A
importância da poupança, da frugalidade e da prudência é inquestionável, pois
estes são alguns dos pilares que permitem o investimento de longo prazo e,
consequentemente, o enriquecimento de uma sociedade.
E a Escola Austríaca de pensamento econômico sempre foi pródiga em suas explicações de que são a poupança e o investimento, e não o consumo, a força-motriz de uma economia.
No
entanto, estou começando a crer que o epíteto “consumismo”, quase
sempre evocado de forma pejorativa, é apenas outra palavra para a expressão
“usufruir liberdade no mercado”.
A
verdade é que o mercado está, diariamente, nos proporcionando uma quantia cada
vez maior de bens e serviços, e sempre com avanços tecnológicos que eram inimagináveis
há apenas alguns anos.
Quem
imaginaria, dez anos atrás, que um GPS que mostra o trânsito em tempo real se
tornaria algo tão corriqueiro nas ruas das nossas cidades? (O Waze se mantém
via anúncios publicitários). Quem
imaginaria, dez anos atrás, que ao simples clique em um aplicativo de celular teríamos
motoristas particulares que nos locomovem a preços inacreditavelmente baixos?
Uber, Cabify, Lyft e vários novos concorrentes, que surgem quase que
diariamente, fazem isso.
Ou quem
imaginaria, dez anos atrás, não mais depender de hotéis e poder escolher mais
de 2 milhões de imóveis em 190 países ao redor do mundo? Com o AirBnB, você
pode se hospedar em imóveis com banheira de hidromassagem e piscina, ou pode
ficar em um quarto de uma casa, ou mesmo apenas em um sofá. Você escolhe de
acordo com seu orçamento.
Recorrer a esses prodígios significa usufruir a maravilhosa liberdade de escolha e de consumo que o mercado nos oferece.
Acima de tudo, o que dizer então da onipresença dos smartphones, cada vez melhores, e sua infinidade de aplicativos que facilitam nossas vidas? Nos
países mais ricos, as pessoas alegam que estão sendo submetidas a uma avalanche
tão grande de produtos tecnologicamente avançados — os quais supostamente as
estariam tornando “anti-sociais” –, que elas não aguentam mais. “Diga
não!” à mais recente engenhoca!
Mas
é claro que, na prática, nenhum de nós realmente quer essa interrupção. Ninguém,
por exemplo, quer ter seu acesso à internet negado ou encarecido. Ao contrário:
queremos acessar a internet de forma cada vez mais rápida, mais barata, e com
mais variedade de meios (tablets, smartphones, laptops, Smart TVs etc.). Queremos
a liberdade de fazer downloads de músicas, filmes, seriados, livros,
monografias e tratados sobre absolutamente todos os assuntos imagináveis. Nenhuma
informação é considerada excessiva quando algo específico está sendo procurado.
E
isso não é tudo.
Queremos
mais variedades da comida, de bebida, de produtos de limpeza, de pastas de
dente, de barbeadores. Queremos eletrodomésticos mais práticos e mais
eficientes. Queremos mais ar-condicionado (ou mais calefação) em nossas casas,
ambientes de trabalho e estabelecimentos comerciais. Queremos acesso a toda uma
gama de estilos para o mobiliário de nossa casa.
Se
algo está quebrado, queremos as peças de reposição prontamente disponíveis. Queremos
peixes frescos, carnes suculentas, frutas frescas, roupas limpas e cheirosas,
pão quentinho, e carros modernos com cada vez mais tecnologia embarcada. Queremos
restaurantes variados e abertos 24/7. Queremos pronta-entrega e suporte técnico
24 horas. Queremos usufruir o que está na moda em todas as partes do mundo.
O
comércio se adaptou e fez essa transição. Novos mundos são abertos para nós
diariamente.
