Voltar

Quer reduzir a pobreza de maneira definitiva? De início, eis as 12 políticas que têm de ser abolidas

No Brasil, empreender e empregar legalmente são atividades
extremamente onerosas.

Para abrir uma empresa são necessários 107
dias
, em média.

Pagar impostos requer
2.600 horas
 apenas para preencher formulários (mais do que o dobro do
segundo colocado, a Bolívia).

Empregar alguém traz um custo extra de 103% do
salário só com impostos e outros encargos trabalhistas
. Isso significa que,
além do salário, você tem de pagar o equivalente a outro salário só com
impostos, encargos sociais e trabalhistas. (Coisas como imposto sindical ou
contribuição para a reforma agrária são comuns).

E existem nada menos que 93 impostos diferentes.

Não sendo viável nem empreender legalmente e nem ser
contratado legalmente, só resta às pessoas irem buscar outros meios de
sobrevivência, como
a informalidade
, na qual não contam com nenhuma segurança jurídica.

Mas tudo isso ainda é o de menos. Há várias outras
medidas e intervenções do governo que não apenas impedem que os pobres deixem
de ser pobres, como ainda agravam ainda mais a pobreza.

Caso a intenção realmente seja criar riqueza e
reduzir ao máximo a pobreza, todas essas medidas e intervenções deveriam ser
abolidas.

A seguir, uma lista de algumas delas.

Salário mínimo e encargos sociais e
trabalhistas

A imposição de um salário mínimo é uma política na
qual o governo proíbe que os empregadores paguem um salário menor que um piso
estipulado por políticos. Na prática, trata-se de um controle de preços.

Considere um jovem pobre, sem instrução e sem
habilidades, cuja produtividade seja de R$ 600 por mês no mercado. O que
acontecerá se o governo aprovar uma lei exigindo que a ele sejam pagos $ 937
por mês? O empregador que o contratar perderá $ 337 por mês.

Os deficientes, os adolescentes, as minorias, os
destreinados, os pouco qualificados, e os pouco produtivos — todos estes estarão
na mesma situação. Estão proibidos, pelo governo, de serem empregados
legalmente.

Só que, além do salário, o empregador também tem de
arcar com vários outros tributos e taxas que incidem sobre a folha de
pagamento. São os encargos sociais e trabalhistas.

Como já dito, no Brasil, empregar alguém traz
um custo extra de
103% do salário só com impostos e outros encargos sociais e trabalhistas
.
Coisas como INSS, FGTS, PIS/PASEP, salário-educação, Sistema S, 13º salário,
adicional de remuneração, adicional de férias, ausência remunerada,
licenças, repouso remunerado, rescisão contratual, vale-transporte, indenização
por tempo de serviço e outros benefícios fazem com que, além do salário, o
empregador tenha de pagar o equivalente a outro salário só com estes custos.

Encargos sociais e trabalhistas representam um custo
de produção. Logo, estipular artificialmente um salário mínimo e agravá-lo com
encargos sociais e trabalhistas significa elevar o custo de produção sem que a produtividade do empregado tenha
aumentado
.

Na prática, salário mínimo e encargos trabalhistas proíbem
os mais pobres e menos produtivos de serem legalmente empregados.

Leis
contra o trabalho infantil

Há muitos trabalhos que requerem pouco treinamento
— cortar gramas e lavar carros, por exemplo — e que são perfeitos para jovens
pobres que querem ganhar algum dinheiro.

Além dos ganhos, trabalhar também ensina a esses
jovens o que é ter um emprego e como administrar o próprio dinheiro.

Mas, no Brasil, o governo proíbe quem tem menos de
16 anos de idade de exercer qualquer tipo de trabalho (um adolescente de 15 anos
não pode nem mesmo ter um carrinho de limonada na esquina). E proíbe também quem
tem menos de 18 anos de idade de exercer vários tipos de trabalho. (Fonte)

Ou seja, na prática, o governo discrimina os
adolescentes e os impede de participar do sistema de livre iniciativa. E quem
eventualmente quiser dar emprego a esses jovens irá para a cadeia.

