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Com as pessoas forçadas a revirarem lixo, o socialismo venezuelano provoca emagrecimento compulsório

O relato a seguir foi divulgado
pela Associated Press:

O caminhão de lixo freia e Rebeca corre até o
contêiner para revirar os sacos. É a sua luta diária contra a fome, que leva
muitos venezuelanos a viverem de restos de comida.

Antes que os resíduos sejam triturados, vasculha
avidamente e encontra um pouco de macarrão. Rebeca León tem 18 anos, está
terminando o ensino médio e vive no bairro popular de Petare, em uma casa que,
apesar da miséria, conta com os serviços básicos.

Um filho de dois anos desnutrido, uma mãe com
deficiência e semanas “à base de água” a levaram, há seis meses, a percorrer as
ruas de zonas ricas para buscar comida no lixo.

“Minha mãe não aceitava, mas o que mais se pode
fazer com a situação ruim do país? Ia morrer de fome, dava para ver os ossos
dela”, conta à AFP.

Sua rotina é angustiante. Estuda à tarde e, depois
do colégio, vai direto caçar caminhões coletores de lixo e revirar sobras em
restaurantes, de onde tira restos de frango, pão, peixe ou queijo.

Dorme na rua e volta à casa de manhã para limpar o
que recolheu e descansar, para depois continuar fazendo a roda girar.

Esta jovem deixou a vergonha de lado para sobreviver
a uma crise na qual a escassez atinge 68% dos produtos básicos no país e a inflação
cresce descontroladamente — segundo o FMI, chegará a 1.660% em 2017.

“Chorava, porque me sentia humilhada. Já não me
importa, porque se você não procura algo no lixo, você não come”, disse,
enquanto aguardava um caminhão que nunca chegou.

Cerca de 70 pessoas, entre elas várias crianças,
esperam com Rebeca os caminhões coletores, e compartilham o controle das
lixeiras de restaurantes. Rebeca revira as sobras de um restaurante em Altamira,
bairro de Caracas.

Perto dali, em um estabelecimento de fast food, um
homem foi esfaqueado recentemente em uma briga por um saco de lixo, conta um
funcionário. Neste lugar, José Godoy, pedreiro desempregado de 53 anos, lambe
ansioso um prato descartável. Suas duas filhas, de seis e nove anos, bebem suco
retirado de um pote. Estão anêmicas, e comem apenas bananas ou iúca uma vez por
dia.

“Uma noite fomos dormir sem comer. Não desejo isso a
ninguém. As crianças choravam e diziam: ‘tenho fome’. Vendi as ferramentas,
tudo, e por último saí às ruas. Milhares de nós vivemos de lixo”, relata José.

Cerca de 9,6 milhões de venezuelanos — quase um
terço da população — comem duas ou menos vezes por dia. A pobreza aumentou
quase nove pontos percentuais entre 2015 e 2016, atingindo 81,8% dos lares,
enquanto 51,51% estão em situação de pobreza extrema, segundo a Pesquisa sobre
Condições de Vida.

O estudo, realizado por um grupo de universidades,
revelou também que 93,3% das famílias não têm renda suficiente para comprar
alimentos, enquanto sete em cada dez pessoas perdeu em média 8,7 kg de peso no
último ano.

“Eu era gordo, e olhe só agora, estou magrinho. Tive
que tirá-la do colégio porque não podia dar comida para ela levar”, disse
Godoy, apontando para uma das filhas.[…]

Abatida pela noite mal dormida, pela fome e pela
preocupação por não ter encontrado nada, Rebeca retorna ao seu bairro — o mais
perigoso de Caracas. De lá, deve caminhar uma hora até a escola, onde alguns
colegas chegam a “desmaiar de fome”, conta.

“Não quero ficar assim”, diz a jovem, que pretende
estudar turismo após concluir o ensino médio. Por enquanto, se prepara para
outra jornada desta luta, cujo fim está distante demais para ser vislumbrado.

Socialismo
em condições de laboratório

Infelizmente, a Venezuela segue fornecendo exemplos práticos
e clássicos de todas as inevitáveis consequências geradas pela aplicação de políticas
socialistas.

Tudo começou sob o governo de Hugo Chávez e agora
continua sob a regência de seu sucessor, Nicolás Maduro. Por piores,
corruptas e despóticas que fossem suas intenções, não é crível imaginar que
ambos quisessem criar propositalmente o atual cenário de inanição que se vê no
país. Ao contrário, a dupla prometeu implantar todas aquelas promessas de
sempre do socialismo: justiça, igualdade, liberdade, e o fim da
exploração. 