Há
várias maneiras de se comunicar com pessoas distantes gratuitamente. O email
está se tornando obsoleto e os torpedos já estão gratuitos. Podemos conversar
instantaneamente com qualquer pessoa em qualquer canto do mundo por meio de
aplicativos como Skype e WhatsApp, que são gratuitos. Televisões de tubo e
telefones de linha fixa — artigos de luxo no século XX — já foram abandonados
em prol de modelos muito superiores de tecnologia de informação.
Queremos
agilidade. Queremos velocidade. Queremos redes sem fio e internet 5G. Queremos
acesso. Queremos aperfeiçoamentos. Água limpa e filtrada tem de sair
diretamente de nossas geladeiras. Queremos todos os tipos de bebidas:
energética, esportiva, espumante, suculenta. Queremos água importada das ilhas
Fiji. Queremos casas melhores. Queremos apartamentos melhores. Queremos
segurança. Queremos educação. Queremos saúde. Queremos infraestrutura. Queremos
serviços. Queremos liberdade de escolha.
Estamos
conseguindo essas coisas? As que são estatais, como segurança, educação, saúde,
água encanada e infraestrutura, não muito. E as outras que não são fornecidas
pelo estado? Sim. Como? Por meio deste incrível mecanismo de produção e
distribuição chamado ‘economia de mercado’, que nada mais é do que uma arena na
qual bilhões de pessoas voluntariamente cooperam e inovam com o único intuito
de melhorar a própria vida.
Contrariamente
ao que dizem os detratores desse arranjo voluntário, não há nada de
“selvagem” nele. A concorrência nada mais é do que empreendedores e
capitalistas se esforçando — alguns ganhando, outros perdendo — para
conquistar a preferência do público consumidor.
Obviamente,
é muito fácil olhar para tudo isso e simplesmente sair gritando: “consumismo
odioso!” Porém, se estamos utilizando o termo “consumir” nos
referindo ao ato de comprar produtos e serviços com o nosso próprio dinheiro
com o intuito de melhorar nossa condição, então quem realmente pode se declarar
inocente do “crime” de consumismo?
Condenando a prosperidade
Toda
a história do debate de idéias sempre girou em torno de como criar algum
sistema que servisse
mais ao homem comum do que apenas às elites, aos governantes e aos
poderosos. Quando a economia de mercado — e sua estrutura capitalista —
surgiu, esse tão sonhado sistema havia finalmente sido descoberto.
Com
o subsequente advento da ciência econômica, passamos a entender como tudo isso
funciona. E começamos finalmente a entender como é que bilhões de escolhas
econômicas voluntárias e não planejadas por nenhum comitê de planejamento
centralizado podem conspirar para criar um belo sistema global de produção e
distribuição que servem
a todos os indivíduos.
E
como os intelectuais respondem a isso? Denunciando o sistema exatamente pelo
“crime” de ele fornecer um excesso de coisas e de, com isso, incitar
os desejos “consumistas” das massas.
Algumas
pessoas estão se endividando para comprar coisas supérfluas sem as quais elas podem
viver perfeitamente bem? Certamente. Mas isso é motivo para condenar todo esse
arranjo maravilhoso? A culpa não deveria ser apenas individual?
Ademais,
quem é que deve decidir de maneira inquestionável o que é uma necessidade e o
que é um mero desejo? Um ditador onisciente à frente de um comitê de
planejamento? Como podemos garantir que os desejos dele estarão de acordo tanto
com as minhas necessidades quanto com as suas?
Em
uma economia de mercado, desejos e necessidades estão interligados, de modo que
as necessidades de uma pessoa são satisfeitas justamente porque os desejos de
outras pessoas foram realizados.
Um exemplo prático de uma maravilha
diária
Eis
um exemplo que vivenciei recentemente.
Minha
neta estava desesperadoramente doente, o que fez com que meu desejo mais
premente fosse levá-la a um médico. Seu consultório ficava aberto até tarde,
assim como a drogaria imediatamente ao lado. Ainda bem. Fui ao consultório,
recebi a indicação do remédio, fui à farmácia ao lado e já saí de lá com o
remédio e todos os demais materiais necessários para restaurar a saúde dela.
