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Impostos nada mais são do que roubo legalizado

O jurista americano Oliver Wendell Holmes costumava dizer que “os impostos são o preço que pagamos pela civilização”. Defensores do estado são adeptos inflexíveis desta máxima.

A frase, no entanto, está errada. Mais ainda: ela é contraditória.

Seria muito mais correto dizer que os impostos são o preço que pagamos pela incivilidade. Na melhor e mais benéfica das hipóteses, pagamos impostos para financiar serviços de segurança que nos protegem da delinqüência de agressores. Ou seja, pagamos impostos por causa da incivilidade de criminosos.

Mas isso, repetindo, na melhor das hipóteses. O que realmente ocorre na prática é que pagamos impostos majoritariamente para bancar salários de políticos, burocratas, funcionários públicos e, principalmente, para alimentar o parasitismo de lobistas e grupos de interesse que, por causa de suas boas relações com políticos, obtêm acesso irrestrito ao orçamento do governo por meio de contratos de obras públicas, subsídios, empréstimos subsidiados e criação de regulamentações que lhes beneficiem e prejudiquem a concorrência.

Ou seja, pagamos impostos para que esse dinheiro seja repassado a funcionários do estado e a grupos de interesse muito bem organizados — os quais obtêm esse dinheiro em troca de propina que pagam a políticos.

Isso significa que, no mundo real, pagamos impostos para bancar a incivilidade daqueles que desejam viver parasiticamente da extração da renda de nós cidadãos. E tudo sob as bênçãos da autoridade estatal.

A regressão histórica mostra que não faz sentido defender impostos

Os defensores da existência de impostos dizem que impostos são justificáveis porque a infraestrutura da sociedade, fornecida majoritariamente pelo governo, permite todos os nossos ganhos. A senadora americana Elizabeth Warren, da ala mais à esquerda do Partido Democrata, fez muito barulho quando, em sua campanha eleitoral, disse o seguinte:

Não há ninguém neste país que enriqueceu por conta própria. Ninguém! Você construiu uma fábrica? Bom para você, mas serei bem clara: você transportou seus bens para o mercado utilizando estradas que foram construídas por nós. Você contratou trabalhadores que foram educados por nós. Você se sentiu seguro em sua fábrica por causa da polícia e dos bombeiros pagos por nós. Você não teve de se preocupar com saqueadores e com bandos de assaltantes que poderiam invadir sua fábrica e pilhar tudo. Você não teve de contratar alguém para lhe proteger destes espoliadores, pois nós fornecemos o serviço.

Percebeu o escorregão? Ela disse que, se o governo não fornecesse segurança pública para a fábrica, o proprietário teria de “contratar alguém para protegê-lo” de espoliadores, saqueadores e assaltantes. E nisso ela está certa.

Mas o que ela deixou de fora é o fato de que o dinheiro do proprietário desta fábrica já foi confiscado pelo governo para pagar pela polícia. Sendo assim, por que o proprietário deveria dispensar o serviço da polícia — pelo qual ele foi forçado a pagar — e ainda contratar segurança privada?

(Sim, no mundo real, sabemos que ele teria de fazer isso exatamente porque o serviço estatal fornecido pela polícia é péssimo para garantir a segurança da propriedade. A maioria das empresas de fato tem de gastar com contratar segurança privada além de tudo o que já gasta com a polícia estatal “paga por nós”).

Igualmente, o dinheiro para a construção das estradas e para a educação da mão-de-obra também já foi confiscado deste proprietário. Por que então ele não pode usar as estradas e a mão-de-obra dessas pessoas? Ele próprio já pagou por elas.

E este é exatamente o ponto: o que veio antes, o governo ou a riqueza?

Por motivos óbvios, uma empresa tem de ter dinheiro para poder ser tributada. Se ela não tiver dinheiro, ela não tem como ser tributada. E para ganhar dinheiro, ela tem de ter produzido riqueza. Até faz sentido dizer que, dado que a infraestrutura já existe, ela ajuda as pessoas a ganharem dinheiro. E realmente ajuda. Mas o fato é que toda a infraestrutura existente foi paga pela riqueza privada, a qual foi confiscada pelo governo que então a utilizou para construir a estrada.

Apenas volte um pouco na história: os primeiros pagadores de impostos eram fazendeiros cujos territórios foram invadidos por nômades que pastoreavam seu gado. Esses invasores nômades forçavam os fazendeiros a lhes pagar uma fatia de sua renda em troca de “proteção”. O fazendeiro que não concordasse era assassinado.

Os nômades perceberam que era muito mais interessante e confortável apenas cobrar uma taxa de proteção em vez de matar o fazendeiro e assumir suas posses. Cobrando uma taxa, eles obtinham o que necessitavam. Já se matassem os fazendeiros, eles teriam de gerenciar por conta própria toda a produção da fazenda.

Daí eles entenderam que, ao não assassinarem todos os fazendeiros que encontrassem pelo caminho, poderiam fazer desta prática um modo de vida.

Assim nasceu o governo.

Não assassinar pessoas foi o primeiro serviço que o governo forneceu. Como temos sorte em ter à nossa disposição esta instituição!

Assim, não deixa de ser curioso que algumas pessoas digam que os impostos são pagos basicamente para impedir que aconteça exatamente aquilo que originou a existência do governo. O governo nasceu da extorsão. Os fazendeiros tinham de pagar um “arrego” para seu governo. Caso contrário, eram assassinados.

Quem era a real ameaça? O governo. A máfia faz a mesma coisa.

Mas essa análise dos primeiros pagadores mostra que eles necessariamente criaram riqueza e renda antes de serem tributados. Eles primeiro criaram riqueza e acumularam renda; depois, só depois, passaram a ser tributados. Seria impossível confiscar renda e riqueza de quem ainda não tinha.

Tudo isso significa que o governo necessariamente nasceu de bases espoliativas e até hoje se mantém sobre elas. O pilar do governo é o esbulho alheio. Significa também, por definição, que não foi necessário existir um governo para possibilitar a criação de riqueza.

Logo, considerando que a própria função precípua do governo — proteção — só passou a existir após os primeiros fazendeiros terem criado riqueza, fica comprovado que é possível criar riqueza sem essa magnífica instituição pela qual “todos nós pagamos”.

A própria Warren admitiu isso quando disse que as fábricas poderiam simplesmente comprar seus próprios serviços de segurança. Mas, na prática, o que as fábricas — bem como todos os pagadores de impostos — realmente estão pagando é um arrego para se proteger destas mesmas pessoas que recebem o dinheiro: o governo.

Sendo assim, é correto dizer que impostos são o preço que pagamos pela civilização que o governo construiu ao redor de nós? Sem dúvida, certas coisas financiadas por impostos são utilizadas por todos os que vivem em uma sociedade e, assim, contribuem para os negócios, como ruas e estradas. Mas, ainda que o governo seja o fornecedor majoritário (na esmagadora maioria dos casos, monopolista) destes bens, a questão permanece: impostos são o que pagamos pela oportunidade de transacionar? Ou a riqueza foi necessariamente criada antes de os impostos serem pagos?

O fato é que tudo o que governo faz é feito com dinheiro de impostos. Consequentemente, primeiro algo de valor teve de ser criado; depois, só depois, ele pôde ser taxado.

Sendo assim, por que há pessoas que dizem que temos de pagar impostos ao governo porque são os impostos que tornam tudo possível?