Políticas
monetárias expansionistas e subsídios

A moeda, que está sob o total controle do governo, perde poder de compra continuamente
devido às políticas inflacionistas
do governo.

Para piorar, o governo estimula o setor bancário,
principalmente os bancos
estatais
, a expandir o crédito e conceder empréstimos baratos
para grandes empresas com ligações políticas
. Isso faz com que a inflação
de preços se mantenha continuamente alta.  

Os mais ricos conseguem se proteger desta perda do
poder de compra por meio de aplicações bancárias e financeiras. Já os
pobres, que não têm acesso a esses mecanismos, sofrem integralmente com a
carestia gerada.

Políticas monetárias expansionistas e empréstimos subsidiados
a grandes empresas intensificam a redução do poder de compra dos mais pobres.

Políticas
fiscais expansionistas

Quando o governo gasta mais do que arrecada, ele
incorre em um déficit orçamentário. Para cobrir este déficit, ele tem de tomar
dinheiro emprestado (se endividar). Bancos e investidores emprestam esse dinheiro
para o governo.

Dinheiro que poderia estar indo para
investimentos e empreendimentos
— que não só dariam emprego e renda para
os mais pobres, como também produziriam mais bens e serviços para eles — acaba
sendo desviado para financiar a burocracia do governo.

E, no final, esse endividamento será pago com o
dinheiro de impostos, que asfixiam o empreendedorismo e a renda dos mais
pobres.

Tarifas
protecionistas

O governo impõe
tarifas protecionistas
 para encarecer artificialmente a importação de produtos
estrangeiros e, com isso, proteger a reserva de mercado do grande baronato
industrial.

Essas tarifas impedem que os mais pobres possam adquirir
produtos baratos do exterior, forçando-os a comprar apenas os produtos
nacionais mais caros. Isso afeta toda a sua renda disponível.

Tendo de pagar mais caro por produtos nacionais,
sobra aos pobres menos dinheiro para gastar em outras áreas. Isso é um ataque
direto ao seu padrão de vida e bem-estar.

Crédito
imobiliário subsidiado

Os ricos, por causa de sua menor propensão ao
calote, têm acesso fácil a financiamento imobiliário
barato e subsidiado pelo estado
, via bancos estatais. (Os empréstimos dos
bancos estatais são baratos porque o Tesouro repassa dinheiro de impostos a
esses bancos, o que permite que eles cobrem juros menores)

Isso eleva a demanda por imóveis e faz os preços
subirem.

Com os imóveis mais caros, os pobres são empurrados para
o “Minha Casa Minha Vida”, um programa estatal criado exatamente para
tentar remediar os efeitos inflacionários nos imóveis causados pela expansão do
crédito estatal. Trata-se de um programa para tentar facilitar a aquisição de
imóveis pelos mais pobres por meio do endividamento destes perante os bancos.

Na prática, o governo criou um programa (Minha Casa
Minha Vida) para remediar os efeitos causados por outro programa (crédito
barato de bancos estatais para a compra de imóveis, utilizado pelos mais
ricos).

Ao incentivar a demanda por imóveis do MCMV, os
preços destes também sobem
.

No final, tudo ficou mais caro.

E a consequência é que os pobres ficam ou sem
capacidade de adquirir uma casa (indo para as favelas) ou endividados para o
resto da vida.

Proibição
de títulos de propriedade em favelas

O governo impede que os moradores de favelas
obtenham títulos de propriedade
, os quais poderiam ser utilizados como
garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas
empresas, auferir renda, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao
sistema produtivo.

Em seu livro “O
Mistério do Capital
“, de 2001, o economista peruano Hernando de Soto
mostra como os pobres são impedidos de gerar riqueza porque o governo não
reconhece seus direitos de propriedade. Segundo de Soto, os pobres da
América Latina, só nas terras que possuem de fato mas não de direito, estavam
sentados em cima de quase 10 bilhões de dólares. Sem título de propriedade, não
podiam capitalizar em cima desse valor.