No entanto, se você analisar o que está ocorrendo na
Venezuela, verá a exata abolição de tudo aquilo que podemos chamar de
‘civilização’.

O roteiro é trágico: com a queda das receitas do petróleo,
o governo venezuelano recorreu à solução simples, fácil e totalmente
equivocada: saiu literalmente imprimindo dinheiro para pagar todas as suas
despesas.

O gráfico abaixo mostra a evolução da quantidade de
cédulas de papel e de depósitos em conta-corrente na economia venezuelana
(agregado M1) de acordo com as estatísticas do próprio Banco Central
venezuelano. 

venezuela-money-supply-m1.png

Evolução
da quantidade de cédulas de papel e de depósitos em conta-corrente na Venezuela

Observe que, do início de 2015 até hoje (meros dois
anos), a quantidade de dinheiro na economia quintuplicou. E, apenas no ano
passado, ela mais que dobrou.

A consequência inevitável desta hiperinflação monetária
foi uma acentuada desvalorização do bolívar venezuelano, que desabou feito uma
pedra no mercado de câmbio. 

O gráfico a seguir, elaborado pelo professor
Steve Hanke
, da Johns Hopkins University, mostra a evolução da taxa de
câmbio do bolívar em relação ao dólar americano. A linha vermelha é a taxa
de câmbio oficial declarada pelo governo; a linha azul é a taxa de câmbio no
mercado paralelo.

venezuela-bolivar.jpg

Taxa
de câmbio bolívar/dólar no mercado paralelo (linha azul) versus taxa de câmbio
oficial declarada pelo governo (linha vermelha)

Vale ressaltar que, como mostra o gráfico, a desvalorização
do bolívar começou ainda no início de 2014. De lá para cá, a moeda já perdeu
mais de 99% do seu valor.

E não há refresco à vista. Em agosto do ano passado,
um dólar custava 1.000 bolívares no mercado paralelo.  Em março desse ano,
um dólar já está valendo 4.250 bolívares. 

Isso implica uma desvalorização adicional de 76% em
apenas sete meses.

O fato é que, com toda essa súbita e profunda desvalorização
da moeda que vem ocorrendo desde 2014, o governo venezuelano recorreu ao clássico
manual socialista: decretou controle de preços e estatizações de fábricas e
lojas
. Nos últimos anos, nada
menos que 1.168 empresas nacionais e estrangeiras foram expropriadas na
Venezuela

Essa mistura de hiperinflação (gerada pela
impressão desmedida de dinheiro pelo governo), controle de preços e estatizações
de fábricas e lojas gerou desabastecimento generalizado: as prateleiras
das lojas e dos supermercados estão vazias e as pessoas de classe média que
antes tinham emprego estão hoje esfomeadas, tendo de literalmente revirar latas
de lixo e matar gatos e pombos nas ruas para ter o que comer. (Veja relatos
completos e apavorantes aqui e aqui).

Ainda no início de 2015, toda a distribuição de
alimentos na Venezuela foi colocada sob
supervisão militar
.  Em seguida, o governo impôs um sistema de checagem
de digitais
 para se certificar de que a mesma pessoa não esteja
comprando itens básicos mais de uma vez na mesma semana.  Com isso,
filas nos supermercados se tornaram rotinas. Os venezuelanos passaram a ter de
pedir permissão para faltar ao trabalho e assim poder ficar o dia inteiro em
longas filas
 nas portas dos poucos supermercados que ainda tinham
produtos à venda. 

Com uma moeda inconversível e que ninguém quer
portar — nenhum estrangeiro está disposto a trocar sua moeda pelo bolívar,
pois não há investimentos atrativos na Venezuela –, nenhum empreendedor
na Venezuela está tendo acesso a dólares. E, sem acesso a dólares, todas as
importações, mesmo a de produtos básicos e essenciais, como remédios, estão
praticamente paralisadas, acentuando ainda mais a escassez.

O experimento socialista venezuelano vem quebrando
paradigmas e alcançando façanhas: já conseguiu gerar escassez e racionamento de papel
higiênico
comida,
cervejaeletricidade, água
e remédios. Sem remédios,
a população recorreu ao uso de remédios para cachorro.