O hilário caso da Noruega

Os defensores dos impostos também gostam dizer que pagam seus impostos com satisfação e vontade, pois eles tornam possíveis serviços públicos de magnífica qualidade. A realidade é que, se não existissem impostos, a renda disponível seria 40% maior. Se não existissem regulações e burocracias governamentais — as quais criam reservas de mercado para empresas protegidas pelo governo —, a oferta de serviços concorrenciais em todas as áreas da economia seria muito maior. Consequentemente, teríamos acesso a uma gama de serviços privados de maior qualidade e a preços menores.

Mais ainda: se os serviços estatais fossem irremediavelmente superiores aos privados, seu financiamento por meio de impostos seria desnecessário. Sendo os serviços estatais de alta qualidade, cada cidadão gastaria voluntariamente seu dinheiro com estes serviços, financiando-os espontaneamente. Consequentemente, não seria necessário o confisco compulsório (pleonasmo intencional) do dinheiro alheio.

Certo?

Com efeito, o que aconteceria se os impostos, que são tão sacralizados por seus defensores ideológicos, passassem a ser constituídos de doações voluntárias ao Tesouro?

Pois isso foi feito na prática. E — oh, surpresa! —, aqueles que tanto defendem a existência de impostos não compareceram.

Na Noruega, com a queda do preço do petróleo, o governo de centro-direita recorreu a uma redução de impostos para tentar estimular a economia. Políticos de esquerda, intelectuais e ativistas criticaram a medida, dizendo que ela beneficiava os mais ricos e afetava os mais pobres. Ato contínuo, o governo implantou, no início de junho, um programa de “contribuições voluntárias” ao Tesouro. Com isso, todos aqueles políticos e cidadãos que haviam criticado sua redução de impostos poderiam demonstrar na prática seu amor ao estado e aos mais pobres. 

Tudo o que a pessoa tem de fazer é ir ao website do Tesouro norueguês e doar para o governo a quantia que ele quiser.

Pois bem. Passado o primeiro mês de vigência, o programa norueguês de doações voluntárias arrecadou… 1.000 euros. Sim, mil euros entre os mais de 5,3 milhões de pessoas que residem no país, que é um dos mais ricos do mundo.

A conclusão é que, quando se trata de sair das palavras e ir para a prática, os defensores de um estado grande preferem que a tarefa de bancar o governo fique inteiramente por conta de terceiros. Aqueles que defendem impostos, principalmente aumento de impostos, querem que apenas terceiros arquem com tudo, e não eles próprios. A esquerda gosta de criar impostos, mas não de pagá-los. Assim é gostoso.

Não é por acaso que ‘imposto’ é o particípio passado do verbo do verbo ‘impor’. Ou seja, é aquilo que resulta do cumprimento obrigatório — e não voluntário — de todos os cidadãos. Se não for ‘imposto’ ninguém paga. Nem mesmo seus defensores. Isso mostra o quanto as pessoas realmente apreciam os serviços do estado.

E isso na Noruega.

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134 comentários em “Impostos nada mais são do que roubo legalizado”

  1. Pedro Cavalcante Oliveira

    Antes da industrialização, nenhuma infraestrutura existia. Tudo foi construído pela iniciativa privada, com capital privado, para facilitar o transporte de matérias-primas para fábricas e obras, e para fazer a distribuição dos bens de consumo para o mercado.

    Policiamento, educação, serviços de saúde, seguros de saúde, serviços de utilidade pública e todos os outros serviços foram todos financiados privadamente: ou com capital próprio, ou com empréstimos, ou por doações.

    O governo meramente estatizou esses serviços e então passou a alegar que os criou e que somente ele pode sustentá-los. As pessoas acreditam nessas mentiras porque elas nasceram já neste ambiente estatizado e não sabem como era o mundo antes de o governo gerenciar tudo. Mais: foram continuamente ensinadas e alimentadas pela propaganda de que precisam do governo do berço ao túmulo.

    A única diferença entre governo e máfia é a grafia: ambos são esquemas de esbulho que recorrem à extorsão.

  2. A verdadeira pergunta é: por que eu tenho de pagar "minha fatia justa" de impostos se eu nunca recebo "minha fatia justa" de serviços?

    O fato é que eu posso comprar minha fatia justa de serviços, mas políticos, burocratas e funças têm de roubar a deles.

  3. Luciano A. Prado

    Não há absolutamente nada no que diz respeito à natureza da construção e da manutenção de infraestrutura que necessite de um governo para desenvolvê-la e mantê-la à custa do confisco da renda de todos. Todas as ruas, estradas, rodovias e pontes podem ser privadamente construídas e adequadamente mantidas com o financiamento obtido por pedágios e/ou por comissões cobradas por seus proprietários dos usuários e das empresas ao longo das ruas/rodovias.

    Igualmente, não há nada inerente à natureza da proteção pessoal e da propriedade que necessite de um governo fornecendo monopolisticamente estes serviços por meio da tributação coerciva. Um indivíduo, caso prefira, pode garantir sua própria vida e propriedade mediante o uso de armas de fogo, como é seu direito natural. Caso ele não queira ou não saiba fazer isso, ou mesmo caso deseje ainda mais segurança, ele pode contratar a segurança de empresas privadas, as quais, mediante contrato, irão fornecer aos seus clientes exatamente o nível de segurança pelo qual estão dispostos a pagar. (Hoje, no Brasil, a segurança estatal é nula; você só não é assaltado por causa da boa vontade do meliante).

    Serviços de segurança privada sempre se mostraram muito mais eficientes, mais econômicos e eficazes, mais responsivos e com muito mais responsabilidade perante aqueles que protegem do que os serviços estatais fornecidos pelo estado. Vide a segurança dos shopping centers e dos condomínios privados.

  4. Estou começando á estudar economia agora, e não sei tipo, como funcionaria esses serviços sem o estado. Água (SABESP em SP), uma iniciativa privada destruiria os asfaltos e passariam canos com permissão de quem? E se essa empresa falisse? Seus canos iram continuar lá?

    Estradas, pagariamos pedágios em tudo que é rua/esquina? De um lugar pro outro, do Capão Redondo á St. Amaro, quantos pedágios eu pagaria? Imagina isso no final do mês pra quem trabalha longe de casa.

    Enfim, essas coisa. Eu por enquanto, defendo um estado mínimo, como na Suiça.

    Quem faria as leis? Quem seria a Justiça? A iniciativa privada? Fazendo as Leis que mais convém para a própria empresa? Não sei como funcionaria isso. Principalmente se uma empresa dessas falisse, ia dar uma merda tão GRANDE!

  5. Percival Péricles da Silva

    Acabo de vir dos Correios buscar uma encomenda importada. Preço: R$ 415,80. Impostos + taxas: R$ 302,70. Não aceitam pagamento com cartão, somente dinheiro. Igualzinho um batedor de carteira.

  6. Em tese, como teria de ser feita a redução de impostos no Brasil? De maneira drástica, levando da extorsão generalizada de metade do nosso dinheiro para o mínimo; ou reduzindo gradativamente, de modo que se possa ir retirando “benefícios sociais” e adaptando a sociedade aos poucos?

  7. Imposto até certo ponto é roubo, mas nem sempre será roubo.

    É utópico achar que uma sociedade de mercado irá se organizar sem estado (que é capitaneado por impostos). Sem forças armadas, a sociedade pode ser invadida facilmente por outro grupo organizado, como sempre foi na história da humanidade e dar cabo da civilização livre.

    Achar isso, é o mesmo que achar que todos podem ser iguais, e viver pulando e dançando o dia todo igual muitos socialistas imaginam.

    Que impostos geram distorções, não discordo.

    Agora, que o mercado ou a sociedade livre pode subsistir com exércitos mercenários ou polícias privadas ou com um judiciário privado aplicado ao direito penal, é um atestado não de ingenuidade, mas de “retardadice” mesmo.