De Soto estimou que 80% da propriedade nos países em
desenvolvimento está totalmente na informalidade.  Isso significa que há
dezenas de milhões de famílias no continente que simplesmente não podem
utilizar sua propriedade como garantia para nada. Se a casa ou o terreno de uma
família pobre não são formalmente seus (como no caso das favelas brasileiras),
não há nenhuma medida econômica que possa compensar tudo isso.

Impostos
indiretos

Esse é o mais evidente de todos.

O governo tributa absolutamente tudo
o que é vendido na economia. Assim, ele confisca grande parte da renda dos mais
pobres.

Agências
reguladoras

Agências reguladoras cartelizam o mercado
interno
protegendo
grandes empresários
 contra a concorrência externa em vários setores da
economia.

Com isso, garantem preços artificialmente altos para
as empresas protegidas e serviços de baixa qualidade, prejudicando
principalmente os mais pobres.

INSS
e FGTS

O governo confisca uma fatia do salário do
trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em
situação ruim, ele receba
de volta essa fatia que lhe foi roubada (e totalmente desvalorizada pela
inflação)
.

Muito melhor seria se esse trabalhador simplesmente
pudesse ficar em posse da totalidade do seu salário.

Leis
anti-ambulantes

Leis contra vendedores ambulantes impedem pessoas de
vender comidas e produtos para pessoas que querem comprá-los.

Em grandes cidades, os mais vociferantes apoiadores
das leis anti-ambulantes são os grandes restaurantes e as lojas de
departamento.

Burocracia
e regulação

Com tudo isso, começar um pequeno negócio acaba
sendo a única maneira que sobra para os pobres conseguirem sobreviver
honestamente.

Só que empreender legalmente significa ter de lidar
com um emaranhado de papeis, taxas, cobranças, cartórios, filas, carimbos, licenças
e encargos, além de todas as propinas exigidas por fiscais — os quais, se não receberem
o arrego, não liberam a documentação.

Os governos, de todas as esferas, são muito
eficientes em esmagar micro-empreendimentos.

Daí essas pessoas são empurradas para o mercado
informal, que é onde elas encontram algum oxigênio.

E então todo o ciclo se reinicia.

Conclusão

Após fazer de tudo para manter os pobres na pobreza,
o governo cria programas para aliviar a pobreza (como Bolsa-Família).

Não seria mais lógico, em vez de tentar remediar o
problema criando novas intervenções, simplesmente abolir as causas da
perpetuação da pobreza?

E várias pessoas ainda dizem que, se não fosse o
governo, a pobreza seria muito maior.

Últimos Artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

127 comentários em “Quer reduzir a pobreza de maneira definitiva? De início, eis as 12 políticas que têm de ser abolidas”

  1. Por trás de tudo isso, para as pessoas que veem o Estado como soldado de reserva, que garante o mínimo aos pobres em caso de necessidade extrema, está a falta de confiança no ser humano em se organizar e negociar livremente.

    Assim, passa a ser necessário um ente abstrato que pense no interesse público, pois largar “tudo” na mão das pessoas seria muito arriscado. Para sair desta lavagem cerebral feita desde as nossas infâncias é necessário muito estudo, raciocínio e honestidade intelectual.

  2. Sem contar que o estado não consegue ver alguém que encontrou alguma forma de ganhar dinheiro honestamente sem ir lá correndo ver se dá para regulamentar alguma coisa e tirar a parte dele.

    Na verdade o estado pode até distribuir umas migalhas aqui e ali, mas ao mesmo tempo faz de tudo para dificultar o trabalho das pessoas.

    Como deixar de ser pobre assim?

  3. Uma pergunta: quando o governo tem um programa de crédito subsidiado, ele transfere dinheiro do Tesouro para os bancos públicos. Isso pode configurar expansão do crédito? Afinal, a operação é feita com recursos arrecadados, então isso não geraria inflação de demanda, certo? Ou o simples fato dos juros serem subsidiados para determinadas áreas escolhidas pelo governo gera maus investimentos?

