Pergunta direta: quem realmente está no comando do
estado, no controle da política e dos destinos do país?
Uma pista: não é somente o governo e sua face
pública, que são os políticos eleitos.
A classe política é apenas o verniz do estado; é
apenas a sua face pública. Mas ela não é o estado propriamente dito. Não é a
classe política quem exatamente comanda as coisas. Políticos vêm e vão. Eles são
meros atravessadores, isto é, pessoas que, ao ocuparem temporariamente o poder,
vendem facilidades para determinados lobistas e grupos de interesse.
Esta é a função precípua do político.
Porém, como sua estadia no poder é temporária, seu
comando sobre o estado é pequeno.
Quem de fato comanda o estado, quem se aproveita de
suas facilidades e privilégios, é a permanente estrutura burocrática e lobista que
está incrustada na máquina, estrutura esta formada por pessoas imunes a
eleições. São estes, os burocratas, os reguladores e os grupos de interesse,
que compõem o verdadeiro aparato controlador do governo.
Há o governo oficial e o governo paralelo, também chamado
de “estado oculto”.
O governo oficial é aquele que todos vêem, aquele
cuja face pública está continuamente nos noticiários. São os membros do
Executivo, do Legislativo e do Judiciário. São o presidente, seus ministros, os
deputados, os senadores, os governadores, os prefeitos, vereadores e os membros
do alto escalão do judiciário.
Já o “governo oculto” é aquele que opera imune às
leis e diretrizes jurídicas. Não é constitucionalmente definido e atua por cima
e por trás do governo oficial.
A
origem
Sempre há, em qualquer sociedade, integrantes que estão
dispostos a roubar, extorquir e enriquecer ilicitamente à custa do resto da
sociedade. Em sua concepção clássica, o governo tinha uma única função: evitar que estas
pessoas infligissem danos às demais. Essa sempre foi tida como a função clássica do governo.
No entanto, com o passar do tempo, a realidade foi se impondo. Em vez de combater essas pessoas, o governo foi se associando a elas. Se
antes a função do governo era combater esses infratores, hoje ele passou a lhes
conceder legitimidade. Autoridade. Respeitabilidade.
Quem primeiro chamou atenção para este fenômeno foi
o então presidente americano Dwight Eisenhower, em seu discurso de despedida,
em 1961. Na ocasião, Eisenhower rotulou esses interesses ocultos de “complexo
militar-industrial“. (Leia aqui o
discurso completo e veja aqui
o trecho mais importante em vídeo).
Com esta frase, Eisenhower denunciou uma minoria bem
organizada que, por meio de lobby, conseguia privilégios financeiros junto ao
estado, privilégios estes que eram bancados por todo o resto da maioria. Mais
especificamente, Eisenhower se referia a um pequeno círculo incrustado no poder
que obtinha benefícios tanto com a guerra quanto com o aumento indefinido dos
gastos militares do governo.
Os empresários industriais, provedores de todo o
armamento para o exército, eram os diretos beneficiários da corrida
armamentista da Guerra Fria. Enquanto os conflitos bélicos ceifavam vidas no
estrangeiro, dentro dos EUA eles elevavam o endividamento do governo,
necessitando de novos impostos e de mais inflação monetária para arcar com esse
endividamento. Como consequência, o patrimônio das famílias ia sendo destruído.
Porém, todo o complexo militar-industrial ganhava com isso. Eram os únicos ganhadores.
E eram bancados pela população.
Uma caricatura desta situação foi ilustrada em um
filme recente intitulado Cães de
Guerra (War Dogs). O filme,
protagonizado por Jonah Hill, relata a história de Efraim Diveroli e David
Packouz, dois jovens americanos que fazem fortuna vendendo todos os tipos de
produtos ao pentágono. O sonho americano encurtado, sem ter de se submeter ao
livre mercado: ricos da noite para o dia, graças ao descontrolado gasto
estatal.
O leitor já deve ter percebido o que gera o estado
oculto: quando há, de um lado, um governo grande, com um farto orçamento público
repleto de emendas e brechas, sempre haverá, do outro lado, grupos de interesse
poderosos e bem organizados, que irão se beneficiar deste orçamento público. Mais:
esses grupos terão todo o interesse em fazer com que este orçamento cresça cada
vez mais.