Ninguém vai me dizer que isso foi uma demanda superficial.
Mas
agora é que vem o principal. A farmácia só pôde ficar aberta até tarde porque
ela está localizada em um edifício comercial cujo acesso é fácil e o custo
total do aluguel pode ser dividido por todos os outros estabelecimentos
comerciais que alugam as outras salas desse edifício.
E
quais são esses outros estabelecimentos comerciais? Cabeleireiros, manicures,
sorveterias, docerias, lojas de materiais esportivos, e até mesmo uma loja que
faz a decoração de festas. Ou seja, todas elas lojas que vendem coisas
“superficiais”. Todas elas pagam aluguel. E isso possibilitou a
existência daquela farmácia.
O
edifício não teria sido construído se a incorporadora não imaginasse que ele
também seria demandado para essas coisas menos urgentes, e os proprietários dos
imóveis não os alugariam caso também não houvesse essas necessidades menos
urgentes. E aí provavelmente aquela farmácia não estaria ali.
O
mesmo raciocínio é válido para os equipamentos e a mão-de-obra utilizados no
consultório médico que me atendeu. Eles são menos caros e mais acessíveis do
que seriam em outras circunstâncias justamente por causa da existência de demandas
não-essenciais de consumo. Por exemplo, os computadores utilizados nessa
clínica eram de ponta, e isso só se tornou possível porque técnicos e
empreendedores inovaram para atender às demandas de aficionados por videogames,
de apostadores profissionais e de demais pessoas que utilizam a internet para
fazer coisas “não-essenciais”.
E
o mesmo ponto pode ser feito sobre “bens de luxo” e tecnologias de
vanguarda. Os ricos são os primeiros a adquiri-los e a utilizá-los. Ao fazerem
isso, os defeitos inerentes a todo e qualquer produto recém-criado vão sendo descobertos e
corrigidos. Ato contínuo, os imitadores começam a surgir e o produto começa
a se popularizar. Capitalistas empreendedores, em busca do lucro, começam a
fornecer produtos semelhantes e mais baratos, sempre querendo se aproveitar de
um nicho de mercado ainda não atendido.
Com
o tempo, os preços despencam e aquela mesma tecnologia que antes estava
restrita apenas aos mais ricos se torna disponível para as massas.
Pense
em qualquer bem ou serviço que hoje seja amplamente tido como uma necessidade
básica: você descobrirá que ele utiliza produtos, tecnologia e serviços que
foram inicialmente criados
para atender demandas superficiais. Por esse prisma, não é errado dizer que
foram os ricos que
forneceram o capital necessário para esses investimentos.
Apenas olhe ao seu redor
Talvez
você pense que qualidade de vida não é algo muito importante. Afinal, é
realmente importante que as pessoas tenham acesso imediato a farmácias,
supermercados e produtos tecnológicos? Sim, é.
A
resposta mais fácil é aquela que recorre aos direitos naturais: um indivíduo
deve ter a liberdade de escolher e de consumir o que ele quiser. Mas há outra
resposta, ainda mais poderosa, que está escondida em alguns dados que raramente
ocupam nossas mentes.
Considere
a expectativa de vida nessa nossa era do consumismo. Em 1900, as mulheres em
média morriam aos 46 anos de idade, e os homens, aos 44. Hoje? As mulheres
vivem até os 82, e os homens, até 79. Essa mudança se deveu a uma maior oferta
de alimentos, a empregos menos perigosos, a melhores condições de saneamento e
de higiene, a um maior acesso a serviços médico (os quais também melhoraram de
qualidade), e a toda uma gama de fatores que contribuem para aquilo que
chamamos de “padrão de vida”.
