    Está certo que houve a reprise da Guerra do Golfo em 2003…

  12. O artigo, critica os lobistas que buscam vantagens mas quando é um governo que artificialmente mantém sua moeda desvalorizada como a China ou outro que taxa de forma criminosas a importação de outros países como o Brasil, não se deve fazer nada?

    – O aço, mais caro vai prejudicar muitas industrias nos EUA mas e se Trump conseguir derrubar taxas criminosas como a do Brasil essas mesmas empresas não vão conseguir exportar nada para o Brasil e outros países que foram forçados a derrubar suas taxas?

    – Se um país como a China que não tem uma vantagem competitiva real apenas desvaloriza sua moeda diluindo os custos nas costas de bilhões de chineses, é moral aceitar essa política criminosa só pq os produtos ficam mais baratos?

    Muitos pensaram a trinta anos atrás quando a China começou a adotar uma maior liberdade econômica para a população ela tb adotaria liberdades individuais, estavam errados… no passado a China era uma ditadura pobre, hoje ela é uma ditadura rica que quer ser a maior potência do mundo.

  13. Eu fico espantado com as respostas dos libertários daqui a outros grupos. Fica a sensação de que eles não tem medo de nada. Esquerdistas e neo-conservadores quando vem aqui com argumentos senso comum levam um pau tão grande que chega a dar vergonha alheia.

    A sessão de comentários do IMB é um show a parte, e me trás a convicção de ter escolhido o caminho certo. O caminho da liberdade.

  14. FILIPE OLEGÁRIO DE CARVALHO

    É uma questão geopolítica. O bloco sino-soviético ajuda a Korea do Norte a construir bombas atômicas. Isto está mais que comprovado (e mesmo que não esteja, ao esperar por comprovação você corre o risco de levar uma bomba atômica na cabeça).

    O comércio é benéfico para ambas as partes, mas quando um país começa a te ameaçar com bombas atômicas, já não se trata mais de comércio, trata-se de guerra. E na guerra, as vezes você se prejudica um pouco para prejudicar muito o seu inimigo (aumentando assim as vantagens comparativas no conflito). Isso é bem óbvio, é um erro analisar estas questões apenas pelo aspecto econômico.

  15. Além de economicamente ignorantes, os neoconservadores que invadiram a seção de comentários deste site nem sequer sabem dados. Os idiotas estão falando que as tarifas de Trump são uma jogada de gênio para atacar a China, só que a China nem sequer está entre os 10 países mais afetados por essa tarifa!

    Trump steel tariffs to hit these 8 countries the hardest — and China is NOT one of them

    A China é responsável por menos de 2% do aço que os EUA importam, mas o “jênios” juram que a jogada de Trump é um ataque ao gramscismo chinês…

  16. Vou parar meus comentários por aqui, colocando o seguinte raciocínio: A escola austríaca defende uma postura que é lógica e tem tudo para dar certo quando os parceiros jogarem o mesmo jogo. Apesar disto, em algumas situações é necessário surpreender, pela aplicação de estratégias que não estão nos manuais. Não sou bolsonete, mas votarei no Bolsonaro, como a única opção do momento. Não acredito em voto nulo ou branco, só dá vantagem para o adversário. Mesmo achando o Aécio uma droga, eu votei nele pois a opção era a Dilma, um desastre anunciado ou votar nulo ou branco o que beneficiaria o adversário. Eu sempre comentei em todos os espaços onde estive que se formos participantes, e cobrarmos intensivamente as atuações políticas, e colocarmos sempre o menos pior, quando não houver outra opção, isto é o que deve ser feito. Russos e Chineses não dão a mínima para nós que temos uma religião, defendemos idéias de direita, liberdade de opinião, e a base moral cristã. Só mesmo um trouxa pode acreditar que ser a favor de Putin, russos, chineses etc pode trazer algum benefício para o Ocidente. Não faço parte deste grupo, penso que são perigosos e destrutivos. Quando eu falo de Gramsci, eu não quero dizer que os chineses são adeptos do italiano maléfico, mas que eles usam de artimanhas que têm muito a ver com a ideia do dito italiano. Usar a democracia para miná-la por dentro, adotar o capitalismo e usar uma mão de obra quase escrava, para atrair negociantes gulosos que neste movimento entregam tecnologias e permitam que o licenciado produza cóipias e novos produtos e invada o mercado sob a proteção do capitalismo que eles pretendem destruir. Ou alguem acredita que a China é capitalista nos moldes ocidentais e que tem algo a ver com as idéias da escola austríaca? Ou alguem acredita que a China ou a Russia não usariam de violência se estivessem seguros da vitória? A impressão que tive neste curto debate de idéias é que apesar de frequentarem um espaço de livre expressão e que tem uma base contrária à ideologia de esquerda (Marxista, bolivarianista, socialista fabiana, gramscista, o que for), as pessoas agem e pensam mais com o fígado do que com o cérebro e, da mesma maneira que um membro do PSOL ou do MST, atacam quem colocar alguma idéia que saia fora daquilo que eles decoraram como se fosse a verdade absoluta. A grandeza está em assimilarmos o que os outros que não pensam como nós têm a dizer, digerir, ver se tem alguma coisa de útil e depois, de forma civilizada argumentar pára chegar a algum lugar. Depois de fazerem a alusão velada que sou um “jênio”, que sou contra o produtor americano, que devo ser um bolsonete, que era contra o Putin e a Russia e hoje os defendo, tomando a China para ocupar o seu lugar, o que sobra para ser discutido que não seja a opção “ad Hominem”? Onde as idéias não valem muito o que sobra é um conflito dialético ideológico bem ao estilo de qualquer petista de boa cepa. Tirando os conceitos expostos no artigo, quanto ao protecionismo etc, etc, e algum julgamento deficiente quanto a minha inteligência ou preferência politica, eu não vi nada que valesse muito a pena trocar ideias sobre. Boa Tarde a todos.