E quem realmente bancará todos esses gastos do
governo que irão privilegiar os grupos de interesse são os pagadores de
impostos.
Obviamente, o estado oculto não se limita somente ao
gasto com armamento e defesa. O gasto público em nível mundial cresceu em todas
as áreas, estimulando a pujante e gigantesca indústria do lobby.
Em seu livro Um
Capitalismo para o Povo, o professor da Universidade de Chicago, Luigi
Zingales, explica esta situação:
O
primeiro e mais óbvio motivo para se fazer lobby junto ao governo é a elevada
recompensa que isto traz. Quanto maior for o governo, quanto maiores forem seus
gastos, maior será o bolo a ser repartido. Em 1900, o gasto federal não relacionado
à defesa representava somente 1,8% do PIB, ao passo que o gasto com defesa
chegava a 1% do PIB. Já no ano de 2005 — ou seja, antes da recente disparada
dos gastos por causa da crise financeira –, o gasto público não relacionado à
defesa chegou a 16% do PIB, ao passo que o gasto com defesa chegou a 4% do PIB.
Ou seja, em um período de um século, a expansão do governo sobre a economia
privada se multiplicou por 7.
No Brasil, como mostra este gráfico, o gasto
público nas três esferas de governo chegou a estar em 10% do PIB na década de
1920, e fechou em 41% do PIB em 2013. Ou seja, os gastos estatais se
multiplicaram por 4,1 em 90 anos.
Mas mesmo esses números não contam toda a história. Como
já explicava Milton Friedman, os números do gasto e dos impostos em relação ao
PIB subestimam a real influência do governo porque legislações e intervenções
que possuem efeitos consideráveis sobre a economia não necessariamente exigem
um grande aumento de gastos. Intervenções como tarifas de importação, leis de salário
mínimo, imposição de encargos sociais e trabalhistas, controle de preços, licenças
para exportação, permissões municipais e várias outras regulamentações não necessariamente
implicam um aumento acentuado de gastos do governo.
O que é de crucial importância entender é que cada regulamentação introduzida pelo
governo beneficia a uns poucos e prejudica a vários outros. Sabendo disso, a
reação lógica dos grupos de interesse bem organizados e com grande poder de
lobby será a de tentar cooptar (ou mesmo subornar, via propinas) os governantes
para que regulem em seu benefício.
Um estado grande sempre acaba se convertendo em um
instrumento de redistribuição de riqueza: a riqueza é confiscada dos grupos
sociais desorganizados (os pagadores de impostos) e direcionada para os grupos
sociais organizados (lobbies, grupos de interesse e grandes empresários com
conexões políticas).
A crescente concentração de poder nas mãos do estado
faz com que este se converta em um instrumento muito apetitoso para todos
aqueles que saibam como manuseá-lo para seu benefício privado.
Lobistas e grupos de interesse, portanto, são a consequência
natural de um estado agigantado e com gastos crescentes. E são também a essência
do “estado oculto”.
Os
cinco elementos do estado oculto
No Brasil, o estado oculto é composto
majoritariamente por cinco classes principais: os grandes empresários que querem reserva de mercado, subsídios e nenhuma concorrência; as empreiteiras que querem se fartar em dinheiro de impostos por
meio de obras públicas; os sindicatos que se opõem à produtividade; os
reguladores e burocratas que impingem as legislações; e os políticos que visam
apenas ao curto prazo.
Estes são os cinco grupos de poder que formam o
estado oculto. São eles quem, por meio de lobby, propinas e subornos, fazem com
que políticos aprovem leis e implantem políticas públicas — tudo com a anuência
de reguladores e burocratas — que lhes beneficiem, tanto legal quanto
ilegalmente.
O cardápio vai desde a imposição de tarifas de
importação, de subsídios diretos às empresas favoritas dos políticos, e de regulamentações que irão dificultar a
entrada de novos concorrentes em um mercado específico (tudo isso beneficiando
os empresários que não querem concorrência) até a criação de uma emenda
orçamentária que irá beneficiar alguma empreiteira que será agraciada com a
concessão de alguma obra pública.
Passa também pelas fraudes em licitações e pelo
superfaturamento (com o dinheiro de impostos) em obras de empreiteiras, ambos
conseguidos em troca de propinas para políticos.
