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Políticos erram e quem arca com as consequências somos nós

É
extremamente raro — se não inédito — ver um político reconhecer
que seu governo errou

Sem
dúvida, o simples fato de um político reconhecer que o governo falhou já é um
avanço. Só que isso nem sequer deveria ser necessário.

O
conhecido aforismo em latim “errare humanum est” já deixa manifesto
que o erro é inerente ao — e inseparável do — ser humano. Sendo assim, a
menos que um político esteja implicitamente sugerindo que os governantes estão
acima dos comuns mortais (não duvide disso), um reconhecimento de erro acaba
sendo redundante. É claro que os políticos se equivocam: o sobrenatural
seria se eles não errassem.

No
entanto, vale enfatizar que o aspecto mais relevante do “erro
político” não é que ele exista, mas sim as consequências que ele
acarreta. 

Quando
um indivíduo qualquer se equivoca, os custos e os prejuízos vinculados ao seu
erro são arcados por ele próprio. A responsabilidade individual consiste exatamente
em aceitar as consequências de nossas ações, em não culpar os outros por nossas
falhas, e em não descarregar nem culpas nem ônus sobre terceiros inocentes.

Na
teoria econômica, com efeito, criou-se o termo “externalidades
negativas” para descrever custos que são arcados não pelo indivíduo que as
produziu, mas sim por terceiros.


os políticos, por sua vez, são inteiramente capazes de transferir o custo de
seus erros para todo o conjunto da população, de modo que eles próprios acabam
muitas vezes escapando ilesos. 

No
final, quem são os grandes prejudicados pelos fiascos das políticas implantadas
pelo governo senão a própria população?

A lista

Eis
uma lista de erros clássicos que, embora cometidos por políticos e seus
governos, são inteiramente arcados pela população.

a)
A política de congelar o preço dos combustíveis, obrigando a Petrobras a vender
para as distribuidoras gasolina
e diesel abaixo do preço
 pelo qual foram importados, destruiu o
capital da estatal, causando um prejuízo de aproximadamente R$ 60 bilhões. (Valor este que, diga-se de passagem, é muito
maior do que o desviado pela corrupção
na estatal).

Para
compensar este estrago, o governo teve de elevar os preços dos combustíveis (o próprio presidente da Petrobras admitiu que sua nova política de preços era explicitamente voltada para refazer o caixa da empresa),
fazendo com que eles sigam
batendo recordes quase que diários
. Quem arcou com tudo isso?

b) A política de aumento contínuo dos gastos públicos gerou um explosivo déficit orçamentário e um grande aumento na dívida pública. Tamanha deterioração das contas do governo levou ao aumento de impostos, como a duplicação do PIS/COFINS sobre gasolina e diesel, afetando a renda do cidadão, além de restringir a criação de empregos e investimentos. Quem arcou com tudo isso?

c) A política de crédito subsidiado concedido pelos bancos estatais para
grandes empresas não apenas foi inerentemente inflacionária, como
ainda distorceu todo o
mercado de juros
e piorou a situação fiscal do governo

No
final, quem arcou com o aumento de preços, com os juros mais altos e com a elevação de tributos
para reequilibrar as contas do governo?

d)
A política de crédito
subsidiado para a compra de imóveis
, além de também ser inerentemente
inflacionária, gerou um forte aumento nos preços dos imóveis, inclusive dos mais
populares.

Quem
arcou com o aumento dos preços dos imóveis (o que gera maior endividamento para
a aquisição da casa própria) e, em vários casos, acabou tendo de viver de
aluguel ou mesmo sendo forçado a morar em
barracões
?

e)
A política de obrigar geradoras e transmissoras de energia elétrica a baixar
suas tarifas na marra
inviabilizou vários investimentos destas, e
consequentemente obrigou as distribuidoras a recorrer ao mercado de curto
prazo, cujos preços são muito maiores. Assim, as distribuidoras tiveram de
comprar caro e revender barato, pois o preço da revenda estava congelado pelo
governo.