  8. Não seria possível comparar imposto com um condomínio? Você é obrigado a pagar a taxa condominial na área comum do prédio.. Se esse condomínio fosse do tamanho de uma cidade, seria a mesma coisa que um imposto

  9. Governo cria dificuldade para vender facilidade.

    Sinônimo: Quadrilha; Máfia; Roubo; Extorquir.

    Posso ser muito novo ainda mas o barco do Brasil está afundando.

  10. Amarílio Adolfo da Silva de Souza

    A cobrança de impostos deve ser racionalizada, isto é, deve ser diminuída. Cada centavo deve ser aplicado em segurança pública, estradas, etc.

  11. Sou funcionário público federal, “funça federal”, como chamado por muitos por aqui.

    Meu contracheque é mais enfeitado do que uma árvore de natal, tenho incorporações até o último fio de cabelo.

    Apesar de exercer uma função de nível médio, com atribuições e responsabilidades equivalentes a de um estagiário, meus vencimentos são limitados pelo teto constitucional.

    Como sempre fui mais inclinado à vadiagem, do que à estupidez, desde os primórdios da minha brilhante carreira diversifiquei boa parte do que me cabia do “roubo legalizado” em ações, fundos imobiliários, títulos públicos, etc. Nunca produzi riqueza, mas hoje tenho uma renda passiva capaz de fazer inveja a um suíço.

    Pergunto: devo me sentir mal por isso??

  12. O D. Trump poderia fazer o TrumpCare.

    Por mais que o Obamacare tenha detonado a qualidade dos serviços de saúde, o TrumpCare poderia dar isenção total de impostos para médicos hospitais e laboratórios.

    Isso seria um verdadeiro programa de saúde.

    Não faz sentido pagar impostos para salvar vidas. Só falta o governo colocar um pedágio em frente a uma garagem de ambulâncias privadas.

    Outro detalhe é que os médicos cubanos não conseguem nem cuidar da própria saúde.

  13. Minarquista: Até aceito que imposto é roubo, mas é um mal necessário. Temos que garantir um monopólio estatal de justiça e segurança. Para evitarmos que a sociedade involua em caos permanente provocado pelos lobos, temos que concentrar poderes nas mãos dos piores dentre estes lobos, já que eles terão todos os incentivos para não abusarem dos seus poderes.

    Social Liberal: Mas, mas, mas eu não consigo provar logicamente que não sou obrigado a ajudar um chines morrendo de fome, mesmo eu não tendo feito nada contra ele. Por isso devemos instituir um governo global para ajudar o pobre coitadinho, roubando dinheiro de todos — inclusive do próprio chines morrendo de fome– para fornecer-lhe assistência social, afinal eu sou a única pessoa de bom coração neste mundo preocupada com ele, embora nunca tenha levantado um dedo para ajudá-lo.

    Comunista/Fascista/Socialista: Exato, imposto é um roubo, mas um roubo reverso! Na verdade tudo pertence ao Estado, este nada mais faz que permitir que a burguesia mantenha parte da mais valia roubada para si mesma. Um imposto de renda de 90% significa, antes de mais nada, que o Estado ainda permite à burguesia roubar 10% dos proletários.

    Libertário: Óbvio que imposto é roubo, até uma criança entende isto. E como a civilização funcionaria sem eles? A verdade é que não sei e não me importo. Tenho ideia de como várias coisas funcionariam, mas não posso dizer com detalhes como cada aspecto funcionaria, afinal, o conhecimento é disperso e existem muitas pessoas muito mais brilhantes que eu capazes de resolver possíveis problemas. O que sei é que não era necessário se saber quem colheria as plantações para se defender o fim da escravidão.

  14. Boa Noite

    Gostaria de saber se alguém aqui sabe onde posso encontrar mais detalhes ou a fonte sobre o fato dos primeiros pagadores de impostos serem os fazendeiros ameaçado por nômades… Existe algum livro que retrata isso? Qual seria a fonte? Obrigado!

  15. Off Topic, gostaria de pedir ajuda dos colegas comentaristas deste digno site, sou jovem de 27 anos, engenheiro e trabalho em um escritório de engenharia de SP, a empresa anda mal desde 2014, severos cortes no quadro e nos gastos, projetos escassearam e agora começou uma onda de executivos, principalmente ligados a vendas se desligarem da empresa e indo para outras, isso significa que ela chegou ao limite e estão saindo enquanto ainda podem usar o nome para alavancar outro emprego? Devo fazer o mesmo? Muito obrigado.

  16. Ultimamente imposto só tem servido para pagar juros, previdência e obras super faturadas.

    Quantos aos outros serviços quase 90% da verba é destinada a salários.

    Sem mais.

  17. Caros:

    Outra vez a utopia de imposto=zero e estado=zero? Até quando vamos ter que perder tempo respondendo o óbvio repetidamente?

    Acuda-me Mises! Mises nunca pregou o anarcocapitalismo. Sempre disse que o estado deveria existir, com funções limitadas. Mises era Minarquista, não Ancap…

    Vamos lá mais uma vez então:

    Imposto é roubo. Gostaria muito de viver sem impostos. Infelizmente isso é impossível. É uma utopia.

    É impossível chegar à resposta certa fazendo as perguntas erradas. A pergunta correta não é “como viver sem impostos e sem estado”. Essa pergunta infantil não tem lógica nenhuma. Representa apenas um desejo pueril de que o mundo real seja perfeito, se transforme num conto de fadas…

    As duas perguntas que fazem sentido são:

    a) Em que casos o roubo via impostos é inevitável?

    R: Em todos os casos de coisas essenciais à vida em sociedade, em que existir o fenômeno econômico conhecido como “efeito carona”: algo que, se feito por uma pessoa, beneficia indiretamente os outros.

    Esse “efeito carona” leva a que ninguém queira ser o bobo a pagar primeiro pelo feito, e todos ficam paralisados esperando os outros começarem. Foi exatamente o que aconteceu com a proposta de contribuições voluntárias do texto: ninguém aderiu! Todos esperaram os outros pagarem!

    Exemplos:

    – Espaços públicos: ruas, avenidas, estradas vicinais, iluminação pública, praças, parques, reservas. Não dá para imaginar todas as ruas sendo privadas. E notem que mesmo em condomínios privados, a manutenção das ruas, praças e iluminação nas ruas é feita de forma coletiva extraindo dinheiro à força de todos. Se nem os condomínios privados conseguiram fazer e manter ruas sem violência, não dá para esperar que uma cidade o consiga.

    – Segurança. Pode até ser um misto de autodefesa, contratação de segurança privada, com segurança pública. Mas não dá para ficar sem a pública, senão vai imperar a força: quem tiver mais armas impõe sua vontade a outrem. Aí sim teremos as máfias surgindo. E as máfias vão se aglutinando, seja por acordos ou pela conquista violenta, e teremos novos governos absolutistas. É impossível termos liberdade sem segurança pública, que garanta a justiça, a vida e a propriedade.

    – Justiça. Pode ser um misto de contratos privados, acordos entre advogados, tribunais privados, mas não dá para imaginar vivermos em tribunais públicos. Podemos até criar regras que usem o público o mínimo possível, como só aceitar processos cíveis na justiça pública, se o requerente provar que tentou resolver de forma particular, ou incluir nos contratos privados qual tribunal privado vai julgar disputas. Mas sem a justiça pública, quem processaria uma pessoa que matasse um indigente? E se eu iniciar um processo contra alguém num tribunal privado, e o requerido não aceitar esse tribunal? Podemos cair num impasse em que nenhum tribunal privado seja aceito pelas 2 partes… Enfim: dá para privatizar muito, mas não 100%.