E não nos esqueçamos também dos privilégios
sindicais garantidos pelo governo. Além de serem verdadeiros monopólios
protegidos pelo estado, graças à unicidade sindical, sindicatos são financiados
compulsoriamente com dinheiro público, por meio do Imposto
Sindical. Vale ressaltar que, embora ninguém seja obrigado a se filiar a um
sindicato, todos os trabalhadores são obrigados por lei a
contribuir anualmente com o imposto sindical. Há o desconto em folha do
trabalhador, mesmo que ele não seja filiado, tampouco se sinta
representado por seu sindicato de classe. Os valores movimentados pelo
Imposto Sindical chegam a R$ 3 bilhões por
ano. Uma mamata para os sindicalistas. E bancada pelos trabalhadores.
A esmagadora maioria das políticas públicas implantadas
no país visa à satisfação de algum desses grupos de interesse — ou à satisfação dos
próprios políticos, burocratas e reguladores.
A
Lava-Jato é a teoria levada à prática
Sempre que se cria um ambiente de relações estreitas
entre, de um lado, os membros do governo (políticos, burocratas e reguladores)
e, de outro, grupos de interesse política e economicamente favorecidos pelo
governo (empresários anti-concorrência, empreiteiras de olho em obras públicas,
e sindicatos), ocorre um fenômeno inevitável: todas as relações políticas passam
a ser pautadas pelo famoso lema do “quem quer rir tem de fazer rir”.
Para que políticos, burocratas e reguladores
favoreçam determinados grupos de interesse, estes têm de apresentar agrados em
troca. Trata-se de uma lógica que faz com que os negócios envolvendo o
governo estejam em patamar de equivalência às práticas das tradicionais máfias.
Rigorosamente, os agentes do governo se valem destes
privilégios (legais e ilegais) conferidos aos grupos de interesse e se
apropriam — formalmente ou informalmente — de uma fatia da renda extraída da
população para o benefício próprio. Dito de outra forma, os agentes do
governo exigem sua fatia do bolo: já que o governo está utilizando dinheiro de impostos
para beneficiar grupos de interesse, então os agentes do governo que
supervisionam esse processo também querem se dar bem nesse arranjo.
Os escândalos revelados pela Lava-Jato explicitam na prática toda essa teoria. A Lava-Jato nada mais é do
que a investigação dessa ligação e associação entre, de um lado, as grandes empreiteiras e os grandes grupos empresariais e, de outro, os parasitas que integram a esfera regulatória federal: o que envolve desde burocratas
de secretarias até membros do governo executivo, passando pelos integrantes do
parlamento, legisladores, integrantes da magistratura, partidos políticos, e órgãos de fiscalização e polícia.
A Lava-Jato consiste na revelação do jogo de
bastidores, das propinas, dos desvios de verba, do financiamento ilícito, da
lavagem de dinheiro, da superfatura, das empresas fantasmas, dos esquemas de
favorecimento de políticos, da apropriação dos recursos públicos e de favores
imorais, buscando, ao mesmo tempo, perpetuar grupos de empresas nacionais,
pelegos políticos e funcionários públicos corruptos.
Conclusão
Estes cinco grupos que formam o estado oculto estão
no comando do país. Eles se fartam do sistema estatista vigente, o qual
instaurou uma ordem social pautada na corrupção.
Enquanto a população continuar na defesa de um
estado agigantado e onipresente, que em tudo intervém e de todos cuida, essa realidade não será alterada.
Só há uma única maneira de abolir, em definitivo, o
estado oculto e toda a corrupção, os grupos de interesse e os lobbies
empresariais que ele fomenta: reduzir ao máximo o tamanho do estado. Com estado
grande, intervencionista e ultra-regulador, lobbies, grupos de interesse e
subornos empresariais sempre serão a regra.
Mas quem realmente defende isso?
Defensores do estado agigantado são os fomentadores
do estado oculto que realmente governa o país.
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Leia
também:
Precisamos falar sobre o
“capitalismo de quadrilhas”
Explicando todo o problema
com o nosso sistema político – em 2 minutos
Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários
O
socialismo clássico já foi rechaçado; o inimigo agora é outro
Gastos
públicos são lucros privados: quando o governo gasta, ganham os grandes e
perdem os pequenos
“Originalmente, o governo tinha uma única função: evitar que estas pessoas infligissem danos às demais.”