Como
consequência, as distribuidoras ficaram desabastecidas
e endividadas
, e tiveram de ser socorridas pelo Tesouro (nossos impostos). O
montante repassado chegou a R$
39 bilhões
 e as tarifas ao consumidor dispararam
80%
, ficando muito mais caras do que antes da intervenção. Quem arcou
com tudo isso?

f)
A política de criar agências reguladoras serviu para criar uma reserva de mercado
para os grandes empresários já estabelecidos, protegendo-os de eventuais concorrentes
(veja aqui a lista
de agências reguladoras e como elas afetam a livre concorrência).

Isso
impediu que houvesse uma maior oferta de serviços no mercado, assim como preços
mais baixos e produtos de maior qualidade. Quem arcou com tudo isso?

g)
A política de aumento
generalizado das tarifas de importação
— para proteger o grande baronato
industrial e os poderosos sindicatos dos trabalhadores dessas indústrias —
ajudou a encarecer sobremaneira os preços de vários bens de consumo, além de
ter tornado a indústria nacional mais ineficiente. Quem
arcou com tudo isso?

h)
A política de encargos sociais e trabalhistas encareceu artificialmente
a mão-de-obra 
e, com isso, não apenas impediu que os salários fossem
maiores, como ainda empurrou 44
milhões
de pessoas para a informalidade. Quem arcou com tudo isso?

Nós somos os responsáveis
solidários

Tendo
arrogado para si próprios um poder quase absoluto para decidir sobre nossas
vidas e economias, os políticos, ao cometerem erros, detêm o benefício de
converter a sociedade em responsável solidária por seus erros. 

Aquilo
que no livre mercado seria considerado inaceitável e motivo de acionamento
judicial — as ações de um indivíduo repercutirem adversamente sobre um outro
que não é obrigado a arcar com elas –, torna-se a regra quando o envolvido é o
estado: os erros dos políticos se transformam estruturalmente em um fardo
compartilhado por todo o conjunto da sociedade.

Sim,
os políticos e governantes erram porque são seres humanos; porém, e à diferença
de todo o resto dos seres humanos, eles não assumem a responsabilidade pelos
erros gerados por suas próprias decisões. Ao contrário: eles conseguem
transferir as consequências de seus erros para outras pessoas que não deveriam
ser obrigadas a arcar com este ônus.

Isso,
e nada mais do que isso, é a síntese da política estatal: uma maciça
socialização dos prejuízos imposta sobre o conjunto de cidadãos inocentes por
um grupo de pessoas irresponsáveis que se arrogam a autoridade de governar a
todos — inclusive governar aqueles que não votaram neles e que não aprovam
suas políticas.

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Leia também:

Cartéis, postos e preço da gasolina – de quem realmente é a culpa pela forte alta?

Por que não faz nenhum sentido manter a Petrobras estatal

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141 comentários em “Políticos erram e quem arca com as consequências somos nós”

  1. A política da Petrobrás de vender abaixo do preço importado de mercado foi uma das piores políticas já feitas pela empresa.

    E pior, na época mesmo economistas não-liberais já tinham cantado a bola, tamanha a obviedade das consequências que isso geraria.

  2. Paralelamente, quando o empreendedor realiza um empreendimento (sendo ele humano como qualquer outro e passível de falha), é ele quem arca com o sucesso (lucro. Ele está provendo um bem ou serviço que as pessoas desejam) ou fracasso (prejuízo. Indicando que ele não está consumindo recursos escassos e não está provendo bens ou serviços corretos ou está fazendo de uma forma completamente errônea).

    Metade das empresas não passa do terceiro ano de vida E o que ocorre com os empreendedores fracassados – senão 3, 4, 5 ou 6 anos de dívidas? Uma parcela significativa da vida de qualquer pessoa: você poderá dificilmente casar, financiar um carro, imóvel ou mais – no Brasil, há até mesmo a prática de ir embora do país.