    – Legislação. O PNA diz que sou livre para fazer o que quiser, desde que meu ato não cause danos a terceiros. Mas e nos casos em que meu ato conflita com a liberdade alheia? Precisamos de leis para definir se posso ou não fazer o que quero em casos de conflito.

    Note que nos casos em que meu ato não prejudica ninguém, o estado não pode se meter! Ou seja: usando o jusnaturalismo, dá para dizer exatamente que leis não podem sequer ser discutidas pelos legisladores. Isso limita profundamente a ação dos legisladores! Mas há inúmeros casos de conflito a serem entendidos e legislados. E a sociedade muda constantemente, o que cria novos conflitos e, consequentemente novas leis são necessárias. Precisamos de muito menos leis, leis que não violem a lógica filosófica do jusnaturalismo. Precisamos de pouquíssimos legisladores. Mas não é possível vivermos sem legisladores. Na maioria das vezes provavelmente seja possível termos legisladores trabalhando de graça. Mas em alguns poucos casos criar e manter as leis terá um custo, que será pago por todos.

    b) Em que casos o roubo via impostos é justificável?

    R: Esta é mais difícil de responder. Podemos cair numa zona cinza de relativismo moral. Mas vamos lá:

    Você roubaria um carro para salvar uma pessoa ferida?

    Você acha justificável roubar um pouco de comida para não morrer de fome?

    Se uma pessoa estiver se afogando, e você puder jogar-lhe uma boia, e não o fizer por que não é problema seu, você pode ser condenado por omissão de socorro? Existe algum caso de obrigação de socorro na sua ideologia?

    Para salvar a vida de uma criança desconhecida com uma doença rara você seria capaz de vender a sua casa e pagar o tratamento? E se custasse a você apenas R$10,00? Você daria o dinheiro?

    Pois é… Não é fácil responder. Mas imaginemos a seguinte linha:

    Socorro a terceiros é uma obrigação, desde que não ponha a você mesmo em risco, nem te custe muito…

    Essa linha justificaria a renda mínima, vouchers escola e vouchers plano de saúde para os pobres usando impostos…

    É uma zona totalmente cinza. Vira uma discussão interminável. Não dá para provar por A + B se é legítimo roubar para salvar vidas ou o contrário.

    Dá para provar que, se não houver extrema necessidade, não se justifica o roubo via impostos. Mas quando há extrema necessidade, a porca torce o rabo…

    Análise:

    Pela alínea a) fica claro que os impostos são inevitáveis para vida em sociedade – mas em pouquíssimos casos!

    Discutir a alínea b) não leva a nada. Paralisa a discussão.

    Temos então 3 tipos de classificação dos atos do estado usando impostos:

    – branco: o estado não pode se meter. Não se justifica roubar o dinheiro alheio para isto.

    – cinza: há dúvidas se o estado pode ou não tributar para fazer isto.

    – preto: não tem jeito. O estado tem um papel a desempenhar, isso tem um custo, e vamos ter impostos para pagar por estas ações do estado.

    Proposta:

    Proponho inicialmente um estado que cubra todo o preto e o cinza. Discutir o cinza neste momento paralisaria a discussão, e tornaria a proposta totalmente inaceitável para a sociedade.

    Querem mais liberdade? Esqueçam o anarcocapitalismo! Abracem a Minarquia!

    Só assim vamos avançar de fato!

    Agora, se você, em vez de querer mais liberdade, só quer causar polêmica, e ficar culpando os outros pela sua falta de liberdade, vá para o lado Ancap. Pode escrever inúmeros artigos revoltado contra tudo e todos que lhe tiram a sua liberdade perfeita… Isso só prejudica a Minarquia, e ajuda a vitória da social democracia. É isso mesmo: ironicamente, os ancaps, no seu irracionalismo, fazem todos os libertários parecerem idiotas, prejudicam a Minarquia, e acabam por fortalecer a social democracia, o estado ilimitado, a liberdade pequena.

    Tirem os antolhos Ancaps!

    []s

  18. Sorrentino Castro

    Senhores,

    é verdade que fazendeiros pagaram pela “proteção” contra os nômades invasores. No entanto, houve fazendeiros que organizaram uma defesa própria, com livre associação e consentimento, contra outros invasores nômades. Ou seja, afirmar que toda a organização do Estado advém de uma coerção primitiva é um erro. Por uma fina ironia, o Estado contou, para sua criação, com princípios da livre iniciativa.

  19. Prezados,

    Algum dos amáveis e prestativos frequentadores do IMB já leu e poderia me indicar algum livro sobre a origem do estado e das taxas/impostos?

    Fiquei interessado depois da leitura do artigo, há nele uma breve menção a essa origem.

  20. Gostaria que o autor discorresse sobre como serão prestados serviços de tratamento de esgoto e de água numa sociedade anarcocapitalista. De quem partiria a autorização para quebrar as ruas para instalar os encanamentos?

    E se alguém não autorizasse? Além disso, como funcionaria um sistema de Justiça? À base de “títulos” (como eu vi partindo de um rapaz “youtuber” que enxerga no anarcocapitalismo a solução para tudo) para processar estupradores e homicidas?

    Quem cuidaria da preservação ambiental? Aliás: de quem seriam as matas virgens? Quem teria o direito de explorá-las? Como se daria a transmissão desses direitos? Melhor: como seria o PROCESSO para a transmissão desses direitos? Quem atestaria a validade? Quem atestaria a fé de quem atesta a própria validade?

    Quem, num submundo anarcocapitalista, diria a mim que eu tenho de obedecer à balela do risível “princípio da não agressão”? Aliás, POR QUE EU OBEDECERIA ALGUÉM QUE NÃO TEM LEGITIMIDADE RECONHECIDA POR MIM?

    Por mais que vocês, anarcocapitalistas, teimem em projetar seu conceito nos demais cidadãos, a única instituição de que alguém é capaz de aceitar imposições é um ESTADO. O mundo anarcocapitalista, assim como o socialista (que é PARECIDÍSSIMO com o anarcocapitalista), já nascem inválidos. A lista de problemas que são possíveis de se enxergar no “modelo” (não é modelo, já que aqueles que o propuseram tiveram o único momento de inteligência na vida deles e reconheceram que modelos matemáticos e empíricos, os quais, por sua vez, representam a DEFINIÇÃO DE CIÊNCIA, não conseguem demonstrar o funcionamento do sistema anarcocapitalista, ou seja, ele NÃO FUNCIONA) anarcocapitalista é, sinceramente, INFINITA.

    Impostos são legítimos porque eles sustentam uma instituição LEGÍTIMA, a qual pode ser acessada por QUALQUER UM DE NÓS, voltada para o ATENDIMENTO dos anseios da SOCIEDADE. Em um mundo anarcocapitalsita, se a Monsanto estiver mexendo com produtos químicos perigosos perto da minha casa, a quem eu recorro? Entro lá dentro dela e falo: “MONSANTO! PARE OU VOU TE PROCESSAR NA “JUSTIÇA” PRIVADA, A QUAL VOCÊ TERÁ DE OBEDECER, JÁ QUE ESTÁ NOS LIVRINHOS ANARCOCAPITALISTAS!!!”? No mundo com um Estado, eu sei a resposta: vou à Justiça, formada, em sua maioria, por agentes que estudaram a vida toda para dar sentenças as mais imparciais possíveis, e terei GRANDES chances de ser atendido em minhas reclamações. Se não o for, o Estado, através de seus meios, imporá sanções que partiram de algo que observou o DEVIDO PROCESSO, o qual assegura, A TODAS AS PARTES, igual chance de manifestação.

