É estranho escrever sobre este assunto 25 anos após
eu já tê-lo dado por completamente resolvido em minha mente.
Mas, pelo visto, nada realmente pode ser dado como “completamente
resolvido”.
A questão que eu havia analisado há muito tempo diz
respeito a uma falácia histórica e econômica básica que recentemente voltou
com força total: a alegação de que a sociedade precisa de homogeneidade
para que possa haver ordem, progresso e liberdade.
Essa é uma das principais reivindicações da direita
nacionalista e de seus simpatizantes (e, de uma maneira diferente, também da
esquerda progressista e da extrema-esquerda).
É essa crença o que os leva a rejeitar a liberdade
como um meio de progresso e a abraçar o controle estatal sobre a demografia.
E ela é completamente errada. Caso já tenha se
deparado com ela, esse artigo é para você.
Começo com um caso que ocorreu comigo no passado.
Antes de sua morte, o famoso escritor e teórico “nacional-socialista” Samuel Francis,
autoproclamado fascista, conversava comigo durante um almoço. Eu estava
tagarelando sobre a liberdade, como de costume. E então ele me interrompeu e
disse, parafraseando: “Os direitos humanos e a liberdade são slogans que
usamos. Muito mais fundamental é a demografia. Você precisa ter homogeneidade
para que a sociedade seja ordenada e funcione adequadamente. Sem isso, não há qualquer
chance de haver direitos e liberdades”.
Francis estava certo?
Não respondi nada porque eu realmente ainda não havia
pensado muito sobre aquilo. Será que ele estava certo? Você não ouve esse tipo
de asserção na universidade. As pessoas que falam assim são politicamente
incorretas, e não dizem algo do tipo em companhias mais chiques e elitizadas.
Esse posicionamento leva a pensamentos proibidos e tende à celebração de
pecados cívicos como o racismo, o sexismo e a xenofobia. Então, eu nunca tinha pensado
com muita ênfase nisso. Isso significa que eu fui pego de surpresa. Fiquei um
pouco confuso.
Demorou alguns dias, mas cheguei a uma conclusão A
liberdade não é a consequência da homogeneidade. Ela é a solução para o aparente
problema da heterogeneidade. A liberdade cria instituições como arranjos
comerciais que geram oportunidades para transações e livre comércio. Tais arranjos
criados pela liberdade permitem que as transações comerciais e os aprendizados sejam
mutuamente benéficos. A maneira como a liberdade reconcilia as diferenças entre
as pessoas — e cria riqueza a despeito das divergências — é exatamente a fonte
de sua grande magia.
Retroceda no tempo e pense no fim das guerras religiosas.
Os pensadores do Iluminismo propuseram que a solução para as diferenças
religiosas não era a queima de hereges e a imposição de um credo oficial, mas
sim permitir que as pessoas acreditassem no que quisessem desde que não agredissem
as outras. E o sistema funcionou. De quantas maneiras diferentes essa ideia de
liberdade funcionaria? Gradualmente, esse conceito de liberdade passou a influenciar
os discursos, a imprensa e o comércio. No fim, levou à ampla emancipação dos
escravos e das mulheres. Criou um mundo novo, no qual o poder do estado foi
restrito e contido, e desmantelou o antigo mundo baseado em uma hierarquia compulsória.
Você não precisa ser um profundo conhecedor de
história. Visite um agitado bairro comercial de qualquer grande metrópole e observe o fervilhante mosaico de etnias, idiomas,
religiões, raças e culturas. Ali, todas as pessoas estão comprando, vendendo e interagindo
de acordo com seus próprios termos. Por que não há o caos? Por que há a
coexistência? Porque a presença de uma liberdade comercial permite que todos
busquem seu interesse próprio de uma maneira que também beneficia aos outros. Eis aí a beleza da mão invisível em ação.
A alegação de que a liberdade é pré-condicionada à
semelhança da população ignora o próprio problema que a liberdade resolve com
grande eficiência. Afinal, qual é o problema que a ordem social está tentando
resolver? Ela busca fornecer um arranjo em que as pessoas prosperem como
indivíduos. Com efeito, um arranjo em que todo o grupo tenha uma oportunidade de
uma vida melhor. As diferenças entre as pessoas são resolvidas pela liberdade.
Esta foi uma visão que mudou o mundo para melhor.
