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Vamos erradicar a pobreza, e não destruir a riqueza

Quando você terminar de ler este artigo,
aproximadamente 600 pessoas ao redor do mundo terão
saído da pobreza
.

Em 1990, 35% da população mundial viviam na pobreza
extrema. Hoje, essa cifra caiu para 10,7%, segundo
o Banco Mundial
.

Em 1987, havia 660 milhões de pobres na China. Após o
país abrir sua economia, essa cifra caiu para apenas 25 milhões. No mesmo
período, na Índia, o
número de cidadãos pobres foi reduzido
em mais de 100 milhões de pessoas.

Adicionalmente, 140 milhões de pessoas se
juntam à classe média a cada ano
.

Apesar destas conquistas, estamos vivendo em uma época
em que estas excelentes notícias são ignoradas em prol de discursos raivosos e
intervencionistas sobre a riqueza. Diariamente, você lê nos jornais coisas como
“1% do mundo controla 87% da riqueza”, e se depara com afirmações incrivelmente
asininas do tipo “se os 10% mais ricos do mundo abrissem mão de toda a sua
riqueza, não haveria mais pobreza”. (Uma falácia econômica tão auto-evidente, que
é incrível que ela ainda seja vocalizada por um indivíduo dotado da razão.)

Os 635 milhões de chineses que saíram da pobreza nos
últimos 30 anos discordam. Eles certamente se alegram com o fato de a China ser
o país onde surge o maior número de milionários por ano, e onde a classe média
mais cresce. E, graças à prosperidade, há uma “crescente desigualdade” que nada
tem de negativo, mas sim de positivo. (Afinal, como mostra a história, é a desigualdade de riqueza
o que acaba reduzindo a pobreza
).

A desigualdade
na China
era de 0,30 quando o país estava passando fome. Hoje, ela é de
0,50, e a vasta maioria dos cidadãos chineses está mais rica e com um padrão de
vida muito maior. Ao longo dos últimos 30 anos, a renda per capita urbana disponível
cresceu a uma impressionante taxa de 13,2% ao ano, ao passo que a fatia da população
que vive em áreas
urbanas aumentou de 22 para 53%
.

Graças a uma maior liberalização econômica, à
abertura da economia, e a um maior grau de capitalismo, milhões de pessoas
pobres saíram da pobreza, outros milhões se juntaram à classe média, e alguns
poucos, graças ao progresso, se tornaram milionários. O que exatamente há de ruim nisso?

No entanto, os intervencionistas não se concentram
nos modelos bem-sucedidos que geraram essa queda sem precedentes na pobreza. Não,
eles se concentram apenas na “desigualdade” (a qual, de novo, é tanto a causa quanto a consequência
do progresso
). Mas é até compreensível essa mudança de foco: afinal, se o
mundo erradicar a pobreza, acabou o trabalho do burocrata.

Capitalismo e mercados mais livres não apenas são o
melhor e mais eficaz arranjo para reduzir a pobreza, como também as sociedades
capitalistas prosperam exatamente ao reduzir a pobreza e aumentar a classe
média. Menos pobreza e mais classe média significam mais e melhores
consumidores, mais e melhores produtos ofertados, e mais desenvolvimento. E,
com tudo isso, mais lucros e melhores serviços públicos.

Os únicos prejudicados por essa efetiva redução da
pobreza que vem ocorrendo ao redor do mundo são os burocratas cujas carreiras
dependem exatamente da existência de pobres, pois só assim eles podem defender
suas políticas intervencionistas (quase sempre em benefício próprio). Esses são
os “pobristas”, os reais defensores da pobreza, os “redistributivistas
do nada”.

Ao contrário do que os defensores da repressão fiscal
dizem, o capitalismo não se beneficia da pobreza. São a burocracia e o
intervencionismo que se “beneficiam” da existência de pobres, os quais se
tornam reféns de uma involuntária relação em que os burocratas controlam a faca
que irá “repartir o bolo” ao mesmo tempo em que enriquecem e se regozijam desta
“solidariedade” com o dinheiro alheio. (Para se ter uma ideia, os burocratas da
Oxfam são mais
ricos que 99,7% da população mundial
).