    Olha-se muito (em olho grande, inclusive, por parte do estado) os empreendimentos de sucesso, que logram atingir seus 5, 10 anos de vida; é omitido que somente uma minoria dos capitalistas entende os sinais do mercado com perfeição e são capazes de sustentar um empreendimento até aquele ponto. Geralmente, as empreitadas de sucesso advém justamente “dos primeiros a chegar e últimos a sair” – um mandamento cabal em qualquer listinha de dicas para novos empresários.

    O ato do empreendedorismo – de adiantar bens presentes (gastar seu capital: pagar salários, alugar terreno, adquirir máquinas, etc) na esperança de que consegue fazê-los render mais do que seus custos ao prover um novo bem e serviço às outras pessoas – é inerentemente suscetível à tragédia da incerteza: o mercado é, como explanado, BRUTAL com erros no direcionamento de recursos escassos.

    Enquanto isso, na política, o estado pode servir quaisquer serviços e esses não precisam satisfazer ninguém para existir – na escola pública, por exemplo, a satisfação das crianças é completamente irrelevante para o mantenimento do empreendimento e dos empregos. Seus erros são remunerados com mais recursos direcionados a serviços que não têm motivo para funcionar; completa lógica inversa do empreendimento.

  3. O estado tem o monopólio da maior arma de propaganda que existe: o controle da educação.

    De geração a geração é vendida a idéia que o estado é necessário (vejo isso diariamente na faculdade) e insubstituível, e que os políticos são nossos representantes e fazem apenas aquilo que nós mandamos. Aliás, sejamos sinceros, isso também acontece em praticamente em todos meios, rádio, TV e internet (embora nesta haja alguma reação contrária) .

  4. Muito bom o artigo. Os políticos são escória mesmo e saem impunes.

    Mas e quanto a empresários que despejam seus resíduos químicos nos rios de toda uma cidade? E favelados que usam de esgoto o córrego? Eles também estão impunes.

  5. Existem vários tipos de erros:

    1- Erros honestos, em que a pessoa sinceramente buscou agir certo, mas dispunha de informações insuficientes e/ou inexatas;

    2- Erros cognitivos, em que a pessoa de algum modo processou as informações de forma errônea;

    3- Erros deliberados, em que a pessoa age de forma propositalmente errada.

  6. O livre mercado também não está imune a erros. Por exemplo:

    Um empreendedor privado pode muito bem pegar um empréstimo em um banco privado, investir em um negócio, contratar mão de obra, ser mal sucedido e quebrar. É correto afirmar,nesse caso, que apenas esse empreendedor será punido pelo seu erro?

    A resposta:

    Pessoas ficaram desempregadas e o banco ficou com prejuízo , então não se pode afirmar que só o indivíduo que cometeu o erro foi punido, outras pessoas também foram punidas pelo erro, então quem pagou foi a sociedade; pessoas que não tiveram participação na decisão arbitrária de um indivíduo que almejava um sucesso particular.

    Seguindo o mesmo exemplo…

    Vários indivíduos podem fazer o mesmo e, ao mesmo tempo, movido por uma especulação serem mal sucedidos em determinado setor econômico. O prejuízo pode ser imprevisível e quem vai pagar pelo erro dessa minoria? A sociedade.

    A sociedade é assim, poucos tomam decisões para tentar beneficiar muitos. E não dá pra dizer que só tivemos prejuízos, que não houve progresso nesses últimos anos no Brasil. Muita gente melhorou de vida, passou a ter um conforto que antes não tinha.

    Houve erros inaceitáveis, principalmente por questões ideológicas, que o governo anterior cometeu. Exageros em incentivos econômicos e muita auto confiança com relação ao futuro do país. Houve também a mentira em tentar esconder a crise que já estava dando sinais claros antes das últimas eleições. A resultante disso é o que estamos passando hoje.

    Governantes erram e a única punição que o povo pode dar é a sua não reeleição.