O governo destruiu de maneira tão completa o pouco
que restava de capitalismo, que até mesmo os hospitais ficaram sem
papel higiênico e sem remédios. A
taxa de mortalidade de recém-nascidos disparou
.

A criminalidade explodiu e hoje
é a pior do mundo
.  (Chegou-se a uma situação em que as pessoas são queimadas vivas nas
ruas
).

Para acentuar o pastelão, recentemente foi noticiado
que o governo venezuelano ficou sem dinheiro para
fabricar mais dinheiro
.

Dieta
forçada

O salário mínimo atual é de 40.000
bolívares mensais
. Pelo câmbio oficial — ou seja, aquele determinado pelo
governo –, isso equivale a US$ 60 por mês. Já pelo câmbio do mercado paralelo
— que representa o genuíno valor da moeda –, isso equivale a US$ 10.

Sim, o salário mínimo mensal de um venezuelano é de
US$ 10. Dado que o salário mensal médio em Cuba é
de US$ 20
, temos que a dupla Chávez/Maduro conseguiu a façanha de deixar a população
da rica Venezuela mais pobre que a miserável população cubana.

Isso sim é concorrência socialista.

Tudo isso gerou, como era de se esperar, inevitáveis
consequências sobre a saúde dos venezuelanos. Há algumas semanas, as principais
universidades venezuelanas publicaram
a Encuesta de Condiciones de Vida
(Encovi) — Pesquisa de Condições de Vida –, um documento anual que analisa a evolução
dos principais indicadores de bem-estar da população.

E os resultados foram desoladores: nada menos que 82%
das famílias venezuelanas vivem na pobreza, a porcentagem mais elevada da
história do país, o que transforma esta região na mais miserável da América
Latina. A maior parte destas famílias se encontra em uma desesperadora situação
de extrema pobreza, o que dificulta enormemente sua capacidade ter acesso a uma
alimentação de mínima qualidade.

Ainda segundo
a pesquisa
, 72,7% das mais de 6.500 pessoas sondadas afirmaram ter perdido
peso involuntariamente. A média da perda de peso em apenas um ano é
assustadora: 8,7 kg.

Vale repetir e enfatizar: 82% das famílias venezuelanas
estão hoje vivendo na pobreza (em 2015, esse percentual era de 73%). Enquanto
isso, 72,7% da população perdeu uma média de 8,7 quilogramas. E 9,6 milhões de
venezuelanos (um terço da população) comem menos de duas vezes por dia.

dados.jpg

Conclusão

A moeda foi destruída, os alimentos escassearam e os
venezuelanos passam fome. E hoje, rivalizam em pobreza com os cubanos.

Eis as façanhas do “socialismo do século XXI” — ou,
como dizem seus defensores, ‘bolivarianismo’.

Jamais menospreze a capacidade destruidora do
socialismo: a Venezuela, ainda na década de 1970, estava entre os 20 países mais ricos do mundo. Bastou
pouco mais de uma década de bolivarianismo para jogar a população do país na
mais completa mendicância.

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57 comentários em “Com as pessoas forçadas a revirarem lixo, o socialismo venezuelano provoca emagrecimento compulsório”

  1. Uma dúvida: Qual é a verdadeira opinião da população venezuelana? Eles já entendem que as causas de toda a crise foram as políticas socialistas ou acreditam que é alguma “crise internacional”, “plano da CIA”, etc etc… ?

    Eu, como pessoa que não conheço a realidade da Venezuela, olho de fora e tenho a sensação de que grande parcela da população ainda acredita no governo.

    Abraços.

  2. Leandro

    Todo aumento da oferta de moeda é ruim?

    Rothbard dizia isso, já Hayek dizia outra coisa.

    Hayek também diz que as moedas a taxa constante seriam melhores que a taxa fixa (como o padrão-ouro).

    Qual sua opinião sobre o assunto?

  3. Viva o socialismo do Século XXI !!!!!!!!!!

    Distribuindo IGUALMENTE, a miséria, a fome e a decomposição do tecido social. IGUALMENTE, como no século XX.

    E a grande mídia pelega, o que diz????

  4. E uma população desarmada que não consegue nem organizar um levante contra esses vagabundos vermelhos filhotes do Chavez. Desarme todos e ocupe o poder! Assim o fez Lenin, o canalha-mor fundador da Rússia comunista! Que os vermelhos brasileiros nem tentem!

  5. Relato muito triste, pois são as crianças que sofrem por conta das escolhas burras dos adultos, que optaram pelo “almoço grátis”.