  4. “Burocracia e regulação

    Com tudo isso, começar um pequeno negócio acaba sendo a única maneira que sobra para os pobres conseguirem sobreviver honestamente.

    Só que empreender legalmente significa ter de lidar com um emaranhado de papeis, taxas, cobranças, cartórios, filas, carimbos, licenças e encargos, além de todas as propinas exigidas por fiscais — os quais, se não receberem o arrego, não liberam a documentação.

    Os governos, de todas as esferas, são muito eficientes em esmagar micro-empreendimentos.

    Daí essas pessoas são empurradas para o mercado informal, que é onde elas encontram algum oxigênio.

    E então todo o ciclo se reinicia.”

    Eu sou um típico masoquista brasileiro, que ainda sonha em poder abrir o seu negócio legalmente ou, ao menos, não ter que operar por baixo dos panos e com um certo medo dos bandidos fardados (que são os que cumprem as ordens criminosas, prontos para matarem a própria mãe se assim um político ou burocrata mandar).

    Vou pegar um exemplo de algo que acontece por baixo dos panos e eu já sei como funciona: peixes ornamentais e afins. Os Correios praticamente proíbem, mas quase ninguém cumpre e liga. Teoricamente precisaria de um documento imbecil, o Guia de Transporte Animal, no qual um pseudoveterinário estatal vai avaliar as condições dos organismos, pagando taxa e ainda contando com a boa vontade deles (fim de semana esses vagabundos não trabalham). Hoje eu só conheço uma loja que faz o envio de peixes e outros organismos totalmente legalizado, mas o frete fica tão caro que muita gente prefere ir por outros meios.

    Apesar dos bandidos fardados ocasionalmente fazerem o seu trabalho sujo (tomara que eles façam greve e nunca mais voltem, são piores que ladrões de roubo de carga que, ao menos, não vão te aplicar uma multa impagável e uma ameaça maior após o assalto), eles não dão conta. Procure pelo Mercado Livre. O pessoal manda camarão, minhoca, peixe, larva de besouro, planta viva, tudo por Correios (se for coisa menor mandam por carta registrada pelo “jeitinho). Mesmo lojas sérias do segmento aquarístico fazem isso. Eu suponho que no fundo o próprio pessoal dos Correios sabe disso e faz uma vista grossa (eles já ofereceram parceria com um estabelecimento que envia organismos). Até porque esse dinossauro já acumula prejuízos e eles vão perder uma boquinha se simplesmente decidirem denunciar todo mundo. Enquanto isso, nos EUA uma pessoa consegue receber uma tartaruga íntegra por correio

    Se simplesmente todo mundo cumprisse absolutamente toda a legislação existente aqui (e pagasse TODOS os impostos), ia morrer mais gente de fome no Brasil do que na Venezuela agora.

    A melhor coisa é sair do país mesmo.

  5. Quem gasta 8 bilhões por ano em publicidade estatal ?

    Quem criou exame médico admissional, demissional e periódico para trabalhadores, retirando milhares de médicos do atendimento emergencial ?

    Quem cobra imposto sobre trabalho ?

    Quem confisca fgts, aposentadoria e fat dos trabalhadores ?

    Quem cobra ipva e não asfalta as ruas ?

    Quem fornece serviços de educação que forma 40% de analfabetos ?

    Quem gasta 10 bilhões por ano em um congresso federal ?

    Quem gasta 1 bilhão em fundo partidário ?

    Quem gasta 400 bilhões por ano com juros de dívidas ?

    Quem fornece serviços de saúde e deixa os pacientes morrerem na fila ?

    Quem gasta 30 bilhões com jogos olímpicos ?

    Enfim, mesmo se o estado fosse apenas um tranferidor de renda e não prestasse nenhum serviço, temos a certeza de que muito dinheiro iria sumir.