  7. E ainda existe o caso do político causar isso propositalmente para ganhar mais votos e ajudar o estado a se expandir ainda mais.

    Estado é a encarnação do demônio na Terra.

  8. Cientista Político

    Vale lembrar que os governantes só representam, a rigor, aqueles que votaram neles, e não aqueles que não votaram neles. Consequentemente, ninguém deveria ser obrigado a pagar pelos erros daqueles governantes que não receberam seu voto.

    Presidentes e governadores de estado têm poder sobre seus não-eleitores simplesmente porque a lei assim obriga, e não porque esse é o desejo de seus não-eleitores. A representação não-consentida faz com que aquele involuntariamente representado pague pelos erros de seu político não-desejado.

  9. O item c) dá a entender a política de crédito farto, que gerou o aumento no preço dos imóveis foi muito ruim para o comprador, mas há também a questão do vendedor. Com preços majorados no período anterior e, agora, vivendo-se em plena crise de crédito (necessário ajuste pela esbórnia de crédito no período anterior), ninguém tá conseguindo vender nada, ou ao menos não consegue-se vender pelos valores esperados. A sensação é que o preço dos imóveis implodiu: casa avaliadas em 500, 600 mil reais uns anos antes, hoje podem se vistas por 350, 400 mil, e olha que a inflação não foi baixa. Interessante, hoje os imóveis estão caros para quem compra (não se tem dinheiro e nem crédito pra isso) e estão baratos para quem vende (não se consegue vender a preços de hoje, mas somente a preços de muitos anos atrás), ou seja, ruim pra todo mundo (não só pro consumidor).

  10. Culpar políticos e burocratas pelos erros do governo eleito é como culpar o pão bolorento ingerido intencionalmente pela intoxicação alimentar. Os políticos são premiados com votos pela má gestão dos recursos públicos, leia-se políticas populistas.

  11. Amante do Capitalismo

    Se o ministério público fosse sério, nego pulava pela janela do prédio depois de ler esse questionário.

    O MP virou um defensor do estado, deixando a população como meros escravos do estado. O último objetivo do MP é defender as pessoas. A defensoria pública não passa de oportunistas, que usam as leis abusivas para fazer ” justiça social” e defender seus próprios emprego.

    Essa lista tem os pontos principais, mas ainda tem muita coisa. O FGTS é saqueado dos trabalhadores impondo rendimento abaixo da inflação. As pessoas pagam IPVA, mas andam em ruas que parecem trilhas asfaltadas. Pagam ônibus com wifi e interface usb, mas não usam transporte público.

    Enfim, ame o capitalismo. O seu chefe sempre vai estar mais preocupado com você do que o governo.

  12. Boa tarde.

    Ótimo texto como sempre todos os dias venho aqui ler, mas faz pouco tempo.

    Uma dúvida é sobre o tesouro do governo, o governo emiti divida, isso que não entendo, seria como ele me emiti R$ 50,00 em divida eu compro isso, ele usa meu dinheiro e eu ganho uma porcentagem em cima disso?

    Outra coisa é a divida publica, eu entendo que o governo não gerar riqueza apenas nos rouba com impostos, mas e quando ele está sem dinheiro o que ele faz? simplesmente imprimi mais ou ele pode pegar emprestado com “alguém” e quem é esse alguém que pode financiar um governo?

    pode ser duvidas simples mas essas ainda não compreendi.

    obrigado.

  13. Um individuo inepto, corrupto, e insano que não assume seus atos principalmente sendo um politico pode causar inclusive o colapso de civilizações inteiras deveria ser enjaulado e jogar a chave fora.

  14. [OFF] O que dizem do que aconteceu com essa moça?

    g1.globo.com/economia/noticia/fico-pensando-em-leis-enquanto-limpo-privadas-a-advogada-que-virou-faxineira-em-sao-paulo.ghtml?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1

    O que dizem de ela não conseguir emprego em lugar nenhum porque processou seus antigos patrões porque estes a assediavam moralmente?