    Por fim, aos colegas que apoiam essa “teoria” anarcocapitalista: estudem Economia, já que, ao se apoiar uma coisa dessas, com certeza não o fizeram. Lá há diversas explicações para o motivo de o Estado ser necessário em uma sociedade contemporânea (vou lhes dar uma ajuda em relação a um conceito: há serviços que NÃO SÃO FINANCEIRAMENTE POSSÍVEIS DE SEREM PRESTADOS EM REGIME DE CONCORRÊNCIA, MAS, MESMO ASSIM, SÃO ESSENCIAIS À SOCIEDADE)

  21. Caros:

    Há muitas críticas a rebater e pouco tempo. Não dá para responder ponto a ponto. Vamos ao principal:

    O que é Minarquia:

    A definição da wikipedia em português para minarquia nao está correta. Ela se atém apenas a uma das possibilidades de Minarquia conhecida com Night-watchman state. Na definição do verbete em inglês isso fica claro.

    Mas, por favor, não confundam o fato dos minarquistas acharem primordial o governo garantir a segurança e a justiça com o fato de toda a segurança e justiça terem que ser totalmente estatizadas. Pelo contrário: se hoje já há um ambiente misto de público/privado nesses setores, a privatização só deve aumentar. Nunca vi um minarquista propondo que todos os advogados fossem empregados do estado, nem querendo proibir os tribunais arbitrais privados, nem proibindo a existência de segurança privada.

    Vários expoentes do libertarianismo falam de rede de proteção social. Cito o Rodrigo Constantino, no livro “A economia do indivíduo”, cap. iV, item 2, que resume o livro “Igualdade, Valor e Mérito”, de Hayek: “Pode-se falar, no máximo, em melhores condições para os mais necessitados ou em uma rede de proteção básica.” Ou seja: nem o Hayek, nem o Rodrigo Constantino, nem eu, conseguimos logicamente excluir a possibilidade de uma “rede de proteção básica”.

    Gary Johnson, candidato libertário à presidência dos USA, ficou famoso pelo programa de vouchers estudantis que implementou no estado do Novo México, quando governador. Ainda hoje é defensor dos vouchers.

    Mises nunca pregou o Anarcocapitalismo.

    Aparentemente essa minoria barulhenta chamada Ancap se acha mais esperta que todos esses expoentes do libertarianismo…

    Sugiro então que todos esse comentários raivosos que me foram direcionados, sejam encaminhados ao Rodrigo Constantino, ao Gary Johnson. Aproveitem e chamem um médium para levar a questão para Hayek e Mises também…

    Eu tenho mais o que fazer do que ficar tentando explicar o básico para os Ancaps. Anarcocapitalismo não é lógica. É convicção política. Nenhum argumento lógico faz efeito contra quem aceitou o Ancap como a cura divina. Nisso se assemelham muito aos esquerdopatas.

    []s

  22. Ex-microempresario

    O grande irmão está nos vigi… quer dizer, cuidando de nós…

    De acordo com informações publicas no site Tribuna do Paraná, os aplicativos de transporte alternativo: UBER e Cabify, foram regulamentados em Curitiba, na noite de ontem, após decreto do Prefeito Rafael Greca.

    Pelo texto da administração da capital, as empresas donas dos aplicativos deverão se cadastrar na prefeitura como Administradoras de Tecnologia em Transporte Compartilhado (ATCCs) e ter um escritório em Curitiba. Todas elas deverão compartilhar com o poder público, "assegurada a privacidade do usuário", informações de data e horário do início e do fim do trajeto; tempo total e distância da viagem; e valor pago e discriminação do cálculo.

    Todos os meses, as ATCCs deverão encaminhar à Urbanização de Curitiba (Urbs) a relação dos seus motoristas e veículos, cuja identificação, a exemplo dos táxis, deverá estar exposta no para-brisa de cada carro. Além disso, cada veículo cadastrado poderá ser dirigido por apenas dois motoristas.

    O decreto estabelece ainda um "preço público" a ser pago à prefeitura pela "exploração intensiva do viário urbano". Os valores serão contabilizados conforme a distância percorrida em cada trajeto. A definição exata dos números será determinada posteriormente em resolução da Secretaria de Finanças e levará em conta questões como meio ambiente, fluidez do tráfego e gasto público em infraestrutura urbana.”

  23. Anarquia?

    Entendo toda a mecânica econômica de que a competição de serviços providos pelo mercado privado sempre serão superiores aos estatais.

    Porém, ainda não encontrei algum argumento muito coerente em relação ao fim do estado, economicamente falando seria muito melhor o estado não intervir, mas dai para partir da conclusão de que então basta acabar com estado para tudo serem flores no mundo é forçar muito a barra na minha opinião.

    Acredito ser uma discussão muito mais filosófica sobre a natureza humana do que questão à respeito da melhor utilização dos recursos escassos do mundo. Tratando de um estado, estamos falando sobre leis, leis que irão reger o comportamento humano, leis que são diferentes das leis naturais, que são aplicadas pelas forças da natureza (A gravidade é uma lei pois ela é sempre aplicada). As leis sobre o comportamento humano (que nem sempre são aplicadas) deveriam então se referir à natureza humana, mas a aplicação da mesma seria dada naturalmente ou tem que ser imposta?

    E ai mora a questão, uma lei ela é regida pela ordem espontânea 100% do tempo ou por imposição?

    Ordem Imposta ou Ordem Espontânea?

    Como se comporta um bando de macacos desenvolvidos, por espontaneidade?

    A teoria dos jogos fala algo sobre a espontaneidade não?

    PS: Li o livro do Bastiat sobre a Lei e me alguns insides, mas nada conclusivo para apoiar um anacapistão.

  24. Só tenho uma discordância, a origem do governo não é inteiramente baseada em coerção. No exemplo apontado pelo autor do artigo ele explica que o governo surgiu de nômades que praticavam a extorsão de fazendeiros. Mas o que acontecia quando um fazendeiro de uma região tinha recursos e armas suficientes para botar os nômades pra correr? Ele acabava obtendo reconhecimento pelo serviço prestado na defesa da comunidade e se tornava um nobre responsável pela defesa de um território, recebendo tributos pelo serviço prestado, e através de parcerias e casamentos com outras famílias de nobres ele expandia seus domínios, a tal ponto que podia se arriscar a invadir outros domínios nobres sem grandes prejuízos e impor taxas aos territórios conquistados. Essencialmente é essa a teoria do Hans-Hermann Hoppe a respeito do surgimento do estado. O estado seria uma espécie de excrescência de uma elite natural que possuía legitimidade em sua função de defesa, mas em algum momento, um de seus membros se viu numa chance de usurpar o papel de “defensor” de um certo território, destruindo o restante dessa elite através de um processo revolucionário que destruiu a velha ordem aristocrática.

  25. A utopia do imposto zero é tão irreal quanto a dos comunistas.

    Da mesma maneira que não existe, nunca existiu e nunca existirão países comunistas que funcionam ou mesmo que sejam comunistas de verdade (como é uma utopia, o comunismo verdadeiro não consegue nem ser implantado na sua forma idealizada, pois é o mesmo que eu criar um sistema de governo e economia cuja base é a regulamentação do sol e da chuva!), também nunca existe, nunca existiu e nunca existirão sociedades completamente sem governo.

    O governo é uma construção da própria sociedade. Ele é EMERGENTE da própria organização das pessoas. Isso existe desde as tribos nômades pré-históricas.

    Poucas pessoas, e o governo era o chefe tribal. E o imposto? O trabalho dos membros da equipe. E se vc decidisse não trabalhar pelo bem dos outros? Te expulsavam da tribo. Ou não te davam a comida que era conquistada pelo esforço coletivo.