  17. Pergunta, na época do Bush teve retaliação?

    Pois parece que a união européia não vai deixar passar essa

    noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2018/03/08/uniao-europeia-impoe-lei-de-taliao-contra-trump-e-se-prepara-para-guerra-comercial.htm?cmpid=copiaecola

    É mais grave que aquela vez, ou é apenas antipatia ao trump?

  18. Acho que não vou mais ler as boas matérias do mises até terminar a eleição pq, pelo visto, vai ser gente com grito de guerra de seus candidatos nos comentários aos montes…. a não ser que os administradores saibam coibir esse tipo de comentário!!!!!!!!!! fica a dica!!!!

  19. Pq a grande diminuição da carga tributária sobre as indústrias americanas não está sendo considerada no artigo em questão? Quando Obama e Bush elevaram as taxas de importação do aço, eles também reduziram a carga tributária das indústrias americanas? Se não, temos situações distintas que talvez requeiram uma abordagem diferenciada.

    Segundo meu ententrubudimento (precário, reconheço), a queda das cargas tributárias pode contribuir para a elevação da competitividade interna e o surgimento (ou deslocamento) de novas industrias nos (para os) Estados Unidos, pois as condições menos reguladas e tarifadas poderiam servir como um convite para que outras indústrias se estabeleçam por lá.

    Com o tempo, em função da elevação da concorrência interna, não seria possível haver uma progressiva melhora na qualidade e preços dos produtos? Um aumento na oferta de empregos? Uma maior arrecadação do Estado? E, uma vez atingido esse objetivo, não seria possível reduzir o grau de protecionismo?

    Alguém poderia me dar uma luz aos meus questionamentos?

  20. Reconheço que a Escola Austríaca de economia é realmente fantástica e o Instituto Mises também é muito prestigiado, mas tenho que concordar com o Trump, não é mero protecionismo, aliás a retórica do livre mercado é fomentar a livre iniciativa privada e a livre concorrência e foi isso que o Trump fez quando resolveu diminuir os impostos, o resto é com os americanos, devo concordar que a medida de aumentar as tarifas de importação restringirá mais a concorrência entre estrangeiras e nacionais o que ocasionará no aumento do preço do aço e do alumínio, porém, não por muito tempo, se caso a concorrência interna aumentar através da simples criação de novas empresas do setor haverá o efeito contrário, já que o Trump ao cortar os impostos abriu caminho para o empreendedorismo crescer e assim fomentar a livre iniciativa e a livre concorrência. Pois bem, isso é só um resumo do que entendi a respeito do livre mercado, mas ainda sou leigo a respeito disto, porém leio muito e acho que esta opinião a respeito de geopolítica deixa claro as intenções do Trump ao realizar estas medidas.

    “No caso da China, sua admissão ao sistema de comércio internacional pelos Estados Unidos e pelo Ocidente, através da entrada chinesa na OMC, em 2001, apenas permitiu que o regime chinês se tornasse mais bem financiado e dotado de recursos, enquanto ao mesmo tempo exporta o autoritarismo e expande sua agressão militar.”

    renovamidia.com.br/opiniao-nao-e-mero-protecionismo/

  21. Sendo a minha primeira vez o andar por estas bandas, noto com estranheza característicos sinais “revolucionários” de esquerda, não nos conteúdos, mas nos métodos do contraditar.