Problema
de lógica básica

Acreditar que confiscar a riqueza dos ricos irá
acabar com a pobreza é um pensamento ignaro. Parece incrível que, em pleno
2018, seja necessário relembrar as pessoas de todos os desastres e do
exponencial aumento da pobreza que se seguiram a todos os episódios de expropriação
dos ricos, desde os assignats após a
Revolução Francesa, passando por todas as experiências socialistas da China, da URSS, de Cuba e da Coreia do Norte, até
os recentes exemplos da Grécia,
da Argentina, do Zimbábue, da Venezuela etc. A lista
não acaba.

A expropriação de riqueza consegue apenas gerar
pobres e piores condições para todos. Ademais, trata-se de uma grande mentira. Tão
logo você expropria a riqueza dos cidadãos mais ricos de uma economia, além de
destruir o emprego de milhares de pessoas, você não irá retirar os pobres da
pobreza. Afinal, o que irá acontecer já no ano seguinte? Não haverá mais ricos
a serem espoliados.

Assim, após esta renda espoliada ter sido distribuída
e consumida, não haverá como ocorrer novas redistribuições. Afinal, de onde
viria a nova renda a ser redistribuída? Vale lembrar que não há mais ricos e
pobres. Todos estão em igual situação. Consequentemente, não haverá mais de
quem tirar.

Logo, e por definição, uma redistribuição de renda é
algo que só pode ser feito uma única vez. E, após a redistribuição, os
contemplados estarão em melhor situação apenas enquanto estiverem gastando o
dinheiro recebido. Tão logo tudo seja consumido, tais pessoas voltarão ao
estado de pobreza anterior. E pior: com os empreendedores mais pobres, será
muito mais difícil para tais pessoas melhorarem de vida.

O número de pobres irá aumentar e a miséria irá se
multiplicar, evidenciando que, se você penalizar o sucesso, você redistribuirá
o fracasso.

E as consequências de uma política
redistributivista, mesmo que em menor escala, podem ser surpreendentes. Recentemente,
foi divulgado que as políticas redistributivas da Califórnia resultaram em uma desigualdade
de renda pior que a do México
, e a maior
taxa de pobreza dos EUA
. No final, exatamente por não haver como espoliar
os ricos continuamente, foi a classe média quem acabou bancando o assistencialismo
estatal por meio de maiores impostos.

Conclusão

Desigualdade não é o mesmo que injustiça, como salientou
o Prêmio Nobel Angus Deaton, e não é nada surpreendente que os intervencionistas
insistam em ressaltar a desigualdade como o maior problema de todos, em vez de
abordarem a pobreza absoluta e maneiras de permitir um maior crescimento de
classe média.

O debate sobre pobreza e desigualdade se tornou uma
desculpa para novas intervenções, e não um meio para debater como continuar o processo
de enriquecimento das pessoas. Intervencionistas não querem que os pobres sejam
menos pobres; querem apenas que os ricos sejam menos ricos. Para o burocrata, o
objetivo é manter o aparato estatal plenamente operante, e não torná-lo
desnecessário.

O intervencionismo assume que a desigualdade é um
efeito negativo, e não uma consequência natural da
prosperidade
. E, com efeito, alguma desigualdade sempre será positiva. Se meus
colegas de trabalho são mais bem-sucedidos do que eu, isso será um incentivo
para eu me aprimorar. Somente quando há uma desigualdade gerada pelo sucesso é que
as sociedades progridem, e o bem-estar de todos aumenta.

Não há maior desigualdade e injustiça do que o
igualitarismo, o qual elimina os incentivos para o aprimoramento próprio. O igualitarismo,
longe de reduzir a pobreza, acaba por intensificá-la.

Há nove anos, a Oxfam
elogiou a Venezuela
, dizendo que a “desigualdade foi reduzida”. E realmente
foi. Só que a redução se deu tornando todos os venezuelanos mais pobres, exceto
os redistribuidores. Esses ficaram milionários.

No final, a redução da pobreza é uma consequência da
prosperidade, do crescimento e do emprego, e não de políticas. O capitalismo e
o livre comércio fizeram muito mais para reduzir a pobreza do que todos os comitês
governamentais combinados.

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61 comentários em “Vamos erradicar a pobreza, e não destruir a riqueza”

  1. Pobreza é um conceito totalmente relativo. Pobreza em Bangladesh, Sudão ou Etiópia é totalmente diferente de pobreza nos EUA. E até mesmo no Brasil. Aliás, dentro da mesma cultura o conceito de pobreza muda.

    No EUA, um "pobre" tem TV de tela plana, saneamento básico, acesso pleno à rede esgoto, recebe food stamps e subsídios pra moradia, e tem pelo menos um iPhone 5.