Com efeito, concluí que quando há uma pequena tribo
da mesma raça, língua, religião e normas culturais, a questão da liberdade não
precisa nem ser levantada. A coordenação do grupo ocorre devido ao conhecimento
pessoal, à comunicação verbal e às expectativas iguais em relação às
necessidades, que são semelhantes para todos. E, geralmente, há um único líder.
O problema é que uma unidade tribal homogênea e
isolada, gerenciada desde cima, sempre será pobre — praticamente vivendo de
subsistência, como as pequenas tribos da Amazônia hoje –, pois o modelo não
permite a expansão da divisão do trabalho. Pode funcionar em algumas condições
raras. Mas, na ampla maioria das vezes, a vida sob uma homogeneidade imposta tende
a se degenerar naquilo que Thomas Hobbes disse sobre o estado da natureza: sórdida,
brutal e curta.
O impulso para se integrar
A liberdade, por outro lado, recompensa uma
crescente integração voluntária entre pessoas de todos os tipos. Ela faz com
que seja lucrativo para todos praticá-la. Você é perfeitamente livre para ser
fanático, racista e avesso a todas as outras visões religiosas e diferentes
estilos de vida. Porém, quando se trata de melhorar sua vida, você prefere
lidar com um médico judeu a ter um ataque cardíaco, almoçar em um restaurante de
comidas árabes, contratar um imigrante mexicano para reformar seu banheiro,
ouvir sua banda pop favorita integrada por negros, e assim por diante.
E sabe o que acontece? Gradualmente, sob estas
condições, o modo de agir primitivo e tribalista começa a diminuir.
É exatamente por isso que qualquer regime que busque
impor a homogeneidade deve necessariamente se voltar contra o mercado e a favor
da coerção. Vale lembrar que o Partido Nazista, no início, incentivava apenas
apenas boicotes pacíficos a estabelecimentos comerciais judaicos, protestos com
cartazes na frente das lojas, e outras ações similares, e deu instruções
explícitas para que ninguém fosse agredido. Isso não funcionou. As Leis de Nurenberg
foram uma medida desesperada para resolver o “problema” de o mercado não ter excluído
as pessoas.
Ou então pense na experiência americana. Havia um
pânico generalizado sobre a imigração no final do século XIX. E não pelo fato
de os imigrantes estarem “roubando empregos”, mas pelo fato de que a presença
de judeus, italianos, eslavos e irlandeses diluiria a raça americana. Políticas
e teorias malucas foram apresentadas e acabaram levando a medidas totalitárias,
como a eugenia forçada,
as licenças para casamentos, conspirações para executar negros etc — tudo
justificado em prol de se manter a homogeneidade.
Porém, dado que o anseio por pureza racial e
cultural sempre é e sempre será frustrado pela existência da liberdade, o passo
seguinte sempre acaba sendo o mesmo: a violência em massa.
Há outro fato que torna todo o clamor por
homogeneidade uma tolice: a realidade de que ninguém é igual a ninguém. No fundo,
todos sabemos disso. Pense em um amigo que possui a mesma religião, raça,
linguagem e sexo que você. Agora, pense nos valores seus que diferem dos dele. Sempre
existira a possibilidade de conflito porque não há duas pessoas iguais. Suas
amizades sobrevivem apesar disso, pois você valoriza sua amizade mais do que as
diferenças. Vale mais ser amigo do que se tornar inimigo.
Expanda esse modelo para toda a ordem social e você
começará a entender como e por que as diferenças não levam ao conflito, à
desordem e ao ressentimento, mas sim à amizade, à prosperidade e ao
engrandecimento.
Toda essa conversa sobre acabar com a diversidade é
uma obsolescência. Não existe uma raça pura, nenhuma religião verdadeiramente
ortodoxa, nenhuma linguagem sem variação ou incorporação de estrangeirismos,
nenhuma unidade suprema entre duas pessoas em termos de pensamento, palavra ou
ação. Ninguém age ou pensa como um grupo ou um coletivo. O mundo social sempre
será uma constelação de diferenças.
Por isso, precisamos do melhor sistema social
possível para lidar com esse fato e fazer algo bonito emergir dele.
A nova percepção
Fiquei extremamente satisfeito ao dar por resolvido
esse problema em minha mente. Tal como acontece com a maioria dos conflitos
intelectuais, você se torna melhor como resultado. No fim, passei a ter uma ainda
maior apreciação e compreensão do que a liberdade significa para o mundo.