    Correndo o risco de sofrer o tratamento dedicado a alguns, cá vai:

    Os que criticam a posição de Trump já se perguntaram quais a dificuldades que são colocadas às mais variadas exportações americanas?

    Assim como os Tratados que têm na capa “Livre Comércio…”, conterem milhares de páginas cheias de condicionantes e regulamentos?

    A UE, por exemplo, sempre cheia de “liberdades”, é a ditadura mais “tecnoburocrática” que se podia inventar.

    Fazendo piada: aos frangos que que o Brasil vende pode conceder as maiores facilidades, mas não se admirem se um dia exigirem determinado limite para as unhas dos pés; garantia que se passearam 2 vezes por dia ao ar livre em companhia de galos para um bom relacionamento afectivo. Não esquecendo o direito à greve de postura ovos e acompanhamento da filharada para evitar traumas de infância…

    E quando os brasileiros garantirem tais condições, outras surgirão… e não colocando qualquer taxa, permitem o paraíso para os produtores europeus.

    Outra pergunta (de gente burra como sou, pelo que escusam de incomodar-se a afirmá-lo): os produtos americanos entram no Brasil com isenções de taxas? Ou será interessante para Trump que se vejam obrigados a negociar as mesmas, para que haja isenção para os materiais agora taxados?

    Ou imaginam que é fácil entrar nos mercados da UE? Assim como no mercado Chinês?

    Tal como os brasileiros, e por razão das altas taxas à importação, os chineses fazem viagens turísticas para fazer compras.

    Nota: não sendo americano sou um apoiante e admirador de Trump, pelas muitas alterações no País que nunca imaginei tivesse a coragem de fazer; não sendo brasileiro desejo que Bolsonaro ganhe, pois entendo que num país sem segurança não há Escola Austríaca que o salve.

    Cump. (a todos)

  22. Thomas. São dois artigos que levantam questões isoladas. O que você me indicou se trata da diminuição da carga tributária e sua possível ineficiência caso não se corte os gastos com o Estado. O segundo artigo (que é o dessa página) aponta os efeitos nocivos do protecionismo. A questão que levanto, no entanto, é: Por qual razão não tratar dos dois temas em conjunto?

    Como você eleva a competitividade criando reserva de mercado e blindado empresas da concorrência estrangeira?

    A competitividade talvez se dê a nível interno, pois com poucas regulações e baixos impostos imagino ser possível um aumento de indústrias migrando para os Estados Unidos (ou surgindo dentro do país) e concorrendo entre elas, de maneira que os produtos ganhem em qualidade e tenham seus preços reduzidos de forma gradual. Seria, neste caso, um efeito de médio-longo prazo.

  23. Thomas:

    Ora, essa era exatamente a ideia de Guido Mantega quando elevou para 35% os impostos sobre carros importados: fazer com que as indústrias viessem para cá e “fossem competitivas”.

    Acredito, nesse aspecto, Haver uma substancial diferença entre o Brasil e os Estados Unidos, pois reduziu drasticamente a carga tributária e as regulamentações dos setores industriais, o que não ocorreu no Brasil.

  24. Continua ignorando o óbvio. Essas empresas, por maior que seja a quantidade delas concorrendo entre si, ainda terão de importar a matéria-prima sobretaxada (ou terão de comprar o produto nacional mais caro). Isso é custo de produção.

    Luis, acredito que esse seja o ponto. Os EUA possuem potencial para explorar sua matéria prima internamente, produzindo seu próprio aço e alumínio?

    Se sim, não seria possível, com uma alta concorrência interna, uma elevação na produção do aço e alumínio locais e uma consequente diminuição dos preços ao longo do tempo?

    Se não, devo concordar inteiramente com você.

  25. Trump deveria ter esperado mais tempo para aplicar essas tarifas.

    No futuro, os desenvolvimentistas irão falar que a queda do desemprego e aumento da renda americana foram por causa do protecionismo e não por causa da redução da carga tributária e do corte de regulamentações.

  26. Bastiat: o que se vê x o que não se vê.

    Protecionismo é um erro.

    Mas equiparar Trump e Obama também, como se não fizesse diferença se Hillary Clinton tivesse sido eleita em vez dele.

    Dizer que “todos são iguais” beneficia os piores.

    * * *

  27. g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2018/08/21/temer-critica-protecionismo-externo-contra-industria-do-aco-brasileira.ghtml

    “vcs não podem taxar meu aço, mas eu posso taxar tudo de vocês”

    A lógica do protecionismo é bizarra.

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