    A utopia maior está em não perceber que a total inexistência de uma organização coletiva é o primeiro passo a opressão por parte de UM indivíduo.

    Exemplo… se você tornar a defesa e segurança totalmente privadas, resulta que alguns vão investir mais nesses setores. Montar exércitos privados. E na ausência de um exército coletivo, só mesmo utópicos acham que o exército privado mais poderoso não começará a usar seu poder para tomar conta de áreas desprotegidas ou de exércitos maiores.

    É uma falta de conhecimento da natureza humana tão grande e estapafúrdio quanto a falta de conhecimento da natureza humana que os comunistas demonstram!

    Voltaremos por exemplo aos últimos dias da República Romana, quando após as reformas de Gaius Marius, os exércitos passaram a respeitar e obedecer seus GENERAIS, estes sendo grandes latifundiários patrícios romanos, detentores de enorme riqueza, que pagavam pelo equipamento e pelas terras, ao invés do Estado Romano.

    Resultado, a invasão de Roma pelo exército romano por parte de Lucius Cornelius Sulla (primeira vez que isso aconteceu) em seguida nova invasão por parte do próprio Gaius Marius, uma guerra civil devastadora, a ditadura do Lucius Cornelius Sulla, o fim da República Romana nas mãos do ditador Gaius Julius Caesar e o início da era dos Imperadores, muito mais poderosos do que o antigo Senado e Consuls.

    A redução citada no artigo aos nômades fazendeiros é absurda e ignorante de história também.

    Primeiramente porque é mentirosa. Foram os próprios plantadores que se organizaram entre eles para criar mecanismos de defesa necessários.

    Ou seja… foi algo EMERGENTE. Vendo a necessidade, setores da sociedade se UNEM pelo bem comum, cada um contribuindo como pode. Num estágio pré-monetário, com armas. Com alimentos. Com homens.

    Também erra pois o reducionismo não reduz o governo. Só o quebra em pedaços menores. Do mesmo jeito que hoje temos nações, mas antes haviam cidades-estado. E num nível menores as tribos ou grupos familiares. Que criavam áreas de cultivo.

    Mas nesse reducionismo, ainda assim, há um governo. A fazenda tem um dono. E é uma forma de governo. Você é obrigado a contribuir com seu TRABALHO para poder usufruir da área de terra para plantar (que já tem um dono), ou da comidade, etc.

    Voltando ao exemplo do comunismo, a sociedade anárquica desejada por vocês é uma utopia, e a primeira indicação disso é que não existe em lugar nenhum do mundo ou se existiu, nunca funcionou por muito tempo. Pois logo foi engolida por uma entidade maior e mais poderosa.

    Ou pode existir SOB a proteção e regulamentação de um ente maior. Mas vive isoladamente e sob proteção de um ente maior, (caso senão seria comida ou destruída por outro ente maior). E isoladamente de maneira não verdadeira, pois depende de transações com sociedades organizadas de maneira mais tradicional, assim como os comunistas também não conseguem viver sem fazer trocas com as mesmas sociedades capitalistas que eles odeiam.

    A única maneira de entender essa utopia de muitos aqui é analisar ela sob a ótica de um radicalismo criado pela raiva em razão de pagarmos impostos absurdamente altos por um retorno dos mais baixos. A distorção é monumental no Brasil.

    Mas estado mínimo ou pelo menos valores justos de impostos é diferente da utopia do estado zero com imposto zero.

  26. Boa tarde,

    Por que o site do Mises não está mais vendendo o livro as seis lições? gostaria de adquirir o livro físico e não encontro em nenhum lugar.

  27. Tenho uma dúvida, porque nos EUA isso tem acontecido?

    brasil.elpais.com/brasil/2018/06/06/internacional/1528282199_859406.html?fbclid=IwAR2lBa3LoBIK-wSUWesxUO7NUDdc1Ed-0xnOMPUIbkiW3XLzlNJKzt1vNGM

    Estudantes estão entrando em divida para se formar, culpa do FED, dos banqueiros, falta de politica publica?

    Queria esclarecimento sobre isso, me parece que o estado vai ter que intervir ai…

  28. Não sei o que são melhores: os artigos ou os comentários.

    O que eu acho engraçado é que, quando confrontados com questões simples, os ancaps daqui sempre dizem: “leia o artigo tal, isso já foi respondido lá”, seguido de um hiperlink. Daí, percebemos que os tais artigos não respondem a questões básicas. Concordo que ficar repetindo explicação é chato pra caralho, mas acho que está mais do que na hora de os ancaps reverem suas explicações “lógicas” e “óbvias”. Não adianta ficar nervoso chamando os outros de estúpidos, estatistas, etc.

    Não vou me ater a críticas que já foram feitas aqui, e que não foram respondidas. Vou apenas apontar alguns equívocos.

    – O Estado não surgiu da forma como apontada acima – invasões de nômades. Essa é a tese defendida por Franz Oppenheimer, mas não há qualquer evidência histórica que confirme esta suposição. Aliás, não há qualquer registro histórico sobre como surgiu o Estado, apenas hipóteses. Alguns estudos, realizados principalmente por antropólogos, arqueólogos e estudiosos de comunidades primitivas, sugerem que o Estado surgiu gradativamente, a partir da evolução do mago/ sacerdote para o rei/ governante: quando os membros da tribo começaram a acreditar nas qualidades mágicas e/ou excepcionais do xamã, sacerdote, etc. e atribuíram-lhe poder de decisão sobre vários aspectos da comunidade, inclusive sobre suas vidas. E desta comunidade primitiva houve a evolução até chegar às cidades, cujo governante era agora o rei, considerado como pertencente a uma linhagem divina. Esta também é uma suposição.

    Não é que não tenha havido invasões de nômades – elas ocorreram. Mas tais registros não são suficientes para se dizer que o Estado teria surgido dessa maneira.

    -outro ponto: não podemo ignorar como a ideia de liberdade foi sendo construída gradativamente ao longo da história, desde o tempo das cavernas. Nas comunidades primitivas, tribais, a noção coletivista é muito forte, e o sentimento de individualismo é fraco. Nas sociedades modernas, avançadas, o sentimento individualista é bem maior. Esse evolução não teria ocorrido se ficássemos restritos apenas a nossos universos particulares, quando o homem vivia na Idade da Pedra ou antes. Naquela época, a guerra era a palavra de ordem: tribos contra tribos, saques, roubos, etc. Não havia uma moral universal, cada tribo tinha sua regra, sua lei. A humanidade só conseguiu chegar ao patamar em que estamos hoje (em termos de valores, éticas, princípios, etc.) graças às sucessivas derrotas, fracassos, dominações, etc.; quando encontramos outra vontade que nos limita, nos domina, buscamos superar essa dominação, e nesse processo, incorporamos algo daquilo que nos prendia, elevando-nos. Esse aprendizado é repassado às gerações seguintes pela cultura, pela tradição, costumes, etc. Se transforma em lei.

    Em suma: o Estado foi e é dominação, roubo, violência. Mas é também a moral encarnada, o grau máximo de realização da liberdade humana, sem o qual estaríamos até hoje vivendo em tribos ou algo ainda mais primitivo, cultivando valores coletivistas.

  29. O Estado só surgiu e só se perpetua porque os súditos dão o seu consentimento(…)

    Há uma legitimação por parte dos governados sobre o que faz o governante, os burocratas, e todo o aparato institucional – incluindo aí os impostos.