Outros estudos posteriores apenas reforçaram a minha convicção de que todo o
propósito da liberdade é fazer com que a heterogeneidade radical funcione para
todos.
É por isso que fiquei tão extasiado com La Convivencia, o
período de 700 anos (731-1492) antes da Alta Idade Média, quando o islamismo, o
judaísmo e o cristianismo coexistiram visando ao seu melhoramento mútuo (que
todos os grupos foram beneficiados por essa associação é algo que ninguém questiona,
apesar do debate em curso sobre quanta tolerância realmente existia).
Compreender o incrível poder da heterogeneidade significa
adotar uma visão diferente em relação à própria sociedade. Significa abraçar a principal
reivindicação liberal: a
sociedade não precisa de dirigentes atuando de cima para baixo, pois contém
em si a capacidade de sua própria administração. Igualmente arrebatadora é a
ênfase de Frédéric Bastiat
na harmonia como sendo o meio pelo qual vivemos vidas melhores.
Em contraste, a postura mental de que a
homogeneidade é uma condição necessária leva a uma série de estranhas obsessões
sobre conflitos intermináveis na sociedade. Você começa a exagerá-los em sua
mente. Parece que você está cercado por uma infinidade de guerras insolúveis.
Há uma guerra entre negros e brancos, homens e mulheres, gays e heteros,
cristianismo e islamismo, pessoas com e sem deficiência, “nosso país” versus “o
país deles”, e assim por diante. Esta é a mentalidade típica que une a extrema-esquerda
e a direita nacionalista.
E, adivinhe só? Se você constrói um estado grande,
que a tudo deve regular, esses conflitos realmente parecem ser mais reais do
que são, simplesmente porque o estado joga as pessoas umas contra
as outras. Você começa a odiar um grupo porque seus membros não votaram em
seu candidato, porque eles recebem mais dinheiro de impostos, ou porque eles
defendem várias formas de restrição à sua liberdade. Graças a esse estado
intervencionista, você sente como se estivesse cercado por inimigos e mal
enxerga a possibilidade de compreensão humana.
Liberdade e diferença
Voltemos à afirmação original de Samuel Francis, hoje
amplamente compartilhada e promovida por nacionalistas coletivistas e seus
simpatizantes. Não há nada de novo nela. Os oponentes da liberdade têm insistido
neste caminho errado por cerca de 200 anos, como eu explico em meu mais
recente livro.
“Você precisa ter homogeneidade para que a
sociedade seja ordenada e funcione adequadamente”, dizia Francis. Esta
afirmação equivale a uma rejeição do próprio liberalismo. Portanto, vamos
corrigi-la. Você tem que ter liberdade para lidar com a realidade inescapável
da heterogeneidade. É o anseio por semelhança que leva ao conflito, ao
despotismo e a vidas humanas empobrecidas.
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P.S.: para os leitores
interessados na origem e no desenvolvimento da teoria liberal da sociedade,
recomendo efusivamente o primeiro
terço do livro Socialism, de Ludwig von Mises. Ali, ele formula uma
teoria sobre a cooperação e uma outra que ele rotulou de Lei da Associação. Ambas
são elaborações poderosas sobre a teoria da divisão do trabalho. O resultado é
uma teoria social séria e robusta — a qual Mises nunca mais voltou a explicar
com o mesmo grau de profundidade em suas outras obras. Particularmente,
considero essa a melhor explicação sobre sociedade, propriedade e progresso que
já li.
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Leia também:
Multiculturalismo forçado é relativismo moral
Gibi do Capital Imoral
Helio Beltrião e o Castelo Assombrado – Parte 1
Noite fria com fortes chuvas do lado de fora da mansão de Helio beltrião; um menino anão, sem pescoço, e peitoral grande.
– Mamãe, eu não gosto desta trovoada. Sempre que trovoa eu vejo o castelo assombrado de frente de casa.
– Pare com essa bobagem meu filho! Todo mundo sabe que o castelo em frente está à muito tempo abandonado. Desde que o MC Nego do BrBr morreu naquele tiroteio com a polícia, ninguém mais quer morar lá. Vá ler Mises, Helinho.
– Sim, Mamãe.
Helinho estava lendo à teoria praxeológica e começou refletir sobre as escolhas humanas que levou MC Nego Do BbBr a ser morto no castelo assombrado. Até que Helinho percebe que uma luz do castelo assombrado se acende.
– Mas o que será aquilo?