Atualmente,
não apenas a mortalidade infantil despencou em decorrência da invenção de
remédios e vacinas para todas aquelas doenças que matavam crianças (paralisia
infantil, tuberculose, difteria, tétano, coqueluche, meningite, pneumonia,
rubéola, sarampo, varicela, hepatite etc), como ainda fetos com problemas
pulmonares recebem uma injeção intra-uterina e o problema é resolvido
instantaneamente. Nos últimos 100 anos, a expectativa de vida aumentou 36 anos.
É
fácil olhar esses números e imaginar que eles também poderiam ter sido
alcançados sem capitalismo e sem mercado, mas sim com um comitê de planejamento
central no qual burocratas controlariam tudo relativo à saúde ao mesmo tempo em
que evitariam todo esse odioso consumismo gerado por ela. O problema é que esse
tipo de planejamento central já foi tentado nos países socialistas, e seus
resultados foram exatamente na direção contrária em termos de estatísticas de
mortalidade. Mesmo nos países que adotaram o socialismo apenas recentemente, observa-se total regressão em todos os indicadores de bem-estar.
Conclusão
Atualmente,
a crítica ao consumismo vem adornada de um manto ambientalista. Segundo essa
gente, temos de praticamente voltar ao estado básico da natureza, parar de
dirigir automóveis, fazer uma pilha de adubos, cultivar nossos próprios
vegetais, desligar nossos computadores, e comer nozes de árvores.
Esse
desejo por um retorno ao primitivismo nada mais é do que uma tentativa de dar
um polimento lustroso aos inevitáveis efeitos das políticas socialistas. O que
essa gente está realmente nos dizendo é que devemos amar a pobreza e odiar a
fartura.
Mas
a beleza da economia de mercado é que ela permite a todos uma escolha. Para
aquelas pessoas que preferem morar em tendas em vez de em apartamentos com
encanamento, que preferem arrancar os próprios dentes em vez de ir ao dentista,
e que preferem nozes arrancadas da árvore em vez de comprar latas de nozes no
supermercado, elas têm perfeitamente o direito de adotar esse estilo de vida. Nada
as impede.
Mas
não deixe que elas digam que são contra o “consumismo”. A nossa
própria sobrevivência depende do ato de vender e comprar. Ser contra o comércio
é ser contra a própria vida.
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Leia também:
Como o capitalismo e a globalização reduziram os preços e trouxeram progresso para todos
Por que uma sociedade poupadora enriquece e uma sociedade consumista empobrece
“os computadores utilizados nessa clínica eram de ponta, e isso só se tornou possível porque técnicos e empreendedores inovaram para atender às demandas de aficionados por videogames, de apostadores profissionais e de demais pessoas que utilizam a internet para fazer coisas “não-essenciais”.”
Graças aos avanços tecnológicos financiados pelo aficionados em videogames é que existem, por exemplo,
máquinas de ressonância magnética que geram imagens tridimensionais em tempo real. Dentre muitas outras coisas que só processadores rápidos permitem fazer.
“Atualmente, a crítica ao consumismo vem adornada de um manto ambientalista. Segundo essa gente, temos de praticamente voltar ao estado básico da natureza, parar de dirigir automóveis, fazer uma pilha de adubos, cultivar nossos próprios vegetais, desligar nossos computadores, e comer nozes de árvores.”.
Nessas horas eu digo: Tire suas roupas e vá já para a floresta, sem levar NADA, só assim você ficará livre de todas as coisas inventadas pelo homem, livre de qualquer consumismo.
Os hipócritas nunca foram.
Belíssimo ponto de vista. Eu não aceito nenhum burocrata ou movimento organizado me dizendo o que comprar e o que não comprar. Eu sei muito bem o que me faz bem e o que me faz mal.
Muitos usam o termo “consumismo” para condenar o livre-mercado. Porém, outros o usam para se referir a comportamentos viciosos como a compra compulsiva. Precisamos analisar o contexto das palavras de alguém para entender o que ele quer dizer com certo termo. Por isso concordo com o autor e com sua colocação.