Originalmente quando? Até onde eu sei, estado original não foi criado para o bem das pessoas, mas para que uns tivessem domínio sobre outros. Pode até ser que o estado fizesse leis com o objetivo de evitar que alguns infligissem danos aos demais, mas a função original dele nunca foi essa.
Excelente texto!
Ótimo texto.
Apenas a realidade.
https://wikileaks.org/ciav7p1/
E o pior é que tal estado ”dentro do estado” não responde a pressão popular devido a baixa transparência
Essa questão do estado oculto realmente merece mais discussão e exposição. Todos nós meio que sabemos do estado oculto em nível federal (empreiteiras e grandes empresários), mas pouco se fala daqueles em nível estadual (sabemos apenas de Eike Batista e Sérgio Cabral) e muito menos daquele em nível municipal.
Em Belo Horizonte recentemente aconteceu algo interessantíssimo: o prefeito eleito Alexandre Kalil fez campanha dizendo que iria "abrir o caixa-preta da BHTrans" e iria colocar os empresários de ônibus na coleira, reduzindo as passagens.
Tão logo ele assumiu a prefeitura, não só não fez nada disso como ainda decretou um aumento de 40 centavos (!) nas tarifas de ônibus.
Ou seja, foi eleito rugindo e está governando miando.
Não estou dizendo que tal aumento está errado e nem muito menos estou dizendo que o prefeito deveria impor reduções de tarifa na canetada. Estou apenas chamando atenção para um fato: o estado oculto (no caso, os empresários que detêm o monopólio, garantido pelo estado, do sistema de transporte) manda muito mais no governo do que a própria prefeitura.
O “deep state” é o assunto do momento nos EUA.
http://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=deep+state&tbm=nws&*
Rothbard descreveu isso minuciosamente em “A anatomia do estado”:
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1053
Tem muita grande empresa no Brasil que se encarar de frente uma verdadeira concorrência quebra em um ano.
Como se dizia “antigamente”: Quem não tem competência não se estabelece.
O “capitalismo” brasileiro é o capitalismo de Getúlio Vargas: “Aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei….”
Vejam o depoimento do Odebrecht: com R$ 150 milhões comprou o executivo; com mais R$ 100 milhões comprou o legislativo.
Os compadres compram o governo — ou seja, compram o poder — bem baratinho. E tem gente que ainda diz que a solução é aumentar o governo e dar ainda mais poder a ele. Ou seja: querem que os compadres possam comprar o poder absoluto por R$ 250 milhões…
Qual é a estratégia do Mises Brasil para começar o desmonte do estados e do estado assistencialista e incrustado de parasitas de uma maneira prática e contínua e progressiva? Reformular a federação dando mais poder aos estados e pouco ao governo federal? Promover o direiro de secessão para que o mais experimentações sejam feitas pelos estados e que a liberdade possa provar que onde ela se instala a vida dos cidadãos melhora a cada dia que passa? Qual seria o roteiro de ação para que os poucos libertário do Brasil possam começar a agir para que gerações futuras possam ter uma vida melhor, independente do governo sob a guia da liberdade?
O segundo parágrafo da conclusão parece incompleto:
“Enquanto a população continuar na defesa de um estado agigantado e onipresente, que em tudo intervém e de todos cuida,”
E quando li o título, pensei que o estado oculto fosse toda a burocracia operacionalizada pelos funças, o modus operandi deles não muda, não importa o governo que está.
Não sei quanto a vocês, mas achei interessante o insight do José Padilha sobre esse assunto:
1) Na base do sistema político brasileiro opera um mecanismo de exploração da sociedade por quadrilhas formadas por fornecedores do estado e grandes partidos políticos.
2) O mecanismo opera em todas as esferas do setor público: no legislativo, no executivo, no governo federal, nos estados e nos municípios.
3) No executivo ele opera via o superfaturamento de obras e de serviços prestados ao estado e as empresas estatais.
4) No legislativo ele opera via a formulação de legislações que dão vantagens indevidas a grupos empresariais dispostos a pagar por elas.
5) O mecanismo existe à revelia da ideologia.