    E pior que esse não é um caso isolado: no Brasil, processou um, não arruma mais emprego.

  15. “Isso, e nada mais do que isso, é a síntese da política estatal: uma maciça socialização dos prejuízos imposta sobre o conjunto de cidadãos inocentes por um grupo de pessoas irresponsáveis que se arrogam a autoridade de governar a todos”

    “SOCIALIZAÇÃO DE PREJUÍZOS” o argumento que define tudo sobre o estado e o seu controle sobre os meios de produção. A única coisa verdadeiramente socializada são seus prejuízos.

  16. Excelente artigo, para variar. Chega a ser um fato tão básico, mas TÃO BÁSICO, que é realmente surpreendente (para não dizer decepcionante) continuar escutando gente supostamente “respeitável” defendendo a constante intervenção do Estado nos negócios. Criadores de pobreza, é o que são.

  17. Me surpreendo como mesmo em mentes menos estudadas ainda há um requinte de sofisticada sabedoria.

    Lembram-se do radialista Alborghetti? Ele mesmo já dizia, “tudo que pinta de novo, pinta na bunda do povo”.

  18. Gordo Capitalista

    Socialismo é uma doença mental chamada burrice.

    O socialista não arruma emprego e não produz nada, depois quer que todo mundo redistribua sua renda.

    No máximo, o socialista arruma um emprego de jornalista, para aumentar o número de reclamações.

  19. Estado não é Deus e não manda na minha vida

    A maioria dos que defendem a constituição e usam corrupção como argumento de ataque a política não conhece nem a constituição nem mesmo a história pregressa desse país. Só em saber que a república foi fruto de um golpe na tentativa de barrar o ingresso da revolução industrial, que diga-se de passagem, o Brasil foi um dos últimos lugares do mundo a adotá-la.. chegou tardia aqui, no final os republicanos não tiveram escolha, mas essa foi a intenção original, apenas isso para uma pessoa honesta é suficiente para não levar qualquer coisa redigida des de então e chamada de lei a sério. E como se vê, os tais republicanos não se arrependeram do seu propósito original, pois ainda abominam o mercado que é fruto da mesma revolução industrial. O país só teve ditadores des de então, socialismo é algo intrincado na cultura da america latina. Voltando a questão da cosntituição, apenas costuma defender os hipócritas demagógicos, ou os ignorantes que querem se sentir importantes como alguém que “participa e se preocupa” muita gente se comporta assim e engoliu o argumento da corrupção. Isto é tão verdade que como se pode comprovar rápido, basta verificar o conhecimento do brasileiro médio a respeito de outras constituições como a dos EUA e de países de primeiro mundo em geral. O conhecimento é nulo, até mesmo o passado anterior a república é nebuloso e o conhecimento da constituição anterior também. O brasileiro vive numa bolha continental, e quando alguém argumenta o que existe la fora as respostas são as mais caricatas: “não somos EUA” “são problemas deles, temos que cuidar do que vivemos aqui” “não tem como comparar” tudo isso é em grau mais direto ou menos direto outra mentalidade de neandertal incrustrada aqui pela esquerda que é o ódio ao capital estrangeiro, aos EUA, ao “imperialismo”. Esse país é uma bolha medíocre de gentinha arrogante e pretenciosa, que persegue tudo o que é externo. Qualquer possibilidade de mudança dessa mentalidade ainda deve passar por mais de 5 gerações, isto se no meio do processo alguma delas não destruir tudo no caminho pondo tudo a perder. Não se tira esse povo da ignorância de uma só vez, não importa o quanto a verdade seja posta com exemplos. A maioria ainda vive uma ezquisofrenia em detestar o estado e ao mesmo tempo odiar o mercado, ao passo que reclama do desemprego (que só pode deixar de existir como algo crítico com o aumento de oferta, o que implica aumento de mercado), o brasileiro médio é um povo perdido em uma selva escura e sem trilhas.