– Helinho Liga para seu amigo Daniel frata; um magrelo,cabeçudo, 4 olhos.
– Daniel tem uma luz piscando no castelo assombrado. vem aqui em casa.
– Deus não existe! Compre Bitcoins!
– Daniel! Para se ser mala e vem logo!
– Tô indo.
10 minutos depois.
– Ufa, ainda bem que seu motorista do Uber pago com bitcoins foi eficiente em servir este serviço. Mas, Daniel, Eu gostaria de falar sobre outra questão. Não vamos entrar em debates filosófico-religioso, mas sim, em questões que envolvem outras dimensões humanas.
– Cara! A gente só tem 9 anos. Pare de falar como adulto, vá direto ao assunto.
– Vamos entrar no castelo assombrado e ver quem acendeu a luz!
– Você está louco? e o direito de propriedade?
– Crianças não respeitam direito de propriedade, Daniel!
– Eu não quero ser ladrão. Minha mãe vai me bater se ela souber que desrespeitei o direito de propriedade. =(
Helinho, Pensou: Droga! Daniel é tão racionalista que nunca vou convencer ele a se arriscar. Tenho que pensar em algo… Já sei!
– Daniel, você tem o jogo pokemon go no seu celular?
– Sim!
– Você ficou sabendo da nova promoção que quando você pega um pokémon dentro de lugares de difícil acesso, você ganhar Bitcoins!
– Sério?
– Sim! Isso vai te ajudar naquela poupança de bitcoins que você falou. Era para o que Mesmo?
– Para pagar a faculdade dos meus filhos.
– Cara! você só tem 9 anos.
– Sim. mas o bitcoin vai valorizar tanto que vai dar para pagar a minha e a dos meus filhos. Agora só falta eu achar uma mulher que aceite bitcoins.
Cada um com sua loucura…pensou, Helinho.
– Enfim, você topa ou não entrar no castelo assombrado?
– Ok. Tudo por Bitcoins.
Continua…
Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
Isso não dá aval ao “multiculturalismo” promovido pela esquerda?
Um mercado livre é o maior equalizador de direitos já criado. A única coisa que interessa no mercado é quem cria e fornece mais valor para os consumidores. Não interessa qual é a sua cor, a sua opção sexual, o seu nome, a sua religião, os genitais que você carrega, o gênero que você acha que deveria ter nascido, a sua idade. Tudo isso é totalmente secundário e até mesmo insignificante.
Se você cria valor para seus clientes, você será admirado e respeito.
O instituto Mises repetindo o erro de falar que fascismo é de direita?
Fascismo não é de direita, é de esquerda.
“É por isso que fiquei tão extasiado com La Convivencia, o período de 700 anos (731-1492) antes da Alta Idade Média, quando o islamismo, o judaísmo e o cristianismo coexistiram visando ao seu melhoramento mútuo (que todos os grupos foram beneficiados por essa associação é algo que ninguém questiona, apesar do debate em curso sobre quanta tolerância realmente existia).”
Outra mentira. Quando o islamismo surgiu no século 7 ele nunca conviveu pacificamente com o judaísmo ou com o cristianismo. E a Europa cristã só se deu conta do que estava ocorrendo na terra santa quando os mesmos islamistas chegaram no sul da Espanha matando quem não se convertia. Depois disso, no mesmo período de suposta convivência harmônica, tivemos pelo menos 8 cruzadas e ainda como consequência uma inquisição na Espanha para perseguir os muçulmanos falsamente convertidos ao cristianismo. Foi uma guerra de 700 anos.
Só existiu convivência mais ou menos pacífica depois do século XV, quando o império otomano não era mais tão islâmico.
É triste vir aqui esperando ler mais um excelente artigo do Instituto Mises e ler isto.
E a África?
A estrutura lógica universal da mente humana: esta é a verdadeira homogeneidade a ser reconhecida.
Como diria o filósofo Pondé: “Você só precisa pagar a fatura do VISA…”
Essa é a única lei que os libertários exigem….o resto tudo se resolve pelo mercado, desde que pague a fatura do VISA rsrs
Historicamente, os EUA sempre foram um país de diversidade cultural. E assim ele se tornou o mais próspero e invejado do mundo, com essa diversidade sendo intermediada por uma grande liberdade institucional.