6) O mecanismo viabilizou a eleição de todos os governos brasileiros desde a retomada das eleições diretas, sejam eles de esquerda ou de direita.
7) Foi o mecanismo quem elegeu o PMDB, o DEM, o PSDB e o PT. Foi o mecanismo quem elegeu José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer.
8) No sistema político brasileiro a ideologia está limitada pelo mecanismo: ela pode balizar políticas públicas, mas somente quando estas políticas não interferem com o funcionamento do mecanismo.
9) O mecanismo opera uma seleção: políticos que não aderem a ele tem poucos recursos para fazer campanhas eleitorais e raramente são eleitos.
10) A seleção operada pelo mecanismo é ética e moral: políticos que tem valores incompatíveis com a corrupção tendem a serem eliminados do sistema politico brasileiro pelo mecanismo.
11) O mecanismo impõe uma barreira para a entrada de pessoas inteligentes e honestas na política nacional, posto que as pessoas inteligentes entendem como ele funciona e as pessoas honestas não o aceitam.
12) A maioria dos políticos brasileiros tem baixos padrões morais e éticos. (Não se sabe se isto decorre do mecanismo, ou se o mecanismo decorre disto. Sabe-se, todavia, que na vigência do mecanismo este sempre será o caso.)
13) A administração pública brasileira se constitui a partir de acordos relativos a repartição dos recursos desviados pelo mecanismo.
14) Um político que chega ao poder pode fazer mudanças administrativas no país, mas somente quando estas mudanças não colocam em cheque o funcionamento do mecanismo.
15) Um político honesto que porventura chegue ao poder e tente fazer mudanças administrativas e legais que vão contra o mecanismo terá contra ele a maioria dos membros da sua classe.
16) A eficiência e a transparência estão em contradição com o mecanismo.
17) Resulta daí que na vigência do mecanismo o estado brasileiro jamais poderá ser eficiente no controle dos gastos públicos.
18) As políticas econômicas e as práticas administrativas que levam ao crescimento econômico sustentável são, portanto, incompatíveis com o mecanismo, que tende a gerar um estado cronicamente deficitário.
19) Embora o mecanismo não possa conviver com um estado eficiente, ele também não pode deixar o estado falir. Se o estado falir o mecanismo morre.
20) A combinação destes dois fatores faz com que a economia brasileira tenha períodos de crescimento baixos, seguidos de crise fiscal, seguidos ajustes que visam conter os gastos públicos, seguidos de novos períodos de crescimento baixo, seguidos de nova crise fiscal…
21) Como as leis são feitas por congressistas corruptos, e os magistrados das cortes superiores são indicados por políticos eleitos pelo mecanismo, é natural que tanto a lei quanto os magistrados das instâncias superiores tendam a ser lenientes com a corrupção.
noblat.oglobo.globo.com/geral/noticia/2017/02/importancia-da-lava-jato.html
Precisamos estatizar todas as empresas brasileiras.
Essa é a real solução para o Brasil.
Artigo excelente.
E tudo isso vem amalgamado com os românticos progressistas, que desejam fazer engenharia social à fórceps, inclusive no Judiciário, em que se tem um ativismo crescente.
Atento para o Judiciário, porque são a diabólica combinação de topocracia com poder de agente político.
Fazem o que querem, na esquizofrenia de fazer “justiça social” ao mesmo tempo em que depenam os cofres públicos para o saciar de seus interesses corporativos.
Nada disso foi, é ou será provado, pois não existe ou, se existe, não devem existir mais provas disso. Precisamos diminuir a carga tributária, inflação, melhorar a legislação trabalhista(em favor do empregado) sem favoritismos, etc. A lista é longa para melhorar o país. Mas, acho que é possível.
Uma dúvida:
Leandro Roque, o editor do site IMB, é anarcocapitalista ou minarquista?
Desde já agradeço.
continua meu desafio aqui pra qualquer anarquista: me cite alguma civilização ou grupo deste planeta que não tenha tido alguma forma de estado (a razao que voces não vão conseguir citar é simples: é impossivel acabar com todas as formas de estado)
País pode ter "crescimento robusto" em 2017, diz Meirelles
Meirelles diz que poderá aumentar impostos para fechar as contas
Aumento dos preços das commodities traz fôlego para economia
Parabéns Mulheres!!!