  20. Já há no título do artigo um equívoco quando afirma que [..] Políticos erram…[…].

    Não houve erro nenhum, o que houve foi um esquema criminoso impetrado pelas quadrilhas que estão nos 03 Poderes que pilhou as riquezas do Brasil nos deixando uma conta impagável que carregaremos por décadas nas costas.

    O Brasil é uma nação criptocomunista “funcionando” num modelo econômico fascista.

    A grande mídia, que é o chamado “4.º poder”, também faz parte da quadrilha.

  21. “É extremamente raro — se não inédito — ver um político reconhecer que seu governo errou”

    Pelo que sei, FHC gostaria de não ter feito as privatizações. Serve?

    * * *

  22. Leandro e Ubiratan

    Acho que este estudo do controle de preços da Petrobrás é melhor do que esse que você postou na alínea ‘a’:

    zbn.com.br/controle-de-precos-da-petrobras-chegou-hora-de-pagar-conta/

    Tem dados mais robustos que sustentam a argumentação.

  23. Galera, vamos compartilhar esses artigos do mises o máximo possível, no whatsapp, twitter, tudo. Isso é muito importante para valorizar o trabalho dos caras, e para ajudar as pessoas a entenderem melhor o que está acontecendo no nosso país. A mudança tem que começar de baixo, na mentalidade, na cultura e etc. Abs.

  24. Ainda acrescentaria a bolha de caminhões, que levou a um excesso da frota, derrubou os fretes, isso, aliado ao aumento dos combustíveis e a carestia da economia, explica boa parte do descontentamento dos caminhoneiros

    Segundo a Associação dos Transportadores de Cargas de Mato Grosso (ATC), a redução do valor pago pelo frete entre a safra 2013/14 e a safra 2014/15 foi de aproximadamente 25%.

    O diretor executivo a ATC, Miguel Mendes, cita exemplos de preços de frete reduzidos de municípios do Médio-norte de Mato Grosso até o porto de Santos (SP). Partindo de Sorriso, o frete passou de R$ 315 em 2014 para R$ 235 em 2015; de Lucas do Rio Verde, passou de R$ 300 em 2014 para R$ 220 em 2015.

    Mendes afirma que o maior número de caminhões disponíveis para o frete foi o principal fator responsável pela queda no preço da atividade, já que muitos empresários e motoristas autônomos conseguiram adquirir seu veículo de carga pelo financiamento do BNDES.

    […]

    […] o empresário Édio Moreira de Castro, tem 60 caminhões atualmente, mas no ano passado sua frota era composta por 80 caminhões. Em uma conta rápida, ele calcula que está tendo prejuízo de cerca de R$ 453 por viagem caso faça um frete de Lucas do Rio Verde para Rondonópolis, com um caminhão de 7 eixos cobrando R$ 70 por tonelada.

    Castro aguarda agora uma resposta do governo sobre as reivindicações. “Minha vontade é de vender todos os caminhões, porque do jeito que está a atividade fica inviável, estamos tendo prejuízo e assim vamos à falência”, diz.

    Artigo citando o texto aqui

  25. A atual greve de caminhoneiros colocou o Brasil no caos e para solucionar o governo vai providenciar um caos pior ainda adiante. 2019 será um ano inesquecível para os brasileiros.

  26. Essa alta do petróleo esta relacionado ao dólar? Eu li uma vez um comentário nesse site correlacionando a força do dólar com o preço das commodities

  27. Eu SEMPRE desconfio das verdadeiras intenções quando uma greve é organizada por sindicalistas, muitos daqueles que hoje se dizem a favor dos caminhoneiros poderão se decepcionar quando descobrirem os reais motivos dessa paralização.

    Não podemos nos esquecer que somos uma republiqueta comunofascista, e que as grandes empresas do setor de transportes também são “financiadas” com $$$$$ dos pagadores de impostos, num obsceno troca-troca público-privado.