    Nos países africanos, uma pessoa realmente pobre não sabe se estará viva amanhã.

    E, curiosamente, é com o primeiro tipo de pobre (o americano) que os progressistas se preocupam, dizendo que os ricos devem ser tributados mais pra ajudá-lo. Já como enriquecer o africano, ah, isso é totalmente secundário. Afinal, o pobre urbano é eleitor; o africano não.

  2. As oito pessoas mais ricas do mundo (que são tão vilipendiadas) possuem sua só riqueza quase que exclusivamente na forma de ativos, principalmente ações e instalações industriais. Agora me digam: como é que vão "redistribuir" isso? Vão roubar 20% das ações por ano? Vão confiscar os maquinários e os bens de capital? As ações e os maquinários serão redistribuídos para os pobres? Como os pobres irão usá-las?

    A obsessão da esquerda com a riqueza alheia não é nem questão de inveja, mas sim de patologia. No entanto, há uma boa notícia para eles: tão logo a atual bolha acionária desinflar, a riqueza dos ricos irá encolher.

  3. O que Lula deve fazer?

    Muitos filósofos, escritores, intelectuais – como Marcia Tiburi – têm entrado em contato comigo pedindo conselhos sobre o que lula deve fazer neste ano. Eu realmente fico lisonjeado pelo fato de pedirem meu conselho justamente em um momento tão delicado para democracia no mundo. Portanto, vamos a resposta.

    A democracia acabou no Brasil

    É necessário antes conhecer o momento político e social em que vivemos para que haja uma visão real do Brasil. Vamos diretamente ao ponto central da questão: No dia 31 de agosto de 2016, a democracia acabou no Brasil. Foi neste dia que a mãe do Brasil sofreu um golpe praticado por um bando corruptos, moleques leite com pera neoliberais, e uma direita retrógrada que ainda pensa que as pessoas vão à missa aos domingos. Como pode a parte mais suja da sociedade se levantar e simplesmente dar um golpe na democracia? É o que eu me pergunto até hoje. Foi tudo muito rápido, e a resposta também deverá ser rápida.

    Existe ainda uma questão muito importante: A mentalidade do Brasileiro médio mudou. Não adianta mais ficar fugindo deste tema, temos que encarar a realidade como ela é; e o que ocorreu no Brasil de fato, foi que as redes sociais criaram uma influência maléfica com base na doutrina neoliberal e conservadora. Infelizmente, não adianta mais ficar boicotando socialmente esta pessoas na academia e na mídia; elas encontraram outros meios de passar a informação suja para massa burra. Portanto, estamos diante de um vírus intelectual.

    O Dia da luz.

    Diante deste cenário, o que lula deve fazer? Muitas pessoas ainda pensam que o principal problema de nosso pai, Lula, se encontra no juiz Sérgio Moro ou no TSJ. Grande engano. O principal problema de lula se encontra no pensamento da maioria das pessoas, se por algum motivo, a maioria das pessoas decidirem que o Estado deve ser mínimo, isso irá acontecer; mas também pode ocorrer o contrário, elas podem decidir que o Estado atual deveria acabar e deveríamos começar um novo Estado, com nosso pai lula com poder absoluto. É o que eu chamo de super-democracia, e o começo deste ato histórico irá ocorrer no dia da luz.

    O que é o dia da luz? O dia da luz é o dia que vamos pagar por todos nossos pecados. Será a nossa revolução francesa. É como se Jesus Cristo viesse novamente a terra e lutasse contra o demônio para que o bem supremo exista para sempre. Voltaríamos a ser como adão e eva no paraíso[1]. Neste dia devemos fazer uma grande sacrifício humano, devemos matar todos neoliberais, conservadores, pessoas que sonhem em ter um pensamento que desvie o mínimo possível do bem-estar social. Devemos queimar todos livros e institutos que defendem o retrocesso dos conservadores, e nesta grande fogueira, devemos jogar os intelectuais, juízes, religiosos, e todo tipo de pessoa que aparente ser conservador. Esta fogueira deve brilhar como uma grande luz. Neste dia à democracia irá nascer de novo, tendo como grande líder nosso pai lula.