    Enquanto isto, milhares de venezuelanos tentam a sorte de conseguir entrar na banania.

    Queria saber se os que defendem acolher árabes disfarçados de refugiados sírios, vão também ser a favor de acolher refugiados da Venezuela.

  6. O BC dos EUA subiu os juros em 0,25% hoje.Com o Trump na presidência,certamente a taxa de juros vai para as alturas e isso de acordo com o Peter Schiff terá consequências sobre o dólar,que deve cair para o abismo,pois de 1970 para cá houve 5 grandes aumentos na taxa de juros e em todas elas o dólar caiu.Como o IMB explicou em diversos artigos,o dólar fraco provocará um novo boom das commodities.Boa notícia para o povo venezuelano e para o novo presidente que sucederá esses malucos bolivarianos.

  7. Típico Filósofo

    Em seu ímpeto reacionário, os neoliberais fascistas apressam-se em narrar a situação do povo venezuelano e a conspiração da CIA contra a felicidade advinda dos programas sociais de Maduro. Como sempre defensor do povo, sacrifico-me ao ousar refutar as críticas maliciosas dos autores, que ostentaram neste artigo o absurdo de afirmar que é o povo que sofre com a escassez gerada pelos controles de preço ao invés do grande capital e das oligarquias internacionais.

    – Explicando a infame questão do papel higiênico: O ato de ‘defecar’ é essencial para a manutenção da conjuntura capitalista sob uma perspectiva marxista-polilógica, pois aliena o trabalhador da condição de exploração em que vive ao expô-lo a um trono produzido industrialmente (visando a burguesia prendê-lo às condições de produção, como explicado genialmente pela Escola de Frankfurt), onde ele é torturado pelos alimentos que consumiu, incapaz de refletir e lutar pela justiça social.

    Como explicado por Trotsky e Marx, o fim da luta de classes com a ascensão do proletariado inevitavelmente ilimita a capacidade física e intelectual do proletário, fazendo-o não mais protestar pelas futilidades antes impostas pela sociedade burguesa como o ‘papel higiênico’, retomando a sociedade ao belo passado bucólico quando não era necessário sentir-se oprimido por seus desejos orgânicos e bastava jogá-los pela janela. A Venezuela enfrenta um processo de mudança necessário e em breve, o proletariado esquecerá do hábito imposto pela burguesia neoliberal a seu povo.

    – O “gás verde”: Sendo a Venezuela uma produtora de petróleo, é mister que Maduro esteja preocupado em limpar sua imagem perante a vanguarda revolucionária fabiana ambientalista, utilizando de gás verde para apaziguar as multidões pagas pela CIA para oporem-se ao regime, criado de uma belíssima forma simbólica, uma ‘paz verde’ (Greenpeace).

    – Os “saques” aos supermercados: Trata-se de pura restituição de mais-valia não consolidada. Quando as elites contratam trabalhadores para aumentarem seu lucro, os neoliberais reacionários maliciosamente se omitem; porém quando estes vão às suas lojas, quebram as vidraças e trazem os bens produzidos para casa ao ponto de que não mais haverá contratações (ou seja, fim da exploração do povo venezuelano), os neoliberais reacionários chamam de “saque”. Trata-se de apenas um exemplo da luta de classes em ação, impedindo os autores burgueses de enxergar a libertação do povo.

    – A “inflação galopante” venezuelana: O senhor Maduro está mais do que correto: se os índices de preço estão fixos, é simplesmente impossível que esteja ocorrendo uma inflação (aumento de preços). Na verdade, o que está a ocorrer na Venezuela é uma deflação, pois a burguesia unida à CIA deseja entesourar sua riqueza, abdicando no curto prazo de sua própria alimentação, energia e sustento para que o proletariado não triunfe na Venezuela; daí o aumento de mais de 90 vezes na quantidade de dinheiro em circulação no país, trata-se de uma imprescindível ação do estado para manter de pé a demanda agregada perante uma armadilha de liquidez da burguesia e uma conspiração do capital internacional.

    – Há “apagões” na Venezuela: Trata-se de mais um exemplo do paradoxo da luta de classes em ação: apenas os reacionários sentem os apagões enquanto os trabalhadores estão nas ruas a festejar as conquistas sociais do país por ordem do Ministério da Suprema Felicidade Social, eventualmente entrando em conflito com os agentes da CIA a enfrentar a revolução.