    Não vai demorar e assistiremos a esquerda “tomando para si” esses movimentos grevistas em nome do “povo” e “contra” esse governo “golpista”, se apresentando como a solução para o problema que a própria esquerda criou.

    Não duvido que essa greve desencadeie mais paralizações em outros setores. O Brasil está a beira de uma ruptura.

  28. Paulo Fernandes

    lembrando sobre o debate do Igor Fuser com o Flávio Morgenstain de 2014 onde o socialista defendeu que só tínhamos petróleo por causa da PetroBrás que as forças da direita demonizavam a estatal que é um monopólio. Hoje estamos sem petróleo, Fuser diz isso no vídeo http://www.youtube.com/watch?v=5h3jnaGz59Q&t=2198s a partir do minuto 36:06

    esses caras só atrapalham o crescimento do Brasil.

  29. O Brasil não precisa importar combustível e por isso é auto-suficiente

    Porque diabos precisamos acompanhar o preço do Barril?

    E outra, como privatizar a empresa sendo que todos os postos de extração esta com ela? Seria só dar o monopolio publico pro privado.

  30. Bruno Feliciano

    Boa Noticia? Ou Otimismo? Vejam só:

    economia.uol.com.br/noticias/redacao/2018/05/21/petrobras-monopolio-refino-gasolina.htm

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/04/petrobras-da-inicio-a-processo-de-venda-de-refinarias.shtml

    ”O plano é passar para frente 60% de participação em quatro de suas unidades, sendo duas no Nordeste e duas no Sul. “É uma maneira de trazer mais opções de empresas e ampliar o mercado”, diz Valois…. – Veja mais em economia.uol.com.br/noticias/redacao/2018/05/21/petrobras-monopolio-refino-gasolina.htm?cmpid=copiaecola”

    Seria o começo de um processo de desestatização? O que acham?

  31. Essa paralisação dos caminhoneiros serve para mostrar como o Estado brasileiro, além de ser completamente ineficiente, impede que os setores se desenvolvam pelos seus próprios esforços. É a bênção do nacionalismo tupiniquim.

    A malha ferroviária foi destruída pela companhia limitada de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. Além de terem sucateado esse setor pioneiro, que foi criado majoritariamente por investimentos privados estrangeiros, dificultaram ao máximo para que nenhum empresário pudesse criar suas próprias ferrovias e vagões modernos.

    Foi excelente essa paralisação dos caminhoneiros. Serviu para mostrar para todos como nosso país é completamente atrasado e centralizado nas mãos dos burocratas iluminados que estão em Brasília.

    Serviu para mostrar que nossa logística de transportes (que mesmo alguns liberais acham que deve ser papel do Estado) é muito frágil e pouco diversificada. O setor de transportes é protecionista, com péssimas rodovias no interior do país e está a mercê de uma única empresa estatal. Ferrovias e malha portuária costeira são inexistentes no Brasil. E a malha aérea está no mesmo nível que da Índia.

    Viva o Estado bostileiro.

  32. Libertários = VERGONHA ALHEIA

    A greve fracassou

    1º – a categoria dos caminhoneiros é desorganizada… uma parte assinou o maldito acordo com o Conde Temer

    e isso deu brecha pra ele dizer q já fez a parte dele e já negociou (agora ele vai mandar a polícia/exército pra acabar com a greve)

    2º – a MÍDIA NÃO ta do lado dos caminhoneiros… já começou a dizer q é locaute, que se o governo ceder, eles vão pedir mais, enfim a MÍDIA dessa latrina mais atrapalha do q ajuda

    3º – A DIREITA desse país sumiu… cadê esses filhos da puta ? A hora era agora

    o povo tinha q ta do lado dos caminhoneiros, era pra paulista ta tomada

    cadê o povo batendo panela ? Reforma TRIBUTÁRIA JÁ !!!