    Lula precisa ser a faísca desta fogueira, ele precisa aproveitar o momento político atual, enquanto a maioria das pessoas ainda não foram infectadas pelo vírus do neoliberalismo e conservadorismo. Somente ele tem poder para fazer tal coisa. Eu prevejo a morte de pelo menos metade dos Brasileiros, mas devemos ter em mente que somente depois das dores do parto que nasce o bebê maravilhoso chamado super-democracia. Não tenha dó deles, eles não são seres humanos, a partir do dia que decidiram apoiar o capitalismo eles deixaram de ser seres humanos, são inimigos, são um vírus bastante perigoso. Quem disse que idéias não têm consequências? Você escolheu por suas idéias e você irá pagar por elas. Portanto, esta é minha recomendação para lula: Seja a faísca.

    [1] Marcia Tiburi apresenta um futuro onde o socialismo será tão perfeito que o ser humanx estará no paraiso: goo.gl/mPLqVP ;eu tambem escrevi um artigo relatando um mundo socialista semelhante: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2828

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.

  4. Como erradicar a desigualdade no Brasil com uma canetada:

    1. Crie regiões do tamanho de bairros

    2. Calcule o indice Gini para cada região

    3. Calcule a média das regiões

  5. Sabem qual o mercado mais desregulamentado de quase qualquer lugar do mundo? O de eletrônicos e o de alimentos.

    E sabem qual o mercado que mais produziu e cresceu nos últimos 50 anos? O de eletrônicos e o de alimentos.

    A esquerda se apavora com o rumo que o mundo tomou depois da segunda guerra mundial. Mais e mais países escolheram o lados dos EUA e deixaram a URSS e os Fascismo para trás. Não é a toa que o mundo está cada vez mais rico.

  6. Cara, quem se importa com a lógica? Com os fatos? O que vale é a emoção. Explore o ressentimento, explore a desigualdade de pouca gente ficando muito rica e muita gente ficando rica, mas não na mesma proporção. Dane-se a pobreza. É poder. É cultura. Os liberais vão perder sempre.

  7. Em um ambiente de liberdade econômica, um indivíduo que produz duas vezes mais, ao mesmo tempo em que todos os outros continuam produzindo o mesmo, será capaz de usufruir duas vezes mais o fruto de seu trabalho, pois terá um rendimento duas vezes maior.

    Mas se essa duplicação da sua produção tiver de ser dividida com os mais de 7 bilhões de habitantes do planeta, esse indivíduo, em vez de receber duas vezes mais como resultado da duplicação de sua produção, irá receber apenas a sétima bilionésima parte do dobro de sua produção (0,0000000001428) — ou seja, em termos práticos, absolutamente nada.

    Sob a liberdade que permite a desigualdade econômica, um indivíduo é capaz de aprimorar o bem-estar econômico seu e de sua família dramaticamente. Porém, quando uma política estipula que, para ele aprimorar o seu próprio bem-estar, ele tem de ser obrigado a aprimorar o bem-estar de toda a população na mesma intensidade, então ele nada pode alcançar.

    É como ver um indivíduo com pernas fortes o bastante para caminhar, e então estipular que, se ele quiser caminhar, ele tem de ser obrigado a carregar o peso de toda a população do globo sobre suas pernas.

  8. [OFF-TOPIC]

    Pessoal, me perdoem por me desviar tanto do assunto mas gostaria de saber a opinião de vocês e do Instituto sobre a atual situação econômica global.

    Já há algum tempo, e ganhando mais coro recentemente, escuto relatos sobre uma imensa bolha de ativos nos EUA, a maior já vista até então. Peter Schiff, mais especificamente, vem batendo nesta tecla há algum tempo, apontando duas possíveis causas para o estouro da bolha: o acúmulo incessante de dívidas dos EUA, proporcionado por seu déficit de décadas na balança comercial, e o “quantitative easing” do FED que permitiu com que o preço dos imóveis continuasse subindo (não obstante sua retração em 2008-2009) e que estudantes acumulassem um número cada vez maior de dívidas.

    Um dos primeiros sinais dos freios no atual boom seria a atual postura do FED em elevar a taxa básica de juros, assim como boatos(pelo menos até onde eu li) de que o BCE poderia fazer o mesmo.

    Outro grande candidato para fazer a coisa toda degringolar seria a China, que(como apontado em vários artigos neste site) inflou fortemente seu mercado imobiliário nos últimos anos e acumulou muita dívida desde 2009. Se o governo chinês resolver apertar os cintos de seu banco central é muito provável que o choque se espalhe pelo mundo todo.