Não sou contra o consumo, mas penso que ele deveria ser feito de forma sustentável, vivemos em um planeta FINITO, então logo seus recursos irão acabar, então uma sociedade de consumo sustentável, isto é que reaproveite seus próprios produtos defasados é fundamental. Li em um artigo uma vez, que se todos os habitantes do planeta vivessem igual aos norte-americanos e europeus, em 2025 precisaríamos de mais 2 planetas igual ao nosso. Resumindo o consumo é fundamental para o nosso desenvolvimento e a nossa vida moderna, porém deve ser feito de forma racional e sustentável, afinal não temos recursos infinitos, e a população aumenta de tamanho e consome cada vez mais, o que esgotará os recursos, tem que haver uma reciclagem dos produtos, e não somente mandarmos os produtos defasados de navios para países de terceiro mundo.
Hoje em dia, ao menos no Brasil, virou modinha falar mal do consumismo. Porém, ninguém abre mão dos celulares e afins tecnológicos. A retórica dessa gente beira a imbecilidade, se já não é realmente uma estupidez comprovada. O refrão consumismo é somente repetido sem o menor entendimento. Conheço uma professora universitária que é marxista, porem adora se emperiquitar com artigos de grife. Alguém consegue entender isso?
“Atualmente, a crítica ao consumismo vem adornada de um manto ambientalista. ”
“O que essa gente está realmente nos dizendo é que devemos amar a pobreza e odiar a fartura.
Mas a beleza da economia de mercado é que ela permite a todos uma escolha. Para aquelas pessoas que preferem morar em tendas em vez de em apartamentos com encanamento, que preferem arrancar os próprios dentes em vez de ir ao dentista, e que preferem nozes arrancadas da árvore em vez de comprar latas de nozes no supermercado, elas têm perfeitamente o direito de adotar esse estilo de vida. Nada as impede. ”
A CONCLUSÃO FOI UM EXCELENTE ARTIGO. OBRIGADO, IMB.
Recursos naturais só são úteis quando se precisa deles, quando esse recurso se torna obsoleto ex: Bronze e estanho eram muitos valosos antes da chegada do ferro, hoje em dia o bronze só e usado em ornamentos.
Viva o capitalismo, a liberdade e o livre mercado!!!
Países pequenos sem livre-comércio estariam falidos e sem população,enfim eles com o livre-comércio tem um consumo diversificado e abundante,enquanto o “paraíso socialista Cuba”está cada dia mais pobre e sobrevivendo de doações para fechar suas contas externas!!!
Existem investimentos que custosos e importantes que só dão lucro a longo prazo como Hidreletrica e Ferrovia portanto inviavel de ser construido pela iniciativa privada. Em um regime de minarquia ou ancap como seria resolvido essa questão?
Amigos, sou novo no site e estou maravilhado com os artigos postados diariamente. Gostaria que me tirassem uma dúvida dentro da seara do “consumismo”. Qual a justificativa teórica para definir a hipocrisia dos socialistas/marxistas de iphone? Alguns deles dizem que isso é um estereótipo para deslegitimá-los. Existe algum artigo que explique melhor essa contradição? Abraço!
“E a Escola Austríaca de pensamento econômico sempre foi pródiga em suas explicações de que são a poupança e o investimento, e não o consumo, a força-motriz de uma economia.”
Saindo do escopo do consumismo, como mudar a mentalidade brasileira para incentivar a poupança e o investimento?
O brasileiro têm um histórico nada elegante em relação a inflação, o hábito de poupar não existe no Brasil por tantos e outros motivos como o receio de ter sua poupança congelada, destruída pela inflação e por assim diante.
Como seriam essas ações que mudariam essa mentalidade brasileira?
Juros determinado pelo mercado?
Determinar a meta de inflação a 0% ou 1%?