    O prédio da Petrobrás era pra ser depradado, o povo não tem que pagar as merdas q fizeram com a Petrobrás…

  33. Alguém sabe me responder se é possível dividir a Petrobras em várias empresas antes de privatizar? Já que ela detém grande parte do território de exploração de petróleo, seria difícil uma concorrência mesmo desregulamentando.

  34. Algo que eu não compreendi.

    Se o governo ter um deficit amanha maior por reduzir impostos e não cortar gastos(exemplo hipotético de solução para essa paralização), ele apenas alterou sua forma de conseguir recursos(emissão de títulos), então, qual seria pior? Manter os impostos com deficit menor , ou ter deficit maior com impostos menores?

    Digo isso, pois tenho essa mesma dúvida em relação ao trump, nos EUA; ele não cortou gastos mas cortou impostos, isso por si só fez o deficit subir, o que exige maior captação de recursos

  35. Caminhoneiros CRITICAM o governo MAS pedem mais governo para resolver os problemas da categoria ? Não estou entendendo:

    – tabela de preços regulado pelo governo (frete mínimo)

    – reserva de mercado garantida pelo governo (30% CONAB)

    – redução do preço garantida pelo governo por 60 dias…

  36. Na Russia é estatal e funciona, porque no Brasil não pode funcionar também?

    http://www.brasildefato.com.br/2018/05/29/na-russia-empresa-publica-comanda-a-producao-de-petroleo-gasolina-custa-rdollar-232/

    É “monopólio”, é estatal, tem imposto alto e é barato. Assim funciona o preço dos combustíveis com a Estatal Gazprom, a maior companhia energética do mundo.

    Combustível barato não vem com privatização ou redução dos impostos. Combustível barato vem com controle nacional da produção e refinação do combustível.

    O combustível não aumentou por causa do imposto, aumentou porque está deixando de refinar petróleo no Brasil (que sai barato) para refinar no estrangeiro que sai no preço da cotação do dólar (super caro).

    Mesmo se reduzir imposto hoje, daqui a dois meses volta tudo igual. Para resolver o problema de uma vez por todas tem que tornar a Petrobrás 100% brasileira!

  37. Daniel Luiz Ribeiro

    Olá pessoal do Instituto Mises. Suas colocações sobre economia são sempre muito boas.

    Aproveito a ocasião para perguntar o seguinte: vocês viram as acusações que a ASSOCIAÇÃO DOS ENGENHEIROS DA PETROBRÁS (AEPET) fizeram ao Pedro Parente?

    Me pareceram desprovidas de uma sensata análise econômica, principalmente porque foram redigidas por engenheiros da petrobrás (isto é, pessoas que entendem de petróleo, e não de economia).

    Gostaria de saber a visão de vocês sobre isso. Principalmente sobre estes pontos:

    “Por que manter preços no mercado interno acima dos internacionais, viabilizando a importação por concorrentes, enquanto a estatal perde participação no mercado e suas refinarias ficam ociosas?

    Por que vender ativos valiosos, sem concorrência, em negociatas diretas, ao arrepio da lei, ao mesmo tempo em que a empresa mantém em caixa somas astronômicas, sempre superiores a US$ 20 bilhões?”

    Ou ainda:

    “PEDRO PARENTE finge desconhecer os graves equívocos no plano de negócios e gestão/planejamento estratégico, elaborado por sua orientação, vendendo gasodutos e termelétricas, ativos que monetizam e agregam valor ao gás natural, sabidamente combustível de transição para uma economia mais limpa. Retirando a companhia da Petroquímica, renunciando à produção de Biocombustíveis, etanol e biodiesel, abandonando empreendimentos do Refino e da produção de Fertilizantes. Decisões que já resultam em prejuízo na geração operacional de caixa e comprometem a segurança energética e alimentar do País.”

    E tem vários outros pontos também, que me deixaram em dúvida.

    Fonte:

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/engenheiros-da-petrobras-condenam-gestao-de-pedro-parente-saiu-sem-explicar-gestao-entreguista/

    Valeu, abraços!

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