    Neste cenário confuso eu lhes pergunto: Como fica o Brasil nessa história? Dadas as reformas econômicas do governo Temer, ainda que muito suaves, creio que o país teria alguma chance de se reerguer com dificuldade mais moderada(é claro que contando que equipe econômica do presidente de 2018 não esculhambe tudo). Mas tem uma coisa que me preocupa e devido a minha ignorância no assunto não consigo chegar a uma conclusão: A atual queda da SELIC é uma boa coisa para nós? Sei que o posicionamento da EA é totalmente contrário a qualquer manipulação da Taxa Básica de Juros, mas, dado que é assim que a banda toca, é possível estimar(a partir de algum modelo econométrico razoável) se a SELIC está num valor que de fato reflete o preço real da nossa moeda? Pois minha preocupação é estarmos entrando na onda do “quantitative easing” e injetando uma quantidade de dinheiro no mercado que não condiz com o acúmulo real de capital.

    Agradeço muito a atenção!

  9. Sempre vale repetir um trecho do Evangelho Segundo o Espiritismo, compilado por Allan Kardec em 1864.

    Desigualdade das riquezas

    A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente se procurará resolver, desde que se considere apenas a vida atual.

    A primeira questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos todos os homens? Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar.

    É, aliás, ponto matematicamente demonstrado que a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente; que, supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente com que viver, o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da Humanidade; que, admitido desse ela a cada um o necessário, já não haveria o aguilhão que impele os homens às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis.

    Se Deus a concentra em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades.

  10. Hélio Schwartsman

    O historiador Walter Scheidel (Stanford) decidiu olhar para o passado em busca daquilo que realmente faz com que a renda seja mais bem distribuída e concluiu que só grandes catástrofes sociais dão conta da missão –e mesmo assim apenas por tempo limitado.

    O resultado de suas pesquisas está em “The Great Leveler” (a grande niveladora). Ao longo de mais de 500 páginas, ele mostra com muita erudição histórica que a tendência geral das sociedades, desde a Idade da Pedra até hoje, é concentrar riqueza e que essa orientação só é revertida de forma um pouco mais perceptível em situações extremas das quais queremos manter total distância. Não é uma coincidência que o autor chame as forças niveladoras que identificou de quatro cavaleiros do apocalipse.

    Continua.

    www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2017/06/1891959-igualdade-ou-morte.shtml

  11. Concordo com Kira em todos aspectos enunciados,e acrescento

    que deveria haver oportunidade de” emergencia” para quem quisesse trabalhar,fazer alguma coisa para viver em momentos de necessidade sem ter de pedir favor.

    A ótica minha é de que a idéia de terminar com a miséria é um aleijão mental,UMA ENORME IGNORÂNCIA! PORQUÊ:

    A MISÉRIA E A POBREZA NÃO EXISTEM!

    EXISTE A RIQUEZA

    A MISERIA seria AUSÊNCIA DE RIQUEZA. A PROVIDÊNCIA É GERAR RIQUEZA

    A POBREZA seria AUSENCIA DE RIQUEZA. A PROVIDÊNCIA É GERAR RIQUEZA

    AUTOMATICAMENTE GERANDO RIQUEZA A MISÉRIA E A POBREZA DEIXAM DE EXISTIR

    LUTAR CONTRA A POBREZA É UMA ASNEIRA, contra o inexistente

    LUTAR CONTRA A MISÉRIA É UMA IDIOTICE, contra o inexistente

    PORQUE NÃO SE LUTA CONTRA ALGO INEXISTENTE, É QUIXOTESCO E ÓBVIO

    NÃO É JOGO DE PALAVRA, KIRA PENSOU CERTÍSSIMO, UMA CARROCINHA, UMA

    SUGESTÃO, POIS VENDER CACHORRO QUENTE GERARIA LUCRO, GERARIA RIQUEZA,

    O POBRE COMEÇARIA AUTOMATICAMENTE A FICAR MENOS POBRE, SEM LUTAR

    CONTRA FANTASMA, MAS PRATICANDO AÇÕES QUE GERARIAM RIQUEZA, FAZENDO

    ALGO PALPÁVEL, OBJETIVO.

    ASSIM COMO NÃO EXISTE O FRIO (QUE É FALTA DE ENERGIA EM FORMA DE CALOR)

    Lute contra o frio e morra congelado ou PRATIQUE UMA AÇão acenda um fogo gere energia em forma de calor, continue vivo.

    O ESCURO NÂO EXISTE (escuro é ausencia de LUZ) ACENDA UMA VELA E GERE ENERGIA EM FORMA DE LUZ!