Colocar o governo para atividades essenciais como educação, segurança e saúde e deixar o resto para a iniciativa privada?
Se vcs acham que a gente é consumista hoje precisavam ver a humanidade no paleolítico. Aliás, foram nos últimos 10 mil anos que começamos a contrariar um pouco isso reaproveitando o solo e criando animais.
Respondo sobre transporte sobre trilhos:
Pergunta qual meio de transporte com exceção do pluvial e marítimo que oferece mais carga transportada e pessoas?
Quando desenvolverem tecnologia antigravidade efetiva aí sim pode-se dizer que tal tecnologia é obsoleta.
Leandro, olha só esse comentário de um professor da UFPI !
“[29/11 14:52] Leonardo: Não repondo sem ler.
Acho que vc não entendeu o que escrevi.
Esse cara aí atribui a escola austríaca o que não é deles. Quem disse isso foi Keynes e Kalecki.
A escola austríaca tá equivocada. Pura lógica matemática para explicar as relações econômicas. Furada.
E o Keynes disse que a dinâmica do capitalismo depende dos investimentos, claro ampliam capacidade produtiva, gera emprego e renda. Poupança se faz a partir dos investimentos e não antes. Pois isso cria o chamada parcimônia. Quebra o país.
Individualmente para tu ter condições de poupar e investir, a macroeconomia tem que funcionar favoravelmente. Tu deixando esses idiotas arrebentarem o país, no longo prazo tentaremos apenas sobreviver.
Conheço bem os princípios da poupança e investimento. E pratico.
Não sou contra o capitalismo. Aliás o prático bem.
O que gostaria que pudéssemos enquanto nação praticá – lo para o bem da nação e não como vem sendo feito hoje, aliando o país para o exterior e grandes capitalistas que vão ferrando a vida de todo mundo.
Entendo que um mundo melhor é aquele onde todos estão bem. Nós temos condições de fazer isso no agregado, mas somos burros. Dançamos a valsa dos desenvolvidos. É como se eles tomassem Picolé da boca de criança. Parece ainda como os índios entregando ouro e recebendo espelho. Isso é burrice.
As nações desenvolvidas defendem seus interesses para uma nação sólida. Nós jogamos na lata do lixo. Defendemos, aliás, o interesse deles.
Por isso temos que mudar mentalidades, consciente e isso só se faz como as nações desenvolvidas fizeram. Com estado forte que defenda o interesse de nação. O que a China faz hoje.
Aqui parece que somos altistas.
[29/11 14:52] Leonardo: Imagina o quanto vc já consumiu e não utiliza. Tipo sua necessidade é de um pequeno carro de deslocamento urbano, vc comprar uma grande pickup que polui mais, atrapalha o trânsito e não usa 5% de sua capacidade. Um super computador que não usa 2%. E assim vai.
[29/11 14:52] Leonardo: Além disso, concordo com a tese que a liberdade do consumidor não existe. Nós somos levados a consumir sem necessidade. O mercado domina e fascina mentes frágeis. Isso cria uma alienação e um materialismo burro, onde o ser é apenas um objeto e não um humano, ser social, carregado de valores.
[29/11 14:52] Leonardo: Aliás por que não um sistema público de transporte urbano de qualidade. Opção burra carro em cidade.
[29/11 14:52] Leonardo: Fortalece as multinacionais. Pois não temos capacidade de fazer um carro nacional.”
Muito do que se chama de “consumismo” na verdade é simplesmente “consumo”.
Mesmo quando um comportamento de fato é consumista, precisamos tomar cuidado com concordar prontamente com o que os “conscientes” dizem porque em geral a reprovação deles é motivada pelo desprezo à liberdade econômica e pela inveja.
Podemos reprovar o consumismo sem reprovar o consumo em si nem a liberdade.