    Os assaltos ao bolsa família, Incra, obras públicas, estatais e concessões, transformaram o governo no maior assaltante do mundo. Esse é a maior violação aos direitos humanos da face da terra.

    O socialismo é o inferno na terra.

  6. Muito bom o artigo. A políticas públicas em torno do “pobre” só aumentam a pobreza. São políticas intervencionistas que impedem a atividade fim e a prosperidade do pobre.

  7. Melinda queria ser médica mas o MBL não quer deixar.

    Melinda mora com sua mãe e seus 6 filhos na favela do Vidigal. Atualmente, ela encontra-se divorciada, porém, seu Marido Wellingson que está preso, não tem condições de bancar uma pensão para as crianças. Melinda simplesmente está por sua própria sorte.Mas não pense que ela vai desistir. Mulher batalhadora, Melinda está estudando para o Vestibular; Ela quer ser médica, e quem sabe dar uma melhor condição de vida para seus filhos.

    A vida não é fácil meu amigo.

    Melinda acorda às 5 horas da manhã; toma um café ralo com pão duro e vai pegar 4 conduções para chegar no centro do Rio de Janeiro. Obviamente, ela tem que passar rápido pelos morros, caso contrário, pode ser estuprada e roubada.

    A vida não é fácil meu amigo.

    Quando chega de noite, mais ou menos às 9 horas da noite, Melida tem que dar um aconchego nas crianças, fazer comida, lavar a louça e dar um jeito na casa. Mais ou menos a meia noite, ela começa a estudar para o vestibular. Sim! Melinda mal sabe a diferença entre um adjetivo Explicativo e um adjetivo Restritivo. Mas mesmo assim, ela fica estudando até às três horas da manhã.

    A vida não é fácil meu amigo.

    Quando o assunto é Matemática então a situação piora e muito. Mas ela não deixa de sonhar, é tudo que sobrou; o resto é apenas um fetichismo do grande capital, que fica te vendendo uma ilusória felicidade paga com suor e sangue. Quer descobrir a armadilha estética do Capitalismo? Tente ser produtivo na sociedade. Todos empreendedores irão te olhar com olho torto; – Porque este maldito concorrente? Eles só te tratam bem porque você é consumidor, meu amigo.- Um eterno consumidor-

    A vida não é fácil meu amigo.

    Melida descobriu que a única solução é ser funcionário público e lutar contra o capitalismo. Mas não pense que os donos do Capital vão deixar isso passar barato; o Movimento dos playboys Livres estão planejando privatizar à USP e proibir Melinda de ser médica. Eles querem que Melinda se torne um eterno consumidor de Funk. Pois saiba que nós do socialismo e liberdade não vamos deixar. Melinda vai ser médica sim!

    Um desafio para o Neoliberal

    Eu desafio o neoliberal a fazer a seguinte afirmação: "Eu não sou obrigado a pagar pela faculdade de Melinda! Se ela quiser fazer faculdade, que ela trabalhe e pague por conta própria."… Obviamente ninguém terá coragem de fazer está afirmação, pois sabemos que isso é desumano. Temos consciência social de que Melinda é pobre e temos a obrigação de pagar pela faculdade dela.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.

  8. É normal a nossa economia estar ruim e a bolsa de valores ficar no nível atual, apontando para cima?

    Se a nossa economia não está no nível anterior a crise e a nossa bolsa bate recordes, é otimismo com a ecoomia ou efeito da queda dos juros? Mas qual o motivo da inflação estar tão baixa? É um efeito Temer?

  9. Prezados. Boa tarde.

    Poderiam indicar dados ou fontes que fundamentam a afirmação de o programa minha casa minha vida ser uma nova intervenção pensada para remediar as consequências de intervenções anteriores no mercado imobiliário?

    Sempre pensei no programa como uma intervenção keynesiana, nos moldes do PAC por exemplo, de estimular setores na esperança de eles criarem crescimento econômico.

    obrigado,

  10. Sobre a questão das favelas, elas muitas vezes são invasão de territórios que previamente possuiam donos? Certamente existe uma razão para não possuírem títulos de propriedade, foram em alguma área publica, alguma área de preservação ambiental, invadiram alguma propriedade privada..