    Os súditos consentem com a intimidação permanente do estado, afinal o “grande líder” assim quis e todos bovinamente aceitam, nunca houve e jamais haverá qualquer resistência. Está tudo bem! Sabe aquele funcionário público apontando a arma dele para se certificar que eu não saia daquilo estipulado pelo estado? É apenas uma ilusão, nada para se preocupar…

    Quando, numa tribo antiga, se passa a acreditar que o bem estar de cada um depende da realização de ritos mágicos, e que o mago é aquele capaz de intermediar a relação entre a tribo e a divindade (ou as forças mágicas), então obviamente este mago se eleva a uma posição influente, de status, alcançando a dignidade e a autoridade de chefe ou rei.

    E tudo isso foi obtido pelo “mago” pela materialização de seus poderes mágicos, afinal, querer é poder! Sabe aquele monte de sangue derramado e aquele monte de gente intimidada até a submissão? Também é outra ilusão, nada para ser visto aqui…

    O Estado não surgiu, como creem os marxistas, e também curiosamente os ancaps, quando um grupo se impôs a outro pela violência.(…)

    Embora a história registre o domínio de povos sobre outros, incluindo nômades, isso de forma alguma ocorreu sem que sociedades mais avançadas (e portanto com Estado já constituído) já existissem.

    Um estado “mais avançado” tormentou até a submissão de outra entidade aos seus caprichos, mas claro que isso nada tem a ver com derramamento de sangue e intimidação até a submissão. Isso é culpa dos tolos que foram suicidados por se jogarem na frente de espadas, lanças, armas de fogo…

    O período de crescimento e declínio de muitas sociedades antigas coincide com o crescimento e destruição do Estado (e suas funções).(…)

    Onde estava a iniciativa privada no Egito, na China, na Índia, nesses períodos citados? Há inúmeros outros exemplos, mas estes bastam.

    Onde estava a iniciativa privada? Vou te ajudar a localizá-la em cada caso citado:

    – No Egito antigo ela estava lá sustentando à força a vida nababesca do faraó e suas guerras por poder, afinal, as armas e os suprimentos tinham que existir antes de qualquer coisa. E tudo isso aguentando os mandos e desmandos de um sujeito que nunca produziu um simples grão de trigo na vida. E a quebra do Egito foi apenas o estado não mais fazendo o que “deveria fazer” e, claro, nada tem a ver com a literal falência estatal, em que por mais chilique o faraó desse, sua gangue não conseguia roubar mais o suficiente para manter a farra.

    – Na China eles estavam lá sustentando à força cada um dos protótipos de Mao Tsé Tung espalhados pelo território. Depois de pagar a conta de toda a farra, foram todos subjugados por apenas uma gangue, e agora a população conseguia acumular um pouco mais de riqueza por não ter mais tantas guerras locais acontecendo (mas sem esquecer de pagar a “contribuição” exigida pela gangue, claro!). Unificaram as senzalas, e os escravos pulavam de alegria! Todos ficavam seguindo o “grande líder” por vontade própria, nada tinha a ver com a experiência da população em receber “de braços abertos” as gangues que lhes saqueavam para manter a farra.

    – Na Índia eles estavam lá sustentando à força o rodízio de dinastias e as encrencas que elas se metiam, inclusive com europeus. A pobreza nada tinha a ver com todo o desperdício de recursos e vidas que o estado provocava, mas sim com o emburrecimento e decaimento instantâneo da capacidade indiana de fazer algo, pois na ausência do “grande líder” o gado parava de funcionar.

    Se não fosse a tirania de muitos dos que passaram pela história, vc provavelmente estaria agora caçando alguma fruta podre numa árvore ou fugindo de algum predador, e julgando que o alimento colhido pertencia à tribo, ao coletivo, e não a você.

    Então minha vida não foi possível graças aos esforços de muitas pessoas no passado que aumentaram a disponibilidade de recursos como comidas, abrigos, armas, tratamentos médicos e outras facilidades, mas sim por causa dos poderes mágicos dos “grandes líderes” que faziam surgir tudo com seus poderes mágicos… Vivendo e aprendendo!

    Ou você acha que os princípios que defendemos hoje, tão caros a nós (como o da não agressão, o respeito à propriedade privada, à liberdade) nasceram conosco? São “a priori”? Inatos?

    Claro que não é verdade! O certo mesmo é que “iluminados”, de infinita sabedoria e poderes mágicos, tomem conta de nós reles mortais, incapazes até de amarrar um sapato se não fosse toda a benevolência e dignidade de tais figuras transcendentais.

    Sério, pare com as ervas de procedência duvidosa, passe a prestar atenção às ações e não ao que o estado jura fazer. O caminho para o inferno é pavimentado com boas intenções, e o estado é uma via expressa para lá.

  30. Entretanto, o que quero dizer é que, sem o Estado, a iniciativa privada jamais deixaria de estar circunscrita no seu pequeno círculo tribal, familiar, e assim nós jamais chegaríamos ao estágio em que estamos hoje.

    Como a iniciativa privada tem alergia ao lucro, então só agirá no círculo tribal, familiar…

    E eu nunca neguei que o Estado age de forma violenta, usurpadora, autoritária. Mas parece que sua cabeça bipolar não consegue entender isso. Pra você, parece que a discussão gira em torno de dois pólos: ou é a iniciativa privada, por si só, o grande agente transformador e progressista da sociedade, ou é o Estado esse agente (para os intervencionistas).

    Enquanto você delira sobre o estado, eu vejo o que há “debaixo do capô”: não há “estado” ou “iniciativa privada”, mas sim indivíduos organizados para pilhar e intimidar (conhecido como estado) e indivíduos interessados em levar suas vidas como lhe agradar mais, conforme seus meios (conhecido como iniciativa privada). São apenas expressões que tornam mais fácil a fala ou escrita.

    E sim, ao longo da história sempre houve os que queriam algo em troca de nada (estado) e os que queriam algo em troca de outra coisa (iniciativa privada), e como não há outra categoria a ser colocada (impossível querer nada, pois o indivíduo morreria de alguma forma) então só há esses dois grupos mesmo.

    Imagine se as várias famílias, na Idade da Pedra, não tivessem se unido sob um mesmo elemento comum: cada uma teria seus princípios, seus valores, verdades, etc. construídos arbitrariamente. Nenhuma troca seria possível entre elas, nenhum acordo. Nada.

    Já reparou sua dificuldade em entender uma das características básicas do indivíduo? Todo indivíduo é único, com suas características e raciocínio único, com estado ou sem estado. Mesmo hoje, em uma época com bilhões de indivíduos, não temos qualquer problema quanto as trocas, exceto pelos estados que as sabotam continuamente. Ou você ainda insiste na tese do homem masoquista, extremamente feliz em se sujeitar a burocratas que nunca fizeram algo produtivo em suas vidas e ainda assim mandam e desmandam sobre as trocas?

    Somente guerra. E nessa guerra, o mais forte venceria. Não haveria comércio. A livre iniciativa ficaria circunscrita ao nível familiar, com uma visão de mundo quase animalesca.

    Cabe a você demonstrar a viabilidade econômica de uma guerra em uma época que mal dava para conseguir o que comer em um dia. Guerras exigem dedicação de suprimentos, armas e pessoas, e numa época que mal havia tempo para satisfazer a fome, fica ainda mais difícil perder tempo com brigas. E os que insistiam em cometer essa burrice acabavam sendo reduzidos a nada em pouco tempo.

    (…)Mas a crença em sua superioridade, e consequentemente, a legitimação de seu poder, é que trouxe união às várias famílias, até que formaram uma fratria. Muitas fratrias unidas sob a mesma lógica formaram tribos. E várias tribos, cidades. Isso expandiu o comércio, a visão de mundo. Unificou valores. Permitiu o aparecimento da moeda. De progressos científicos. Todos esses progressos, enraizados nas instituições, leis, moral, costumes que foram surgindo. E nessa história toda, os burocratas do Estado continuaram agindo de forma arbitrária, violenta, usurpadora.