* * *
Produção e consumo. Melhor que pagar um funcionário pra cavar um buraco e tampar
Só não pode esquecer que o consumismo está destruindo o planeta e criando desequilíbrios ecológicos. Muito brevemente a gente não vai ter mais água potável (assim como praticamente não temos mais alimentos de qualidade por causa da reutilização exagerada do solo). O consumismo é realmente muito bom no curto prazo, mas temos que nos preocupar com o futuro do planeta se quisermos perpetuar nossa espécie. Capitalismo e livre mercado é bom mas não é só mar de rosas!
Vocês mudaram a configuração HTML da página ? Não consigo mais utilizar a ( a visualização do leitor do FIREFOX ) tecla de atalho F9. Se não for pedir muito , retorne ao formato antigo de páginas WEB.
Que maravilha não é mesmo. O meio ambiente agradece.
O Youtube seria da forma e do tamanho que é (cheio de informações úteis e recursos de busca, etc.) se não fossem os inúmeros canais frívolos?
Uma das definições de “riqueza” é a capacidade de usufruir de supérfluos.
Cabe a cada indivíduo a tarefa de praticar autoexame e autocorreção constantes. Mas os “progressistas” querem substituir a consciência individual pela heteronomia.
A antiga esquerda acusava o capitalismo de causar pobreza por não gerar riqueza suficiente para todos; a nova esquerda acusa o capitalismo de ser eficiente demais na crianção de riqueza e causar consumismo e outros males.
Aconteça o que acontecer, esquerdistas estão sempre certos! Impressionante!
* * *
Um vídeo sobre a Black Friday viralizou nas redes sociais, em que mostra uma funcionária de loja colocando etiquetas amarelas por cima de outras etiquetas brancas que indicavam um valor igual para o produto.
Internautas compartilharam também uma foto das etiquetas de uma peça de roupa que passou pelo mesmo procedimento. A empresa se defendeu nas redes sociais, dizendo que a cor diferente apenas identificava os produtos com desconto, e não o preço da promoção.
No entanto, o Procon retirou as peças com este problema.
O caso em questão ocorreu em uma unidade da Renner em Santa Catarina e foi notificado pelo Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Criciúma na quarta-feira. As imagens, contudo, tomaram o Twitter na manhã desta sexta-feira, por meio da propagação da hashtag #BlackFraude, que está entre os assuntos mais comentados do microblog.
De acordo com o órgão, este foi o primeiro auto de infração para uma loja de roupas a ser emitido por suspeita de fraude na Black Friday em Santa Catarina.
Segundo Gustavo Colle, os produtos que estavam com etiquetas promocionais apresentavam o mesmo valor antes da promoção. Ele afirmou que entrou em contato com o autor do vídeo e acionou os fiscais para irem até o local do flagrante, onde encontraram a irregularidade da precificação.
Ainda de acordo com o Procon, a Renner terá dez dias para apresentar sua defesa, e depois multas poderão ser cobradas. Os produtos já foram retirados para troca das etiquetas.
De acordo com a empresa suspeita de fraude, “a etiqueta amarela sinaliza os produtos participantes da Black Friday, promoção que dá desconto de 20% nesses itens nas lojas físicas, no momento do pagamento”.
br.financas.yahoo.com/noticias/black-friday-loja-se-defende-133135955.html
É fato notório de que um país com moeda forte propicia melhores bens e serviços, além de mais acessíveis. Além do fato desses países com moedas fortes terem economias mais livres e abertas, inflação menor e maiores padrões de vida, quais outros fatores uma moeda forte faz com que a qualidade dos bens e serviços seja mais alta?
Pessoal, o que vocês acharam desse artigo?
BOA NOTICIA VINDA DA EQUIPE DO PG!! OLHEM SÓ:
http://www.youtube.com/watch?v=7fK7YPjdAaI
Esse membro chave da política economia externa, declarou que todo grande exportador é um grande importador, logo importar é fundamental e necessário e por isso não devemos ficar se pegando em balança e exportação.