O Brasil é um caldeirão cultural ainda mais profundo que os EUA. Povos de culturas completamente diferentes, como o japoneses, alemães, libaneses, judeus e portugueses coexistem pacificamente. Apesar de ainda não estarmos em posição de inspirar o mundo em termos de liberdade e de segurança (um dia, quem sabe) devemos sim nos orgulhar de nossa tolerância à diversidade. Embora tenhamos problemas (não relacionados a isso), não conheço outro lugar no mundo com o nosso nível de assimilação e respeito pela diferença cultural.
O único risco para esse vibrante caldeirão é o autoritarismo, que prospera no contexto do pós-modernismo, do relativismo moral da esquerda radical, e do globalismo (que é o oposto de globalização).
Desisti de ler o artigo quando cheguei no 4.º parágrafo.
Nem a homogeneidade nem a heterogeneidade deveriam ser vistas como dogmas. Se um indivíduo traz algo de valor para o grupo, então ele deve ser acolhido. Caso contrário, deve ser excluído. Fim.
Qual a grande dificuldade de esquerda e direita aceitarem isso?
Por que esquerdistas vivem dizendo que pobre nao pode ser a favor do capitalismo pq nao tem capital?
Boa tarde a todos,
Eu gostaria de saber a opinião dos libertários e anarcocapitalistas sobre as seguintes questões: como combater o movimento globalista, que representa O Estado dos Estados, através da simples defesa da liberdade? O movimento globalista hoje dispõe de meios concretos de ação e de coerção e não defendem os mesmos princípios que os libertários e anarcocapilatistas. O movimento globalista, que seria a pior estância do arranjo estatal, passa por cima de todos os princípios de liberdade através do uso da força. Não seria a direita conservadora e nacionalista a melhor alternativa realista e concreta hoje para impedir mais coerção da ditadura globalista? Impedir a imigração de muçulmanos é uma medida contra a liberdade? Depende: é a favor da liberdade dos cidadãos do país e contra a liberdade dos interesses globalistas. No fim das contas é pueril defender a liberdade como princípio uma vez que a liberdade total implicaria na total ausência de liberdade, ou vocês acham que o Islã e as elites globalistas dominantes vão seguir o PNA? O PNA só funcionária se partíssemos do princípio que todos o seguissem, como vocês se posicionariam em relação ao Islã e aos globalistas? Dariam exemplares do Ação Humana para eles revestem os próprios conceitos? Eu prefiro que exista um poderio militar suficiente forte para barrar concretamente a imigração de elementos indesejados no meu país. Se você acha muito coercitivo a existência do Estado então sinta-se livre para morar na Somália.
Obs.: para o bem do nosso aprendizado favor usar a refutação em detrimento da difamação.
Não há como uma nação evoluir sem uma identidade nacional.
Brasil é o maior exemplo.
Antes eu era a favor da imigração para mostrar que países com o Mercado mais livre atraem mais pessoas em busca de uma vida melhor. Isso forçaria os países estatistas a adotarem reformas pró-mercado.
Mas o establishment midiático conseguiu a proeza de convencer as massas que isso não entra na equação, ao invés disso citam os “benefícios sociais” que alguns países europeus dão aos imigrantes.
Além dos políticos de países de terceiro mundo não mudarem absolutamente nada (isso se não criarem mais regulamentações, mais programas sociais e mais impostos), a propaganda pró-mercado não foi efetiva.
Ao invés disso, os imigrantes estão entrando em programas assistenciais dos países que os acolhem graças à Esquerda. Além de, geralmente, não pagarem impostos, estão recebendo impostos dos outros.
Em uma democracia, imigração é suicídio. Me tornei um crítico da imigração. Está contribuindo em grande parte para a falência dos países de primeiro mundo.
“Você precisa ter homogeneidade para que a sociedade seja ordenada e funcione adequadamente”
Ordenada por quem? Essa afirmação pressupõe a necessidade de planejadores centrais. E que a homogeneidade é uma qualidade, algo bom, desejável e alcançável.
Mas Mises e Hayek provaram (e a História confirmou) que o planejamento central só leva ao colapso e à tragédia. Só serve para os totalitários terem o poder total que cobiçam.
E a homogeneidade é impossível, pois somos intrinsecamente diferentes. A outra pessoa é sempre um “semelhante”, nunca um “idêntico”.
A única ordem que pode trazer certa medida de paz e prosperidade é a ordem espontânea. E mesmo que a coerção pudesse produzir resultados econômicos tão bons quanto o liberalismo, ainda assim a coerção seria fundamentalmente errada.
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