    ————————————————————————————-

    Os autores verdadeiramente extrapolaram em suas “acusações” contra o Bolivarianismo neste artigo, chegando, data venia, ao ridículo. Recomendo que eles venham à Unicamp como estudantes e tomem um curso de ciências sociais para que aprendam como de fato funciona o mundo.

  8. OFF

    Leandro,

    Me ajude a entender a crítica desse artigo, pois o que eu entendi até agora foi que eles confundiram preço com valor e depois acusaram Bohm-Bawerk de deduzir o que é mais importante que o quê.

  9. Otimo artigo. Hoje temos no mundo dois tipo de paises. Uns que se apoiam no conceito de que as pessoas ao serem deixadas livres num ambiente de livre mercado e da propriedade privada conseguem padrões de vida nunca visto antes. Aqui temos trabalho arduo e inteligente, que em resumo significa estudos pesquisas, experiencia, meditação em ambiente livre. Um outro grupo se baseia no conceito que existe uns operadores de interesses das populações mais pobres que ao invéz de acentuar o individuos, acentua o coletivo, proclama a justiça social, que significa taxar progressivamente os criadores de riquezas e entregar o produto do roubo aos não criativos e preguiçosos. Estes tem maioria elegem os pró justiça social contra os que querem a justiça social via mercado livre. Quanto a classificação os que apoiam o individuo procuram o caminho da liberdade, da propriedade privada, da não intervenção, da não regulamentação e com isso chegam ao ambiente propicio ao ambiente ecomomico ideal para a criação de riqueza. Do outro lado coletivista surge um ambiente de controle central da economia, com confisco de propriedade privada legitimamente adquirida, da intervenção descabida e inibidora da criação de riqueza, regulamentação inibidora a inovação, e a ideia de que os seres humanos não tem capacidade de gerir suas proprias vidas e que do nascimento ao tumulo tudo deve ser fornecido pelo governo. Este conceito coletivista já causou mais de 150.000.000 de mortes pelo mundo. O povo muitas vezes vive no mundo do pão e circo e não dá importancia aqueles que os governa e os conduz a um estado totalitário onde estes mesmos politicos que eles sufragam nas urnas serão seus futuros algozes. Este artigo é um exemplo como um povo pode sucumbir ao nivel dos animais ao se alimenatarem de comida de lixo. Por isso sempre entendi que igualdade é uma das maiores utopias atuais que nunca existiu e nunca vai existir. Para mim o socialismo sómente leva a fome, pobreza, perda da dignidade, sangue e morte. Vamos ver o que vai acontecer na Venezuela e se o povo aprova atualmente por medo ou porque acha que pode melhorar. Que Deus leve todos os ditadores assassinos cujo poder é a força bruta de uma população desarmada, para fora do ambiente humano que eles manipulam.

  10. Olá,

    Tenho uma dúvida em relação ao último boletim do BCB.

    Se a taxa de crédito/PIB está acima de 50%, o dinheiro para pagar o crédito vai sair de mais crédito ? Se metade do dinheiro da economia é crédito, então como a metade do dinheiro em propriedade do povo vai pagar o crédito ? Precisa crédito mais barato para pagar o crédito antigo mais alto ?

    http://www.bcb.gov.br/htms/notecon2-p.asp

    A relação crédito/PIB decresceu para 48,7%, ante 53,2% em janeiro de 2016.

    II – Evolução dos agregados monetários

    A média dos saldos diários da base monetária totalizou R$260,4 bilhões em janeiro, com declínio de 1,9% no mês e acréscimo de 3,5% em doze meses. A variação mensal repercutiu a redução de 3,6% no saldo do papel-moeda emitido e o crescimento de 8,4% nas reservas bancárias, que ainda refletem o aumento sazonal da demanda por moeda em dezembro.

    Entre os fluxos mensais dos fatores condicionantes da base monetária, sobressaíram os impactos contracionistas das operações com títulos públicos federais (R$6,4 bilhões), dos depósitos de instituições financeiras, que incluem as variações nos saldos de recolhimentos compulsórios (R$5,8 bilhões), e dos ajustes nas operações com derivativos (R$5,1 bilhões). Em contraponto, as operações do Tesouro Nacional foram expansionistas em R$8,1 bilhões.

    O saldo médio diário dos meios de pagamento restritos (M1) situou-se em R$325,3 bilhões em janeiro, refletindo declínio mensal de 4,6%, correspondente aos recuos de 6% nos depósitos à vista e de 3,5% no papel-moeda em poder do público. Em doze meses, o M1 cresceu 2,1%.