Isso vai contra a teoria que o Guedes tolera de moeda fraca, UMA LUZ NO FIM DO TUNEL AMIGOS!
Pessoal, vi hoje esse ranking pelo Fórum Econômico Mundial e olha que maravilha, Brasil perdendo em qualidade de infraestrutura de ruas para Rússia, Paquistão, Índia e Colômbia. Parabéns aos responsáveis.
Eu sabia que os EUA não eram lá essas coisas (embora infinitamente melhores do que o Brasil), mas eu não sabia de que haviam tantos países à frente nesse quesito. Segundo um vídeo do Prager U que vi meses atrás, a culpa é da burocracia e das regulações ambientalistas. Acho que sim, tanto é que lá onde morava, deixaram por meses uns buracos medonhos no trecho de areia (não sei se já arrumaram).
Excelente artigo.
Só duas pequenas observações:
1) Concordo totalmente que a necessidade de consumir movimenta a roda da economia, com empreendedores tentando satisfazer os consumidores. Isto desde que o primeiro hominídeo se tornou hábil em fazer machados de pedra melhor que seus conterrâneos.
Agora, acho muitas vezes quando se fala em consumismo excessivo, está se pensando naquele consumir por consumir, por status, por ex. Mas, de qualquer maneira, é um problema somente daquele consumidor que, muitas vezes, irá pagar as consequências do seu atos. Inadimplência, por exemplo.
2) Vejo muitas vezes o uso do termo genérico "intelectuais ", de forma pejorativa.
Uma das definições de intelectual segundo o Caldas Aulete:
5. Que tem vasta cultura geral ou que domina um determinado campo do conhecimento.
Ou seja, Mises e Hayek eram intelectuais e Rockwell é intelectual.
Fui uber uma época, as vezes me pegava pensando que estava trabalhando para um programa de computador. Sem chefe direto, usando meu carro para buscar pessoas desconhecidas. Todos se beneficiavam.
O lado ruim que me fez largar era gasolina cara (impostos), manutenção do carro (impostos) e violência (falha do estado).
notei também que várias pessoas, mesmo as mais humildes, entendem como o mercado está mudando a vida delas.
Uma mesmo citou que a uber resolveu um problema que fazia 40 anos os políticos só prometiam. Melhorar o transporte na cidade.
Embora estejamos vivendo lockdowns, leis idiotas, grande reset, etc. Coisas que podem facilmente descambar em estados totalitários, o grosso das pessoas percebe sim, que governos estão falindo, não servem para nada além de nos roubar, e que a tecnologia pode libertar o homem comum dos serviços estatais.
As vezes, nós que lemos esse site, somos apanhados por pessimismo dessa era lockdown, mas isso pode ser apenas o desespero dos governos, que vendo como as pessoas correm de qualquer coisa que seja do governo, estão acuados… a fera acuada é a mais violenta, pois ela luta até a morte.
Os grandes defensores da globalização são Thomas Friedman e Joseph Nye.
” ain, se privatizar, como que vai ter entrega em lugares pobres?…”
com iniciativa privada. se o estado não atrapalhar…
g1.globo.com/politica/noticia/2021/11/22/o-jovem-de-paraisopolis-que-criou-sistema-para-fazer-entregas-onde-os-correios-nao-entram.ghtml?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1&fbclid=IwAR36s5Ig1714U1m0jHDvws9jBA8nEZHBLI-c-02nZKRpZoCKuDL1W0RdSDU
Uma crítica pertinente ao consumismo é o fato de que ele costuma ser resultado de uma visão de curto prazo, que geralmente tem consequências nefastas para a gestão financeira de cada família.
Por óbvio, o combate ao consumismo cabe ao pai, como chefe do domicílio, que deve disciplinar como melhor gerir os recursos financeiros da família para se precaver contra as incertezas do futuro. O Estado não tem como saber se você “realmente precisa” de alguma coisa ou não, então ele deve se manter fora dessa seara.