    Aqueles morros do RJ é díficil crer que eram sem dono nenhum, ainda mais pela posição próxima ao mar

  11. Rodrigo Fernandes Moreira

    Leandro,

    De um tempo para cá, o governo do Canadá tem promovido grandes elevações nos gastos públicos ao mesmo tempo em que faz pequenos incrementos na taxa de juros.

    No segundo trimestre desse ano, o crescimento do PIB foi de belos 4,5%, valor bem acima dos 3% registrados pelos EUA, mesmo tendo uma economia bem menos pujante que o vizinho ao sul.

    Sem querer uma análise desse caso específico, que certamente demandaria mais tempo e esforço, o que esse quadro geral parece te mostrar?

    Abraço!

    PS: http://www.zerohedge.com/news/2017-09-13/oh-canada-reflections-economic-experiment

  12. Excelente artigo, porém em relação ao salário mínimo, embora concorde que a imposição de um valor mínimo acabe impedindo que pessoas sem preparo entrem no mercado de trabalho, eu tenho uma dúvida: como mensurar o quanto seria pago, por exemplo, a um varredor de rua (profissão que não exige formação e nem preparo, creio eu) ou a qualquer outra atividade que não necessite maiores talentos? Concordo que pagar $937,00 mensais para certas profissões pode parecer exagerado, mas acho que pagar, por exemplo, $200,00 mensais também não é um valor adequado. Seria a demanda pelo serviço? Ou pela auto regulação do mercado?A não ser que esteja equivocado, trabalhadores que limpam esgotos na França são muito bem remunerados justamente pela falta de oferta de mão de obra.

  13. Bunker Anti-comunista

    Desconhecer as bases do capitalismo é o primeiro passo para aumentar a pobreza, destruir riqueza e reduzir as trocas voluntárias.

    Ao invés da políticas públicas reduzirem conflitos, elas aumentam cada vez mais a inveja, as expropriações e o desrespeito entre as pessoas. É muito bizarro achar que a sociedade vai enriquecer, porque um governo entregou saúde e educação de qualidade.

    A riqueza só pode ser gerada com capitalismo e respeito ao patrimônio. Eu considero os pontos abaixo como as bases do capitalismo:

    – Garantia da propriedade privada e respeito ao patrimônio alheio

    – Livre concorrência

    – Tudo é precificado e possui um custo

    – Igualdade perante as leis e regras, onde todos pagam a mesmas taxas e impostos

  14. Da forma como foi colocado a questão dos ambulantes eu não concordo. Devemos levar em consideração que a calçada em frente ao restaurante apesar de ser “publica” é o dono do estabelecimento em frente o responsável pela manutenção, e sabendo que o trabalho que gera a propriedade, logo essa calçada pertence sim ao restaurante e esse possui direito legítimo de querer expulsar o ambulante da porta. O ambulante possui direito de utilizar o espaço da calçada se o proprietário da frente o permitir, ou em espaços “realmente públicos” como parques e praças.

  15. No caso específico dos vendedores ambulantes, a única solução que vejo é a de privatizar as ruas e calçadas.

    Aí as grandes lojas de departamentos e restaurantes, poderiam comprar a rua e proibir os ambulantes.

    Os ambulantes teriam o seu lugar em outras ruas, aquelas cujos donos alugam o espaço para os ambulantes.

    Fora isso, não vejo uma solução pacífica possível.

  16. brasildebate.com.br/o-caminho-da-fome/

    brasildebate.com.br/sem-democracia-austeridade-e-o-novo-pacto-social-brasileiro/

    brasildebate.com.br/organizacao-aponta-riscos-para-os-trabalhadores-no-brasil/

  17. Mas se é tão simples porque esse sistema não é aplicado?

    Minha opinião é que o povo gosta do socialismo.