    Os meios de pagamento no conceito M2, que corresponde ao M1 acrescido de depósitos de poupança e títulos privados, registraram retração mensal de 2,3% em janeiro, totalizando R$2,3 trilhões. Esse resultado traduziu os declínios de 10,4% no M1, de 1% nos depósitos de poupança (saldo de R$665 bilhões) e de 0,8% nos títulos emitidos por instituições financeiras (saldo de R$1,3 trilhão). No mês, ocorreram resgates líquidos de R$10,7 bilhões em depósitos de poupança e de R$9,4 bilhões em depósitos a prazo.

    O conceito M3, que compreende o M2, as quotas de fundos de renda fixa e os títulos públicos que lastreiam as operações compromissadas entre o público e o setor financeiro, apresentou expansão de 0,7% no mês, atingindo R$5,3 trilhões, reflexo das elevações de 3% nas quotas de fundos de renda fixa e de 6% no saldo das operações compromissadas, que somaram, respectivamente, R$2,8 trilhões e R$185,4 bilhões. O M4, conceito que acrescenta ao M3 os títulos públicos de detentores não financeiros, registrou elevação de 0,2% no mês e de 10,4% nos últimos 12 meses, totalizando R$6,2 trilhões.

  11. Além da fila do pão, agora Maduro ataca as padarias

    As padarias venezuelanas são o mais recente setor atacado pelo governo do presidente Nicolás Maduro em um momento de filas cada vez maiores para comprar pão na capital Caracas.

    O governo ordenou que as padarias utilizem seu escasso suprimento de farinha para produzir pães com preços controlados e disse que apenas 10 por cento do produto pode ser usado para produzir os itens desregulados e caros adorados pelos venezuelanos, entre eles os cachitos — um tipo de croissant que pode ser recheado de presunto ou queijo.

    O governo despachou funcionários reguladores de preços a centenas de padarias de Caracas nesta semana para garantir o cumprimento da ordem.

    "Haverá uma equipe destacada para cada padaria para termos vigilância e controle permanente sobre as 709 padarias de Caracas", disse o vice-presidente, Tareck El Aissami, no domingo. "Nós identificamos parte das conspirações e da sabotagem" que impediam que o pão chegasse à população.

    A Superintendência de Preços Justos da Venezuela (Sundde) informou na quarta-feira, em comunicado, que diversos gerentes de padarias haviam sido levados à procuradoria pública por usarem seus suprimentos de farinha apenas para produção de doces, cachitos e outros itens caros. Outros dois padeiros foram presos por fazerem brownies com farinha vencida, informou a Sundde.

    Fila do pão

    As filas para comprar pão têm sido comuns em Caracas nos últimos meses porque as pessoas esperam para comprar o pão vendido ao preço regulado de apenas 650 bolívares (cerca de US$ 0,92 pela taxa de câmbio mais desvalorizada e muito menos que isso pela taxa do mercado paralelo). Com a inflação mais elevada do mundo, que supera por muito o território dos três dígitos, as padarias normalmente sobrevivem vendendo itens mais caros e não regulados aos clientes de classe média e alta que podem pagar o preço atual de até 2.000 bolívares por cada cachito.

    Cerca de 80 por cento das padarias esgotaram seus estoques de farinha e as 20 por cento restantes receberam apenas 10 por cento do suprimento mensal regular, informou a Federação da Indústria da Panificação da Venezuela (Fevipan), em postagem em sua conta no Twitter na quinta-feira.

    Até esta altura do ano, as importações de trigo da Venezuela caíram 200.000 toneladas, para 1,3 milhão de toneladas, porque a situação econômica ruim afetou a demanda, informou o Serviço de Agricultura Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos EUA em seu relatório de março.

    http://www.infomoney.com.br/bloomberg/mercados/noticia/6244237/por-que-governo-maduro-esta-perseguindo-padarias-venezuelanas

  12. Pessoal,

    favor apurar uma informação que tive, a de que tem falsários comprando bolívares (agora o que vale é só o papel) e imprimindo dólares em cima.

  13. Daí fui confrontar minha irmã progressista que rebateu com esse link aqui, na parte “High human development” se vê que Venezuela está acima do Brasil e ainda por cima teria melhorado de 2015 para 2016 em seu IDH, então como explicar isso?

    Especialmente para alguém que argumenta que essas notícias de fome são sensacionalismo americano…

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