A força das mulheres empreendedoras
Mulheres são responsáveis por 25% dos pequenos negócios em MS
Mulheres comandam 29% das empresas em MT
O Brasil ja esta na metade do caminho para o anarco-capitalismo. Pena que o termo anarco ( ametade em que estamos) seja no sentido pejorativo, de desordem, bagunca.
Recomendo a leitura do Livro Nomenklatura por Michael Voslensky, sobre a época na União Soviética, lembra muito o Brasil (há alguns deslizes contra o capitalismo, mas considerando que o autor viveu quase toda a vida na URSS, está td bem), acho inclusive importante ler esse livro para entender a situação atual (do Brasil e resto do mundo).
#VAULT7
O Maia está doente.
g1.globo.com/politica/noticia/para-maia-reforma-trabalhista-e-timida-e-justica-do-trabalho-nao-deveria-existir.ghtml
Essa decisão do Ministro do STF Celso de Mello no caso do congressista Valdir Raupp mostra bem a mentalidade quase unânime:
http://www.oantagonista.com/posts/a-orcrim-capturou-o-estado
Ou seja, segundo o Ministro – e a mídia e o senso comum brasileiro em geral – é uma “organização criminosa” que “captura” o “Estado”; quer dizer, o “mal” vem de “fora do Estado”; o mal não é o “Estado”; a “organização” nunca é o próprio “Estado”.
Fica fácil ver com essa mentalidade dá ensejo ao “estado agigantado que gera o estado oculto, que é quem realmente governa o país; e o estado oculto será perpétuo enquanto houver um estado agigantado“: se o “mal” vem de fora do “Estado” (para “capturá-lo”), então a “solução” sempre será “fortalecer” (ou aumentar) o estado, fortalecendo instituições estatais (MP e Judiciário, p.ex.); ou, então, a “solução” sempre será “colocar as pessoas certas e/ou honestas” (“temos que aprender a votar”) no estado. E assim cria-se o ciclo vicioso do intervencionismo e do agigantamento estatal.
A própria ideia que está generalizada de “combate à corrupção” já mostra isso: nunca a diminuição do estado é vista como solução para a questão; as soluções vão desde aumentar salários de procuradores até diminuir isenções fiscais para o estado ficar mais “aparelhado” financeiramente.
Parece não passar na cabeça dessa gente que “captura” do “Estado” é consequência (ou, quando menos, é causa e consequência ao mesmo tempo do agigantamento estatal), mas não A causa. A causa última do agigantamento estatal é essa própria mentalidade.
E assim, infelizmente, continuará caminhando a humanidade.
Isso aqui também é sintomático dos dias que correm:
sl.empiricus.com.br/vl23-publico/
Um site financeiro dizendo: “RECEBA COMO UM FUNCIONÁRIO PÚBLICO FEDERAL SEM PRESTAR CONCURSO”
Não precisa dizer mais nada né
Para variar, artigo tão elucidativo quanto incisivo.
Faltou comentar sobre o sexto grupo: os funças, parcela cada vez maior do “povo comum” que é comprada para fazer parte do problema – e nunca se enxerga como tal.
Você não esqueceu das sociedades secretas?
Boa tarde, apresento uma questão jurídica aos nobres debatedores que influencia diretamente na economia:
Analisando a lei de responsabilidade fiscal (lei complementar nº 101/2000), verifica-se que há uma desproporção entre os recursos destinados ao Legislativo em relação ao percentual do orçamento destinado ao Ministério Público e Judiciário, levando-se em conta o número de servidores que atuam em cada poder, senão vejamos:
Art. 20. A repartição dos limites globais do art. 19 não poderá exceder os seguintes percentuais:
I – na esfera federal:
a) 2,5% para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas da União;
b) 6% para o Judiciário;
c) 40,9% para o Executivo;
d) 0,6% para o Ministério Público da União;
Percebam que 2,5% de todo o orçamento do Brasil vai para os picaretas do Congresso e do TCU, o que legitima, legalmente, todos os gastos ineficientes, ineficazes e inefetivos dos Nobres Parlamentares e seus indicados políticos para o TCU.
Ocorre que só quem pode mudar essa lei são esses mesmos picaretas. Eis a questão: o Legislativo é Império do Brasil.