    O povo vota nos politico populistas keynesianos.

    Quando você fala em privatização, reforma trabalhista,

    redução do estado no Brasil a impressão que tenho é que está

    xingando a mãe de alguém.

    Se a mentalidade do povo não mudar nunca seremos um pais

    Liberal.

  18. A Petronas é estatal e um exemplo de empresa.

    Desenvolve combustível para FORMULA 1!! E pra uma equipe vencedora, a Mercedes AMG!

    Ou seja, anda na frente de muitas empresas privadas!!!

    Pra Mercedes ter esse tipo de combustível deles e trabalhar com eles nesse desenvolvimento, já demonstra o quão grande é a PETRONAS.

    Porque nossa Petrobras não pode ser uma PETRONAS da vida?

  19. Brasil:

    – 700 mil em cargos comissionados (110 mil em DF);

    – 15.300 sindicatos;

    – 65 mil homicídios;

    – 55 mil mortes no trânsito;

    – 15 milhões de desempregados;

    – 50 milhões vivendo do bolsa esmola;

    – Sal. mín. equivalente a US$ 300,00;

    – Inflação endêmica;

    – Juros no cartão de crédito de 450%;

    – Carga Tributária em 1984 = 22% do PIB;

    – Carga Tributária em 2016 = 45% do PIB;

    – A trinca socialista PSDB-PMDB-PT no poder desde 1985.

  20. Eu estou entrando em novos nichos do mercado empreendedor e fiquei sabendo de uma coisa que por muito tempo já suspeitava.

    Um colega contador que trabalha em um grande shopping de SP me disse, em um churrasco, que a imensa maioria das lojas de shoppings aqui no Brasil só conseguem sobreviver porque os donos não dependem do lucro da loja para mantê-la. Quase sempre as planilhas estão no negativo, pois além dos aluguéis serem caríssimos, o consumo é relativamente baixo. E complementou que a conclusão óbvia é que maioria dos donos usam essas lojas como lavagem de dinheiro.

    Quando há uma regulamentação estatal (como proibição ou intensa tributação de produtos) e quando o Estado concentra o poder econômico em suas mãos e faz parcerias diretas ou indiretas com grandes empresários, o nível de corrupção que acontece e sempre aconteceu no Brasil é simplesmente inevitável.

    Muito triste o Brasil ter escolhido logo no início da sua existência o Corporativismo e não o Capitalismo, como os EUA escolheram. E o pior é que nunca vai ser mudado esse sistema brasileiro, há muitos poderosos que não irão deixar.

  21. “Os deficientes, os adolescentes, as minorias, os destreinados, os pouco qualificados, e os pouco produtivos — todos estes estarão na mesma situação. Estão proibidos, pelo governo, de serem empregados legalmente.”

    Acho idiotice esse trecho. Deveria se resumir somente a pouco produtivos. Se a pessoa é deficiente, adolescente, minoria, destreinada ou pouco qualificada, que importa? Isso não impossibilita que a sua produtividade seja tão boa quanto a de qualquer outro. Só a produtividade é que importa.

    Acho que colocar minorias, deficientes e adolescentes aí é até preconceituoso.

  22. Acho que os autores quando eles falaram de salários e salário mínimo principalmento estavam falando em salário dentro de uma ecomomia de mercado. E como o preço é uma

    mercadoria quem o valoriza deve ser o mercado como uma troca entre duas pessoas. As partes ou seja o patrão e o empregado é quem determinam qual é o preço do salario viavel diante da suposta conjuntura. Tabelar salario minimo é controle de preços (intervenção) e viola o principio da não agressão que os libertarios consideram isto uma intervenção no mercado. E toda a intervenção estatal é danosa ao mecanismo de mercado. Propriedade privada e o principio da não agressão são entidades sacrosantas ao libertarianismo e o capitalismo que até 2030 erradicará a pobreza do planeta mesmo extropiado não tem eficacia maior por causa da economia mista que o enfraquecem. Igualdade é coisa que nunca existiu nem existirá, nem perante as leis, pois somos imperfeitos. Precisamos de um choque de puro capitalismo. Para isso só um milagre.