    E eu jurava que a aproximação entre as pessoas era pela consolidação do que é óbvio hoje: Mais pessoas significa maior capacidade de gerar riquezas, cada um operando naquilo que faz melhor enquanto outros o ajudam naquilo que ele faz pior, e tudo isso arbitrado por métodos desenvolvidos entre eles mesmos, como a moeda, métodos para a solução de conflitos, métodos para demarcação de propriedade… Mas agora eu sei que foi graças aos “magos” do estado o surgimento de tudo isso, com sua infinita sabedoria e infinita benevolência. E os “magos” precisavam recarregar seus poderes, normalmente usando derramamento de sangue e intimidação…

    Eu quis dizer: por que não houve avanços nessas sociedades, já que o Estado estava enfraquecido e a iniciativa privada, no seu entender, não necessita desse mesmo Estado?

    Como assim não houve avanços? Apesar do estado destruindo continuamente suas posses e suas vidas, os indivíduos se viravam para conseguir melhorar suas vidas, e consequentemente a dos outros indivíduos. Um estado não gera riquezas, apenas as parasitam de outros, e para ele existir, precisa haver riqueza o suficiente para sustentá-lo via parasitismo. Ou vai dizer que os “magos” também eram capazes de gerar riqueza do nada? Será que usavam sangue humano em rituais sombrios?

    Por que, com o declínio do poder do Estado, não houve progresso? Onde estava a iniciativa privada que não ergueu a sociedade e trouxe o mundo da bonança, como vocês ingenuamente sonham?

    Claro que não houve progresso, muito menos bonança! Sabe todo esse avanço tecnológico, avanço em abundância alimentar, avanço dos serviços disponíveis, avanço dos nossos abrigos? Tudo isso é uma grande ilusão! E uma ilusão gerada pelos “magos” usando sangue humano e intimidação para sustentar suas magias…

    Sua vida e todos os confortos que você desfruta hoje só existem porque houve uma maior eficiência na obtenção dos recursos escassos, graças ao esforço de cada agente nessa longa história da humanidade. Mas nem todos os esforços da iniciativa privada serviriam de nada se não fosse a união das pessoas sob a tutela de um governo autoritário, que te arranca impostos, usa violência e age de forma extremamente ineficiente. Parece contradição?

    Não parece contradição. É contradição! Digna de alguém com sérias dificuldades em extrair informação básica ao seu redor, ou que acredita no homem masoquista guiado por “magos”. Lógica simples e direta.

    Só aproveitando o espaço: é engraçado como as mentalidades adolescentes tendem a criticar as autoridades constituídas, os costumes, as tradições, etc. aparecendo com uma fórmula mágica de como mudar o mundo. “É só parar de obedecer, e pronto!”. “O Estado é opressor, as pessoas são gado, então a solução é abolir o Estado”. Uau!

    Corrigindo sua frase: Criticar as “autoridades” impostas via violência e intimidação, regendo costumes e tradições, até descobrir o óbvio: já vivemos e podemos viver melhor sem esses parasitas. E para garantir que eles não tenham como voltar, leve junto o estado, pois essa é a sua única finalidade: Plataforma de imposição violenta para quem quer conseguir riquezas à troco de nada.

    A crença na legitimidade de alguém ou de um grupo sempre existiu e irá existir:(…)

    Os ancaps, assim como os marxistas, incluindo os seguidores do filósofo Foucault, são incapazes de perceber que o sistema que buscam superar existe devido ao CONSENSO, ao passo que a alternativa que propõem não possui consenso algum da sociedade.

    Pare de misturar estruturas voluntárias com estruturas impostas, como se fossem uma coisa só. E pare de achar que relações voluntárias não tem o “consenso da sociedade”. Ambos os casos são uma grande mentira ao observar a realidade, que mostra a grandeza dos indivíduos se relacionando conforme seus interesses e termos(apesar do estado sabotá-los continuamente).

    E antes de me acusarem de alguma coisa, já adianto e repito: defendo Estado Mínimo, não creio na infalibilidade dos burocratas do Estado (muito pelo contrário), defendo privatizações, desburocratização, fim da CLT e enxugamento máximo da máquina em todos os aspectos.

    Ao mesmo tempo que credita todo o desenvolvimento humano aos “magos” do estado, movidos a sangue derramado e intimidação. Se realmente acreditasse em seu próprio raciocínio, você estaria buscando ainda mais “magos” para nossas vidas, pois apesar de toda a falibilidade destes seres infinitamente inteligentes e extremamente caridosos, eles trazem mais bem do que mal, então no longo prazo estaríamos todos melhores… Mas aqui está você, querendo se livrar de uma parte deles e reduzir seu alcance.

    Quem acredita em magia é você, e quem tem sérios problemas de raciocínio lógico é você. Essas características são típicas de adolescentes atualmente, mas ainda assim eu sou “acusado” de ser um (dica: estou velho demais para ser considerado um adolescente). “Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é”, e jamais dê o braço a torcer, afinal entre a realidade e uma teoria furada, é a realidade que deve ser alterada!

    Não sou muito bom em ensinar, então se ainda continuar com toda essa dificuldade de entender a realidade, recomendo a leitura dos vários artigos deste site, e se quiser ir mais a fundo, tem uma biblioteca inteira aqui também.

  31. Quatro Teorias da Origem do Estado:

    Jean-Jacques Rousseau: O ser humano nasce bom e a sociedade o corrompe.

    Thomas Hobbes: O ser humano nasce mau e a sociedade o corrige.

    John Locke: Pessoas formaram sociedades para maximizar o seu bem-estar.

    Mancur Olson: Bandidos nômades que saqueavam e matavam tudo fixaram-se em uma só região recebendo pequenos tributos regulares da população e protegendo-a de outros bandos de saqueadores.

    As quatro possuem elementos de verdade, algumas bem mais do que outras.

    * * *

  32. os primeiros pagadores de impostos eram fazendeiros cujos territórios foram invadidos por nômades que pastoreavam seu gado. Esses invasores nômades forçavam os fazendeiros a lhes pagar uma fatia de sua renda em troca de “proteção”. O fazendeiro que não concordasse era assassinado.

    Os nômades perceberam que era muito mais interessante e confortável apenas cobrar uma taxa de proteção em vez de matar o fazendeiro e assumir suas posses. Cobrando uma taxa, eles obtinham o que necessitavam. Já se matassem os fazendeiros, eles teriam de gerenciar por conta própria toda a produção da fazenda.

    Daí eles entenderam que, ao não assassinarem todos os fazendeiros que encontrassem pelo caminho, poderiam fazer desta prática um modo de vida.

    Assim nasceu o governo.

    Nunca vi nada que comprovasse essa estória. Não me levem a mal, concordo com o que é dito no resto do artigo, mas fica difícil defender as ideias de vocês contando estórias que não sabemos se são verdadeiras.

  33. “Além do pagamento dos impostos federais, estaduais e municipais, os contribuintes sujeitam-se a outros de tributos, as taxas e contribuições, diretamente vinculadas à contraprestação de diversos serviços que lhe são providos. O governo não gera recursos financeiros próprios. Apenas gasta o dinheiro que arrecada, ou o obtido como como empréstimo, a ser pago, afina, com o produto da arrecadação.”

    LAFAYETTE, Prado. Transporte e Corrupção/ um desafio à cidadania. Rio de janeiro: Topbooks, 1997. p. 343

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