    SE PENSAR ERRADO A PROVIDÊNCIA CORRETA NÃO EXISTIRÁ NÃO ACONTECERÁ.

    LUTAR CONTRA A POBREZA E MISÉRIA É COISA DE DEMAGOGO POIS FICA NO VAZIO,É COISA PARA QUIXOTE.

  12. Concordo com o autor que o foco deve ser em combate à pobreza. Mas a afirmação que desigualdade é uma consequência natural da prosperidade me parece exagerada.

    Um artigo publicado pelo WEFORUM aborda o problema do aumento da desigualdade nos EUA. Entre os diversos argumentos, afirma que riqueza (ou pobreza) e desigualdade tem um vínculo estreito. Famílias mais ricas colocam seus filhos nas melhores escolas. Melhor educação se traduz em melhores oportunidades e, consequentemente, riqueza futura. Já com os mais pobres ocorre o efeito inverso. O processo se retroalimenta resultando em aumento crescente da desigualdade e redução da mobilidade social.

    Eu me pergunto: qual é a relação entre pobreza e desigualdade? Estudo da LSE aponta para uma correlação positiva entre pobreza e desigualdade para a maiotia dos países europeus e os EUA. As causalidades serão objeto de artigo a ser publicado. Para os EUA o estudo confirma um aumento da desigualdade dos últimos anos, com aumento significativo da renda dos mais ricos e uma estagnação da classe média e dos mais pobres.

    Enquanto isso, pela primeira vez na história moderna dos EUA a nova geração será mais pobre que a dos seus pais.

  13. Edésio Agostinho Reichert

    Se tudo der certo, em 90 dias, será lançado o livro que representa a melhor alternativa para diminuir a miséria: EQUIBASISMO Cria Riqueza e Elimina Miséria.

    Uma frase que bem expressa o que está no livro. “Limitar a pobreza de todos, sem limitar a fortuna de ninguém. Que seja permitido ser muito rico, mas que não seja permitido ser muito pobre”.

  14. Os esquerdopatas preferem todo mundo mal, mas igualmente mal, a todo mundo bem, mas alguns melhor do que outros.

    Errata: Os esquerdopatas preferem todo mundo mal, exceto eles, a elite dos “mais iguais do que os outros”, os “redistribuidores” que ficam com a maior parte do que foi roubado.

    ???

  15. O próprio economista que vocês citaram no artigo também diz :

    “Eu acho que as pessoas ficarem ricas é uma coisa boa, especialmente quando isso traz prosperidade para os outros. Mas o outro tipo de ficar rico, "pegar" em vez de "fazer", buscar aluguel em vez de criar, enriquecendo poucos à custa de muitos, tirando a liberdade dos mercados livres, está zombando da democracia. Nesse mundo, desigualdade e miséria são companheiros íntimos.”

    evonomics.com/nobel-economist-angus-deaton-capitalism-democratic/

  16. A razão das revoltas populares no Chile está na baixa preocupação em preservar a dignidade dos idosos aposentados, onde há atualmente uma das maiores taxas de suicídios no mundo. Outra razão é o super endividamento dos estudantes. Enfim, tudo bem em se implantar políticas econômicas liberalizantes, mas nunca deve-se esquecer de proporcionar o mínimo de dignidade para quem trabalhou uma vida inteira.

  17. Déficit Nominal agudo + Conta de Capital liberalizada + Conta Corrente fechada + Péssimos serviços prestados pelo Estado que forçam a classe média a gastarem a sua presumível poupança em serviços já pagos através dos impostos = Crescimento econômico anêmico e desigualdade perene

    Muito se fala que o sistema tributário do país é severamente regressivo, ou seja, as pessoas de menor renda pagam, proporcionalmente, uma carga muito maior de impostos. Aí eu me pergunto: se toda essa perdularidade existente no gasto público, no trato da máquina em si, existe com o dinheiro sendo sugado dos mais pobres, imagina se esse dinheiro fosse tributado somente dos mais ricos?O problema do Brasil é o Estado brasileiro.

  18. O que ocorreria se apenas os salários altos dos executivos fossem limitados? Sem, necessáriamente, afetar o acumulo de capital para investimento?

    Como um controle salarial apenas para rendas gigantes

  19. Mais um excelente artigo. Parabens!

    Quanto mais eu leio os artigos do IMB, mais eu vejo que nossos “governantes” nao endendem nada sobre economia, ou entao entendem bem e nao fazem o que deveriam fazer.

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