  23. É claro que há muito para cortar e reformar, contudo se alguém não consegue produzir um salário minimo, logo ele não tem que trabalhar nessa atividade. por outro lado, se uma empresa não consegue pagar um salario minimo para um funcionário, essa empresa tem que fechar as portas e ser excluída do mercado. É impossível pagar as contas básicas com menos de um salário. Se vc trabalha 8h dia e não consegue com esse salário pagar um aluguel, comida, água, luz e roupa, este trabalho é pior que escravo ja que o senhor de escravo banca moradia, alimentação e vestuário.

    Por outro lado, os encargos trabalhistas compõe a renda do trabalhador então a reclamação não é sobre os impostos mas sim que o trabalhador recebe muito. Eu discordo, o salario minimo não paga nem o mínimo existencial .

    Deficientes, e jovens, devem ter algum tipo de incentivo do Estado, como jornada reduzida e incentivos para empresas que contratarem, é um custo baixo mas que estimula o jovem e ajuda os menos capacitados como os deficientes.

  24. GUSTAVO AGUIAR DO VALLE

    Gostaria de saber qual é a proposta do Instituto Mises para que os pobres consigam adquirir casa própria, saúde e educação para seus filhos, sem edificarem favelas.

    Atenciosamente,

  25. Tiago Júlio de Moraes

    Texto bom, mas faz uma miscelânea em vários aspectos.

    1) O que dá direito a propriedade é adquiri-la economicamente. Julgo, que as comunidades (favelas) em sua maioria, podem ser equiparados a grileiros do meio rural. Seria realmente maravilhoso: invadir uma aérea (que tem proprietário de direito) e usa-la como garantia num empréstimo. Isso é a antítese do capitalismo!

    2) Sobre o livre comércio de ambulantes: seria ótimo poder vender o que quisesse a quem quisesse; mas um livre comércio não significa um comércio irrestrito! Regulação mínima é necessária, mas o Brasil adota política de Estado máximo (realmente não é bom).

    3) O protecionismo Estatal: realmente devemos mudar a mentalidade; mas precisamos dar tempo às empresas e pessoas que possam se qualificar melhor.

    E este tipo de assunto não dá para discutir com a maioria das pessoas, pois sempre irão preferir a segurança da miséria do que o risco da riqueza.

  26. Paulinho do Brasil

    O nosso Brasil só vai melhorar quando acabarmos com os políticos corruptos. O resto é questão de administração. Sabe porque os corruptos políticos são contra a candidatura a presidente de JAIR BOLSONARO, simplesmente, porque ELE é o candidato CERTO, CORRETO e NÃO ACEITA CORRUPÇÃO.

  27. Eu li esse artigo hoje, não posso dizer que concordo com tudo, mas alguns pontos me parecem bem interessantes, porém, o artigo aponta um problema enorme que é estrutural no Brasil. Penso eu que só pode ser resolvido pelo Estado e que é fator primordial para tirar da pobreza esses:

    “Considere um jovem pobre, sem instrução e sem habilidades … Os deficientes, os adolescentes, as minorias, os destreinados, os pouco qualificados, e os pouco produtivos …”

    Somente com Educação de Qualidade pode realmente tirar essas pessoas do sub-emprego. Isso é fato comprovado em todos os países “desenvolvidos”, a mão do Estado atua fortemente nessa área.

    Afinal, qual dos colegas aqui, que escrevem e leem os artigos, conseguem sobreviver com 1 salário mínimo, quem dirá com mesmo?

  28. Não entendi uma coisa: qual o problema com o direito a férias?

    Entendi o que o texto expõe em relação aos adicionais de férias, pois estes aumentam os custos para o empregador, mas qual, exatamente, é o problema que a Escola Austríaca vê com o direito previsto em lei do trabalhador tirar férias? (Férias não remuneradas, é claro.)

Rolar para cima