Alguém tem uma solução factível para essa desproporcionalidade?
O verdadeiro “conflito de classes“: a maioria desorganizada (pagadores de impostos) é manipulada e explorada pela minoria organizada (recebedores de impostos).
* * *
Eu adicionaria na lista os funcionários públicos. Que pouco produzem e muito ganham. Por força das greves mandam e desmandam nos políticos e em toda a sociedade. Quando acaba a grana para o salário se fazem de coitados como se nada tivessem a ver com a má gestão da coisa pública.
Para solucionar não seria correto estimular uma corrente separatista?
Marcos 07/03/2017 21:43
Artigo excelente.
E tudo isso vem amalgamado com os românticos progressistas, que desejam fazer engenharia social à fórceps, inclusive no Judiciário, em que se tem um ativismo crescente.
Atento para o Judiciário, porque são a diabólica combinação de topocracia com poder de agente político.
Fazem o que querem, na esquizofrenia de fazer “justiça social” ao mesmo tempo em que depenam os cofres públicos para o saciar de seus interesses corporativos.
Você nunca esteve tão atual…
Em seu último dia de vídeo transmitido, Olavo de Carvalho disse o seguinte (no vídeo “Aviso tardio”, do dia 24/12/2021):
“Eu queria dizer o seguinte: mesmo depois de avisados pelo Zé Dirceu que tomar o poder não tem nada a ver com ganhar eleição, o pessoal da direita só pensa em eleições e cada palavra que eu digo, eles pensam que eu estou me referindo ao resultado da eleição de 2022. Isso é totalmente absurdo, porque você veja: não foi durante a gestão Bolsonaro que a esquerda implantou a sua ditadura? Quando que nos governos petistas, alguém fechou algum jornal de direita, botou direitistas na cadeia… não, eles não tinham poder para isso! Eles adquiriram esse poder depois que o Bolsonaro subiu ao poder. Vocês não perceberam ainda… quem ocupa o cargo nominal não tem poder nenhum?
O poder não está na Presidência meu Deus do Céu! O poder está na sociedade humana, na trama da sociedade. Quem domina essa trama é quem tem o poder.
Então eu vou perguntar o seguinte: vocês botaram o sujeito na Presidência, muito bem, parabéns. Agora me diz o seguinte: quantos grêmios de faculdade vocês tomaram? Nenhum. Quantas redações de jornal vocês tomaram? Nenhum. Quantos sindicatos vocês tomaram? Nenhum, é? Quantas igrejas da teologias da libertação vocês tomaram? Nenhuma. Em suma, vocês deixaram tudo na mão dos comunistas e está na mão deles, eles fazem o que quiserem? Deu para entender? O STF não é se não o porta-voz do consenso do pessoal esquerdista. E eles estão exercendo o poder, e vão continuar exercendo. E se o Bolsonaro for eleito, eles vão exercer mais ainda, porque o Bolsonaro já provou que ele não tem a mentalidade necessária para enfrentar essa gente. Porra eu vou lhes dar um exemplo: ele fez o possível para derrubar a Rede Globo. Muito bem. Ele não derrubou, mas enfraqueceu. Agora, o Terça Livre não foi enfraquecido, foi totalmente destruído! E isso diante dos olhos do Bolsonaro. Ora, Nietzche já ensinava que só se vence aquilo que se substitui, se substitui. O que puseram no lugar da Globo? Nada! Tem alguma TV conservadora? Tem alguma estação de rádio conservadora? Não tem! Tem um jornal conservador? Não tem nada! Ou seja, vocês estão se esforçando para ganhar a eleição e estão deixando a sociedade, o poder social na mão dos comunistas meu Deus do Céu! Né? Agora tem gente que insiste que estou falando de eleição! Que eu estou querendo que o Lula ganhe a eleição mas mesmo que eu fizesse isso não teria a menor importância! Não importa quem vai ganhar a eleição meu Deus do Céu, importa quem tem o poder sobre a sociedade. Dá pra entender isso aí? Né? Se vocês levarem isso em conta, quem sabe talvez seja possível vocês terem um bom Natal.”
“Não querendo estender demais essa pauta, mas vários atribuem a expressiva votação na Esquerda no Sudeste em virtude da massiva emigração de gente dos estados mais ao norte. Algo semelhante aos EUA, em que californianos mudam-se a estados como o Texas ou a Flórida, mas continuam a votar nos Democratas.”
Ah, já acreditei nisso também viu? Não duvido que até o primeiro mandato da Dilma fosse assim, só que o contexto de hoje é diferente daquele de 10 anos atrás, o perfil dessa última leva de imigrantes é diferente daquela história clássica do nordestino que ia de pau de arara pra São Paulo e Rio carregando até suas panelas embaixo do braço. Infelizmente, por mais que doa pro pessoal admitir, quem votou em sua maioria no molusco de forma consciente foi o classe média emergente saudosa com o primeiro mandato dele (confundiu-se moeda estrangeira fraca e farra de consumismo a prazo com prosperidade eterna), onde um sujeito que tinha no máximo um Chevette ou um Corcel 1, do nada aparecia na época com um “Fodendo” Gol G3 ou Corsa Classic novinhos financiados em mil vezes, viagens de avião financiadas em duas mil, casas compradas com prestações que até os netos terão que pagar e o banquete com brioches e picanha, problema é que esse pessoal “tinha” essas coisas, mas a conta chegava em seguida, a partir daí ficaram culpando os desdentados, os ricos, os empresários e todo mundo por suas inabilidades financeiras.
Me arrisco a dizer que os ideólogos, os nordestinos, imigrantes desses, refugiados de países como Venezuela, Haiti e Senegal, além das minorias mesmo que o Lula tivesse 100% de aproveitamento entre esse pessoal, ainda sim não teria votos suficientes para ganhar uma eleição só com o mesmo. Ainda sim, o populoso sudeste, o getulista Sul e claro, a população feminina e a classe média baixa que estava saudosa com o primeiro governo dele foram quem fizeram a diferença real nessa balança.
Eu como só assisto esportes, justamente por saber o chernobyl que é a programação normal dos últimos 10 anos, me livro de passar essa raiva.
=====Só o programa do Raul Gil no sábado à tarde justifica teu receio em te irritares por conta da televisão. Aguentar aquele sujeito é a receita ideal para desenvolver-se depressão profunda! Fora o que se exibe no restante do final de semana, à exceção dos esportes, como disseste.
Eu não gostava dessa mania de perseguição que o Olavo tinha com minorias e nordestinos (os quais convenhamos, jamais elegeriam qualquer candidatos sozinhos, só na cidade de São Paulo já tem mais gente do que tem em Alagoas inteira por exemplo e foi justamente em estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro onde o Bolsonaro mais perdeu votos), mas nisso ele estava certo.
====Não querendo estender demais essa pauta, mas vários atribuem a expressiva votação na Esquerda no Sudeste em virtude da massiva emigração de gente dos estados mais ao norte. Algo semelhante aos EUA, em que californianos mudam-se a estados como o Texas ou a Flórida, mas continuam a votar nos Democratas.
O bolsonarista da ala neocon adotou emissoras como a Band e a Record, como suas “emissoras de estimação”, logo a Record que sempre trocou de lado como se troca de calcinha e a Band, cuja nefasta equipe de jornalismo feminino (Kalinka Schütel, Joana Treptow, Paula Valdez e outras) são todas claramente feministas da vertente radfem e de esquerda, mas convenhamos, só o apoiaram pra tentar roubar um pouco de mercado da Globo. Com muita boa vontade eu isento o SBT dessa lista dos aproveitadores, de resto, nenhuma se salva.
=====Em relação à Record, obrigo-me a concordar contigo, haja vista que o Edir Macedo deu apoio aberto ao Lula, em seus primeiros mandatos, além de ser favorável ao aborto (posicionamento que tende mais à esquerda). Digamos que o neoconservadorismo passou a ganhar relevância a partir da gestão da Dilma ou do Temer…
Quanto à Band, assisto as reportagens e eventos esportivos que me atraem enquanto não tentam lacrar, inclusive o futebol feminino, que a mesma exibia ano passado (exemplo disso foi o Brasileirão da categoria, nos sábados à tarde, narrados por uma tal Isabela). Não sei se o SBT ainda mantém os direitos de transmissão da Libertadores e da Champions League, torço que sim.